História Is it love? Corporation - Capítulo 86


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Categorias Histórias Originais
Tags Daryl, Is It Love, Matt, Ryan
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Palavras 5.718
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Festa, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Capítulo com trilha sonora. 🎶

Capítulo 86 - Livro 2 Cap 38


Fanfic / Fanfiction Is it love? Corporation - Capítulo 86 - Livro 2 Cap 38

Daryl

Quando acordo não encontro a Sarah na cama, mas tem um bilhete no criado mudo. Respiro fundo e pego o pequeno papel.

Tenho alguns assuntos para resolver, estou levando comigo o relógio e a gargantilha da Sunshine. Não estarei na Black Swan e meu celular ficará desligado. 

Até a noite.

$$

Puta que pariu, não acredito nisso! A Sarah está fechada como uma concha desde aquele maldito baby shower, ela sabe de alguma coisa e não quer contar. Quando eu acho que esse inferno melhorou, ela começa a fazer essa merda mais uma vez.

Tomo uma ducha rápida e depois me visto, tomo apenas um café forte e saio do casa. No caminho até o trabalho, tento entender o que pode estar acontecendo. O porquê de ela ter levado o relógio e a gargantilha.

- Merda! - falo irritado e bato a mão com força no volante.

(...)

Tentei ligar para Sarah alguma vezes durante o dia e como ela falou, foi direto para caixa de mensagens. Liguei para Black Swan também, Lisa disse que ela mandou mensagem hoje cedo e desmarcou todos compromissos. Lisa não sabe do paradeiro da minha adorável esposa, ninguém sabe.

- Que inferno, Sarah! - passo as mãos nos cabelos exasperado.

Olho para nossa foto no porta-retrato em minha mesa. Tiramos na nossa lua de mel, estávamos vendo o pôr do sol da varanda, ela estava sentada no meu colo, sem maquiagem e usando um vestido leve, os calos soltos e bagunçados por causa do vento, a pele com um bronzeado muito indecente e com aquele sorriso que me faz perder o fôlego todas as vezes. Lembro perfeitamente da sensação de ter a Sarah em meus braços, sem nenhuma preocupação, eramos apenas nós dois e aquela ilha. Lembro do cheiro da pele dela e do gosto dos lábios, lembro que fizemos amor demoradamente depois que a noite chegou e o quanto queria que aquilo durasse, que aquela paz durasse.

E agora... Eu não faço ideia de onde ela se meteu e no quê se meteu. Desvio o olhar da foto, pego meu celular e disco o número do Juan. Aquele bastardo está me enrolando a semanas, ele trabalha para falsificadores de documentos a anos, eles são os melhores e tem esse "negócio de família" a décadas. Existem grandes probabilidades deles serem os responsáveis pelos documentos falsos da Mary, ou seja lá quem a Sra. Corleone era.

Preciso fazer alguma coisa, se ficar dentro desse escritório imaginado tudo que pode estar acontecendo, vou enlouquecer. Juan atende pouco antes da ligação ir para caixa de mensagens.

- Ortega, que surpresa. - ele fala ao atender.

Idiota.

- Não estou com paciência para esses joguinhos. Quero falar com o Sr. García hoje. - digo seco.

Juan ri.

- Parece que o dinheiro subiu mesmo até sua cabeça... Devo lembrá-lo que as coisas não funcionam assim, Daryl?

Mas eu sei muito bem como funcionam.

- Diz ao canalha do seu chefe, que tenho dinheiro, muito dinheiro. Considerando o quê desejo, vocês sairão ganhando.

- Quanta arrogância... Vejo que conseguiu tudo que sempre almejou, Ortega. - sinto a inveja em suas palavras - Mas tudo bem, estaremos esperando hoje a noite. Em nome da nossa velha amizade, vou ignorar o "canalha do seu chefe", sabe como o García pode ser bem temperamental às vezes.

- Sim... Talvez esteja certo, tenho muita sorte. E me poupe desse papo de velhos amigos, ainda lembro o que fez, Juan. - digo irritado.

Temos alguns psicopatas nos calcanhares, não faço ideia de onde minha esposa se encontra e ela insiste em esconder coisas de mim, mas sim... Sou um homem de sorte. Eu fiquei com a mocinha no final, mesmo sendo o cara errado e fodido, ela me escolheu.

Juan ri com ironia.

- Sabe onde nos encontrar e o horário. Espero que tenha mesmo uma boa quantia em mãos. - ele diz e desliga.

