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História Is It Love? Loan - Desejo e Solidão - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Link da coreografia da Anna nas notas finais.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Is It Love? Loan - Desejo e Solidão - Capítulo 3 - Capítulo 3

Anna


Corro até os camarins e peço para Penélope servir a mesa dos jogadores. Ela concorda, e pergunta se está tudo bem. Eu digo que sim, e saio a procura do Don para informá-lo de que houve um imprevisto e não poderei ficar a noite toda. Ele, gentil como sempre, concordou, mas disse que em compensação eu deveria dançar amanhã. Eu concordei. 


Fui até o camarim e tirei a peruca e a máscara. Limpei a maquiagem exuberante, e troquei de roupa. O motorista da van do clube, que é responsável por nos levar para casa, já está a minha espera quando saio pelas portas dos fundos. Envio uma mensagem de texto para Sarah:


“Os caras do time estavam aqui hoje. Acho que o Loan me reconheceu.”


Ela responde quase imediatamente:


“Impossível amiga. Ele nunca trocou duas palavras com você. Como poderia ter te reconhecido?”


“Ele chamou pelo meu nome, Sarah. Ele tinha certeza que era eu.” - Respondi.


“Se ele te encuralar você nega, diz que passou a noite toda comigo.” - Ela digita.


“Obrigada. Você é a melhor!” 


Já em casa, tiro a roupa e tomo uma ducha, pensando no que aconteceu. Como será que o Loan me reconheu? Achei que ele nem soubesse quem eu era. Quase sai da personagem umas duas vezes, mas isso não era o suficiente para ele ter me reconhecido, nem a Sarah reconheceria. 


Vicky age totalmente diferente de mim, seduzindo os caras, dando bola, enquanto eu só dou fora neles. Sou tipo o Clark Kent do Super-Homem.


E então Loan montou em mim e me forçou a olhar para ele. Senti medo naquela hora. Medo de que ele descobrisse tudo. Medo de que minha vida educacional estivesse arruinada. Medo do que ele poderia fazer. 

Me seco e deito na cama nua, me enrolando no cobertor, esperando acordar amanhã e que isso tudo não tenha passado de um sonho ruim. 


[...]


Combinei com a Sarah de nos encontrarmos na praça da cidade para passear no shopping. Graças as danças particulares, tenho dinheiro sobrando pela primeira vez em muito tempo. Coloco os fones de ouvido, ouvindo Ed Sheeran. Coloquei uma calça jeans, um cropped de tricô regata e um kimono de mangas compridas por cima. Fiz um meio coque e coloquei meus óculos de sol novos. 


Saio a pé pelas ruas de Mystery Spell, até chegar a praça, próximo a fonte, onde marquei de me encontrar com a Sarah. Uma olhada no relógio e percebo que estou adiantada. Decido me sentar em um dos bancos e aproveitar o sol. Tiro o kimono e o coloco ao meu lado no banco. Estou cantalorando “Shape of You” quando sinto uma presença sentando ao meu lado. Me viro, esperando ver a Sarah, mas quase caio para trás quando vejo que o Loan. 


-“Bom dia Vicky Star.” - Ele fala.


Me faço de desentendida. Tiro o fone de um ouvido e falo:


-“Desculpe, acho que você me confundiu. Não conheço nenhuma Vicky.” - E recoloco o fone. 


Loan puxa o fio e o fone escapa do meu ouvido. 


-“Ei!” - Exclamo.


-“Não se faça de burra.” - Ele fala. -“Sei que era você ontem a noite.”


Me viro para ele, com a maior paciência que consigo juntar, e digo:


-“Olha, eu não sei o que você tá pensando, mas eu não sei quem é essa tal de Vicky, eu não vi você ontem a noite, e gostaria de continuar ouvindo minha música em paz.”


Loan coloca um braço no encosto no banco e se aproxima de mim, falando no meu ouvido:


-“Não se faça de desentendida. Era você no Vênus Clube ontem a noite.”


-“Agora você surtou. Olha, para sua informação, passei a noite toda na casa da Sarah.”


Ele pisca algumas vezes, confuso. Graças a Deus, Sarah escolhe essa hora para aparecer. Ela me cumprimenta e olha feio para o Loan, dizendo:


-“O que você tá fazendo com ela? O fora que o Garret levou não foi o suficiente para vocês perceberem que ela não quer nada com os caras do time?”


-“E quem ela quer? O Bartholy?” - Ele fala, com ironia. 


