História Is it love? Desire - Capítulo 59


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Categorias Histórias Originais
Tags Daryl Ortega, Fanfic, Is It Love, Matt Ortega, Romance, Ryan Carter, Sexo
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Palavras 2.576
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


*Foto Charlotte e Ryan

Capítulo 59 - Motivos


Fanfic / Fanfiction Is it love? Desire - Capítulo 59 - Motivos

Ashley

- Anda, Lisa, vê se bate como mulher, esses golpes fraquinhos não fazem nem cócegas. - digo rindo da Lisa que está tentando socar minhas mãos, mas nunca acerta os golpes com força o suficiente.

Voltei a treinar na academia do Matt e ela está me acompanhando de novo, só que dessa vez eu tenho mantido distância física do moreno para não acabar fazendo besteira. Além do mais, ando tão frustrada que se fosse realmente treinar com alguém ia acabar batendo para valer.

- Nem todo mundo é a porra da mulher maravilha como você! - ela bufa irritada.

Dou risada e ela bate na minha mão de novo com um pouco mais de força.

Vejo pela minha visão periférica o Matt com as crianças e noto que alguém está faltando.

- Só um momento, Lisa. - falo.

Procuro ao meu redor e vejo quem estava procurando.

- Mia, você precisa parar de ficar atrás de mim, você tem que ficar com as outras crianças.

- Mas eu quero ficar com você, quero ser igual a você quando crescer! - a pequena responde cruzando os braços.

A Mia tem 5 anos e é uma garotinha teimosa, corajosa e extremamente fofa, e sabe Zeus o porquê ela fica me seguindo.

Me abaixo para ficar da altura dela e falo olhando para seus olhos.

- Você vai ser ainda melhor do que eu quando crescer, pode ter certeza disso, mas eu não sou a melhor professora, aliás, eu nem sou professora.

- O tio Matt diz que você é muito boa lutando, talvez até melhor que ele, e eu quero aprender com a melhor.

Sorrio para ela e mesmo querendo dizer não, acabo dando outra resposta.

- Tudo bem, vou te ensinar como acabar com qualquer pessoa. - digo piscando.

- Obrigada! - ela dá uma gritinho e pula em mim me agarrando pelo pescoço e beijando minha bochecha.

Me permito abraçar ela e percebo que o Matt está nos olhando com um sorriso bobo no rosto.

Volto a ajudar a Lisa com seus golpes e depois tomo uma ducha para poder ir embora. Quando estou arrumando minhas coisas para sair o Matt aparece na minha frente com um sorriso malicioso.

- O que foi, Matt? - pergunto já me preparando para as gracinhas dele.

- Nada, só estava pensando, para quem diz que não tem jeito com crianças, você conseguiu uma pupila rápido demais.

- Não tenho culpa se ela acha que eu sou melhor que você, aparentemente seus músculos não impressionam jovens garotas.

- Se continuar servindo para encantar mulheres lindas eu não ligo. - diz piscando.

- Nem tente jogar seu charme para cima de mim, já estou vacinada. - falo rindo.

A bem da verdade eu não sou imune ao efeito que ele causa em mim, mas me envolver com homens já me causou problemas demais, preciso por minha vida nos trilhos antes de tentar de novo.

- Se é no que você quer acreditar. - ele diz piscando de forma provocadora.

- Matt, se comporta. - aviso.

- Estou me comportando. - diz com um sorriso brincalhão - Nos vemos amanhã à noite? - pergunta mudando de assunto.

- Sim, preciso relaxar.

- Então é um encontro.

- Não, não é! A Lisa e o Thomas vão estar lá.

- Ou seja, um encontro de casais.

- Matt!

- Estou brincando, princesa. - diz dando risada - O Colin também vai e eu prometo me comportar.

- Acho bom mesmo. - falo olhando séria para ele.

- Você realmente precisa relaxar, está muito tensa, se quiser eu faço uma massagem sem roupa incrível.

- Matt! - falo alto e dessa vez lhe dou um soco no braço.

