História Irresistíveis - SaiDahMo - Capítulo 27


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Notas do Autor


Boa Leitura.

Capítulo 27 - 27


Sana's Pov:

Por mais impossível que parecesse, Momo e eu estávamos entediadas nesta bela e enorme casa de campo japonesa. O lugar não necessitava de limpeza ou trabalho braçal, nossa conexão VPN17 era tão lenta que nós não podíamos entrar no servidor MHMG18 para realizar algum trabalho, e talvez o mais estranho, nós nos sentimos como se houvesse certas coisas que nós não deveríamos fazer até que Dahyun chegasse aqui.

Parecia errado mergulharmos na piscina de borda infinita sabendo que ela estava presa em Busan. Nós não queríamos andar pelas vinhas que faziam a fronteira com a casa, porque parecia como algo que devíamos descobrir ao mesmo tempo. A governanta de Mina colocou algumas garrafas de vinho para nós desfrutarmos, mas certamente apenas um gigante imbecil iria bebê-las.

Nossa reivindicação a esta casa era dela também. Nós só abrimos a porta de um dos quartos, e dormimos lá, não querendo passar por nossas opções até que ela chegasse.

Juntas nós escolheríamos onde iríamos passar nossas noites.

Claro que, se Momo e eu dissessemos isso, Dahyun iria rir de nós e nos diria que nós estávamos sendo dramáticas. Mas é por isso que nós a queríamos aqui. Algo monumental aconteceu conosco no outro dia quando nós usamos o bat sinal, e o senso de urgência não tinha diminuído, e provavelmente não o faria até que ela estivesse aqui e tenha ouvido o que nós tínhamos a dizer.

Nós duas andamos pelos jardins, olhando para o mar à distância, e verificando meu telefone novamente, lendo a mensagem de texto mais recente de Dahyun pela centésima vez:

"Parece que a Air Japan pode ter um assento livre."

Ela enviou esta mensagem há três horas. Embora parecesse promissor, suas três mensagens anteriores foram semelhantes e ultimamente ela tinha sido colocada em vários voos. Mesmo que ela tenha saído há três horas, ela não chegaria a Tokyo até amanhã de manhã, na melhor das hipóteses.

Com o canto do meu olho, eu vi uma pequena figura surgir na parte de trás da casa e colocar dois pratos de comida na mesa mais próxima à piscina. Outra olhada para o relógio no meu celular me disse que nós tínhamos conseguido matar algumas horas, e era finalmente tempo para o almoço. A casa tinha vindo com uma cozinheira, uma mulher de cinquenta e poucos anos chamada Sachiko, que assava pães todas as manhãs, e, até agora, serviu uma variedade de peixe, verduras frescas de jardim e figos no almoço. A sobremesa era macarons artesanais ou pequenos biscoitos com geléia. Se Dahyun não chegasse aqui em breve, Sachiko teria de nos rolar até a porta para cumprimentar a nossa namorada.

Ao lado dos nossos pratos estavam duas taças de vinho, e quando nós olhamos para Sachiko, ela parou no limiar da porta de trás, apontou para o vinho, e disse:

– A bebida. Vocês estão entediadas.

Bem, merda. Nós estávamos entediadas. Um copo de vinho não poderia machucar. Nós não estávamos comemorando, nós estávamos sobrevivendo, certo?

Agradecemos Sachiko pelo o almoço, e nos sentamos à mesa, tentando ignorar a brisa perfeita, a temperatura ideal, o som do oceano mesmo a meia milha de distância, a sensação do piso quente debaixo dos nossos pés descalços. Nós não iríamos apreciar um segundo até que Dahyun estivesse aqui.

Como de habitual, o peixe estava incrível, e a salada com pequenas cebolas tortas e cubinhos de um forte queijo branco continha tanto sabor, que antes que nós percebessemos, nossas taças estavam vazias e Sachiko estava ao nosso lado, em silêncio preenchendo novamente.

Comecei a detê-la, dizendo-lhe que não precisávamos de mais vinho.

– Nós estamos bem, não precisamos de mais.

Ela piscou para nós.

– Então, ignorem.

