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História Is It Love - Nicolae - Capítulo 26


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Notas do Autor


Desejo uma ótima leitura...😘❤️🌹🌹🌹

Espero que gostem do capítulo de hoje.😉

Capítulo 26 - Enfrentando as Sombras...


Fanfic / Fanfiction Is It Love - Nicolae - Capítulo 26 - Enfrentando as Sombras...

Terça-feira 09:30 AM.

Sammylly estava na sala de jantar tomando café. Rubya já tinha partido para Nova York logo cedo. Sua avó Hellena pergunta se aproximando dela:

- Você vai a algum lugar específico hoje?

- Vou só até o hospital e depois volto pra mansão. Responde Sammylly pegando uma bolinha de queijo da cestinha sobre a mesa.

- Você não tem se sentindo bem querida? Passou mal ontem a noite? Pergunta sua avó Hellena preocupada.

- Não vó, eu estou bem. Eu só vou porque Rubya insistiu e disse que só vai ficar tranquila depois que eu passar no médico. Responde Sammylly.

- Mas aconteceu algo para ela te pedir isso? Pergunta sua avó Hellena.

- Eu só fiquei paralisada por alguns segundos com uma sensação estranha mas foi só isso. Ela disse que pode ser perigoso esse negócio de bater a cabeça e perder a memória, recuperar a memória e esquecer outra parte dela. Rubya está com medo que eu acabe esquecendo tudo novamente. Responde Sammylly.

- Nesse caso então eu também acho que seria bom você ir ao médico. Você quer que eu te acompanhe querida? Fala e pergunta sua avó Hellena.

- Não será necessário vó. Eu vou e volto rapidinho. Responde Sammylly.

- Se você diz. Fala sua avó.

Notando a preocupação na voz dela Sammylly diz olhando para ela:

- Tá tudo bem vó. Eu estou bem, não se preocupa.

Sua avó faz um gesto positivo com a cabeça mas mesmo assim não fica conformada com as palavras de Sammylly.

- Você vai dirigindo ou quer que eu chame um dos motoristas para levá-la até o hospital? Pergunta sua avó Hellena.

- Eu vou dirigindo. Só peça para retirar o carro da garagem e deixar na frente da mansão. Responde Sammylly.

- Como quiser querida. Responde sua avó e se retira da sala de jantar para dar as instruções para o motorista.

Assim que Sammylly terminar o café ela vai até o carro de frente a mansão. O carro era uma Ferrari vermelha. Tinha um homem de terno preto em pé com a chave do carro na mão, era o motorista. Sammylly se aproxima dele, ele era alto, pele branca, rosto oval, olhos puxados da cor azul esverdeado, sem barba, nariz fino e arrebitado, sua boca lembra um coração, cabelos loiros liso que vem até seus ombros. Ele parecia ser muito forte. Quando Sammylly chega bem perto dele ele fala:

- Bom dia senhora.

- Bom dia. Como você se chama? Responde e pergunta Sammylly.

- Eu sou Raffael e a senhora? Responde perguntando o motorista educadamente.

- Sammylly. Responde Sammylly com um leve sorriso notando que ele era muito sério.

- Aqui está a chave. Fala Raffael entregando a chave para Sammylly.

- Obrigada. Sammylly agradece pegando a chave, Raffael pergunta e fala:

- A senhora não quer mesmo que eu dirija? Eu também sou segurança caso a senhora precise.

- Agradeço, mas não será necessário. É por isso que você está tão sério? Responde e pergunta Sammylly desativando o alarme do carro.

- Como? Pergunta Raffael sem entender.

- Porque eu não quero que você dirija, por isso está com essa cara. Responde Sammylly deixando Rafael sem jeito e ele responde meio nervoso colocando a mão direita atrás do pescoço e com um sorriso tímido:

- Não, não senhora é que essa é a minha cara mesmo. Eu sou assim. Sammylly rir e fala abrindo a porta do carro:

- Seu sorriso é bonito. Você deveria sorrir mais vezes.

- Obrigado senhora. Agradece Raffael gentilmente e Sammylly entrar dentro do carro, Raffael fecha a porta pra ela e ela sorrir para ele dando a partida no carro. Em seguida ela segue para o hospital.

Pensamentos de Raffael o motorista:

( - Uau! Ela é linda mesmo, como Héllio disse. Gentil e educada também, não é pra menos, seus avós são ótimas pessoas. )

Chegando no hospital, Sammylly estaciona o carro no estacionamento e entrar no hospital. Logo na entrada uma enfermeira quando a vê se aproxima rapidamente dizendo e perguntando com um belo sorriso:

- Bela, oi. Quanto tempo, eu fiquei aguardando você me ligar para a gente se encontrar, mas não recebi nenhuma ligação sua. Como você está?

- Bela? Pergunta Sammylly sem entender e então ela se lembrar que era assim que a chamavam na mansão e ela passa a mão no cabelo rindo e dizendo: - É mesmo, eu tinha esquecido.

- Esqueceu? Pergunta a enfermeira confusa.

- Desculpa, é que eu recuperei a memória e acabei esquecendo uma outra parte importante dela. Sammylly fala se desculpando.

- Isso é bom não? Ao menos você sabe quem você é agora. Pergunta e fala a enfermeira com um sorriso suave.

- Verdade. Eu sou Sammylly, Sammylly Wolf. Responde Sammylly se apresentando e estendendo a mão para a enfermeira que aperta a mão dela dizendo, exclamando e falando:

- Suze, Suze Green. Nossa, você está tão linda! Quero dizer, não que você não fosse antes mas suas roupas de agora. Esse seu estilo é magnífico.

Sammylly estava usando uma saia rodada até abaixo do joelho vermelha, uma blusa social branca, por cima um blazer preto, salto alto de bico fino preto e uma bolsa carteira preta da marca Chanel. Seus cabelos estavam soltos, sua maquiagem era leve.

- Obrigada pelo elogio Suze. Deixa eu te dar meu número. Responde Sammylly com um sorriso e Suze pega o celular dela e entrega para Sammylly que adicionar o número dela rapidamente e volta a devolver o celular para Suze dizendo: - Pronto, agora você pode me ligar e a gente marca um dia para se vê.

- Certo então. Você veio para se consultar? Fala e pergunta a enfermeira Suze.

