História Irresistível - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Ecchi, Hentai, Jeongguk, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Romance, Suga, Yaoi
Visualizações 3.016
Palavras 4.920
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁÁÁÁÁÁÁÁÁ MEUS AMOOOOOREEEESSSS... UNNIE NA AREA, YO!!!
Como vcs estão? Espero que bem! :3

É um horário cretino de novo? Sim!
Eu merecia uns tabefes de novo? Sim!

Mas aqui estamos dando a cara a tapa kkkkkkkkkkk.... xD

Sobre o cap anterior, quem ama Namjoon e Manu juntos, levanta a mão o/
AAAAAAAAAAAHHH... EU AMO DE PAIXÃO ESSES DOIS!! <3 <3 <3
Mas, mudando de assunto, quem raios a Manu viu pra ficar tão em choque??
Sério, é mistério demais em uma fic só xD (to rindo de nervoso)

Bom, mais uma vez eu quero agradecer aos comentários e favoritos, a todo o amor que estão dando pra fic >___<
Espero realmente estar fazendo um bom trabalho! :3
Me desculpem se não respondi aos comentários do cap. passado, mas sabe quando vc pega coisas demais achando que vai dar conta pq vc é fodão? Pois bem, foi o que eu fiz ¬¬*
E aconselho ninguém a fazer, de vdd
De qlqr forma, vou tentar tirar um tempinho pra responder os proximos. Por isso, não desistam de mim! :'D

Vamos parar com o papo, pq ´q cap novo que a gente quer, né?! \o/
Espero que gostem >_____<

HOJE TEM INTERAÇÃO DO OTP, BRASEL!!!

BJOKAS *3*

Capítulo 35 - Fora do comum


Fanfic / Fanfiction Irresistível - Capítulo 35 - Fora do comum

Os dias nunca pareceram tão longos quanto me parecem desde que fui suspensa. Longos e um tanto quanto tediosos. Talvez seja porque me acostumei a viver na correria, atarefada com o colégio e tantas outras obrigações, que estou achando estranho esse “tempo livre” muito calmo. Na verdade, calmo demais para o meu gosto.

O prazo da minha suspensão já terminou, mas os três dias calharam de terminar justo em uma sexta-feira, por isso ainda resta o final de semana para, só então, voltar ao colégio na segunda. Tenho ocupado a minha cabeça com tudo o que me parece interessante, e isso vai desde ler um livro até aprender os passos da coreografia que Manuela tem ensinado para os seus alunos. Coisas que, em dias normais, eu sequer cogitaria em fazer. Bom, não sem antes ter corrigido uma pilha de atividades e planejamentos de aulas.  

Quanto ao Yoong, elei teve alta na terça à noite e desde então estou me encarregando de fazê-lo tomar juízo, se alimentando bem e prometendo que vai retornar ao colégio. A história da seringa, bem, deixamos como um segredo nosso e me certifiquei de que não havia mais nenhuma daquelas porcarias escondidas em seu apartamento; Jin está dormindo lá e tivemos outra conversa, os três. Apesar de ainda defender que ambos precisam lutar, não só pelo amor como por seus sonhos, deixei bem claro que não cometam nenhuma loucura e tenham calma que, aos poucos e tomando as decisões certas, tudo irá se resolver.

Bem, eles aparentaram entender. E espero que tenham entendido mesmo.

- O Jungkook virá almoçar aqui hoje, depois do colégio? – Manu pergunta.

- Sim, virá. E...

- “E eu quero privacidade. Ou seja, você bem longe daqui”. Já sei, já sei. Você passou os últimos dois dias repetindo a mesma coisa – debocha – Não se preocupe, Nammie e eu temos planos e não incluem olhar para a sua cara e nem para a do Jungkook. Embora eu esteja muito curiosa para conhecê-lo pessoalmente.

- Se as coisas continuarem do jeito que estão, você terá outras oportunidades.

- Huuuummm... ‘Tá ficando tão sério assim?

Prendo as luvas no bolso do jeans e pondero responder ou não, mas como sei que já fui desmascarada, apenas dou de ombros.