Uma garrafa de vinho entornada e Momo e eu começamos a debater por que nós não tínhamos comprado uma casa no Japão para nós. Nós tínhamos vivido no país antes, afinal de contas, e enquanto as lembranças eram agridoces - tempo longe dos amigos e familiares e uma agenda de trabalho extenuante - nós moramos aqui em um momento das nossas vidas que parecia tão curto em retrospecto. Nós ainda estávamos começando, realmente. Graças a Deus que Dahyun e nós duas tínhamos nos encontrado enquanto ainda tínhamos toda a vida pela frente.

Inferno, se Mina pode encontrar um lugar lindo como este, nós poderíamos encontrar um que era ainda mais exuberante e belo.

O vinho tinha deixado nossas cabeças cheias de pensamentos divagando que pareciam não ter razão.

– Como insano teria sido conhecer Dahyun nos nossos vinte anos? – Comentei, pensativa.

– Nós teríamos acabado com este lugar, e provavelmente teríamos durado apenas um fim de semana. – Disse Momo.

Nos encaramos e rimos.

Olhei fixamente para o meu telefone, à procura de uma indicação de mensagem dela, mas nada. Tinha o telefone dela acabado a bateria? Ou ela estava dormindo no hotel? Poderia ela mandar mensagem no avião? Eu fiz o cálculo mental, sabendo que ela estava, uma, duas horas atrás... ? Não, muito complicado.

Sorrimos para Sachiko quando ela nos serviu dois copos de vinho, e eu mandei uma mensagem para Dahyun:

"Não beba toda a garrafa de vinho o que eu tenho é delicioso! Momo e eu prometemos guardar algum para você."

Eu estava de pé, tropeçando... em alguma coisa. Eu fiz uma careta para baixo no gramado e me perguntei se eu tinha pisado em um pequeno animal.

Sorrindo, Momo agarrou meu braço e me puxou até o jardim, estendendo os braços e deixando escapar um suspiro longo e feliz. Nós nos sentiamos relaxadas pela primeira vez desde que nós tínhamos visto Dahyun, que foi a cerca de um zilhão de anos atrás.

Sachiko apareceu a vários metros de distância e apontou para o portão da frente.

– Vamos – disse ela, nos chamando para ir. – Andar a pé. Vocês estão bêbadas.

Nós rimos. Claro que sim, nós estávamos embriagadas. Ela derramou toda uma garrafa de vinho para nós.

– Estamos bêbadas, porque você nos derramou toda uma garrafa de vinho. – Eu acho que isso foi o que eu disse.

Com um sorriso, ela ergueu o queixo.

– Vão buscar flores na rua. Pergunte por Hitomi.

Isso era bom. Nós tínhamos uma tarefa. Encontrar algumas flores.

Nos dirigimos para fora da propriedade, em direção à cidade. Sachiko era muito astuta, deixando-nos bêbadas e, em seguida, enviando-nos fora com tarefas para que nós não ficássemos deprimidas ao redor da casa durante todo o dia. Ela e Dahyun iam se dar bem sem dificuldades.

A uma meia milha abaixo da estrada, havia uma pequena loja com flores derramando de cada recipiente concebível: vasos e cestas, caixas e urnas. Sobre a porta havia um pequeno sinal escrito no roteiro giratório que dizia simplesmente: Hitomi.

Bingo.

A campainha tocou quando Momo e eu entramos, e uma jovem saiu da parte de trás para a pequena sala principal da loja.

Cumprimentando-nos em japonês, ela rapidamente nos deu uma olhada rápida e, em seguida, perguntou:

– Vocês são japonesas?

– Sim.

Ela ergueu as sobrancelhas animadamente, como se para nos desafiar. Ela era bonita, sem dúvida, mas seu contato com os olhos e o sorriso sexy persistente deixou-nos um pouco desconfortáveis.

Hitomi se moveu um pouco mais para perto, ajustando algumas flores em um vaso alto e fino.

– Sachiko disse que estavam hospedadas na Sra. Myoui.

– Você conhece a Mina? – Perguntou Momo.

Hitomi sorriu de forma tranquila.

– Sim, eu conheço a Mina.

– Oh – eu disse, arregalando os olhos. Claro. – Quer dizer que você conhece a Mina.

