História Iron Sons - Interativa - Capítulo 61


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Arcos, Drama, Espadas, Flechas, Interativa, Luta, Medieval, Mitologia, Romance, Violencia
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Palavras 2.355
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Nada saiu como eu planejei... mas espero que gostem.

Capítulo 61 - Obrigado, Irmão!


IRON SONS

Asher
 

O jovem não pronunciou uma única palavra, mas notou rapidamente os olhos febris e tremeu sem motivo nenhum. 

Asher: Que horas aquele lugar abre as portas? — suspirou e olhou nos olhos de Molly, enquanto de braços cruzados apoiava as costas na porta.

Molly: Acho que já está aberto, na verdade. Mas só entra quem pagou antecipadamente, por isso as portas estão fechadas, mas sempre estão abertas pela noite. — colocou uma perna sobre a outra, e notou Asher a olhando, e depois desviando seu olhar para o chão.

Asher: Aquela garota... você tem certeza de tudo isso? Digo, você tem certeza de que ela realmente veio do forte? — perguntou num tom suave.

Molly: Ah, claro, e-eu estava lá. Eu vi quando o garoto a trouxe, eu estava lá junto com as... damas, as damas que trabalham ali. — corou.

Asher: Hum... você não... trabalha lá, né? — olhou-a nos olhos, viu suas bochechas brancas se transformarem em maçãs vermelhas.

Molly: É-É claro que não! — franziu as sobrancelhas e cruzou os braços. — Eu já disse, uso minhas habilidades médicas nos homens da Fortaleza de Monte Azul, elas são só as minhas amigas.

Asher: Certo — riu —, mas me conta, como eu convenceria elas a ceder a garota à mim?

Molly: Pretende levar ela com você? — perguntou surpresa.

Asher: Sim. Eu a levarei até o pai dela... — uma sombra caiu sobre seus olhos, acompanhadas de sua franja bagunçada.

Molly: Mas já enviaram um corvo à Ghulfos, perguntando se essa garota era alguma escrava dele ou algo assim. Logo mais virão buscá-la, não precisa se preocupar. — sorriu.

Asher: Será mais rápido se eu levá-la. Eu tenho uma ideia. — sorriu. — Talvez dê certo.

Molly: No que tá pensando?

Asher: Só vou precisar de algumas informações...

---

NOITE

Naquela noite, Asher encheu-se de esperança. Após banhar-se com água quente num grande balde de madeira perfumado, entrou no quarto de Molly vestindo apenas suas calças, enquanto a garota conversava com Sylvi perto da lareira na sala. Asher virou a cabeça para baixo e olhou seu próprio corpo, e já fazia tanto tempo que não podia se sentir em paz para observar a si mesmo e tirar a armadura que não conteve um sorriso feliz. Passou a mão direita sobre o peitoral, descendo até o umbigo, traçando suas cicatrizes nas pontas dos dedos. Depois, passou a mão sobre o rosto, e percebeu que a navalha que Molly tinha lhe dado era bem eficiente, não sobrou nem um pelo em seu rosto. Ergueu o braço esquerdo um pouco revigorado, pelo visto a água quente havia ajudado bastante na recuperação, mas a garra do jovem carniçal eram tão espessas que uma das marcas insistia em continuar sangrando. Por quê não está se curando? Por quê? Perguntava-se em silêncio. Suas roupas estavam molhadas, então teria que usar algumas roupas que Molly tinha lhe separado, lhe dissera que eram tão masculinas quanto femininas. Agarrou um longo casaco preto que estava jogado sobre a cama, suas condições eram tão boas que parecia nunca ter sido usado por alguém alguma vez.

Asher: Para quê ela precisa disso? Deve ser maior que ela. — ergueu o pesado casaco preto e o soltou sobre a cama.

Terminando de se vestir, trajava uma camisa de manga longa que o sufocava secretamente sob aquele casaco. As luvas então, quase que gritavam para que Asher mantivesse as mãos fechadas, ao menos suas próprias calças e botas eram utilizáveis, portanto não teve que vestir mais nenhuma peça de roupa de Molly.

