História Is It Love? Fria como pedra - Capítulo 8


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Categorias Is It Love?
Personagens Adam, Cassidy, Colin, Gabriel, Mark, Matt, Ryan
Tags Abandono, Amor, Casamento, Comedia, Destino, Is It Love, Noiva, Ódio, Passado Doloroso, Romance, Superação
Visualizações 52
Palavras 2.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Supervisão assídua


Fanfic / Fanfiction Is It Love? Fria como pedra - Capítulo 8 - Supervisão assídua

Depois que eu perdi a pequena vida que existiu dentro de mim, inevitavelmente houve uma mudança que conseguia ser ainda mais pior e fria do que a primeira. Acredito que nenhuma mulher quer experimentar o trauma de ser abandonada no altar, e dias depois, perder o filho que carregava no ventre. Eu me senti inútil e podre por longos dias e não posso dizer que estou totalmente curada disso. Basta alguém tocar no assunto para eu me desestabilizar e ter uma crise de choro que pode durar incessante dias. A pior parte é ver uma mulher que acabou de dar a luz, sentindo-se tão contente por ter enfim seu bebezinho no colo; e você começa a se achar inferior a ela, iniciando os questionamentos a Deus. Por que ela pôde e eu não?

Eu não me lembro de ter ido pra cama, mas acontece que hoje de manhã eu acordei nela. Não lembro de ter enfaixado a minha mão, porém quando olhei pra ela estava muito bem envolta no tecido espesso e branco do curativo. Foi Florence. Guardo alguns fragmentos de horas antes e neles, consigo ver minha irmã cuidando de mim quase que como antigamente.

Quando levantei, olhei o tempo lá fora através da cortina da janela do meu quarto. Eu esperava por um tempo gostoso, como costuma ser o outono em Nova Iorque, todavia, de maneira oposta, o dia estava tão frio quanto eu. A pior parte de hoje veio como uma certeza difícil de engolir e até meus ossos doíam quando eu tentava me acostuma com a ideia de que nem deve estar tão ruim lá fora. Que eu só precisaria escolher um look apropriado de inverno, entrar no meu carro, ligar o aquecedor e pronto. Ir fazer o que eu sei de melhor, trabalhar.

Escolhi meu look de trabalho com base no que vi do dia frio lá fora. Então eu optei por uma blusa de manga longa preta, uma calça justa também preta e um coturno preto de salto grosso. Quando me olhei no espelho vi que aquelas escolhas de cores refletiam meu humor e a forma como eu estava me sentindo ultimamente. Então, para dar uma pequena colorida no look que já estava sombrio demais, escolhi por usar meu casaco trench coat bege claro que comprei da última vez que fui a um desfile New York Fashion Week. Para finalizar, passei em volta do meu pescoço um cachecol felpudo, de cor branca. Me olhei no espelho sentindo-me indiscutivelmente satisfeita. Minha escolha de roupa hoje se mantia impecavelmente elegante, mesmo com a dominação de preto. Encerrei tudo com uma bolsa preta, uma maquiagem super leve e um cabelo preso.

— Alessa, como está se sentindo? — Flore perguntou quando desci as escadas.

— Melhor do que nunca.

— Tem certeza? — perguntou achando no mínimo estranho. Balancei a cabeça confirmando. — Uau. Você está lindíssima. Tão elegante.

— É, eu sei.

— Fiz café. Senta e toma comigo.

— Não, obrigada. Quero chegar mais cedo na empresa hoje. Tenho muito trabalho a fazer.

Me virei pronta para abandonar a sala, mas parei a tempo de ouvir minha irmã dizer:

— Vou embora hoje.

Pisquei atônita. Problema seu, pensei. Mas antes de cruzar a porta, ainda sem olhá-la, chamei.

— Flore?

— Oi.

— Fica o quanto quiser. Eu gosto de ter a minha irmã mais velha aqui, comigo.

Coloquei meus óculos escuros e saí antes que ela pudesse dizer alguma coisa que fizesse eu me arrepender daquilo.