– Isso não me torna única – disse ela, rindo novamente. Olhando longe de suas flores, ela perguntou: – Vocês estão aqui pelas flores? Ou vocês acham que talvez Sachiko as enviou para outra coisa?

– Nossa namorada está chegando amanhã, ela estava presa em Busan – respondeu Momo rapidamente.

– Então vocês estão aqui pelas flores. – Hitomi fez uma pausa, olhando ao redor da loja. – Que mulher de sorte ela é. Vocês são muito bonitas. – Seus olhos deslizaram de volta para nós. – Talvez vocês venham a ficar sóbrias, então?

Momo e fizemos uma careta.

Endireitando-me, eu murmurei:

– Nós não estamos tão tontas.

– Não? – Suas sobrancelhas se levantaram e um sorriso divertido se espalhou em seu rosto. Ela andou de volta através da loja, coletando uma variedade de flores enquanto caminhava. – Vocês são encantadoras de qualquer maneira, amigas da Mina. O vinho só faz vocês menos inibidas. Eu aposto que vocês normalmente usam suas camisas abotoadas e fazem expressões para pessoas que andam muito devagar na frente de vocês.

Isso fez soar um pouco como nós.

– Nós levamos nosso trabalho a sério, mas nós não somos assim... o tempo todo. – Disse Momo.

Hitomi sorriu, amarrando algum barbante em torno das flores. Ela me entregou o buquê e piscou.

– Vocês não estão no trabalho aqui. Mantenham suas camisas desabotoadas. E não fiquem sóbrias para a namorada de vocês. Há nove camas naquela casa.

A porta da frente estava aberta. Sachiko tinha deixado e não a fechou atrás dela? O pânico se apoderou de nós. E se alguma coisa tinha acontecido quando nós estávamos na cidade? E se a casa tivesse sido saqueada? Apesar do conselho de Hitomi, nós duas ficamos sóbrias instantaneamente.

Mas não tinha sido saqueada. Estava exatamente como nós deixamos, com um pouco mais de vento soprando através da porta aberta. Ainda assim... Nós não tínhamos saído desta forma, nós saimos do quintal para o jardim da frente.

No final do corredor, ouvi a água correr, e eu chamei por Sachiko.

– Obrigada pela ideia, Sachiko, mas nossa namorada está chegando amanhã. – Ela devia saber o mais rápido possível que Momo e eu estávamos comprometidas. Quem sabe se ela iria começar a convidar mulheres aqui? É isso o que ela faz por Mina?

Meu Deus, a mulher não mudou nem um pouco.

Quando nos aproximamos do quarto mais próximo fora do salão, nós percebemos que o que nós ouvimos foi um chuveiro. E apenas dentro da porta haviam malas.

As malas de Dahyun.

Momo e eu poderíamos ter entrado lá e assustado ela. Ela tinha, afinal, sido estúpida o suficiente para deixar a porta aberta o suficiente para que o sopro do vento a abrisse, e então entrou no chuveiro. Eu apertei minha mandíbula e punhos enquanto eu imaginava o que poderia ter acontecido se alguém tivesse decidido entrar na casa em vez de nós.

Seu canto calmo derivou do banheiro para o quarto que Momo e eu pegamos na primeira noite aqui. Enquanto nós nos aproximávamos espiando a porta para onde ela estava, fomos recebidas pela visão de seu cabelo molhado longo liso e brilhante para baixo de suas costas nuas. E então ela se inclinou para que sua bunda perfeita estivesse no ar quando ela raspasse as pernas, e continuou cantando para si mesma.

Momo e eu cogitamos a ideia de entrar, tirar a navalha da mão dela, e terminar o trabalho para ela, beijando cada centímetro suave. Mas uma parte maior de nós adorou jogar de voyeur. Ela ainda não sabia que nós estávamos lá, e vê-la assim, pensando que ela estava sozinha, cantando baixinho, talvez até pensando em nós? Era como um copo de água fria em um dia escaldante.

Dahyun lavou a perna e levantou-se, virando-se para limpar o condicionador do cabelo dela, e foi aí que ela nos viu. Um sorriso explodiu em seu rosto, seus mamilos apertados, e naquele momento eu quase quebrei a porta de vidro do chuveiro para chegar até ela.

