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História Irondad Clichês - Capítulo 10


Escrita por: e BunBunny


Notas do Autor


Demorou mas chegou gente! Um pouquinho maior que o normal para compensar, mesmo que não seja o suficiente...
Perdão por ficar tanto tempo sem postar, mas precisava desse tempo para voltar ao clima, e aqui está!
Espero de verdade que gostem~

Boa Leitura!!

Capítulo 10 - Hydra Peter


Fazia um ano, dois meses, 8 dias e 17 horas que Peter morreu. E em todo esse tempo, Tony não se esqueceu nem um dia sequer que a culpa era dele.

Havia uma missão. A Hydra voltou com tudo após a metade da população universal que Thanos dizimou, voltar a vida. Alguns meses após a recuperação de Tony, houve uma missão, todos os vingadores - ao menos aqueles que podiam - deveriam ir destruir a base da Hydra que o governo suspeitava estar fazendo alguns experimentos ilegais para tentar recriar as pedras do infinito, e tudo o que Tony menos precisava em sua vida era ter aquelas coisas, ou ao menos réplicas baratas delas em sua vida de novo.

Então ele chamou a todos os vingadores, e com todos, ele queria dizer que Peter fodendo Parker também estaria lá, porque afinal, Tony o fez um vingador, não é?

A missão começou muito bem, os agentes Hydra tentavam derrubá-los de qualquer maneira, O garoto foi bem, muito bem, ele tinha um dom, mas era claro que a merda tinha que bater no ventilador.

Quando eles entraram na base da Hydra para tirar o restante dos capangas, perceberam tarde demais ser uma armadilha.

No fim eles estavam mesmo tentando recriar as pedras do infinito, mas sua composição ainda era inimaginável, sua forma e a quantidade de poder era simplesmente impossível de entender. Ele sabia, ele tentou. Então o que a Hydra criou, foi nada mais nada menos que uma pequena bomba atômica, que tinha o poder de explodir um bunker, embaixo de um bunker. E eles haviam deixado ali como uma isca para tentar destruir aqueles que poderiam tentar impedindo-os de continuar tentando.

Foi a criança que percebeu, com sua audição aprimorada, o tic tac da contagem regressiva, e empurrou todos eles para fora da base, porém ele não foi rápido o suficiente, as portas se fecharam na cara de Tony com Peter ainda lá dentro, e 10 segundos depois, tudo foi pelos ares.

O garoto foi um herói, ele salvou todos eles, mas ele não conseguiu se salvar, e era culpa de Tony ele ter estado lá para começar. Era um dia de aula, ele teria prova de espanhol, uma viagem para fora do país com sua turma de Decathlon em algumas semanas, seria um adolescente normal pedindo a menina que ele gosta para sair, e Tony destruiu tudo isso, chamando-o para uma missão suicida.

 

Fazia um ano, dez meses, vinte e três dias e nove horas que Peter estava morto, Tony voltou para Nova York, a Torre Stark ainda era, afinal, seu melhor lar. Morgan estava completando sete anos com uma festinha na escola com suas amigas, Steve estava internado no hospital com alguns problemas de saúde, Clint ia passar o final da semana em casa, Bruce… bom, ele não sabia, e ele não tinha notícia de Thor a mais de dois anos agora. Wanda estava treinando seus poderes com Strange, e Sam e Barnes ele não tinha ideia de onde poderiam estar. Rhodey se aposentou após a missão fracassada, Pepper estava em reunião e ele estava apenas… se sentindo muito sozinho.

 

Até Sexta-feira avisá-lo de um intruso tentando invadir o laboratório.

 

Tony se cobriu com sua armadura nanotecnológica e voou, sabendo que seria muito mais fácil e rápido chegar nos andares inferiores apenas passando pelas janelas até lá.

Era apenas um homem, estava vestido todo de preto, com uma farda pesada no corpo pequeno, uma máscara cobria todo seu rosto e ele parecia completamente hostil, mas ele estava no teto e em uma posição de luta que Tony estava cansado de ver. Mas não poderia ser, não poderia! Era uma brincadeira com ele, era- era simplesmente algum idiota tentando fraqueja-lo.

Então ele tentou explodi-lo, e enquanto a pessoa fazia acrobacias para desviar de seus ataques Tony se sentia ainda mais ansioso, muito familiar, muito parecido, não pode ser, não pode ser, não pode ser!

Com todos os seus movimentos, foi difícil para Tony reparar bem no emblema nas costas de sua farda, a caveira com tentáculos de polvo, Hydra. A Hydra estava brincando com ele! Mas também- também não poderia ser. Barnes estava aí de prova. Então talvez… talvez.

