História Is it love Gabriel e Mark "Um coração dividido" - Capítulo 34


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Categorias Histórias Originais
Tags Comedia, Is It Love, Romance
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Palavras 4.486
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente, tudo bem?
Sejam bem vindos a mais um capítulo desta história que foi escrito com toda a dedicação e carinho
Vou tentar postar outro na próxima quarta feira 🙂
Um beijo, fiquem com Deus
Boa leitura

Capítulo 34 - Uma escolha


Fanfic / Fanfiction Is it love Gabriel e Mark "Um coração dividido" - Capítulo 34 - Uma escolha



Noite de quinta-feira...


     Pvo. Rosie


     Por conta das saudades que eu já tinha do meu namorado e, claramente, do mau estar da sua filha, decidi fazer uma pequena visita depois do jantar.
     No meio de um dia caótico no trabalho, este fim de tarde vai ser bom para me animar. Sinceramente, hoje foi um dia muito difícil e, quando vivo dias assim, opto por estar mais perto da minha família que, em Nova York, são eles.
     Falando em família, a minha estava ansiosa por causa do Natal. Não era mentira que o mesmo estava chegando, mas, juntamente com ele, uma Rosie regressaria à sua linda casa. Tinha saudades de estar sentada perto da lareira nos dias mais frios, ou seja, quase todos, sentia falta da comida da minha mãe. O pior de morar sozinha são as saudades que, por mais visitas que façamos, vão estar sempre presentes nas nossas vidas.
     Quando eu tive a ideia de vir morar em Nova York, cidade que sempre quis conhecer, contei para minha família. Meu pai, que sempre foi muito protetor, surtou. "Você quer abandonar sua família?, "Não gosta da gente?", dizia ele. Estive ao ponto de desistir, só que a minha mãe falou comigo e me disse para não desistir dos meus sonhos. Se fosse pelas ideias do meu pai, eu não estaria aqui hoje.
      Naquela altura, eu sentia a necessidade de mudar o rumo da minha e, para isso, teria que mudar de país também, começar do zero.     Apesar de ter a família que eu amo nessa cidade e de ser o local onde eu nasci, a mesma me trouxe várias mágoas, incluindo a traição no meu relacionamento anterior. Hoje em dia, já não me afeta como antes, mas vão ser memórias que nunca serão esquecidas.


Alguém:- Boa noite.

     Uma senhora, que devia ser um pouco mais velha que a minha mãe, me cumprimenta um pouco antes de chegar ao meu destino, casa do meu namorado.

Rosie:- Boa noite.

     Uma das coisas que eu fazia enquanto caminhava era refletir sobre minha vida, algo que eu fazia diariamente.
     Diferente do habitual, vim de metrô até à estação mais próxima da casa do Mark e, quanto ao resto do trajeto, seria feito caminhando.

Mark:- Por aqui?

      A voz do diretor de filial fez-se ouvir, logo depois de eu bater na porta da sua casa.

Rosie:- Vim fazer uma visita para o meu namorado e para a Sophia.

      O mesmo me deu espaço para entrar e, segundos depois, estávamos sentados no sofá  confortável que ele tinha.

Mark:- Como foi o dia ma empresa?

      Começamos a bater um papo, após nos termos cumprimentado.

Rosie:- Cansativo, estou aguardando minhas férias. Assim, verei minha família.

      Uma coisa que eu e o Mark tínhamos em comum, era o facto de sermos muito ligados à nossa família.
      Apesar do mesmo, em tempos anteriores, se grudar bastante no trabalho, aprendeu que a família e os amigos vêm em cima de qualquer coisa material e monetária.

Mark:- Entendo, sinto o mesmo que você.

       Conversando sobre vários assuntos, estava quase me esquecendo do principal motivo da minha visita. Que cabeça a minha...

Rosie:- Como a Sophia está?

      A mesma não estava presente na sala e, quando vi suas pantufas jogadas no tapete da sala, me lembrei dela.

Mark:- Na medida do possível. Levei ela no hospital esta tarde e já está melhorando, antes estava ardendo em febre.

      Se há coisa que eu odeio neste mundo, é ficar doente. Fico impossibilitada de fazer alguma coisa, horrível.
      Sendo Sophia uma criança hiperativa, deve sentir o mesmo que eu sentia e ainda sinto.