- Pelo jeito, sim.

- Sério, amiga, estou tão feliz por você!

- Eu sei que está – sorrio.

- E então, o que pretende preparar para o almoço? Espera aí! – vislumbra-me de cima a baixo - A senhorita pretender ir andar de bicicleta? É isso mesmo?

- Sim. Qual o problema?

- O problema é que você tem um almoço para preparar, sua louca! Convida o garoto para vir aqui, depois de dias se encontrá-lo e agora vai para pista ao invés de arrumar as coisas?

- Relaxa, mamãe, vai dar tudo certo – caçoo e minha amiga revira os olhos – O Jungkook só chegará mais tarde. Depois do almoço, na verdade. Só vou pedalar um pouco e volto antes do meio-dia. Sem estresse.

- Você quem sabe – dá de ombros – Depois não venha reclamar que foi um fiasco.

- Manuela, é só um almoço. Calma lá.

Minha amiga empina o nariz e sai pisando duro de volta para quarto. Eu rio. Ela que adoro preparar surpresas e não eu, até porque, esse almoço nem surpresa é.

Pego a minha BMX cromada na área dos fundos e dou a volta como sempre faço. Ajeito os fones de ouvido e saio pedalando ao som de ‘First Date’ do Blink 182.

 

“No carro eu mal posso esperar

Para te buscar pro nosso primeiro encontro

Tudo bem se eu segurar a sua mão?

É errado se eu pensar que é tosco dançar?

Você gosta do meu cabelo estúpido?

Você percebeu que eu não sabia o que vestir?

Só estou com medo do que você vai pensar

Você me deixa nervoso, então eu não consigo comer”

 

Cantarolando a música, não posso deixar de rir ao perceber o quanto a letra assemelha-se a minha situação atual. Ainda que eu tente pensar o contrário, esse almoço em casa é um encontro, não é?! Um encontro depois de três anos.

Quem diria...

Ao chegar, encontro a pista incrivelmente cheia. Por um minuto estranho, mas então lembro do campeonato, e minha animação se esvai num segundo. Eu queria tanto participar e não posso graças ao trabalho no colégio com as aulas de sábado. Que droga!

- Não adianta chorar o leite derramado, não é mesmo?!

Coloco o capacete, prendo a fivela e, como de costume, dou uma volta para ter certeza de que está tudo bem. ‘Beast and the Harlot’ do Avanged Sevenfold começa a tocar e é minha deixa. Pego velocidade e vou direto para o Bowl*, onde mais duas pessoas praticam. Sorte que tem espaço suficiente ou acabaríamos todos espatifados.

 

Sem dar importância para mais nada, faço todas as manobras que me vem à cabeça e só percebo que estou andando a tempo demais quando sinto a camiseta molhada de suor; decido dar uma pausa.

- Ei, você!

Olho para trás e vejo uma garota se aproximar com mais dois, outra garota e um menino.

- Sim?

- Nós estávamos te observando e queríamos saber se vai participar do campeonato.

- Infelizmente, eu não vou participar.

- Ora, mas por quê? Você é muito boa e deveria ir.

- Perdi as inscrições – dou de ombros – Por isso não vou.

- Perdeu as inscrições?

- Pois é...

- Você não sabia que foram prorrogadas?

- Como é? - arregalo os olhos – Prorrogadas?

- Sim, decidiram prolongar as inscrições de última hora.

Não acredito! Sério que vou ter a chance de competir? Ah, isso não poderia ficar melhor.

- E onde eu me inscrevo? – pergunto, mais afobada do que gostaria.

- Com aquela galera, perto do half. Tem uma bancada só para atender os competidores.

- Muito obrigada! – sorrio e a cumprimento com uma reverencia – Vocês participarão?

- Não podemos. O campeonato é para maiores de idades.

- Ah, uma pena. Espero vê-los lá, nem que seja para assistir.

Os amigos concordam e eu, sem perder mais tempo, corro para o lugar que apontou.

 

 

Mais atrasada do que deveria, pedalo a todo o vapor para casa. Fiquei tão empolgada por conseguir me inscrever para o campeonato e conversando com o organizador que nem vi o tempo correr. Só espero conseguir organizar tudo antes do Jungkook chegar.