– Há quanto tempo vocês estão aí?

Demos de ombros, olhando para baixo para o comprimento do seu corpo.

– Perseguidoras.

– Ainda duas perseguidoras, você quer dizer. – Disse Momo, sorrindo.

Nós ficamos um pouco mais perto, cruzando os braços sobre os peitos enquanto nós estávamos encostadas na parede.

– Quando você chegou aqui? – Perguntei.

– Cerca de meia hora atrás.

– Nós pensamos que você havia acabado de pegar um avião em Busan? Será que você colocou a chave no portal, afinal?

Ela riu, inclinando a cabeça para trás sob o chuveiro para um enxágüe final, antes de desligar a água.

– Eu peguei o primeiro que eu lhes falei. Eu pensei que seria divertido lhes enganar e surpreendê-las. – Levando os longos cabelos com as duas mãos, ela puxou-o por cima do ombro e apertou a água dele, nos olhando com os olhos que cresciam cada vez com mais fome. – Eu acho que eu estava esperando que vocês voltassem para casa para encontrar-me nua no chuveiro. Pode ter sido por isso que eu entrei no chuveiro.

– Eu admito que é muito conveniente – Momo me lançou um sorriso cúmplice –, porque nós duas estamos prontas para ficarmos nuas.

Dahyun abriu a porta e veio diretamente para nós.

– Eu quis muito as suas bocas em mim, logo que eu soube que vocês estavam flertando com a menina das flores.

Eu fiz uma carranca.

– Oh, por favor. – E então eu parei. – Como você sabe sobre isso?

Ela sorriu.

– Sachiko fala bem coreano. Disse que ela se cansou de vocês deprimidas e as enviou para lá, porque vocês são tão bonitas quando estão irritadas. Eu concordei.

– Ela o quê? – Perguntou Momo, tão surpresa quanto eu.

– Eu estou feliz que vocês não decidiram trazer Hitomi de volta com vocês. Isso poderia ter sido constrangedor.

– Ou poderia ter sido incrível – eu brinquei, puxando-a contra mim e envolvendo uma toalha da prateleira ao redor de seus ombros. Senti a água de seus seios mergulharem em minhas roupas.

Ela está aqui. Ela está aqui.

– Oi, querida.

– Oi – ela sussurrou, envolvendo os braços em volta de nós. – Alguma vez vocês já estiveram com duas mulheres ao mesmo tempo? – Ela perguntou, inclinando-se para trás e passando as mãos sob a camisa enquanto Momo e eu trabalhávamos para secá-la. – Eu não posso acreditar que eu não tenha perguntado isso a vocês.

– Sentimos sua falta – murmurou Momo, depositando um beijo em seus lábios.

– Eu senti falta de vocês, também. Respondam à minha pergunta. – Suas mãos estavam frias e senti as unhas quando ela arranhou o meu torso.

– Não, linda. – Balançando a cabeça, inclinei-me para passar o meu nariz ao longo de sua mandíbula. Ela cheirava a casa, como a nossa Dahyun: sua própria fragrância cítrica e o leve cheiro suave e natural da sua pele.

– Você não estava dizendo algo sobre o desejo da nossas boca em você? – Sussurrou Momo, mordiscando de leve a extensão do pescoço dela.

– Especificamente entre as minhas pernas – instruiu Dahyun.

– Eu imaginei. – Inclinei-me, peguei-a e levei-a para a cama.

Quando eu a coloquei sobre a borda, ela sentou-se, inclinando-se para trás, apoiada sobre suas mãos, puxando os pés sobre a borda da cama... e cruzou as pernas. Ela olhou para nós e sussurrou:

– Tirem as roupas.

Santo Cristo esta mulher ia me matar com uma visão assim.

Nós duas chutamos nossos sapatos do outro lado da sala, puxando nossas camisas sobre as nossas cabeças, em seguida nos livrando dos nossos sutiãs. Dando-lhe alguns segundos para familiarizar-se com os nossos seios nus.

Momo e eu trocamos um olhar ladino, então eu a abracei por trás, segurando seus seios em minhas mãos, enquanto beijava seu pescoço.

