História Is it love? Desire - Capítulo 72


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Categorias Histórias Originais
Tags Daryl Ortega, Fanfic, Is It Love, Matt Ortega, Romance, Ryan Carter
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Palavras 3.477
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 72 - Piece by piece


Ryan

Finalmente chego no carro com a minha garota, cada batida do meu coração faz com que o medo por ela percorra meu corpo envenenando tudo pelo caminho. Seus olhos fecharam e mal consigo perceber sua respiração de tão superficial que está.

Não quero soltá-la mas preciso fazer isso ou não vamos sair daqui. Cada pedaço de mim grita que se eu tirar minhas mãos dela algo de ruim vai acontecer, e não consigo lidar com essa perspectiva, não agora quando a vida dela pode estar por um fio.

Desperdiço alguns segundos tentando decidir o que fazer quando o Matt surge, ele parece entender o meu dilema e sem pedir permissão vai em direção ao banco do motorista.

- O que você está esperando? Precisamos tirar ela daqui. - fala por cima do ombro.

Saindo do meu torpor eu abro a porta do carro e coloco ela delicadamente sobre o banco, seu sangue sujando o revestimento de couro. Só então percebo que o sangue dela também está em mim. Tanto sangue. A calça dela está com uma marca em um lugar onde não deveria, onde seu ferimento na coxa não poderia ter causado aquela umidade crescente. O soco que ela levou. Não.

Não me permito pensar nisso, não é verdade, não pode ser.

Entro no carro também e fecho a porta.

- Vá o mais rápido possível, eu cuido dela.

(...)


Sei conscientemente que o nosso percurso até o hospital foi feito em tempo recorde, mas a parte de mim que está temendo pela vida da Ashley faz com que cada segundo pareça uma eternidade, como se cada movimento do relógio levasse ela para longe de mim.


Quando finalmente estacionamos saio correndo junto com o Matt, ele me ajuda a tirar a Ashley do carro, e vai para dentro do prédio buscar uma equipe médica que possa assumir os cuidados da garota que ele também ama.


Caminho com ela nos meus braços com passos firmes, mesmo que esteja tremendo por inteiro. Passo pelas portas da emergência no mesmo momento que uma médica me alcança. Basta um olhar para a mulher nos meus braços para que ela entenda o essencial.


- Paciente inconsciente, foi atingida por uma arma de fogo e perdeu muito sangue - grita, - tragam uma maca e mandem preparar a sala de cirurgia.


Imediatamente uma maca aparece na minha frente, mas eu não consigo me obrigar a por a Ashley sobre a superfície branca e estéril.


- Nós vamos cuidar muito bem dela, pode soltar agora. - a médica fala gentilmente.


- Eu não posso, se permitir que ela se afaste de novo pode ser para sempre.


- Não vai ser, prometo que ela estará em boas mãos, mas preciso cuidar disso agora.


- Ela está... Está... Sangrando - digo por fim, lutando contra a dificuldade de pronunciar a palavra. - O nosso bebê... - tento contar tudo, mas as emoções estão provocando um aperto ao redor da minha garganta e não consigo me expressar.


- Ela está grávida? - a médica pergunta com um olhar preocupado.


Concordo com a cabeça e sinto meus olhos ardendo pelas lágrimas não derramadas.


É tudo por minha culpa.


- Vou fazer o possível para salvar os dois.


Aceito suas palavras porque sei que é o máximo que ela pode prometer, e gentilmente deito a Ashley sobre a maca.


- Não ouse fugir agora, não dessa vez. - sussurro contra o rosto dela, e lhe dou um beijo na testa antes que a levem de mim.


(...)


O Thomas e a senhorita Parker chegam no hospital pouco tempo depois que os médicos levaram a Ashley. Depois de algumas perguntas sobre o estado dela, eles ficam em silêncio e apenas esperam.


Não consigo ficar sentado, então ando de um lado a outro sem parar. Tenho consciência de que cada movimento que eu faço é observado pelos amigos da Ashley, e sei que eles me avaliam em silêncio, com certeza tentando calcular o quanto eu me importo com ela. Por mais que não goste de ser julgado, entendo os motivos para toda a cautela, fiz a Ashley passar por situações horríveis, e pelo resto da minha vida vou me culpar por cada um desses momentos.