- Sim. Responde Sammylly.

- Espera sentada alí no sofá que eu vou falar com o Dr.Jhon e vejo se ele já pode te atender está bem? Fala perguntando Suze apontando para um sofá próximo a recepcionista da entrada.

- Está bem, obrigada. Responde e agradece Sammylly com um sorriso gentil e ela vai se sentar no sofá enquanto Suze vai até a sala do Dr.Jhon verificar se ele está disponível.

15 minutos depois… A enfermeira Suze retorna e fala para Sammylly com um sorriso gentil:

- Vêm, me acompanha que vou te levar até a sala do Dr.Jhon, ele já vai te atender.

Sammylly a segue até a sala e assim que elas entram na sala o Dr.Jhon fala sentado em sua cadeira:

- Suze me contou que você recuperou a memória. Eu estou muito surpreso e feliz por você também, por favor sente-se.

- Obrigada. Agradece Sammylly se sentando e o Dr.Jhon pergunta:

- Então seu nome é Sammylly, Sammylly Wolf certo?

- Isso mesmo. Responde Sammylly e o Dr.Jhon volta a perguntar gentilmente com um sorriso:

- O que te traz ao meu consultório Sammylly? Em que posso ajudá-la? Você não se sente bem?

- Bem eu me sinto, porém, eu vim mesmo porque eu recuperei a memória mas esqueci outra parte dela. As vezes eu tenho sensações de que estou prestes a lembrar de algo e então eu fico paralisada e nada vêm a minha mente. Eu gostaria de saber se isso é normal e se eu vou me lembrar do que esqueci. Responde Sammylly.

- Então você recuperou sua memória antiga e esqueceu a parte em que esteve em coma e vivendo na mansão dos Bartholy é isso? Pergunta o Dr.Jhon.

- Sim. Responde Sammylly.

- Isso é definitivamente um caso muito raro. Você falou que você fica paralisada como se aquela sensação quisesse te dizer alguma coisa. Isso é normal, sua mente está tentando fazer você se lembrar de momentos que você viveu antes de recuperar sua memória. É provável que breve você se lembre e também pode ser que demore um pouco. Você tem sentindo dores de cabeça? Responde e pergunta o Dr.Jhon.

- Só no dia que recuperei a memória, desde então, não sinto mais nada. Responde Sammylly.

- Isso é ótimo. É sinal que você está bem. Se você sentir qualquer coisa diferente, me procure OK? Fala e pergunta o Dr.Jhon.

- Ok. Responde Sammylly.

- Você ainda está morando na mansão dos Bartholy? Pergunta o Dr.Jhon.

- Não, eu já voltei pra casa. Responde Sammylly.

- Você mora por aqui? Pergunta o Dr.Jhon.

- Sim, moro a uns 700 quilômetros depois da mansão dos Bartholy. Responde Sammylly.

- Eu não sabia que existia uma mansão mais prá lá. Então no dia do acidente você estava indo para casa? Fala e pergunta o Dr.Jhon.

- Sim. Meus avós moram aqui. Responde Sammylly.

- Você tem conversado com Nicolae? Pergunta o Dr.Jhon.

- Ele esteve lá em casa ontem, no jantar. Conversamos um pouco. Responde Sammylly.

O Dr.Jhon percebe que Sammylly fala de Nicolae um pouco indiferente e ele pergunta:

- Nicolae não te contou?

- Não entendi. Contou o quê? Pergunta Sammylly confusa.

Dr.Jhon fica pensativo e compreendendo o do porque Nicolae não contou sobre a relação deles pra ela, responde desviando o assunto:

- Entendo. Era sobre a sua fuga. Você ficou perdida na floresta por dois dias, foi Nicolae quem te encontrou. Você ficou muito doente e ele e todos na mansão cuidaram de você com muito carinho.

- Eu agradeci muito pelo que fizeram por mim. Serei eternamente grata. Fala Sammylly com um sorriso e o Dr.Jhon diz e pergunta:

- Bom, então façamos assim. Caso você não se sinta bem, me procura que assim a gente faz uma bateria de exames e me mantenha informado sobre seu quadro e qualquer mudança sobre sua saúde tá bom?

- Tá bom. Responde Sammylly com um sorriso suave e com um aperto de mãos sobre a mesa eles se despedem: - Obrigada por me receber Dr.Jhon.

- De nada Sammylly. Responde o Dr.Jhon com um sorriso e Sammylly se retira do consultório e vai para casa.

Na mansão Wolf. 15:00 PM.

Assim que Sammylly chega ela vai para a sala de estar e encontrar sua avó Hellena sentada no sofá que ao vê-la pergunta:

- Como foi a consulta querida? O que o médico disse?

- Que estou bem vó. Ele disse que é normal, minha mente está tentando me fazer lembrar o que eu esqueci, apenas isso. Responde Sammylly.

- Que bom querida. Você está com fome? Fala sua avó aliviada e pergunta.

- Sim, eu só vou subir, tomar um banho, ligar para Rubya e já desço. Responde Sammylly.

- Está bem. Eu vou colocar seu prato na mesa de jantar. Fala sua avó com um sorriso meigo.

- Obrigada vó. Agradece Sammylly com um sorriso e vai para o quarto dela.

No quarto, Sammylly pega seu celular e liga para Rubya que atende rapidamente a ligação dela dizendo:

- Sammylly, como você está?

- Estou bem e você? Chegou em paz em Nova York? Sammylly responde e pergunta.

- Estou bem também. Cheguei sim graças a Deus. Você foi ao médico? Responde e pergunta Rubya.

- Fui sim e fica tranquila que eu estou melhor do que nunca. O doutor disse que é normal o que eu tive ontem, isso é minha mente tentando me fazer relembrar momentos já vividos. Ele disse que talvez breve eu me eu me lembre desses momentos. Responde Sammylly.

- Isso é uma boa notícia. Fala Rubya.

- Uma coisa que ele falou me deixou com a pulga atrás da orelha. Fala Sammylly desconfiada.

- O que ele falou? Pergunta Rubya.

- Ele me perguntou se Nicolae não tinha me contado. E eu perguntei o que ele não me contou? Responde Sammylly.

- E o que ele respondeu? Pergunta Rubya.

