História Irmão da minha namorada - Capítulo 13


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Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Suga, V
Tags Gêmeos Park, Jikook, Menção Taegi
Visualizações 2.799
Palavras 4.416
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não, isso não é uma miragem, você não esta sonhando, É REAL.
AMÉM, IGREJA?
Gente ahduas ME DESCULPEM, de verdade mesmo, guardem essas facas e me perdoem, tá?

Eu sei que falei que não demoraria mais tanto tempo pra att e, bem... Eu demorei acho que até mais. GENTE, meus amores, me perdoem, de verdade! Minha intenção jamais foi deixar vocês com tanta demora em atualização. :(
Mas, esse capítulo é o mais importante de todos, sabe? Eu queria fazer algo bom e, céus, TÔ MORRENDO DE MEDO DE POSTAR, SÉRIO, PQP.

As cartas estão na mesa, meus amores, as verdades serão reveladas. Sem ódio nesse coraçãozinho, ouviu? Lembrando que se matarem a autora, não tem quem att, rs

Enfim, VÃO LER ESSE CARALHO LOGO. AMO VOCÊS, JURO. Boa leitura <3

Capítulo 13 - A verdade seja dita


Fanfic / Fanfiction Irmão da minha namorada - Capítulo 13 - A verdade seja dita

O mundo parecia passar em câmera lenta e no modo silencioso pra mim, desde que eu saíra de casa em direção ao hospital. Eu ainda me sentia anestesiado com a situação e atordoado com tudo, sequer notei quando já estava adentrando as grandes portas do hospital e seguindo, de forma robótica, até a recepção afim de ter as informações necessárias.

— Boa noite senhor, no que posso ajudá-lo? – a recepcionista me perguntou assim que me aproximei o suficiente.

— Ahn… Park Jimin? – balbuciei, ainda meio atordoado com toda a situação.

— Oh, um minuto. – e logo a recepcionista passou a digitar em seu computador de forma rápida, para me olhar alguns minutos depois. — Ele está na UTI agora, senhor, não poderá vê-lo no momento, mas chamarei o médico responsável para explicar-lhe toda a situação. – então, ela mexeu em alguma coisa em sua mesa e logo me estendeu um crachá de visitante — Isso é para que possa andar pelo hospital. Irei chamar o doutor Lee agora mesmo, pode esperar por ele sentado naquelas cadeiras, se preferir.

— Você deveria ligar para a irmã dele. – comentei após a moça terminar de falar, brincando com o crachá em mãos.

— Me desculpe?

— O paciente, Park Jimin, deveria ligar para irmã dele. Eu não sou da família. – ditei, olhando-a nos olhos, vendo-a ficar um pouco confusa com a situação – afinal, era meu número quem estava na chamada de emergência e não o de Minji, o que não fazia total sentido – mas, mesmo assim, assentiu e me entregou um pedaço de papel e caneta.

— Tudo bem, poderia me passar o número dela? – apenas assenti, anotando o número de forma automática, sem sequer precisar olhar nos contatos do telefone.

Suspirei pesaroso ao constatar isso e apenas segui em silêncio até as cadeiras que me foram indicadas outrora, respirando fundo e fechando os olhos ao passo que levava a mão até meus fios negros, bagunçando-os em nervosismo.

Os minutos que passei ali, apenas sentado, foram como um breu na minha cabeça. Não saberia dizer se passaram apenas alguns minutos ou, até mesmo, horas enquanto eu esperava pelo médico atendente vir ao meu encontro. Ironicamente, no momento em que avistei um senhor de jaleco seguindo em minha direção, tive a imagem de uma Minji entrando desesperada pelas portas do hospital e correndo até a recepção.

Sem que eu fosse capaz de impedir qualquer coisa – eu ainda estava em um estado catatônico horrível – um sentimento de angústia me tomou quando a mais velha começou a chorar, aos prantos, diante a recepcionista que tentava acalmá-la. Olhei para o médio, que a esse momento já estava parado em minha frente, e disse apenas que esperasse um segundo e segui até onde a Park se encontrava.

