História Irmão do Meio - O Cara e o Ganso - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aidan, Disney, Ethan Diaz, Irmã Do Meio, Irmão Meio
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Palavras 5.065
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


[Inspirado no episódio 07x03]

Capítulo 1 - Capitulo Unico


Os Diaz são uma família que valoriza, acima de qualquer coisa, a tradição.

Por isso quando o Aidan começou a irritar a Harley eu fui o primeiro a sugerir seu nome para a lista de “muerto para el Diaz”.

Isso estava fácil de se manter, até o dia que ele cruzou a minha cerca, em todos os sentidos metafóricos e literais, digo isso porque somos vizinhos e a cerca que separa nossas casas possui uma portinhola. Quando eu estava arrumando as coisas espalhadas no quintal pelo Beast e o Lewie pude ouvir sua voz.

- oi - Aquela voz era inconfundível - eu te vi lendo quadrinhos na escola esses dias - Me viro para encontrar o garoto que mesmo estando no mesmo ano que eu era bem maior, tenho que olhar pra cima para olha-lo com reprovação - conhece o capitão Tic-Toc?

- Claro - Digo secamente tentando parecer sério com um taco rosa da Daphne embaixo do braço esquerdo e um balde de outros brinquedos no direito.

- To aqui com a última edição, quer dar uma olhadinha?

Cara, isso era golpe baixo. Eu sempre fui o maior fã do capitão Tic-Toc, mas ainda tinha um dever moral para com minha família. Olho para trás para garantir que não estou sendo observado e pego o quadrinho das suas mãos.

- Só vou dar uma folheada e te devolvo por debaixo do portão - Estou rumando a uma retirada estratégica pela esquerda quando percebo algo na capa - espera, essa edição ainda não foi lançada. Como que você conseguiu ela?

- Pois é. Meu amigo, o Todd da escola antiga, é o pai dele que desenha.

- Conhece o Garth Benson? - Eu não podia acreditar, eu era o maior fã do trabalho dele - Como ele é?

- Parecido com o Doutor Hitchcock tirando o capacete de relógio solar.

- Eu tinha esse capacete quando era menor.

- Eu também - Disse Aidan animado por achar algo em comum - aquela coisa não fazia sentido. Pra Quê eu vou querer usar um relógio na cabeça? não dá nem pra ver.

- E nunca funcionava - Digo rindo - Eu sempre chegava atrasado na escola.

Estávamos rindo. Eu nunca pude conversar com alguém sobre esse tipo de coisa, até porque meus amigos não conheciam quadrinhos e os poucos que conheciam jamais admitiriam. Só quem já conseguiu conversar abertamente com alguém sobre algo que nunca havia conversado com ninguem sabe a sensação.

Espera, o'que eu estou falando. Ele é o Aidan, o nêmesis da Harley. Eu não poderia traí-la desse jeito.

- Eles estão na cidade, estou indo jantar com eles hoje. Pode vir junto.

- Jantar… com Garth Benson?

- Haham - Conhecer meu ídolo seria um sonho realizado.

Mas então olho para a casa me lembrando da promessa que fiz.

- Espera um pouco, não eu não posso, você não é a pessoa que minha irmã mais gosta - e pela cara que ele faz imagino ser recíproco - quer dizer, teve a batalha no quintal e a briga pelos comunicados… e você ainda faz aquela coisa de batucar com os dedos? porque ela detesta isso.

- É por isso que estou convidando você e não ela - Ele estava me convidando? tipo para sair? quer dizer… eu me sinto lisonjeado, eu era um dos irmãos do meio como a Harley, nem o primogênito para ter recebido atenção como filho único nem um dos menores para ser paparicado como um dos caçulas. Também não era inteligente como a Harley, era difícil reais momentos em que eu e não qualquer outro membro da família era de fato o alvo das atenções, mas eu havia feito um trato e não iria descumpri-lo assim.

Então após bufar pelo sonho perdido eu respondo.

- Mesmo assim…

- Peraí, você não tem medo da sua irmã tem? - Vendo aquele sorriso de deboche na cara do Aidan eu não entendia como minha irmã ainda não tinha socado ele antes.

- Eu medo...?... não… ela é pequena…

- Então é um sim? - Ele não parece o tipo de pessoa que consiga levar um não tão fácil, no fundo eu sabia que ele estava me manipulando, mas talvez eu quisesse ser manipulado por ele.