- Bom, ele ficou pensativo e então eu percebi que ele mudou o assunto dizendo que eu tinha fugido, fiquei perdida na floresta por dois dias e Nicolae tinha me encontrado. Responde Sammylly.

- Sabe o que isso significa né? Pergunta Rubya.

- Lá vêm e lá vamos nós de novo! Exclama Sammylly já prevendo as palavras de Rubya.

- Que realmente houve algo entre você e Nicolae. Responde Rubya com um sorriso radiante no rosto.

- Ninguém merece! Exclama Sammylly frustrada.

- O quê? Você acha que não valeria a pena ter algo com aquele monumento esplêndido? Pergunta Rubya provocando-a.

- Senhor, tem misericórdia! Sammylly volta a exclamar.

- Mais uma coisa antes que eu me esqueça, sobre o jantar ontem a noite é que eu esqueci de te perguntar mas o que aconteceu naquele momento em que o clima ficou estranho? Rubya fala perguntando e continua dizendo: - Eu só ouvi quando sua avó Hellena fez a pergunta, você se engasgou com o suco de uva, derrubou o garfo do prato e Nicolae se abaixou para recolher o garfo de baixo da mesa. Quando eu fiz a pergunta sua avó Hellena me cutucou do nada e você e Nicolae estavam com as bochechas vermelhas. Rubya faz uma pausa e então joga a bomba para Sammylly falando com uma voz sensual e provocadora: - Não me diga que Nicolae viu sua calcinha.

- Oh céus, pelo amor de Deus Rubya! Você não tem limites. Você não se esqueceu de perguntar, você estava guardando pra hoje. Você é muito safada! Sammylly exclama, fala e exclama novamente fazendo Rubya cair na gargalhada do outro lado da linha.

- Vai me contar ou não? Pergunta Rubya ainda rindo.

- Só para te punir eu deveria ficar calada mas como sei que sua mente é muito poluída eu vou falar assim mesmo antes que você diga que Nicolae estava fazendo sexo oral em mim por debaixo da mesa. Responde Sammylly fazendo Rubya rir sem parar e ela continua falando: - Foi um acidente, ele sem querer apoiou sua mão direita na minha coxa nua esquerda sem perceber como apoio na hora de se abaixar.

Rubya para de rir ficando de queixo caído, ela exclama, pergunta, fala e pergunta novamente:

- Tô passada! Acidente? Você tem certeza? Pra mim foi de propósito. O que você sentiu quando a mão direita dele estava na sua coxa?

- O que você acha? Meu corpo ficou em chamas. Pergunta e responde Sammylly se lembrando da cena e de seus pensamentos ficando com as bochechas mega vermelhas e ela agradece em pensamento por Rubya não está perto dela no momento.

- Só isso Sammylly? Eu tenho certeza que você está ruborizada agora. Pergunta e fala Rubya provocando-a.

Pensamentos de Sammylly:

( - Aff, nada passa despercebido com essa aí. )

- Rubya você não tem que trabalhar não? Pergunta Sammylly querendo desviar o assunto.

- Estou no horário de almoço, não tente desviar a conversa. Responde Rubya e Sammylly passa a mão esquerda no rosto frustrada e responde:

- Eu mereço. Está bem Rubya, quer saber o que eu senti, então aí vai, sentir vontade de me entregar a ele alí mesmo sobre a mesa de jantar. Rubya fica de boca aberta com a resposta de Sammylly e diz contente por ter arrancado a verdade dela:

- Eu sabia.

- Você sabe jogar com a mente das pessoas não é? Principalmente para arrancar a verdade. Pergunta e fala Sammylly e Rubya responde fazendo Sammylly rir:

- Faz parte do meu trabalho de arrancar a verdade dos bandidos e mentirosos. Anos de treinamento e você fica igual ponta de faca afiada.

- Eu preciso ir agora, tenho trabalho a fazer, as empresas não vão se mover para frente sozinhas. Responde Sammylly.

- Meu horário está quase no fim também, então, até mais Sammylly e bom trabalho. Fala Rubya.

- Obrigada Rubya, pra você também. Agradece e fala Sammylly e ambas encerram a ligação. Em seguida Sammylly pega um vestido leve de ceda da cor azul escuro e um conjunto de peça íntima vermelha e vai para o banheiro tomar um banho rápido. Depois ela vai para a sala de jantar, logo após terminar ela volta para o quarto dela e trabalha pelo resto do dia em seu notebook analisando contratos, verificando tabelas, calculando números etc…

Três dias depois. Sábado 02:00 AM.

Um dia antes na sexta-feira 00:00 AM. Na floresta sombria.

Depois da morte de um dos membros do clã, mais um subordinado é designado a ir ao encontro de Sammylly.

- Você irá e somente deve retornar com o colar. Sua localização mudou mas ela continua na mesma cidade, vá até lá e traga o objeto. Um dos vampiros do clã dá ordem para o membro e ele apenas afirma com a cabeça que sim como o outro que morreu e desaparece na densa floresta a dentro.

03:00 AM. ( Dia atual ).

Sammylly estava inquieta e não conseguia dormir. Ela se levanta, vai até o banheiro, lava o rosto, volta para o quarto, veste seu roupão de seda violeta amarrando o laço só com uma volta por cima de sua lingerie que era um short curto e uma blusinha sem manga de seda com renda preta da cor violeta também, com os pés no chão mesmo, ela desce as escadas para ir até o jardim de rosas do lado de fora da mansão. Chegando no jardim estava tudo escuro ainda, tinha apenas a luzes dos postes que clareava o jardim acesas. Ela estava admirando as rosas e sentindo o perfume delas, isso ajuda ela a ficar mais relaxada quando de repente todas as luzes dos postes comessam a piscar frenetica-mente sem explicação e ficam mais fracas, algo se mexe nos arbustos a uma certa distância atrás de Sammylly e ela começa a andar indo em direção ao arbusto para verificar. Era possível ouvir o som das corujas e das cigarras. O gramado estava cheio do orvalho da manhã, com os pés no chão ela desfruta da sensação de pisar sobre o gramado molhado. Quando ela chega bem perto do arbusto, ela se curva se abaixando e seu colar fica pendurado em seu pescoço, o olhar do vampiro do clã das Sombras cintilam quando ele vê o pingente do colar, com ambas as mãos ela abre o arbusto para vê se era algum animalzinho da floresta quando uma mão negra sai do arbusto assustando Sammylly e agarra o colar do pescoço dela arrancando-o e então ele sai do arbusto correndo floresta a dentro. Sammylly grita para a Sombra negra que corre cada vez mais rapidamente e correndo atrás da sombra também:

- Ei, devolva o meu colar. Volte já aqui.