Ainda quero matar o Juan pelo que fez, ele se aproveitou do meu estado, na noite que fui um idiota, fiquei bêbado como um gambá e quase fodi de vez meu relacionamento com a Sarah. Ele se aproveitou para me levar em casa e extorquir a ela, quis matar o Juan por isso, mas principalmente a mim, por ter colocado a Sarah em perigo.

Depois de do Juan desligar, resolvo ligar para o Carter. Ele tem muito interesse nessa merda e pode ser útil.

- Carter. - ele atende no terceiro toque.

(...)

Quando chego ao galpão em uma parte nada agradável da cidade já é noite, vejo o Juan e alguns homens no portão. Olho em volta, mas não vejo o Carter. Estaciono meu carro perto dos demais, Juan sorri para mim quando saio e caminho até ele. 

- Não vejo nenhuma maleta em suas mãos Daryl. - ele fala irônico.

- Porque está nas minhas mãos. - escuto a voz do babaca do Carter atrás de nós.

Não viro na direção dele, mas o Juan o olha surpreso.

- Amigo novo? - ele pergunta olhando do Carter para mim.

Olho para o Carter com a sobrancelha erguida. Estamos em degraus bem distantes de algum tipo de amizade, mas isso não interessa.

- Não vim até aqui para discutir meu círculo de amizades com você, Juan.

- Upgrade em todas os aspectos... Mas confesso que teria ficado mais feliz se tivesse vindo acompanhado da gostosa da sua esposa. Aquela garota é... - interrompo ele.

- Se eu fosse você, não terminaria essa frase. - digo entre dentes.

Juan ri.

- Ora, Ora... Não pensei que viveria para ver o Daryl Ortega, de quatro por uma garota. Mas depois que a vi... Eu consigo entender. - ele fala sarcástico.


Falta muito pouco para eu quebrar os dentes desse idiota.


- Senhores... Sou um homem muito ocupado, então agradeço se formos direto ao ponto. - Carter fala imparcial.

- Imagino que  seus novos  amigos não  sejam tão divertidos quanto os antigos, uma pena. O garcia está esperando no escritório. - Juan diz sorrindo.

A portão do galpão se abre e antes que eu possa fazer qualquer coisa, ela pula nos meus braços.

- Não acreditei quando falaram que você viria aqui. - Zay fala ainda nos meus braços.

- E eu não sabia que você tinha voltado para cidade. - falo sorrindo.

Ela me solta e dá de ombros.

- Fazem alguns dias e não é como se você fosse o mesmo patife, não podia aparecer na sua casa como todas as outras vezes. - ela diz irônica.

Rio.

A Zay ainda continua linda, os olhos castanhos brilhantes, a pele morena, mas os cabelos estão pintados de um vermelho nada discreto. Ela é filha do García, nos conhecemos desde a infância. Mas não via ela a uns três anos, desde que tinha ido morar com a mãe no México.

- É... Acho que não seria uma boa ideia. - falo fazendo uma careta.

Ela ri e bate no meu braço.

- Vamos entrar, meu pai está esperando. - ela diz me puxando pelo braço.

Carter não diz nada, mas sei que está observando tudo. E noto que o motorista dele se juntou a nós em algum momento.

- Cuidado, Zay... Ele agora é propriedade Swan. - Juan fala.

Ela ergue a sobrancelha e me encara enquanto caminhamos.

- Você fez isso mesmo? É tão bizarro. - ela fala olhando para aliança no meu dedo.

Solto o ar.

- Parece que sim. - digo.

Juan ri.

- E esse idiota está morrendo de inveja, como todas as vezes. - ela diz revirando os olhos para o Juan.

Juan abre a boca, mas quando percebe que vou quebrar os dentes dele se falar mais alguma coisa sobre a Sarah, sabiamente desiste.

Encontramos com o García alguns minutos depois, em seu "escritório" no final do galpão.

- Ortega... - ele diz sorrindo e olha para o Carter - Não veio sozinho...

Carter coloca a maleta sobre a mesa do García e abre.

- 20 mil dólares. - ele diz sério - Serão seus, se tiver algo relevante para nós.

García olha para o dinheiro e depois para o Carter.

