História Irmãos por Acaso - JIKOOK - Capítulo 6


Escrita por: e Riuk_

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Bangtan Boys (BTS), Bottom!jimin, Boyxboy, Gay, Gêmeos, Gêmeos Jeon, Jikook, Jimin!uke, Jungkook!semen, Kookmin, Top!jungkook, Twins, Yaoi
Visualizações 94
Palavras 2.351
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


UMA ATT DUPLA, SIM! Prometi que iria fazer e aqui estar hahaha.
Quero agradecer as pessoinhas que estão sempre comentando, sério, eu amo ler os comentários de vocês e claro, amo vocês também. ^3^
Talvez não seja o que estavam esperando, mas o cap da balada está ai e saibam que apesar de alguns caps serem chatos, eles são super necessários.
Enfim, desculpem os erros e tenham uma boa leitura. <3

Capítulo 6 - Volta por Cima.


P.O.V JIMIN:


Explicar para minha melhor amiga o motivo de precisar de três ingressos de emergência para a inauguração da balada mais cara da cidade não foi a parte mais difícil, acredite se quiser. Complicado mesmo foi explicar, didáticamente, o porquê de estar tentando conseguir os malditos ingressos para satanás em pessoa, sua réplica idêntica e a namorada Barbie insuportável do mesmo. Então quando Jisoo estacionou o carro em frente a minha casa, entrei rapidamente e sem olhar pra trás. O medo de estar sendo observado por alguém — ou mais precisamente, Yugkook — me deixava em pânico e me fazia sentir calafrios por todo o meu corpo. 

E por falar em calafrios... 

Ainda não conseguia esquecer os beijos de Yugkook. Eles foram bons — quem eu estou querendo enganar? O cara sabia como usar a língua muito bem! —, mas o problema foi o sentimento que veio logo em seguida. Beijar Yugkook foi excitante, bruto, violento... me deixou com tesão em instantes. Então por que mesmo depois de todos os toques — por mais errados que fossem — eu ainda sim senti meu corpo queimar ainda mais apenas com o olhar que Jungkook me lançou quando eu estava de toalha? 

Ou só de boxer.

É, eu definitivamente precisava parar de me esbarrar em Jungkook quando estivesse só de roupa íntima, ou com a falta dela. 

Deixei todos os meus pensamentos e devaneios de lado quando, finalmente, me encontrei frente a frente a balada mais esperada do ano. Bamboa

Senti o meu estômago embrulhar de ansiedade e sorri para a minha amiga, descendo do carro o mais rápido possível. Agradeci aos céus por não ser refém de sapatos apertados. Minha camisa social preta junto a calça de coro combinaram perfeitamente pra essa noite, e não me recordo da última vez que eu havia me sentido tão... sexy. 

Jisoo também não estava nada mal. Seu rostinho de boneca estava provocante por conta da maquiagem bem aplicada, e o batom vermelho escuro lhe dava um ar de mulherão. O vestido também vermelho se colou em todas as suas curvas, e o salto preto destacava ainda mais suas pernas. Jisoo simplesmente amava saltos. Nunca precisei de nada para que minhas pernas fossem facilmente notadas. Ao contrário da minha melhor amiga que sonhava em ter altura o suficiente para usar uma sapatilha — mesmo que eu me cansasse de dizer que ela JÁ tinha altura o suficiente para fazer o que quisesse!. 

— Preparado? — Ela me perguntou assim que tirou as chaves do carro e a guardou dentro da bolsa. 

— Tá brincando? — Arqueei uma sobrancelha, andando decidido até a entrada. 

A fila estava enorme, realmente grande o suficiente para dar uma verdadeira volta ao redor do quarteirão. A maioria das pessoas que esperavam ali não pareciam nada contentes, e uma ou duas meninas tentavam aumentar mais o decote ao falar com o segurança da casa noturna. Pelo visto, existia gente maluca o suficiente para aparecer na balada sem nenhum convite e tentar a sorte.

— Se não tem convite vão para o final da fila. — Um dos grandalhões disse, ríspido, sem nem olhar na nossa cara. 