Acho que isso foi mau-olhado da Manuela.

Ensopada de suor, guardo a bicicleta na área dos fundos, no seu cantinho especial, e corro direto para o banheiro. Preciso de uma ducha.

De banho tomado e roupa trocada, uma regata e calça larguinha, acelero o passo e começo a pegar os ingredientes para preparar o almoço: strogonoff. Nada mais prático e só o que eu sei fazer. Talvez seja um pouco simples para um “encontro”, mas acredito que não é todo o dia que Jungkook tem a oportunidade de comer algo como isto.

Bebendo uma garrafa de cerveja e arriscando uns passos de uma tal ‘Sugar Free’ que toca no canal de música, termino de cozinhar o frango e adiciono o restante dos ingredientes para fazer o molho. O arroz, por incrível que pareça, ficou pronto. E tudo parece andar às mil maravilhas. Bem, isso até o meu celular apitar sobre o balcão.

“Estou na porta”, é o que diz a mensagem. Ótimo! Mil vezes ótimo!

Jungkook resolveu chegar mais cedo, sabe-se lá porquê, e a comida não está pronta e eu não estou vestida para um “encontro”. Maravilha...!

Como uma desesperada, checo se o strogonoff e desligo o fogo para não correr o risco de queimar. Arrumo do jeito que posso os cabelos e engulo o meu orgulho para atender a porta com a roupa que estou, não tenho tempo de mudar.

Respiro fundo e uma vez com a mão na maçaneta, empurro para baixo e abro a porta, revelando um Jeon Jungkook malditamente bonito a minha frente e, assombrosamente, com uma caixinha de bolo nas mãos. Eu o observo por um instante, tão bonito com um suéter e jaqueta jeans, e inevitavelmente me sinto mal por estar somente com uma regata e calça de ficar em casa. Um esculacho para estar num “encontro”.

- Eu pensei que chegaria mais tarde – digo.

- Como a sua aula era a última, nos liberaram mais cedo. Então corri para passar em casa e vir antes. Cheguei em má hora, por acaso?

- Não, imagina. É só que eu ainda estava preparando as coisas e, bem, nem coloquei uma roupa apropriada.

- Para mim, você está linda! – mostra seus dentinhos de coelho num sorriso e acabo por sorrir também – A propósito, isso que está tocando ao fundo é Sugar Free?

- Acho que sim. Na verdade, não conheço muito bem.

- É uma música bem famosa por aqui.

Concordo. Não fazia a mais vaga ideia, mas deve ser mesmo.

- Bom, não fique parado aí fora. Vamos, entre.

Jungkook tira os Timberland amarelos e deixa no pequeno armário ao lado da porta. Pego o pacote de suas mãos e o guio rumo a sala que faz divisão com a cozinha, assim como é em sua casa; largo a caixinha sobre o balcão enquanto Kookie analisa ao redor.

- Sua casa é muito bonita – comenta.

- Obrigada! Manuela e eu escolhemos tudo, tem um toque de cada uma.

- Isso é bem legal.

Sua atenção que antes era para a sala, volta-se para mim e fico um pouco sem graça por ser encarada com tanta intensidade. Retribuo seu olhar e nossos corpos se atraem inconscientemente, tanto que mal pisco e estamos a centímetros de distância.

- Senti a sua falta, noona...!

- Eu também senti a sua, Kookie.

Meu garoto sorri e não demora um segundo para agarrar a minha cintura e me beijar.

Aaaahhh... Não me canso desses beijos.

- Finalmente você pagou a sua dívida do almoço - fala, fazendo-me rir – Bem, não é bem pagar, mas eu não poderia ser melhor do que isso. Um almoço feito pela minha noona.

- Quando provar da minha comida, você vai se arrepender por ter dito isso.

- Será?

- Com certeza!

Jungkook solta uma risada gostosa e me beija outra vez.

- Sabe, eu estive pesando... Isso parece um encontro, não é?! – comenta.