- Você é um homem de negócios, mas eu também sou. Quero mais dinheiro e será meu, independente do que vão encontrar dentro desta pasta. - ele passa a mão em uma pasta preta - O Swan era um homem muito cauteloso, muito exigente... Não queria nenhum rastro, mas meu pai mentiu, quando disse que ia destruir tudo. Ele sempre guardava alguma coisa de seus clientes. De recordação ou para chantagens futuras, eu não sei.

Rio.

- Está exigindo mais dinheiro e que entreguemos a você, sem nem saber o que vamos encontrar dentro desta pasta? - pergunto.

- Isso mesmo, Daryl. Você sempre foi um garoto esperto, é uma pena que não trabalhe mais para mim.

- Tecnicamente, eu nunca trabalhei para você. - falo.

- Eu apostei muito alto em você, foi graças a mim que o grande John Swan te notou. Não seja mal agradecido. - García fala.

Rio sarcástico.

- Desculpa por não ficar tão agradecido... Os anos que passei sobre a mira daquele psicopata, não me fazem pensar dessa forma.

- Mas casou com a filha dele, ou estou errado? Não acho que teria chances de se aproximar da... Como era que o John chamava ela? - ele pondera por um tempo - Princesa, era isso. Casar com princesinha de alguém como o John... Você é mesmo muito esperto, Ortega. - ele olha para Zay e depois volta sua atenção pra mim - Minha preocupação com a sua proximidade da minha filha, chega a ser ridícula agora. Então chega de melodrama, porque sei que faria tudo de novo para ficar com ela e ter tudo que tem agora, você aproveitou cada oportunidade que lhe foi dada quando estava trabalhando com o John.

Juan ri baixo.

Aperto as mãos em punhos, mas resolvo permanecer calado. Posso conseguir um inimigo muito perigoso e perder as prováveis informações que ele tem dentro desta página, se falar tudo que desejo.

Carter limpa a garganta.

- Quanto quer? - ele pergunta.

Os olhos do García passam de mim para o Carter, ele desliza os dedos pela pasta e tem um sorriso canalha no rosto.

- Mais 30 mil dólares. - ele fala.

- 50 mil dólares para nos mostrar essa pasta? - pergunto incrédulo.

- Ouviu muito bem. - ele diz sorrindo.

Canalha! Mas não poderia esperar menos do García.

- Não tenho todo esse dinheiro aqui. - Carter fala.

- Tenho 25 mil no meu carro. - digo.

- Ficará me devendo mais 5 mil, Ortega. - García diz me avaliando.

Confirmo com a cabeça contrariado.

- Foi um prazer fazer negócio com os senhores. - García pega a pasta de dinheiro e entrega a que tem nas suas mãos ao Carter - Juan vai acompanhá-lo até seu carro na saída, entrege o dinheiro a ele. - diz me encarando e depois sai da sala.

- Vou esperar lá fora. - Zay diz séria.

Sorrio com o canto da boca para ela,  Zay sai logo em seguida com o Juan.

- Provavelmente não tem nada muito importante dentro desta pasta. - Ryan diz soltando o ar.

- Muito provável. - García é um canalha e sabe tirar proveito de tudo, e ele viu o quanto queríamos isso. Sabia que iríamos pagar o quê pedisse.

Ryan abre a pasta. Dentro tem alguns papéis.

- Nenhum documento. - ele fala irritado, enquanto folheia.

Pego os papéis e leio alguns. São apenas nomes, cidades e algumas historinhas para usarem nas identidades falsas. Aparentemente a Sra. Corleone não trouxe nenhum documento consigo, ou o John a tirou de algum universo paralelo.

- Aqui... Ele anotou algo que podemos usar. - Carter diz franzindo o cenho -  A Mary era européia.

Pego o papel e leio as anotações escritas a mão. Ele queria colocar a origem da Corleone de algum pais europeu por causa do sotaque, mas o John não aceitou. E seja lá qual for o sotaque que a Mary tinha nessa época, ele sumiu com o passar dos anos.

- Mas nesse caralho não diz de qual país. - digo com raiva e coloco o papel sobre a mesa.

- Mas agora já sabemos por onde começar, pelo menos. - Carter diz tranquilamente ajeitando a roupa.

- O que é excelente, só temos a Europa inteira para investigar agora. - digo ironicamente.

Ryan sorri um pouco.

- É um começo. - ele olha para o motorista - Agora tenho que ir.

Junto os papeis e coloco tudo dentro da pasta.

- Vou levar isso comigo e falar com o García. Preciso me certificar que aquele canalha não guardou nenhuma informação para si. - falo.