Asher: Ah, você não sabe o quanto isso me aju— Molly pulou sobre ele quando foi lentamente aparecendo na sala.

Molly: Você parece o mesmo de antes sem toda a sujeira e a barba! — sorriu.

Asher: Não fale da barba de um homem. — riu.

Sylvi: Papai! Você tirou os pelos do rosto! — dizia de longe, olhando para o rosto de seu pai.

Asher: É, e agora estou com o rosto liso igual ao de vocês. — olhou para Molly. — Enfim, eu vou lá. Acha que elas me viram antes?

Molly: Não, eu estava observando, acho que fui a única a vê-los além dos guardas e do povo que mora na entrada.

Asher: Tá... — respirou fundo e fechou os olhos. — Então... já volto.

---

As duas grandes portas estavam abertas, e a luz amarelada do fogo deslizava para fora, enquanto o nome "Puteiro Lu'Chao" brilhava. Asher exercitou os músculos faciais e estalou o pescoço. Colocou a mão sobre a testa e jogou os cabelos para trás. No lado de fora, do lado esquerdo da porta havia uma prostituta que aparentava ter menos que seus trinta anos fumando tabaco com um rosto extressado. Ao entrar, um cheiro forte de cerveja e rum vinha de sua esquerda, e da direita e quase pelo lugar inteiro, um suave odor de mel. No meio do estabelecimento, que era bem alto por sinal, havia uma barra de ferro que ia do teto até o chão, posicionada dentro de uma elevação de madeira acolchoada com algodão em sua superfície. Uma moça semi-nua agarrava-se a essa barra, dançando e deslizando sobre ela, apresentando-se para alguns homens que se sentavam ao redor. Asher apostou consigo mesmo que todos eles tinham esposas. Algumas mulheres sentavam sob as pernas de seus clientes, algumas sem sutiã e outras até completamente nuas, mas provavelmente era proibido fazer sexo sem alugar um dos quartos. E no fundo do estabelecimento, ao lado das escadas, tinha um palco onde um bardo cantava uma bela música.

Se aproximou do bar e puxou um banco para sentar-se. A taverneira se aproximou com uma caneca.

Taverneira: Olá, meu jovem, quer beber algo? — disse num tom amigável.

Asher: Aaaah... — olhou para a mulher. — Ah, não, obrigado. — sorriu.

Taverneira: Veio atrás de diversão? — riu. — Um garoto bonitinho como você não deve ter muitos problemas pra arrumar uma amante, não é?

Asher: Eeeh... — estava de boca entreaberta.

Taverneira: Ah, se eu estivesse na tua idade, garoto. — ainda brincava com ele. — Temos algumas jovens aqui, algumas até mais novas que você. Tem quantos? Vinte? Dezenove?

Asher: Vinte e dois...

Taverneira: Vê as garotas ali? — apontou para um grupo de três jovens amigas que trabalhavam ali, cochilando e olhando para ele.

Uma tinha os cabelos negros, tão negros que lembravam o de Iris até em tamanho. A outra era ruiva, tinha algumas sardas sobre as bochechas rosas e era a garota que tinha os seios maiores dentre as três. A outra era a mais comum, mas seus cabelos castanhos eram tão brilhosos que pareciam cegar olhando muito de perto. — Estão te secando desde a hora que entrou. A ruiva é a Grethe, todos os clientes dela retornam.

Asher: São todas bem bonitas. — suspirou, enquanto as garotas notaram que ele as olhou. — Desculpe te decepcionar, mas vim aqui atrás de uma garotinha, ela tem esse tamanho e—

Taverneira: Você é um pedófilo? — perguntou assustada.

Asher: N-Não! Essa garotinha é minha filha, a roubaram de mim, senhora. — lambeu os lábios. — Vê meus olhos? São iguais aos dela. — as garotas que antes o observavam agora sentavam ao seu lado.

Lyse: Boa noite, senhor. — disse a de cabelos castanhos, passando a mão sobre sua perna.