- É, é um sim.

 

 

Estávamos voltando a pé do restaurante. Não era ruim, eu gostava de andar e ao que parece ele também.

- Cara - falo - eu nem acredito que consegui mesmo o autógrafo dele no meu capacete.

- Eu não acredito que você levou mesmo o capacete para o restaurante - disse ele rindo, seu sorriso era tão bonito que me desconcertava - Ei, que tal pararmos para tomar um sorvete? - disse Aidan apontando para uma sorveteria aberta.

“Bem” pensei “porque não?”.

Chegando lá ele pediu e pagou os dois sorvetes. Podia parecer rude o fato dele não perguntar o sabor que eu queria, mas estava trazendo a exata casquinha de chocolate com menta que eu adorava.

Estávamos falando sobre super-heróis enquanto eu tentava ignorar a maneira como Aidan lambia as duas bolas do seu sorvete quando o vaidoso jogador de lacrosse quebra o ritmo da conversa com uma aposta inusitada.

- Eu consigo enfiar uma bola dessa inteira na boca - A parte mais interessante disso é que ele realmente agiu como se eu tivesse duvidado e com uma só mordida ele abocanhou o sorvete derretendo ele na boca. Eu só fiquei olhando ele engolir o laticínio enquanto tentava controlar minha imaginação - Ei, você se sujou, peraí que eu te ajudo.

Aidan se aproxima. Eu tentava, mas não conseguia desviar dos seus olhos. Sua mão pousa no lado esquerdo do meu rosto enquanto seu polegar desliza pelo meu lábio inferior. Ele o lambe. Meu corpo agora estava completamente rígido, até e inclusive, as partes que não deveriam.

O tempo parecia ter parado naquele exato momento e o'que fez o mundo voltar a existir ao nosso redor foi a sensação de frio quando esmago o sorvete que estava segurando com a minha mão fazendo uma grande lambança na mesa. Com o susto da sensação de frio eu levanto o'que só faz tudo piorar. Percebo que o Aidan manja diretamente a minha ereção que agora marcava bem na minha calça.

- Me desculpa eu tenho que ir - Eu jogo o dinheiro que eu tinha no bolso na mesa, ainda que o Aidan já tivesse pago a conta.

Saio sem olhar para trás até chegar em casa. Estou tão envergonhado de tudo que aconteceu que sei que ele nunca mais irá olhar para minha cara. o'que mais me dói é saber que talvez seja melhor assim.

Quando deito na minha cama, contudo, é seu rosto que vejo. Estamos de volta a sorveteria. Dessa vez eu me sujo de sorvete, mas não na minha boca, ele caí na minha calça.

- Ei Ethan, você se sujou? quer que eu te ajude a se limpar?

Aidan então vai para debaixo da mesa aparecendo entre as minhas pernas. Eles as abre enquanto vê o sorvete escorrendo em minha virilha coberta.

Aidan começa a lamber e chupar bem em cima da minha ereção.

- É meu sabor preferido - Disse ele enquanto lambia e engolia toda sobremesa que escorria entre as minhas pernas - você.

Para meu azar acordo nessa exata parte, se não tivesse mais sonhos com o Aidan provavelmente não o veria mais. Isso era pra ser algo bom. Se ele não me visse significa que não precisaria ser rude com ele e manteria minha promessa.

 

...

 

Desço para tomar o café da manhã. Mas algo parece errado, quer dizer, deu tão certo entre nós. Me visto para ir ajudar o pai nas vendas de sábado. Parecia tão natural a maneira como nos relacionamos. Passo o troco para o cliente. Quer dizer, a Harley não precisava saber… o'que eu estou pensando? isso é muito errado, a Harley é família e ele eu realmente conheci ontem. Tiro o uniforme visto minha roupa comum. Seu sorriso é tão bonito e até a sua arrogância tem um charme, é engraçado, mas eu acho que consigo gostar até dos defeitos dele. Volto pedalando para casa. Eu passei anos sem nunca o ter conhecido, mas agora que o vi passei o dia inteiro pensando nele. Subo para me deitar na cama e torcer para sonhar com ele de novo. É estranho e complexa a sensação de conhecer alguém em tão pouco tempo, mas já sentir que continuar sua vida sem aquela pessoa não faz sentido. Minha mãe manda eu levar o lixo pra fora. A verdade é que ele sempre será um “e se” e provavelmente já nem deve mais se lembrar de mim… mas ainda não posso evitar sorrir ao pensar na possibilidade dele pensando em mim.