- Olha, eu não queria admitir, mas parece mesmo – acaricio seus cabelos castanhos – E então, o que mais os jovens coreanos fazem em um encontro? Quero saber!

- Bom, eu nunca fui em muitos encontros, mas costumamos comer e... Ir ao cinema? Sim, cinema é legal.

- Está decidido! Vamos comer e assistir algum filme. Um encontro beeeeem clichê.

Jungkook sorri e concorda. E teremos um encontro clichê!

Com sua ajuda, arrumo a mesa e em poucos minutos estamos comendo. Com presumi, Jungkook nunca experimentou strogonoff na vida e, para a minha surpresa, diz que a minha comida é deliciosa.

Vai entender...

Conversamos de tudo um pouco. Desde o que aconteceu no colégio nos dias em que estive ausente até sobre alguns de seus planos em relação ao sonho de ser cantor. Jungkook conta que haverá uma audição durante o período que recesso que teremos dentro de algumas semanas e eu, claro, lhe dou todo o meu apoio. Assim como ele me apoia ao ficar sabendo do campeonato que, por muita sorte, vou conseguir participar e que também será na época do recesso das aulas. Afinal, é uma grande oportunidade para ambos.

Nosso almoço flui melhor do que eu esperava. Bem, há não ser por um detalhe e que está me incomodando desde que chegou aqui, mas, por não ter motivos, não quis comentar. Ele pode tentar disfarçar, mas a cada pequena espiada despropositada que dá em seu celular, mais óbvio fica que não é tão “despropositado” assim e, inevitavelmente, a desconfiança cresce em mim. Tento ignorar, focar na conversa tão gostosa que estamos levando e convencer a mim mesma que não passa de cisma minha. Provavelmente não é nada demais, talvez o pessoal do seu grupo do trabalho de sociologia ou algum de seus amigos. É, talvez seja isso mesmo.

Sim, provavelmente não é nada demais.

- Noona, eu não aguento mais comer – ele diz, esparramado na banqueta.

- Também, foram quase três pratos. O que você queria?

- Mas estava muito bom. De verdade.

- Certo. Eu vou acreditar só para inflamar o meu ego de cozinheira.

Tiro os pratos da mesa e ponho dentro da pia, assim como os outros utensílios.

- O que acha de assistirmos o filme primeiro e depois comermos o bolo?

- Sem problemas. Estou cheio demais para isso, de qualquer maneira.

- Então vá para o sofá, que vou pegar uma manta no quarto. Pode deixar suas coisas na poltrona, se quiser.

Do jeito que posso, sentindo minha barriga pesar de tanta comida, corro até o quarto e pego a primeira coberta que encontro pela frente; ao retornar, vejo Jungkook observando os porta-retratos que Manu e eu mantemos na estante.

- E que filme você quer assistir? – pergunto, colocando a manta sobre o sofá.

- Não faço ideia.

– Que tal suspense? Ou uma comédia?

- Suspense? Comédia? E eu aqui pensando que seria obrigado a aguentar aqueles filmes beeeeem melosos e românticos, afinal, estamos num encontro clichê – debocha – Mas esqueci que estou lidando com a mulher do coração de gelo. Que tal Frozen, rainha Elza?!

- Acho bom você ficar quietinho, coelhinho, ou é daqui para fora.

- Certo, certo – levanta as mãos em sinal de rendição, fazendo-me rir – Serei um coelhinho bonzinho.

- Ótimo...!

Nos sentamos um ao lado do outro no sofá e eu estendo a manta sobre nós dois. Apesar de não fazer tanto frio quanto a algumas semanas atrás por estarmos perto da primavera, não há nada melhor do que assistir um bom filme debaixo das cobertas.

Levamos uns minutos escolhendo o que assistir em meio a tantos títulos disponíveis no Netflix e chegamos a um acordo com ‘Os Caça-Fantasmas’. Dou play e o filme começa. Jungkook passa o braço ao redor dos meus ombros e me puxa para encostar a cabeça em seu peito, o que de muito bom grado aceito e me ajeito para ambos ficarmos confortáveis.

