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História Irmãos - Capítulo 1


Escrita por: um-mundo-para-maria

Notas do Autor


Eaiiii

Primeiro capítulo, espero que gostem:)

Capítulo 1 - Início


Fanfic / Fanfiction Irmãos - Capítulo 1 - Início

09 de março de 2004

22:30



-Estou aqui meu amor!- os olhos apreensivos de Asuma não saiam da mulher de cabelos e olhos igualmente negros.


- aaaaaahh - um gemido sôfrego foi emitido por Kurenai, ela já estava esgotada por tantas horas em trabalho de parto


- Vamos querida, só mais um pouco, você consegue! - o homem de um metro e noventa, que sempre parecia exalar confiança e tranquilidade, estava apavorado diante da cena: a mulher que tanto amava, estava exausta e quase sem forças..Ele sabia que algo estava errado..


Os médicos já não sabiam mais o que fazer, ela havia entrado naquela sala há 5 horas atrás, aparentemente não havia nada errado, a não ser o fato de que o bebê, parecia não querer vir ao mundo..parecia gostar do conforto do saco gestacional.


22:45


O choro foi ouvido por toda a sala de parto, acompanhado pelos suspiros de alívio dos médicos e lágrimas cheias de emoções dos pais..


- parabéns, é um lindo menino- a médica logo entregou o garotinho ao pai.


- Graçias à Dios- segurando o bebê nos braços, Asuma se via encantado, não tinha dúvidas de que ele era a cópia da mãe. Tinha aproximadamente 55 centímetros, um bebê grande, pele alva, contrastando perfeitamente com os olhos e os cabelos negros. A face serena, ele já não chorava mais, parecia tranquilo -Te amo tanto meu filho, é perfeito!


Kurenai ao ouvir o choro melodioso de seu bebê, teve certeza de que essa seria sua música preferida. Finalmente seu bebê havia nascido.


Um


O número em si representa a unidade.

Simboliza o princípio, a criação, o começo, a melhor colocação, bem como o único da espécie..


Mas não por muito tempo.


Quando estava prestes a pegar seu pequenino nos braços, sentiu uma dor alucinante no ventre, uma contração. Assuma se desesperou diante da cena, a enfermeira que estava ao lado, rapidamente segurou o bebê nos braços o levando para fora da sala. Os médicos não sabiam o que estava acontecendo.


-O que está acontecendo com ela ?!! Façam alguma coisa !!- o desespero se apossou do homem.


- senhor precisamos que saia!


- aaaaghhhh Asuma, nosso filhoooo- a morena estava aflita por não saber o que seria dali para frente, o medo de não ter seu filho nos braços a maltratava mil vezes mais que a dor do parto.


- Querida vai ficar tudo bem, precisa ser forte, eu estou aqui!!!- ele já não tinha mais palavras, chorava pelo medo de perder o amor de sua vida e os planos que existiam entre eles.


- O senhor precisa sair ago- a voz do médico foi cortada pelo grito de Kurenai e o som estrondoso do choro infantil, que novamente se espalhou pela sala..


23:05


Dois.


Dois é o primeiro número primo, e é o único que é par, o número em questão está associado à conclusão de um ciclo, é também a soma de 2, dia e noite, bem e mal, complementaridade, a união carnal, humana.


- Mais um?! - O pai estava totalmente confuso.


- Mais uma, parabéns é uma garotinha, e muito agitada- o médico dessa vez entregará a bebê que se debatia e chorava em plenos pulmões, nas mãos da mãe, que logo acolheu sua cria.


- V-você é tão linda minha filha, minha m-menina, e-eu te amo tanto...tanto- entre soluços ela dizia o quanto amava sua pequena..sua princesa..


A pequenina logo se acalmou nos braços da mãe, Asuma observava encantado sua garotinha, ela era linda.  Esta era muito menor, deveria ter uns 43 centímetros, a pele não era tão clara como a do primeiro, a mesma tinha uma melanina um pouco mais forte, dando um leve tom amarronzado, os cabelos castanhos e olhos cor de avelã, que eram tão claros que brilhavam com o reflexo da luz. A mesma olhava nos olhos da mãe, e parecia reconhece-la, já que surpreendentemente sorriu largo e deu uma pequena gargalhada em seguida, enquanto batia palminhas. Kurenai teve certeza novamente de que aquela também era sua música preferida.


Mas ainda não havia acabado, na verdade parecia longe do fim.


Kurenai sentiu mais uma contração, dessa vez mais branda, os médicos alarmados logo perceberam que não era normal..havia mais um.


23:10


Três.


O número 3 tem uma grande importância simbólica de união e equilíbrio, aparecendo na Santíssima Trindade, nos três poderes, é a frutificação, a multiplicidade.