Rosie:- Ela vai melhorar.

      São coisas pelas quais todo mundo passa ou, um dia, vai passar.

Mark:- Quer vê-la? Ele está no quarto, venha.

      O mesmo continua falando, assim que eu assenti. Segui o meu namorado e, rapidamente, avistei uma garota dormindo.
      Ver a pequena garota assim, só me despertava a minha vontade de ser mãe, deve ser tão legal.

Rosie:- É muito linda.

      Sussurei, para que a pequena não me escutasse, não queria perturbar o seu descanso.

Mark:- Ficou muito cansada, após a ida no hospital.

Depositei um pequeno beijo na bochecha da garota, depois de ver o meu companheiro fazer o mesmo.
      Ambos saímos do seu quarto que, sem dúvida alguma, era o quarto de sonho de muitas garotas.

Rosie:- Eu trouxe um presente para a Sophia.

      No caminho para casa, após o meu expediente, optei por comprar um ursinho de pelúcia para a mais nova.
      Me lembrei de lhe oferecer isso, porque a mesma me disse que os colecionava.

Mark:- Eu entrego-lhe quando a mesma acordar e digo que você passou por aqui.

       Ficamos falando mais um pouco e, acabei por contar a minha "briga" com a Lisa.
      Tanto eu quanto ele, não concordavamos com o plano dela, apesar de sabermos que o Richard não agiu corretamente.

Mark:- Teve que almoçar sozinha?

      Mesmo sabendo que o Mark não gostava nem um pouco do meu gerente, não lhe ia esconder que almocei com ele.

Rosie:- Não. No início, ia almoçar, mas, depois, apareceu o Gabriel e almoçamos juntos.

       Apenas disse a verdade, sinceridade é tudo em um relacionamento.

Mark:- Outra vez ele tentando aproximar-se de você? Já não bastava a história de intercâmbio, agora vai ficar de almocinho com ele?

       Eu não esperava que ele reagisse dessa forma. Tudo bem, todos sabemos que ele não gosta do Gabriel e que já havia deixado isso bem claro, mas pensei que os seus ciúmes tivessem melhorado. Afinal, eu e o Gabriel somos apenas amigos e vamos continuar assim.

Rosie:- Nós somos apenas amigos e isso se tratou de um almoço de amigos, Mark. Você também tem amigas.

       O mesmo tem amigas e eu não fico tendo ciúmes sem motivo algum, odeio quando ele tem estas crises.

Mark:- Sim, eu tenho amigas, só que elas não ficam dando em cima de mim, diferente do Gabriel.

       Não era novidade para mim que o Gabriel gostava de mim, mas daí a dizer que ele fica dando em cima de mim a toda a hora, é um completo exagero.

Rosie:- Não entendo essa sua insegurança. Eu estou com você, não estou?

       As nossas brigas giravam em torno de uma única pessoa, Gabriel Simons, tudo por conta de uma crise de ciúmes. 

Mark:- Não sei até quando, daqui a pouco ele consegue separar-nos.

       Duas brigas no mesmo dia? Ninguém merece.

Rosie:- A única pessoa que nos vai separar é  você e suas crises de ciúmes. O melhor é eu ir embora, não quero que as coisas fiquem piores do que é que já estão.

       Peguei na minha bolsa, que estava no sofá da sala, e percorri a trajetória até à porta.

Mark:- Deixa que eu te dou uma carona.

       Ainda escutei a última frase proferida pelo meu namorado, bem antes de fechar a porta de sua casa.
       Minutos depois, me encontrava no meu apartamento pronta para passar mais uma noite.
        Eu estava precisando de descansar, tive duas brigas em um só dia com duas das pessoas mais importantes da minha vida, ninguém merece.
       O que mais me irrita é que os motivos de ambas as brigas foram bobagens, os ciúmes do Mark já me irritavam bastante.
        Por um lado, compreendo que ele sinta ciúmes, todo o mundo tem, mas, por outro, não entendo a razão de tanta insegurança quando eu havia deixado bem claro que somos apenas amigos.

Lauren:- Posso entrar?

       A minha companheira de casa pergunta, provavelmente bateu na porta e, como eu estava distraída com meus pensamentos, nem escutei.

Rosie:- Pode.

