História Iris - Capítulo 6


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Lilith "Lily" Page, Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Tinker Bell, Vovó (Granny), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Lgbt, Swanqueen
Visualizações 108
Palavras 2.050
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, LGBT, Orange, Seinen, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, como você está?
Boa leitura

Capítulo 6 - Encontro


Olívia P.O.V.

A primeira aula ainda não está nem na metade e já estou de saco cheio. Não entendo a necessidade de os professores explicaram item por item do plano de aula sendo que eles já falaram de maneira geral e disponibilizam o arquivo. Senti meu celular vibrar dentro do estojo.

Ruby Lucas: Claro que sim!

Ruby Lucas: Quer almoçar comigo?

Me chamar para comer é querer que eu me apaixone.

Liv Mills: Quero! Onde vamos?

Ruby Lucas: Gostaria de passar um tempo basicamente só nós duas? Para nos conhecermos

Responde o que eu perguntei, querida.

Liv Mills: Sim, mas tu não vai roubar meus órgãos não né?

Ruby Lucas: Não prometo nada, mas tô querendo roubar outra coisa

Liv Mills: O que seria?

Ruby Lucas: Uns beijos, talvez

Precisa rouba não linda, dou de livre e espontânea vontade.

Liv Mills: Por que talvez?

Ruby Lucas: Pq acho que não vou precisar roubar nada

Liv Mills: Eu tenho certeza que não. Onde te encontro?

Ruby Lucas: Pensei em irmos a praia, o que acha?

Liv Mills: É uma boa. Qual horário?

Ruby Lucas: Lá pelo meio dia está bom pra você?

Putz! Será que vai ter ônibus?

Liv Mills: Está sim, mas talvez eu atrase um pouquinho. Estou do outro lado da cidade e não sei horário de ônibus.

Ruby Lucas: Sem querer ser entrona, mas onde cê tá?

Que isso? Já está querendo me controlar?

Ruby Lucas: Eu não tô querendo te controlar, é que tem a possibilidade de eu estar perto de vc

Liv Mills: Você lê pensamentos é? Estou na faculdade, na US*.

Ruby Lucas: MENTIRA!

Ruby Lucas: Eu trabalho praticamente do lado

QUE ISSO UNIVERSO? Tá conspirando tanto ao meu favor que já estou achando estranho. Qual é a pegadinha? Ela é casada? É yandere?

Liv Mills: Caralho, que coincidência 😂

Liv Mills: Não é melhor almoçarmos por aqui então?

Ruby Lucas: CLARO QUE NÃO!

Ruby Lucas: Quero que nosso primeiro encontro seja legal

Ruby Lucas: Cê deve tá me achando besta né?

Liv Mills: Nem um pouco. Na verdade eu achei fofo.

Ruby Lucas: Acho que você gostaria de me ver agora só por vingança

Ruby Lucas: Tô toda vermelha

Liv Mills: Droga! Queria estar rindo da sua cara.

Ruby Lucas: Não tem graça

Ruby Lucas: Tenho que voltar ao trabalho, presta atenção na aula

Ruby Lucas: Me espera no portão principal

Ruby Lucas: Até daqui a pouco, Liv

Liv Mills: Até daqui a pouco, Rubs.

Fiquei tão concentrada na conversa que nem vi que a aula já havia acabado. Meu professor estava terminando de arrumar suas coisas e não tem quase ninguém na sala. Caralho, já é intervalo.

- Com quem a senhorita estava falando? - Henry me questiona e me viro para o olhar.

- Com uma garota aí. - A expressão dele fecha.

- Não vai me dizer que caiu na da ruiva de novo? Liv, tu quer um relacionamento e ela só quer pegação, não faz isso com você.

Aí como meu melhor amigo é um irmãozão.

- Hen, não é a Mel. - Ele me olhou surpreso.

- Tá usando Tinder é?

- Claro que não, não tenho a mínima vocação pra seduzir alguém em aplicativo. - Rimos.

- De onde ela surgiu? 

- Meio que da festa. - Me olhou confuso. – Ela estava na praia mas não para a festa.

- Posso ver quem é a garota que está tentando dar uns pegas na minha baixinha? - Abri a foto dela do WhatsApp. – Porra!

- Ela é linda né? - Concordou. – Vou sair com ela hoje.

- Que rápidas vocês, onde vocês vão?