-“E se for?” - Digo para ele.


-“Você deveria ficar longe dessa gente.” - Loan se levanta. -“Ela tava mesmo com você ontem?” - Ele pergunta, dirigindo-se a Sarah.


Dou um suspiro alto, para que ele entenda que está incomodando. 


-“Sim. Passamos a noite toda estudando para a prova de Mitos e Lendas que vai ter na segunda-feira.” - Sarah responde. 


Loan olha para Sarah, depois para mim, e de volta para Sarah. Então balança a cabeça, vira as costas e vai embora. 


Relaxo assim que ele sai do meu campo de visão.


-“Obrigada Sarah.” - Digo.


-“De nada amiga. Agora vamos às compras.”


[...]


Sarah e eu compramos várias roupas novas. Fazia muito tempo que eu não me divertia assim. Chego em casa as 18 horas e coloco as sacolas na cama, me dirigindo ao banheiro. 

Tomo uma ducha rápida e me preparo para ir ao clube mais cedo, já que hoje vou dançar, por ter saído mais cedo ontem. 


Estou mais tranquila agora que tiramos essa história da cabeça do Loan. Escolho o repertório para esta noite: Uma versão estendida de “I’m a Slave 4 U”, da Britney Spears.


Pego um táxi até o clube, e vou em direção aos camarins para me arrumar. 



Loan


Não engoli aquela historinha de que a Anna passou a noite da casa da Sarah. Tenho certeza absoluta de que era ela ontem. Coloco uma camiseta preta, e pego as chaves do carro para ir novamente ao clube de strip. 


Chego no Vênus por volta das 22 horas. O estacionamento está lotado. Pago um cara para manobrar meu carro e entro na boate. O clima está diferente de ontem. As luzes estão quase todas apagadas, apenas algumas lâmpadas neon vermelhas estão acesas. 

Uma garota muito gata com peruca rosa curtinha vem me receber e pergunta se eu quero mesa para um. Digo que sim.


-“Vicky Star tá trabalhando hoje?” - Pergunto para ela, enquanto ela verifica no computador a disponibilidade de mesas. Noto com certa surpresa que esse clube é bem organizado. 


A gostosa sorri para mim, e diz:


-“É seu dia de sorte. Ela vai dançar hoje.” 


Sorrio abertamente para a recepcionista e chego mais perto, fazendo meu ar sedutor que já se tornou parte de mim:


-“Será que você me consegue uma mesa perto do palco?” - Pergunto.


-“Claro bonitão, mas é mais caro.” - Ela responde.


-“Dinheiro não é problema.” - Eu digo. 


Ela me encaminha para uma mesa alta e redonda, bem de frente para o palco, e traz a vodka que pedi. 


-“Vicky entra em cinco minutos.” - Ela fala, passando a mão pelo meu peito. 


Sorrio e dou $50 dólares de gorjeta para ela. 


As luzes se apagam mais ainda, apenas uma luz fraca ilumina o palco, onde há apenas uma cadeira. O que foi mesmo que a Anna, ou melhor, Vicky, disse para mim ontem? “Meu show é mais artístico.” . As palavras dela me vêm à mente, e uma apreensão toma conta de mim. 


Os alto falantes ressoam, tocando a introdução de uma música famosa da Britney Spears, que reconheço como sendo “I’m a Slave 4 U”. Uma garota muito, muito linda, entra no palco desfilando, jogando o quadril para um lado e para o outro enquanto a Britney fala:


“Eu sei que posso ser jovem

Mas eu tenho sentimentos também

E preciso fazer o que tenho vontade

Então deixe-me ir e apenas escute”


Os homens ao redor explodem quando ela se debruça nas costas da cadeira, de lado para a plateia, e começa a rebolar ao ritmo da música. 


 “Todos vocês me vêem como uma garotinha

Bem, você já pensou que seria certo eu pisar neste mundo

Sempre dizendo, "Garotinha, não entre no clube"

Bem, só estou tentando achar o porque, pois dançar é o que amo”


Vicky balança a cabeça e joga os cabelos para trás. Ela está sem peruca hoje, mas a máscara continua lá. Ela levanta o corpo da cadeira e enquanto a Britney fala uma séries de “Yeah” e gemidos, ela passa as mãos pelo corpo, ainda rebolando o quadril. Vicky volta as mãos para os seios e os aperta de leve, depois passa os braços por trás da nuca, levantando os cabelos e jogando-os para o alto.