Mais da metade do filme se vai e já estamos deitados. Como Manuela e eu somos espaçosas – e um tanto preguiçosas -, fizemos questão de comprar um sofá retrátil, simplesmente porquê nada pode atrapalhar nossas maratonas de séries, nem mesmo um sofá.

Jungkook, deitado atrás de mim, envolve a minha cintura com o braço enquanto afaga meus cabelos suavemente. Por ainda estar com os fios amarrados, sinto sua respiração calma bater contra a minha nuca e pequenos arrepios correm por meu corpo. Solto um suspiro. Se eu não soubesse que está tão entretido com o filme por uma ou outra risada que deixa escapar, diria que está fazendo de propósito.

Tento me concentrar na tv e ignorar o calor que sobe por minhas pernas. Respiro fundo, decidida a controlar esse desejo, mas o toque de sua mão em minha cintura unido ao carinho entre meus cabelos e sua respiração não ajuda nem um pouco. Me remexo inquieta, mais excitada do que deveria, e súbito o aperto de Jungkook se intensifica. Minhas costas se chocam contra o seu peito e acabo gemendo ao sentir seu membro roçar na minha bunda.

- Pensei que teria que provocar mais um pouco até você perceber... – ele diz.

Sou incapaz de não rir. Que garoto mais cara de pau! Eu aqui, me contendo para deixá-lo assistir o bendito filme, e mal sabia que estava entrando em seu jogo. Eu deveria frustrar seus planos. Ah sim, eu deveria só para fazê-lo aprender a não bancar o esperto comigo.

Mas, quem disse que eu consigo?

- Eu já disse que você é um descarado, Jeon Jungkook?

- Você sempre diz...

Com delicadeza, Kookie solta os meus cabelos e os afasta para o lado. Sua boca encontra o meu pescoço e me derreto com seus beijos, suas lambidas, e leves as mordidas que distribui em minha pele.

- Pensei que estávamos em um encontro clichê...?! – brinco, mas nem um pouco à fim de parar.

- Esqueci de dizer que eu odeio clichê.

- Somos dois.

Ele solta o ar com uma risada e volta a atacar meu pescoço com sua maravilhosa boca.  Desejosa e sem um pingo de vergonha, jogo os quadris para trás e me esfrego, ganhando em troca uma mordida mais forte no ombro. Mesmo com as roupas, sua dureza crava entre as bandas da minha bunda e posso senti-lo pulsar tão nitidamente quanto se estivéssemos sem elas; a mão que antes me acariciava a barriga, desliza em um rastro flamejante até o cós da minha calça, onde se detém.

- Afaste as pernas – sussurra com seu tom de voz autoritário.

Sequer pestanejo, apenas faço. Meu garoto mete a mão por dentro do tecido da calça e da calcinha, e aprisiona meu clitóris molhado e necessitado em seus dedos. Eu arquejo, louca com seu toque. E arquejo ainda mais ao ter o sutiã abaixado com força e seio agarrado por sua outra mão com vontade.

- Tão molhadinha... Do jeito que eu gosto.

Ofego, ofego e ofego. Suas palavras me deixam insana!

Jungkook me manipula ao seu bel-prazer. Esfrega as pontas dos dedos ao redor do meu botão inchado e belisca o bico do meu seio, enquanto sua boca permanece em meu pescoço. Agarro o estofado do sofá com força e rebolo os quadris para descontar todo o prazer que me causa. Seu pau está tão duro, que não me espantaria se rasgasse a sua calça.

- Jungkookie...

- Huh?

- Me foda.

Meu pedido parece atiçá-lo, pois, nem um segundo depois e abaixa minhas roupas com pressa. Eu ofego, ansiosa. Mas, ao contrário do que espero, sua risada carregada de malícia ressoa e sinto-o encoxar minhas nádegas nuas, ainda vestido, como sempre faz quando quer me provocar. No entanto, ainda que eu goste do seu lado provocador, estamos a tanto tempo sem sexo que a última coisa que eu quero agora são essas malditas provocações.

- Jeon Jungkook, vamos... Aaahh... Logo com isso....

