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História Irresistível - Capítulo 4


Escrita por: Xhaos

Capítulo 4 - Capítulo 04


Fanfic / Fanfiction Irresistível - Capítulo 4 - Capítulo 04

O que era aquela sensação? Natsu estava brincando com seu psicológico. A cada sorriso, cada vez que ele a olhava como se quisesse a devorar, a cada gesto gentil ou brincadeira sem sentido, tudo aqui estava a afetando de uma forma que ela não poderia explicar. 


Natsu não poderia ser um homem comum, não, "comum" jamais seria usada para descrevê-lo. Ela odiava o fato de ficar inquieta, odiava ainda mais o fato de ficar inquieta por conta dele.


Eu gosto de você


A imagem de Natsu entre as flores não parava de aparecer em sua mente. Seu consciente estava brincando com ela, e ela não gostava daquela brincadeira.


— Então, o que acha? 


— Hum? Sim? — Perguntou ao perceber que Max, o rapaz que Natsu tinha dito que teria ido buscar seu carro na noite passada. 


O almoço tinha passado praticamente voando por Lucy. Seus pensamentos ainda a atormentavam com o ocorrido da manhã. Natsu mudava frequentemente de água para o vinho, se tornava difícil acompanhar, contudo, Natsu tinha lhe convencido a ir até a oficina para ver o carro e pegar seus pertences, que na verdade, não se passavam de seus documentos e o pouco dinheiro que tinha na carteira. 


Ele tinha a deixado ali para que pudesse decidir sozinha o que fazer, tinha lhe dito que Max era um amigo antigo, por isso poderia confiar nele, também tinha deixado o celular com ela. Ao que parece, Natsu tinha algo para receber no seu trabalho mas, prometeu que a levaria de volta para casa. 


De novo, ela estava fazendo de novo. Pensando nele, em como tudo se rodeava a ele. Ela mal tinha prestado atenção no que o jovem dono da oficina tinha dito, nem mesmo se lembrava do que era o assunto, não que ela entendesse algo sobre carros ou algo do tipo mas era bom entender o que tinha acontecido.


— Dá para consertar? — Foi tudo que pode dizer, embora este tenha lhe encarado com uma cara de você não ouviu nada do que eu disse, e ela não ouviu mesmo, mas não iria admitir. 


Principalmente se para isso, teria de admitir quem estava presente em seus pensamentos. 


— Claro, você só vai precisar de um capô novo, algumas peças do motor e engrenagens, um novo painel, airbags, um novo volante, além do vidro e um pneu. — Disse em um suspiro.


— E quanto isso vai me custar? — Ela mordeu o lábio inferior. 


— Quer a minha opinião como profissional ou como amigo do Natsu, a quem ele provavelmente vai me encher o saco se mentir. — Ele levou ambas as mãos no quadril e abriu bem o peito enquanto olhava para cima. 


— Quero a opinião do homem que salvou meu carro. 


— Compre um novo. — Disparou sem qualquer hesitação. — O preço de cada peça é praticamente a parcela de um carro zero, além disso, tenho certeza que Natsu pode resolver isso de olhos fechados. 


— Hum? Desculpe, não entendi. — Ela realmente não tinha entendido, na realidade Natsu não tinha lhe dito em que trabalhava, e ela não iria simplesmente ficar olhando o celular dele sem permissão. 


Embora ele tenha dito para ela usar como bem entendesse. 


— De qualquer forma, quanto acha que eu ganho se vender para algum ferro velho? — Disse a loira rendida. Lucy precisava encarar os fatos, não tinha dinheiro suficiente para consertar o carro, e não pediria para Natsu fazer isso. Ele já estava fazendo muito, até mais do que deveria. 


— Posso fazer algumas pesquisas, deve levar um ou dois dias, entro em contato com você através de Natsu. — Ele passou a mão pelos cabelos. — Normalmente eles comprariam por muito menos do que ele pode valer, mas como trabalho com isso, não tem como eles me passarem a perna. 


Ela apenas assentiu e sorriu, não teria muito o que fazer, ele estava certo. Natsu tinha falado muito bem de Max, então ela decidiu acreditar em seu trabalho. 


— Obrigada. — Deu meia volta e saiu de lá. Não tinha muito o que fazer, ela decidiu por fim dar uma volta ao redor da quadra. 


Natsu tinha lhe dito que poderia usar a maquiagem da irmã para cobrir o machucado, além disso, noite passado ele teria levado suas roupas para a lavanderia de casa, então ela não precisava usar as roupas dele na rua. Embora a ideia não fosse ruim, menos a parte de não usar nada por debaixo dos panos. Era estranho, ao menos para ela. 