- Oi - Me surpreendo quando vejo quem está no meu quintal.

- Porque está aqui?

- “Valeu pelo meu jantar incrível de ontem com o meu artista de quadrinhos preferido que eu nunca teria conhecido sozinho Aidan” foi o'que quis dizer? - Satirizou Aidan em um tom sarcastico característico dele.

- Foi mal - nitidamente eu não sou bom em primeiras impressões tanto quanto sou em segundas - você só me assustou, tem razão, valeu - disse eu tentando concertar - então… e aí, qual é? - Que coisa estúpida de dizer, devia ter gastado o dia bolando algo legal.

- Eu só queria pegar emprestado o gibi que você comentou - É nesse momento que me recordo da situação atual.

Encaro a casa como se temesse que dela saísse um dragão ao invés da minha irmã menor.

- Seguinte… eu não posso buscar agora, eu levo na escola amanhã.

Ele pareceu decepcionado.

- Não contou pra Harley que a gente saiu né? - Espera, ele estava admitindo que tinha um “a gente”? preciso focar no que é importante agora, a Harley, porque só de imaginar conversar com ele isso agora já enche meu estômago de borboletas.

- Não tenho visto ela - desconverso - família grande, as pessoas se perdem na multidão. A gente não sabia da Daphne até ela ter três anos - Ele só balançava a cabeça como se estivesse apenas assistindo eu me atrapalhar na minha explicação - eu vou procurar a Harley e ai eu conto, assim que eu terminar isso - digo apontando para o saco que estava no chão por eu me cansar de ficar segurando um lixo que pertence a uma família de nove pessoas.

- Tá bom - Diz ele dando tapinhas no meu braço, o'que me deixa sem jeito - ai, boa sorte confrontando sua irmãzinha - disse Aidan com um sorriso zombeteiro.

Eu sinceramente não sabia agora se eu queria mais dar um soco ou um beijo naquela boca.

Vou terminar de por o lixo na lixeira, porém quando abaixo a tampa percebo, com um leve susto, que quem estava observando tudo escondida era nada menos que a minha irmã caçula.

- Você colocou aquele cara na lista de mortos pros Diaz por ele ser bobão com a Harley - Jogou na minha cara a pequena que de todos (com exceção da Harley, claro) era a última que podia saber do meu segredo.

- Porque estava ai atrás? O'que estava fazendo?

- O'que você ta fazendo? - Rebate ela - Você não devia falar com ele, nem que fossem mentiras, principalmente se fossem mentiras, suas mentiras são terríveis - Me julga a minha pequena e autoritária irmã.

- Jura? achava que era um bem…

- TERRÍVEIS, você está andando com um cara que está morto pros Diaz, nem eu faria isso - o'que só mostrava quão grave era meu pecado - eu estava aqui só te espiando, eu quero dez dólares pra deixar essa passar.

Quer saber? com exceção do lance da espionagem e da chantagem a Daphne tinha razão.

- Esquece - eu tomei uma decisão, doa a quem doer - eu mesmo conto pra Harley.

 

 

- Ta ocupada? - Quando chego na cozinha a Harley está vestindo o avental de cozinheira. Eu me sento em um banco perto da bancada que está toda suja de massa de cookies, em qualquer outra ocasião isso teria desviado a minha atenção, mas estava decidido a resolver isso de uma vez por todas,.

- Pode falar, eu to fazendo uns biscoitos pro futuro ex namorado da George.

- Olha… tem uma coisa que eu preciso muito te contar, então eu… - A Harley pega então uma geringonça, no início temi ser uma pistola de raio, talvez ela tivesse sabendo já e só estava esperando o momento para me fuzilar - O'que que é isso? - O objeto apitava acendendo uma luz vermelha - o'que está fazendo?

- Monitor de batimentos - Disse minha irmã como se aquilo devesse fazer todo o sentido para mim - tem alguma coisa errada, tenho que fazer uma coisa mais tarde que me deixa nervosa e está dizendo que meu ritmo cardíaco está normal - Harley sempre foi muito ligada a tecnologia - Eu vou testar os níveis em você durante a conversa.

