História Ir ou não? Eis a questão. - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Fantasia, Mistério, Romance, Suspense
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Vorteeei

Capítulo 8 - Eu confio em você.


Fanfic / Fanfiction Ir ou não? Eis a questão. - Capítulo 8 - Eu confio em você.

Passamos o trajeto inteiro sem trocar uma palavra e para ser sincera, eu não tive coragem nem de olhar para ele, por todo momento permaneci olhando a paisagem pela janela do carro. 

Depois de quase 30 minutos, Dilan estaciona o carro na beira de uma estrada deserta, só havia mato e árvores ao redor da longa estrada. Olho para ele um pouco surpresa, com medo talvez, Dilan permanece inquieto por alguns segundos e então segura minha mão.

— Confia em mim? - Ele diz, sério. 

LÓGICO! ESTAMOS NO MEIO DO NADA,  NA BEIRA DE UMA ESTRADA DESERTA E EM UM MATAGAL SOZINHOS, ONDE NENHUMA OUTRA ALMA VIVA É AVISTADA. EU CONFIO TOTALMENTE!! (Deus, receba minha alma, amém.)

— Po...por que diz isso? O que está acontecendo? - Não disfarço a insegurança na minha fala, que talvez possa ter saido um pouco chorosa.

Só responde se sim ou não. - Dilan permanece me olhando sério. 

Penso por um instante antes de responder. 

— Sim. - Engulo a saliva a seco após responder. 

— Então saia do carro. 

- Me espanto com suas palavras e por um breve momento, desacredito no que acabo de ouvir. — Como é? - Me faço de desentendida.

Saia do carro. - Dilan repete. — Disse que confiava em mim, então saia do carro.

Achei que podesse ser uma brincadeira, porém ele não riu em momento algum, parecia realmente estar falando sério.

Está maluco? É uma estrada deserta e está um breu lá fora. Nem pensar que eu vou sair do carro e ficar aqui sozinha. - Franzo a testa, nervosa. 

Calma, eu só pedi para sair do carro, não disse que te deixaria aqui sozinha. 

 Sem esperar minha resposta Dilan sai do carro, saio logo após. 

Quase não dava para enxergar o lugar, no maximo, alguns palmos a frente, o chão e as árvores mais proximas. Uma cena assustadoramente típica de um filme de terror. 

Dilan atravessa seu lado do carro e caminha em minha direção. 

- Dilan pega na minha mão e me leva até a floresta. — Você disse que confiava em mim, apenas venha comigo. 

Sei que poderia estar fazendo uma das piores escolhas da minha vida, entrar no meio do mato com alguém que conheço a pouco tempo e não tenho a minima ideia do histórico criminal ou coisa assim. Minha mãe já teria infartado só de imaginar isso.  Mas pensando bem, voltar eu não teria como, e se ele quisesse me matar, já teria feito, não deixou transparecer que queria me sacrificar para algum ser supremo também.  O que custa um voto de confiança não é? 

Balanço a cabeça confirmando e orando mentalmente, caso a ideia do sacrifício venha à tona. Eu o sigo para dentro da floresta.

Havia meio que uma pequena estrada dentro da floresta, entre as árvores. Dilan com uma pequena lanterna, iluminava os troncos das  árvores a sua frente, que pelo que pude analizar, algumas tinham uma espécie de marca bizarra, apontando para direções diferentes, como uma localização de algum lugar. Dilan iluminava os troncos e seguia o caminho em que o símbolo na árvore  direcionava. Eu ia atrás o seguindo e segurando firmemente sua outra mão, sem saber se esperava o melhor ou o pior a acontecer. 

Paramos finalmente de andar e chegamos a um lugar sem saída. Havia muitas pedras altas e uma arvore enorme no meio delas, conhecida como arvore chorona, seus galhos e folhas arrastavam no chão como uma grande cortina. 

— Chegamos. - Dilan vira para trás e sorri para mim. 

Essa era sua idéia de lugar diferente? Uma passeio no meio do mato em plena quase madrugada? Bem criativo. - Solto ironicamente sem pensar. 

- Ele solta minha mão e caminha em direção a grande árvore. — Como você é chata em!

— Espere! 

Dilan, usando as mãos abre uma pequena passagem entre os grandes galhos caidos da árvore. 

— Primeiro as damas.

Passo entre a pequena abertura e após atravessar me deparo com uma pequena cabana de madeira um pouco mais a frente, olho para o chão e percebo que o gramado  estava baixinho, tipo o gramado de Harvard, ou de um estádio de futebol. Como se alguém tivesse aparado e cuidado daquela área. Tinha bastante flores mistas plantadas no gramado e dava um pouco de dó de pisar em cima, a Lua e uma porção de estrelas estavam bem em cima de mim, facilitando com que eu enxergasse claramente  o que tinha ao meu redor. Uma pequena estradinha de pedras colocadas no chão levava até a entrada da cabana. Um lugar simplesmente incrível, passei alguns segundos só admirando.