- Sou todo seu, noona – murmura - Faça o que quiser.

Alucinada, encharcada e querendo ser fodida o mais rápido possível, baixo sua calça do jeito que posso estando de costas e puxo seu pau para fora. Eu o masturbo, só para sentir a textura suave e as veias saltando entre os meus dedos, mas, agoniada demais para esperar um segundo que seja, ergo o traseiro e meto-o dentro de mim.   

Tremo, dominada pelo prazer.

Oh, céus... Que delícia!

Meu garoto suspira forte e me agarra na mesma intensidade. Começa a se mover para dentro e para fora, e posso sentir cada centímetro me invadir e deslizar no meu interior molhado, cada vez mais fundo e febril. Fecho os olhos e me entrego. Seu corpo unido ao meu, seus gemidos ressoando em meu ouvido, a forma como me faz sua.

Tudo me faz delirar!

Jeon Jungkook me faz delirar...

Viro a cabeça e lhe dou um beijo desajeitado, enquanto me come com vontade. Seus dedos deslizam outra vez entre as minhas pernas e brinca com o meu clitóris sensível. Agarro sua bunda e o incito a ir mais rápido. Nossos quadris se chocam com certa força, reflexo de todo o desejo que sentimos e reprimimos durante as semanas em que ficamos longe um do outro. Naquela maldita tensão sexual, que me rendeu noites mal dormidas e orgasmos que sequer chegavam aos pés do que ele me proporciona.

Minha pele necessitava da sua.

Minha boca necessitava da sua.

E agora que eu o tenho, aqui e em mim, sinto-me satisfeita e completa. Exalando paixão.

Com a boca em meu pescoço, vez ou outra sussurrando palavras sujas e os dedos acariciando o centro do meu desejo, Jungkook me faz gozar como a dias tenho sonhado, com seu mastro fincado em mim. Pulsante e vigoroso.

Me permito respirar fundo e enfraquecer em seus braços, mas, antes que a ideia de descansar passe por minha cabeça, o garoto se ergue e joga a manta para o lado. Seus olhos, tão escuros quanto a mais bonita noite, me fitam de cima a baixo e perco todo o ar ao vê-lo tirar a blusa, revelando seu abdômen nu.

Céus... Como um garoto de dezenove anos pode ser tão maravilhoso?

Tendo as forças renovadas por essa imagem, ajoelho e começo a me despir também. Assim que ficamos ambos nus e seu pau aponta em direção ao meu rosto, tão duro quanto antes, não me contenho em dar-lhe uma bela chupada. Meu garoto estremece e solta um gemido malditamente profundo e sensual, que me arrepia por inteira.

- Vire-se e apoie no encosto do sofá. Agora!

Com seu jeito mandão, Jungkook fala e então me dá uma palmada ruidosa na bunda. Ainda de joelhos, encosto no sofá, abro mais as pernas e me ofereço. Seu ataque vem certeiro, dominador. Me pega pelos quadris e se enterra em mim, de novo e de novo.

Mais, mais, mais...

Eu arquejo. Eu suspiro. Eu ofego.

Seus dedos escorregam na curvatura da minha coluna e embrenhar-se entre os meus cabelos, puxando para trás. Seu peito úmido de suor gruda em minhas costas e acabo por gritar ao sentir como me penetra com vontade, buscando o mais profundo do meu ser.

- Rebola no meu pau, noona, do jeito que fez aquele dia na boate.

Seguro o encosto do sofá com tamanha firmeza, que mal sinto o sangue nos dedos. Mesmo com a mente nublada em sensações, remexo os quadris, nos levando a loucura.

- Isso... Assim, bem gostoso...

Seu gemido rouco perto do meu ouvido é uma perdição. Ele é uma perdição.

A maneira como me toca, me beija e me faz, dia após dia, afundar mais nessa louca paixão é uma perdição. É a perdição mais irresistível que já experimentei na vida.

- Eu gosto tanto de você, noona – murmura, beijando meu ombro – Tanto...!

Meu coração acelera ainda mais. Meu interior se revira em sentimentos.

Eu estou completamente apaixonada por esse garoto.