Jisoo pigarreou, chamando sua atenção. Ele a encarou, parecendo realmente furioso. Provavelmente deveria estar achando que era mais uma das garotas desesperadas por convite e que tentaríamos alguma tática maluca de sedução para que ele nos colocasse pra dentro. 

Observei melhor a espécie que estava na minha frente e quase retorci meu rosto em uma carranca de nojo. 

Tentador, amigão, mas hoje não. Pensei. 

Minha amiga estendeu os dois convites na altura do rosto e os balançou, mostrando um sorriso convencido. O segurança pareceu espantado, e se apressou em verificar se os ingressos eram reais. Quando ele constatou que eles realmente eram pra valer, pegou duas pulserinhas VIP's e estendeu em nossa direção, constrangido. 

— Tenham uma boa noite. — Ele desejou, abrindo espaço para que entrássemos. 

— Obrigada, fofinho — Jisoo respondeu, irônica. 

Quem tá rindo agora, hein? 

Infelizmente, nossa comemoração durou pouco, porque assim que passamos pela cortina e demos de cara com o que estava bem na nossa frente... bem, as palavras simplesmente sumiram de nossas bocas. 

— Uau! — Jisoo murmurou, maravilhada. 

— Uau! — Concordei prontamente. 

Não era uma simples balada. Aliás, eu teria que me lembrar de enviar alguns e-mails furiosos para a campanha de marketing daquela festa, porque apesar de frisar constantemente o quão exclusiva e importante aquela casa noturna era, eles não mencionaram nem sequer uma vez sobre o design e a estrutura da coisa toda. 

Pra começo de conversa, estávamos dentro de um prédio de três andares feitos quase que completamente de... vidro. E isso significava que ao olhar pra cima tínhamos quase um infarto, já que a sensação que dava era que as pessoas iriam despencar sobre nossas cabeças a qualquer instante. 

E não era só isso que nos deixou boquiabertos não, senhoras e senhores. O bar dava uma volta completa na balada, e haviam, no mínimo, uns cinco barman's espalhados em posições específicas daquele bar infinito. O que isso significava? Nada de fila quilométrica apenas para pegar um simples drink. O negócio ali era muito bem feito. 

Sobre a música? Não havia tanta novidade, assim como qualquer outra balada estava tocando as músicas do momento. Me segurei no lugar quando escutei as batidas de uma música da Rhianna. Que Ariana Grande me perdoe, mas eu amo essa mulher com todas as minhas forças! 

— Jisoo! — Um estranho gritou, se aproximando da gente. 

Minha amiga abriu um sorriso de orelha a orelha e pulou no sujeito, o que me fez abrir um sorriso desconfortável. 

Quem diabos era ele? 

— Lucas! — Ela berrou, soltando-o apenas para poder avaliá-lo dos pés à cabeça. — Tu tá um arraso hein, novinho?! E esse lugar? Maravilhoso! 

— Sim! Meu irmão caprichou dessa vez, tenho que admitir. — Ele confessou, e foi aí que tudo fez sentido. 

Então esse era o "tal amigo" que havia descolado nossas entradas. 

Lucas tinha olhos castanhos doces, que combinavam perfeitamente com seu cabelo comprido da mesma cor. Sabe, sempre tive uma quedinha por caras que deixavam seus cabelos um pouco maiores. Achava muito sexy. E ele estava arrasando ainda mais, pois seus músculos salientes eram notáveis mesmo com todas aquelas roupas. Se não tivesse reparado em todos os olhares que ele lançava para Jisoo — lê-se comendo-a com os olhos —, eu totalmente investiria nele essa noite. 

— Diga ao seu irmão que eu estou disposta a fazer um teste do sofá com ele se eu conseguir mais ingressos VIP's para os outros dias. — Ela gritou, sorrindo. 

Lucas franziu o cenho, parecendo bastante incomodado. 

— Posso te arranjar os ingressos e aí você vai ter que fazer o teste do sofá comigo. — Ele murmurou, confiante. 