Dilan  interrompe meu momento de análise. 

— Gostou sr. Reclamona? Venha, vamos entrar. 

Ele caminha em direção a cabana e vou logo após. 

Ela era tão linda por dentro quanto por fora, tudo feito de madeira, tudo cheirava a madeira. 

Sento em um banco e Dilan senta ao meu lado.

— É sua? - Puxo assunto.

Como?

— A cabana, é sua? 

— Sim... Bom, não exatamente, a encontrei abandonada e aos pedaços a um bom tempo. Procurei informações e pelo que indicava, não possuia nenhum dono. Então reformei e fiz dela um lugar especial. Então sim... podemos dizer que ela seja minha. - Ele sorri.

— Como a encontrou. - Insisto na conversa.

Em um dia de treino, fui inventar de correr nessa floresta para treinar o reflexo e a visão, então comecei a ser perseguido por um suposto animal irritado, acabei tropeçando em um galho caído que me fez rolar e atravessar a grande árvore e por fim, encontrar a cabana. 

— Interessante. 

— Sim. - Ele se mantém calado por um momento. 

- Ele se levanta. — Vem comigo. 

Dilan pega uma pequena cesta de piquenique e a toalha que cobria uma mesa de madeira e sai pela porta. Permaneço sentada no banco mas não demoro muito para sair. 

Lá fora, Dilan estende a toalha sobre a grama, coloca a cesta sobre a toalha e senta logo em seguida. 

— Eu preparei algumas coisas, imagino que esteja com fome porque eu estou.

- Sorrio balançando a cabeça negativamente. Sento sobre a toalha, de frente para ele. — Meu pai adorava lugares assim. Com certeza Isso é bem melhor do que uma balada barulhenta. - Humorizo.

— Que bom que gostou. - Ele sorri. 

—  Obrigada por me trazer aqui, de verdade. Essa será uma das minhas lembranças mais bonitas. - Solto em voz alta, sem querer.

Dilan permanece quieto, me olhando. Eu gostaria muito de saber o que se passa em sua cabeça quando ele faz isso. Seu olhar faz com que eu fique sem jeito e me arrepie toda.  Passamos algumas horas olhando para as estrelas, até o sol nascer.

O sol já vai nascer, vamos guardar essas coisas, preciso te levar de volta antes que amanheça e os caminhões tomem conta da estrada. - Ele finalmente diz algo e para ser sincera, não o que eu gostaria de ouvir. Mas tudo bem, concordei e ajudei a levar as coisas de volta. 

Voltamos para estrada e para o carro, o dia já havia amanhecido e o clima assustador da estrada sumido junto com a noite. Dilan me deixou em casa e me acompanhou até a porta. 

— Vai entrar? - Pergunto enquanto procuro as chaves.

Pretendo. - Ele responde. — Quer ajuda? 

— Não, já encontrei. - Abro a porta. 

Dilan entra logo após a mim. 

— Quer alguma coisa? Água talvez. - Pergunto por educação. 

Ele não me responde. 

— Você tem uma mania muito feia as vezes de não responder perguntas, sabia?  isso irrita. - Solto sem pensar.

Ele permanece quieto e isso me irritou ainda mais.

— Está vendo? Me ignorou de novo! Por que eu insisto em conversar com você? Ah sim! Porque eu sou idiota. 

- Dilan sorri, e então anda em minha direção. 

Ele se aproxima de mim, me fazendo andar para trás até não ter mais saída. Seu corpo literalmente cola no meu prensado na parede. Ele coloca uma das mãos na minha cintura me puxando para mais perto e a outra tira uma mecha do meu cabelo e coloca atrás da minha orelha. Nesse momento eu sinto meu coração acelerar e meu corpo todo amolecer, tudo que eu queria naquele momento era que  me beijasse. Ele se aproxima de mim e eu fecho os olhos no impulso, sinto sua boca bem pertinho da minha, um movimento meu para frente e finalmente o beijaria.

- Dilan direciona sua boca ao pé da minha orelha e sussurra no meu ouvido. — Bobinha. 

Se afasta e então pega a chave do carro que estava atrás de mim, me dá um beijo na bochecha e sai sem ao menos dizer tchau.

Creio na possibilidade de que ele esteja me testando, que esteja jogando comigo,  depois de analisar a situação eu chego a essa conclusão. É a segunda vez que faz isso comigo, mas eu também sei brincar, vamos ver Dilan, quem é que ganha esse teu jogo. 





 





Notas Finais


Mais uma vez, analisar o desempenho para continuar.


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