Os avós de Sammylly acordam com os gritos dela que ficam cada vez mais longe conforme ela adentra ainda mais na floresta correndo atrás do vampiro do clã das Sombras.

- Volte aqui! Me devolva isso. Grito de Sammylly já muito longe.

- Você ouviu isso querido? Parecia Sammylly gritando. Pergunta e fala Hellena avó de Sammylly.

- Sim. Eu ouvi. Responde German removendo o lençol que estava cobrindo-o, se levantando da cama e correndo em direção a varanda de seu quarto que tinha vista para o jardim. Hellena o segue, porém, eles não vêem nada a não ser ouvir a voz de Sammylly já muito longe gritando. Hellena fica desesperada falando e perguntando:

- German, estou com um mal pressentimento. Eu tenho certeza que é um deles. E se machucarem nossa Sammylly? E se for uma armadilha para pegar nossa menina?

- Acalme-se Hellena. Sammylly não é nenhuma tola, ela sabe perfeitamente se defender melhor do que nós dois juntos. Responde German.

- Devemos ir atrás dela agora mesmo! Exclama Hellena.

- Vamos dar meia hora para ela. Se ela não voltar iremos atrás dela. Fala German.

- Meia hora? E se durante esse tempo eles a capturarém? Pergunta Hellena indignada.

- Eles não vão capturar ela Hellena. Eles acham que o colar dela é a relíquia sagrada. Responde German.

- Meia hora German, é tudo o que eu dou e nem um minuto a mais. Fala Hellena seriamente.

- Vêm, vamos aguardar lá embaixo na entrada da recepção. Fala German pegando os agasalhos dele e de Hellena.

Sammylly continua correndo atrás do vampiro do clã das Sombras pela floresta, o laço de seu roupão se desfaz na corrida revelando sua lingerie e seu corpo estremamente bonito. O vento sopra de frente para Sammylly jogando os cabelos dela para trás e balançando o roupão de seda dela dando a aparência de uma capa longa violeta linda cintilante na escuridão da noite sob a luz da lua. O vampiro das Sombras corre em direção a mansão dos Bartholy, passando pela floresta e seguindo adiante. Sammylly não o perde de vista com apenas dois metros de distância do vampiro. Quando ambos chegam em uma parte da floresta onde as árvores formavam um círculo, Sammylly já furiosa faz com que raízes de árvores apareçam no chão de frente para o vampiro das Sombras fazendo-o tropeçar e cair de cara no chão. Rapidamente o vampiro do clã das Sombras se levanta do chão e vira na direção de Sammylly. Numa árvore logo acima nas galhas das árvores estavam Viktor, Nicolae, Drogo e Peter que estavam caçando pela madrugada para se alimentarem e são surpreendidos quando vêem Sammylly e o vampiro das Sombras. Nicolae exclama perguntando de lá de cima ao lado de Viktor:

- Sammylly!?

Não era possível ouvir o que eles falavam de lá de cima na parte de baixo então Sammylly e o vampiro das Sombras não notaram que estavam sendo assistidos.

- O que está acontecendo? Pergunta Peter.

- É outro vampiro do clã das Sombras. Responde Viktor.

- Por quê ela está seguindo ele? Pergunta Drogo surpreso.

- Eu não. Vamos apenas ouvir e observar. Responde Viktor.

Na parte de baixo.

- Eu disse para devolver. Fala Sammylly friamente.

O vampiro do clã das Sombras rir por de baixo do capuz e responde sarcasticamente:

- Você só pode ser burra ou idiota o bastante para me seguir até aqui.

- Será que sou? Pergunta Sammylly serenamente.

- É isso que você quer? Pergunta o vampiro do clã das Sombras tirando o colar de Sammylly do bolso de sua capa e balançando a sua frente mostrando para ela.

Na parte de cima.

- Ele está com o colar dela! Exclama Nicolae.

- Agora entendo porque ela está atrás dele. Responde Viktor.

- O que será que ela vai fazer? Pergunta Peter.

- Isso é o que veremos agora, olha lá! Exclama Drogo.

Na parte de baixo.

- Você quer? Vêm pegar. Fala o vampiro do clã das Sombras voltando a colocar o colar dentro do bolso de sua capa.

- E eu vou mesmo! Exclama Sammylly zangada e ela avança pra cima do vampiro do clã das Sombras. Ela chuta com a perna direita sempre trocando de perna passando para a perna esquerda e vice versa se movendo rapidamente. O vampiro das Sombras se defende das pernas dela não permitindo que ela o acerte e diz perguntando zombando dela:

- É só isso que você tem?

Sammylly responde arrogantemente:

- Não. Eu também posso usar os meus punhos. Enquanto ela usa sua perna esquerda para acertar ele com um chute potente, ele usa as duas mãos para bloquear a perna dela enquanto ela usa sua perna direita para pegar impulso e saltar do chão dando um um soco extremamente forte na cara do vampiro do clã das Sombras. Ele cambaleia para trás soltando a perna esquerda dela e ela aproveita para socar seis vezes o estômago do vampiro e o sétimo soco ela acerta abaixo do queixo dele com tanta força que ele é arremessado a um metro caindo de costa no chão. O vampiro dá um salto mortal ficando em pé rapidamente, ele cospe sangue e diz:

- Eu confesso, acho que me enganei. Você é muito boa.

- Quem te enviou? Sammylly pergunta.