- Vamos almoçar na praia.

- Gostei desse programa, é respeitoso. - Comecei a rir. – Ri não, estou falando sério! Foi ela que te convidou né? - Assenti. – Ela podia simplesmente ter te convidado para ir beber, o que não mostraria querer algo sério, mas ela te convidou para um programa basicamente de casal, nem conheço ela e já estou gostando muito.

- Meio que somos dois, Hen. - Sorri e me arrumei na cadeira pois o professor das últimas aulas chegou.

Ruby P.O.V.

Durante o período da manhã a lanchonete sempre é mais tranquila, mas por ainda ser o primeiro dia de aula ela está praticamente vazia com exceção de alguns policiais que vieram tomar café. As poucas horas que faltavam passar para eu poder ir buscar a Liv pareceram séculos mas finalmente passaram.

- Granny? - Saí da cozinha e fui até o balcão. – Estou saindo para o almoço, por acaso eu posso tirar o resto dia de folga? - Dei meu melhor sorriso e ela riu.

- Não precisa se esforçar tanto para me convencer, você está me ajudando todo dia o dia todo a um tempão, claro que pode. - A abracei e dei um beijo em sua bochecha.

- Você é a melhor avó do mundo! Tchauzinho. - A abracei mais forte

- Tchau, juízo viu dona Ruby.

- Pode deixar, vovó.

Peguei a bolsa que já tinha preparado com as coisas e meu capacete, fui em direção a minha moto, abri o baú coloquei a bolsa e peguei o outro capacete e encaixei no meu braço, subi na moto e dei partida. O trajeto até o onde marcamos é tão curto que não demorei nem cinco minutos. Cheguei e ela já estava me esperando, mas não estava sozinha. Quem será esse cara? Parei a moto em frente a eles.

- Acho que sua carona chegou, tchau baixinha. - Beijou a testa dela e saiu.

- Tchau, Hen. - Olhou para mim e abriu um puta sorriso lindo. – Oi, Rubs. - Tirei o capacete e beijei a bochecha dela, bem no canto da boca, ela corou.

- Oi, Liv. Estiquei o braço em que estava o capacete ela o pegou e colocou.

- Onde vamos comprar comida?

- Não se preocupa com isso, já está tudo no baú.

- Isso é injusto, não quero te fazer pagar nada para mim. - Fez uma carinha emburrada muito fofa.

- Relaxa, eu trabalho em uma lanchonete, então é de graça. Sorri. -Bora?

- Bora! Mas dá próxima eu que pago. - Subiu na garupa e pegou na minha cintura, eu dei partida e segui em direção a praia. O caminho foi tranquilo e como pouquíssimas pessoas vem a praia durante a semana ela está vazia. Descemos da moto, guardei os capacetes no baú e peguei a bolsa.

- Temos a praia todinha só para nós duas. - Passei meu braço livre sob seus ombros a fazendo ficar mais perto e ela passou o braço por trás das minhas costas e segurou minha cintura.

- Quais são seus planos para nós?

- Comer, conversar e ver o Sol se pôr, o que acha? - Sorri.

- Olha, não sei muito sobre encontros, para mim está perfeito!

- Como assim? - Ela corou.

É eu estava certa, ela fica linda com vergonha!

- Eu nunca tive um encontro. - Sorriu timidamente.

- Sério mesmo? - Confirma com a cabeça.

Caraca viado! Realmente não esperava por essa.

- Então vamos, agora sou obrigada a fazer desse o melhor primeiro encontro do mundo! - Caminhamos pela areia até chegar perto de umas pedras grandes que faziam sombra e facilmente nos protegeria do Sol. - Abri a bolsa para pegar a toalha vermelha que trouxe e a estiquei na areia.

- Nossa! Você pensou em tudo não é? - Não sei se é a luz do Sol ou se os olhos dela realmente brilharam forte mas tenho certeza que quero ver isso de novo.

- Você não faz ideia, senta aí e fecha os olhos.

- Ok. - Fez o que eu pedi e eu comecei a tirar as coisas da bolsa.

- Não vale espiar.

- Não sou trapaceira, Rubs.

Tomara que não seja mesmo, estou sendo bonitinha.