Depois de algum tempo o Matt diz que precisa ir, e noto o quanto ele parece arrasado, pela Ashley e o próprio irmão. Aceno, no que eu penso ser um gesto de agradecimento e compreensão, quando ele se despede.


Parece ter passado milhares de horas quando finalmente alguém vem nos informar sobre o estado dela.


- Vocês são da família da paciente Ashley Beauchamp? - uma médica mais velha pergunta.


- Sim - o Thomas se apressa em dizer. - Como ela está?


- A cirurgia foi um sucesso, o projétil não atingiu nenhuma parte séria que pudesse causar danos permanentes, então esperamos uma recuperação total. Quanto a pancada na cabeça, a paciente precisou de alguns pontos, e estamos esperando ela acordar para avaliar qual seu estado neurológico, mas estamos otimistas. - a médica diz.


Engulo em seco e pergunto o que mais está me aterrorizando nas últimas horas.


- E o bebê?


- Conseguimos controlar o sangramento e por enquanto ele está aguentando firme, mas precisamos esperar e torcer pelo melhor. Suponho que o senhor seja o pai, estou certa?


- Sim - respondo. É estranho ouvir alguém me chamando de pai pela primeira vez, e algo dentro de mim se mexe ao ouvir essa palavra. Por que é isso que vou ser se tudo der certo, e estando pronto ou não serei responsável por uma nova vida.


- Em breve você poderá entrar um pouco para vê-la, mas enquanto isso descanse. - fala com um sorriso doce.


- Obrigado - digo e ela se afasta.


Vejo a Lisa e o Thomas suspirando de alívio imitando a minha reação. Ainda não ouso ficar muito otimista, mas ao menos sei que ela está bem na medida do possível.


Sento para descansar minhas pernas por um momento, e fico sozinho na sala de espera quando os amigos da Ashley saem para comprar café. Me encosto no banco desconfortável, e fecho os olhos por um momento para bloquear o mundo ao meu redor.


Vejo mais uma vez a Ashley chorando com seu corpo estirado ao chão. Eu estou longe dela e quanto mais tento me aproximar mais distante pareço estar. Corro até minhas pernas reclamarem de dor, e consigo chegar um pouco mais perto, quando estou há uma curta distância, o que vejo me faz estancar no lugar.


Sinto minhas pernas falhando e caio de joelhos na frente dela sem acreditar no que está acontecendo, não podia ser verdade, meus olhos certamente estão me enganando, mas todo esse sangue... Não, eu não quero acreditar. Vou fechar meus olhos e tudo vai voltar ao normal, vou acordar e ver o sol se infiltrando pela janela do meu quarto, delineando o corpo dela com apenas um pequeno pedaço do lençol cobrindo sua bunda e enroscando em suas pernas, é isso, só pode ser um sonho, nenhuma divindade seria tão cruel ao ponto de fazer isso com ela.


- Ashley, aguenta firme que eu vou te levar para o hospital. - digo ofegante enquanto tento tirá-la do chão o mais delicadamente possível.


- É tudo culpa sua, se você não tivesse me feito ir embora nada disso teria acontecido. Você não merece a mim e o meu bebê, e é por isso que ele está morrendo.


- Não diz isso, vocês dois vão ficar bem. - Respondo com um nó na garganta. - Nós vamos passar por isso e seremos uma família, você só precisa aguentar firme e continuar comigo.


- Eu já fui embora Carter, só você não percebeu - ela diz e some dos meus braços.


Acordo ofegante e com a garganta ardendo como se tivesse gritado por horas. Sento ereto na cadeira, e antes que possa me recompor por completo uma enfermeira entra na sala.


- Senhor Carter? - pergunta insegura ao me ver.


- Sim, sou eu. - respondo com minha voz arranhando.


- A senhorita Beauchamp já está em um quarto privado, e se quiser pode ir vê-la agora.


- Claro, onde ela está? - pergunto já de pé.


- Me siga.