- Eu também... Eu... Gosto muito de você, Jungkook...!

Ouço-o rir e gemer em seguida. Está no limite, assim como eu. Seus dedos cravam em minha cintura e eu busco sua boca, preciso do seu beijo, e ele não hesita em aceitar. E assim nos deixamos levar pelo prazer. Meu íntimo o acolhe, contraindo ao seu redor, e logo sinto-o se despejar em mim.

O aperto em minha cintura vai afrouxando aos poucos e nossas respirações se acalmando. Bem, no meu caso, só a respiração já que o meu coração teima em bater acelerado, só de relembrar o que ele disse pouco antes de sermos tomados pelo orgasmo.

- Você está bem, noona? – pergunta, me ajeitando em seu colo. Ele sempre pergunta isso depois que transamos, já virou até um hábito.

- Não poderia estar melhor – sorrio – A propósito, vou acabar te sujando se continuar sentada aqui.

- Não importa.

Jungkook segura delicadamente meu queixo e então me beija a boca. Nossas línguas deslizam uma contra a outra lentamente, sem segundas intenções, apenas aproveitando o momento; ao nos afastarmos, observo fixamente o mar negro que são os seus olhos e sem conseguir me conter, pergunto:

- É verdade que você gosta muito de mim?

Ele sorri acanhado e ajeita uma mecha do meu cabelo úmido.

- Sim, é verdade. E você? Gosta tanto assim de mim?

- Acho que gosto – brinco e vejo-o franzir as sobrancelhas.

- Acha, é?!  

Dou de ombros, tentando ser indiferente, e ele sorri outra vez.

- Pelo jeito, terei que fazer algo para mudar isso, não é?! – com o seu típico sorriso de coelhinho travesso, me envolve em seus braços e sussurra – O que eu deveria fazer?

- Huuumm... Você deveria...

De repente, um barulho nos sobressalta. É a porta de entrada. Olhamos em direção a ela e eu quase tenho um ataque ao ver Manuela e Namjoon parados – ou melhor, atônitos – nos observando, completamente nus e em uma situação deveras constrangedora.

Mas que merda é essa? Essa doida não disse que só voltaria amanhã?

Jungkook, num movimento ágil, me aperta contra o seu corpo e puxa a manta jogada na beirada do sofá, cobrindo à nós dois. Quer dizer, cobrindo mais a mim do que a si próprio. Apesar de agradecida por sua atitude rápida, pois não estava nem um pouco a fim de continuar exposta para a minha amiga e o seu ‘sabe-se lá o quê’, sinto que seu corpo está mais tenso que o normal. Bem, levando em consideração que fomos praticamente pegos no flagra e ainda por cima sem roupas, até entendo essa tensão toda. Mas, de alguma maneira, posso notar que não é somente por isso. Até porque, se fosse, ele não estaria tão agarrado a minha cintura quanto está agora.

Tiro o foco um pouco dos dois que permanecem estáticos no mesmo lugar e olho para Jungkook. Sua expressão é tão séria que, embora eu queira pensar o contrário, é impossível.

Ele está com ciúmes.

Ciúmes porque o amigo me viu – mesmo que sem querer – nua. Ai, ai... Por essa eu não esperava. Menos ainda que consideraria isso um tanto quanto fofo.

Eu estou ficando louca. Ah, eu devo estar, com certeza.

O silêncio reina. Se tivesse um buraco, eu enterraria a minha cabeça, sem sombra de dúvida. Porém, não há buraco e eu não sou um avestruz, então tenho que enfrentar esse momento embaraçoso de um jeito ou de outro. E, se é para enfrentar, façamos de uma vez.

Bem, esse era o plano inicial e que esquematizei dentro da minha cabeça. Contudo e como sempre, tudo vai por água abaixo com um grito escandaloso de Manuela.

- Aaaaaaaahhhhhhh... Agora eu entendo o porquê de você estar caidinha por esse garoto - grita em portunhol, para que nenhum deles entenda, apenas eu - Meu Deus, Clara! Meu Deus! Ele é um pedaço de mal caminho. E que caminho, hein?!