- Pronto, pode abrir. - Ao abrir os olhos aquele brilho voltou a habitar novamente aquelas lindas íris castanhas e deu um dos sorrisos mais lindos que já vi. – Não sabia o que você iria querer comer e como sou tapada esqueci de perguntar, então trouxe algumas opções. - Me olha atentamente. – Trouxe duas porções grandes de batata com cheddar e uma sem, um x-bacon e um x-salada vegetariano pois não sabia se você come carne, e também tem coca e alguns molhos.

- Ruby, eu sei que a gente nem se conhece ainda mas quer namorar comigo? - A olhei completamente sem reação . – Com tudo isso de comida já sou todinha sua. - Disse em tom brincalhão.

- A é? - Assentiu. – Então como faço para te ter na minha cama? - Disse em tom malicioso e ela arqueou a sobrancelha.

Puta que pariu que bagulho sexy!

- Toma iniciativa e me dá tudo isso aqui antes e depois de a gente transar. - Ri e ela pegou o hambúrguer vegetariano.

- Você é vegetariana? - Negou com a cabeça enquanto começava a comer. – Não gosta de bacon? - Me olhou como se eu tivesse cometido um crime abominável.

- Eu estou só começando! - Pegou um punhado de batatas e comeu.

- Duvido uma pessoa tão pequena comer tudo isso.

- Não dúvida não, eu como, e se você der bobeira como o seu também! - Me olhou séria.

- Eu estou começando a ficar com medo desse seu apetite, pequena. - Falei o apelido de forma tão natural que nem percebi. – Desculpa pelo apelido. - Tenho certeza que corei.

- Está tudo bem, Rubs. - Sorriu. – Já estou acostumada com apelidos que se refiram a minha falta de estatura.

- Eu ouvi aquele cara te chamar de baixinha. - Mesmo não tendo o mínimo motivo, pois ainda nem temos nada, aquela cena me deu um certo ciúme e tenho certeza que deixei transparecer na minha voz.

- Aquele cara é meu melhor amigo, basicamente o irmão que eu não tenho, minha família me chama de baixinha. - Explicou calmante e sinto minhas bochechas esquentarem. – Então você é ciumenta é? - Provocou.

- Um pouco. - Sorri sem graça.

- Antes de a gente continuar o que está acontecendo eu preciso perguntar algo.

- Manda.

- Isso. - Apontou para mim e para ela. – Tem a possibilidade de se tornar algo sério ou você só vai ser legal até me levar para a sua cama e depois vai me dispensar?

- Liv, se minha intenção fosse só te levar para minha cama eu teria insistido nisso ontem. - A olhei no fundo dos olhos. – Não sei explicar o motivo, mas ontem quando te vi parada observando aquela zona eu senti a necessidade de falar contigo e a mistura desse seu humor ácido e esse jeito que na minha opinião é muito fofo me despertaram a vontade de te conhecer. - Ela sorriu – Além de você ser muito gata e muito gostosa. - Dei um sorriso malicioso e ela balançou a cabeça em forma de negação.

- Se não fosse essa comida estar tão boa, eu diria que você estragou o encontro perfeito. - Deu uma grande mordida no hambúrguer.

- Gostou mesmo? - Balançou a cabeça positivamente. – Eu mesma que fiz.

Quero é que ela experimente outra comida e goste.

- Esquece esse negócio de namoro, casa comigo de uma vez! - Rimos.

Passamos a tarde conversando sobre diversos assuntos e rindo. Adorei conhecer um pouco mais sobre ela e não vejo a hora conhecer mais. Vimos o Sol se pôr e levei ela para casa. Rua Mifflin número 108, que puta casão lindo! Descemos da moto e ela me entregou o capacete.

- Adorei o dia de hoje Rubs, foi o melhor primeiro encontro do mundo! - Disse timidamente.

- Ainda não Liv. - Me olhou sem entender, agarrei sua cintura e a puxei para um beijo intenso, só nos separamos pois o ar se fez necessário. – Agora sim! Encontro perfeito! - Sorriu.

- Concordo plenamente! - Guardei no baú o capacete que ela estava usando, subi na moto e coloquei o meu. – Me avisa quando chegar em casa, ok?

- Pode deixar, mocinha preocupada. - Pisquei e dei partida na moto.

O dia de hoje foi maravilhoso, só seria melhor se eu tivesse ouvido ela gemer meu nome, mas sinto que ainda não é a hora.


Notas Finais


E aí, o que achou? Comenta aí
Até o próximo capítulo, vai ser só Emma e Regina!!


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