Faço como ela pede e noto sua coluna mais ereta e seu andar levemente provocante. Um sorriso alcança os meus lábios quando imagino o que a Ashley diria se visse essa cena, que nenhuma mulher exceto ela é imune ao meu charme.


A enfermeira para em frente há uma porta e eu faço o mesmo.


- Ela ainda está dormindo, mas não precisa se preocupar, é normal. Depois de tudo o que passou o corpo dela precisa de tempo para se curar.


- Certo, só quero olhar para ela e ter a certeza de que vai ficar bem.


A enfermeira se afasta e abre passagem para mim, me deixando a sós com a Ashley. Vejo alguns aparelhos presos ao corpo dela monitorando cada mínima atividade e me aproximo devagar. Ela parece muito pálida sob as luzes fluorecentes, e me pergunto o quanto de sangue ela realmente perdeu.

Música: Little do you know - Alex & Sierra

- Olá, menina, você já esteve em melhores condições - falo baixinho e toco sua bochecha. Quero encostar em cada centímetro dela para que meu corpo finalmente consiga compreender o que meu cérebro se recusa a acreditar, que ela ainda está aqui, mas com tantos aparelhos conectados eu não ouso me aproximar demais.


Sento ao lado da cama dela e seguro sua mão enquanto traço círculos com a ponta do dedo em seu braço. Quero que ela acorde o quanto antes, quero saber se está bem e principalmente se vai me deixar ficar o suficiente para que eu me desculpe milhares de vezes.


Então espero pacientemente até a Ashley conseguir sair da escuridão que a envolve e voltar lentamente para mim.


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Ashley


Abro meus olhos lentamente e sinto uma dor lancinante na cabeça.


- Aí - falo levando minha mão esquerda até o lugar onde dói.


- Ei, cuidado, você levou alguns pontos aí. - ouço a mesma voz que está sempre presente nos meus sonhos e viro minha cabeça em sua direção.


O homem ao meu lado segura minha outra mão e olha para mim com um sorriso brincando em seus lábios que parecem macios e apetitosos.


- Oi, Ashley, seja bem-vinda ao mundo dos vivos.


- Ashley? - pergunto confusa - Quem é...?


Seu sorriso imediatamente desaparece e ele me olha preocupado.


- Você sabe quem eu sou?


Mordo meus lábios e faço que não com a cabeça.


- Eu... Eu vou chamar os médicos para te examinarem e... - diz levantando e consigo ver uma ponta de pânico em seus lindos olhos tempestuosos.


- Ei, calma, Ryan - falo tentando controlar minha vontade de brincar um pouco mais com a cabeça dele. - Eu sei quem você é. - Minha garganta arranha um pouco ao falar.


O Ryan me olha tentando avaliar minha expressão e suspira de alívio.


- Você não pode brincar com isso, não quando é tão próximo da verdade.


- Eu não resisti, não quando você parecia tão confiante.


- Senti falta disso. - ele diz - De você tentando me levar a loucura com suas provocações.


Eu engulo em seco e lhe dou um sorriso fraco. As coisas ainda estão confusas na minha cabeça e não consegui juntar todos os fatos do que realmente aconteceu, mas implicar com ele é uma coisa que parece tão natural quanto respirar, por isso não pensei duas vezes antes de começar.


- O que aconteceu? - pergunto.


- Você não lembra?


- Um pouco, mas não sei o que é a realidade e o que vem dos meus pesadelos.


- Posso te contar tudo depois, mas o importante agora é que o Herrera está fora das nossas vidas e você vai se curar. O tiro na perna não foi muito sério, e tirando pelo seu senso de humor distorcido que está intacto, acho que está tudo bem com seu cérebro.


- Eu matei ele. - murmuro lembrando do exato momento em que disparei. - E o desgraçado atirou em mim e me bateu... - então me recordo de toda a cena. Me xingo mentalmente por ter desperdiçado minhas primeiras palavras com uma brincadeira e não com o mais importante - O bebê, ele... - não consigo pronunciar o resto da frase, sinto como se estivesse sufocando. Não vou suportar se o passado estiver se repetindo.


- O nosso bebê ainda está aí, é um lutador como você. - o Ryan fala com carinho.