Me aproximei manso, tocando em seu ombro com calma e logo tendo a atenção de Minji em mim, que, no calor do momento, apenas me abraçou e deixou-se chorar no meu ombro. Deixei um suspiro escapar por meus lábios, retribuindo o abraço da mais velha e alisando suas costas em uma forma de conforto. Aquele momento não era o adequado para eu colocar minha picuinha e orgulho diante da situação, por isso permiti que o contato se prolongasse até que a mais velha se acalmasse um pouco.

— O médico está aqui para conversar com a gente. – murmurei para a gêmea, me afastando do contato e a olhando, esperando seu aceno positivo para, por fim, me afastar de si e seguir até onde o médico nos olhava e esperava de forma paciente.

— Senhor Jeon? – ele perguntou ao que me aproximei e apenas assenti, parando em sua frente.

— Está é Park Minji, irmã de Jimin. – disse baixo, explicando quem era a mulher ao meu lado. O médico assentiu antes de continuar.

— Me chamo Lee Seung-hyun e sou o responsável pelo caso do seu amigo. – ele iniciou, formal e educado, e eu apenas assenti, esperando que continuasse. — O senhor Park, devido à batida ter sido exatamente no seu lado do carro, o deixou com alguns ferimentos mais graves e, no momento, encontra-se sedado e internado. Teve uma batida forte na cabeça e, por isso, queremos observá-lo por pelo menos vinte e quatro horas para termos certeza de que seu estado não irá se agravar antes de transferi-lo até um quarto privado. – o doutor começou a explicar toda a situação, de forma calma para que pudéssemos compreender cada palavra dita. Minji segurou em minha mão, totalmente concentrada nas palavras do médico — Tirando esse ferimento, senhor Park também está com uma perna fraturada e alguns ferimentos superficiais, nada que nos preocupe.

— N-nós podemos vê-lo? – Minji perguntou, de forma sôfrega.

— Sinto muito, senhora, mas as visitas não são permitidas na UTI. Os manteremos informados sobre qualquer mudança, se quiserem permanecer no hospital e esperar. Agora, se me dão licença… – e o médico fez uma breve reverência antes de afastar-se e seguir hospital adentro novamente.

Ouvi Minji suspirar pesado ao meu lado e, de forma delicada, desfiz o contato de nossas mãos,  tendo seu olhar sobre mim de forma envergonhada. A Park abraçou o próprio corpo com os braços antes de dizer:

— Me desculpe, Jeongguk-ssi. – seu tom era baixo e ela evitava me olhar nos olhos. Acho que, nunca antes na minha vida, presenciei uma Minji tel vulnerável como nesse momento. — E, bem, obrigada por passar meu número para a recepcionista. – completou, finalmente olhando para mim.

Apenas suspirei mais uma vez, passando a mão por meus fios e assentindo com a cabeça.

— Sim, tudo bem. – respondi baixo e o silêncio se instalou sobre nós, onde nenhum dos dois era capaz de manter algum contato visual.

— Ahn, hm… Você pode ir para sua casa, se quiser, Jeongguk-ssi. Eu assumo daqui. – ela então disse, fazendo uma pequena referência e eu suspirei pela enésima vez naquela madrugada.

— Não se preocupe eu… Vou quando Jimin acordar e termos certeza que está tudo bem. – a olhei, dando um pequeno sorriso de boca fechada. A mais velha assentiu.

— Podíamos, hm, ir tomar um café… Sabe, para esperar. – disse e eu, suspirando, apenas aceitei. Era apenas um café, no final das contas.

 

×

 

Desde o momento que havíamos chegado na cafeteria, cada um pegou um copo de café expresso e fomos nos sentar em uma das mesas dispostas por lá no maior silêncio. Minji parecia, além de preocupada – por motivos óbvios – extremamente desconfortável e intrigada com alguma coisa, mas permanecia em silêncio, mesmo que por vezes tive a impressão de que ela queria me perguntar algo. Eu, igualmente, não falei nada por realmente estar um pouco – talvez muito? – desconfortável com toda a situação. Eu estava me corroendo em culpa por dentro.

