História Irresistíveis - SaiDahMo - Capítulo 28


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Notas do Autor


Boa Leitura.

Capítulo 28 - 28


Dahyun's pov:

Minha mãe sempre me disse para encontrar alguém que seria igual a mim em todos os sentindos.

"Não se apaixone por alguém que vai colocar o seu mundo na frente do dela. Se apaixone por alguém forte, destemida, como você. Encontre alguém que faz você querer ser uma pessoa melhor."

Eu definitivamente encontrei os meus iguais, duas mulheres que adoram me contrariar. Duas mulheres cuja as bocas eu quero manter fechadas… dá mesma forma que quero beijá-las.

Minhas esposas, Sana e Momo. As Cretinas Irresistíveis.

Há dois meses, depois de voltarmos de Tokyo, elas entraram em contato com a advogada delas, In Nayeon, que nos auxiliou a redigir o documento que assegurava nossa união e posteriormente contatou uma tabeliã que fez o registro oficial.

Atualmente, nos estabelecemos em Busan. Moramos em um grande apartamento cituado no centro da cidade e somos responsáveis pela coordenação e administração da filial da M.H.Media Group na cidade. O lado negativo disso; trazer trabalho para casa.

– Estou prestes a assassinar alguém – sibilei, empurrando minha parte do trabalho para longe. Sana e Momo nem mesmo conseguiam olhar, então adicionei. – E por alguém, quero dizer vocês.

Pelo menos houve um lampejo de dois pequenos sorrisos. Mas eu poderia dizer, mesmo depois de fazerem isso na última hora, que elas ainda estavam na zona de preparação do mais novo projeto da MHMG e gostariam de manterem-se trabalhando roboticamente até o fim, uma pilha de documentos intermináveis na frente delas estava acabando. Nossa mesa de jantar normalmente impecável estava cheia de cronogramas. Do outro lado, Sana e Momo analisaram metodicamente cada um antes de movê-lo para a pilha de concluídos.

Era um processo simples:

Analisar, mover.

Analizar, mover.

Analisar, mover.

Mas eu estava perdendo a cabeça. Era sábado, e eu não queria aporveitá-lo analisando uma pilha de documentos interminável.

– Sabe o que tornaria esta noite muito melhor? – Perguntei.

Seus olhos piscaram para mim, antes de voltar para a tarefa com os papéis.

Analizar, mover.

– Uma mordaça? – Sugeriu Momo.

– Divertido, mas não. – Eu disse, mostrando-lhe o dedo. – O que faria esta noite melhor seria largar esses documentos de lado e depois irmos para o quarto, mais precisamente para nossa cama.

Elas não se deram ao trabalho de responder, nem sequer um sopro de um sorriso. Era provavelmente justo dizer que elas tinham me ouvido expressar meus sentimentos cerca de sete mil vezes nos últimos meses.

– Tudo bem – respondi com seus silêncios. – Mas estou falando sério. Não é tarde demais para largar tudo isso aí e aproveitarmos a noite.

Sana levou um momento para coçar o queixo antes de pegar outro cronograma para analisar.

– Claro que não, Dah.

Eu estava brincando, principalmente, até este ponto, mas com as palavras dela uma irritação verdadeira tomou conta de mim. Bati a mão na mesa da sala de jantar, ganhando um rápido piscar de olhos antes de elas retomarem suas tarefas.

– Não me tratem com indulgência, suas japonesas.

– Sim. Ok. – Elas disseram em uníssono.

Apontei o dedo para elas.

– Desse jeito.

Minhas esposas me deram um olhar seco e piscaram.

Malditas mulheres e suas malditas piscadelas sexys. Minha raiva se dissipou um pouco e em seu lugar veio uma chama de desejo. Elas estavam me ignorando de propósito e, eu estava caindo perfeitamente.

Era a combinação perfeita para eu ter muitos, muitos orgasmos.

Olhei-as e chupei a ponta do meu lábio inferior em minha boca. Sana estava vestindo uma camisa de botões na cor azul. Momo estava vestindo uma peça semelhante, só que na cor branca. Na semana passada elas estavam vestindo aquelas camisas e lhes pedi para mantê-las enquanto me levavam ao clímax contra o balcão do banheiro, apenas para que pudesse envolvê-las em meus punhos.

Balancei um pouco na minha cadeira para aliviar a dor entre minhas pernas.

– Cama ou chão. Vocês escolhem. – Observei enquanto elas permaneciam impassíveis e acrescentei num sussurro: – Ou eu poderia simplesmente subir na mesa e chupá-las primeiro?