Ryan concorda e saí da sala.

- Não achou o que precisava? - Zay pergunta quando saio da sala também. 

- Minha cara sexy de decepção não responde? - pergunto.

Ela ri.

- Já falei com meu pai, está tudo aí. - Zay diz olhando para pasta nas minhas mãos, adivinhando meus pensamentos como sempre.

- Isso é estranho e assustador, achava que já tínhamos decidido que você não faria mais isso. - digo andando para saída do galpão com odor de papel velho mofado.

Zay me segue.

Encontro o Juan encostado no meu carro, ou melhor, no carro do adorável estagiário do meu assistente. Não queria a Sarah me seguindo, como tenho certeza que está fazendo a semanas. Tive que ser criativo para despistar os meus amiguinhos, na minha jornada secreta.

- Não sei o quê posso dizer desse carro. - ele diz rindo.

- Então não diga nada. Agora saia. - digo seco.

Juan dá risada e sai do meu caminho. Eu abro o carro e pego a bolsa com o dinheiro, depois entrego a ele.

- Obrigado, velho amigo. - Juan diz sorrindo e vai embora.

Zay revira os olhos quando Juan passa por ela.

- Quer beber alguma coisa? - ela pergunta me encarando.

Eu pego o celular e verifico se recebi algum sinal da Sarah, mas não tem nada. Guardo o celular no bolso mais uma vez e encaro os grandes olhos castanhos da Zay.

- Claro. - digo entrando no carro.

Ela sorri.

- Aproveita e conta tudo sobre meu Ortega favorito. - ela diz piscando para mim.

- Você ainda se engana? - pergunto com sorriso fraco.

- Você ainda se engana, Daryl? - ela repete enquanto vai até a moto alguns metros do carro.

Zay sobe o zíper da jaqueta de couro e coloca o capacete, depois sobe na moto, dá partida e vem até mim.

- Em nome dos velhos orgasmos, vou pegar leve com você. - ela diz parada na minha frente.

Rio.

- Conhece o Evil Eye, Zay? Meu carro está estacionado alguns quilômetros daqui, depois que sair desta lata velha, podemos ver quem vai precisar pegar leve com quem até a casa noturna.

Pedi para o estagiário esperar com meu carro em um estacionamento aqui perto.

Ela ergue a sobrancelha.

- Conheço ou conhecia, até se tornar uma casa noturna de gente metida. - ela diz irônica.

Dou partida no carro também.

(...)

Quando chegamos a essa casa noturna do inferno, olho para todos os lugares em busca da minha cabeça de algodão doce, em vão.

- O que fizeram com esse lugar? - Zay fala com desgosto.

- Alterações para se encaixar no mundo bonito dos privilegiados, alguns chamam de upgrade. - falo indo até o bar.

Zay desvia o olhar e morde o lábio.

Tim me encara e depois olha para Zay, ele avalia a situação por uns segundos e depois nos serve as bebidas.

- E então... Como são as coisas no paraíso? - ela pergunta depois de virar um shot de tequila. 

Rio.

- Na maioria das vezes está mais para inferno pomposo que para paraíso. - digo e viro meu bourbon.

Ela faz careta.

- Ela sabe que você não é o brinquedinho de luxo? Daryl não me diz que... - interrompo.

- Se você estar aqui para falar o mesmo que todos, pode ir embora. - digo com raiva.

Zay balança a cabeça e segura no meu braço.

- Daryl... Você é como eu, sempre amou ser livre, nunca quis se prender a ninguém... - ela dá uma pausa e encara meus olhos - Não consigo nem imaginar o quanto a ama, para ter casado com ela, para abrir mão da liberdade por ela. Não penso o mesmo que os outros, desculpa se pareceu isso. - ela aproxima mais o rosto do meu - Mas e ela? Essa garota sabe de tudo isso?

Meu peito aperta. Desvio o olhar.

- Daryl... - Zay puxa meu rosto na direção dela mais uma vez - Conversa comigo.

Respiro fundo.

- Não duvido do que ela sente por mim, sei que a Sarah me ama. Mas... Toda vez que alguma coisa acontece, ela se fecha. Se afasta de todas as formas possíveis, e já estou cansado de ter essa conversa com ela... De ficar de lado, dela me colocar de lado, como se fosse alguém sem importância. Sarah parece que esquece o que juramos um para o outro, nesses momentos, quando ela só se aproxima por sexo... Talvez me sinta uma distração de luxo.