— Eu não consigo entender…. – Minji suspirou, pesarosa, desarrumando os cabelos já totalmente desgrenhados — Não consigo entender como isso aconteceu. – ela dizia, sem olhar diretamente para mim, focada apenas em seu copo de café — Ele me mandou uma mensagem hoje de tarde… Parecia tão animado, tinha encontrado um velho amigo… – sua voz continha um tom magoado e pesaroso, até mesmo choroso e, depois de mais alguns momentos em silêncio ela finalmente levanta a cabeça e me olha nos olhos — Mas então, tarde da noite, eu recebo uma ligação de um Taemin em desespero… Dizendo coisas que, na hora, pareciam tão sem nexo… Afinal, qual a probabilidade de você estar na casa de Lee Taemin, certo? – e então ela abriu um sorriso triste pra mim, ao que lágrimas escorriam por suas bochechas coradas.

Instintivamente abaixei os olhos, não sendo capaz de olhá-la diretamente naquele momento. Engoli em seco, sem saber o que dizer para a mais velha e sentindo o peso da culpa se multiplicar por meus ombros. Me encolhi na cadeira, envergonhado e sem saber o que dizer.

— Eu… Eu sinto muito. – foi tudo que consegui falar naquela situação após mais alguns minutos em um silêncio mortal.

— Sinto muito, mas suas desculpas não valem muito pra mim agora. – a Park respondeu e eu senti como um tapa na minha cara. Levantei meu olhar para  a mais velha, observando que ela limpava o rosto das lágrimas e respirava fundo, como se tentasse controlar as emoções no momento — Eu sei que fiz muita coisa errada, Jeongguk-ah, realmente sei disso. – ela começou, olhando-me nos olhos — Mas, ainda assim, não consigo parar pra pensar que se você tivesse nos dado a chance de explicar tudo, não estaríamos nessa situação. – completou, então, com um suspirar e não evitei em bufar.

— Olha, não venha dizer agora que isso tudo que aconteceu foi por culpa minha, porqu–

— Eu não disse isso, Jeongguk. – Minji logo me interrompeu, parecendo extremamente cansada — Você estava no seu direito quando não quis nos ouvir, quando ficou magoado, eu sei disso, mas mesmo assim, se você tivesse nos dado uma chance…! Céus, Jimin me acordou no meio da noite para vir atrás de ti, Jeon. Você pode achar agora que tudo é uma mentira, mas Jimin realmente criou sentimentos verdadeiros por você. – completou e fiquei em silêncio, meio sem saber  que responder para a mais velha. A culpa me fazia pensar nisso o tempo inteiro, que se eu tivesse os deixado falar quando foram até a casa de minha mãe, nada disso estaria acontecendo.

Respirei fundo, pegando o copo de café e tomando todo o líquido ali restante antes de voltar a encarar a mais velha. Aquilo tudo já tinha ido longe demais e eu já sentia o enorme peso por sobre meus ombros. Toda aquela confusão tinha que ter um fim.

— Tudo bem, Minji. – disse, chamando a atenção da mesma para mim quando me levantei — Eu vou deixar você me explicar todo o seu lado da história. – disse, por fim, deixando-a levemente surpresa.

A Park apenas assentiu e levantou-se também e seguimos para fora da lanchonete, procurando algum lugar que fosse silencioso para podermos conversar. Eu não sabia se aquilo que Minji havia dito sobre os sentimentos de Jimin era realmente verdade, mas estava tentando não pensar no assunto por hora. Me focaria em entender o que realmente tinha acontecido pra tudo chegar onde chegou e, quando Jimin acordasse, eu pediria desculpas por meus atos e conversaria com o mesmo igualmente. Faria o que eu já deveria ter feito dois dias atrás e tentaria resolver de vez essa página da minha vida para conseguir seguir em frente.

·

Entramos em uma sala em silêncio. Era um local reservado para a família dos pacientes permanecerem de forma mais privativa. Respirei fundo e me sentei em uma das poltronas dispostas no local, Minji encostou a porta e logo se sentou em minha frente, ainda sem dizer uma palavra. Eu me sentia levemente nervoso com a situação, meu coração batendo acelerado e a pergunta de eu realmente quero saber a verdade? passou por minha cabeça por um milésimo de segundo.

— Então… – ela começou, meio incerta. Olhava para as mãos entrelaçadas em seu colo.

Suspirei, passando as mãos pelos fios negros.

— Eu não sei por onde começar… – disse baixinho.

— Pelo começo, de preferência. – disse rude, sem medir as palavras, me arrependendo em seguida. — Desculpe… – a mais velha apenas assentiu — Que tal começar pelo motivo que levou a tudo isso?