Sorrindo para seu trabalho, Momo disse:

– Você não pode fugir da preparação desse projeto com sexo.

Eu me afastei para estudá-las.

– Que tipo de mulher diz isso? Vocês estão loucas.

Finalmente, elas me deram um sombrio olhar faminto.

– Eu te prometo que não estamos loucas. Estamos garantindo que isso seja feito, para que então nós possamos nos concentrar em usá-la mais tarde. – Disse Sana, sorrindo.

– Usem-me agora – reclamei, levantando e caminhando até elas. Deslizei meus dedos em seus cabelos e puxei. A adrenalina escorria quente e elétrica em minhas veias quando seus olhos se fecharam e elas contiveram seus gemidos. – Onde está todo dinheiro que vocês tem? Por que não contratamos alguém para fazer isso?

Rindo, elas envolveram suas mãos ao redor dos meus pulsos e puxaram meus dedos de seus cabelos. Depois de beijarem meus dedos, elas muito deliberadamente colocaram minhas mãos de volta ao meu lado.

– Você quer contratar alguém para cuidar de um projeto tão importante? – Perguntou Momo, contendo um risinho.

– Sim! Por causa do sexo!

– Mas não é mais agradável assim? Desfrutando da companhia umas das outras e... – disse Sana, levantando a taça de vinho para tomar um gole teatralmente – conversar como esposas felizes e apaixonadas que somos?

Olhei para elas, balançando a cabeça.

– Eu ofereci sexo. Ofereci sexo quente, sexo no chão e depois, me ofereci para lhes dar prazer. Vocês querem analizar papéis. Quem são as estraga prazeres aqui?

Momo pegou um documento e estudou-o, me ignorando.

– Youg Lee… – leu em voz alta e comecei a puxar minha camisa para cima e tirá-la pela cabeça. – Ele está interessado em contratar nosso serviço de marketing.

– Sim, sim, isso deve ser avaliado – sussurrei. – Venham aqui e me toquem.

– Interessante – continuou Sana. – Ele não é o sócio majoritário da sua empresa.

– Isso realmente importa... – suspirei e deixei cair a camisa no chão antes de empurrar minhas calças para baixo dos meus quadris.

– Sim, importa... – Sana parou de falar ao perceber que eu estava vestindo apenas sutiã e calcinha e, em seguida, sua expressão mudou para um tipo completamente sombrio.

– Estou apenas dizendo – comecei, alcançando a parte de trás do meu sutiã e abrindo-a.

Ela conseguiu voltar sua atenção para o trabalho de analizar o projeto antes que meus seios estivessem expostos.

– Estamos quase terminando – Momo arqueou uma sobrancelha quando olhou para mim.

Segurei minha resposta, e em vez disso, sussurrei:

– Só uma rapidinha? Não podemos fazer uma pequena pausa?

Elas se inclinaram para frente, inspirando sobre meus seios antes de fazerem duas trilhas de beijos até os meus mamilos.

– Uma vez que começo, não gosto de parar – murmurou Sana contra minha pele.

– Vocês não gostam de interrupções, eu não gosto de recompensa atrasada. Qual de nós vocês acham que vai conseguir seu propósito?

Elas passaram a língua sobre meus mamilos e depois chuparam profundamente em suas bocas, enquanto suas mãos circulavam minha cintura, deslizando para meus quadris, e depois trabalhando juntas para puxar minha calcinha rasgando-a satisfatoriamente.

Divertimento iluminava seus olhos quando me olharam de onde sugavam meus seios, seus dedos brincavam na junção de meu quadril e coxa.

– Suspeito, minha ardente esposa, que você vai começar do seu jeito e, em seguida, Sana e eu vamos terminar estes projetos mais tarde, enquanto você dorme.

Deslizando minhas mãos para trás em seus cabelos, sussurrei:

– Não se esqueçam da conta da Konect.

Sana riu um pouco.

– Não vou esquecer, baby.

E aquilo me bateu mais uma vez, como uma rajada de vento quente: eu as amava, loucamente. Amava cada centímetro delas, cada emoção que passava por seus olhos, e cada pensamento que sabia que elas tinham agora, mas não expressavam.

Elas levantaram, voltando para caminhar até o nosso quarto.

– Ok, então. Mas acho melhor você estar preparada. – Disse Momo.

Estava tão tonta com a parte do "preparada" que não notei elas desaparecendo pelo corredor até o nosso quarto.

Elas já estavam tirando a roupa, quando me juntei a elas no quarto e vi como soltavam os botões de seus jeans e empurrou-os com suas calcinhas para baixo de suas pernas. Elas estenderam a mão para a barra de suas camisas, com as sobrancelhas erguidas em um silêncio questionador.