- Garota complicada essa... - Zay diz franzindo o cenho e pede outra dose de tequila para nós - Mas ela vale o esforço?

Viro o shot.

- Todos. - digo apenas.

Ela sorri e aperta meu ombro.

- Então seja o Ortega que conheço, se não funcionar... Ela é muito burra e não merece o produto. - ela levanta o copo para brindar.

A Sarah não é burra, teimosa como uma mula, mas não é burra. Se desistir, não será por isso... Mas porque não me ama como eu a amo.

- Estava com saudades dos seus conselhos. - bato meu copo no dela e depois bebo todo conteúdo.

- Só disse para ser um pouco canalha com sua esposa, qualquer pessoa diria isso. - ela diz sorrindo e vira o copo também - Agora me fala... O Matt, como ele está?

Reviro os olhos. Mas agradeço que ela mudou o foco da conversa, isso já é mais que o suficiente que estou disposto a falar sobre sentimentos. E sei que a Zay não fica muito confortável de falar sobre esse assunto, até posso imaginar a guerra interna para isso.

- Continuo sendo o mais bonito e mais inteligente. - falo desinteressado.

Ela bate no meu braço.

- Fala idiota. - ela insiste.

- Não tenho o que falar do Matt... Ele continua o mesmo.

Ela aperta os olhos.

- Solteiro, até onde sei. - falo.

Zay sorri satisfeita.

- Queria ter alguma informação antes de aparecer. Ele continua com aquele luto idiota? - pergunta revirando os olhos.

Rio.

- Vejo que você não mudou muita coisa também, continua um amor. Com exceção desse cabelo, claro.

Ela passa as mãos nos cabelos longos e vermelho sangue.

- Gosto de impactar. - diz jogando o cabelo.

Rio.

- Isso eu sempre soube, bolinha. - digo.

Zay me encara com raiva e belisca meu braço com as unhas.

- Aí... - puxo o braço e rio.

- Se me chamar mais uma vez assim, eu arranco suas bolas Ortega.

Levanto as mãos em redenção.

- Desculpa. - digo tentando ficar sério - E respondendo sua pergunta, sim... Matt ainda se culpa pelo que aconteceu a Lana, mas nada que o impeça de fazer você gritar na cabeceira da cama.

- Disso eu não tenho dúvidas, Matt não precisa de muito para me fazer gritar. - diz maliciosa.

Faço cara de nojo.

- Prefiro que guarde os detalhes sobre meu irmãozinho para você.

Zay foi a primeira garota que o Matt fodeu e ele o dela, mas a Zay era muito mais como eu, não demorou para foder comigo também. E ficamos nessa por um tempo, até que o Matt conheceu a Lana e nosso pequeno e fogoso triângulo chegou ao fim. E eu vi o quanto ela ficou triste, o quanto sentiu quando o Matt começou a namorar a Lana e se afastou dela. Acho que Zay sempre foi apaixonada pelo meu irmão, mas não estava disposta a ficar com ele, só com ele. Continuo achando isso, Zay nunca será de ninguém, mesmo que ame o Matt. 

- Não lembrava de você ser tão sensível. Pelo contrário... Acho que por um breve momento quase o convenci de um ménage com seu irmão.

Dessa vez rio alto.

- Nunca chegou nem perto, bolinh... - paro de falar quando vejo seu olhar enfurecido.

- Muito interessante... Acho que isso explica muita coisa. - escuto a voz do meu lado e viro.

Quando vejo o sorriso sacana do professor, meu corpo inteiro enrijece.

- Boa noite, exótico casal. Confesso que estou bem surpreso de encontrá-lo aqui, Daryl. - ele diz olhando de mim para Zay - E acompanhado.

- Quando eu acho que não posso odiar ainda mais esse lugar... - falo com raiva.

Patrick ri e pede uma bebida ao idiota do Billy.

- Odeia? Mas mesmo assim veio até aqui... Acho que alguém queria ser descoberto pela senhora. - ele diz irônico, olhando para os seguranças por toda parte - Só estou em dúvida... O motivo do mau humor da Sarah é o mesmo do seu? Ou o mau humor dela é o motivo de você estar aqui?

- Viu a Sarah hoje? - pergunto sem pensar.

Ele sorri ainda mais.

- Sim, estávamos juntos a menos de uma hora. Profissionalmente falando, claro. Ela foi assinar alguns papéis na empresa, falamos sobre a viagem no fim de semana e depois a Sarah conversou a sós com o nosso amigo em comum, James.

