História Is it love? Desire - Capítulo 15


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Categorias Originais
Tags Daryl Ortega, Fanfic, Is It Love, Matt Ortega, Romance, Ryan Carter, Sexo
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Palavras 2.388
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Pontos finais


Ashley

O dia passou com uma velocidade extremamente reduzida no que me diz respeito, nem mesmo o Matt conseguiu me fazer perder a noção do tempo, estou nervosa com o meu compromisso de hoje a noite e não consegui parar de pensar nisso o dia inteiro. Não sei o que vai acontecer, o que eu vou dizer ou como vou me sentir, mas preciso encarar a situação o quanto antes.

Já é quase 19h e eu preciso estar no restaurante às 20h:30m então me apresso. Decido me vestir de forma discreta e que não evidencie muito o meu corpo, escolhi uma saia longa azul e uma blusa preta sem decote e com mangas, sei que devo parecer ridícula na minha tentativa de cobrir todo o meu corpo, como se isso fosse mudar alguma coisa, mas não consigo me impedir. Calço um sapato de salto baixo, deixo os cabelos soltos, faço uma maquiagem básica e saio de casa antes que perca a coragem.

Quando chego ao restaurante procuro por ele, já passa do horário combinado e sei que ele nunca se atrasa, o vejo ao fundo olhando em minha direção, sinto um arrepio por todo o meu corpo e tento desesperadamente parecer impassível enquanto vou ao seu encontro.

- Minha bela, quanta saudade eu senti. - ele diz.

- Olá, Peter, já faz um tempo… - digo de forma insegura.

- Você sumiu, não atendeu minhas ligações e nem respondeu as minhas mensagens. Comecei a pensar que você não queria me ver nunca mais.

- Estava apenas muito ocupada.

- Nos últimos 2 meses? -  o Peter pergunta levantando as sobrancelhas.

- É… você sabe, provas finais, formatura, novo emprego… essas coisas.

- E isso não te deixou com tempo livre para o seu amante?

- Peter… você não é meu amante.

- E como eu posso ser chamado? Nós nunca namoramos sério. Prefere que eu diga que eu sou o homem com quem você transava loucamente por 1 ano?

Sinto meu rosto esquentar com a sua insinuação. Ele não está errado, nós tivemos uma espécie de “relacionamento” no último ano, mas não foi nada exclusivo, não poderia ser, ele é um homem importante demais e eu sou apenas uma garota que dava tudo o que tinha para concluir a faculdade.

O Peter é um homem lindo, alto, cabelos escuros e lisos, olhos azuis e um corpo capaz de deixar qualquer mulher babando. Quando eu o conheci não pude resistir ao seu charme, a soma da sua aparência, com a segurança de um cara mais velho e rico, foi completamente irresistível. Ele tem apenas 30 anos mas é muito bem sucedido e ciente do efeito que causa nas pessoas ao seu redor.

Como não falei nada ele continuou:

- Pensei apenas em resumir e te chamar de amante, já que nós realmente nos amamos. Não é mesmo minha doce e linda Ashley?

- Sim… por um tempo. -  eu praticamente sussurro. Ficar tão perto do Peter está me fazendo reviver sentimentos que eu achei que haviam sido esquecidos.

- Eu continuo te amando, apesar de você ter fugido de mim. - ele diz me olhando nos olhos e pegando a minha mão.

Seu toque me causa um choque elétrico como sempre acontece, me vejo presa ao seu olhar e as suas carícias. Eu amei esse homem com tudo o que há em mim, mas nunca pude demonstrar de verdade, não fazia parte do nosso trato, e ele parecia querer apenas me dominar. Por isso me afastei dele, não sou um objeto que ele pode ter, sou uma pessoa com sentimentos e não me sentia assim ao seu lado.

- Não diz isso, Peter. Não tenta me iludir. Eu já cansei dos seus joguinhos comigo, por isso me afastei de você.

- Não estou jogando, quero você de volta.

- De volta como? Esquentando a sua cama nas noites em que você sentir frio? Parecendo bonita e burra nas suas festas da alta sociedade? Não, obrigada. Não vou mais aceitar isso. -  falo irritada. Sei bem o que ele pensa de mim por mais que dissimule.

- Claro que não, estou aqui te dizendo que eu a amo e você aí pensando coisas horríveis de mim.

Nunca deixo de me impressionar com a cara de pau que ele tem, sei que tudo o que sai de sua boca é mentira, mas ele consegue parecer sincero, e uma parte do meu coração - a que é burra o suficiente para ter se apaixonado por ele - quer acreditar.

- Por favor, chega disso, você não precisa mais me enganar para transar comigo. - digo cansada.

- Então quer dizer que você vai dormir comigo independente do que eu diga? - ele abre aquele maldito sorriso sexy que me derrete.

- Não! - falo de forma incisiva e um pouco alta demais - Eu vim aqui apenas para pedir que me deixe em paz e não tente me encontrar. O que a gente tinha acabou, não vai mais rolar.

