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História Is It Love? Loan - Desejo e Solidão - Capítulo 49


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Capítulo 49 - Capítulo 49


Fanfic / Fanfiction Is It Love? Loan - Desejo e Solidão - Capítulo 49 - Capítulo 49

Loan


O tempo hoje está terrível! 

Até para os padrões de Mystery Spell. 

Já amanheceu, mesmo assim o dia está escuro, o céu carregado de nuvens negras e pesadas. Atravesso o estacionamento do campus correndo para evitar ficar muito molhado pela chuva constante. Paro na entrada do prédio. Ainda é cedo, não devem ter muitas pessoas lá dentro. Consulto novamente meu celular. Mandei uma mensagem para Anna perguntando se ela queria carona para a universidade, pois sei que ela não tem carro e os ônibus costumam ficar lotados em dias assim. Ela ainda não me respondeu. Sua última visualização foi de madrugada. Minha mensagem de boa noite foi lida, mas não respondida. 

Passo a mão pelo cabelo para tirar o excesso de água e me recosto em uma das colunas de mármore da entrada, cruzando os pés na altura dos tornozelos. Observo as pessoas chegando, vindo correndo para a segurança do teto acima de nós. Um trovão ecoa. Cada pessoa que passa me cumprimenta, os caras com um “e aí” ou um soquinho, as garotas jogando beijinhos ou soltando risinhos tímidos, algumas até são mais ousadas e me dão um beijo na bochecha e dizem algumas sacanagens. Não dou bola, estou preocupado demais com Anna. 

Consulto o celular novamente. Nada. 

Um a um, meus amigos vão chegando e se juntam a mim.

-“O que estamos fazendo parados aqui, mesmo?” - Rush pergunta, a certa altura. 

Dou de ombros e respondo:

-“Só não estou afim de entrar.” 

Mais algumas garotas passam e nos cumprimetam, parando para dar um beijinho em cada um, até mesmo no James, que todos sabem que é comprometido. Ele é o cara mais respeitoso aqui e mantém uma distância segura das meninas. Claire chega e fica conosco, afastando as garotas de James, mas não de nós. Confesso que as cumprimento mais por educação, minha mente ainda está fervendo, pensando onde estará Anna. Garret ecoa minha pergunta:

-“Vocês viram se a Anna já chegou?” 

-“Ainda não.” - Respondo com os dentes cerrados. 

James me olha de canto, mas não fala nada. Continuamos conversando e brincando, dando socos de brincadeira um no outro e falando besteiras, coisas de homem, até que vejo uma pequena figura parando no ponto de ônibus. Olho mais atentamente. Não é Anna, mas é Sarah, então logo, logo, Anna deve estar aqui também. Sarah fecha o guarda-chuva e senta no banco do ponto de ônibus, mas logo levanta e começa a caminhar de um lado para outro, sempre consultando o relógio. 

As brincadeiras ao meu lado continuam, as pessoas continuam nos cumprimentando. De vez em quando olho para Sarah, que está impaciente no ponto de ônibus. 

Consulto o relógio do celular novamente: 7:18 hrs. Se Anna não chegar logo, vai perder a aula do Jones e, conhecendo minha garota como conheço, ela vai surtar se isso acontecer. 




É, isso aí. Minha garota! Reprimo um sorriso bobo, pois ela pediu segredo. Está certo, ela não concordou ainda em ficar comigo de novo, mas sei que vai. Pelo menos, espero que sim. 

O som de um motor V8 incrível me tira dos meus devaneios. Todos os meus amigos ficam quietos e olham abismados um Ford Mustang Shelby GT500 1967 vermelho com listras esportivas brancas aparecer na esquina da universidade. O motor da fera ruge e ela rapidamente alcança a entrada da universidade. Vejo, com certo espanto, Sarah se adiantar e abrir o guarda-chuva, indo em direção da porta do carona do Shelby, que se abre assim que ela chega lá. 

Perco o fôlego quando vejo quem está saindo do carro: Anna. Puta merda, de quem é esse carro? Ela dá um tchauzinho para quem quer que seja que está dirigindo, coloca o capuz do casaco sobre a cabeça e abraça Sarah pela cintura. O motor V8 ruge mais uma vez e o carro desaparece na estrada. 

As duas garotas se viram e vêm correndo, do jeito que conseguem, até a entrada da universidade. Param a 3 metros de onde estamos, rindo e passando a mão em gotas de chuva que acabaram molhando as pernas e os sapatos. Anna está com um casaco sobretudo com capuz, que ela tira da cabeça apenas para revelar seu lindo cabelo loiro escuro preso na lateral da cabeça, escondendo a marca roxa do chupão que deixei em seu pescoço. Sinto um aperto no peito e reprimo e vontade de ir até lá e beijá-la. Que saudade senti dessa garota!

Garret não tem a mesma educação e vai até elas.

-“Bom dia, gatinhas!” - Ele diz, tentando abraçar Anna. 

Ela dá um passo para trás e coloca a mão no peito de Garret, meneando a cabeça. Ele a olha sem entender e Sarah não dá tempo para que ninguém fale nada, já sai atacando:

-“Você é muito cara de pau mesmo!” - Ela enfia o dedo no peito dele.

-“O quê?” - Ele pergunta, gesticulando com os braços. 