       A Lauren, que se encontrava com um pijama quente, sentou na minha cama.

Rosie:- Acordei você?

       Rapidamente, esse pensamento surgiu na minha mente. Como eu estava irritada, não tive muito cuidado ao chegar em casa e isso podia ter acontecido.

Lauren:- Não, eu não estava dormindo. Aconteceu alguma coisa?

        Eram mais de dez e meia da noite, no dia seguinte teríamos que nos levantar cedo, mas sempre me disseram para não guardar rancor dentro de mim.
        O melhor é sempre desabafar com o próximo, assim o farei.

Rosie:- Mais uma vez, o Mark teve ciúmes do Gabriel. Não entendo o porquê de tanta insegurança.

         Penso que ninguém entendia no meu lugar.

Lauren:- Qual foi a razão para ele sentir ciúmes?

Tinha me esquecido de lhe contar a origem dos ciúmes do meu namorado, algo importante para perceber a história.

Rosie:- Bom, eu ia almoçar sozinha hoje, até encontrar o Gabriel. Fomos almoçar juntos e, como sou sincera, falei para o Mark. O mesmo teve uma crise de ciúmes, dizia que o outro só queria nos separar, coisas desse género.

     Tentei resumir ao máximo, a minha vida é mais complicada do que parece.

Lauren:- Pelo que você me contou, o Mark não está num relacionamento há bastante tempo. Tem que lhe dar um desconto, deve ser complicado para ele.

     Eu falava com a Lauren sobre toda a minha vida nas nossas chamadas de vídeo, adoro papear com ela.

Rosie:- Eu também não me relaciono com alguém há muito tempo. Ainda não entendo os ciúmes dele nem vou entender. No meu relacionamento anterior fui traída e, partindo desse ponto, eu é que devia desconfiar dele.

      Estou cansada de tudo isso, é muito coisa para a minha cabeça.
      Trabalho, amizades, relacionamentos e, por fim, as brigas. Três brigas em apenas um mês, não mereço.

Lauren:- Talvez tenha razão. Os ciúmes dele também não querem dizer que ele não confia em você, apenas não confia no Gabriel. Você já olhou bem para ele, tem mesmo cara de pegador.

       Rio com o último comentário da minha amiga, eu concordava com a mesma.
      A garota também o conheceu na famosa viagem a Los Angeles, que aconteceu há uns meses atrás.

Rosie:- Tenho que concordar com você.

       Não imaginava que, no fim de um dia cansativo, estaria dando risada graças às piadas da minha amiga sobre a fama de pegador do gerente do 42°andar.
       Minutos depois, já me sentia melhor e, com o meu pijama do Mickey, acabei por adormecer aconchegada na minha cama.



            Sexta-feira...


       Depois da tempestada vem a bonança

 
      Como todas as sextas-feiras, acordo muito feliz, dado que o fim de semana havia chegado. Finalmente, uns dias de descanso, bem que eu mereço.
       Uma boa notícia chegou para a minha amiga,  ele tinha recebido a confirmação da sua proposta de aluguel de um apartamento, que fica a cinco minutos daqui. Estou muito feliz por ela, a mulher merece.

Lauren:- Não acredito que achei uma casa.

        A mesma cantarolava pela cozinha, enquanto eu preparava o café da manhã.

Rosie:- Acredite, porque é verdade.

        A sexta-feira começou da melhor maneira possível para a minha amiga, acordar com uma notícia dessas é incrível.
        Como eu não podia ficar conversando e celebrando com a minha amiga, saí do meu apê com objetivo de não chegar atrasada no trabalho mais uma vez, teria que lidar com as piadas do meu colega.
         Até a brisa da manhã era diferente às sextas, bobagem minha, todo o mundo tem o direito de acreditar no que quiser.
         O caminho até ao meu local de trabalho, como sempre, não demorou e, dentro da empresa, pude ver a minha amiga trabalhando.   Queria conversar com ela e lhe pedir desculpas pela briga, mas a garota parecia ocupada.
        "Farei isso mais tarde", pensava eu, depois de muitos outros pensamentos. Afinal, eu vivia refletindo sobre tudo.

Lisa:- Rosie, pode chegar aqui?

       A loira, que antes parecia ocupada em mais uma das suas tarefas, questiona, bem antes de eu apertar o botão do elevador.
       Como eu queria conversar, fiz o que a mesma  pediu.