Dou uma risada nervosa, já vi que seria mais difícil do que esperava.

- Ótima ideia… OK… - Me levanto - como eu começo? - PI… PI… - Sabe o vídeo que o homem fica amigo do ganso?

- Eu não vi esse - Disse a Harley ajustando o aparelho.

- tipo, um cara saiu pra passear um dia e um ganso foge do lado e começa a seguir ele - PI… PI… - parece loucura mas - PI, PI, PI - Quando você percebe eles viram amigos - PIPIPIPIPIPI - O HOMEM ACHOU QUE NÃO ACONTECERIA EM UM MILHÃO DE ANOS E O GANSO TAMBÉM NÃO MESMO UM CARA E UM GANSO SENDO UM ABSURDO - ele mexe na maquina mais uma vez - MAS FUNCIONA PORQUE OS DOIS SÃO FÃS DA MESMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS.

- O ganso sabe ler? devia ter começado por ai - Diz a Harley sem entender nada da minha metáfora, o que eu não julgo, não sabia nem mais se eu entendia.

Ela mira o aparelho de novo para mim que dispara um sonoro e contínuo PIPIPIPIPIPIPI.

- O'QUE INTERESSA É QUE NEM O HOMEM NEM O GANSO QUEREM FERIR O SENTIMENTO DE NINGUÉM... - PIPIPIPI - O QUE EU ACHO QUE QUERO DIZER É... - O som do PIPIPI agora estava tão alto quanto minha voz.

- Uau, ta mostrando que seu ritmo cardíaco passou do limite - Ela mira o aparelho em meu peito - você pegou os doces da abuela?

- NÃO, É PORQUE EU... - PIPIPIPI - AMIGO… - PIPIPIPI - O GANSO SABE LER HARLEY!

Nisso me retiro, não precisava de uma máquina para dizer como meu coração estava acelerado. Contar para a Harley estava fora de cogitação, parar de ver o Aidan também.

Estavam acabando minhas opções, mas não desistiria tão cedo. Eu tinha um plano.

 

 

Trazer toda a minha coleção de quadrinhos para o “iscas e pesca” (a loja de venda de objetos de pescaria do meu pai) não foi fácil, mas quem disse que o amor é?

Eu estava fazendo um coração com “E+A” no meu caderno quando Aidan atravessou a porta.

- Oi - Digo me levantando - valeu por vir até aqui. Eu peguei o gibi que queria emprestado, na verdade - aponto para atrás de mim onde as caixas em ordem alfabéticas se encontram - trouxe minha coleção inteira. Que lugar melhor pra ser geek que uma loja de iscas? Muito espaço pra passar o tempo, ar salgado e revigorante - Bato em seu braço, era nosso lance - o papo do velho pescador.

- Cara, só admite, tem medo de contar pra sua irmã sobre a gente.

- Eu não tenho medo da minha irmã - Digo confiante.

- Ótimo, porque ela está bem ali.

- ABAIXA - Nesse momento eu o puxo para trás de uma prateleira junto comigo.

- Eu tava zuando - Diz o Aidan comprovando seu incrível dom de me deixar sem jeito.

Dou uma risada sem graça.

- Eu também - digo o soltando.

- Ainda não contou pra ela né? - diz ele se levantando, me levanto também.

- Ahn, não, não, ainda não - admito - mas eu vou contar - ele revira os olhos - por hora se diverte, aproveita os gibis e se quiser ler qualquer coisa antes de 2010 - remexo em um pacote ao lado - usa essas luvas aqui.

A porta então se abre.

- PAI? achei que tinha saído pra consertar o motor.

- ah, boas novas, eu cheguei atrasado o barco afundou - ele sorria e eu não entendi bem o porque - são boas novas porque eu não tive que consertar nada e alguém vai ter que vir aqui amanhã comprar um barco.

Ele olha então por cima do meu ombro.

- Não é aquele garoto que entrou na lista dos mortos dos Diaz?

- Ah, é… ele só tá aqui procurando uma… - olho em volta procurando inspiração pra mentira - uma âncora… é o'que adolescentes fazem, eu ajudo ele.