Quando cheguei no trabalho a primeira pessoa que encontrei foi o único que eu não queria ver hoje, Ryan Carter. Ele estava conversando com um grupo de senhores chineses e ficou um tanto supreso quando passei por eles e cumprimentei-os em mandarim. Ninguém esperava por isso, porque no meu currículo só constava espanhol, português, francês  e acerto um pouco no italiano, o idioma que minha família paterna se comunica. É, eu sou apaixonada por idiomas e por toda forma de comunicação. Mas a explicação óbvia para o mandarim meio arranhado, é que minha irmã se envolveu com um chinês muito simpático uma vez. Ele falava inglês, lógico, mas mesclava com mandarim. No começo eu me interessei por achar engraçado, depois por achar que em algum momento eu precisaria daquilo. Todavia, não se surpreenda. Eu apenas sei falar 'bom dia', 'como vai?', 'obrigada', 'ele não é confiável', e foi basicamente isso que disse. Tá, sem a última parte.

— Bom dia, chefinha! — O Ortega já estava a minha espera dentro da minha sala, como eu pedi que fosse. Um ponto pra ele. Adoro pessoas pontuais.

— Bom dia, Ortega.

Caminhei até a minha mesa, sentei-me na cadeira e liguei o meu computador tudo sobre o olhar atento do latino.

— Está tudo bem? — ele perguntou, inesperadamente, quebrando um silencioso maciço.

Meus olhos passaram da tela do aparelho para seu rosto numa velocidade quase radioativa.

— Para mim parece tudo perfeito.

— Tem certeza? Com todo o respeito, permita-me dizer que seus belos olhos estão tristes, apagados.

Aquilo bastou para ficar nítido que ele percebeu o que eu tentei sepultar a manhã toda. Achei que o meu look de tirar o fôlego, uma maquiagem leve e um óculos maneiro, seria o suficiente para disfarçar o meu tormento. E não estou enganada, aquilo era. Mas acontece que eu não contava com a habilidade daquele homem em ler almas. Ele enxerga além do físico e, seria uma infâmia não admitir que aquele simples gesto foi capaz de me encantar. Matthew, diferente dos outros homens enxergou mais que o meu olhar marcante, mais que a minha beleza externa. Unicamente, perguntou por realmente se importar, e não por obrigação. Pela primeira vez depois dos meus traumas alguém quis ir fundo.

Com muita dificuldade, fiz o choro descer de volta pela garganta, mas seria difícil garantir algo se ele perguntasse de novo.

— Eu estou bem agora. Obrigada por perguntar.

Ele entregou-me um sorriso sincero, acho que o mais sincero que já vi na vida, e, juntamente vinha o encanto. Questionei-me, intrigada, se esse homem possuía algum resquício maldade, se era assim tão simpático, ou se estava dando em cima de mim. Querendo tirar lucros da minha posição.

Limpei a garganta, levantando uma sobrancelha em seguida, pronta para trazer a Alessa implacável de volta. Ele pareceu perceber e desmanchou o belo sorriso.

— É um projeto ricamente importante. — Olhei novamente seus olhos castanhos, que infelizmente me lembravam os olhos do Scott. — Literalmente.

— E nós dois iremos trabalhar nisso juntos?

— Trabalhamos juntos sempre. — Eu disse, fazendo a diplomática.

— Não assim... — ele pareceu incomodado por não conseguir expressar corretamente sua linha de pensamento e estranhamente eu quis sorri, porque até dessa maneira ele é gracioso, contudo me contive.

— Não se preocupe, eu entendi o que você quis dizer. — Ele pareceu aliviado. — E, sim, vou supervisionar de perto o seu trabalho. Alguma oposição a isto?

— Nenhuma. Quando começamos? — ele indagou.

Olhei o horário, faltava dez segundos para as nove. Contei os segundos.

— Exatamente agora.




                                 Matthew Ortega 

Foi estranho pra mim, eu admito. Fiquei surpreso quando minha chefe me mandou uma mensagem ontem à noite, informando que eu deveria estar pontualmente em sua sala às oito, para tratar de um trabalho novo. Não seria nem idiota de chegar atrasado e irritar ainda mais a fera. Ao entrar em sua sala, encontrei um ambiente bastante pomposo, mais até do que aparentava ser. Bem, já entrei aqui algumas consideráveis vezes, porém não me sentia a vontade para observar nada, tendo em conta que sempre tinha um par de olhos azuis enigmáticos me fitando minuciosamente. Aquela mulher tem o poder de intimidar qualquer pessoa, ninguém parece ficar confortável perto dela. Entretanto, agora que me encontro aqui na sua sala, ouvindo suas instruções percebo que não é exatamente assim. Ela foi até gentil. Ok, dependendo do que cada um considera como gentileza.