Lucy estava fascinada pela cidade, parecia mágica. As pessoas em cada esquina pareciam muito sorridentes e felizes, as crianças brincavam no parquinho enquanto suas mães conversavam em grupos embaixo das árvores, ela poderia facilmente viver ali. 


Na verdade, ela mal parecia ter a vida em completo caos, as pessoas a olhavam e sorriam, o dia estava nublado ainda, mas não parecia que iria chover pelas próximas horas, não estava tão quente, e também não estava frio. Por que não aproveitar o dia? Por que não fingir que nada daquilo estava acontecendo? Ela poderia simplesmente fingir que tudo estava normal, que era apenas uma escritora no auge do momento, talvez ela devesse começar a pensar em abrir sua própria editora, ajudar jovens que compartilham da mesma paixão que ela, dar a eles a oportunidade e incentivo que ela não deve dos outros. 


Enquanto caminhava sorridente, teve um dos maiores choques de sua vida ao olhar em um painel eletrônico de propagandas, e perceber que era ele. O ruivo que tinha lhe oferecido carona na noite passada, que ficou sentado do lado de fora do carro em meio a tempestade. Ela reconheceria aquele sorriso em qualquer lugar, mesmo que este seja um outdoor do que parece ser uma propaganda de uma concessionária de carros de luxo, mesmo que ele esteja maravilhoso de roupa social e aqueles dois botões abertos no peito. Ela imaginou aquele sorriso apenas para ela, que apenas ela tinha o visto.


Erro dela. 


As mulheres que estavam ao seu redor soltaram um suspiro pesado ao olhar o que parecia ser um modelo de carro esportivo. Ela teve certeza de ouvir algumas decepções de algumas mulheres ao compará-lo com seus companheiros, e o sonho de outras dizendo que fariam de tudo para ter uma noite com ele. 


Até mesmo alguns homens que passavam na hora tinham murmurando algum palavrão enquanto ensinavam o quanto ele era sortudo e provavelmente tinha todas as mulheres do mundo. 


Ela ainda estava tendo um choque de realidade quando sentiu alguém tocar seu ombro. 


O calor de sua mão era inconfundível, ela virou-se para olhar aquele homem que estava de pé atrás dela. Ela sabia o quanto ele era lindo, mas ao prestar atenção em seus traços, seu rosto era simplesmente lindo, em todo sentido da palavra, a luz do dia destacou ainda mais o vermelho que ela poderia jurar por todo e qualquer entidade que fosse natural. 


— Graças a Deus. — Ele disse ao abraçá-la, aquilo a trouxe de volta. Natsu estava a apertando, não estava a machucando, parecia mais como alguém que você não vê há anos. — Max disse que você tinha ido embora, eu pensei que você tinha desistido de mim e ido para sei lá onde.


A dor em seu peito lhe alertou de novo, ela não estava vivendo um conto de fadas, não poderia esquecer tudo que estava passando, muito menos cogitar entrar naquele mundo. 


Alguns segundos se passaram, ela ainda estava totalmente sem reação, até ouvir murmúrios baixos e alguns olhares, e então tentar se desvencilhar de Natsu. 


— Natsu… as pessoas estão encarando. — O som de sua voz estava abafada. 


— Quero que eles todos vão a merda. — Disse em alto e bom som, fazendo-os voltar ao que faziam antes. — Me assustou. 


— Sinto muito. — Foi tudo que pode dizer, ainda estava confusa sobre o que estava acontecendo, mesmo que para ela mesma, tudo aquilo era bem claro. Ela sabia que passar muito mais tempo com ele poderia levá-los a algo que ela não estava pronta ainda, algo que ela não queria lidar ainda, não tão cedo, principalmente por não ser nem ao menos capaz de finalizar seu antigo relacionamento e viver em paz. — Eu sinto muito. 


Aquela não era a frase que Natsu esperava ouvir tão cedo, ele sabia que ela já não estava se referindo ao fato de ter sumido. Mesmo não sabendo exatamente o que tinha acontecido, ele não era idiota de não ter ao menos uma ideia, algo estava a traumatizando, melhor, alguém tinha a traumatizado, provavelmente o mesmo infeliz que tenha lhe provocado aquele hematoma em seu rosto.


 Natsu queria muito alguns minutos com ele, não importa quem fosse, dez minutos, era tudo que ele queria.


