História Irreparável - Capítulo 1


Escrita por: e eisenhorita

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol
Tags Amor, Avião, Canadá, Casamento, Chany, Chanyeol, Exo, Hetero, Park, Relacionamento, Snaircompany, Snquality, Sonho, Taekachance, Viagem
Visualizações 75
Palavras 1.555
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá. docinhos. Como estamos?
Espero que gostem, pois eu amei cada cena, ok?
Paz!

Capa por @jungwoopy
Banner por @PurpleRainbow
Betagem por @Emmagrant

Capítulo 1 - Capítulo único: A viagem dos meus sonhos


Fanfic / Fanfiction Irreparável - Capítulo 1 - Capítulo único: A viagem dos meus sonhos

Eu esperei por isso a minha vida inteira.

Quando era menor, sempre tive vontade de conhecer o Canadá. Em partes, porque quando meus pais se separaram, meu pai se mandou para lá e nunca mais voltou. Ele sempre enviava presentes e essas coisas, mas ainda assim, não era a mesma coisa.

Mas tudo bem. Eu me acostumei, e vivi uma vida bem feliz.

E quando finalmente surge a chance de me aventurar nessa viagem de férias, eu não poderia estar menos ansiosa.

Park Chan-Yeol, meu digníssimo namorado, preparou essa surpresa, e eu não me contive de felicidade!

Foram semanas imaginando como seria, comprando coisas e arrumando as malas.

Minha mãe?

Bom, ela ficou feliz por mim, mas também chateada. Nunca nos distanciamos por tanto tempo...

Quando aconteceu o divórcio, eu era muito pequena – de 5 para 6 anos –, e pouco entendia do mundo adulto. Não houve nenhum grande acontecido, eles se separaram porque a convivência estava começando a ficar difícil. Acharam melhor parar antes que tudo tomasse um rumo desastroso.

Eu sempre soube, que apesar de tudo, e do término, meus pais se amaram muito. Dentro da realidade deles, claro. Nem tudo foram flores!

Minha mãe perdeu um bebê logo após o meu nascimento. Desde então, eles não foram mais os mesmos. Nossa família nunca foi completa.

SuHo seria um menino lindo, meu caçula.

Ele era a perda mais irreparável em nossas vidas.

Acho que, em partes, minha união toda com minha mãe também é um pouco por isso. Tínhamos muito medo de perder uns aos outros.

Até mesmo meu pai. Ele era mais distante e fechado, mas nunca escondeu o quanto se preocupava comigo, ao seu modo, claro.

— Oh, mãe, eu não vou embora para sempre. Serão só cinco semaninhas – ri do seu choro sofrido ao se despedir de mim.

— Ingrata – soltou da boca para fora, arrancando um riso meu e de Park.

— Oras!

— Não se preocupe, eu cuidarei dela – meu namorado, o queridinho de minha mamãe, assegurou. E não é que a velha até que esboçou um sorrisinho contido?

— Eu volto, mãe. E aí a senhora vai ter que me aturar para sempre – abracei-a mais forte e fui embora, sentindo meu peito apertar por estar deixando ela para trás, mesmo que fosse só por alguns dias.

— Ela vai ficar bem, amor – o mais alto sorriu e beijou minha mão, antes de começar a dirigir rumo ao aeroporto.

— Sei que vai, mas é que é tão estranho nos separarmos. Nunca fiz isso antes –murmurei sentida.

Era o meu grande sonho, mas parte de mim se entristecia por não poder fazer companhia a minha mãe. Sempre fomos o “tudo” uma da outra.

— Não é algo definitivo. Logo estaremos atentando ela de novo pra – riu divertido e eu sorri.

Olhei para o moreno ao meu lado e suspirei.

Encontrar Park Chan-Yeol foi meu bilhete premiado.

Eu o conheci durante as provas finais do terceiro ano da faculdade. Foi uma combinação instantânea e imprevista. Nunca pensei em me envolver com um músico devotado como ele – Park tocava com a alma e encantava a todos – mas quando vi, já estava perdidamente apaixonada por ele.

Ele era um grande homem, e não só em altura, mas em caráter, coração e sonhos. Park tinha o coração de uma criança, sempre me mostrando o melhor do mundo e colorindo os meus dias.

Analisando nossos anos juntos, não houve uma só vez que brigamos de verdade. Claro que discordávamos de algumas coisas, discutíamos sobre outras... Mas brigar, não. Estranho, não?

Nunca houve espaço entre nós dois para algo do tipo. Estávamos ocupados demais nos apaixonando diariamente e dando o melhor de nós mesmos um ao outro, do que desperdiçando energia com algo que destruiria o que construímos com tanto carinho.

Mas eu não tinha do que reclamar. Eu tinha um anjo sem asas ao meu lado e fazia questão de amá-lo da melhor forma possível todos os dias.

— Park, – ele me olhou, sem tirar toda a atenção da pista – casa comigo?

Eu estava serena, mas séria.

Meu coração se aqueceu todinho quando o maior se atrapalhou um pouco em voltar o olhar pra pista, parando o carro todo desajeitado, não conseguindo desviar o olhar de mim, como se quisesse comprovar que ele não tinha ouvido coisas.

— O quê? – foi a primeira coisa que saiu sussurra de seus lábios, quando ele estacionou o carro no acostamento, e se virou para mim – Não brinca comigo...

Eu podia ver seu peito subindo e descendo, denunciando o quão agitado ele tinha ficado com o pedido. Toquei com delicadeza aquela região com meus dedos e lhe olhei carinhosamente, sorrindo para ele.