- Isso, você nunca saberá! O vampiro das Sombras exclama e então é a vez dele de atacar, porém, sua tentativa é inútil. Sammylly bloqueia todos os ataques dele mesmo com a velocidade do vampiro sendo extraordinária. Ele chuta com a perna direita, Sammylly defende e contra ataca com um soco na barriga dele. Ele soca com a mão direita e Sammylly agarra a mão dele com a esquerda parando seu ataque, torcendo o braço dele, ela chuta com a perna direita e acerta a cabeça dele. Ele tenta dar rasteira com a perna esquerda, Sammylly salta e chuta com a perna direita, acertando o pescoço dele e fazendo ele cair no chão novamente. O vampiro fica furioso com suas tentativas frustrante e perdendo a cabeça ele avança com tudo pra cima de Sammylly pronto para acertar um soco nela mas Sammylly se desvia para o lado esquerdo do vampiro acertando um soco tão forte no meio do peito dele que o derruba no chão. Sammylly fica sobre um joelho com seu punho fechado direito sobre o peito do vampiro do clã das Sombras de cabeça baixa e o vampiro geme de dor. Sammylly se levanta e pisa no peitoral do vampiro com o seu pé, olhando diretamente nos olhos dele e perguntando:

- Vai falar agora quem foi que te enviou para roubar o meu colar?

- Não é da sua conta! O vampiro exclama com desprezo e Sammylly levanta o pé e pisa com força sobre o peitoral dele. Ele fica ainda mais furioso e agarra a perna direita de Sammylly querendo torce a perna dela para a direita, Sammylly percebendo o que ele queria fazer, puxa o pé para trás e vai com tudo pra frente chutando abaixo do queixo do vampiro e fazendo ele soltar a perna dela. Ela dá três mortal para trás se afastando dele. O vampiro apela para magia, ele se levanta dando um mortal para trás, abaixando a cabeça, cruzando os braços em forma de X, fechando as mãos em forma de punhos e abrindo-ós logo em seguida, fazendo aparecer centenas de lâminas de foices e pontas de flechas de vento extremamente pontiagudas aos dois lados dele, atrás e acima de sua cabeça. O poder do vampiro faz formar um círculo de vento ao redor de ambos e então ele exclama com uma voz estrondosa:

- Eu vou te fazer em pedacinhos!

Sammylly solta um sorrisinho sarcástico e responde:

- Vêm com tudo.

O vampiro das Sombras não pensa duas vezes, ele levanta a cabeça e com o braço direito ele o ergue a sua frente fazendo metade de suas foices e pontas de flechas de ventos a sua direita irem na direção de Sammylly. Ela cria com sua mente uma barreira violeta transparente a sua frente que iam de uma ponta a outra dentro do círculo e assim que as lâminas de foices e pontas de flechas pontiagudas se chocam contra a barreira elas são automaticamente destruídas virando um tipo de pó branco cintilante. Sammylly exclama perguntando debochando do vampiro do clã das Sombras:

- É desse jeito que você quer me fazer em pedacinhos?

O vampiro fica cheio de ódio, ele abaixa o braço direito e lança o braço esquerdo para frente fazendo a outra metade das foices e pontas de flechas pontiagudas de vento atacarem Sammylly. Dessa vez os olhos dela brilham em um cinza ofuscante e antes que as lâminas de foices e pontas de flechas a atinjam ela faz todas desaparecerem. O vampiro fica indignado abaixando o braço esquerdo e pergunta:

- Como você fez isso?

- Responda a minha pergunta anterior e talvez eu responda a sua. Sammylly responde encarando o vampiro.

- Definitivamente você é como eles! Exclama o vampiro.

- Do que você está falando? Pergunta Sammylly.

- Dos seus pais. Quem mais séria? Responde e pergunta o vampiro do clã.

- Você os conheceu? Pergunta Sammylly surpresa ao perceber que aquele estranho conhecia a seus pais.

- Eu não só os conheci, eu estava lá. Responde o vampiro e Sammylly deseja saber mais e pergunta:

- Onde você estava?

- Chega de conversa, esse será o seu fim. Não se preocupe, eu vou te mandar para o mesmo lugar para onde eles foram enviados e você poderá perguntar a eles pessoalmente. Responde o vampiro do clã das Sombras com um sorrisinho indescritível no rosto e então ele sussurra baixinho palavras de encantamento. As lâminas de foices e flechas pontiagudas de vento ganham uma áurea vermelha em volta delas emanando uma energia estranha e fora do comum. Sammylly já tinha sentido diversas energias antes mas aquela era diferente, a remetia ao passado, um passado distante e esquecido. A sensação pendurava e Sammylly estava paralisada no lugar. O vampiro aproveita esse momento de distração dela para levantar seus dois braços para cima movendo e concentrando o resto das lâminas de foices e pontas de flechas de vento agora com a áurea vermelha que estavam acima de sua cabeça e atrás de suas costas em um único lugar, atrás de suas costas mas acima de sua cabeça batendo umas nas outras e saindo faíscas. Ele abre os braços em forma de cruz, os joga para trás e em seguida os lança para frente se curvando mas com os olhos fixados em Sammylly. As lâminas de foices e pontas de flechas seguem todos os movimentos dos braços dele e vão com tudo para cima de Sammylly que desperta no último momento e começa a movimentar seu corpo desviando das lâminas de foices e pontas de flechas buscando sempre pontos de concentração mais baixos. Ela pula, vai pra direita, esquerda, abaixar enquanto uma chuva de foices e pontas de flechas pontiagudas passam por ela e atingem a barreira de vento se fundindo com a barreira que suga a áurea vermelha das foices e pontas de flechas ficando cada vez mais avermelhada e fazendo-ás desaparecer. Uma certa quantidade ainda avançava na direção de Sammylly que dá mortal saltando por cima das lâminas de foices e pontas de flechas. Restavam muito pouco agora e então Sammylly salta pela última vez abrindo suas pernas e virando seu corpo para a esquerda caindo de pé e levantando seu braço direito o movendo como a onda do mar fazendo passar por baixo do braço dela as últimas foices e pontas de flechas, porém, uma ponta de flecha pontiaguda que passava por cima da mão direita dela faz um pequeno corte em sua mão e então passa direto junto com as outras batendo contra a barreira de vento circular agora completamente vermelha. Sammylly se vira olhando para o vampiro das Sombras tranquilamente e abaixando o seu braço direito. O roupão violeta de seda de Sammylly estava completamente rasgado depois de tantas foices e pontas de flechas pontiagudas o acertarem. O sangue escorre por cima de sua mão até seu dedo indicador e uma gota cai no chão sobre as folhas secas caídas das árvores ao redor. O vampiro fica atiçado com o cheiro do sangue dela, seus olhos ficam um vermelho vivo e intenso, e antes que Sammylly perceba, o vampiro já está na frente dela cravando suas presas do lado esquerdo de seu pescoço. A barreira de vento vermelha desaparece com o grito de dor de Sammylly sentido as presas do vampiro crava-rém ainda mais fundo em seu pescoço:

- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

Na parte de cima.