Rosie:- Aqui estou.

       Primeiro, decidi dar-lhe a palavra, visto que foi a mulher que me chamou.

Lisa:- Eu queria te pedir desculpas por ontem, eu exagerei com tudo aquilo. Me perdoe, amiga.

        O arrependimento era visível em sua face, não tinha como estar brigada com ele por mais tempo, sentia falta da minha melhor amiga.

Rosie:- Oh, eu também tenho que te pedir desculpas, a vida é sua e, como sua amiga, devo te apoiar. Por isso, vou-te dar meu apoio, mesmo não concordando com tudo.

        Afinal, ambas estávamos erradas na história e, foram precisas, algumas horas para podermos refletir sobre nossa briga.

Lisa:- Melhores amigas novamente?

Agora descobrimos a parte boa dos desentendimentos, era quando as pessoas envolvidas chegavam num concenso e se reconciliavam.

Rosie:- Como pode ser "novamente" se nunca o deixamos de ser?

      Não suportava segurar minha vontade de brincar com a situação e, querendo ou não, acabei fazendo isso.
      Segundos depois, não hesitei e dei um grande abraço da minha amiga, vai ser sempre a melhor amiga que a vida me deu.
       Como tínhamos que trabalhar, logo nos despedimos e fomos para o nosso local de trabalho, prontas para encarar mais um dia de trabalho e o último da semana.

Matt:- Hoje acordou bem melhor.

       Ao chegar na minha mesa, ouço o comentário de um dos seres mais bobos desse planeta, Matt Ortega, mais conhecido por bad boy da empresa.

Rosie:- Sim, eu e a Lisa nos entendemos, não estava aguentando ficar brigada com ela.

       O que era verdade, ficar brigada por apenas algumas horas com ela é demais para mim.
       Será que alguém consegue ficar brigada por mais tempo com a amiga mais próxima? Acho que não.

Matt:- Vocês ficaram brigadas pouco mais 16 horas e ainda fala que não estava aguentando.

       Nem todas as pessoas são de guardar rancor, eu não sou. Além disso, nossa briga tinha sido por um motivo idiota e, conseguimos refletir em poucas horas, para perceber que ambas estávamos erradas quanto ao assunto.

Rosie:- A gente não consegue ficar brigada. Somos inseparáveis.

       Era sempre bom bater um papo antes de começarmos nossa tarefa enquanto organizavamos a nossa mesa, ou melhor, enquanto eu organizava porque esse meu amigo trabalhava no meio de muita bagunça. Não vamos criticar.
        Estávamos terminando o vídeo, que servia de  publicidade para a empresa, nós estávamos encarregues de monitorar o site da mesma.
        No horário do almoço, o grupinho voltou e fomos almoçar juntos, eu, Lisa e Matt. Acabei por falar sobre minha última briga com o meu namorado, ao qual ambos tentaram perceber os dois lados. Eles disseram que a existência de ciúmes numa relação era algo normal, apenas tínhamos que aprender a lidar.
        O almoço continuou com planos de nos encontramos no fim de semana, tínhamos combinado que íamos no show da banda do Colin no sábado numa balada no centro da cidade. Fazia algum tempo que não saía com os meus amigos e eu sabia que, no fundo, estava precisando de uma pequena diversão, por mais boba que seja.
         Quanto ao Mark, nunca mais o vi desde quinta-feira. Talvez tenha ficado em casa com a Sophia ou se esforçou para não se cruzar comigo na empresa. Nenhuma mensagem nem ligação chegou, eu não podia criticar, uma vez que também não o contactei. Uma coisa é certa, não vou dar o primeiro passo para a reconciliação, não acho que os ciúmes deles são necessários.
         Minha amiga Lauren, que ainda celebrava sua nova conquista, me convidou para ir jantar no restaurante perto da minha casa. "É por minha conta", foi o argumento que a mesma usou para me convencer. Não posso negar, eu estava mesmo precisando de uma distração.
         Acabamos por bater um papo muito legal sobre passado e futuro por lá, com o qual pude conhecer melhor minha companheira de casa temporária.
          Foi um dia bem legal para todos, é verdade o que dizem. "Depois da tempestade, vem a bonança", concordo plenamente com esta frase e minha vida só me faz ver que é verdade. Sempre temos que pensar que, por mais que chova, o sol vai aparecer para iluminar nossas vidas, um pensamento que sempre tenho.


