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História Is It Love? Lorie - Desafiando as regras. - Capítulo 12


Escrita por:


Capítulo 12 - "Sangue animal? Fora de cogitação!"


Fanfic / Fanfiction Is It Love? Lorie - Desafiando as regras. - Capítulo 12 - "Sangue animal? Fora de cogitação!"

Mason Jenkins

Encaro a Lorie desde a porta, analisando suas feições, cada vez mais pálida. Fico preocupado.

─ Só um pouco de fome, mas já vai passar. ─ Ela volta a abrir um sorriso, porém mais fraco que os anteriores.

─ Ok. Já volto. ─ Vejo a Lorie puxando o cobertor até o pescoço e fecha os olhos.

Saio do quarto e vou abrir a porta. Sarah está se segurando contra o Peter e ele está segurando-a pela cintura. Ao lado está quem imagino seja o Drogo, irmão da Lorie. E logo atrás Harry, Dean, John e Loan.

Saio do caminho e permito que entrem. Sarah parece muito cansada, mas parece preocupada. Todos entram e eu fecho a porta novamente. 

─ Cadê a Lorie? ─ Pergunta ela. 

─ No meu quarto. Está deitada e parece um pouco fraca. ─ Digo, fazendo Drogo e Peter encararem a Sarah.

─ Calma. ─ Sarah diz. ─ Mason, por um acaso você viu se a Lorie se alimentou hoje à noite? ─ Penso por um momento, antes de responder.

─ Nós esbarramos frente ao banheiro antes dela ser alvo daquela sacanagem. ─ Digo, lembrando do que aconteceu. ─ Lorie ia entrar ao banheiro  quando falei que queria conversar com ela e mostrou-me uma mini-garrafinha na bolsa. Eu disse que ia esperá-la, mas quando ela ia fechar a porta do banheiro, ela voltou a sair e disse que não precisava se alimentar naquele momento, que não ia morrer por esperar uns minutos. 

O QUÊ?! ─ Os irmãos da Lorie rugem, em uníssono.

─ Não vão fazer merda aqui. Comportem-se! ─ Sarah ordena. ─ Quero vê-la.

─ É por aqui. ─ Mostro o caminho.

Passamos pelo corredor. Sarah vem atrás de mim, com Peter segurando-a. Drogo e Harry mais atrás. Dean, John e Loan ficaram na sala, sentados no sofá. Assim que entramos para dentro do quarto, Peter e Drogo se precipitam sobre a irmã, visivelmente preocupados.

Vejo a Sarah ficando tonta, cambaleia um pouco e corro até ela, ajudando-a a se sentar na poltrona, perto da cama.

─ Lorie? ─ Murmura Drogo. Lorie parece estar dormindo. ─ Vamos, pestinha. Abre esses olhinhos, vai?

─ Princesinha, não nos deixe preocupados assim… Anda, não seja teimosa. ─ É a vez do Peter falar com a irmã.

Sinto um aperto no peito ao ver o quanto amam esses dois à Lorie. A mesma mantém os olhos fechados, mas então, um sorrisinho se desenha de leve em seu lindo rosto angelical.

─ Hey. ─ Lorie diz, num fio de voz quase inaudível. ─ Que bom que estão aqui.

─ Que susto você nos deu, pequena. ─ Harry fala. ─ Achei que não ia acordar mais! ─ Lorie sorri fracamente.

─ Você ainda não se alimentou. ─ Acusa Drogo. ─ Cadê sua garrafinha?!

─ Eu… Eu não sei… ─ Lorie gagueja, pousando seu olhar em mim. 

─ Eu acho que a sua bolsa ficou no carro do Harry. ─ Me explico. ─ Vou buscar e…

─ Vou eu. Será mais rápido. ─ Peter diz, saindo do quarto numa velocidade alucinante. Só podemos distinguir um borrão negro que sai do quarto e volta a entrar em menos de cinco segundos. ─ Isto aqui…

─ Não serve mais! ─ Rosna Drogo, interrompendo o irmão e tapando o nariz com o antebraço de sua jaqueta. Harry e eu fazemos o mesmo. O cheiro de sangue coagulado é forte demais para nós. ─ Joga isso pra bem longe daqui!