— Eu falo sério – disse baixinho, atenta a cada detalhe do seu belo rosto – Park Chhan-Yeol, quer casar comigo?

— Oh... – ofegou e desviou o olhar, fazendo-me quase rir da sua reação engraçada. – Você... – olhou para mim e tentou formular alguma frase, mas nada sorriu. Então eu esperei. – Claro que quero, amor... – o sorriso largo que se abriu em seu rosto, provocou o meu e nos beijamos com carinho por alguns instantes.

— Assim que voltarmos do Canadá, o que acha?

— Quando você quiser – murmurou em resposta contra meus lábios e me beijou apaixonadamente mais uma vez.

Não foi uma decisão repentina.

Longe disso.

Park era o homem de minha vida. Eu não precisava procurar lá fora. Eu sentia em meu coração que era ele.

Sua alegria com o meu pedido só provou o quanto queríamos estar juntos, e eu não mediria esforços para aproveitar cada oportunidade que a vida me daria.

— Podemos ir resolvendo algumas questões de lá mesmo, por telefone e e-mail – disse entre o beijo.

— Sim... – sorriu e depositou mais um selar em meus lábios, antes de voltar a dirigir, segurando minha mão – Eu sou o homem mais feliz desse mundo.

Sorri emocionada e aproveitei aquele misto de ansiedade e felicidade que dançavam em meu peito.

Sem dúvidas, aquela viagem seria apenas o começo de grandes acontecimentos.

[...]

Era minha primeira vez andando de avião. Mas só eu era a novata ali, Park já tinha ido até a China, então já estava preparado para a experiência, e foi me tranquilizando o caminho todo – quando não falava do nosso casamento, e do quanto eu quase o matei do coração com aquele pedido repentino.

— Vai ser tranquilo, você vai ver – sorriu ao apertar minha mão quando o avião decolou.

E realmente, foi incrível. Eu pude ver a cidades ficando pequenas, as nuvens. Ele não balançou tanto, e toda vez que meu noivo sentia que eu ficava tensa, ele me tranquilizava ao acariciar minha mão, ou até mesmo me roubar um selinho discreto.

Chegamos ao solo canadense e fomos direto para o hotel, deixar nossas malas e relaxar um pouco, antes de começar a desbravar o lugar.

E que lugar! Era lindo demais. As pessoas usavam roupas de frio, tal como nós, andavam calmamente pelo centro da cidade, ocupadas com seus afazeres, mas combinavam tão bem com o cenário dos meus sonhos.

— Feliz?

— Muito! – sorri e o abracei bem forte, no meio da calçada mesmo.

Fui muito bem recebida em seus braços e ganhei uma série de beijos delicados, antes de voltarmos a passear e encontrar um bom restaurante para almoçarmos.

[...]

A viagem foi sensacional.

Passei um bom tempo com meu pai, contamos a novidade a ele e este ficou tão feliz, chega chorou ao se emocionar. Comemos bem, vimos lugares incríveis.

E quando finalmente deu o dia de nossa partida, não tinha mais como adiar.

Falamos com minha mãe por Skype, contando também da novidade e provocando uma crise de choro nela – sempre tão emotiva – e nos despedimos do meu pai, que fez questão de nos levar até o aeroporto, onde embarcamos ansiosos para voltar e nos casarmos.

Antes de entrarmos no avião, Park fez questão de me beijar em meio a sala de espera do voo, arrancando suspiros apaixonados de alguns e acelerando o meu pobre coração apaixonado.

— Eu te amo – segredou contra meus lábios.

— Eu amo você – sussurrei de volta, com um sorriso que não saia de mim.

Estávamos um pouco mais perto de realizarmos nosso compromisso, e talvez esse fosse o pior momento para tal expectativa.

Durante o voo, algo aconteceu. Não soubemos informar, o piloto não teve tempo de explicar. Tudo o que se ouviu e viu foi pânico!

Pessoas gritando, o avião balançando mais do que o normal, as aeromoças desesperadas tentando fazer o seu trabalho. Mas de relance eu vi nos olhos delas, o quão assustadas elas também estavam.

Meu coração seguia o ritmo dos acontecimentos e temia o pior, era como se fosse certo, mas eu esperava que não.

Senti minha mão ser apertada, e a preocupação estampada no rosto do meu amado.

Não dizemos nada. O que haveria a se dizer?

Nossos olhares não se desgrudaram um só segundo, com medo de se perderem.

Mas se perderam.

Aquela foi a última vez que nos olhamos.

Nossas vidas foram separadas por aquele acidente.

Poucos foram os sobreviventes daquele desastre aéreo.

Entre eles, Park Chan-Yeol.

Sofreu muito até conseguir se salvar, os médicos não tinham esperanças. Mas ele conseguiu.

O homem que mais amei em minha vida voltou sozinho para casa, voltando pela metade, viúvo, antes mesmo de chegar ao altar. E teve que carregar a dor de uma família que perdeu o segundo filho.

Infelizmente, fui outra perda irreparável.


Notas Finais


E então, o que acharam? Curtiram o casal? O que acharam do final? O que esperavam dessa fic?

Caso queira me conhecer melhor, só ir ao meu perfil pessoal @eisenhorita , que será uma honra recebe-los!
Convido a todos a conferirem meu último trabalho com o projeto:

The Good Place
https://www.spiritfanfiction.com/historia/the-good-place-13751109

Até a próxima, docinhos

Leiam também:

Sorte ou Azar? - https://www.spiritfanfiction.com/historia/sorte-ou-azar-13872546
Bangalô 6 - https://www.spiritfanfiction.com/historia/bangalo-6-13855202


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