             Sábado...


      As coisas não melhoraram


      O começo do meu sábado foi feito na compainha da minha série favorita, depois de ter comido um café da manhã delicioso.
      A Lauren, que ainda estava muito feliz, foi passar o dia com uma amiga que conheceu na viagem para cá, parece até tirado de um livro.   Nunca manti contacto com uma pessoa que conheci num vôo.
      Uma das minhas coisas favoritas é escutar música e, para fazer faxina, não é nada melhor. 

Sempre tinha que faxinar minha casa, dado que a sujeira não saía sozinha, quem me dera que fosse assim, era tudo bem mais fácil.
     Após uma faxina durante a manhã inteira, tomei um banho e, em seguida, fiz o almoço.   Como hoje era dia da organização do intercâmbio, convidei o Gabriel para almoçar e, só depois de comermos, é que íamos tratar do tal assunto.
       Ainda bem que existe a bendita internet porque, sem ela, não seremos capazes de organizar uma viagem para o outro lado do planeta.

Gabriel:- Trouxe uma sobremesa, é mousse de chocolate. Comprei na pastelaria perto da minha casa.

     O meu gerente diz, após termos-nos cumprimentado assim que o mesmo chegou.
     É estranho, vê-lo com uma roupa menos formal, formalidade a mais é horrível e, os homens da Carter, tinham isso. Todos marcavam presença com o seu terno avassalador.

Rosie:- Hum...que bom aspeto. Ainda bem que decidi não fazer sobremesa.

      Acabamos por nos sentar à mesa e, então, fizemos a tão desejada refeição.

Gabriel:- A comida está deliciosa. Você é demais na cozinha!

      O melhor de cozinhar é ver as expressões de satisfação das pessoas à minha volta.      Muitas pessoas elogiam minha comida e, sempre digo, o ingrediente que torna as minhas receitas mais saborosas é o amor, por mais clichê que isso seja.

Rosie:- Obrigada. Simplesmente, amo cozinhar.

       Há uns anos atrás, estava indecisa quanto à minha área profissional. Não sabia que área devia escolher, uma vez que tinha duas paixões: comunicação e, obviamente, culinária.
       Acabei escolhendo comunicação porque, se optasse pela outra, só teria essa área presente na minha vida e, mesmo optando comunicação, posso cozinhar para a família.

Gabriel:- Você devia abrir um restaurante, leva jeito.

       Já perdi a conta do número de pessoas que me falaram isso, quase todos que provavam minha comida.

Rosie:- Ah, não tenho tempo. Para além disso, gosto bastante de trabalhar como assistente de comunicação.

      Talvez no futuro possa lançar um livro de culinária, quem sabe. Seria a realização de um grande sonho.

Gabriel:- Já cozinhou em algum restaurante?

       O nosso assunto de conversa era a minha paixão pela culinária, que despertou a curiosidade do meu querido amigo Gabriel.

Rosie:- Sim, no da minha avó. Ela tem um restaurante em Londres, onde partilha as receitas da família, é bem sucedida.

       Falar da minha avó faz minhas saudades apertarem, éramos bastante próximas.
       A minha paixão pela cozinha surgiu dela, minha querida avó inglesa.

Gabriel:- Que legal.

        Acabei por falar sobre as saudades que sentia da minha família com o Gabriel, ele me escutou e, no fundo, compreendia a noção de saudades.
       As saudades que o meu amigo sentia eram bem maiores, mas eu tinha sorte. A qualquer altura podia comprar uma passagem e ir visitá-los. Ele não.
       Acabámos por terminar nossa refeição com a sobremesa que o Gabriel tinha trazido que, por sinal, estava uma maravilha.

Rosie:- A gente não vai conseguir terminar o mousse.

       Nem metade tínhamos comido, apesar de estar ótimo.

Gabriel:- Terminamos depois.

       Por mais que eu falasse que não precisava, acabámos por retirar a mesa juntos. É verdade que é bem mais rápido quando são duas pessoas a fazê-lo.
       O Gabriel me contava histórias engraçadas dos seus últimos relacionamentos, tinha cada uma. Do nada, surgiu uma dúvida que eu queria esclarecer.