Quando a música começa a dizer que ela é uma escrava, pego fogo. Me levanto e vou até a beira do palco, onde outros caras já estão. Vicky se abaixa sobre os calcanhares, em cima dos saltos, e abre bem as pernas, formando uma linha reta entre os joelhos, as mãos passam pelas coxas e passeiam pelo tecido do short mínimo que ela está usando. Ela fecha as pernas, e subo os olhos por seu corpo. Nossos olhares se encontram, e ela não desvia o olhar. Suas mãos voltam para os joelhos, e ela os abre novamente, subindo e descendo nos calcanhares. Ela continua esse movimento de vai e vem, e é impossível não imaginar ela quicando desse jeito no meu colo. 


Vicky coloca uma mão em frente a boca, a outra atrás da cabeça, os punhos fechados, enquanto Britney continua dizendo que ela é uma escrava. Vicky canta a música junto, e tenho a sensação de que ela está cantando para mim, dizendo que é minha escrava. Fico louco com isso. Ela bate os punhos nos joelhos algumas vezes, mexendo o pescoço em movimentos circulares, e levanta devagar, jogando o quadril para o lado, empinando aquela bunda deliciosa, enquanto passa as mãos pelas coxas. Vicky vira de costas para a platéia e joga a bunda para trás, passando as mãos por ela, e jogando os cabelos nas costas. 


Ela se vira para mim novamente, se remexendo toda e passando as mãos pelo corpo. Desejo que fossem minhas mãos passeando por aquelas curvas. Vicky se abaixa novamente, dessa vez com uma perna dobrada, a outra esticada para o lado, e passa os braços por cima da cabeça, descendo devagar. Seu corpo brilha devido ao suor. Ela se joga de joelhos no chão, jogando a cabeça e os braços para trás, e sobe e desce o quadril. Depois gira todo o tronco duas vezes, e fica de barriga para baixo no chão, as pernas abertas para a plateia.


Vicky abre bem as pernas e faz um movimento de sobe desce apenas com o quadril. Puta que pariu, meu pau vai rasgar minha calça de tão duro que está. Ela rola e vira de frente, ainda deitada no chão, e eleva o quadril, deixando a cabeça encostada no chão. Ela usa uma das mãos para tampar sua boca enquanto o movimento de vai e vem continua, e vira o rosto algumas vezes, alternando entre as mãos que tapam sua boca e socam o chão. Seu quadril desce e ela passa as mãos entre as pernas, se levantando, fica de lado e deixa um joelho no chão, o outro trás até o peito, correndo as unhas do tornozelo até a bunda.


Ela levanta, virando a bunda para mim, e dá um tapa na própria bunda, virando o rosto, me encarando diretamente nos olhos enquanto continua a cantar:


“Eu sou uma escrava para você

Eu não posso segurar

Eu não posso controlar

Eu sou uma escrava para você

Eu não vou negar

Eu não estou tentando esconder”


Ela continua rebolando, se jogando no chão e jogando os cabelos compridos. Agora está no chão, uma mão se equilibrando, as costas formando um perfeito arco. “Agora me observe” Ela canta junto com a música, passando uma mão pelo cabelo e abrindo e fechando as pernas. Ela inclina a bunda para baixo, mordendo o dedo, e move o quadril para frente e para trás. Depois ajoelha no chão, de costas para mim, e se inclina para frente, continuando o movimento. A visão que tenho daqui é perfeita. É como se estivesse transando com ela. 


Ela gira sobre os joelhos e fica de frente para mim. Estou grudado na beira do palco. Ainda ajoelhada, Vicky se inclina para mim e vem em minha direção, de quatro, me olhando nos olhos. Sorrio de lado para ela. Com certeza é a Anna. Ela deita de costa no chão, com a cabeça virada para a plateia masculina, e arqueia as costas, passando as mãos pelos seios. Ela olha para mim de cabeça para baixo, sobe e desce o quadril mais algumas vezes. Então gira o corpo, fica de joelhos, joga a cabeça para trás e a música acaba.


Vicky continua no palco, ofegante, e os seguranças vêm para afastar os clientes da borda do palco. Meu olhar cruza com o dela uma última vez antes de eu me afastar. Decido que vou pagar o que for preciso para ter uma dança particular com ela.


Notas Finais


Coreografia: https://youtu.be/9L5OPGkyFdw

Primeiro grupo


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