- Manuela!

- O que? Estou mentindo?

Fico calada. Óbvio que não está mentindo, mas não vou lhe dar o gostinho de admitir isso.

- Ele é lindo e gostoso! Óbvio que ele não chega aos pés do meu Nammie, mas okay...

Reviro os olhos. Sim, o Namjoon é muito bonito, mas prefiro o meu coelhinho.

Trocamos mais algumas palavras em portunhol, como se os dois garotos não estivessem presenciando tudo. Minha amiga explica que voltou para casa porquê esqueceu a bolsa com as roupas que levaria para o apartamento que está usando com Namjoon e que não tinha intensão de nos interromper. Mas essa mulher não me engana, sei que voltou só para conhecer pessoalmente Jungkook, é tão curiosa que não se aguentou. Só não contava em nos encontrar pelados e numa cena explicitamente pós-sexo.

Eu deveria matá-la. Mas acho que essa cena vai deixá-la traumatizada por muito tempo, então, está de bom tamanho.

De repente, nossa conversa é interrompida por um pigarro nada contente.

- Estamos aqui, sabiam? – Jungkook diz e sou incapaz de não rir de sua expressão contrariada.

- Desculpe...! – olho de soslaio para a minha amiga e, querendo que prove do próprio veneno, solto: - É que a Manuela estava dizendo o quanto você é bonito e gostoso.

- Ei! Sua traidora!

- ‘Ei’ digo eu! – Namjoon se pronuncia – Como assim acha o meu amigo bonito e gostoso?

- Para aquela ‘duas caras’ pelada ali e não para mim. Você é o único que eu quero, Nammie – se agarra ao pescoço do garoto como um coala e o enche de beijos – Só você.

- Humpf... Tudo bem – solta, mas reparo no sorrisinho zombeteiro que brinca em seus lábios – Só vou deixar passar porque também achei a Clara-noona muito bonita. N-u-a...

- Como é?

- Ei, seu babaca! Tire esses seus olhos da minha noona, entendeu?! – Jungkook praticamente rosna e me esmaga em seus braços – Não ouse nem pensar no que viu. Ou melhor, você não viu nada. Abstraia isso da sua cabeça!

E antes que eu perceba, uma discussão se instala. Sem entender absolutamente nada, prefiro ficar quieta e observar onde esses três desmiolados irão parar.  

- Se eu ficar sem o meu garotinho, vou dar um fim naquela bicicleta. Ouviu bem? Bye bye bicicletinha! – Manuela grita de repente, apontando para mim, e a sala fica em silêncio. Então vira para Namjoon que está ao seu lado – E você, seu ingrato, não encoste em mim!

Ué? Ela acabou de me ameaçar porque não quer ficar sem o garoto e agora diz que não o quer por perto?! Minha amiga tem um parafuso à menos, é a única explicação.

O silêncio permanece por uns segundos, mas como se caíssemos na real do quão patéticos estamos parecendo com toda essa situação, desatamos a gargalhar; Manuela se joga nos braços de Namjoon e, como não poderia deixar de ser, ele a acolhe sem hesitar.

Esses dois se adoram.

- Antes que isso fiquei mais estranho do que já está, vamos deixá-los sozinhos – minha amiga diz - Fiquem à vontade e desculpe ter interrompido.

Manuela segura a mão de Namjoon e ambos caminham para o corredor dos quartos, mas, antes de desaparecer ali, ela para e olha novamente para nós.

- A propósito, é um prazer conhecê-lo pessoalmente, Jungkook.

- O prazer é meu...!

Os dois, enfim, somem de nossas vistas. Novamente sozinhos, nos observamos, em busca de entender o que aconteceu aqui. Mas, assim como há minutos atrás, nós rimos.  

Esse encontro foi realmente fora do comum.


Notas Finais


Boatos dizem que a curiosidade matou o gato e mostrou a pau xD

Outros boatos dizem que estou dando o doce pra tirar depois (ehehehe)

*Bowl: é uma piscina vazia, que o pessoal usa pra fazer manobra de skate, patins ou bicicleta.
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