— É uma boa ideia. – ela respondeu depois de uns minutos em silêncio, finalmente lançando seu olhar para mim, um sorriso triste nos lábios. — Antes de qualquer coisa, acho que preciso falar de Jennie… – seu tom ainda era um tanto exitante, mas ela parecia mais confiante em dizer tudo.

— O que Jennie tem haver com a situação? – fiz uma careta, confuso e levemente desconfiado.

— Ela tem tudo haver, Jeongguk. – suspirou, arrumando a postura de forma ereta no sofá voltando o olhar até mim. — Acontece que minha relação e da Jennie vai além de, hm… Uma simples amizade… – começou, aparentando incerteza com as palavras — Digamos que eu goste dela… Romanticamente falando. E que esse sentimento seja recíproco. – ditou, deixando um silêncio reinar entre nós para que eu absorvesse a mensagem.

Eu estava chocado.

Os olhos levemente arregalados, eu não ousei dizer uma única palavra. Sequer sabia que Minji sentia atração por garotas! Eu era tão inocente por nunca ter percebido?

— C-como? – consegui balbuciar.

— Hm, em uma das festas que fui da universidade. Acabou rolando aquelas brincadeiras patéticas de verdade e desafio, onde todos estávamos mais ‘pra lá do que pra cá. Em uma dessas, me desafiaram a dar um beijo na Jennie e… Bem, a partir disso, as coisas ficaram diferente entre nós. – suspirou — Foi aí que comecei a perceber que sentia uma certa atração por ela e que era recíproco.

— Vocês por um acaso já…? – eu ainda tentava assimilar tudo.

— Nós nunca ficamos, de fato, se é o que está perguntando. Mas não posso dizer que nossas conversas não passaram a ser diferentes do habitual. Um tanto mais quentes e, hm, com direito a fotos… – agora Minji se encontrava extremamente constrangida, o rosto levemente ruborizado e o olhar longe do meu.

— Vocês trocavam nudes?! – perguntei perplexo, soltando uma risada nervosa enquanto negava e passava as mãos pelo cabelo mais uma vez.

— Aish, sim! – Minji respondeu, o rosto ainda mais vermelho e a expressão fechada. — E é a partir disso que as coisas começam a complicar, Jeon. – ela continua a história, sem se demorar mais naqueles detalhes íntimos. — Não sei se você vai se lembrar de uma antiga amiga minha, Solji..? – ela volta para seu tom sério e é então que eu percebo que tudo começaria a ser dito agora. Tentando ignorar a informação anterior sobre minha ex e a melhor amiga dela, forcei minha memória pra conseguir me lembrar da tal Solji. Esse nome não me parecia estranho.

Como uma lâmpada se acendendo, me lembrei que no mês anterior do início de meu relacionamento com Minji, eu sempre encontrava uma ruiva, extremamente bonita, no elevador enquanto estava chegando em.casa. Ela sempre puxava assunto comigo, me elogiava e, até mesmo flertava comigo, mas eu nunca realmente dei moral para a mesma e, logo que comecei meu namoro com a Park, nunca mais vi essa moça pelo prédio.

— Hm, acho que sim. Era aquela que dizia morar no mesmo apartamento que você? – perguntei, lembrando que a moça havia me dito que dividia o apê com Minji uma certa vez.

— Sim, ela mesma. E, como você deve se lembrar, logo que nosso relacionamento começou ela nunca mais apareceu pelo prédio, certo? – a mais velha questionou e eu apenas assenti — Então, digamos que, bem… Essa minha amiga, Solji, tem uma fascinação enorme por ti, e eu falo sério, Jeon; chega até mesmo a ser uma coisa meio doentia. Ela sabia praticamente tudo que você fazia na sua vida e, eu fico surpresa que ela não tenha até mesmo grampeado seu celular. – completou, o que me fez arregalar os olhos no mesmo instante. Aquilo que ela dizia era realmente verdade? — Olha, eu sei que isso tudo parece maluco demais pra acreditar, mas eu juro que estou sendo sincera com você em tudo, ok? Sem mais mentiras.

— Tudo bem. – concordei, respirando fundo e ajeitando-me no assento — Continue.