- Ai! Estou brincando. - diz rindo e se afastando de mim.

- Idiota. - reviro meus olhos - Vou embora antes que você resolva fazer outra gracinha e eu tenha que te matar.

Me afasto com o som da risada dele ecoando pela academia. O Matt não tem jeito, por mais que tenha concordado em ser meu amigo ele não resiste a fazer brincadeiras de duplo sentido, mas não posso dar bola, já o magoei vezes demais.

Saio da academia e vou direto para casa, estou exausta e preciso desesperadamente me jogar na cama.

Depois de tomar um banho rápido e fazer uma refeição leve, eu ligo a TV e tento assistir alguma coisa, mas meu cérebro teima em não se concentrar e acabo devaneando até que meus olhos se fecham sem autorização e eu apago.

- Acorda, dorminhoca. - ouço a voz dele me chamando. Resmungo e viro na cama, não quero levantar - Ah, nem pense que vou permitir que você fique dormindo a manhã inteira.

Ele me puxa contra si e sinto sua ereção matinal contra o meu quadril. Nesse momento cada célula do meu corpo acorda mesmo contra a minha vontade.

- Ryan... - gemo seu nome enquanto ele beija meu pescoço e acaricia meu corpo com suas mãos fortes.

De repente ele se levanta e eu fico a ver navios.

- Te espero no banheiro. - diz com aquele sorriso de canto indecente.

Olho feio para suas costas enquanto ele se afasta vestindo apenas uma boxer branca.

Apesar de querer permanecer na cama sei que já perdi, preciso dele. Levanto e o sigo. Quando entro no banheiro ele está de costas e a água caindo sobre seu corpo esculpido me deixa babando, adoro olhar para ele por trás.

Parecendo sentir minha presença o Ryan se vira e me encara.

Quem eu quero enganar? Adoro olhar o meu homem de qualquer jeito!

Dispo a camisola que estou vestindo e me junto a ele sob o chuveiro.

- Bom dia, amor. - ele diz beijando meus lábios e colando seu corpo no meu.

- Bom dia, Ry. - respondo com voz rouca. Seguro em seus cabelos molhados e aprofundo nosso beijo.

Em poucos momentos já estou encostada na parede de vidro do box e minhas pernas estão ao redor do quadril do Ryan.

- Eu te amo. - ele diz antes de me penetrar de uma só vez.

Mordo meu lábio para não gritar e ele começa a entrar e sair de mim com bastante força. Meu corpo parece uma massa de modelar sob seu comando, me desmancho e sou moldada na forma que ele desejar.

Estou quase lá quando percebo que estamos fazendo muito barulho e alguém bate na porta do banheiro.

- Para, fica quieto, vamos fingir que não estamos aqui. - sussurro no ouvido dele.

- Ash, não vai funcionar. - diz rindo baixinho.

- Tem que funcionar, eu ainda não gozei. - falo parecendo uma criança birrenta.

- Nem eu, vai ter que ficar para mais tarde.

Outra batida ecoa pelo banheiro, e dessa vez é acompanhado de uma voz baixinha e sonolenta.

- Mamãe, já acordei, me deixa brincar com você e com o papai.

- A mamãe está apenas tomando banho, só um minuto meu amor.

O Ryan ri no meu ouvido e sai de dentro de mim.

- Mais tarde. - ele diz e termina seu banho rapidamente para ficar com a nossa pequena.

Acordo com um sobressalto.

Que porra foi essa?

Nunca tive nenhum sonho desse tipo, não quanto ao sexo, esse é normal, mas sim sobre ter uma família, não é algo que eu quero, mas nesse sonho com o Ryan pareceu tão natural quanto respirar. De repente fico curiosa querendo saber qual a aparência da garotinha do meu sonho, aposto que teria os olhos e os cabelos dele e um sorriso de matar.

Para de pensar nisso!

Me levanto e tento afastar as imagens da minha cabeça. Tiro a roupa e vou para o chuveiro, preciso de um outro banho para me livrar do efeito que sonhar em transar com o Ryan causou no meu corpo.