Todos ficam surpresos e de boca aberta ao verem a cena e Nicolae exclama:

- Não! Em seguida ele tenta ir ajudar Sammylly mas então Viktor agarra seu braço e diz:

- Não Nicolae.

- Solte-mè, você não vê que ele vai drenar todo o sangue dela até que não reste uma só gota em seu corpo? Fala perguntando Nicolae tentando se soltar de Viktor e Peter que estava na outra galha de árvore salta para a galha onde estava Nicolae e Viktor para ajudar a Viktor a segurar Nicolae. Nicolae pergunta para Peter: - Até você Peter?

Peter dá um olhar severo para Nicolae e responde:

- Não é isso.

- Veja e observe. Responde Viktor e Nicolae volta a prestar a atenção lá embaixo.

Na parte de baixo.

Sammylly já não gritava mais e ao contrário de gritos, agora se ouviam gargalhadas demoníacas:

- Ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha…

O vampiro do clã das Sombras fica sem entender nada com suas presas no pescoço de Sammylly bebendo o sangue dela que já escorria por seu pescoço sujando seu roupão rasgado e lingerie. O vampiro remove as presas do pescoço de Sammylly e se afasta dela dando passos para trás e perguntando atordoado:

- O que é tão engraçado?

- Eu espero que você tenha desfrutado da sua última refeição! Sammylly exclama com uma voz doce e sensual.

- Do que diabos você está falando? Pergunta o vampiro das Sombras.

- Acho que já está começando. Responde Sammylly e então o vampiro começa a sentir uma queimação por dentro e pergunta:

- O que é isso? O que você fez comigo sua feiticeira maldita? Ele tenta avançar para cima de Sammylly e então recua novamente sentindo a queimação se intensificando em seu corpo. Os gritos de dor de Sammylly agora tinham sido substituídos pelos gritos agonizantes de dor do vampiro:

- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh….

- Começa por seu estômago e em questão de segundos se espalha por dentro de todo o seu corpo. Dói não é? Fala Sammylly e pergunta serenamente. Ela continua falando: - Você não deveria sair por aí bebendo o sangue das pessoas que não conhece. Eu poderia te fazer agonizar por mais de 24 horas, porém, não estou disponível para ficar brincando com um ser tão repugnante quanto você.

O vampiro se curva abraçando sua barriga gemendo e dizendo: - Está queimando, está queimando, Ahhhhhh.…. Logo o vampiro está em chamas, por dentro e por fora virando um monte de cinzas em apenas um piscar de olhos. Sammylly se aproxima das cinzas e com o pé direito ela espalha as cinzas no chão até vê seu colar. Ela se abaixar, pela o colar com a mão direita, se levanta e nota que o fecho foi quebrado quando o vampiro arrancou o colar do pescoço dela. Ela faz o colar flutuar e diz:

- Restoration. ( "Restauração") O fecho do colar é restaurado com uma luz branca e ela volta a colocá-lo de volta em seu pescoço. Sammylly dá as costas para os restos das cinzas mortais do vampiro olhando para sua mão direita e observando o pequeno corte, ela toca com as pontas dos dedos dessa mesma mão em seu pescoço do lado esquerdo onde o vampiro havia a mordido e estava os furos da marca de suas presas e fala:

- Regeneration. ( "Regeneração") O corte em sua mão começa a se regenerar com luz verde, sumindo por completo, assim que ela retira a mão do lado esquerdo de seu pescoço as pressas do vampiro também haviam desaparecido. Sammylly volta a caminhar indo em direção para sua casa. Antes de sair do círculo de árvores da floresta ela para de andar e sente que estava sendo observada logo acima nas galhas das árvores, porém, ela já sabia quem eram e ela segue seu caminho de volta para a mansão.

Na parte de cima.

- Eu não consigo acreditar no que acabei de ver! Exclama Drogo.

- Eu estou chocado até agora! Exclama Peter.

- Eu pensei que ela tinha notado que estávamos aqui e olharia para cima a qualquer momento quando parou do nada. Fala Viktor.

- Eu também pensei. Responde Nicolae.

- Você disse que o avô dela era um feiticeiro muito poderoso. Fala Peter olhando para Viktor.

- E pelo visto, a neta também. Tem algo aqui que não se encaixa. O vampiro do clã das Sombras falou como se tivesse se encontrado em algum momento com os pais dela e não quis dar mais detalhes. Viktor fala pensativo.

- Não só isso. Ele também falou de uma forma como se estivesse envolvido na morte deles. Responde Nicolae.

- German, German, o que você está escondendo? Pergunta Viktor para si mesmo.

- Acha que ele está escondendo alguma coisa? Pergunta Nicolae.

- Ele não só esconde, como tenho certeza. Parece que sua neta veio atrás de respostas, as respostas que seus avós andam escondendo dela. E pelo que vejo através da personalidade dela, ela não vai embora enquanto não arrancar a verdade deles. Responde Viktor.

- Cara, isso que ela fez aqui foi incrível! Exclama Drogo.

- Coloca incrível nisso. Keitty não sabe o show que perdeu. Está explicado o porque dela aprender tão rápido e em pouco tempo a controlar seus poderes enquanto estava com amnésia. Fala Peter.

- Enquanto vocês se admiram com os poderes eu me admiro é com a facilidade com a qual ela lutou contra aquele vampiro do clã das Sombras e exterminou ele. Fala Viktor.

- Mais um vampiro do clã morto, transformado em cinzas. Nicolae fala olhando para baixo no local onde o vampiro tinha se desintegrado.

- Eu disse que era questão de tempo até eles decidirem atacar novamente. Responde Viktor.

- Ele morreu porque drenou o sangue dela. Eu fico imaginando e se tivesse sido um de nós que houvesse bebido. Nós também teríamos virado cinzas? Fala e pergunta Peter.

- Certamente teria acontecido a mesma coisa. Responde Viktor.

- Não é por nada não mas Bela sem a memória parecia indefesa e que precisava de proteção, porém, agora Sammylly com a memória a gente vê que ela é mais poderosa do que imaginávamos e pode se defender sozinha, ela me faz sentir calafrios. Fala Drogo.