Uuuuuh

Jisoo corou e desviou o rosto, parecendo finalmente notar minha presença. Minha amiga que não é boba e nem nada me puxou pelo braço rapidamente, tratando de nos apresentar como se nada tivesse acontecido. 

— Esse aqui é o meu melhor amigo, Jimin. — Ela ainda segurava minha mão com certa força. — Minnie, esse aqui é o Lucas. O menino da minha sala que eu te falei. 

— Ah, então você fala de mim? — Lucas perguntou, abrindo um sorriso galanteador. 

Pensei que veria Jisoo desmaiar de tanta vergonha, então resolvi salvar minha amiga de mais constrangimento. 

— Na verdade, eu perguntei sobre o tal cara que tinha arranjado ingressos pra gente e ela me falou de você. Muito obrigado, a propósito. 

Ele pareceu decepcionado, mas deu de ombros, disfarçando muito bem qualquer sinal de desconforto. 

— Não foi nada. Meu irmão me deu uns vinte desses, e quase todos estão na gaveta do meu guarda-roupa. É impressionante a quantidade de gente que tenta forçar amizade com você só pra tirar vantagem. 

— Imagino. Esse lugar parece ser incrível. Tem três andares, né? 

Ele sorriu, orgulhoso. 

— Tem sim. O piso e o teto de vidro são bem resistentes, então não precisa se preocupar com nada. Meu irmão investiu uma grana preta pra ter certeza de que essa coisa aguenta toneladas sem ameaça de quebra. Meu pai ficou uma fera quando viu a conta, mas depois de ver todas as notícias sobre a estrutura da balada e também da procura desesperada pelos ingressos, viu que fez um bom negócio e estão até pensando em abrir mais algumas filiais pelo país. 

— Uau, dê os parabéns pro seu irmão por mim! — Respondi, empolgado. — O que tem nos outros andares? Mais pistas de dança? 

— O primeiro andar, no qual estamos, é pra galera que quer dançar e se divertir. Aqui as músicas são mais os hit's do momento, eletrônicas e essas coisas. No segundo andar... — Ele apontou pra cima, aonde podíamos ver algumas pessoas dançando sobre nossas cabeças.— É o andar pra quem curte uma baladinha mais casalzinho, sabe? Lá as músicas são mais lentas e os drink's mais sofisticados. E no terceiro.... bem, digamos que se alguém se empolgar demais não vai precisar procurar um motel. Há camas e suítes privês luxuosas, com hidromassagens e ofurôs... — Ele deu uma encarada de leve em Jisoo, que, pra minha surpresa, mordeu o lábio inferior. 

Peraí... não era ela que estava toda tímida a alguns minutos atrás? 

— E aí, Jisoo, em qual andar você quer ficar? — Lucas perguntou. 

Minha amiga abriu um sorrisinho cúmplice, se aproximando mais de mim. 

— Vou ficar com o Jimin até ele encontrar alguém. Hoje a noite é nossa. — Ela explicou, e eu fiquei com dó da expressão desapontada que ele fez. 

Tem alguém se apaixonando por aqui... 

— Bom, se precisarem de qualquer coisa, estou à disposição. — Ele disse, se retirando. 

Esperamos inteiros cinco segundos antes de começarmos a pular e a falar ao mesmo tempo: 

— ELE TÁ TÃO NA SUA! — Eu gritei. 

— EU SEI! ELE É TÃO FOFO, NÉ? 

— SIM, MUITO FOFO! VOCÊS SERIAM O CASAL PERFEITO! 

— CREDO! NÃO TÔ PENSANDO NISSO AINDA. MAS VOCÊ ACHA MESMO? 

— DEMAIS! VAI PRO TERCEIRO ANDAR COM ELE, SUA SAFADA? 

— NÃO SEI! Até que deu vontade... 

Soltei uma gargalhada, balançando a cabeça de um lado para o outro. 

— Antes de te perder para o príncipe encantado ali, que tal uma dança? — Sugeri, vendo minha amiga abrir um sorrisão e assentir. 

Ah... a nossa noite só estava começando.