- Você encontrou alguém? Ele é rico como eu? Bonito? É ao menos jovem ou você agora resolveu investir em coroas? - ele diz de forma cruel.

Esse é o Peter verdadeiro, que eu conheço e temo.

- A minha vida não é da sua conta!

- Então é verdade, você tem alguém. Ele por acaso sabe de tudo o que você já fez, Ash?

Eu gelo, o que será que ele quer saber?

- Seria uma pena se eu contasse para o seu novo brinquedinho as coisas que eu sei.

- Fica longe dele! - eu praticamente grito.

Ele solta uma risada baixa.

- Quem é o cara, Ash? Pensei que você não namorava.

Eu respiro fundo para me acalmar, preciso manter minha cabeça fria para lidar com ele, sei que se eu responder ao que ele quer saber, vai acabar me deixando em paz.

- Eu não estou namorando, só estou conhecendo alguém, ok? E por favor, não tenta me atrapalhar. Se você já sentiu alguma coisa por mim me deixa em paz, só quero viver a minha vida.

- Só me diz uma coisa. Ele te merece?

Eu acabo soltando uma risada sarcástica.

- Eu que não mereço ele.

O Peter olha para mim me analisando, ele me conhece bem demais.

- Você é uma mulher espetacular, você sabe disso. Qualquer homem vai ser um sortudo ao te ter, nada mais importa.

Suas palavras me tocam, os sentimentos conflitantes que sinto em relação a ele vão aos poucos se dissolvendo e começo a me lembrar o porquê de ter me apaixonado por esse homem volátil e controlador.

- Obrigada, Peter. - sorrio timidamente.

- E então… nenhuma chance de você ir para a minha cama hoje? - ele pergunta de forma provocante.

- Não, sem chance garanhão. - eu dou risada. Sabia que seu momento sensível não iria durar muito.

- Tudo bem, vamos comer.

O restante do nosso jantar transcorre de forma civilizada, até mesmo divertida em alguns pontos, ele é charmoso quando quer e consegue ser muito engraçado. O Peter me conta sobre o que aconteceu nos últimos 2 meses em que não nos falamos e para de me fazer perguntas sobre o meu relacionamento.

- Que bom que aceitou o meu convite, é sempre bom ter a companhia de uma linda mulher, ainda mais se for você. - ele pisca.

- Também gostei do nosso jantar, foi bom te ver de novo.

- Eu vou parar de te incomodar com minhas ligações, mas adoraria que você pudesse me considerar um amigo, e me encontrar de vez em quando.

- Acho que posso fazer isso. - digo.

- Estamos entendidos então. E caso você largue o seu cara, pode me ligar que eu vou correndo até você. - ele me lança um sorriso malicioso e meu coração acelera.

- Pode deixar, você será o primeiro a saber. - eu brinco.

O Peter se aproxima de mim para me abraçar, eu permito que me envolva em seus braços e sinto o seu cheiro delicioso, ele ainda tem o mesmo cheiro, o que me faz relembrar o nosso tempo juntos.

Ele se afasta um pouco e me encara, fico presa em seu olhar, não consigo me afastar. Ele se aproveita do meu estado e me beija. Uma parte do meu cérebro grita que eu não deveria fazer isso, mas eu ignoro e me entrego ao beijo, sua boca é quente, macia e tem gosto do vinho que tomamos durante o jantar, aproveito a sensação por alguns instantes e depois o afasto.

- Esse foi um beijo de despedida, você sabe… - eu falo. Minha voz está um pouco rouca.

- Sei sim. - ele sorri - Até mais, Ashley.

Eu me viro e vou para a saída, quando passo pela porta vejo uma silhueta que eu reconheço.

- Matt? - pergunto.

Quando o homem à minha frente se vira eu percebo quem é.

- Daryl. - me corrijo.

- Oi, gata. - ele abre um sorriso canalha - Pensei que você estivesse ficando com o meu irmão, mas aparentemente a fila já andou, você é rápida.

- Do que você está falando?

- Eu te vi lá dentro. Quem é o cara?

Droga, ele não deveria ter visto isso.

- Um amigo.

- E você beija todos os seus amigos na boca? Acho que eu quero ser seu amigo também. - vejo seu olhar percorrendo o meu corpo e parando na minha boca.

- Não, eu não beijo todos os meus amigos. E o que você viu foi apenas um beijo de adeus, não vai voltar a acontecer. E eu ficaria agradecida se você não contasse a ninguém.

- O que eu ganho ficando calado? Você vai aceitar passar uma noite comigo?

- Só nos seus sonhos, Daryl.

- Um encontro então?

- Eu estou saindo com o Matt. Desista.

- Qual é, preciso ganhar alguma coisa em troca do meu silêncio. Tem uma festa no fim de semana e eu adoraria te ter como par. Prometo não tentar nada, a menos que você queira. - ele pisca.