Aperto as mãos em punhos.

- Ouvi o James perguntar alguma coisa sobre o pai dela... - ele pensa um pouco - Ouvi a palavra aniversário, talvez. Acho que ele estava pedindo para ela ficar com você, não ir a virgem. - ele bebe e sorri sem me encarar - Ouvi quando ela negou.

Respiro fundo e fecho os olhos, ou vou esfregar a cara desse sacana na bancada. Tento lembrar alguma coisa que faça essa conversa fazer sentido, mas não vem nada a minha cabeça.

- Melhor a gente sair daqui, Daryl. - Zay diz segurando meu braço.

Os olhos do Patrick vão direto para mão dela no meu braço.

- Cuidado menina, a última que chegou tão perto quase levou o tiro. - ele diz sorrindo.

Zay solta o meu braço e se aproxima dele.

- A Celina? Não sou tão burra, nem tão desesperada. E só para que saiba babaca, posso ser tão perigosa quando a sua chefe, talvez pior... Porque escolho muito melhor quem me acompanha e não tenho que me preocupar com repercussão dos meus atos.

Patrick ri e ignora a Zay.

- Esse lugar parece mais quente hoje... - ele diz olhando em volta - Não estava assim, quando vim a primeira vez com a Sarah.

Sinto meu sangue ferver, ele me encara e sorri. Esse sacana...

- A Sarah gosta muito desse lugar... - ele continua e pede para o Billy encher o copo mais uma vez - Mas ainda não consegui entender... A Sarah parece ter uma fascinação por tudo que é geralmente descartado pela maioria das pessoas.

Avanço na direção do Patrick irado, mas a Zay me segura.

- Não vale a pena. - ela diz me segurando - Vamos embora.

Encaro o Patrick, minha vontade é de quebrar cada osso dele. Mas a Zay continua me puxando. Viro de costas e começo a ir embora quando escuto ele falar.

- Fico pensando... Será que ela é igual com todos? Será que agia do mesmo jeito quando transava com o James, comigo ou com você? Não imagino a Sarah que tive embaixo de mim, com o James. E você Daryl... Será que consegue satisfazer a garota insaciável e curiosa que conheci? Com esse seu ciúmes, dúvido que a mantenha interessada por muito tempo.

Antes que eu consiga virar para socar a cara do Patrick com toda a minha força, Zay o faz. E eu tinha esquecido o quanto ela era boa nisso, Patrick parece surpreso quando vira o rosto na nossa direção e cospe sangue no chão.

- Babaca... Melhor não cruzar mais meu caminho. - ela diz e cospe na cara dele.

- Que menina mau. - ele diz com sorriso babaca e limpa o rosto com um lenço.

- Não quero confusão no meu estabelecimento, melhor ir embora Ortega. - Tim diz sério do outro lado do balcão.

- Vamos... - Zay diz e encara o Patrick mais uma vez.

- Qual o problema daquele babaca? - ela pergunta irritada e olha para mão quando chegamos ao estacionamento.

- Tudo bem? - pergunto segurando a mão dela, tem alguns hematomas, mas parece bem.

- Sim. - ela diz e suspira. 

Conheço a Zay o suficiente para saber que quer falar, mas prefere ficar calada.

- Diz... - digo.

Ela me encara.

- Como a Sarah permite que alguém como ele fique tão perto? Daryl... Aquilo foi insano. Eu fiquei com tanto ódio que mataria aquele desgraçado sem piscar... Imagina você. - ela termina de falar baixo.

Passo as mãos nos cabelos.

- Sobre o inferno pomposo. - digo.

Tenho uma lista longa sobre como matar o Patrick, mas tento lembrar a importância que aquele sacana tem. As coisas estão melhores na imprensa.

Porra! Provavelmente essa merda estará em todas as revistas amanhã. 

- Melhor você ir para casa, precisa conversar com a Sarah. - ela diz colocando o capacete.

- Preciso de mais uma bebida. - digo exausto.

(...)

Tropeço no carpete do quarto quando entro.

- Caralho de carpete. - digo e começo a tirar a roupa.

Não tenho muita ideia que horas são, mas é tarde. Vejo a porta do banheiro entreaberta, um pouco de luz saí dela. Caminho até lá, quando abro a porta vejo a Sarah na banheira. Algumas velas aromáticas ao redor da banheira e com uma garrafa de vinho na mão. Olho ela por inteira, parece bem, mas me olha como uma leoa prestes a atacar a presa.