Rosie:- Você e a Cassidy já tiveram um lance?

       Era uma das fofocas que mais rolava na empresa há uns tempos atrás e, também, se for verdade, a causa do ódio que a víbora sente por mim. Não teria outra explicação.
       O homem na minha frente ficou surpreendido com a audácia da minha questão, não me importava nem um pouco isso. Apenas queria tirar minha dúvida sobre o rancor guardado pela Cassidy.

Gabriel:- Sim, a gente teve um lance há um tempo. Foi bom enquanto durou, mas acabou há algumas semanas, só que ela não aceitou.

      No fundo eu sabia que era verdade, apenas precisava de uma confirmação e, nada melhor do que ser por um dos envolvidos na história.
      Agora sabia o porquê do ódio que a garota sentia por mim. A mesma não havia esquecido o Gabriel, que tinha sentimentos por mim. Daí, a explicação para tanto ódio e rancor.

Rosie:- Agora tudo faz sentido.

      Acabo falando em voz alta, nem consigo calar minha boca.

Gabriel:- O quê?

      Como era de esperar, o mesmo não tinha entendido. Ainda bem...

Rosie:- Nada, esqueça. São coisas da minha cabeça.

       Espero mesmo que o Gabriel encontre alguém legal que sinta o mesmo por ele, pois escutar as histórias dos seus lances é horrível e, só faz-me desejar mais que apareça uma pessoa que lhe mostre o verdadeiro sentido do amor.

Gabriel:- Agora que organizamos tudo, vamos diretos ao assunto que me trouxe aqui.

       Claramente, estava falando do intercâmbio da Emma, irmã dele.
       Começamos por pesquisar várias escolas e, uma das primeiras opções, foi a que me cativou. Era a minha escola, um lugar onde aprendi bastante coisa, fui muito feliz por lá.

Rosie:- Essa foi a escola onde eu estudei.

        O Gabriel clicou no local, onde dizia mais informações e, como era de esperar, falava detalhadamente os processos escolares, incluindo uma parte de intercâmbio.

Gabriel:- É uma das melhores opções. Fazemos assim: selecionamos três e, no fim, escolhemos a que vai ser.

        Três escolas foram escolhidas, ambas ficavam localizadas no centro da cidade. Londres era muito grande...
        Antes de escolhermos a tal, enviamos um email para todas elas acerca do intercâmbio que pretendemos organizar.

Rosie:- Em princípio, só daqui a duas semanas é que temos tudo pronto.

         Até podia ser mais tempo, depende do outro lado também e da nossa sorte.

Gabriel:- Quanto ao alojamento, estive pensando numa host family. O que acha?

        É a opção mais requesitada nos últimos tempos e, também, a mais econômica.

Rosie:- Acho que é a melhor opção para uma adolescente de 17 anos.

       Vimos algumas e, como sabíamos que só podíamos selecionar a habitação depois de sabermos a escola, fizemos uma lista de várias.

Gabriel:- Agora temos que aguardar a resposta das escolas.

        Nunca pensei que um simples intercâmbio demorasse tanto, já se passaram mais de duas horas e apenas tratamos de dois assuntos.
        Optamos por fazer uma estimativa do preço, consoante as opções que tínhamos.    Ficava dentro do limite imposto pelo Gabriel, o que era ótimo.

Rosie:- Acho que, por hoje, não podemos fazer mais nada.

         Por incrível que pareça, não tenho pensado na minha briga com o Mark. A faxina da manhã e o bate papo com o Gabriel durante a turma têm-me mantido ocupada.

Gabriel:- Podemos comer um pouco de mousse.

         Sábado era um dia para comer besteira e, com os amigos, não se esperava outra coisa.

Rosie:- E então minha mãe descobriu que minha irmã tinha mentido.

      Terminava de contar uma história de infância, relembrar certas coisas do passado é bom, ainda mais com amigos.

Gabriel:- Obrigada por me ajudar neste assunto, você é uma ótima amiga.

      O mesmo me faz dar um sorrisinho de leve, não sabia reagir a elogios.

Rosie:- Não tem que agradecer.

      O papo terminou quando o Gabriel disse que tinha que ir, também eram quase cinco horas da tarde. Querendo ou não, acabamos passando a tarde juntos.
      Acabei por acompanhar o meu amigo até à entrada do prédio.