Eu ergo com dificuldade a âncora.

- Essa é a que você está procurando - Digo enquanto vejo se o meu pai ainda está olhando - custa 107 dólares.

- Olhá… você é legal e tal - começou a formular o Aidan embora dificilmente aquilo terminaria de maneira tão positiva quanto começou - mas ou somos amigos ou não somos - Amigos? era isso que nós éramos? senti como se tivesse caído em uma casa ruim em um jogo de tabuleiro e com isso regredido alguns níveis - me avisa quando decidir, até lá eu vou levar seu Vampiloto VI - Disse Aidan com a HQ na mão - O caminho é longo pra casa.

O mais alto saiu pela porta junto com minhas esperanças de conseguir não ceder para nenhum dos dois lados.

Decido buscar conselhos.

- Oi pai - Ele estava limpando um aquário que estava verde de tantas algas - eu preciso contar uma coisa importante pra você - Talvez fosse a hora de contar pra ele que eu também gostava de meninos, mas eu achava que ele já sabia e se não sabia não queria mais um drama para resolver no dia, então optei pelo caminho mais fácil de contar a história - Já viu o vídeo que o cara fica amigo de um ganso?

- Já, você pensa “o'que eles estão fazendo juntos?” mas super funciona.

- Exatamente - agora sim facilitou para mim - o Aidan é meu “amigo” e fui eu quem pôs ele na lista de mortos pros Diaz pra Harley.

Meu pai disse o'que qualquer pessoa diria nessa situação.

- Uhhhh

- Quando a Harley descobrir vai achar que trai ela e se eu continuar leal a minha irmã eu vou perder meu “amigo”, o'que eu faço?

- Desculpe, eu não posso tomar essa decisão, você vai ter que descobrir.

- Não quero que a Harley fique mal comigo.

- Bem, ela pode ficar, mas essa é a vantagem da família, não importa suas escolhas, boas ou ruins, a família está sempre lá, sempre junto com você.

- Valeu pai, eu acho que tenho muita coisa o'que pensar - disse soltando o ar como se enfim soltasse uma carga muito pesada, é sempre a decisão mais esperta contar para as pessoas você ama como se sente.

- Sabe o'que me ajuda a pensar? Limpar algas - Disse ele me passando a esponja de limpar aquários - isso é super terapêutico.

- Obrigado pai, mas eu sei por onde devo estar e se eu sair correndo agora talvez consiga pegar a minha solução antes dela entrar em um ônibus.

 

...

 

- Aidan - o ônibus acaba de parar no ponto, Aidan já estava se preparando para subir, mas quando ele me vê ele faz sinal para o ônibus ir embora oque faz o motorista fazer um olhar de desprezo antes de acelerar o veiculo e sumir. Estou ofegante por ter corrido até ali, mas isso ao menos me da uma desculpa para reorganizar minha fala - Aidan… eu não sei como a minha família quer que eu faça… nem como a Harley vai reagir… mas eu sei o'que eu quero e eu quero você.

Assim que falo perco o controle dos meus olhos que agora encaram meus  pés. Quero tentar corrigir, mas neste momento sinto como se nunca tivesse sido alfabetizado.

Por sorte não preciso. Aidan se aproxima de mim e coloca seus lábios nos meus. Nesse momento sinto uma gama de sensações que nunca senti antes, mesmo já tendo beijado garotas.

Sua língua desliza pela minha. Enquanto suas mãos seguram o meu rosto as minhas estão em sua cintura, apertando forte, como se precisasse sentir a sua presença física para acreditar que aquilo não fosse mais um sonho.

- Conhece algum lugar reservado por aqui? - Ele perguntou quebrando o beijo, sua ereção já estava marcando na calça moletom que, pessimamente, escolheu para vir hoje e seus olhos fixaram no meu, eu já não desviava mais deles, mas encarava meu reflexo em seus olhos.

- eu tenho uma ideia.

 

 

Como eu esperava a praia estava vazia. Encontramos aquela parte escondida na praia porque nossa família sempre acabava se metendo em confusão e era mais fácil vigiar sete crianças em uma praia quando não se está com mais gente em volta.

- Você tem certeza que ninguém mais vem aqui? - Perguntou Aidan, já com um sorriso malicioso no rosto.

