História Irresistível - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Ecchi, Hentai, Jeongguk, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Romance, Suga, Yaoi
Visualizações 3.478
Palavras 2.748
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁÁÁÁÁÁ MEUS AMOOOOOOOOOREEEEEESSS <3 <3 <3

Como vcs estão? Sentiram falta da Unnie?! >_____<

Eu estou bem melhor da sinusite \o/
Mto obg por quem mandou msg de apoio *3*

Vcs virão? Eu consegui responder todos os comentários UHUUUUUUUUUUUUU

kkkkkkkk... foi dificil, mas consegui xD

O que acharam do cap. na visão da Manu?
MANUJOON, EU SHIPPO!

Ah, esses dois mereciam um cap. deles <3
Tentarei fazer outros xD

E sobre o suposto passado da Clara?
EITA, EITA... SÓ SEGREDO NESSA FIC! HUAHUAHUA

Bom, sem mais delongas, um cap. fresquinho pra vcs >____<
Espero que gostem :D

BJOKAS *3*

P.S.: O cap de hj tbm é especial \o/

Capítulo 20 - Teimosia


Fanfic / Fanfiction Irresistível - Capítulo 20 - Teimosia

Mais uma vez, meus olhos a seguem pelo corredor. 

Sua postura impessoal e seus passos firmes sobre os saltos agarram a minha atenção com tanta força que, ainda que eu mantenha a indiferença como tenho feito à dias, me vejo preso a sua figura da mesma forma como um dependente se vê preso ao motivo do seu vicio.

Duas semanas...

Há quase duas semanas que estamos nisso. Sem olhares, sem sorrisos provocativos ou nossos pequenos conflitos de ego dentro da sala de aula. Assim como fizemos antes de nos deixarmos levar e acabarmos na minha cama, estamos mutuamente ignorando um ao outro e agindo como se nada tivesse acontecido, com a exceção de que não estamos fazendo isso por conta do nosso acordo. Muito pelo contrário. Agora é por teimosia. Simples e pura.

Não que isso seja uma novidade. Na verdade, eu deveria estar acostumado. Ou melhor, não dar a mínima. Afinal, combinamos que seria apenas sexo e nada além disso. Se fico ou não com outras garotas, não é algo que realmente lhe diga respeito, pois como eu disse, ela não pode se intrometer na minha vida e o mesmo vale para mim. Somos somente duas pessoas que querem saciar o desejo entre quatro paredes e ponto. Fora delas, a situação é completamente diferente. 

Bem, ao menos a minha intenção era acreditar nessa ideia, mas não é o que está acontecendo. Ainda que eu lute contra, a cada dia que passa sinto-me mais e mais incomodado, e nem sei o porquê. Desde aquele dia, quando fui flagrado aos beijos com outra, as coisas andam muito estranhas dentro da minha cabeça. Para ser sincero, antes disso. Aquela mesma sensação estranha de tempos atrás vem me corroendo de novo e parece ter ficado muito mais forte depois que finalmente consegui tê-la em meus braços.

No inicio, eu pensei em dar-lhe uma explicação. Afinal de contas, fiz o que fiz por ter ficado com raiva e para mostrar que poderia muito bem estar com outras pessoas, que uma noite não significava absolutamente nada. Mas entrar no seu joguinho do silêncio foi mais fácil do que passar por cima do meu orgulho. Só o que eu não imaginava era que aguentar seu descaso se tornaria tão difícil.

E tão angustiante.

Quando a vejo nos corredores ou entrar na classe e fingir que eu sequer existo, que sou apenas mais um entre seus alunos, um embrulho incomum me acerta o estômago. O que só piora quando ela está com o babaca do professor de matemática, distribuindo os sorrisos e olhares cheios de significado que antes eram para mim.

Me deixa louco!

- Se a sua intenção é disfarçar, desculpe dizer, mas você não está conseguindo.

Saio dos devaneios e dou de cara com Jimin, que se põe ao meu lado. 

- Já está na hora de voltar? - desconverso.

- Não, ainda falta alguns minutos.

Solto um suspiro e consinto. Pego o celular no bolso da calça para me distrair, mas, inconscientemente, meu olhar acaba recaindo sobre a conversa alheia perto das escadas. Mais um suspiro escapa, junto com uma risada sem humor. 

