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História Is It Love? Loan - Desejo e Solidão - Capítulo 48


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, meu amores. Como estão?

Primeiramente gostaria de agradecer a todos o carinho que vocês vêm tendo comigo e com Loan e Anna. Quando comecei essa fanfic não imaginava que teria tantas visualizações e que vocês gostariam tanto. Sou muito grata por todos os comentários de apoio e os comentários pedindo para continuar. É o que me dá motivação para continuar escrevendo essa história.

O capítulo de hoje é muito especial. Espero que gostem.

Capítulo 48 - Capítulo 48 - Participação especial


Fanfic / Fanfiction Is It Love? Loan - Desejo e Solidão - Capítulo 48 - Capítulo 48 - Participação especial

23 anos atrás


Donald “Don” Miller


Acordo assustado com alguém batendo a porta do meu apartamento. Consulto o relógio: Já passa das 3 horas da manhã. Cauteloso, vou até a porta, mas não abro.

-“Quem é?” - Pergunto. 

-“Don, é Milena. Por favor, abra a porta.” - Ouço a voz da mulher que rapidamente se tornou uma das minhas melhores amigas. 

Destranco a porta e a abro devagar. Dou de cara com Milena apoiando o corpo machucado de Jake. Este, por sua vez, se limita e levantar a cabeça e me olhar nos olhos. 

-“Santo Deus, o que aconteceu?” - Pergunto, ajudando Milena a levar Jake até o sofá. 

-“Charles.” - Jake fala, gemendo de dor. 

Assim que o acomodamos, avalio o estrago: meu amigo está com vários hematomas no rosto, o nariz ensanguentado. Há sangue seco em seu lábio e no queixo. No pescoço, consigo ver claramente a marca de uma mão. Jake está segurando uma costela, o que me diz que provavelmente está quebrada. 

-“O que aconteceu?” - Me dirijo à Milena, que está afagando os cabelos do namorado. 

-“Charles descobriu sobre nós.” - Ela fala, sem me olhar. 

Fico de pé e observo a cena, tentando raciocinar. Jake e Milena vem tendo uma relação secreta há semanas. Eu só descobri porque flagrei os dois se beijando na biblioteca. Desde então, Milena e eu nos tornamos amigos. Quem diria que um dia eu me tornaria amigo de uma bruxa?

-“É proibido Templários terem qualquer tipo de relação com seres sobrenaturais.” - Digo baixinho, entoando um dos primeiros ensinamentos que recebemos ao entrarmos para o clã e provavelmente o motivo da surra que Jake levou. 

Pois é, Jake e eu somos descendentes de Templários. Isso quer dizer que desde cedo fomos ensinados a caçar seres das trevas, como bruxas, vampiros e lobisomens. Mas são tempos tranquilos. Os Bartholy não estão na cidade e as bruxas se mantém o mais silenciosas possível, e nunca tivemos registro de aparecimento de lobisomens. Mas isso não quer dizer que não temos regras. Temos regras bem específicas e o funcionamento do clã é supervisionado de perto pela família Huxley, chefe do clã há muitos séculos. 

-“Só é proibido porque os Huxley querem assim.” - Ouço meu amigo falar com dificuldade. 

-“Como ele descobriu?” - Pergunto. 

-“Minha mãe.” - Milena diz baixinho.

-“Desculpe, Mi, mas eu não entendi.” - Me sento na poltrona e observo os dois. 

Milena não responde, conjurando algum tipo de feitiço baixinho, seus olhos ficam desfocados e ela passa as mãos lentamente por cada um dos ferimentos de Jake. Observo, abismado, os hematomas sumindo, um por um, enquanto a bruxa continua a entoar o feitiço. Quando chega as costelas, ouço o som do osso voltando ao lugar, seguido de um grito estridente do Jake.

-“Desculpa, amor. Me perdoa.” - Ela se joga nos braços de Jake, que a abraça com força. 

-“Precisamos fugir daqui.” - Ele diz. 

-“Peraí, peraí.” - Interrompo, levantando uma mão. -“Será que alguém pode me explicar o que tá acontecendo aqui?”

Jake me olha muito sério antes de dizer:

-“Milena está grávida. A família dela queria tirar o bebê. Recusamos, é claro.”

Sinto a raiva crescendo dentro de mim. Bando de gente hipócrita e sem coração. Como puderam pensar em algo assim? Claro que um mestiço é sempre um perigo, nunca se sabe que tipo de poderes ele vai ter mas, ainda assim, é só um bebê.

Jake continua a explicação, com Milena nos braços:

-“Sra. Wilson foi até Charles e contou tudo a ele. Sobre nosso relacionamento. Graças a Deus não contou sobre o bebê.” 