– Quer com ou sem camisa desta vez? – Provocou Sana, mas antes que eu respondesse, ela puxou e a tirou pela cabeça. Em seguida se desfez de seu sutiã e se sentou na cama.

– Venha aqui – disse Momo em um grunhido silencioso, enquanto se livrava de sua camisa e sutiã, sentando-se ao lado dela.

Aproximei-me da cama, mas permaneci fora de seus alcances.

– Quando dizem para eu me preparar, ao que se referem?

Dois pequenos sorrisos apareceram no canto de suas bocas.

– Queremos dizer que você vai adorar essa noite – murmurou Sana.

Subi na cama e elas me rolaram, pairando sobre mim. Repousei minha mão em cima do meu peito sentindo o meu coração acelerado. Eu não queria nada mais do que senti-las dentro de mim, ouvir seus sons enquanto elas me levavam ao ápice.

– Acho que vou te provocar um pouco – sussurrou Momo, sua boca encontrando meu pescoço, minha clavícula, meu seio.

– Quero você tão necessitada que mal consiga pensar direito – disse Sana febril, sugando minha pele.

Conhecia Minatozaki Sana e Hirai Momo bem o suficiente para saber que eu não ia vencer esta batalha. Não aqui, não ainda. Com elas, eu nunca ganhei com palavras, só com ações.

Meus olhos se fecharam na primeira sensação de calor, do toque suave de suas línguas seguido pela lambida e sucção de seus lábios, enquanto elas traçavam um caminho em direção ao topo das minhas pernas. Fiquei rapidamente perdida na vibração de seus gemidos, suas palavras abafadas contra minha pele, a pequena provocação dos dentes antes da sucção de seus lábios.

Então elas pararam bem acima de onde eu mais desejava senti-las e se ergueram nos braços. Elas me observaram, deixando que seus olhos se movessem de meu rosto para cada uma de minhas curvas nuas - as cretinas não podiam sequer esconder o quanto queriam estar dentro de mim agora - antes de voltarem suas atenções para o meu rosto.

Com um sorriso malicioso, Sana sussurrou:

– Posso ver a sua pulsação no pescoço.

Engolindo, perguntei:

– E daí?

– Então… – disse Momo, com um sorriso arrogante. – Eu posso ver o quanto você quer isso.

Elas se inclinaram para frente mais uma vez, mal tocando minha entrada com os dedos antes de se retirarem.

– Mas... – Comecei sem muita convicção, procurando a melhor maneira de sugerir que elas me penetrassem de uma vez. Fiz uma careta para os seus meios sorrisos divertidos.

– Você quer sexo, vai fazer isso nos nossos termos. – Disse Sana, me dando um sorriso de auto satisfação.

– Diga-nos quando estiver pronta, Dah – Momo segurou meu olhar por vários segundos silenciosos, então se inclinou e mordiscou o lóbulo da minha orelha.

– Quando você disser 'por favor', 'eu preciso disso' vamos te dar tudo o que você deseja – sussurou Sana, e, em seguida, inclinou-se perto o suficiente para que tudo o que eu tivesse que fazer fosse me inclinar para frente um centímetro para beijá-la. Comecei, mas ela saiu de meu alcance.

Minha boca abriu e fechou algumas vezes, sem escapar qualquer palavra.

Deus, que idiotas.

Assisti suas línguas sairem e molharem seus lábios. Seus cabelos estavam uma bagunça e caíam pesadamente sobre seus ombros.

Abri minha boca mais uma vez e, sem olhar para mim, elas se inclinaram ligeiramente para perto do meu ouvido, aproximando-se de meus lábios. Uma exalação trêmula escapou e fechei meus olhos.

– Sana... Momo…?

– O que foi que você disse? – Perguntou Sana. – Não entendi bem o que disse.

Engolindo em seco, sussurrei:

– Por favor.

– Por favor, o quê? – Perguntou Momo.

– Por favor, vão se foder. – Estava lá, na ponta da minha língua. Mas quem eu estava enganando? Queria que elas me tocassem. Então, respirei fundo e admiti:

– Por favor, eu preciso disso.

Elas se inclinaram, cobrindo meus seios com suas bocas e me dando a satisfação de ouvir seus gemidos profundos de alívio.

Suas mãos me empurraram para trás, me mantendo sobre a cama com as palmas pressionando o meu externo. Foram suas outras mãos que separaram minhas pernas. E antes que eu pudesse dizer o quanto queria isso, como sentia pela provocação - elas estavam deslizando seus dedos facilmente para dentro, tão profundo e depois puxando para fora tão rápido, movendo-os em perfeitas punitivas estocadas.