—Peter? - Ele chamou e o invasor parou, um único segundo, mas o suficiente para Tony prender a respiração. Possível. Sua linha de pensamento foi interrompida quando ele atacou, e após uma nova rodada, quando estavam longe o suficiente um do outro, Tony tentou de novo. —Peter? Por favor, sou eu, Tony…

—Não sei de quem você está falando. - O tom era frio e sem qualquer emoção, mas era Peter, definitivamente Peter, e Tony poderia começar a chorar agora.

—Garoto, oh meu deus, você está vivo… - Tony estava chorando agora. Bem, foda-se ele tinha o direito de se sentir feliz depois de todo o sofrimento que passou pensando que a criança estava morta. —Eu não sei o que fizeram com você Pete, mas eu vou te tirar dessa, garoto, eu juro.

Peter não falou, mas Tony não precisava que ele dissesse nada, porque seja o que for que tivessem feito ao seu filho, ainda não era ele ali, não completamente, mas Tony iria consertar isso, ele era o mecânico, afinal.

Com uma determinação renovada, Tony tentou segurar, prender, agarrar, fazer de tudo para manter Peter em um único lugar mas a criança era escorregadia, ele talvez precisasse pôr um pouco mais de força, e quando Tony conseguiu, com sucesso, explodir o garoto contra o outro lado da sala, ele não sabia se ficava feliz ou preocupado quando ele não se moveu mais.

Se aproximando para checar seu pulso e soltando um soluço quando viu que sim, o garoto estava vivo ainda.

—Sexta-feira, ligue… ligue para o rei T'Challa… - Tony sussurrou, puxando a máscara de seu filho e vendo seu rosto pela primeira vez em quase dois anos, pela primeira vez desde que achou que estivesse morto. —Eu vou precisar que a irmã dele faça uma reconfiguração cerebral em mais uma pessoa.

 

 

Foram os um ano, dez meses, vinte e três dias e nove horas mais longas da vida de Tony, aqueles que ele passou achando que o garoto estava morto, então Tony descobriu que ele ainda estava vivo, e após ser ajudado por T'Challa e sua irmã, fazia uma semana de doze horas que Peter ainda estava dormindo. Pelo mesmo tempo, Tony não saiu do seu lado.

Três horas depois, Peter estava sentado em sua cama, confuso e assustado, olhando para tudo enquanto procurava alguma coisa familiar o suficiente para se focar. Era óbvio que foi o tempo exato para Tony sair e tentar se tornar uma pessoa novamente, tomar um banho e talvez tirar um cochilo. O banho foi fácil de conseguir, mas o sono não vinha já a três dias agora - quando ele desmaiou de exaustão - e quando ele entrou na sala para ver a criança tentando sair da cama, ele poderia apenas travar.

Peter olhou para ele, e ele olhou para Peter, e nenhum deles teve coragem de dizer qualquer coisa por um minuto inteiro, até os pés de Tony começarem a se mover sem um comando, se colocando na frente de Peter e o abraçando com tanta força, que se a criança não fosse um pouco super, iria machucar.

—Sr. Stark?

Oh meu deus… merda, garoto...

Tony murmurava tentando puxar a criança ainda mais contra ele, uma mão em suas costas e outra atrás da cabeça, escondendo o rosto entre os cachos castanhos e tentando não deixar as lágrimas que enchiam seus olhos caírem.

Maldita criança que conseguia deixar seus sentimentos já bagunçados uma verdadeira confusão.

—Sr. Stark, o que… ei, está tudo bem, eu estou bem, mas o senhor está me sufocando agora.

Tony o soltou rapidamente, colocando as duas mãos em seus ombros magros, e o forçando a olhá-lo. —Huh… oi?

—Você nunca mais- nunca mais vai tentar morrer antes de mim de novo, Parker, ou eu prometo, eu juro, que eu vou encontrar um jeito de trazer você de volta apenas para te matar de novo.

—Mas… mas ai do que adiantaria me trazer de volta, se fosse para me matar?

—Não é importante, não tente ser espertinho comigo, apenas… apenas me deixe te abraçar mais um pouco…

Tony pediu e Peter estendeu os braços para ele dessa vez, sentindo seu mentor, seu amigo, seu pai, aperta-lo de volta. E se Peter sentiu seus cabelos molhados pelas lágrimas de Tony depois, ele não comentou nada.


Notas Finais


Peter dando susto em Tony é alguma novidade? não, é claro que não kkkk
Nem foi culpa dele, tadinho, mas é isso ai~
Espero que tenham gostado e não deixem de me dizer isso por favor! adoro cada comentário de vocês <3


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