- Aquela risada demoníaca dela gelou até a espinha! Exclama Peter.

- Correr atrás de um vampiro das Sombras não é moleza não. Que velocidade, agilidade, força e precisão nos movimentos e ataques! Fala e exclama Viktor relembrando a batalha.

- As defesas foram perfeitas. Ela sabia exatamente onde ele ia atacar. Aproveitou as brechas para se livrar das lâminas de foices e pontas de flechas de vento na última hora. Fala Nicolae.

- Bem lembrado Nicolae. Aquele vampiro do clã das Sombras tinha o poder de controlar e modificar o vento. São habilidades únicas do clã das Sombras, eles também são conhecidos como dobradores de elementos e são separados em níveis e classificações diferentes. O que possui apenas um elemento é classificado como "Novato", dois elementos "Intermediário", três elementos "Veterano".

- Então, o vampiro do clã que ela derrotou era um novato? Pergunta Drogo.

- Não. Apesar de ter usado apenas o elemento vento, ele também usou a chamada dobradura, transformando o vento em lâminas de foices e pontas de flechas pontiagudas. A dobradura de vento transformando-o em outra matéria também classifica o vampiro do clã das Sombras como Intermediário. Responde Viktor.

- Qual a diferença entre um intermediário e um veterano? Pergunta Nicolae.

- O intermediário como vocês viram se movia rápido mas um veterano se move ainda mais rápido ou seja, o triplo. Responde Viktor.

- Sammylly teria chance se um desse aparecer? Pergunta Peter.

- Eu não sei não Peter. Ela foi muito bem nessa batalha contra o intermediário mas prevê uma batalha contra um veterano é mais complicado. Ela teria que multiplicar sua velocidade o dobro da do veterano. Responde Viktor.

- Ou seja, ela teria que duplicar sua velocidade seis vezes (6X). Fala Nicolae.

- Exatamente. Reza a lenda que o líder do clã tem a habilidade de se mover a velocidade da luz, porém, ele nunca se apresentou diretamente em uma batalha e nas poucas que apareceu, ninguém sobreviveu. Responde Viktor.

- Está me dizendo que o líder do clã se move a velocidade da luz? Pergunta Nicolae.

- Isso mesmo mas como eu disse é só uma lenda. Ninguém sabe quem realmente é o líder e que tipo de poder ele tem. Só sabe-se que ele usa uma capa vermelha e ninguém nunca viu a verdadeira face dele. Responde Viktor.

- Vamos supor que isso seja verdade e não uma lenda. É possível que Sammylly sobreviva se ele aparecer? Fala e Pergunta Peter.

- Vocês viram a forma e velocidade com a qual o vampiro intermediário avançou sobre Sammylly e mordeu o pescoço dela? Pergunta Viktor.

- Sim. O quê isso tem haver? Responde e pergunta Nicolae.

- Ela nem percebeu quando ele simplesmente desapareceu e a atacou. Se o intermediário tivesse mantido aquela mesma velocidade desde o início ele teria a vencido. Tudo prova que ele ainda não dominava por completo sua velocidade e ficou atiçado quando sentiu o cheiro do sangue dela. Um veterano tem domínio completo sobre sua velocidade o que o leva para um patamar extremamente alto. Responde Viktor.

- Isso significa que um veterano a venceria fácil e o líder mais ainda. Fala Drogo.

- Tirou as palavras da minha boca Drogo! Exclama Peter.

- Não deixa de ser suposições. Afinal de contas ela mostrou que é muito forte e só vendo uma batalha entre ela e eles para definir um vencedor ou vencedora. Fala Viktor.

- Precisamente falando, o que eles querem é o colar certo? Pergunta Nicolae.

- Sim filho. O colar é a relíquia sagrada por isso eles estão sendo enviados para pegá-la. Responde Viktor.

- Então isso também significa que ela está em perigo. Se é como você falou então o próximo da lista que eles irão enviar é um veterano. Fala Nicolae.

- Provavelmente. Responde Viktor.

- Eu não vou permitir que nenhum vampiro do clã das Sombras a machuque. Fala Nicolae seriamente e Viktor responde:

- Escuta Nicolae, se tiver alguma forma de intervir eu prometo que vou ajudar mas ouça bem. Não se meta na linha de frente de um vampiro do clã das Sombras ou você estará morto antes mesmo de salvà-la. Agora vamos embora.

- Vamos. Nicolae responde e eles voltam para a mansão.

Mansão Wolf.

Sammylly tinha acabado de chegar e ela entrar na mansão. Logo na entrada seus avós ao vê-la correm em sua direção observando seus pés descanso, o sangue nas roupas dela, o roupão de seda violeta completamente rasgado e sua avó pergunta extremamente preocupada:

- Sammylly querida você está bem? Está ferida?

- Eu estou bem, não se preocupem. Responde Sammylly.

- Nos ouvimos seus gritos. Eu disse ao seu avô que se você não voltasse em meia hora nós iríamos imediatamente atrás de você. Fala sua avó.

- Eu tô bem. Sammylly volta a responder.

- Eu disse querida. Sammylly sabe se cuidar sozinha. Fala seu avô e Sammylly olha de sua avó para ele.

- Ouvimos você gritar me devolva. O que aconteceu? Pergunta sua avó e Sammylly volta a olhar para ela.

- Meu colar. Eu estava sem sono e fui até o jardim, as luzes começaram a falhar e um arbusto estava se mexendo, fui verificar e uma mão negra saiu de dentro do arbusto agarrando meu colar e arrancando-o do meu pescoço. Ele correu floresta a dentro e então eu fui atrás dele. Responde Sammylly.

- Vejo que você recuperou o colar. Fala seu avô observando o colar no pescoço dela e Sammylly retorna a olhar para ele mas agora seu olhar está diferente, cheio de desconfiança e dúvidas.

- Sim, sim. Eu recuperei o colar e sabe o que é mais interessante vovô? Eu estou me perguntando até agora, é como um vampiro sabe mais sobre a morte os meus pais do que eu. Me explica isso! Sammylly fala, pergunta, fala novamente e exclama com raiva.

Seus avós ficam nervosos.

