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História Irmãos Vermelhos - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Oportunidades


Fanfic / Fanfiction Irmãos Vermelhos - Capítulo 6 - Oportunidades

 

Eurielle estava no quarto aguardando Ofun, bateram na porta e ela instintivamente segurou sua espada.

Ofun entrou e parecia tenso: "Eu sei que prometi que partiríamos essa noite, que te levaria até as divisas de nossos reinos. Eu não quero quebrar a minha promessa até porque já entendi que não conseguiria te segurar aqui mesmo que eu quisesse"

Ela olhava desconfiada, não estava gostando do rumo daquela conversa.

O: "Eu queria te pedir três dias?"

E: "Três dias de quê?"

O: "Três dias pra eu te mostrar algo, algumas coisas que conversamos"

Eurielle não sabia o que responder. Lucas devia tá irritado. Às vezes precisava se afastar até o mau humor dele passar.

Percebeu que pela primeira vez Ofun não parecia tão seguro e falava mais devagar, parecia escolher as palavras com calma.

E: "Tudo bem ficarei, mas apenas três dias! Na terceira noite irei embora. Até mesmo porque até chegarmos à divisa são dois dias.”

Ofun não se controlou e abraçou.

Eurielle ficou dura, sem reação - Será q todos daquele reino gostavam de abraçar? – pensou.

Ofun percebeu que seu gesto espontâneo a assustou, constrangido: "Desculpe- me! Eu não quis ofender a senhorita. É que fiquei tão feliz que não me contive".

Ela subiu no cavalo junto a Ofun, ele estava tão cheiroso e cavalgaram.

Estava de noite e a pequena vila já dormia, observou como tudo era limpo,  organizado e calmo. Não parecia está prestes a irem à guerra. Talvez realmente fosse um bom lugar para viver.

Logo chegaram a uma mansão, não era longe da cidade. Ela observou que era muito bem decorada e bonita.

Estava acostumada as barracas dos acampamentos militares, a sua casa simples,  o único lugar que tinha aquele luxo era no palácio, mas não gostava de lá, só ia  por causa de Lucas.

Eurielle usava uma enorme capa por cima da sua armadura não seria bom q a população a reconhecesse.

Ofun mostrou sua casa a ela.

O: "Dispensei os empregados para ninguém saber de sua estadia, mas já esta tudo arrumado, esperando você" – os olhos dele brilhavam.

Eurielle percebeu que tudo foi preparado p recebe – lá. Desconfiada perguntou: "Como sabia q eu aceitaria vir p cá?”

Ofun sorriu: “Eu não sabia, na verdade pensei q não aceitaria, mas como você falava... eu sou um bobo otimista!! Agora vou mostrar seu quarto, tem alguns vestidos caso queira se trocar"

Ela tomou um banho e viu que os vestidos eram discretos e sem decotes nas costas assim como ela pediu no palácio. Não gostava de usá - los, mas vestir sua armadura a entregaria facilmente e ninguém precisava saber q ela estava no reino inimigo.

Ofun preparou a comida e serviu. Eurielle nunca pensou que um homem na posição dele soubesse fazer aquelas coisas ficou surpresa.

Na madrugada ela não conseguia dormir, andando pela mansão, encontrou uma enorme biblioteca. Lucas ia amar aquela biblioteca, amava ler, como a maioria das mulheres pobres de seu tempo ela não sabia ler e quando Lucas impaciente tentou ensinar, ela preferiu se dedicar só as espadas. Começou a folhear alguns livros, ver as belas figuras e sem querer derrubou um.

 "Não há inimigos aqui, fique tranquila. Desculpe! Eu não quis assusta-la" – Ofun falou enquanto passava as mãos no pescoço que a lamina gelada da adaga de Eurielle encostou.

Ofun surpreso: "Você sempre anda com suas espadas? Por que esta usando a armadura?"

E: "Eu não gosto de vestidos e em todo lugar há inimigos por isso sim, sempre às carrego” – olhou para as mãos dele - “O que é isso em sua mão, o que esta escrito?” – perguntou com a sua característica desconfiança.

O: “É uma bobagem que escrevi”

Eurielle falou ríspida: “leia” – percebeu que foi rude demais e um tanto constrangida - “Quer dizer, pode ler... gosto da sua voz” – Ofun sabia que ela gostava de ouvi –lo, quantas noites passaram juntos na cela com apenas ele falando.

Ele abriu o bilhete e leu, olhando pra ela:


“Eu te amo, mesmo que você não acredite.

Eu te amo, mesmo que eu não possa provar.

Eu te amo, mesmo que eu não possa parar toda a sua dor.

Eu te amo, apesar de você ser tudo o que quero e você não vê isso.

Eu te amo, mesmo que você me machuque com sua espada, suas palavras.

Eu te amo, mesmo que você finja não me ouvir e às vezes não me ver.

Eu te amo, mesmo você me abandonando.

Eu te amo, mesmo que você não entenda o que eu sinto.

Eu te amo, mesmo que você não saiba o quanto eu te amo.“

 

Ele a olhava fixamente, Eurielle puxou o papel e viu que estava em branco, não havia nada escrito e ele continuava olhando pra ela, ela estava confusa, as palavras dele eram sinceras, ela sabia, mas estavam em lados opostos, ela não devia esta ali, não devia sentir aquilo.

Quando Ofun se aproximou sentiu o perfume dela, sussurrou com sua voz rouca – “Você é tão bonita!".

Ele ia beija - la, mas ela se afastou e saiu apressada da biblioteca.

Ele se repreendeu, não devia ter agido assim, mas por alguns segundos perdeu o controle. Começou a falar querendo arrancar um sorriso dela, mas seu coração tomou a frente e se declarou. Sabia que Eurielle não confiava nele, no que ele sentia. Afinal, até para ele era difícil compreender a intensidade daquele sentimento.

Quando o dia amanheceu andaram pelas vilas, era tudo tão bonito e calmo. Eurielle ficou encantada com a tranquilidade, união daquele povo. Ofun mostrou com orgulho as arvores que proporcionavam tantos frutos a cidade, apresentou a “prima distante” para algumas senhoras curiosas.

Eurielle parecia mais leve, logo uma criança fez uma brincadeira com ela lhe dando um susto, Ofun ficou tenso não sabia como ela reagiria, na verdade esperava algo não muito agradável, mas Eurielle gargalhou como ele nunca viu e ele sorriu junto.

Ele a olhava discretamente, ela estava tão bonita naquele vestido.

Ela estava vendo o belo rio que passava pela cidade e Ofun tinha ido pegar algo, logo ele apareceu.

O: “Feche os olhos!” – ele escondia algo em suas mãos que estavam nas costas.

O: “Vamos, Eurielle feche!”

E: “Eu não vou fechar!”

O: “Não confia em mim?” – perguntou sorrindo já sabia da resposta. Esticou os braços e deu o embrulho para ela. – É um presente!

Ela não pegou.

E: “Eu não quero!”

Ofun pegou a mão dela e colocou o pequeno embrulho.

O: “Não há problemas em presentear quem a gente gosta!” – falou olhando para ela – “Eu só gostaria de agradecer tudo que fez por mim... e se você não gostar pode jogar fora!” – sorriu.

Eurielle abriu o embrulho e seus olhos brilharam.

O: “Achei ela parecida com você!”

Era uma pequena boneca de pano com os cabelos pretos.

E: “Eu nunca tive uma... obrigada!” - deu um tímido sorriso

Ele sorriu.

E voltaram para casa já escurecia.



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