De Rhianna passamos para Flo Rida e então perdi a conta de quantas músicas havíamos dançado. Meus pés já estavam me matando — e, Deus, eu nem queria saber como estavam os de Jisoo. O suor já escorria por todo o meu pescoço, me abanando rapidamente enquanto me sentava em uma das cadeiras do bar. Pedi uma água sem gás pra tentar recuperar o fôlego e dois Sex on the Beach, porque sem álcool para anestesiar nossos músculos não seríamos mais capazes de encarar a pista de dança mais uma vez. 

— Na minha lápide eu quero escrito: "avisei que estava mal". — Jisoo murmurou, enterrando a cabeça entre os braços no balcão. 

Tirei os sapatos dos pés e cruzei as pernas na cadeira, pouco me importando.

— Na minha eu quero escrito: "Foi tudo culpa da Jisoo". — Respondi, logo em seguida agarrando a garrafinha de água que o barman me estendeu. 

Jisoo apoiou a cabeça em uma das mãos, soltando um suspiro dramático. 

— A gente enfraqueceu, hein? Dançamos por... sei lá, uma hora? 

— Uma hora e meia. — Respondi, tomando um longo gole daquele líquido sagrado. — Sinceramente, acho que não tem como nossa noite piorar. 

— Credo! Nossa noite não está ruim. Esse cansaço quer dizer que nos divertimos. Quando você estava dançando até o chão ao som de Katy Perry e se esfregando naquele negão gostoso parecia estar tendo uma ótima noite. 

Revirei os olhos, apertando a tampa da garrafinha com certa força. 

— Eu não estava me esfregando nele. 

— Aham, sei. Sério, achei que o cara fosse te engravidar naquela pista. — Ela disse, sarcástica. 

— Engravidar quem? — Uma voz surgiu logo atrás de nós. 

Ai não. Eu conhecia essa voz e ela só podia ser de... 

— Yugkook! Chegou tão cedo. — Jisoo murmurou, parecendo nada feliz. 

— Te conheço? — Ele franziu o cenho, confuso. 

— Graças a Deus, não. — Minha amiga murmurou, pegando um dos drink's rosa que o barman havia acabado de colocar em nossa frente e dando um pequeno gole. 

Yugkook abriu um sorriso cafajeste, mirando aqueles olhos de águia em mim. 

— Vejo que você tem espalhado uma boa reputação minha hein, Jimin. 

Dei de ombros, dando um gole na minha bebida. 

— Faço o que posso. Por que saiu tão cedo do jantar? 

— Porque sem você lá, acredite se quiser, foi apenas um jantar comum. Sem barracos, brigas ou discussões. Sentamos, pedimos, comemos, vazamos. Tivemos uma prévia de como nossa família seria perfeita sem a sua presença a tira-colo. 

— Que engraçado, pois foi exatamente o que eu pensei quando vi vocês dois naquele restaurante infernal. Seu pai parece tão gentil e doce. Uma pena que os filhos não valham um centavo e ainda sejam cínicos ao ponto de fazerem chantagem e ainda acharem que estão por cima. Acredite em mim, Yugkook, você não me quer como inimigo. — Avisei, virando o resto do líquido em meu copo em segundos. 

Ele sorriu, sarcástico, andando lentamente para trás. 

— Acredite você, Jimin. Eu tô louco pra começarmos a jogar de verdade! 

E então ele sumiu na pista, enquanto eu sentia meu coração acelerar algumas batidas. Parecia que quanto mais eu me queria ver livre dele, mas ele conseguia ficar preso sob minha pele. 

A vida é uma merda. 

Pedi mais um drink pro barman, tentando desesperadamente esquecer das ameaças do meu querido meio-irmão. Ou melhor, irmão postiço. Sim, essa expressão me fazia sentir menos culpado pela pegação de hoje mais cedo. 

Mas se ele estava louco pra começar a jogar de verdade... ah, eu iria com certeza dar as cartas.


Notas Finais


E ai mores? O que acharam?
Sinto cheiro de muita treta chegando hahaha.
Espero que tenham gostado. ^^ O próximo capítulo nosso querido Park Sofredor Jimin irá viajar. Então, até o próximo. Bjs! <3


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