História Irresistible - Klaroline - Capítulo 40


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Klaus Mikaelson
Tags Klaroline, Romance
Visualizações 201
Palavras 1.657
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vamos a mais um capítulo 😘

Capítulo 40 - Trinta e Nove


Fanfic / Fanfiction Irresistible - Klaroline - Capítulo 40 - Trinta e Nove

Chequei meu e-mail do trabalho, enviei algumas mensagens e então me arrumei no banheiro, com água, sabonete e muita esfregação. Caroline me encontrou na sala de estar, com um sorriso tímido no rosto.

– Queria me desculpar – ela disse suavemente. – Não sei o que me deu – ela piscou, pousando a ponta do dedo nos meus lábios antes que eu pudesse fazer uma piada óbvia. – Não diga nada.

Rindo, olhei para a cozinha atrás dela para ter certeza de que ninguém podia nos ouvir.

– Aquilo foi incrível. Mas, caramba, podia ter terminado muito mal.

Ela parecia constrangida, então ofereci um sorriso e uma careta boba. Com o canto do olho, vi uma pequena estátua de Jesus numa mesa. Peguei e a segurei entre os peitos de Caroline.

– Ei! Olha! Encontrei Jesus no seu decote, afinal de contas.

Ela olhou para baixo, rindo muito. – Jesus está no meu decote! Jesus está no meu decote!

– E aí, gente?

Quando ouvi a voz de Matt pela segunda vez no dia, meus braços dispararam para longe dos peitos de Caroline num reflexo atrapalhado. De repente, como se fosse em câmera lenta e eu estivesse olhando de fora do meu corpo, assisti a pequena estátua de Jesus voar da minha mão, apenas entendendo o que fiz quando a peça atingiu o chão e se despedaçou em milhares de pedaços.

– Ah, meeeerda – gritei, correndo até o massacre. Eu me ajoelhei, tentando apanhar os cacos maiores. Era um esforço inútil. Alguns dos cacos eram tão pequenos que praticamente tinham virado pó.

Caroline também se abaixou, sem conseguir parar de rir.

– Klaus! Você quebrou o Jesus!

– O que vocês estavam fazendo? – Matt perguntou, ajoelhando-se para me ajudar.

Caroline saiu da sala para buscar uma vassoura, deixando-me sozinho com a pessoa que testemunhou a maior parte das minhas galinhagens na juventude. Dei de ombros para Matt, tentando não parecer como se tivesse acabado de brincar com os peitos de sua irmãzinha.

– Eu estava só olhando. Quer dizer, olhando para a estátua. Olhando para o formato e… quer dizer, olhando para Jesus.

Passei a mão na testa e percebi que estava suando um pouco.

– Sei lá, Matt. Você me assustou.

– E por que você está tão assustado? – ele disse, rindo.

– Acho que é porque vim dirigindo. Fazia tempo que eu não dirigia – e dei de ombros, ainda sem conseguir olhar para ele.

Com um tapa nas minhas costas, Matt disse:

– Acho que você precisa de uma cerveja.

Caroline voltou e nos afastou para varrer os cacos numa pá, mas não sem antes me jogar um olhar arregalado.

– Eu disse para minha mãe que você quebrou isso, e ela nem se lembrava de qual tia deu o Jesus de presente. Ou seja, não se preocupe.

Gemi de frustração, seguindo-a até a cozinha e pedindo desculpas para Liz com um beijo no rosto. Ela me entregou uma cerveja e disse para eu relaxar.

Em algum momento na última meia hora, quando eu estava lá em cima transando com Caroline, ou talvez quando estava tentando desesperadamente lavar seu cheiro do meu pau e dedos e rosto, seu pai havia chegado. Meu Deus. Com a cabeça mais clara e longe de Caroline pelada, percebi o quanto isso foi completamente maluco. Que diabos estávamos pensando?

Virando-se de onde estava procurando por uma cerveja na geladeira, Bill se aproximou e me cumprimentou com seu jeito embaraçado e acolhedor de sempre. Ele era bom de contato visual, mal com as palavras. Isso geralmente significava que ele ficava encarando a pessoa até ela pensar em algo para dizer.

– Oi – eu disse, apertando sua mão e deixando ele me puxar para um abraço. – Desculpa pelo Jesus.

Ele deu um passo para trás, sorriu e disse “Que é isso”, e então parou e começou a pensar em algo.

– A não ser que agora você tenha se tornado religioso.

– Bill – Liz chamou, interrompendo nosso momento. Eu poderia ter dado outro beijo nela. – Querido, você pode checar o assado? O feijão e o pão estão prontos.

Bill andou até o fogão, tirando um termômetro de carnes da gaveta. Senti Caroline aparecer ao meu lado e ouvi seu copo de água bater na minha garrafa de cerveja.

– Tim, tim – ela disse, com um sorriso fácil. – Está com fome?

– Faminto – admiti.

– Não enfie apenas a ponta, Bill  – Liz disse para ele. – Enfie até o fim aí dentro.

Eu tossi de repente, sentindo a cerveja queimar em minha garganta quase chegando até o nariz. Com a mão na minha boca, forcei minha garganta a abrir e engolir. Matt apareceu atrás de mim, batendo nas minhas costas e mostrando um sorrisinho de quem sabe das coisas.

Liv e Liam já estavam se sentando à mesa e percebi que estavam segurando uma risada.