Talvez ela intimide tanto por conta da atitude que carrega consigo. Também ela não poderosa apenas na aparência, as atitudes dela revelam porque ela se encontra alí; sentada na sala da gerência, comandando uma grande equipe, sendo confiada a grandes missões. É uma Megan Fox do meio empresarial.

Ouvi barulhos de salto tocando o piso numa melodia repetitiva e prontamente uma fragrância feminina deliciosa tomou todo o ar. O cochicho entre os funcionários se cessou bruscamente, então eu percebi a mulher lindíssima que passou a enfeitar o espaço da minha baia.

— Ortega, você tem dez minutos para arrumar as suas coisas e vir almoçar comigo. Estarei esperando no saguão. — Ela militou. — Ah! E eu odeio atrasos.

Sem muita delongas, encerrei o que eu estava fazendo e fui juntar-me a ela no saguão. Caminhamos por um tempinho, em silêncio, porque o restaurante parecia ser perto. Até que chegamos, no restaurante granfino da esquina onde dizem ter uma extensa variedade dos melhores risotos do mundo. Esse é o tipo de lugar que eu não costumo passar nem próximo a porta com medo de pagar por ter pisado na calçada, obviamente tudo aqui deve ser cobrado.

Quando entramos, puxei a cadeira para que ela se sentasse, e o fez, o mais elegante e graciosa possível.

— Fique à vontade para pedir o que quiser. É por minha conta. — Falou, segurando o cardápio em suas mãos que era enfeitada por vários anéis e longas unhas vermelhas. Mãos de uma mulher que certamente poderia dominar o mundo.

— O que você me recomenda? — perguntei, pois me sentia perdido olhando aquele cardápio.

— Além dos risotos dos deuses que fazem aqui?

Confirmei que sim com a cabeça e ela voltou a mirar o cardápio mais uma vez.

— Bom —, começou. — Eu adoro o tortellini de Bolonha daqui.

— Obrigado pela dica.

— Qual o pedido? — o garçom se prontificou em anotar.

— Um tortellini de Bolonha — olhou-me, como se esperasse a confirmação e eu assenti. — E um salmão grelhado com aspargos. Traga também um vinho. O melhor que tiver. Obrigada.

O garçom marchou em direção a cozinha com os pedidos nas mãos.

— Eu adoro comida italiana. Meu pai era italiano. Daí provém o sobrenome D'angelo antes do Bennett.

E creio que essa beleza europeia também, pensei.

— Está tenso, Ortega? — perguntou, dando uma rápida olhada no celular.

Eu não conseguia parar de olhar pra ela. A minha chefe é um absurdo de linda, tanto que me toma até as palavras.

— De forma alguma.

— Há quanto tempo você trabalha na Carter Corporation? — ela quis saber. — Presumo que você chegou a trabalhar com o antigo gerente, até porque você já estava lá quando eu cheguei.

— Sim. Eu já trabalho um bons anos na empresa.

— E como era a gestão do antigo gerente?

Menos bela que a sua com certeza.

— Menos... rígida.

— Imagino.

Nessa hora os pratos chegaram e ela desprendeu um pouco sua atenção de mim. Me frustrei. Droga. Eu quero aqueles olhos azuis sedutores em mim outra vez.

— Posso fazer uma simples pergunta?

Pedi, na maior coragem que já reuni na vida. Ela passou a faca agilmente na carne do peixe, erguendo uma sobrancelha, antes de dizer:

— Vá em frente.

Tomei um gole do vinho. Não é a minha bebida favorita, creio que nunca estará figurando entre elas, mas precisava molhar a garganta.

— Por que quer que as pessoas tenham tanto medo de você? — ela ficou surpresa e calada, então prossegui: — Qual a máscara por trás dessa mulher implacável?

Por um momento eu achei que ela iria berrar, espernear como sempre faz; entretanto, posso nesse momento me vangloriar de que eu fui capaz de deixar Alessa Bennett sem voz. Infelizmente, tristonha também. O que fez eu me arrepender no minuto seguinte.

— Eu só te chamei aqui para te entregar esse pendrive, aqui tem basicamente toda a informação e o modelo que vamos utilizar. — Sua voz estava branda, até demais. — Agora tenho que ir, o trabalho me espera. Não se preocupe, a conta já foi paga. Te restam vinte minutos. Bom apetite!

E assim ela saiu, deixando minha questão solta no ar.


Notas Finais


Meninas desculpem se tiver algum erro. Não tive tempo de revisar.


Espero que gostem 💕


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