Gabriel:- Obrigada novamente.

       Estávamos nos despedindo, no estacionamento do prédio.
       Acabei por dar um abraço nele, é uma forma que eu arrumei para me despedir dos meus amigos.
       Podiar sentir os braços fortes do Gabriel à minha volta, estava bem protegida.
      Uma voz, bem conhecida pelos dois, tinha sido a causa do encerramento no nosso abraço. Não acredito que essa pessoa estava aqui, com certeza, vai brigar comigo, depois do que viu.

Mark:- Rosie?

Sim, era o Mark, meu namorado, que tinha acabado de presenciar a cena.
      Que azar!
      Como se já não estivéssemos mal, agora estaríamos pior ainda.

Gabriel:- O melhor é eu ir embora. Obrigada, Rosie. Até mais.

       Olho para o Gabriel se despedindo e, instantes depois, o mesmo se encontrava dentro do seu automóvel que, posteriormente, acabou por sair dali.

Mark:- Bonito! Vir pedir desculpas para sua namorada depois de terem brigado por conta dos ciúmes "bobos" dele e ver ela nos braços de outro que, para melhorar a situação, é apaixonado pela mesma.

       Os ciúmes haviam dominado o homem à minha frente, ele parecia possuído de tanto raiva que eu via no seu olhar.
       Não sabia o que dizer. Quer dizer, eu e o Gabriel não tínhamos feito nada de grave, mas sei que isso não amenizou a situação, pelo contrário, só piorou.

Rosie:- Foi apenas um abraço.

        Foi a única coisa que consegui dizer, ainda estava chocada com a situação.
        Déjà Vu, essa era o meu sentimento. Já tinha vivido aquilo antes, uma situação bem parecida com as mesmas pessoas envolvidas.

Mark:- Tudo é "apenas". Foi "apenas" um abraço, somos "apenas" amigos. Daqui a pouco, será "foi "apenas" um beijo ou foi "apenas" uma traição.

Rosie:- Nunca vou trair você, Mark.

     Não era capaz de trair seja quem fosse, ainda mais uma pessoa que eu tenho muitos sentimentos, estou perdidamente apaixonada por ele, não podia negar.
     Sei bem a dor de uma traição, muito bem...

Mark:- Como saberei se você está falando a verdade?

      Ele estava duvidando de mim? Eu, que sempre fui sincera com ele.

Rosie:- Confiando em mim, nem que seja apenas uma vez na vida. Já brigamos uma vez por questões de confiança, não vamos fazer isso novamente.

       Brigas, também perdia a conta das brigas que tivemos em pouco tempo. Só há uma definição para a nossa relação: vivem brigando.

Mark:- Fica difícil de confiar em você, muito difícil. Ele está sempre em tudo. Já estamos brigando.

        Sempre lhe falei que podia confiar em mim e, nunca dei indícios do contrário. O pior são os ciúmes dele, que raiva.

Rosie:- Pode confiar em mim. Não tenha ciúmes do Gabriel, nunca tivemos nada para além de amizade.

        Confiança, faltava a confiança aqui.

Mark:- Eu não aguento mais, sabe. Estou farto disto, você sempre fazendo ele de vítima da história.

       Não sabia onde ele queria chegar... Mas, concordava com a parte de estar farta, farta de brigar, farta de tudo.

Rosie:- Onde quer chegar?

        Qualquer pessoa podia ver a gente brigando no meio do estacionamento do meu prédio, armando barraco no meio da "rua".

Mark:- É simples, "apenas" uma escolha. Você escolhe. Ou ele ou eu.

        Nunca uma frase me chocou tanto como agora, não estava acreditando.
        Deixa ver se eu entendi! Ele quer que eu escolha entre ele e o Gabriel? Depois de tudo?
        Que raiva, respire Rosie. Respire...
         Não queria acreditar que a nossa briga chegou a esse ponto que levou o Mark a falar aquilo, que injusto.
         E agora? Como vou sair dessa?


























  


























































































Notas Finais


Espero que tenham gostado deste capítulo, estou gostando bastante de escrever esta história
Mark bem ciumento, hein 😉

Fiquem com Deus, um beijo e até à próxima

Obrigada ❤


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