Elas avançaram para o meu pescoço e depois lamberam a pele; suas línguas, seus dentes, seus toques pareciam fogo.

– Você é sempre tão perfeita, amor – disse Sana, ofegando baixinho.

– Queremos te mostrar o quanto somos dedicadas à você, linda – sussurrou Momo, contra minha pele.

Elas enterraram o rosto no meu pescoço e diminuiram a velocidade. Eu estava presa debaixo delas e elas começaram a se concentrar no meu prazer, empurrando para dentro de mim e contra mim, me deixando lá até eu estar segurando seus ombros, cravando minhas unhas nelas e encontrando suas estocadas abaixo.

Quando meu orgasmo chegou, a sensação que tomou conta do meu corpo era como uma emoção prateada desencadeada em toda a minha pele, deslizando dentro e fora até que não tive a certeza de que poderia lidar com a sensação de estar repleta, de ser devastada, e gozando tão forte que ficou tudo escuro. Eu gritei, puxando-as apertado, precisando sentir o peso delas sobre mim.

Elas se levantaram e continuaram a deslizar para dentro e para fora, mais lento agora.

Como se não quisessem parar, mesmo que tivessem, elas pressionaram e recuaram, os olhos se movendo em toda a minha pele corada.

Seus olhos estavam escuros e turvos. Mãos famintas tocaram um lugar quente de fricção entre minhas pernas, ao longo de meus quadris, nas laterais do meu corpo brincando com meus mamilos. Suas mãos cercaram e apertaram meus seios, me puxando para suas bocas quando elas se inclinaram e chuparam com força minha pele.

– Não deixem marcas, suas loucas –disse, minha voz soou baixa e rouca. – Trabalho na segunda...

Afastando-se, elas olharam para mim e seus olhos clarearam com o lembrete de que nós vivemos em um mundo com outras pessoas, e que seria necessário interagir com essas pessoas num futuro próximo. Um futuro onde eu iria usar uma roupa que iria mostrar as mordidas e chupões que elas estavam prestes a fazer em meu pescoço.

– Desculpe – sussurrou Sana.

– Eu só... – Momo parou, procurando as palavras certas.

– Eu sei. – Corri minhas mãos em seus cabelos quando elas pararam e se deitaram ao meu lado, desejando poder ficar assim para sempre: minhas costas no colchão, elas deitadas ao meu lado.

Elas exalaram profundamente, prendendo-me em seus braços. De repente, pareceram exaustas. Nos últimos meses, elas não só tinham ajudado com todas as etapas do planejamento dos projetos, mas também tinham feito tudo que podiam para me manter sã e aquilo poderia as desgastar. Corri meus dedos em seus cabelos e fechei os olhos, amando este lembrete de que Sana e Momo eram as esposas perfeitas, as chefes perfeitas, as amigas perfeitas. Como conseguiam isso? Tenho certeza que nesse final de semana, elas só queriam uma esposa tranquila, uma mulher que não discutisse com cada pensamento que tivessem. Senti meu lábio puxar para cima em um sorriso.

Elas eram umas perfeccionistas, exigentes, teimosas, sedentas de poder. Qualquer outra mulher duraria cerca de dois segundos com elas antes que elas a mastigassem e a cuspissem.

E inferno, alguns dias eu adoraria ter duas servas dóceis, mas de jeito nenhum que estava negociando minhas cretinas irresistíveis.

Elas se levantaram, beijando minhas faces. Curvando-se, estenderam as mãos até suas camisas e colocaram-as de volta me olhando de cima, os olhos atrevidos.

– Vou terminar de analizar os cronogramas – disse Sana sorrindo, passando a mão pelos cabelos.

– E eu vou concluir a conta da Konect – Momo me lançou um sorriso ladino. – Você tem o projeto de marketing para analisar, se quiser mais do que isso mais tarde.

– Ah, não. – Protestei, pressionando-me sobre o cotovelo. – Eu vou analisar os cronogramas.

– Você vai analisar o projeto de marketing – disse Sana com a voz firme. – E depressa, Kim.

Ouvi suas risadas suaves quando elas saíram do quarto.

Eu realmente amava aquelas mulheres, Minatozaki Sana e Hirai Momo, minhas Cretinas Irrestiveis.

                                                                                                              


Notas Finais


Então é isso, Irresistíveis chegou ao fim. Quero muito agradecer a cada um que acompanhou a história até aqui. Sério, muito obrigada! S2
Bjs e até.


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