Peter e Drogo, sem esquecer a Lorie, Harry e eu, estamos com uma expressão de nojo estampado nos rostos. Peter sai novamente num borrão negro e, desta vez, demora mais um pouco à voltar.

─ Hey! Você tá bem?! ─ Pergunta Lorie, preocupada, encarando a Sarah. A mesma sorri, tentando tranquilizar a amiga.

─ Estou, linda. Só tô meio cansada. Você sabe que lançar vários feitiços um atrás do outro, me deixa esgotada. ─ Lorie assente, compreensiva. ─ Então não se preocupe, tá?

Nesse momento, Peter volta. Sem a garrafinha térmica desta vez. Sua expressão é de pura preocupação. Drogo franze as sobrancelhas louras e fita o irmão.

─ Não achei nenhuma reserva em casa. ─ Peter diz, preocupado.

SEMPRE há reservas por causa da Lorie. Como é possível que não tenha nem uma gota na reserva?! ─ Drogo se irrita. Peter passa as mãos pelo cabelo negro-azulado, bagunçando-o.

─ Não sei! Isso… Isso tá muito estranho. ─ Murmura o vampiro de olhos verdes.

─ Eu vou ficar bem… ─ Lorie murmura, a voz saindo cada vez mais fraca. A pele fica ainda mais pálida, parecendo meio cinza, meio marfim. ─ Nicolae? 

─ Ele saiu hoje ao meio dia e disse que só ia voltar amanhã, de tarde… ─ Peter diz, perturbado.

─ Ela precisa se alimentar! ─ Rosna Harry.

Então, Sarah e os irmãos da Lorie trocam olhares, como se estivessem se comunicando silenciosamente.

─ Vou à floresta. ─ Anuncia Harry. ─ Volto assim que achar qualquer…

─ NÃO! ─ Rugem os Bartholy, em uníssono. Harry franze a testa, confuso.

─ Sangue animal é fraco. ─ Sarah diz. ─ O corpo dela está débil. Ela precisa de sangue humano.

A frustração toma conta de nós. Lembro que os únicos com sangue humano na minha casa, são John e Loan. Porém eu sei de antemão que eles jamais topariam em deixar um vampiro lhes morder e beber seu sangue.

─ Podemos tentar convencer John ou Loan para ajudar. ─ Harry diz, pensativo.

─ Não quero qualquer um. ─ Lorie murmura.

─ Não estou compreendendo. ─ Falo, cada vez mais confuso.

─ Acontece que eu não sirvo porque tenho sangue mágico. ─ Sarah diz. ─ Harry é lobisomem. Um sangue-puro. O que significa que conta com sangue animal. ─ Sarah olha  para Lorie de canto de olho, então continua. ─ Uma vez que um humano, por vontade própria, alimenta um vampiro, fica ligado ao mesmo. Para ser mais clara, ambos ficam como se fossem um corpo só.

Agora estou compreendendo melhor. Fico pensando por um momento e uma ideia ilumina a minha mente. Só não sei se vai servir, mas nada custa tentar.

─ Talvez eu possa… ─ Limpo a garganta, um pouco desconfortável. ─ Ajudar.

─ Mas você é um lobisomem! ─ Acusa Peter, cético.

─ Mas não sou um sangue-puro. ─ Retruco. 

─ Você foi contaminado?! ─ Pergunta Sarah, perplexa. Faço que sim com um leve aceno de cabeça.

─ De jeito nenhum! ─ Rosna Drogo. ─ Nenhum sangue-sujo vai alimentar a minha irmãzinha!

─ Mas o sangue dele é mais humano do que animal. ─ Sarah reclama. ─ E não temos muitas alternativas… Temos?