Taverneira: Sim, seus olhos são bem bonitos, jovem. — sorriu. — Esses olhos liláses... Mas isso não significa nada. Dizem que a rainha também tem olhos iguais aos teus.

Asher: E não é mentira, senhora. Mas só estou lhe dizendo a verdade, nada além disso. — forçou algumas lágrimas nadarem até seus olhos. — Eu... quando a tiraram de mim...

Taverneira: Só te deixarei vê-la quando você receber prazer dessas três belas moças.

Asher: Fechado! — bateu no balcão. — Só saiba que... eu é que vou sair no lucro. — lembrou que não tinha um centavo no bolso. — Ah, merda. — sussurrou para si mesmo.

Luther: Eu pago a dele, Adel.

Luther Wolfhowl, seu irmão mais velho, estava sem camisa e segurando um saco de moedas. Uma das prostitutas vinha atrás dele, segurando seu braço. 

Asher: Luther? — surpreendeu-se. — A quanto tempo...

Luther: Depois nos falamos, vá se divertir. — sorriu e virou-se.

Asher: Que... merda. — disse para si mesmo de novo. — S-Senhora, desculpe, mas—

Grethe: Vai continuar falando, garotão? — aproximou seu rosto do de Asher, deixando seus seios balançando no nível dos ombros dele. Mesmo sem se encostarem, Asher pôde sentir o calor de seu corpo. — Me segue, vamos para um quarto.

Grethe tinha um sorriso malicioso em seu rosto, Lyse apenas ria, e a outra de cabelos negros nada dizia, seu rosto estava imóvel e suas bochechas coradas, parecia ser seu primeiro dia. Lyse segurou-o pela mão e o levou para o andar de cima, subindo as escadas.

Entrando no quarto, Asher reparou que a cama tinha espaço para mais de duas pessoas, além de ter lareira, vinho e uma janela larga. A garota de cabelos negros foi a última a entrar, e então fechou a porta. Grethe a puxou pelo pulso. As três ficaram na frente da cama se despindo aos poucos.

Asher: Puta que pariu. — estava assustado.

Após tirar o sutiã, a ruiva se aproximou e disse alguma frase com conotação sexual para Asher, e então agarrou seu membro viril sob as calças, Asher não conseguiu entender o que ela dizia pois o arrepio em sua espinha era maior. A garota a qual ele não sabia o nome se aproximou e foi desabotoando o casaco que ele vestia. Quando foi tirá-lo de seu corpo, a manga grudou no sangue seco da ferida em seu braço, e quando a puxou mais uma vez, voltou a sangrar, Asher escondeu o braço atrás de si.

Asher: O-Olha... não precisamos fazer isso. — disse envergonhado.

Lyse: Porquê? — perguntou surpresa.

Asher: Vocês merecem mais que isso. — uma gota de sangue caiu no chão.

Greth: Você não gostou da gente? — mesmo ele dizendo aquilo, elas não pararam, Lyse tirou a camisa de Asher.

Greth empurrou Asher na cama e se ajoelhou na sua frente, indo com as mãos diretamente em seu cinto.

Asher: Não é isso, vocês são muito bonitas, mas— Greth estava prestes a colocar a mão dentro de sua cueca. — Não! Não! — Se levantou.

Lyse: Você é gay? — riu.

Asher: Não, porra, me escuta. Eu queria muito colocar meu pênis em todo tipo de orifício e saliencias que vocês tem, todas tem curvas muito bonitas. — foi para o canto do quarto, ajeitando seu cinto e colocando sua camisa. — Mas eu tenho uma tarefa muito importante. Vocês tem a minha... filha com vocês. Estão vendo essas cicatrizes? Eu passei por coisa pra caralho, e tô com pressa. Minha esposa grávida está desaparecida, minhas terras foram para o caralho, e—

Greth: Terras? Você é rico? — disse animada.

Asher: Não... eu... — "merda" pensou. — eu só falo demais. — enrolou a camisa branca em torno da ferida que sangrava.

Lyse: E como aconteceu tudo isso? — perguntou curiosa.

Asher: Vocês realmente querem saber?