- O que ele falou? Pergunta seu avô e Sammylly retruca indagando e questionando:

- O que ele falou? É essa a sua preocupação? Por quê ao invés de ficar preocupado com as palavras de um vampiro vocês não desembucham a verdade de uma vez por todas?

- Somos seus avós Sammylly. Você não deveria falar dessa forma conosco. Seu avô a repreende friamente.

- É sério isso? Eu não consigo acreditar. É sempre assim. Você me repreende, desvia o assunto e simplesmente ignora as minhas perguntas. Pergunta e fala Sammylly indignada.

- Não estamos te ignorando. Estamos te protegendo, qual a parte disso que você não consegue vê? Seu avô responde e pergunta.

- Me protegendo do quê? Como eu posso saber do que estou sendo protegida quando vocês não me explicam. Sammylly pergunta e fala arrogantemente.

- Já chega Sammylly. Seu avô aumenta o tom de sua voz.

- Já chega? Sim, chega, chega de mentiras e omissões da verdade! Porque vocês não comessam? Pergunta, exclama e pergunta novamente Sammylly furiosa e continua falando sarcasticamente não dando abertura para seus avós falarem: - Não espera, mudei de idéia, deixa que eu começo. Querem saber o que aquele vampiro falou? Pois bem, ele disse que estava lá, para eu não me preocupar que ele me enviaria para o mesmo lugar onde os meus pais foram enviados e que eu poderia perguntar para eles pessoalmente o que aconteceu. E sabe o que eu acho? Eu acho que vai acabar sendo assim mesmo. Eu terei que morrer para descobrir a verdade, porque se depender de vocês dois, eu vou apodrecer nessa mansão e nunca sairá uma sequer palavra de vossas bocas.

A avó de Sammylly começa a chorar e quando seu avô estava prestes a abrir a boca, Sammylly fala antes dele: - Guarde sua saliva e quando vocês estiverem prontos para me dizer a verdade sobre o que aconteceu com os meus pais. Me procurem. Em seguida Sammylly passa no meio deles como um furacão indo em direção as escadas e sua avó fala entre lágrimas e soluços:

- Sammylly, por favor. Não nos odeie, nós te amamos muito. Sammylly escuta as palavras de sua avó, porém, não responde nada e continua indo em direção para o quarto dela.

Pensamentos de Sammylly:

( - Se me amam tanto assim? Porque não me dizem a verdade? )

Assim que Sammylly se vai, Hellena desmorona no chão caindo sentada em meio aos prantos dizendo:

- Ela era só uma menina German. Ela era só uma menina… German se ajoelha na frente dela tristemente e acariciando o rosto dela com suas duas mãos responde:

- Eu sei meu amor, por favor não chore, por favor não chore, por favor…

- Ela nunca nos perdoará German. Ela nos odeia! Hellena fala e exclama.

- Não querida, ela não nos odeia, Sammylly só está irritada, porém, ela tem um coração puro, ela nos ama assim como nós amamos ela, ela só precisa de tempo. Vamos dar espaço para ela. Responde German.

- Eu não sei se vou suportar, sinto que nossa menina está cada vez mais fria e distante. O olhar dela está tão vazio e sem vida, vejo a dor, a tristeza, a revolta, a irá, a mágoa, o ódio. E se não conseguirmos alcança-lá German, o que iremos fazer? O nosso juramento terá sido em vão e nossa menina se tornará uma vingadora sem alma. Fala pergunta e fala novamente Hellena preocupada.

- Não vamos permitir que isso aconteça. Vamos protege-lá a todo custo mesmo que ela não goste. Em algum momento todos esses sentimentos que ela tem vai passar e ela voltará a ser a mesma. Responde German.

- Eu estou com um pressentimento estranho German. Sammylly está mudando, vejo sombras das trevas já se apoderando dela. Se isso continuar, dentro de poucas semanas ela descobrirá toda a verdade e então ela ficará fora de si. Nós só conseguimos segura-lá porque ela era apenas uma criança naquele tempo, agora ela é uma mulher feita. Qualquer decisão que ela tomar nós não conseguiremos impedi-lá. Fala Hellena.

- Reforçaremos o feitiço. German responde.

- É inútil, eu já tentei. O lacre foi rompido, eu tenho certeza que tem dedo dos vampiros do clã das Sombras. O símbolo ainda está ativo mas está rachado. Fala Hellena.

- Isso significa que ela descobriu a verdade, porém, como o símbolo ainda está ativo quer dizer que ela tornou a esquecer. Claro, foi por causa da amnésia! Responde e exclama German.

- Com amnésia ou sem ela! Se Sammylly não sair dessa mansão todos os nossos esforços terá sido em vão. Exclama e fala Hellena.

- Vamos querida, levanté-se. Fala German segurando as mãos dela e a puxando suavemente para levanta-lá do chão. Quando ambos estão de pé, German fala: - Vai dar tudo certo. Eu vou falar com ela depois, por enquanto ela está com a cabeça quente.

- Seja paciente com ela e por favor não briguem. Cada vez que isso acontece sinto a barreira do distanciamento crescendo entre nós e ela. Fala Hellena.

- Tudo bem querida, eu prometo que terei paciência. Agora vamos descansar. Essa madrugada foi uma loucura. Hellena apenas afirma que sim com a cabeça e German passa o braço direito por detrás dela puxando-á para mais perto dele e juntos ambos vão para o quarto.

No quarto de Sammylly.

Sammylly suspira pesadamente, ela pega uma lingerie de seu guarda roupa, um conjunto de peça íntima, um roupão de banho e entrar no banheiro. Ela toma um banho demorado, pensando em todos os acontecimentos da madrugada. Depois ela sai do banheiro e se joga frustrada na cama de bruços para cima. Sammylly adormece dentro de pouco tempo, porém, era possível ver uma lágrima escorrer pelo canto de seu olho esquerdo.


Notas Finais


Quanto tempo levará até outro subordinado do clã ser enviado? A estádia de Sammylly na mansão Wolf está chegando ao fim? Ela descobrirá a verdade? Seus avós irão ceder e eles mesmos jogarão as cartas na mesa? O que os avós dela temem mais? O próximo vampiro do clã das Sombras a ser enviado será um veterano? Todas essas respostas e muito mais no próximo capítulo. Não percam. 😉😍😘❤️❤️❤️🌹🌹🌹🌹🌹🌹🌹


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