- Rápido retirem a criança do colo da mãe, ainda temos mais um- o médico deu as ordens as enfermeiras.


Asuma beijou os cabelos de sua criança enquanto a entregava para a enfermeira, ele logo segurou a mão de Kurenai que dessa vez parecia sentir uma dor mais branda.


- Asuma, prometa que quando sairmos daqui, não vamos fazer amor pelos próximos 50 a-anos aaahhhhh- a dor dessa vez era mais forte, o bebê estava prestes a sair.


- Querida não posso prometer isso!!- Asuma já não sabia o que fazer


- Asumaaaaaaaahhhh- Mais um grito.


22:27


E silêncio.


O bebê não chorou.


A tensão se espalhou e os segundos seguintes se desenrrolaram tão lentamente  para os pais que era torturante.


O médico rapidamente deu um tapa no bumbum da criança, e ele prontamente chorou..Um choro contido, era mais calmo.


-Parabéns de novo, é uma linda garotinha- o médico disse entre risos, entregando-a para Asuma desta vez.


- Mais uma linda princesa do papai, você é tão amada minha pequena- a bebê já não chorava ela parecia observar tudo e todos na sala, era sem dúvida muito curiosa. Ele logo estendeu os braços para mostra- lá a Kurenai.


- minha garotinha, você é linda- a bebê nos braços de Asuma parecia ter 44 centímetros, tinha a pele clara como a do primeiro, os olhos e cabelos escuros como a noite. O choro tranquilo se fazia presente, acompanhado de um beicinho fofo. Ela

Logo percebeu que o som manhoso também era sua música preferida.


Kurenai estava distraída quando ouviu:


- Meu Deus!!! Não acabam nunca, andem logo temos mais um!  - O médico estava impressionado, nunca havia feito um parto desse nível.. agora não eram mais três, havia mais um a caminho.


A pequena no colo da mãe logo foi pega e levada pela enfermeira. Assuma estava espantado, mas radiante..parece que não havia acertado só um, eram quatro..sem dúvidas um homem de sorte.


23:34


Quatro.


O 4 simboliza uma nova perspectiva depois dos três números iniciais, é o símbolo da lei e da ordem, a manifestação do lado racional. É o número da terra e representa estabilidade e fidelidade. Simboliza as quatro estações do ano e os elementos.


Dessa vez, foi tudo muito rápido, Kurenai sentiu uma pequena dor e quando se deu conta mais um choro foi ouvido.


- Rápido o cordão está preso no pescoço- o médico socorria o bebê que já estava roxo e o choro diminuía aos poucos.


Os pais estavam desesperados novamente, se viam em uma montanha russa, e agora ela parecia ir ladeira abaixo.



- m-meu bebê, por f-favor salve e-ele- a morena já chorava descontroladamente e Asuma a abraçava pelos ombros e repetia "vai dar certo querida", mas ela o conhecendo melhor que qualquer um, percebia o quão apavorado estava.


Os enfermeiros auxiliaram o médico no que foi preciso durante 20 minutos, que pareceram mais 20 anos. O médico fazia massagem cardíaca no bebê, e ele reagia bem, o cordão havia sido cortado e agora ele recuperava a cor normal. Ele foi dado ao pai que sorria bobo.


-Parabéns, mais um menino!, agora tenho certeza de que acabamos.- o médico ria.


- Também me disseram que tinham certeza quando fiz a ultrassom, era apenas um bebê e agora são quatro!!!- Kurenai estava exausta, mas ainda assim irritada, afinal foi um erro médico que colocou em risco a vida dos seus bebês. Mas logo toda a irritação que sentia foi soprada para bem longe ao ouvir uma exclamação vinda do colo de Asuma, seu pequenino se agitava e tentava ve-la enquanto soltava alguns resmungos, parecia ansioso para conhecer finalmente a mãe.


- assim o papai ficará com ciúmes garotão- Asuma prontamente atendeu o pedido do bebê e o entregou a mãe.


- own querido, você é lindo, a cara do papai- sem dúvidas este era a cópia do pai, era grande, deveria ter seus 54 centímetros. Os cabelos castanhos e os olhos igualmente catanhos, a pele amarronzada, como a da segunda criança, na verdade se assemelhava muito a ela. Kurenai percebeu que os bebês  pareciam vir em pares, sendo o primeiro extremamente parecido com a terceira, e a segunda com o quarto.


O bebê resmungava e se agitava no colo da mãe, estava prestes a adormecer. Ela percebeu que este som também seria a sua música preferida por toda a eternidade.



Quadrigêmeos, quem diria.



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