— Pois bem, logo que comecei a namorar com você, Solji teve um completo chilique. Me xingou de tudo que é nome, gritou comigo e fez um escândalo, dizendo que eu sabia que ela gostava de ti e coisas desse gênero; depois disso, ela simplesmente parou de falar comigo. Na época eu não liguei muito, afinal, eu sabia claramente que ela tinha um amor platônico por você, apenas. Mas, logo que esse lance meu e da Jennie começou, bem… De alguma forma, Solji descobriu sobre isso e conseguiu as fotos que a Jennie havia me mandado e, uma semana antes de você conhecer Jimin, Solji veio conversar comigo… – nessa parte, Minji parecia tensa e deduzi que era onde a merda toda se encontrava. Sem que eu sequer notasse, prendi minha respiração, me preparando para ouvir as próximas palavras da mais velha — A verdade é que ela me ameaçou. Disse que eu era uma vagabunda e que não merecia estar namorando com você, que por todos os meses que ficamos juntos ela esperou uma oportunidade pra poder acabar com nosso namoro e, bem, ela tinha encontrado uma. – Minji suspirou antes de continuar — Eu sei que tudo isso parece crise de adolescente, mas eu não podia correr o risco de ter a Jennie exposta de tal maneira. Solji disse que me faria sofrer como ela havia sofrido e que estava fazendo isso para proteger você, Jeon, pois você não merecia o que eu estava fazendo contigo e… Nessa parte eu preciso confessar que concordo com ela. – disse a última parte em um tom mais baixo, desviando o olhar rapidamente. Um curto silêncio se instalou entre nós mais uma vez.

— Ela estava me… Protegendo? O que? – perguntei, extremamente confuso com tal dito e uma careta em meu semblante.

— Sim, na cabeça dela ela estava protegendo você ao mesmo tempo que se “vingava” de mim – a mais velha fez aspas com as mãos — O que Solji queria, no fim, era que nosso relacionamento acabasse pra, eu sei lá, na cabeça dela ela iria te consolar e vocês ficariam juntos e viveriam felizes para sempre. – e então uma careta se formou no rosto da Park ali presente — Mas, céus, eu não podia simplesmente terminar contigo Jeon. Digo, tudo bem, eu estava gostando sim da Jennie já, mas ainda me preocupava muito com seu bem estar. E terminar contigo daria, além de tudo, passagem para Solji se enfiar na sua vida como um parasita e, céus, eu sinto muito, mas não fui capaz disso! – a mais velha continuava a dizer tudo sem parar e eu conseguia enxergar a verdade em suas palavras — Foi então que, em um ato de desespero, eu simplesmente liguei para o Jimin e… Bem, o resto acho que você já sabe… – a voz de Minji voltou a ser baixa e sentida.

— Eu não entendo… Minji, você poderia simplesmente ter chego em mim e me contado a verdade. – suspirei, passando as mãos por meus fios negros — Eu iria ficar meio magoado com tudo isso, é verdade, mas céus! Eu teria te ajudado nessa situação, Minji. Você sabe que sim.

— É eu… Eu sei. – a mais velha não olhava em meus olhos e encontrava-se encolhida em seu lugar, parecendo realmente envergonhada de si mesma — Eu nunca quis te magoar desse jeito, Jeongguk, eu juro que não. Se eu pudesse voltar atrás, eu faria tudo diferente… Faria tudo da forma certa, mas tudo que eu posso fazer é contar a verdade para você e pedir que me perdoe… Você é alguém realmente importante pra mim, Jeongguk-ah, é meu melhor amigo e eu sinto sua falta. — Minji disse suas últimas palavras olhando-me diretamente nos olhos e eu podia sentir toda a verdade transbordando por suas íris castanhas.

Por mais que toda a situação estivesse clara agora, eu não conseguia dizer que aceitava as ações alheias ou que estaria tudo bem em simplesmente agirmos como se nada tivesse acontecido porque, bem, essa não era a realidade no momento. Eu entendia, em partes, a mais velha e via que seu arrependimento era real, mas ainda assim, eu sabia que não seria capaz de voltar a tratá-la como antes tão facilmente assim.