-“Graças a Deus.” - Ecoo. -“O resto posso adivinhar. Ele foi atrás de você e mandou os caras te darem uma surra para você aprender a andar na linha e terminar o relacionamento com a bruxa. Então Milena, com o coração partido, iria aceitar a oferta da mãe.”

-“Parece que você adivinhou mesmo.” - Ele fala, sombrio. 

Milena ainda está em seus braços, aos prantos. 

-“O que vamos fazer agora, Jake?” - Ela pergunta ao namorado. 

Os dois se olham, os olhos azuis do meu melhor amigo se enchem de amor e ternura ao olhar para Milena. Nunca o vi assim com ninguém antes. “Amor verdadeiro”, penso, “Deve ser muito bom se sentir assim.” 

-“Nossa filha será uma mestiça…” - Milena fala, para ninguém em especial. 

-“Pode ser um menino.” - Jake tenta amenizar a situação. 

-“É uma menina.” - Ela responde, levantando o queixo, orgulhosa. 

-“Como pode ter certeza?” - Ele fala. 

-“Não sei, só tenho.” 

-“Odeio interromper os pombinhos, mas vocês precisam sair da cidade o mais rápido possível.”

Jake me olha e assente, depois dá um beijo na namorada e a deixa sentada, enquanto vamos preparar alguns poucos suprimentos para a viagem dos dois. 

-“Para onde vocês vão?” - Pergunto.

-“Ainda não sei.” - Ele responde. 

-“Jake…” - Colo uma mão em seu ombro. -“Pode contar comigo para o que precisar.” 

-“Obrigado, Don. Você é um amigo e tanto.” - Nos abraçamos, mas logo voltamos a preparar algumas roupas e comida.

Terminamos de arrumar as coisas e dou um pouco de dinheiro para eles, apesar dos protestos dos dois.

-“Por sorte, Smith é um sobrenome muito comum. Vai ser difícil eles encontrarem vocês.” 

-“Não tenho palavras para agradecer tudo o que você já fez por mim, Don.” - Milena me abraça.

-“Sejam felizes. Isso já é mais do que suficiente.” - Digo.

-“Mandamos notícias assim que possível.” - Jake fala.

Me despeço dos meus melhores amigos, que pegam um táxi até a estação de ônibus da cidade. 



9 meses depois



Chego no meu apartamento, ainda mancando um pouco. Depois que Milena e Jake fugiram, claro que Charles Huxley veio atrás de mim, procurando por eles. Como eu  não sabia onde eles estavam, ele não conseguiu arrancar nenhuma informação de mim, então quebrou minha perna como “aviso”. 

-“Foda-se, Huxley. Fodam-se Templários.” - Foi o que eu disse, antes de apagar.

Acordei três dias depois no hospital, com uma carta dizendo que eu havia sido expulso do clã. Por mim, melhor assim. 

Confiro a caixa de correio. Há uma carta lá, vinda de Minnesota, sem remetente. 

Entro em casa, trancando a porta e me jogando no sofá. Preciso arrumar um emprego, minhas economias estão começando a acabar. Abro a carta e leio silenciosamente:


“Querido Don,


Sei que não devia estar escrevendo essa carta, por poder colocar você em perigo, mas precisávamos avisar você. 

Nossa filha nasceu!

Como eu já sabia (apesar de Jake afirmar categoricamente que eu estaria errada), é uma menina. Demos o nome de Anna.

Não tenho palavras para agradecer a importância que você tem em nossas vidas. Sem você não estaríamos aqui. Nossa filha não estaria aqui. 

Vou deixar em anexo nosso endereço. Nos estabelecemos em Minnesota, Jake conseguiu um emprego em uma agência que aluga carros e conseguimos alugar uma casinha. 

Esperamos sua visita em breve. 

Com amor, Milena Smith

P.S. Nos casamos em uma capelinha de casamentos rápidos, foi lindo, queria que você estivesse lá.”


Abraço a carta com força. Meus amigos estão bem, e a salvo. E tiveram uma menininha! No final, tudo isso valeu a pena. 

Rapidamente arrumo as malas e vou em direção à estação de ônibus, para visitar meus amigos e a mais nova membro do nosso pequeno clã.


Notas Finais


Eu iria deixar esse mistério para o final da temporada (sim, pretendo escrever uma segunda temporada), mas resolvi fazer uma surpresa para vocês, já que estavam tão ansiosos querendo respostas sobre Anna.

Mas, isso é só o começo. Ainda tem muita água para rolar.

Um beijinho, e até segunda-feira.


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