– Vê algo que você gosta? – Sussurrou Momo, levando as mãos aos meus cabelos, puxando-os.

Dahyun nos encarava com um olhar felino.

– Estamos dando shows? – Sua mão deslizou sobre sua coxa e entre as pernas. – Eu posso fazer isso.

– Você está brincando comigo – Momo e eu dissemos em uníssono.

Nós rapidamente nos livramos de nossas calças jeans e calcinhas em um único movimento. Nós duas quase caímos tentando tirá-las.

Sua mão afastou-se, e então Dahyun esticou ambos os braços para nós.

– Em cima – disse ela em voz baixa, aparentemente, não querendo nossa boca depois de tudo. – Ao longo de mim, eu quero sentir o peso de vocês.

Foi perfeito, isto, sem fingimento. Nós três queríamos fazer amor antes de fazer qualquer outra coisa: olhar em volta, comer, recuperar o atraso.

Sua pele estava fria, e a nossa ainda se sentia liberada do sol, a nossa subida de volta para a vila, e a emoção de vê-la aqui de forma tão inesperada. O contraste foi surpreendente. Abaixo de nós ela não era nada, só a pele lisa e minúscula, sons tranquilos. Suas unhas cravaram em nossas costas, seus dentes alternaram, sobre nossos queixos, nossos pescoços, nossos ombros.

– Eu quero vocês dentro – ela sussurrou em um beijo.

– Ainda não.

Embora ela tenha soltado um pequeno grunhido de frustração, por um tempo ela nos deixou simplesmente beijá-la. Eu amava o jeito que seus lábios se sentiam na minha língua, a maneira que a língua se sentia contra meus lábios. Eu estava ciente de todos os pontos de contato entre nós: os seios contra os nossos, as mãos nas nossas costas, os tendões de suas coxas pressionando em nossos lados.

Momo e eu nos abaixamos e envolvemos nossas mãos ao redor da parte de trás dos joelhos dela, puxando-a antes de alternarmos nossos dedos sobre sua pele lisa.

Abaixo de nós, ela se arqueou e se balançou, conseguindo tanto atrito quanto podia. Os beijos começaram experimentais, talvez brincalhões, e depois cresceram em profundidade, vorazes, com fome, arqueando, antes de voltar para retardar e degustar. Dahyun nos deixou pressionar seus braços sobre a cabeça, deixou-nos chupar e morder seus mamilos quase ao ponto da dor. Ela nos perguntou o que nós queríamos, o que era bom, e se queríamos lhes dar prazer com nossas línguas ou nossos dedos.

Essa mulher nos surpreendeu. Eu tinha perdido a perspectiva de quem ela costumava ser fora do nosso relacionamento. Conosco, ela poderia ser qualquer coisa. Corajosa e com medo não eram opostos. Ela pode ser aguda e suave, desonesta e inocente. Nós queríamos ser seu tudo da mesma forma.

– Eu amo o jeito que nos beijamos – ela sussurrou.

– O que você quer dizer? – Eu sabia exatamente o que ela queria dizer; Eu simplesmente queria ouvi-la falar sobre como tudo parecia perfeito.

– Eu adoro como nos beijamos, como vocês duas sempre parecem saber exatamente como eu quero.

– Quero me comprometer com você, amor – Momo e eu soltamos, como se fosse combinado.

No círculo dos nossos braços, Dahyun cresceu muito.

– O que vocês acabaram de dizer?

– Eu sei que só estamos com você há pouco mais de um ano – eu expliquei, rapidamente. – Talvez seja cedo demais? Eu entendo se for muito cedo. Mas eu me sinto assim em relação a tudo o que nós três fazemos juntas.

– Estamos perdidas quando nós não estamos com você, Dahyun – Momo olhou para ela. – Eu não esperava me sentir assim sobre mais ninguém que não fosse a Sana. Então, é meio como se já estivéssemos comprometidas.

– Eu também não imaginei que me sentiria assim por alguém além de Momo – disse, sentindo meu coração tentar abrir um caminho até a minha garganta. – Nós só queremos tornar isso oficial de alguma forma.

Dahyun olhou para nós, os olhos arregalados e os lábios entreabertos, como se não pudesse acreditar no que estava ouvindo.