Prevendo que uma confusão vai acontecer, me aditando até eles, seguido por Rush. James e Claire entram no prédio. 

-“Bom dia.” - Digo, assim que chego até onde eles estão. 

-“Bom dia.” - Anna e Sarah dizem juntas.

-“Gostei do penteado.” - Digo, apontando para o cabelo de Anna. 

Ela cora e olha para baixo, entendendo que sei o motivo de ela ter feito esse penteado específico. Garret nos olha desconfiado, mas não fala nada. Sarah se adianta e puxa Anna pelo braço, levando-a para dentro do prédio e gritando por cima do ombro: 

-“É sempre um prazer conversar com vocês, mas não queremos nos atrasar para a aula do professor Jones!”

Observo as duas se afastarem. Meus olhos automaticamente recaem sobre a bunda de Anna. Deus do céu, que bunda perfeita! Ela balança de um lado para outro enquanto Anna corre para acompanhar a amiga. Meu pau responde à imagem, me dizendo que sente falta de estar encostado nela. 

Um raio, seguido de um trovão, me tira dos pensamentos devassos. 

-“Acho melhor a gente entrar.” - Digo. 

Rush e Garret concordam e vamos para o vestiário. Deveria ter treino hoje, mas com essa chuva acho que não vai rolar. 


[...]


Como esperado, não houve treino. Ficamos o primeiro período todo sem fazer nada, sentados no refeitório, pois o treinador nos liberou. O tempo está ficando cada vez pior, os trovões cada vez mais altos. 

Encontrei Anna no nosso armário antes do segundo período. Não pude perder a oportunidade de provocá-la. Quando cheguei, Anna estava mexendo em alguns livros em seu armário. Cheguei de mansinho e disse, próximo o suficiente para que apenas ela ouvisse:

-“Já pensou na minha proposta?” 

Anna fica imediatamente tensa. 

-“Ainda não.” - Ela responde, sem olhar para mim. 

-“Ah, doce Anna, me prometa que vai pensar com carinho…” - Minha voz não é mais que um sussurro.

Ela fechou o armário com força, o rosto vermelho como um morango.

-“Idiota.” 

-“Estou começando a gostar desse apelido.” - Provoco, me recostando no armário.

Ela finalmente sorri. Meneia a cabeça e se afasta, sem dizer mais nada. 


[...]


Na hora do almoço, depois da minha aula de economia, estou sentado à mesa com os caras do time. Samantha passou por mim, me olhou feio e seguiu seu caminho. Ainda bem que ela não tenta mais nada. Deve estar muito brava. Seguro uma risada. “Foda-se, Gautier”, penso. 

Já passa meia hora desde que o sinal que encerra o segundo período para todos tocou. Me pego vasculhando o refeitório a procura de Anna. Caralho, acho que estou virando um stalker. Mais 10 minutos e nem sinal dela. 

Onde ela está? Sinto um nó no estômago ao imaginá-la com um dos Bartholy. Cerro os punhos embaixo da mesa, tentando conter a raiva.

Mais 5 minutos se passam e eu finalmente avisto Sarah, mas ela está sozinha, e sua expressão está tensa, como se estivesse preocupada com algo. Será que aconteceu alguma coisa com a Anna? Sarah se encaminha para a fila do buffet, que está bem curta. Não me contenho e vou até lá. Se os caras acharam estranho, não comentaram nada. 

Me coloco no fim da fila, logo atrás de Sarah, e pego uma bandeja para fingir que vou pegar comida.

-“Onde está Anna?” - Pergunto baixinho.

-“Olá para você também, Huxley.” - Sarah responde. 

-“Olá, Osborne. Como vai você? Onde está Anna?” 

Sarah suspira pesadamente e diz:

-“Enfurnada na biblioteca, como sempre.”

-“Ela não vem almoçar?” - Coloco um pedaço de pizza na bandeja e pego um suco em lata. Não vou comer isso, mas tenho que continuar fingindo para falar com Sarah sem levantar suspeita. 

Estou me sentindo o próprio James Bond! 

-“Não.” - É a única resposta. 

Sarah vai até o balcão de sobremesas e eu vou atrás. 

-“Deixe-me ver se entendi.” - Digo, quando a alcanço novamente. -“Você disse pro James que Anna foi hipnotizada por um dos Bartholy, certo?” - Ela assente brevemente. -“Mesmo assim a deixou sozinha na biblioteca, onde o Bartholy Emo sempre fica?”

Sarah coloca a bandeja no balcão com força, respira fundo e diz:

-“Ela estava me deixando maluca! Está obcecada. Eu estava com fome e tivemos uma pequena briga. Tá satisfeito agora?” 

-“Obcecada? Que tipo de pesquisa ela está fazendo?” - Pergunto. 

Sarah vira para mim, os olhos espumando de raiva, coloca as mãos no quadril e diz:

-“Se está tão interessado, por que não vai atrás dela? Tô de saco cheio de vocês!” - Ela diz isso jogando os braços para o ar, pega sua bandeja e sai a passos largos. 

-“Credo, que mal humor.” - Dou de ombros, coloco um pote de pudim na minha bandeja e me dirijo em direção à biblioteca.

Anna deve estar com fome, se está esse tempo todo fazendo pesquisas. Só espero que ela não brigue comigo também.



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