Greth: Sim. Gostamos de histórias. — sentou na cama.

Asher: Que ótimo... — suspirou. — Por favor, quando a gente descer, digam pra eles que a gente fodeu a madrugada inteira.

Greth: Você é bem estranho. — riu.

---

MANHÃ

Asher foi o primeiro a levantar-se, notou que tinha uma garota de cada lado, Greth babava em seu ombro, Lyse dormia com a cabeça sobre sua barriga, e a garota de cabelos negros estava agarrada a sua perna esquerda. De cabelos despenteados, cuidadosamente as afastou e abriu caminho para que se levantasse sem acordar ninguém. vestiu o casaco preto e o deixou aberto, com a manga esquerda dobrada até o cotovelo, deixando toda sua masculinidade à mostra. Desceu as escadas cantarolando:

Asher: Ajude-me Bob, estou bêbado no beco. Way-hey, bêbado no beco. Ajude-me Bob, estou bêbado no beco. Bêbado no beco Shinbone. Eu vou voltar e me casar com Sally. Way-hey—

Adel: Bom dia, garotão. — segurava uma vassoura.

Asher: Bom dia... vamos lá, desculpe-me, mas tô com pressa.

Adel: Então é isso que você escondia debaixo da camisa? Um corpo bem formado, cheio de marcas de guerra—

Asher: Vamos, vamos. — desceu até o último degrau.

Adel: Tá. Me segue. Ela já acordou, está comendo.

Asher seguiu Adel até a cozinha, e lá estava a garotinha. Adel continuou a varrer o chão, mas não saiu dali. Ela estava com a boca cheia de pão e mel, seus cabelos claros estavam bagunçados, algumas pequenas sardas eram visíveis sob seus olhos. Seus olhos eram claros como os de um lobo ou leão. A garotinha que mal conseguia alcançar a mesa levantou o olhar, encontrando Asher. Mal poderia descrever qual foi a sensação, seu peito se encheu com um ar gelado e todas as palavras foram congeladas por esse ar. Seus olhos quiseram chorar, mas Asher tentou ser mais forte.

Asher: Oi... — sorriu. — Como vocês a chamam? — disse para Adel.

Adel: Alega que ela é sua filha e não sabe o nome da garota? — franziu as sobrancelhas.

Asher: Não tive tempo para decidir, quando ela nasceu... eu estava lutando para ganhar dinheiro.

Adel: Não demos um nome a ela, e ela não sabe falar muita coisa também, provavelmente entenderá dois quartos do que você disser a ela.

Asher: Entendo... então eu preciso levá-la. — olhou para Adel.

Adel: E por qual motivo eu a lhe entregaria tão facilmente?

Asher: Eu sou o pai dessa garotinha. — franziu as sobrancelhas.

Adel: Não me fez acreditar nisso ainda, tem alguma prova? — parou de varrer e ficou o encarando.

Luther: Ele é, tem a minha palavra, Adel. — veio andando ainda sem camisa.

Adel: Luther... você tem certeza do que tá falando? Conhece esse rapaz? — perguntava séria.

Luther: Sim, ele é meu irmão, essa garota é minha sobrinha. — sorriu.

Adel: Vocês se parecem mesmo... — suspirou. — Confiarei em você então, Luther.

A garota tentava cortar um pedaço de pão usando uma faca, mas usava o lado errado.

Asher: Aqui, é assim, usa o lado da serra. — tocou na mão da garotinha, a ajudando a virar a faca.

Ao tocar na garota, sentiu todos seus pelos arrepiarem, algo o assombrou. Sentiu seu braço estremecer e endurecer, e de repente, a dor da ferida aberta sumiu. 

Asher: Obrigado... Luther. — sorriu.

Foi para um canto e desenrolou a camisa do braço, sua ferida estava fechada novamente, e as cicatrizes de sua batalha contra o carniçal jovem haviam diminuído significativamente.
 


Notas Finais


Desculpem por ter focado só no Asher, mas foi o que consegui. Além de estar usando o PC na casa dos outros, vamos considerar o horário, são mais de 22h


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