- Ficará nessa até quando? - pergunta - Já perdi as contas de quantas vezes te peguei olhando para ela, e pior, querendo arrancar a cabeça do professor Jackson sempre que os encontra juntos. Tipo, como nesse exato momento.

Respiro fundo e me apoio no batente da janela, desviando a atenção para qualquer coisa que não seja aqueles dois e o amigo enxerido ao meu lado.

- Não sei do que está falando - digo.

- Ah, por favor, Jungkook. Não se faça de besta! Está tão na cara que até o mais idiota pode ver.

Encaro-o e, pela centésima vez, respiro fundo.

Bendita hora em que fui contar para ele.

- Escuta, Jimin, nós...

- Nós não temos nada e blá blá blá - revira os olhos - Troca o disco, Kookie, porque esse discurso já está batido. Batido e visivelmente mentiroso.

Impaciente, sou eu quem revira os olhos e bufa.

- Sério, eu deveria ter ficado com a minha boca calada. Por que eu sei que você vai encher o meu saco com isso, não é?!

- Sou seu melhor amigo, esqueceu?! Ainda que não contasse, eu iria notar. 

- Você mesmo disse que está tão na cara que até o mais idiota pode ver.

- Ooohhh...

Sorrio com sua falsa indignação e dou de ombros. Ele continua:

- E outra, eu não estou enchendo o seu saco. Só estou querendo fazê-lo enxergar o óbvio.

- Enxergar o óbvio? Como assim?

- Você gosta dela, Kookie.

- Eu o quê? - arregalo os olhos.

- Você gosta da professora Clara.

- Pelo amor, Jimin! Eu, gostando da professora Clara?!

- Não, eu que estou gostando - debocha - Lógico que é você. Se não, como explica todo esse ciúme e essa cara de "peixe morto" desde que se desentenderam? Quando ela passa com o professor Jackson... Ou melhor, quando ela passa com qualquer homem, você só falta soltar raios pelos olhos. 

- Eu acho que você tem algum problema, Minnie - rio soprado.

- Olha, quem tem um problema aqui não sou eu.

Ele faz um gesto com a cabeça em direção as escadas, fazendo-me erguer os olhos sorrateiramente e então ver Jackson deslizar a mão pelo braço de Clara, com mais intenções do que deveria. Aquela sensação revira meu estômago e assim que a vejo sorrir,  toda sem jeito, meu sangue ferve e sou obrigado a apertar as mãos em punho para não dar o primeiro passo e causar mais do que uma discussão boba entre professores e aluno.

Merda, por que ela está sorrindo assim? E por que isso me incomoda tanto?

Continuo observando-os conversar e, talvez sentindo que meus olhos estão sobre si, Clara vira um pouco o rosto e nos encaramos, como à dias não fazemos. Tenho vontade de ir até onde está, puxá-la para qualquer canto e beijar-lhe a boca da mesma maneira que venho desejando desde que a primeira vez que provei de seu sabor. Mas assim que ela desvia o olhar e devolve a atenção para o babaca ao seu lado, solto um suspiro e caio na real.

Eu estou ficando maluco.

- Entende agora? - Jimin fala e só assim para que eu perceba que ainda está ao meu lado - Se você não tomar uma atitude logo, vai...

- Eu não gosto dela, 'tá legal?! - interrompo-o, passando os dedos entre os cabelos nervosamente -  Será que dá para entender?!

- Não? Tem certeza?

- Tenho!

- Por que você é tão teimoso? 

Com a pouca paciência que me resta, respiro fundo o quanto posso e nem dou tempo para que meu amigo prossiga com seus sermões, apenas me ponho a caminhar de volta para a sala de aula e agradeço ao universo logo que lembro que não temos aula com nenhum daquele dois. 

O restante do dia passa normalmente. Assim que o período termina, Taehyung e eu vamos para a sala do clube. Por sorte - ou azar - não encontro Clara nos corredores e isso me deixa um tanto aliviado, pois assim não tenho que me preocupar com sentimentos esquisitos rondando o meu peito.

Pouco depois das cinco, somos liberados para ir embora. Como de costume, Tae me dá uma carona até metade do caminho e logo parte para mais uma de suas aulas extracurriculares, enquanto eu corro contra o tempo para pegar o ônibus no horário e conseguir chegar em casa à fim de me arrumar antes de ir para o trabalho.

Vinte minutos se vão e entro em casa, largando a mochila ao lado da porta, assim como os tênis. Vou para a cozinha, coloco água para ferver e pego um pote de lamen no armário, o qual deixo sobre o balcão e só então trato de começar a tirar o uniforme. 