— Olha, Minji… – iniciei, calmo — Eu até entendo, em partes, o seu lado da história e… Tudo bem, eu consigo te perdoar por seus erros, afinal, todos nós erramos e guardar essa mágoa não vai me fazer bem. Entretanto, não posso dizer que voltarei para sua vida como se nada tivesse acontecido porque, céus, você me magoou demais, Minji, e não é como se eu conseguisse simplesmente apagar isso de uma hora para outra. Então eu acho que, talvez, seja melhor cada um seguir o seu caminho…. – respirei fundo — Eu não guardarei mágoa e nem nada por ti, mas acho que seria mais fácil cada um seguir seu próprio caminho, me entende? – perguntei. Meu tom de voz era calmo e eu dizia isso olhando diretamente para a mais velha. Ver que minhas palavras haviam a magoado, de certa forma, me deixou um pouco mal, mas talvez fosse melhor eu me manter longe dos gêmeos por enquanto.

— Tudo bem, Jeongguk-ssi, eu entendo. – e então ela me abriu um sorriso triste.

— Eu ainda irei conversar com o Jimin porque, bem, acho que é o mínimo que eu deveria fazer. – disse e ela apenas assentiu.

— Por favor, faça isso. – ela falou, ao passo que se levantou. Fiz o mesmo que si, parando em sua frente a observando. — Obrigado por me ouvir, Jeongguk, de verdade. E me desculpe por todo o transtorno que lhe causei; meu arrependimento é sincero.

— Tudo bem, eu consigo sentir isso. – e então abri um pequeno sorriso para a mais velha, me aproximando e a surpreendendo com um abraço rápido e singelo. — Desejo felicidades para você e para a Jennie. – falei ao me afastar de si.

Minji abriu um sorriso, o primeiro realmente feliz desde que havíamos nos visto e assentiu, envergonhada. Naquele momento, me permiti sentir-me feliz pela mais velha, pois apenas com seu mínimo sorriso consegui sentir que sua felicidade era realmente verdadeira. Toda a situação ainda era meio confusa pra mim, pois tudo poderia ter se resolvido de uma maneira melhor, mas decidi que não falaria mais nada. Apenas em ter aquela conversa com Minji, foi como se eu tivesse tirado metade do peso que estava em meus ombros e eu me sentia melhor, mesmo que ainda sentia a necessidade de ter uma conversa com Jimin. Antes que qualquer um de nós pudéssemos dizer alguma coisa a mais, ouvimos duas batidinhas na porta e o médico de mais cedo logo adentrou a salinha, nos olhando com um sorriso estampado.

— O senhor Park acabou de acordar e está perguntando pela irmã dele. – o Doutor Lee disse, parecendo realmente feliz em nos dar aquela notícia.

— Sério?! Nós podemos ir ver ele?! – Minji disse, os olhos brilhavam em expectativa de saber como o irmão estava e, não vou negar que pude me sentir aliviado com a notícia de que o mais velho já havia recobrado a consciência.

— Sigam-me, por gentileza. – o doutor falou simpático e logo se retirou da sala. Minji foi logo atrás, apressada, e os acompanhei em silêncio.

Nós andamos em alguns corredores e adentramos o elevador, o doutor nos instruiu a não fazer muito barulho naquela ala do hospital e, após chegarmos no quarto andar, Doutor Lee nos guiou para o quarto em que Jimin se encontrava.

Deixei que os dois entrassem primeiro no quarto e adentrei o cômodo em silêncio, permanecendo parado perto da porta. Jimin se encontrava deitado na cama de hospital, ligado a algumas máquinas e com diversos arranhões e roxos pelo corpo, a perna esquerda se encontrava levemente levantada e estava enfaixada. O loiro tinha uma aparência cansada e abatida, os olhos um pouco inchados, o cabelo desgrenhado e ainda parecia meio grogue da anestesia. Ele olhava em direção a janela, que era no outro lado do quarto, e parecia perdido em pensamentos.

— Senhor Park? – Seung-hyun disse em um tom baixo, chamando a atenção do loiro que logo olhou para si — Sua irmã Minji está aqui. – e então Jimin logo procurou a irmã com o olhar, sorrindo em seguida.