─ Mason… ─ Lorie chama a minha atenção. O olhar intenso que ela me lança, me deixa um pouco desestabilizado.

─ Estou aqui, linda. ─ Digo, me aproximando dela.

─ Você deixaria eu me alimentar com seu sangue? ─ Murmura ela, a voz fraca. ─ Você faria isso por mim? ─ Hesito por uns segundos.

─ Se isso vai ajudar você a ficar melhor logo… Faria, sim. ─ Digo, acariciando seu cabelo.

─ Pense bem. ─ Peter diz. ─ Não há volta atrás depois. Vocês ficarão ligados pelo sangue… Para sempre. ─ A voz rouca de Peter ecoa na minha cabeça…

"Sempre... Sempre... Sempre..."

─ Se a Lorie aceitar, eu estou disposto a ajudá-la. ─ Falo, decidido, olhando intensamente no castanho-avermelhado que são os olhos da pequena a minha frente.

─ Não! Tem que ter outro jeito! ─ Resmunga Harry, frustrado.

─ Cala a boca, doguinho. ─ Provoca Drogo, seus olhos brilhando com desdém.

─ Não me chame assim! ─ Harry rosna, se aproximando do Drogo. Irritação transforma seu rosto, mostrando seus caninos e seus olhos amarelados.

─ E vai fazer o quê… Doguinho? ─ Drogo se levanta, um sorriso impertinente e zombeteiro em seus lábios.

─ Parem com isso! ─ Sarah exclama, mas ninguém ouve.

Drogo e Harry ficam frente a frente, quase encostando no nariz um do outro, se medindo e desafiando com o olhar. Os olhos de Drogo adquirem um tom avermelhado e Harry, amarelado.

Os dois deixam à vista seus caninos. Onde os caninos do vampiro são perfeitamente finos e pontudos, elegantes, os caninos do lobisomem são mais grossos, um pouco maiores, capazes de arrancar costelas com apenas uma mordida.

Assim que os dois abrem suas mandíbulas, pulo e me coloco em meio deles. Peter faz o mesmo. Fico na frente de Harry e o empurro bruscamente até a porta. Sou muito mais grande do que ele, o que significa que mesmo ele sendo um sangue-puro, eu sou mais forte e bruto.

Peter, do seu lado, coloca um braço na garganta do Drogo e pressiona-o contra a parede. Obrigando-o a se acalmar, rosna na cara dele.

─ Se comporta! Lorie está fraca e não precisa de mais confusão acima dela! ─ Peter aponta para Lorie e Drogo relaxa rapidamente.

─ Você também, precisa se acalmar. ─ Digo com firmeza para Harry.

Harry parece estar fora de si, porque seu rosto se desfigura ainda mais, seus dentes adquirem um tamanho maior e seus olhos mudam do amarelo dourado, a um amarelo quase avermelhado… Sinal de que pode se transformar a qualquer momento.

A vantagem dos lobisomens de sangue-puro, é que eles podem se transformar por vontade própria e domar a fera que habita em seu interior. No entanto, isso não se aplica em noites de lua cheia.

Nesses dias, ninguém consegue controlar a fera e a consciência humana e substituída pela consciência do animal faminto e brutal.

Harry avança contra mim com os dentes rangendo. Furioso, dou um soco brutal, fazendo-o voar e colidir violentamente contra a parede, perto da porta. O sangue começa a jorrar de seu nariz e, por uns segundos, Harry fica atordoado.

CHEGA!!! ─ Meu rugido ecoa por todo o apartamento e tenho certeza que o prédio todo tremeu em resposta.

Dean, John e Loan irrompem pela porta e arregalam os olhos ao avistar Harry com a metade da transformação em curso.

─ Levem ele para a sala. ─ Ordeno, ainda encarando os olhos de Harry que parecem lançar adagas em mim. ─ Enquanto ele não se acalmar, não entra neste quarto.