Caminho para o quarto enquanto desabotoo a camisa e ao ver a cama, as lembranças da noite em que Clara esteve aqui vem à tona, arrancando-me um suspiro pesado. Paro o que estou fazendo e encaro os lençóis por um instante. Os mesmos lençóis em que nossos corpos estiveram entrelaçados e provaram de um prazer tão único, tão intenso, que até agora eu posso sentir a sensação quente da sua pele contra a minha. 

Irresistível...

Permito-me olha mais um pouco, mas não demoro a afastar os pensamentos e voltar ao que estava fazendo. Separo uma roupa confortável para vestir depois do banho, coloco apenas uma bermuda só para não ficar de cueca e corro outra vez para a cozinha quando ouço o apito da chaleira indicando que a água já ferveu.

Com o pote de lamen em mãos, sento no sofá e aproveito para checar meu celular. Vejo uma mensagem de Seo Yun e suspiro. Apesar de eu ter deixado claro que não deveriamos mais nos envolver, nem mesmo como amigos de foda, ela insiste em continuar me procurando e isto está começando a encher a minha paciência. Por isso, decido ignorar. Se eu der atenção, com certeza será mais difícil tirá-la do meu pé, e convenhamos que já tenho problemas demais relacionados à uma mulher.

Termino de devorar o lamen e descanso por alguns minutos antes de levantar e ir para o banheiro. Tomo uma ducha rápida e visto a roupa que separei, no caso, uma calça escura e o jaquetão vermelho por cima da camisa social. Penteio os cabelos, como sempre a contra gosto, e coloco o gorro para que o vento não os desmanche. 

Desço as escadas com a bicicleta que consegui comprar à uma semana atrás com o dinheiro que juntei. Não é tão confortável como um carro ou uma moto, ainda mais usando sapato e calça social, mas atende as minhas necessidades e é isso o que importa. 

Ajeito os fones de ouvido e ponho-me a pedalar, rumo a avenida principal. São apenas alguns quarteirões até onde eu trabalho, por isso o percurso é bastante rápido, tanto que mal ouço metade da minha playlist e já estou diante a entrada luminosa do norebang*.

Deixo a bicicleta estacionada na parte de trás do prédio, junto com a dos outros funcionários, entro cumprimentando à todos e vou direto para o vestiário. Penduro o jaquetão e o gorro dentro do armário e visto o colete preto, logo depois a gravata e então amarro o avental ao redor da cintura. Dou um jeito nos cabelos e estou pronto para mais um dia. Ou melhor, mais uma noite.

Ser garçom aqui não é difícil. Na realidade, acho que este é o trabalho mais fácil que tive desde que cheguei a Seoul, pois tudo o que faço é servir as salas quando pedem petiscos e bebidas, e limpar a bagunça que deixam para trás. Ainda que eu tenha que sair sempre depois da meia-noite e isso me foda todas as manhãs, graças ao sono que não consigo repor, eles pagam bem e eu tenho duas folgas por semana. 

Em outras palavras, não tenho do que reclamar e estou feliz dessa forma.

Pelo menos até conseguir realizar o meu sonho.

- Olá, Jungkookie! - Ji Won-hyung aparece e me cumprimenta - Pegamos o mesmo turno de novo?

- Ah, olá hyung! Pois é, juntos de novo.

- Chegou agora? 

- Sim - sorrio, fechando o armário - A noite está corrida hoje?

- Um pouco. Por enquanto está ok, mas a Myung Hee-noona disse que há uma reserva para a sala principal mais tarde.

- Huh, entendi. Pelo jeito, bastante gente.

- Nada que se compare a um final de semana, pode ter certeza.

- Quem aguenta um final de semana, aguenta tudo - rio.

Saímos do vestiário e vamos para nossas funções. 

Depois de limpar o chão, organizar os equipamentos nas salas e entre outros afazeres, vou para a cozinha ajudar a lavar os pratos e logo Myung Hee-noona, a gerente, avisa que o pessoal da sala principal chegou e deixa Ji Won-hyung e eu encarregados de servi-los durante o tempo em que estiverem aqui.

- Vai preparando as pernas - meu amigo murmura, fazendo-me rir.

- Estou preparado.

- Vou servir as comidas e você as bebidas, pode ser?

- Por mim, tudo bem.