- Usamos essa parte da praia desde que nasci, eu nunca vi ninguém usa-la além de... - Antes mesmo de eu terminar a frase ele começa a tirar a roupa - nós.

Eu não entendia muito de lacrosse, mas parecia ter feito bem pra ele. Seu corpo era magro e, não exageradamente, dotado de músculos. Ele parecia brilhar com sol a medida que ele tirava o tênis e a calça revelando suas pernas acostumadas a correr pelos campos desviando de corpos suados que vinham até ele em um jogo que só não era mais gay que fortinite.

- O último a chegar na praia é mulher do padre - Disse ele enquanto passava a minha frente desajeitadamente tirando a última peça de roupa que sobrou em minha mão: uma cueca com detalhes coloridos que combinava com o espírito impulsivo e autoconfiante do Aidan.

Enquanto vejo seu corpo nu correndo meu cérebro demora para se concentrar em algo que não seja o traseiro dele.

- Hey - começo a correr enquanto tento tirar a roupa ao mesmo tempo - espera aí.

deixo minha cueca preta na margem do mar antes de correr até Aidan que me segura antes de cairmos na água.

Estamos rindo. Eu estou com o meu corpo em cima dele, nossas ereções sem qualquer tipo de cobertura se tocam. Eu roubo um selinho, ele me devolve em um beijo beijo apaixonado.

De algum modo esquisito eu sei exatamente o'que devo fazer. Minhas mãos deslizam pelo seu corpo até chegar nas suas coxas. Ergo suas pernas as colocando no meu ombro, o'que é fácil por eu ser menor que ele.

Meu pênis estava ereto, mas com parte da glande ainda coberta revelando apenas a ponta da minha cabeça rosada.

- Tudo bem se eu… - tento pedir permissão, não quero que ele se sinta pressionado.

- Cara, se eu não quisesse estar aqui eu já teria saído, você tem quase metade do meu tamanho.

- ah, cala a boca - Aquela língua era tão afiada que eu não sei como eu não me cortei beijando ela.

Passo meu pau por aquele botãozinho rosado. Ele não parecia tão fechado assim, pensei se acaso já havia rolado algo envolvendo o antigo time de lacrosse. Não sabia se a imagem mais me excitava ou me enciumava, decidi afastar o pensamento.

Eu o penetro bem devagar usando nada além da água do mar como lubrificação.

- ugh - é a primeira vez que o vejo demonstrar um sinal de fraqueza, é curioso como a intimidade acaba sendo revelada como algo além apenas do sexo. Nesse momento sentia que estava conhecendo uma parte dele que mais ninguém conhece, bom… ninguém além de mim e o time de lacrosse (maldita imaginação, eu tenho que esquecer isso).

- Está doendo? - Pergunto.

- Não - disse ele entredentes - eu aguento.

Começo a enfiar mais até que sinto que toda a glande está descoberta e todo o pau, até a base, está dentro dele.

A sensação é incrível, ter todo seu membro apertado. Ele também parecia estar gostando, apesar de se contorcer todo no meu pinto ele não parava de pedir por mais.

- Vai mais rápido - Eu abraço uma das suas pernas com ambos os braços enquanto deixo a outra solta o deixando meio de lado.

Isso me da mais apoio para ir e voltar repetidas vezes fazendo a água do mar bater sobre nossos corpos nos deixando mais e mais molhados.

- Ah, cara - Eu estou sentindo o formigar - eu to quase...

Eu recupero a perna que soltei e decido que quero beija-lo. Porem nossa diferença de tamanho pode ser um empecilho, por isso eu me forço mais pra frente erguendo parte dele da água o curvando até que pudesse o olhar nos olhos, mas mais que isso, de modo que meu pau entrasse por completo nele.

Ainda não estava próximo o suficiente para beijá-lo, mas meus olhos encaravam os deles quando sinto escorrer de mim todo o esperma.

Caio ao lado dele ofegante. Por sorte à água da maré para me refrescar batendo em minhas costas nuas. Olho para ele do meu lado e percebo algo com um choque.

- Ei, parece que você ainda não terminou não é? - O pau do Aidan está ereto, grande e babando pré-gozo.

- Não precisa cara, eu sou mais de sexo anal mesmo e pra falar a verdade eu já to quase gozando mesmo - Disse Aidan, que não parecia mentir, seu pau pulsava como se fosse entrar em erupção sozinho mesmo sem nenhum contato físico.