— Está tudo bem. Já disse, não precisa gostar de mim, só porque eu disse que gosto de você. Sei que é loucura gostar de alguém que acabou de conhecer. — Ele sorriu da forma mais gentil que Lucy já tinha visto, era tão sincero quanto a face de uma criança ao ganhar seu primeiro brinquedo. E, que droga, isso a encantava mais ainda.


Ele não era capaz de mentir, suas emoções demonstravam exatamente o que ele queria. Era tão transparente que não ver através de seus olhos, era quase um pecado. Só existia algo maior que o desejo nos olhos de Natsu, algo que ia além da forma como ele a venerava e se hipnotizava a cada gesto, cada fala, a cada sorriso da loira. 


Ele a respeitava. 


Ele aprendeu com ela, algo que nenhuma outra mulher já tinha lhe mostrado antes. 


Força, dedicação e superação. 


Lucy estava se esforçando ao máximo para não desmoronar naquela situação. Estava vivendo com um estranho que, facilmente, poderia machucá-la de várias forças, estava sem dinheiro, sem locomoção, desamparada e sem um teto que considerasse seu, sem alguém que pudesse contar. Ele a admirava por passar por tudo aquilo, tudo aquilo sozinha. 


Mas este não era o ponto, ele realmente queria que ela confiasse nele, confia se ao ponto de abrir uma fresta da porta, para que assim ele pudesse entrar. 


— Que tal um jantar? Tem um restaurante ótimo aqui perto. 


— Natsu eu— Ele tocou os lábios da loira com o dedo indicador. 


— Como amigos. Nada além disso, sem segundas intenções. — Ela o encarou arqueando a sobrancelha. — Certo, ignora a última parte. Mas quero ir como seu amigo, já deixou claro que não me quer agora, isso não quer dizer que não posso tentar fazer você mudar de idéia a longo prazo. 


— E o que te faz pensar que terá todo esse prazo? Que eu me lembrei irei embora amanhã. — Ela rebateu cruzando os braços. 


— Max me disse concordou em esperar ele achar um bom comprador. — Ela fez uma expressão de quem tinha acabado de ser traída por seu cúmplice. — E vamos dizer que ele já tem um, e que ele irá bancar o difícil por alguns dias. 


— Você não está falando sério. — Ela gargalhou. — Vai me dizer que proibiu ele de vender para qualquer outra pessoa? 


Natsu apenas imitou o gesto da jovem e cruzou os braços com aquele mesmo sorriso vitorioso de sempre. 


— Não brinca. Você fez isso mesmo? Meu Deus! Que droga pensa que está fazendo? 


— Garantindo que você estava na cozinha comigo amanhã, comendo ovos com bacon na minha bancada com um belo suco de laranja. — Disse provocando-a, o que a deixou fervendo de raiva. 


— Você não pode fazer isso. Eu duvido que ele não venda para alguém que chegar lá e dizer que quer comprar aquelas peças. 


Natsu queria rir alto. Ele esteve no topo do topo, o verdadeiro rei do ramo de automóveis, ninguém seria idiota o suficiente para ir contra o que ele dizia, principalmente quando isso significava ter de deixar para sempre.


— Vai por mim querida, ficaria surpresa se soubesse o que eu posso fazer. — Aquele sorriso provocante estava lhe arrepiando a pele. Da mesma forma que Natsu a irritava, a deixava fissurada, o maldito sabe como ser gostoso e persuasivo. — E então, vai aceitar o jantar?


Ela deu um suspiro em relevância, sabia que aquela discussão não daria em nada. 


— Eu adoraria…


— Mas..?


— Não tenho nada além disso — Apontou para si mesma. — Me sentiria pior do que já estou se aparecesse assim.


Natsu sorriu.


— Confie em mim — Ele estendeu a mão. — Pode fazer isso? 


— Por que eu acho que isso é alguma armação sua? — Ela olhou desconfiada. 


— Não sei do que está falando. — Ele fez um gesto vago com a outra mão. — Só estou convidando minha nova amiga para jantar, para celebrarmos nossa amizade. 


— Sei.. — Ela queria se entregar aquela fantasia. A fantasia onde era uma mulher normal, vivendo uma vida comum, até que seu príncipe chegou para trazer amor à sua vida. Natsu era seu príncipe, alguém sem comparação, algo que ia além de sua compreensão. — Eu aceito. 


Ela sorriu e segurou sua mão. Que mal faria se entregar aquela fantasia? Se entregar a ideia de ter um príncipe por uma noite, que mal poderia causar? Ela já tinha passado por coisa pior, poderia se permitir ser feliz aquela noite. 