- Não sei se é uma boa ideia…

- Diz pelo menos que vai pensar e eu não conto nada para o Matt.

- Ok. Vou pensar.

- Quero sua resposta até quarta.

- Tudo bem.

- Agora preciso ir, Ash. Até mais.

- Tchau.

Ótimo! Justamente o Daryl tinha que me ver aos beijos com um homem, se ele falar para o Matt eu estou completamente ferrada. Hoje mesmo ele me disse que não estava ficando com mais ninguém além de mim, e eu acabo cometendo o erro de beijar o Peter, eu realmente não mereço o meu Moreno.

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Matt

Já é quarta-feira e eu tenho que encontrar a Pâmela, tentei inventar alguma história para não vê-la hoje mas não tive sucesso, ela quer me ver e está acostumada a obter tudo o que deseja. Eu repasso mentalmente o que quero dizer, preciso terminar o que nós temos e não vai ser fácil.

Ela pediu para encontrá-la no restaurante italiano próximo ao meu trabalho, não gostei da sugestão, eu levei a Ashley lá na segunda e me parece estranho me encontrar com outra mulher no mesmo lugar.

Por incrível que pareça eu cheguei no horário combinado, mas a Pam ainda não chegou. Pego uma mesa aos fundos do restaurante e espero Após uns 10 minutos ela chega. é impossível não olhar pra ela, tudo nela chama a atenção, e noto olhares de inveja quando ela para a minha frente.

- Boa noite, Matt. - ela diz com a sua voz sensual.

- Boa noite, Pam. - eu sorrio e levanto para lhe dar um beijo no rosto.

- Esperou muito por mim?

- Só alguns minutos.

- Menos mal. - ela sorri e morde a boca - Senti sua falta, Moreno.

- Até parece, deve ter me esquecido após o primeiro cara que te cantou. - eu brinco.

- Só temporariamente, eu juro. Depois de satisfazer as minhas necessidades carnais, eu sempre volto a pensar em você. - ela provoca. Fico na dúvida se ela está sendo sincera ou apenas me zoando, mas decido não me importar.

- Eu preciso te falar uma coisa, e espero sinceramente que você não me odeie. -  falo de forma exitante.

- Ah, não, já sei que vai ser algo que eu não vou gostar. - ela franze a testa - Diz logo.

- Eu conheci alguém… e eu quero fazer dar certo. Então não posso mais te ver.

- É sério? A gente ficou por uns 4 meses e você nunca quis algo sério comigo, aí conheceu uma garota a pouco tempo e já está me dispensando por ela?

- Me desculpe, mas não dá para controlar os sentimentos, eu gosto dela.

- Nunca pensei que você fosse um idiota como os outros.

- Sinto muito.

Eu tento segurar a sua mão mas a Pâmela não deixa, ela se levanta parecendo muito irritada e vai embora sem se despedir.

Fico me sentindo mal, mas precisava ser feito.

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Ashley

Quando chego em casa na quarta a noite me jogo no sofá, estou morta de cansaço e só quero relaxar, o dia foi longo. O Matt parecia distraído o tempo todo e foi um saco não poder beijá-lo o dia todo. O Daryl me mandou muitas mensagens durante o dia para saber se eu vou com ele a festa no fim de semana, mas não respondi nenhuma. O que me lembra de que tenho que fazer isso, procuro meu celular na bolsa mas não encontro. Que merda! Deixei ele carregando sobre a minha mesa na empresa. Não posso ficar sem meu celular até amanhã, então resolvo ir buscá-lo.

Já que vou precisar voltar na Carter, decido aproveitar para fazer exercício, me troco e visto uma roupa para caminhada ir andando até lá.

Quando chego há um quarteirão do meu destino, vejo o restaurante que o Matt me trouxe para almoçar na segunda, abro um sorriso ao lembrar disso. Mas quando olho para dentro do estabelecimento o meu sorriso se apaga, vejo o Matt beijando uma mulher absolutamente linda. Eu rapidamente me escondo e os observo, eles sorriem um para o outro, parece que estão tendo um encontro romântico. Sinto meu coração se partir, eu realmente acreditei quando ele me disse que não estava saindo com mais ninguém, pensei que eu fosse especial, mas devo ser só mais uma na sua lista de conquistas.

Não quero mais ver isso. Paro de observá-los e vou para a Carter com lágrimas nos olhos. Subo até o meu andar e pego meu celular, ao visualizar a última mensagem vejo que é do Daryl, abro para ler:

“Prazo final, Ruiva. Vai a festa comigo? Prometo que será uma noite inesquecível, você não vai se arrepender.”

Tomada de raiva eu respondo:

“Será um prazer, Daryl. Mal posso esperar.”

Se o Matt quer jogar, vou mostrar pra ele que esse jogo eu domino muito bem.


Notas Finais


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Recadinho

Oi gente, provavelmente vou passar um tempo sem postar novos capítulos, ando sem tempo e sem muita vontade de escrever, caso isso mude rapidamente eu aviso. 😘


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