Sarah

Mergulho na banheira e fico por alguns instantes dentro dela. Tento assimilar toda a merda que foi meu dia hoje, ou talvez afogar aqui e acordar no inferno de uma vez. Tentei dormir por horas, mas não consegui e com o Daryl fora de casa não melhou a minha inquietação. Levanto a cabeça da água e passo as mãos no rosto. Pego a garrafa de vinho do chão e tomo uma boa quantidade, enquanto vejo as velas queimarem. Já passam das 2 horas da manhã e o Daryl ainda não voltou para casa, não sei o que ele está querendo provar, com esse caralho.

Respiro fundo e bebo mais vinho. Nada faz sentido... Ou eu estou ficando tão louca quanto meu amado pai.

Escuto um barulho vindo do quanto e depois a voz do imbecil. Em pouco tempo ele aparece no banheiro. A camisa está desabotoada e sem o cinto. Os cabelos bagunçados e os olhos vermelhos. Esse idiota está bêbado.

Daryl percorre meu corpo com os olhos, mas não é desejo que vejo quando termina, mas alívio.

- Estou inteira. - digo seca, as imagens que recebi ainda estão muito nítidas na minha cabeça.

Ele sorri com o canto da boca termina de tirar a roupa.

- Água quente, espuma, velas aromáticas e vinho. Está se divertindo sem mim querida? - pergunta e entra na banheira também. Daryl senta de frente para mim.

- Dirigiu bêbado até em casa? - pergunto incrédula.

Ela dá de ombros.

- Sou um excelente motorista e não estou tão bêbado.

Rio sem nenhuma vontade.

- Diz isso para minha irmã, que foi morta por um bêbado. - falo.

- Quem matou sua irmã, querida esposa, foi alguém que odiava muito seu pai e sua mãe de identidade desconhecida.

Minha vontade é de chutar a cara do Daryl por falar assim, mas o invez disso bebo o vinho e permaneço em silêncio. Eu sei o que ele está fazendo e não vou entrar nesse jogo.

Encaro do Daryl mais uma vez, algo me chama atenção no braço dele. Tem uma espécie de arranhão e está roxo ao redor.

- Quem era a vadia? - pergunto encarando ele.

Daryl ri.

- Você me ignorou o dia inteiro e agora vem exigir resposta. As coisas não funcionam assim, Sarah.

- Quem, Daryl Ortega?

- Uma amiga. Também tenho amigas, não é algo exclusivo seu. - fala irônico.

Respiro tentando me acalmar.

- Por que brigaram com o Patrick no Evil Eye? - resolvo mudar o assunto.

Daryl me encara e vejo ódio em seus olhos.

- Pergunta a seu amiguinho, tenho certeza que ele não vai perder a chance de passar um tempo com você. Talvez possam sair para beber alguma coisa também.

- Que se foda, Daryl. Você quer brigar? Pois vamos brigar. - falo alto.

Ele ri.

- Você quer brigar Sarah? Me diz o que você quer de mim, porque estou bem confuso no momento.

Música: Jaymes Young - Naked

Meus olhos ardem, mas evito que as lágrimas venham. Já chorei demais por um dia. Tudo que quero é que o Daryl me abrace e diga o quanto me ama, que as coisas vão ficar bem, mesmo que eu saiba que não vão.

Ele continua me encarando, quando ele faz isso, sinto como se pudesse ver minha alma. Daryl me ver, como ninguém  nunca fez. Quero contar tudo que aconteceu hoje, cada detalhe fodido. Não quero guardar segredos do meu amor, nem brigar, mas antes preciso sentir ele. Estou com tanta saudade dele que sinto meu corpo doer.

Vou lentamente até ele e sento no colo do Daryl. Passo as mãos nos seus cabelos pretos e encaro seus olhos.

- Não quero brigar. - falo baixo e traço o rosto dele com dedo, depois mordo o lábio do Daryl com força.

Ele segura meu rosto e sinto a ereção aumentando entre minhas pernas, mas o Daryl me afasta.

- Quer foder? - pergunta com o rosto indecifrável.

Sorrio com o canto da boca.

- Seria um bom fim para o dia fodido que tive. - falo tentando me aproximar mais uma vez, mas o Daryl me tira de cima dele.

- Não estou interessado. - fala me encarando.

