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História Is It Love? Loan - Redenção (Desejo e Solidão Temporada 2) - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Is It Love? Loan - Redenção (Desejo e Solidão Temporada 2) - Capítulo 10 - Capítulo 9

Loan


Anna ficou em silêncio por todo o caminho até a maldita casa dela e não seria eu a quebrar aquilo. Ela está estranha. Todo aquele acesso de raiva na casa dos Bartholy não parecia ela falando. Alguma coisa está acontecendo. Como se eu já não tivesse coisas suficientes com o que me preocupar. Quando chegamos, ela simplesmente saiu do carro e foi até a porta. Fico observando por um minuto ela tentar abrir a porta da frente, que está trancada e não evito que um curto sorriso tome meus lábios.

Saio do carro e ando até ela, não me contendo e olhando para a bunda perfeita. Respirando fundo, me coloco atrás dela. Anna fica imóvel enquanto pego a chave no meu bolso, segurando seu quadril, e abro a fechadura.

-"É sua casa.Você queria tanto vir pra cá. Por que não entra?" - Não resisto a desafiá-la.

Essa garota realmente conseguiu me irritar de um jeito que não fazia desde que começamos a namorar. Ela, orgulhosa, ergue o queixo e entra na casa, ligando a luz. Dou uns segundos para ela se acostumar com a visão de sua sala de dança completamente reformada. (Sim, eu andei fazendo uns contatos enquanto saía à procura de Meredith e mandei reformar sua sala de dança. Afinal, a culpa dela ter se despedaçado foi minha.)

-"O que…" - Anna começa a balbuciar.

-"Você lembra que encomendou espelhos e barras novas antes do ataque?" - A interrompo para explicar. -"Mandei instalarem enquanto estava fora. Don supervisionou tudo." - Dou de ombros. Não foi realmente um feito incrível.

-"Eu agi como uma cretina antes, né?" - Ela diz, andando até as barras e passando os dedos por elas.

-"Sem dúvida." - Trinco os dentes por ser tão franco, mas estou realmente chateado com ela.

Anna olha para mim através do espelho, me medindo por inteiro. Seu olhar passa por todas as partes do meu corpo, mas não é o suficiente para desanuviar a raiva que sinto por ela nesse momento. Ela agiu como se a segurança dela não importasse. Sendo franco, agiu como uma criança mimada. Bem diferente da Anna que eu deixei à dois meses. Ela termina seu estudo detalhado do meu corpo e volta a olhar para meus olhos pelo reflexo do espelho.

-"Por que eu tenho a sensação de que não nos tocamos há séculos?" - Tudo o que eu disse à ela entrou por um ouvido e saiu pelo outro?

-"Porque é a verdade." - Digo simplesmente.

Não suportando mais isso, passo uma mão pelo rosto e vou para a cozinha.

Mandei abastecer a despensa logo antes de entrarmos no avião para voltar da Escócia, por isso sei que a casa de Anna tem mantimentos para pelo menos uma semana. Ando até a geladeira e pego uma cerveja, abrindo-a e tomando um longo gole. Me sento na banqueta junto à ilha e tomo outro gole de cerveja. Não esperava que Anna reagisse daquele jeito quando dissemos que ela deveria ser protegida. Logo ela, que sempre foi tão sensata, agindo como uma adolescente rebelde.

Fico um longo tempo pensando em tudo o que aconteceu até aqui. Eu poderia tê-la perdido! Nunca me senti tão desesperado em toda a minha vida, e agora ela simplesmente se recusa a receber proteção? Isso me enche de raiva. Anna não pode simplesmente dizer que não quer “uma babá”, é a porra da vida dela que está em risco!

Me sinto exausto e frustrado. A vontade de transar com Anna está mais forte agora que a tenho por perto. Dois meses de seca estão deixando minha cabeça em parafuso. Preciso transar. Preciso transar com Anna. Mas como vou fazer isso com ela agindo desse jeito e me deixando com tanta raiva?

Coloco a cabeça sobre a mão, puxando com raiva os fios que ficam entre meus dedos. Acho que estou ficando maluco. Com tudo isso em mente, mal percebo que Anna entrou na cozinha até que sinto seus braços finos se envolvendo em meus ombros e ouço sua voz doce em meu ouvido.

-"Desculpa pelo jeito que eu agi. Foi idiota. Não sei o que me deu." - Ela diz ao pé do meu ouvido.

-"Nem parecia você falando." - Resmungo.

-"Desculpa, amor." - Anna beija meu pescoço e eu reprimo o impulso de tomá-la nos braços aqui mesmo.

-"Você não entende, não é?" - Digo, tirando suas mãos de cima de mim e virando-me para ela. -"Você realmente não entende a gravidade da situação!"

-"Não sou burra, Loan!" - Ela faz uma careta e cruza os braços, o que me deixa ainda mais nervoso. -"Eu sei muito bem que estou correndo perigo. Só não é justificável que eu tenha que ter uma babá 24 horas por dia. Me dá uma arma e pronto!"

Não seguro uma risada irônica.