- Mas eu quero te ajudar - Pego o membro e nele posso sentir os batimentos do maior.

É estranho segurar o pau de outro cara, principalmente quando ele é ligeiramente maior que o seu. Eu aperto mais forte por imaginar que ele gostaria assim.

- Ahh cara - Eu estava certo.

Aumento a velocidade batendo repetidas vezes fazendo suas bolas saltarem pra cima e pra baixo. Escorria tanto gozo da pica do Aidan que meus dedos já estavam todos melados. Eu já estava achando que ele não iria esporrar quando o primeiro grande jato atirou em boa parte do próprio corpo, logo seguido de mais dois iguais.

Eu olhava para ele que agora possuía três cordões de porra cremosa e branca no pescoço, peitoral e barriga.

- Quê foi? ta afim de provar? - ele me pergunta com aquele sorriso mal caráter que abalava meu psicológico.

- Eu posso?

Ele passa a mão no meu rosto.

- Você pode fazer o'que você quiser fazer.

Eu subo nele e passo minha língua em seu pescoço. O esperma se misturou com algumas gotas de água do mar, o'que não acho que fez muita diferença já que ambas tinham um gosto salgado.

Depois minha língua desce para seu mamilo que está lambuzado da própria porra. Ele olha para mim.

- Gostou?

- Acho que tenho um novo sabor preferido - Eu o beijo de forma que ele possa sentir o seu gosto dentro da minha boca - o seu.

Eu tenho mas uma ideia. Pego o meu pau que está meia bomba e puxo a pele expondo a cabeça. Pego o dele que estava flácido por ter acabado de gozar, mas ainda relativamente grande por ainda estar sendo estimulado. Passo a cabeça dos nossos paus uma na outra e só paro quando sinto que a minha cabeça está com tanta porra dele quanto minha.

Me ajoelho de frente para o seu rosto.

- Pode provar nosso gosto junto agora.

Ele cai de boca sem precisar pedir duas vezes. Em seu primeiro movimento ele já usa os dentes para puxar meu capuz natural de volta. Depois ele adentra a língua por dentro da minha cobertura a rodeando com sua úmida língua. A sensação era a melhor que já tive.

- Aaah, isso é muito bom - Sua língua fazia movimentos circulares e vez ou outra ele Mordiscava e puxava a prepúcio puxando levemente. Ele fez um trabalho tão bom que eu acabei gozando de novo, ainda que dessa vez sem grandes jatos.

- Foi mal, devia ter avisado - Culpo minha falta de experiência com sexo oral por isso.

- Tudo bem, o'que me preocupa - dividiu ele comigo sentando-se ainda no mar raso, me sento ao lado dele - é sua família e maneira como vão reagir a nós.

- Eu e a Harley temos um laço muito forte, algo que começou com o pacto de pulgas Diaz…

- Pulgas Diaz?

- Qualquer dia te conto essa história - desconversou pensando que a Harley me mataria se sequer imaginasse que eu contei pra alguém o segredo que ela havia passado pulgas para quase toda a nossa família - o'que importa é que eu não quero desistir de nós, mas também não quero perde-la.

- Tudo bem, eu te entendo, minha família é meu pai que praticamente nunca está presente… eu também daria tudo para tê-lo sempre comigo - Ele está triste, percebo que falar do seu pai não é algo fácil para ele.

- Bom… tem algo que podemos fazer - digo pensando em um plano - se eu pedisse para a Daphne terminar com você por mim acho que eles se convenceriam de que eu não tenho mais nada com você.

Ele olha de canto, não parece ser fã da ideia. Se eu precisasse levar um fora ao estilo Daphne eu também não gostaria do plano.

- Tudo bem - Diz ele enfim.

- Sério?

- Quero dar uma chance para nós, acredito que valha a pena.

Entrelaço minhas mãos a dele na água enquanto vemos o pôr do sol colorir a imensidão de laranja. Aidan podia estar morto para os Diaz, mas ele sempre estaria vivo para mim, em meu coração.


Notas Finais


Para ler esse conto (muito bem ilustrado por sinal) e muitos outros acesse: https://contosdotioadam.blogspot.com/2019/04/conheca-os-contos.html


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