- Que merda é essa? - pergunto com raiva.

Ele ri e levanta da banheira, o sorriso do imbecil aumenta ainda mais quando vejo a ereção imensa no meio das suas pernas.

- Boa noite querida. - ele diz saindo do banheiro.

Imbecil do caralho!

- Vou viajar amanhã cedo para Chicago, não tive como cancelar. - minto, não precisava ir - Depois vou para Seattle, volto na segunda.

Daryl pega a toalha e enrola na cintura, depois vira para mim.

- Quer me contar alguma coisa, Sarah? - pergunta sério, frio. 

Meu estômago embrulha, ao lembrar de tudo e acabo me encolhendo na banheira.

- Não. - digo apenas. Não quero falar desse jeito, não assim.

- Então até a segunda. Boa noite. - ele vira de costas e saí do banheiro.

Abraço meus joelhos quando estou sozinha, a água já começou a esfriar. O vazio no meu peito está ainda maior. Depois de alguns minutos saio do banheiro também, visto apenas uma camisa branca que mal chega a minhas coxas e deito na cama. Daryl já está dormindo, ou fingindo dormir.

- Desculpa. - falo baixinho, algumas lágrimas escorrem dos meus olhos.

Escuto ele suspirar, mas não diz nada. Viro para o outro lado e fecho os olhos, na esperança de dormir algumas horas.

Decidi levantar antes do despertador tocar e arrumar minhas coisas para viagem que não deveria ir. Envio mensagem para o Patrick, avisando que o encontro no aeroporto. James viaja na sexta para Seattle e o Ryan amanhã estará em Chicago também.

Talvez ocupando minha cabeça com o máximo de trabalho possível, possa esquecer toda a merda que envolve minha existência. E decidir como falar mais uma vez com o Daryl, sei que está irritado. Que mais uma vez me fechei quando disse que não faria mais, mas... Eu só queria um pouco de tempo. Precisava assimilar tudo antes de compartilhar, antes de tornar real.

Olho para o Daryl dormindo e penso de devia acorda-lo, quando meu celular começa a tocar. É o Patrick.

- Espero que esteja me esperando no aeroporto, Sr. Evans. - digo saindo do quarto.

Escuto a risada dele.

- Estou com um belo hematoma no lábio e com uma ressacada bem considerável, mas estarei no aeroporto.

Canso de esperar e pergunto.

- Quem era ela? - pergunto baixo.

Patrick ri.

- Vocês seriam uma dupla e tanto, mas não posso dizer muito além do excelente cruzado de esquerda.

Reviro os olhos.

- O que disse ao Daryl? - pergunto.

Patrick fica em silêncio.

- Talvez tenha exagerado um pouco, mas não disse nenhuma mentira.

- Por que quer tanto que todos te odeiem? - pergunto soltando o ar.

A Sra. Anderson me ajuda com a mala e Willian já está esperando na frente de casa.

Patrick ri, mas não foi sincero.

- Obrigada. - falo.

Fiquei louca quando meus homens falaram que tinham perdido o Daryl, passou tudo na minha cabeça. E quando ele apareceu no Evil Eye... Acompanhado por uma garota, uma mistura de alívio, ciúmes e vontade de matar o Daryl tomaram conta de mim. Estava prestes  a ir ao Evil Eye, quando o Patrick se ofereceu. Ele se ofereceu sem se quer me fazer uma pergunta, sobre nada.

- Quando souber de tudo, não vai me agradecer. Provavelmente sou o motivo dessa viagem desnecessária. - ele diz ironicamente.

- Você levou um senhor soco, vou me sentir vingada. - digo e rio um pouco.

- Tudo bem, Sarah? - pergunta preocupado.

- Vou ficar, quando estiver sofrendo de exaustão de tanto trabalhar. 

- Claro, vou cuidar disso. Mas conheço outras maneiras de conseguir exaustão. - fala malicioso.

- Para Patrick. - digo séria.

Não estou no clima para esse tipo de "brincadeira".

- Meu táxi chegou... Te vejo no aeroporto. - ele diz por fim e desliga.

Só espero que essa semana passe de uma vez e quando voltar para casa, consiga colocar pelo menos uma parte da minha vida em ordem.


Notas Finais


Autora fora do cativeiro kkk mas demorei para escrever esse capítulo, não estava muito animada. Espero que tenham gostado e desculpa por demorar tanto.

Até a próximo, flores. 😘😘😘


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