- Nosso? - pergunto com um nó na garganta.


- Sim, nosso. Você não fez ele sozinha, e eu quero me desculpar sinceramente por ter agido tão mal. Fui pego de surpresa e não soube me expressar, como acontece frequentemente quando estou com você, mas isso não é desculpa para ter sido cruel nos nossos últimos encontros. Tudo o que falei antes é verdade, quero ficar do seu lado em todos os momentos, só preciso que você me aceite de volta.


- Não é tão simples - falo baixinho.


- Eu sei, e vou te dar todo o tempo que precisar, mas me deixa cuidar de você, não vou suportar te ter longe dos meus olhos, sem falar que você vai ficar de repouso por um bom tempo, e faria um bem enorme para a minha sanidade mental saber exatamente onde você está. Juro que não vou forçar a barra, se você não quiser me ver eu vou me certificar de só aparecer quando você não estiver por perto, mas quero que fique segura.


Não sei se é uma boa ideia aceitar a proposta do Ryan, tenho muito o que pensar, e ser a garota que ele salva pela segunda vez pode não ser a melhor forma de recomeçar. Mas ao mesmo tempo eu sei que vou precisar de ajuda, e só de pensar em ficar sozinha no meu apartamento já sinto falta de ar.


- Eu não acho que consiga entrar no seu apartamento de novo, estarei sempre a espera do próximo ataque. - respondo por fim.


- Nada vai te acontecer lá, prometo. Você até pode ficar com o meu quarto se quiser. - oferece com um sorriso malicioso.


Sua expressão evoca em mim lembranças de várias noites em que usamos cada superfície do quarto dele para nosso prazer, e eu sei que ele também está pensando o mesmo.


Limpo a garganta e nego com a cabeça.


- Acho melhor não, posso ficar em algum dos outros quartos.


- O seu quarto ainda está lá...


- Não! - respondo incisivamente - Qualquer lugar menos aquele, não consigo entrar nele agora. - Não digo que o meu maior motivo para não entrar lá é o pesadelo que tive depois da última vez em que ficamos juntos, quando ele me deixou sozinha sem nem ao menos olhar para trás.


- Tudo bem, escolha o quarto que quiser e ele é seu, isso vale para o que você precisar para se sentir confortável, quero que sua recuperação e a gravidez ocorram da forma mais simples possível.


- Você quer que eu fique à gravidez inteira? - questiono arqueando uma sobrancelha.


- Quero que fique a vida inteira, Ashley, mas podemos recomeçar devagar. - diz me fitando intensamente.


- Não sei quanto tempo vou precisar até estar pronta para tentar de novo. - digo - Ou se algum dia vou conseguir - completo.


Meus sentimentos não mudaram, mas a partir de agora tenho que ser cautelosa com meu coração, não posso ser egoísta dessa vez, preciso considerar o que será certo para o meu pequeno invasor também, e ao menos por enquanto, é melhor que o Ryan seja um amigo e esteja presente, do que ser um amante que eu vou acabar conseguindo afastar de novo.


- Não se preocupa com isso agora, só quero que você e ele fiquem bem - o Ryan diz e põe a mão delicadamente sobre a minha barriga. - Quanto ao resto, eu posso esperar, como um bom homem de negócios sei quando um investimento vale a pena, e você, menina, é definitivamente o meu objetivo final.


Suas palavras fazem meu coração quebrado iniciar o lento processo de cura, e uma pequena chama de esperança brota dentro de mim. Pela primeira vez em muito tempo, começo a acreditar que as coisas podem finalmente ficar bem.


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Matt


Não aguentando mais esperar por notícias da Ashley, eu acabo decidindo sair desse hospital. Ficar parado sem fazer nada é uma tortura, não consigo nem imaginar o que o Carter está sentindo nesse momento, ter a vida do filho e da mulher que ama em risco deve ser uma das piores coisas no mundo, se eu estivesse no lugar dele estaria me descabelando de preocupação, não que eu não esteja preocupado com a Ash, mas acho que entender que ela não vai ser minha ajudou a me dar algum afastamento da situação.