Natsu transmitia uma sensação única, algo que ela jamais tinha experimentado antes. Estava sendo tudo que ela tinha sonhado a alguns anos, quando estava no ensino médio e listou tudo que poderia querer em um namorado: Alto, bonito, gentil. Alguém que olhasse apenas para ela, para ninguém mais além dela. 


E ele era tudo aquilo, aquilo tudo e muito mais, e ela sabia onde tudo isso acabaria, mas isso já não iria a assustar mais, não naquela noite. Não quando Natsu claramente não estava pensando apenas em levá-la para cama, ela sabia, sabia que Natsu era um homem melhor que aquilo, afinal, que tipo de homem esperaria cerca de duas horas para que ela escolhesse um vestido para um jantar? 


Natsu. Ele esperaria, ele estava esperando. Ele a levou até uma loja de vestidos, dos tipos que ela não via há muito tempo, de início, Lucy se recusou a aceitar que Natsu pagasse um vestido que ela usaria por apenas algumas horas, principalmente se o valor do vestido era praticamente o valor de uma casa. 


Do que é feita essa coisa? Costura de ouro, tecido de diamante? É só um pedaço de pano bonito.

 

Lucy não sabia se deveria se surpreender com Natsu ou se deveria pensar se seria todos os dias com ele? Ele não estava apenas ali parado esperando que ela escolhesse um vestido que ele iria tirar depois.


Ele poderia? Ele iria? 


O ruivo estava participando ativamente da escolha, opinando e dizendo o que achava de cada um, era algo que ela não estava esperando, e estava adorando. 


— Wow. Acho que me apaixonei. — Disse ao observá-la sair do provador com um vestido azul marinho, uma fileira de babados que valorizavam seus sonhos, as alças eram tão finas que parecia que poderiam se romper com facilidade, o formato acentuou perfeitamente em cada curva do seu corpo, a saia era longa, mas após desenhar seu quadril, descia folgada até os pés. O salto baixo branco com detalhes em transparente e prata deixaram Natsu com os olhos brilhando, o coração acelerado e uma dor incômoda entre as pernas. — Você está linda. 


E lá estava ele de novo. Fazendo-a suspirar e se derreter com uma simples palavra, mas dessa vez, ela sabia o que estava causando em Natsu, sabia estava vestindo um vestido maravilhoso, que seus sapatos eram incríveis. Lucy se sentia uma mulher forte e bonita, não, estava se sentindo linda e confiante de novo. Confiante de si, algo que não acontecia a muito tempo. 


Lucy permitiu que sua fantasia se tornasse realidade, mesmo que fosse por uma noite apenas, ela apenas seguiria o curso do seu próprio conto de fadas, e desta vez, nenhum vilão tiraria a sua paz ou felicidade. Ela se preocupa com o carro depois, com a queixa contra Gajeel depois, com seus problemas depois, hoje não. Hoje era séria a mulher que não sabia que ainda existia dentro de si. 


— Ficarei com este. 


— Ótima escolha. — Ele se levantou. — Por favor mandem as roupas dela para minha casa, junto com aquele e aqueles outros ali. 


Ele saiu apontou para um vestido da cor preta que tinha uma fenda de um lado, e logo após apontou para todos os demais vestidos que Lucy tinha provado. 


— Natsu! 


— E façam uma nota dizendo que não aceitam devolução. 


—Natsu!! — Ela segurou firme seu braço. — Está maluco, nem tenho onde usar tudo isso. 


— Não importa. Não quero que mais ninguém os veja depois de você, eles são seus. Sem devoluções, sem birras, sem promessa de pagamento, é um presente. Não pode vender ou recusar. Ponto. 


Ela permaneceu em choque. Inacreditável. 


Lucy já tinha entendido que Natsu era alguém que odiava receber o dinheiro dos outros, ao menos, odiava a ideia de receber o dela, e mesmo que aquilo fosse contra seus princípios, ela aceitaria.


Aquilo tudo faria parte de sua fantasia. Por que não? Em alguns dias ela não poderia desfrutar de tudo aquilo, não passariam de memórias, e ela gostaria de manter todas as memórias possíveis. 


— Obrigada. — Suas bochechas estavam com um leve rubor vermelho, algo que ele adorava ainda mais nela, o fato de ser uma mulher tão forte e ao mesmo tempo parecer tão indefesa. 