A mais velha, sem se segurar, correu para perto do irmão e o abraçou, já chorando novamente. Jimin retribuiu o abraço com força, fechando os olhos e aparentando conforto e felicidade com aquele carinho trocado entre irmãos. Minji logo se afastou minimamente do abraço, sorrindo largo para o gêmeo e passou a mão pelo rosto alheio, em forma de carinho, analisando cada centímetro do irmão.

— Como está se sentindo? – ela perguntou, o alívio era presente em sua voz.

— Com uma perna quebrada. – Jimin respondeu com humor, a voz extremamente rouca por ter despertado recentemente.

Ouvir aquela voz fez com que todos os pelos de meu corpo se arrepiasse e não evitei sentir grande alívio por saber que, apesar dos pesares, Jimin estava bem e fora de perigo. Todos presentes ali no cômodo acabaram por soltar uma risadinha com a resposta do mesmo e, foi apenas nesse momento que o loiro pareceu notar minha presença no cômodo, pois seu olhar percorreu toda a área até parar em mim; seu sorriso se desmanchou aos poucos e ele desviou o olhar para a janela de forma instantânea, todo o cômodo tornou-se tenso.

— Chim? O que aconteceu? – Minji perguntou preocupada, observando o irmão e levando as mãos até os cabelos bagunçados alheios, iniciando ali um cafuné. Senti meu coração disparar naquele momento, tendo a ciência de que ele não queria que eu estivesse ali.

— Só… Manda ele ir embora. – Jimin disse, em um tom baixo, mas ainda assim fui capaz de escutá-lo e abaixei meu olhar.

Não deveria ser uma surpresa tão grande ele querer isso, afinal, eu era quem tinha jogado coisas rudes na cara dele algumas horas antes, eu quem havia o deixado chorando e gritando pelo meu nome no meio de uma rua escura; era por minha culpa que ele estava naquela cama de hospital no momento.

Suspirei alto e pesaroso, conformado já, e eu conseguia sentir os olhares de Minji e do médico presos em meu corpo. Levantei meu olhar, com calma, para a mais velha, que me olhava receosa, e dei um pequeno sorriso de boca fechada, concordando minimamente com a cabeça.

— Eu, hm, acho que já vou indo, então. – ditei da melhor forma que consegui. Jimin ainda encarava a janela fielmente e eu podia ver seus olhos marejados. — Até mais. – e então, virei e me retirei do cômodo sem esperar qualquer outra resposta.

Segui em passos calmos até o elevador e apertei o botão térreo, observando no meu celular que eram quase seis da manhã. Suspirei mais uma vez, sentindo finalmente o cansaço de toda essa madrugada me atingir em cheio; minha cabeça latejava e eu só queria poder dormir no momento. Eu, dessa vez, faria questão de conversar com Jimin de forma adequada, mas daria um tempo para o mais velho se recuperar de tudo antes de conversarmos.

Isso, é claro, se ele aceitar falar comigo depois de tudo que aconteceu.

 


Notas Finais


.... TCHARAM? Gente, ai, socorro. Nem sei o que dizer sobre o cap, quero só correr mesmo.
Enfim, foi isso, espero que tenham gostado... Eu tô muito nervosa REAL.

Irmão da minha namorada agora tem um trailer, você já viu? Não? E tá esperando o que?
> https://www.youtube.com/watch?v=Vo_oZd-P0eU&feature=youtu.be

E já deram uma olhada na minha fanfic nova que postei ontem? Sobre anjos/cupidos e almas gêmeas?
> https://www.spiritfanfiction.com/historia/give-me-love-11228191

E, duvido que vocês não tenham lido ainda, mas dêem uma olhada na minha collab com a @sugargon <3 só tem putaria, rs
> https://www.spiritfanfiction.com/historia/segredo-entre-irmaos-10796103

UMA COISA IMPORTANTE: Estava pensando em criar um grupo no wpp pros leitores de IDMN, o que vocês acham da ideia? Me digam nos comentários se seria legal e entrariam ou é uma ideia lixo, rs.
Bem, por enquanto é só meus pupilos. Já vou deixar avisado que, muito provavelmente, IDMN atualizará só ano que vem agora. Principalmente porque estou com alguns projetos de OS pro natal. <3

Enfim, obrigada para você grilinho que chegou até o fim, espero que tenha gostado e a tia malmag ama vocês de coração. Beijo na bundinha.


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