-"São Descendentes de Templários, Anna. São gente como eu!" - Fico de pé, deixando evidente os 17cm que separam nossas alturas, e batendo com força no meu próprio peito. -"Acha mesmo que seria capaz de se defender sozinha se um deles te atacasse?"

-"Acho!" - Anna esbraveja. -"É só me dar uma arma!"

-"É só te dar uma arma!?" - Dou uma passo na direção dela, sentindo-me fora de mim. -"E você por acaso sabe atirar, Anna Smith?"

-"Você pode me ensinar." - Ela dá um passo atrás.

-"Posso?" - Levanto uma sobrancelha, sarcástico, dando mais um passo em sua direção.

-"É só ter um pouco de boa vontade…" - Ela abre novamente o espaço entre nós.

Dou mais dois passos e ela recua ainda mais, até ficar encostada na bancada da pia. Essa expressão em seu rosto, uma mistura de olhos arregalados e o leve rubor que sobe pelo seu pescoço e cobre as bochechas, é tentador demais. Diminuo o espaço entre nós, colocando uma mão na bancada ao lado do seu corpo, a outra no armário acima de sua cabeça, prendendo Anna entre mim e a bancada. Estou completamente tomado pelos meus instintos agora.

-"Olha pra você." - Faço um gesto com a cabeça, indicando seu corpo pequeno e deliciosamente cheio de curvas. -"Olha o seu tamanho. Você nunca seria capaz de lutar contra um Templário. Nem mesmo se tivesse controle sobre seus poderes." - Sorrio maliciosamente com a lembrança do corpo dela abaixo do meu. Eu poderia esmagá-la facilmente se não tomar cuidado. Os Templários enviados para matá-la não teriam toda essa calma.

-"Isso não foi problema quando fui atacada na casa do Mike." - Ela tenta argumentar.

-"Achei que não se lembrava do que aconteceu aquele dia…" - Inclino a cabeça, deixando a ira e o desejo transparecer no meu olhar.

-"Eu não lembro! Quero dizer, eu… Eu…"

Ela realmente acha que, pequena desse jeito, vai conseguir se livrar de um atacante? Veremos então. Trincando o maxilar, pego seu pulso direito e o uso como gancho para virá-la de costas para mim, imobilizando seu braço em suas costas. Anna se debate com um grito curto e tenta usar a mão livre para se apoiar na borda da pia. Agarro essa mão também e a junto com a outra em suas costas, deixando-a completamente vulnerável.

-“Se defenda, então. Me prove que é capaz!” - Provoco, sentindo meus desejos mais sombrios vindo à tona.

Anna começa a se debater em meus braços. Ela tem força devido aos anos de dança, mas não mais do que eu, além do que sou bem maior, tendo o dobro de sua largura. Ela se chacoalha e tenta soltar as mãos, que mantenho presas com uma de minhas mãos apenas. De repente, Anna joga a cabeça para trás e atinge meu tórax, mas não com força o suficiente para me fazer recuar, apenas para me deixar ainda mais louco de raiva. Uso minha mão livre para imobilizar seu pescoço, colocando meus dedos em sua garganta, mas sem apertar. Eu a amo, não quero machucá-la. Mas poderia, se quisesse. Assim como qualquer um que tentasse. O pensamento me deixa fora de mim.

-“Se fosse alguém enviado para te matar, você já estaria morta.” - Rosno em seu ouvido.

-“Loan…” - Anna geme e o som me desperta.

Tenho Anna exatamente como sonhei em minhas fantasias mais doidas. Apesar da raiva, me dou conta de que estou duro como pedra.

-“O quê?” - Rosno novamente, chegando meu corpo ainda mais perto do dela.

-“Por favor…” - Ela implora.

Estou perdido.

-“Por favor o quê, Anna?” - Provoco. -“E se não fosse eu aqui? Você acha que um atacante iria parar só porque você pediu com jeitinho?”

-“Não.” - Ela geme. -“Loan, estou…”

-“O quê?” - Passo meu nariz em seus cabelos, sentindo a raiva desanuviar. -“Está o quê, doce Anna? Tem medo de mim?”

-“Não.” - Ela arfa. -“Estou excitada.”

Isso realmente me pega de surpresa e eu levanto o rosto, encarando nosso reflexo na janela fechada. Anna está mordendo o lábio inferior com força, as bochechas coradas. Minha mente é tomada por pensamentos indecentes.

-“Tá falando sério?” - Pergunto, sem aliviar a pressão dos meus dedos nela.

Anna assente. Eu sorrio.

-“Então promete que vai me deixar te proteger.”

-“Se não o quê?”

-“Se não eu vou pra minha casa e você vai ficar sem isso…” - Chego meu quadril perto de suas costas, onde sua mão repousa.

Anna arfa e geme, esticando os dedos para tentar alcançar meu membro duro.

-“Isso é chantagem…”

-“Eu sei.” - Respondo. -“Promete pra mim, doce Anna.” - Beijo sua têmpora. -“Me deixa cuidar de você.”

-“Tudo bem.” - Ela geme, por fim.

Sou o cara mais sortudo do mundo, e vou deixar ela saber disso.



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