– Puta merda, essa vai ser uma longa noite – Caroline murmurou.

~~~~~~~~~~~~~~~

A conversa se espalhou pela mesa, formando pequenos grupos e depois voltando a incluir a todos .

Bill chegou na sala de jantar abaixou se para beijar Caroline antes de se sentar e sussurrou:

– Você parece incrível, filha.

– É mesmo – Matt disse, apontando o garfo para ela. – O que está diferente?

Eu a analisei do outro lado da mesa, tentando enxergar o que eles viam e sentindo uma misteriosa irritação com a sugestão. Para mim, ela estava do mesmo jeito de sempre: confortável consigo mesma. Sem exagerar nas roupas, cabelos ou maquiagem. E sem precisar exagerar. Ela era linda quando acordava de manhã. Era radiante depois de uma corrida. Era perfeita debaixo de mim, suada e satisfeita.

– Humm – ela disse, dando de ombros e espetando uma ervilha com o garfo. – Sei lá.

– Você está mais magra – Liv sugeriu, inclinando a cabeça.

Liz terminou de mastigar e então disse:

– Não, é o cabelo.

– Talvez Caroline esteja apenas feliz – eu ofereci, olhando para meu prato enquanto cortava um pedaço de carne. A mesa ficou completamente silenciosa e eu ergui a cabeça, nervoso quando vi a coleção de olhos arregalados olhando para mim. – O que foi?

Só então percebi que usei seu nome em vez do apelido.

Mas ela consertou a situação com habilidade:

– Estou correndo todos os dias, então, sim, estou mais magra. E também estou usando um novo corte de cabelo. Mas tem mais. Adoro meu emprego. E agora eu tenho amigos. O Klaus está certo. Estou, sim, feliz – ela olhou para Matt e mostrou um sorriso no canto da boca. – No fim, você estava certo. Agora podemos parar com o interrogatório?

Matt ficou com um ar todo satisfeito, e o resto da família murmurou sua aprovação, voltando então para a comida, mais quietos desta vez. Eu podia ver o sorriso de Liv direcionado a mim, e quando olhei diretamente em seu rosto, ela piscou.

Ah, merda.

– O jantar está delicioso – eu disse para Liz.

– Obrigada, Klaus.

O silêncio cresceu, e eu me senti como se estivesse sendo inspecionado. Fui flagrado. E não ajudava o fato do Jesus decapitado me olhar de um armário num canto, me julgando. Ele sabia. “Care” era um apelido tão arraigado na família como a obsessão de seu pai com o trabalho, ou a tendência de Matt de ser superprotetor. Eu nem sabia qual era o nome de Caroline quando saímos para correr pela primeira vez, quase dois meses atrás. Mas que se dane.

A única coisa que eu podia fazer agora era abraçar a situação. Eu precisava dizer de novo.

– Vocês sabiam que Caroline vai publicar um artigo na revista Cell?

Não fui particularmente discreto; seu nome soou mais alto do que as outras palavras, mas agora não tinha volta, então sorri para o resto da mesa.

Bill ergueu o rosto, com olhos arregalados. Virando-se para Caroline, ele perguntou:

– Isso é verdade?

Caroline confirmou.

– O artigo é sobre o projeto de mapeamento de epítopos que eu estava te falando. Foi uma coisa totalmente aleatória que fizemos, mas acabou ficando algo muito legal.

Isso levou a conversa a um território menos constrangedor, então pude voltar a respirar com calma. Aparentemente, a única coisa mais estressante do que conhecer os pais era esconder tudo da família. Flagrei Matt me olhando com um sorrisinho, mas eu simplesmente retribuí e voltei para olhar meu prato.

Nada de interessante aqui, meu amigo.

Mas num dos intervalos da conversa, encontrei os olhos de Caroline  grudados em mim, e pareciam surpresos e pensativos. Ela discretamente fez um movimento dos lábios:

– Você.

– O quê? – eu respondi, com o mesmo movimento sem som.

Ela balançou a cabeça lentamente, finalmente desviando os olhos para seu prato. Eu queria esticar minha perna e tocar seu pé debaixo da mesa para chamar sua atenção novamente, mas havia um campo minado de pernas que não eram dela, e a conversa já tinha prosseguido.

Depois do jantar, Caroline e eu nos oferecemos para lavar a louça enquanto os outros relaxavam na sala de estar. Ela estalou a toalha em mim, e eu joguei espuma nela. Eu estava prestes e me inclinar e beijar seu pescoço quando Matt apareceu para pegar outra cerveja e olhou para nós como se tivéssemos trocado de roupa um com o outro.

– O que vocês estão fazendo? – ele perguntou, com um tom de desconfiança na voz.

– Nada – respondemos juntos e, para piorar, Caroline repetiu: – Nada. Apenas lavando a louça.

Ele hesitou por um segundo antes de jogar a tampinha da garrafa no lixo e voltar para a sala.

– É a segunda vez hoje que você quase foi flagrado – ela sussurrou.

– Terceira – eu a corrigi.

– Seu nerd – ela disse, balançando a cabeça na minha direção. Seus olhos se acenderam com diversão. – Eu provavelmente não deveria arriscar entrar no seu quarto hoje à noite.

Comecei a protestar, mas parei quando percebi a curva maliciosa em seu sorriso.

– Você é diabólica, sabia? – eu murmurei, estendendo a mão para passar o polegar sobre seu mamilo. – Não é à toa que Jesus não quis ficar no seu decote.

Ofegando, ela deu um tapa na minha mão e olhou por cima do ombro.

Estávamos sozinhos na cozinha, podíamos ouvir a conversa na outra sala, e tudo que eu queria era agarrá-la e beijá-la.

– Não faça isso – ela disse. Seus olhos se tornaram sérios e as palavras seguintes saíram trêmulas, como se ela não tivesse ar suficiente nos pulmões: – Não vou conseguir parar.


Notas Finais


Até o próximo capítulo ♡


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