Saio de dentro do hospital e me permito respirar o ar fresco antes de partir para o meu próximo destino.


Paro um táxi alguns minutos depois e dou o endereço de outro hospital a cerca de 30min de distância. Quando chego ao meu destino, pago a corrida e desço me sentindo nervoso, tenho medo do que vou encontrar.


Me informo na recepção sobre para onde devo ir, e em seguida entro no elevador. Quando a porta abre no andar que escolhi, minhas mãos estão suadas e tremendo um pouco.


Estou prestes a abrir a porta que me indicaram, quando uma jovem enfermeira sai de lá parecendo corada.


- Bom di... Dia - gagueja passando por mim.


- Olá, irmãozinho, estava me perguntando quando a sua ilustre pessoa iria se dignar a visitar o seu gêmeo convalescente. - o Daryl diz assim que entro no quarto e o aperto que sinto no peito diminui consideravelmente.


- Pelo visto você não está tão mal assim se consegue cantar as enfermeiras. - respondo sorrindo.


- Eu provavelmente faria isso até mesmo depois de morto - brinca.


- Não fala isso, por horríveis minutos eu realmente pensei que você tinha morrido. - falo, e o desespero que senti volta a minha mente.


Por mais que nós sejamos diferentes e não concordemos com as mesmas coisas, ele ainda é meu irmão e eu o amo, não suportaria perdê-lo, principalmente não quando ele é a única família que me restou.


- Bom, o Herrera chegou próximo de conseguir, mas para a sorte geral da humanidade, o tiro acertou alguns centímetros longe do meu coração - diz engolindo em seco. Apesar do seu tom despreocupado eu sei que ele não se sente realmente assim, dessa vez a morte passou perto demais. - Mas me conta, como a Ruiva está? Vocês conseguiram salvar ela sem maiores problemas?


- Ela levou um tiro na perna e perdeu muito sangue, quando sai de lá ainda não havia nenhuma atualização.


- Merda! Nunca vou me perdoar se ela perder o bebê só porque deixei que entrasse no meu mundo.


- A culpa não é sua, Daryl.


- E por que eu sinto como se fosse?


- Acho que todos nós sentimos um pouco de culpa por tudo de ruim que aconteceu com ela, deve ser o preço a pagar por gostar da Ashley. - sorrio tristemente.


- Talvez, será que um dia isso passa? Não estou acostumado a carregar culpa por aí, não combina com meu visual descontraído. Sem falar que nós dois perdemos, no final a Ruiva prefere mercadoria nacional no lugar de produtos exóticos e calientes.


Dou risada e percebo que eu vou ficar bem. Não fiquei com a garota, mas sei que agora o Ryan vai fazer tudo o possível para fazê-la feliz, depois de toda essa situação tenho certeza de que não vai querer desgrudar dela um minuto que seja, por medo de arriscar perder a garota de novo. E a Ashley merece alguém assim, que esteja disposto a lutar por ela custe o que custar, e que possa lhe dar um lugar seguro para se abrigar contra as tempestades que com certeza vão alcança-la em algum momento, porque aprendi que onde ela está, há sempre algo a espreita.


- Assim que você estiver fora dessa cama, a gente pode sair e encontrar algumas garotas que apreciem a culinária latina - respondo entrando na brincadeira.


- Isso é um acordo. - Diz e ergue a mão para que eu aperte.


- Fechado.


É tão bom saber que ele está bem e que esse pesadelo passou, que eu poderia facilmente concordar com qualquer coisa.

Curtir com o Daryl com certeza é melhor do que lutar contra bandidos armados, então não vou ter do que reclamar. Sem falar que já está na hora de tentar conhecer outra pessoa e começar a me curar dos efeitos do furacão Ashley.


Notas Finais


Oi, meninas, há quanto tempo. 😅
Estou com dificuldades para escrever ultimamente e por isso a demora, mas tô aqui na luta.

Acho que deu para perceber que o primeiro livro está se aproximando do fim(embora eu sempre esqueça de avisar 😅), então vão preparando o coração.

Bom, espero que tenham gostado do capítulo, e nos vemos no próximo. 😊😘


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