Que droga de sonho! Não é justo estar na seca e ficar sonhando com meu deus grego particular do sexo.

Volto para a cama, e quebrando minhas próprias regras acabo pesquisando sobre o Ryan no Google. Quase que imediatamente eu me arrependo de ter feito isso, porque vejo uma foto recente dele com a mesma mulher do outro dia.

Primeiro fico chocada por ele não estar vestindo terno, e ter adotado um visual para a foto que eu nunca o vi usando antes, e depois por eles parecerem dar risada de algo que a câmera não capturou.

Que ódio! Nem posso colocar defeito nessa vaca, ela é linda mesmo com o visual despojado.

Antes de perder a coragem eu leio o início da matéria.

"Casal do momento. O bilionário Ryan Carter foi flagrado pelas ruas de New York com seu novo affair, Charlotte Rhimes. Os pombinhos que começaram a circular juntos nos últimos dias pareciam querer se esconder da imprensa, mas estavam em um clima totalmente afetuoso e descontraído que seria impossível não nota-los."

Sinto uma pontada no peito e jogo meu celular para longe, sabia que era uma péssima ideia pesquisar sobre ele mas devo ser masoquista.

Tento dormir de novo mas dessa vez não consigo sozinha, então tomo um remédio. Em poucos minutos estou no mundo dos sonhos, onde mais uma vez (in)felizmente sonho com sexo maravilhoso e com pequenas versões do idiota que partiu meu coração.

(...)

Assim que acordo no dia seguinte tomo banho e faço café da manhã antes de ir me encontrar com a Dra. Yang, algo me diz que vou precisar estar focada hoje à noite, o combo de saída noturna, com drinks e um Matt lindo e ainda me querendo podem causar estragos enormes. E eu preciso falar sobre o que aconteceu ontem, é a primeira vez em mais de um mês que não tenho pesadelos e sim um sonho estranho mas agradável.

Dou bom dia para os dois gigantes que estão por perto do meu apartamento, sei que são os homens do Sr. Bass e estão sempre por perto, não que eu os ache especialmente bons seguranças, mas espero que o tamanho descomunal deles afaste quem quiser me causar mal. Um deles sempre me olha como se eu fosse o próximo prato apetitoso do cardápio, e isso me causa calafrios, mas graças a Zeus ele nunca se aproximou de mim.

Chego ao consultório da Dra. Yang às 10h e ela já está a minha espera.

- Bom dia, como está hoje? - ela pergunta apertando minha mão.

- Bom dia, um pouco confusa como sempre. - respondo com um sorriso.

- Conte-me qual a causa atual para sua confusão. - diz sentando e eu faço o mesmo.

- Os meus sonhos. - digo um pouco insegura - Na verdade um sonho em particular que nunca tive antes. - completo.

- Um sonho bom ou um pesadelo?

- Algo bom. - faço uma pequena pausa antes de continuar - Sonhei que eu estava com o Ryan, a gente estava fazendo amor e tínhamos uma filhinha. - digo meio ofegante.

Não sei o motivo mas compartilhar esse sonho me deixa constrangida, como se fosse um segredo obscuro que eu quero muito manter.

- Hum, interessante.

- Então, estou esperando sua análise, isso quer dizer algo ou é apenas um sonho qualquer?

Ela sorri com minhas palavras e começa a falar devagar.

- Não é um sonho qualquer, seu subconsciente está mostrando que você sente falta do Ryan e que quer construir algo duradouro com ele, e iniciar uma família é um passo fundamental.

- Mas eu não quero ter filhos! - nego. Independente de querer o Ryan, eu não me vejo como mãe.

- Não é o que o seu sonho me diz, você pode ter medo da ideia por tudo que lhe aconteceu, mas é o que seu coração deseja.

Me recuso a acreditar nessa explicação, mesmo que as palavras dela façam ecoar algo dentro de mim. Não posso querer um feliz para sempre com um homem que já está com outra.

- O que você está pensando? - ela pergunta olhando para o meu rosto contraído.

