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História Irmãos - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo 5


Irmãos


- Lhe conhecer? – Izuku hesitou em perguntar.

- Sim, podemos ir comer em um restaurante. – olhou para Kirishima – Você vêm?

- Não, vocês precisam conversar e eu tenho algumas coisas para fazer. – o ruivo sorriu encorajando a dupla – Podem ir.

Midoriya suspirou antes de assentir.


...


Shinsou estava saindo do restaurante quando avistou Todoroki, se aproximou para cumprimentar o Ômega. Sorriram e se abraçaram como bons amigos teriam feito, nenhum sinal de que tinham transado no escritório do Alfa no dia anterior.

- Esse é Midoriya Izuku. – Shouto apresentou o rapaz que estava parado ao seu lado – Você já sabe quem é.

- Prazer, Midoriya. – ofereceu a mão ao Alfa mais jovem para se cumprimentarem, Izuku a segurando sem hesitar – Sou Shinsou Hitoshi, advogado do seu pai.

- Hum. – mostrou completo desinteresse.

Shouto sorriu um pouco.

- Te vejo depois, Shinsou-san. – disse o bicolor enquanto entrava com o esverdeado no restaurante.

Hitoshi sentiu vontade de avisar ao esverdeado para ter cuidado com o meio-ruivo, quem se aproximava muito acabava se queimando. Felizmente ele já era imune ao Ômega, mesmo que seu coração ainda balançasse um pouco.


...


- Como assim? – Denki olhava chocado para seu irmão mais velho – O Shouto... Ele fez isso com você?

- Ele mudou, Denki... – não conseguia olhar para o rosto decepcionado do outro loiro – Não, ele sempre foi assim...

Estavam tomando café da manhã quando Katsuki decidiu lhe contar tudo o que aconteceu, Kaminari se esforçando para não chorar em saber que pelo menos o caçula estava bem.

- Eu quero falar com ele. – o Ômega anunciou – Ele pode me ouvir, ele é nosso irmão, talvez se eu...

- Acho melhor não. – o Beta suspirou – Você vai acabar se decepcionando, ao menos deixe que eu tente me aproximar um pouco dele.

O menor assentiu um pouco desanimado.

- Ok. – suspirou – Agora eu tenho que ir trabalhar.


...


Midoriya olhava abismado para o preço dos pratos daquele restaurante, Shouto observando aquilo com certa diversão, porém o meio-ruivo se manteve calado. O esverdeado finalmente lhe fitou.

- Isso é tudo muito caro, vamos para outro lugar.

- Olhe para os pratos, Midoriya-san, não para os preços. – sorriu – Eu vou pagar, não se preocupe, peça o que quiser e quantas vezes quiser.

O mais novo assentiu ainda chocado com os números, mas logo fez o pedido. Comeram com calma, vez ou outra trocavam comentários sobres seus respectivos pratos.

- Você... É marido do meu progenitor? – perguntou o mais jovem, não sentia-se confortável para chamar o homem desconhecido de pai.

- Sou sim. – bebeu um pouco d’água – Sei que não conhece o Hizashi, mas ele é uma boa pessoa. – notou o olhar um tanto quanto raivoso do Alfa – Ele está doente e nos últimos meses não para de falar de você.

- Que ele morra.

- Não diga essas coisas. – falou com “tristeza” – Não quero ficar sem o Hizashi, já perdi pessoas demais na minha vida.

- Sinto muito. – falou um pouco desconfortável – Mas eu não quero nada com ele, esse velho não quis nem ver a minha cara quando eu nasci, eu também não quero ver a dele.

O esverdeado arqueou uma sobrancelha quando o meio-ruivo segurou sua mão sobre a mesa.

- Por favor, dê uma chance a ele. – pediu, Izuku começou a fraquejar quando olhou nos olhos do menor – Só uma chance, é tudo que eu peço.


...


Bakugou estava ansioso para chegar em seu trabalho, o Beta não estava muito animado em encontrar seu irmãozinho cruel , porém precisava do dinheiro. Ele necessitava sobreviver.

Infelizmente o loiro teve o azar de se chocar contra outra pessoa em sua pressa, ele teria pedido desculpas e continuado seu caminho sem problemas... Se a pessoa em quem esbarrou não tivesse sujado sua roupa de sorvete.

- Que porra?!

- Sinto muito! – a pessoa que o sujou tentou ao máximo limpar a camiseta do loiro, porém suas mãos só estavam piorando a situação.

Katsuki olhou furioso para o Alfa ruivo.

- Olha por onde anda, por acaso é cego? – praticamente rosnou.

Eijirou franziu o cenho para a atitude grosseira do menor.

- Você que esbarrou em mim, isso é culpa sua.

- Culpa minha? O retardado que segurava o sorvete era você. – o loiro olhou angustiado para a situação de sua camiseta, ele não podia voltar para casa pois acabaria se atrasando para o trabalho.

Mas se Shouto visse sua roupa manchada...

- Eu sinto muito, tá? – Kirishima olhou culpado para o loiro.

- Tanto faz. – resmungou irritado antes de passar pelo Alfa e continuar seguindo seu caminho – Idiota!

- Mal educado... – o maior falou com raiva e voltou a seguir seu próprio caminho – E ainda perdi meu sorvete...


...


- Sensei?

Denki saiu de seus pensamentos ao ouvir a voz de sua aluna, olhou para Eri que parecia um pouco preocupada, novamente o Ômega estava com a menina, ambos esperando que o irmão da mesma chegasse para lhe buscar na escola.

- Sim?

- Você está bem? – a menininha perguntou – Parece triste...

- Eu estou bem sim, só um pouco cansado. – para ajudar sua mentira ele sorriu um pouco – Não se preocupe.

- Então eu vou pedir para o Nii-san...

- Me pedir o quê? – a voz do Alfa acabou assustando tanto aluna quanto professor.

- Que susto, Nii-san. – correu para abraçar o mais velho – O Sensei está cansado, você pode dar uma carona para ele?

- O quê? – olhos dourados se arregalaram – Não, não precisa.

Hitoshi sorriu ao olhar para o Ômega nervoso que negava aquilo repetidamente.

- Não será incômodo algum. – o maior garantiu.

- Mas... – o loiro suspirou – Tá bom...



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