Ficamos a postos e o interfone da sala principal não demora a tocar. A garota responsável anota os pedidos e nos entrega. Ji Won-hyung vai para a cozinha e eu vou atrás das bebidas. Preparo os drinks, pego as garrafas de cerveja, ajeito tudo na bandeja e me direciono ao corredor, direto para a maior sala do andar.

Paro diante a porta dupla, equilibrando a bandeja em uma das mãos para apertar a campainha da sala e entregar os pedidos, mas sou surpreendido quando a porta abre de supetão e aquele par de olhos escuros cruzam com os meus de imediato.

- Jungkook?!

Inesperadamente, meu coração dispara. Observo-a parada a minha frente, com os cabelos soltos e a boca enfeitada por um batom rosa, e engulo seco. Foram poucas as vezes em que a vi assim, mas todas foram marcantes o suficiente para que eu não esquecesse.

- O que está fazendo aqui? - indago, sem conseguir me conter.

- Eu que pergunto. O que está fazendo aqui? Está me seguindo, é?!

- Eu trabalho aqui.

- O que?

Abro os braços e mostro o meu uniforme, apesar da bandeja em minha mão ser mais do que uma prova. Ela o analisa por uns segundos, um pouco mais do que o necessário, e volta a olhar para mim.

- Eu não sabia que trabalhava - diz, com a voz amena.

- Pois é - suspiro - Na verdade, você não sabe de muitas coisas.

Solto sem querer e logo percebo que acabei de levar qualquer oportunidade de uma conciliação por água abaixo ao vê-la cruzar os braços e sua expressão ficar arisca. Praguejo.

- Você... Ah, quem está aí? - pergunto, tentando quebrar o clima ruim - Por tantos pedidos, acredito que muitas pessoas. Seus amigos?

- Todos os professores e a diretora Cho Hee - responde e só falto suar frio - Resolveram fazer um happy hour depois da reunião e, bom, aqui estamos.

- É sério? Estão todos aí dentro?

- Sim. Por quê?

- Merdaaaaa...! - sussurro.

- O que foi?

- Ninguém sabe que eu trabalho. 

- Como assim?

- Eu falei para os professores que eu recebo uma mesada dos meus pais.

- Hã? - franze o cenho e me encara - Você está mentindo para todo o corpo docente, Jeon Jungkook? É isso mesmo?

Não respondo, apenas suspiro e consinto. Ela respira fundo, irritada, e então fala:

- Vamos. Pode começar a se explicar.

Explico rapidamente a minha situação, omitindo o que por enquanto não vem ao caso. Termino e espero que diga algo, mas só o que ela faz é estender os braços, os quais observo sem entender.

- Me dê - ela diz, por fim.

- O que?

- Me dê a bandeja.

- Mas...

- Você quer entrar nessa sala e ficar sem emprego? Ou pior, passar o restante do semestre ouvindo reclamações e sermões todos os dias?

- Não.

- Então, me dê a bandeja. Invente uma desculpa e tente trocar com alguém para que venha no seu lugar, entendeu?!

Balanço a cabeça como um boneco e lhe dou a bandeja.

- Ah! E procure ficar o mais escondido possível para não encontrar nenhum dos professores ou a diretora nos corredores.

Outra vez, apenas balanço a cabeça. Clara dá um sorrisinho pequeno, sem mostrar os dentes, e vira para entrar na sala novamente. Porém, antes que o faça e minha coragem momentânea se esvaia, seguro em seus ombros e ficamos frente a frente.

- Obrigado, noona.

Meus olhos vão direto para os seus lábios rosados e uma vontade quase insana de tomá-los grita em mim. Apesar de saber que posso tomar um chute ou qualquer outra coisa, me inclino, disposto a saciar esse desejo, mas ela dá um passo para trás e esquiva do meu contato. Nos encaramos por um instante e, diferente do primeiro, outro sorriso brinca em seus lábios. Um sorriso zombeteiro.

- Vai sonhando...!

Sussurra e entra na sala, sem ao menos dar tempo para que eu possa assimilar sua pequena provocação. Encaro a porta agora fechada e sou incapaz de não sorrir. 

Essa teimosia dela ainda vai me deixar louco.

Assim como a minha teimosia em insistir que meu coração não bate por ela.


Notas Finais


Boatos dizem que menino Jão Cu curte um fanservice :v

*Norebang - é karaoke xD


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