Por um segundo penso em mentir mas me dou conta de que isso só vai funcionar se eu for totalmente sincera.

- Que eu não posso estar fantasiando inconscientemente sobre querer uma família com o Ryan quando ele já partiu para outra. Ontem à noite vi fotos dele com uma pessoa, e ele parecia tão diferente e feliz... - digo essa última parte com as palavras ameaçando me sufocar.

- E o que isso te fez sentir?

- Dor, como facadas repetidas no meu coração.

- Não deveria ser tão difícil, vocês dois são jovens e livres para amarem um ao outro, só precisam parar com todo esse desencontro. - ela diz gentilmente.

- Eu não amo ele, não sou capaz disso. - digo quase sem voz.

- É claro que é, você só precisa aceitar essa verdade, e eu sei que uma hora vai conseguir admitir para si mesma. O amor pode ser maravilhoso, Ashley, é doloroso sim, mas também é muito bom, só quem sente demais pode sofrer tanto e ainda assim continuar desejando intensamente voltar para os braços de quem se ama.

Engulo em seco e lágrimas teimam em querer vir aos meus olhos, mas não vou chorar.

- Mas e se ele amar outra pessoa?

- Se ele tiver sido sincero ao dizer que te ama, não acredito nessa possibilidade. Do mesmo jeito que tal sentimento não brota de uma hora para outra, também não some. Você não acha que ele merece mais uma chance? Que os dois merecem?

- Eu... Não sei. - digo exitante - Sinto tanta falta dele que parece que perdi um membro do meu corpo, mas ao mesmo tempo continuo lembrando das coisas horríveis que ele me disse e dói tanto...

- Sei que dói, mas se você conseguir superar isso vai perceber que as coisas vão ficar menos complicadas.

Talvez ela tenha razão mas não posso superar, pelo menos não agora enquanto tudo ainda está muito recente.

- Não quero mais falar sobre isso, não é algo com que eu consiga lidar no momento. - digo séria.

- Tudo bem, voltamos nesse tópico em breve. Vamos falar então sobre o motivo original dessa consulta, sua aproximação com o Matt, como você se sente em relação a isso?

- Meio esquisita, ele ainda me olha como quem me viu nua e sei que ainda gosta de mim. Apesar do que eu sinto por você-sabe-quem, o Matt ainda me causa taquicardia e outras coisas a mais, e estar sem sexo há tanto tempo não ajuda em nada, meu corpo reage a ele de uma forma louca, e as vezes só quero empurra-lo para o vestiário e me aproveitar de cada pedacinho dele. - digo em um só fôlego.

Vejo a Dra. Yang tentando disfarçar uma risada.

- Parece que você precisa de uma ajuda para manter seus hormônios sob controle.

- Eu preciso de sexo, forte, intenso e demorado. - falo sem pensar.

Quando vejo o olhar no rosto dela eu coro e me arrependo de ter falado.

- Se você precisa, é o que deve fazer, só tome cuidado com quem vai se envolver. Não acho que o Matt é uma boa opção, por todo o seu histórico com ele e porque ele tem sentimentos por você.

- Eu sei disso, a tentação é enorme mas vou fazer o possível para ser apenas amiga dele, e isso inclui não ficar bêbada com ele por perto.

- Fico feliz em ver que você está aprendendo.

- Um passo de cada vez. - digo repetindo a frase que ela sempre me diz.

O horário da consulta acabou e preciso ir embora, dessa vez sinto que mais algumas peças se encaixaram no lugar.

- Até nossa próxima consulta, Ashley, e lembre-se, só o amor tem o poder de mudar tudo e curar todas as feridas, pode parecer piegas mas é verdade, então se ele bater na sua porta se certifique de deixar a pessoa certa entrar.

Concordo com a cabeça e me despeço antes de ir embora.

Sem ter mais nada para fazer, eu acabo voltando para casa. Se pretendo passar a noite servindo de cupido tenho que descansar antes.


Notas Finais


Olá, esse capítulo é curtinho porque pretendo postar a continuação até sábado então dei uma resumida. 😉


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