Pego o Harry pelo colarinho de sua jaqueta e jogo-o contra Dean, que o recebe com um semblante frio e raivoso. Os quatro saem do quarto, fechando a porta.

Viro novamente e encontro Sarah, Peter, Drogo e até a Lorie me encarando, perplexos.

─ Por que estão me olhando assim? ─ Pergunto, cauteloso.

─ Que gancho de direita mais impressionante! ─ Drogo brinca. Sarah bate em seu braço e ele finge que doeu, se esfregando. ─ E esse rugido?! Achei que o prédio ia desabar! ─ Exclama, brincalhão. Sarah bate nele novamente.

─ Cala a boca, seu idiota. ─ Repreende Sarah.

─ Bom, vamos ao que interessa. ─ Peter diz, voltando seu olhar à Lorie. ─ Um de nós vai ficar aqui, enquanto se alimenta. Só no caso em que você não possa se controlar… 

Ok. Agora estou começando a ter medo. Meus dedos ficam gelados de repente e uma bola fria se forma no meu estômago. Engulo em seco. Drogo parece ter percebido e começa a rir baixinho.

─ Quero que a Sarah fique. ─ Lorie sussurra, frágil.

─ Tudo bem. ─ Peter diz, empurrando o Drogo para fora do quarto, ainda rindo baixinho.

Assim que eles saem, me aproximo da Lorie e a ajudo a sentar, encostada na cabeceira da cama. Sarah também se aproxima, sentando na beira da cama, do lado oposto de onde eu estou.

─ Relaxa, Mason. ─ Sarah diz, sorrindo. ─ Lorie vai saber quando parar. Não é? ─ Ela encara a Lorie. A mesma abre um leve sorrisinho e assente.

Me aproximo mais da Lorie. Assim que estou inclinado sobre ela, lhe dando acesso ao meu pescoço, sinto uma mãozinha fria acariciando minha bochecha. Fecho os olhos, sentindo uma sensação de bem-estar.

Lorie segura meu pescoço, do lado oposto de onde vai morder e se aproxima da minha pele. Primeiro, ela deposita um beijo gelado, me fazendo estremecer. Segundo, ela lambe de um jeito tão sensual e, com muita dificuldade, engulo um gemido. Minha pele se arrepia ao sentir sua língua em mim.

Extasiado e distraído pelo carinho que recebo de sua língua, minha mente se apaga e meu corpo inteiro relaxa. De repente, sinto uma dor angustiante, sentindo os dentes afiados da Lorie se afundando na pele do meu pescoço. 

Trinco o maxilar e fecho os olhos com força. A dor começa a evaporar e dá lugar a outra coisa. Um formigamento delicioso se espalha pela minha espinha, fazendo com que meu membro fique ereto à velocidade da luz. Estou excitado.

Não sei como, mas Lorie consegue me fazer mudar de posição. Ela me vira para o seu lado esquerdo e sobe acima de mim, sem soltar o meu pescoço. Solto um gemido rouco quando sinto ela se esfregar acima da minha virilha.

Minhas mãos encontram sua cintura e apertam de leve. Então vão descendo e começam a apalpar sua bunda, sentindo a deliciosa sensação que a Lorie está me proporcionando.

Seu beijo fica cada vez mais viciante e excitante. Jamais tinha sido beijado desse jeito e jamais tinha sentindo essa sensação tão gostosa só com o pescoço sendo beijado. Uma tontura estranha atravessa-me como um furacão. Ignoro.

De longe, ouço um pigarreio. Tanto a Lorie como eu, ignoramos tudo ao nosso redor. Ela continua com os lábios e a língua colados no meu pescoço e eu me deixo levar, acariciando-a, desta vez, por baixo do roupão que cobre seu corpo.

A tontura aumenta e meus movimentos ficam cada vez mais lentos. Me sinto cada vez mais pesado e solto um suspiro angustiado.

LORIE BARTHOLY. PARE, AGORA!



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