Ele acariciou seu rosto e por um momento, tudo ao redor dos dois ficou em silêncio. Era como se o mundo tivesse parado apenas por eles. Para eles. O olhar de Natsu era tão profundo, tão sincero, tão decidido! Ela já não poderia mais negar a si mesma o que estava acontecendo, o que estava sentindo, o que estava desejando, e sabia que ele daria a ela. 


A voz que parecia ficar cada vez mais alta a fez desviar o olhar daqueles malditos olhos hipnotizantes do ruivo. Ela finalmente percebeu que a vendedora estava ao lado deles, sua bochecha estava levemente rosa e não era apenas pelo uso da maquiagem, foi então que Lucy se deu conta do que estava acontecendo, o que eles sentiam um pelo outro estava muito além deles mesmos. O desejo deles poderia facilmente ser notado por qualquer um. 


A loira balançou a cabeça na tentativa de se recompor, enquanto a moça repetia algo sobre Natsu experimentar algumas roupas também. 


— Sim, irei. — Ele disse em um tom rouco sem tirar os olhos de Lucy, e então seguir até o provador.


Infelizmente para Lucy, Natsu ficava simples perfeito com qualquer coisa que vestisse. O maldito era simplesmente gostoso de qualquer forma. 


Natsu escolheu uma camiseta social branca com uma pequena rosa azul bordada no bolso, e como uma jovem boba, Lucy adorou ao notar que era da mesma cor que seu vestido, um detalhe pequeno, mas aquilo a fez se sentir especial, juntamente a uma calça social cinza escuro, e sapatos pretos. Estava simplesmente lindo. O relógio preto com prata era bem simples, mas parecia custar uma fortuna. 


A imagem de Natsu no outdoor apareceu na mente de Lucy de novo, contudo, dessa vez ela se lembrou do que estava estampado juntamente ao carro. 


"Dragneel's"


— O meu deus, Você é Natsu Dragneel! 


Ela deixou escapar em voz alta. 


Todos ao redor de Natsu e na loja observaram a loira, que parecia ter se dado conta do quão alto aquilo soou. 


Não podia ser real. Não, sem chances. Natsu Dragneel, o herdeiro de um império estava com ela, ali, brincando de escolher roupas para um jantar. 


Não que ela se importasse com aquilo. Mas não poderia simplesmente acontecer, Lucy tinha certeza de ter lido sobre a fortuna da família Dragneel em algum tabloide, enquanto fazia suas pesquisas para um personagem que era dono de uma concessionária. O livro foi tão bem aceito por seus fãs, que Lucy cogitou fazer um segundo livro como continuação. 


— Creio que eu já disse isso, se não me engano, foi logo quando nos conhecemos. — Ele brincou ao se aproximar e passar ambas as mãos sobre os ombros da loira, as levando até atrás do pescoço e colocando o colar de prata com um pingente delicado em formato de coração, onde suas pétalas eram folheadas em ouro, que acabara de colocar nela. 


Ela permaneceu sem palavras, uma mistura de gratidão, horror, vergonha e felicidade tomou seu corpo. 


— É agora que você diz que é lindo e agradece. — Ele se inclinou um pouco, até ficar na altura de Lucy. 


— Obrigada, ele é perfeito. — Disse ao acordar de seu transe passageiro. 


— Foi feito para você. — Ele auxiliou a vendedora a mandar a fatura para seu escritório e então guiou Lucy para o carro novamente. 


Natsu dirigiu devagar. Devagar o suficiente para contemplar a beleza da mulher ao seu lado. Era tudo o que ele queria, estar com ela, mesmo que sua cabeça não parasse de criar imagens de todas as coisas que ele poderia fazer com ela no banco de trás daquele carro.


Mas Lucy não era uma mulher de uma só noite, e quanto mais ele pensava nisso, mais ele não entendia o que tinha acontecido, mas sabia que não conseguiria vê-la partir. Sabia que precisava fazer algo rápido, algo que a mantivesse ali, mesmo que ele precisasse se ajoelhar e pedir que ficasse.

 

Nas últimas horas, tudo que Natsu pensava era em ter um encontro com Lucy, uma maneira de demonstrar o que sentia, não apenas desejo, o que era tão óbvio quanto o ar, isso vindo dos dois. Embora Lucy muitas vezes ela tentava fugir daquela realidade, ele sabia que ela estava machucada, o que lhe doía dos ossos até a alma, mas ele queria uma chance. Uma chance de demonstrar que poderia ajudá-la a se curar. Ele só não sabia o tamanho dela. 




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