Nós nos afastamos, observando-a.

Seus olhos se encheram de lágrimas e ela segurou, sem piscar.

– Vocês. São. Umas idiotas.

Bem, isso foi inesperado. Eu sabia que poderia ser muito breve, mas umas idiotas? Sério? Eu estreitei meus olhos.

– Um simples 'É muito cedo' teria bastado, Dahyun. – Disse Momo. – Jesus. Nós colocamos nossos corações para fora nessa...

Dahyun nos empurrou para fora da cama e correu para uma das suas malas, vasculhando-a e puxando um pequeno saco de tecido azul. Ela levou-o de volta para nós com a fita enganchada por cima do dedo indicador e balançou o saco na nossa cara.

– O que é isso? – Perguntei.

– Digam-me, gênios.

– Não fique esperta comigo, Kim – disse Momo. – É uma sacola.

– Por tudo que eu sei, você tem uma barra de granola, ou seus tampões, nisso ai – eu comentei.

– São anéis, bobas. Para vocês.

Meu coração estava batendo tão forte e rápido que eu me perguntei se isso era meio como um ataque de coração parecia.

– Anéis para nós? – Perguntou Momo, tão surpresa quanto eu estava.

Dahyun tirou uma pequena caixa para fora do saco e mostrou para nós. Eram suaves, de platina, com uma linha de titânio grossa que atravessa o meio.

– Você ia propor isso para nós? – Eu perguntei, ainda completamente confusa.

Ela me deu um soco, duro, no braço.

– Sim, suas idiotas. E vocês roubaram totalmente a minha fala.

– Então, isso é um sim? – Perguntou Momo, sua perplexidade aprofundando.

– Digam-me – ela gritou, mas ela estava sorrindo.

Com um grunhido, peguei a caixa e deixei-a cair no chão, lançando-a de costas.

– Você sempre vai ser assim impossível?

Dahyun assentiu com a cabeça, os olhos arregalados, o lábio preso entre os dentes.

Foda-se. Poderíamos resolver isso mais tarde.

– Hoje vamos lhes dar tudo. – Eu me debrucei, dando um beijo no pescoço dela, e gemi quando deslizei meus dedos em sua entrada.

– Tudo exclusivamente por você – murmurou Momo, deslizando um dedo em seu interior.

Nós gemiamos em cima dela, sentindo-nos afundar dentro.

Ela envolveu seus braços ao redor dos nossos pescoços, o rosto imprensado entre nossos pescoços quando ela se levantou para atender aos nossos movimentos. Demorou apenas mais dois turnos de nossos dedos antes de nós ficarmos mais rápidas e mais frenéticas.

Dahyun apertou a cabeça no travesseiro, abriu os lábios para respirar, e eu aproveitei a oportunidade para deslizar minha língua em sua boca, para chupar um pouco na dela. Enquanto isso, Momo tomava posse dos seios dela, lambendo e chupando com afinco.

– Isso está bom? – Eu sussurrei, pressionando a pele de seu quadril com a ponta dos dedos. Ela amava a borda de dor e prazer, essa linha afiada que tínhamos descoberto cedo juntas. Ela assentiu com a cabeça e Momo e eu mudamos rapidamente, provando sua clavícula, o pescoço, mordendo seus ombros.

– Assim... – ela suspirou. – Isso é tão perfeito…

Então nós continuamos. Mais e mais, até que ela estava arfando e se contorcendo debaixo de nós, pedindo-nos para ir mais rápido. Senti seu tenso abdômen e pernas apertarem com força em torno de nós, ela gemia nos nossos ouvidos.

Seus gemidos ficaram mais altos e com um grito agudo, ela gozou, os músculos em seu interior apertando nossos dedos.

– Sim, sim, sim... – Ela cantou, delirante, antes de cair sobre o travesseiro embaixo dela.

Respirando fundo, Momo e eu nos afastamos e caímos ao lado dela.

Parecia que as paredes sacudiram no silêncio que se seguiu.

– Sim. – Ela suspirou uma última vez.

– Sim? – Eu disse quando a consciência se infiltrou de volta em meus pensamentos.

Dahyun nos deu um sorriso radiante.

– Sim... Eu quero me comprometer, também.



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