História Is it love Mark. - Um amor, mil segredos. - Capítulo 27


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 27 - O enigmático senhor Carter


Meu chefe estendeu a mão para mim e eu fiquei encarando. Ele meneou a cabeça e eu segurei sua mão me levantando.

— O que aconteceu srta. Scoot? — Segurei o choro, com certeza minha cara estava toda inchada de tanto chorar. Meu Deus! Que barra.

— Foi um pequeno problema sr. Carter, não se preocupe. — Carter inspirou o ar com as mãos no bolso, ele encarou para o nada pensativo.

— Vamos a minha sala srta. Scoot. —  Engoli seco sem entender direito, sério que o chefão, estava me chamando a sua sala?

— Eu? — Ele me encarou erguendo a sobrancelha.

— Sim. A senhorita. Vamos! — Ele começou a andar e eu o segui rapidamente, passamos pela recepção e minhas colegas ficaram nos encarando sem entender nada, mas devem ter reparado em meu rosto de choro.

— Por favor, se alguém vier me procurar, avise que estou em uma reunião que é pra aguardar, que não vou demorar muito. Venha comigo, srta. Scoot. — Minhas colegas ficaram boquiabertas e eu o segui até sua sala.

Ryan aguardou que eu passasse e trancou sua porta. Eu fiquei atônita, o que meu chefe que raramente me chama, quer comigo? Ele fez gesto para que eu me sentasse de frente pra ele.

— Eu espero que esse choro todo, não seja pelo Richard, bem você já deve ter percebido que ele voltou com... a senhorita Melissa. — Ele disse arrumando a abotoadeiras, eu arqueei a sobrancelha e forcei um sorrisinho sutil. Ryan me encarou.

— Que nada, senhor Carter. Richard e eu, somos apenas bons amigos e eu fico feliz que eles tenham se acertado. — Ryan inclinou levemente a cabeça como se quisesse me analisar, mas esse olhar dele me deixa intimidada.

— Então, do que se trata?  Por acaso tem a ver com a ligação que você sempre recebe? — Arregalei os olhos aturdida. Claro! Ryan sabia de tudo, engoli seco e pigarreei.

— Não senhor Carter, é que eu me envolvi com uma pessoa e não deu certo. Apenas isso. Mas prometo não chorar assim mais dentro da sua empresa. — Ryan alisou a gravata me olhando com curiosidade.

— Certa senhorita Scoot. Só quero que saiba que eu afastei o Richard de você, pois eu já conheço bem o seu histórico se bem que pela sua conduta nesse tempo em que você está por aqui. Se contradiz com tudo que eu sei.

— Senhor Carter...

— Por favor senhorita Scoot, apesar de tudo eu estou apostando em você. Não me decepcione e por favor, sobre o seu problema do passado. Não hesite em me pedir ajuda. Você sabe que tenho o poder o suficiente para te ajudar. — Assenti surpresa.

— Não precisa senhor é...

— Eu sei que a senhorita é sozinha nesse mundo, então..., saiba que me simpatizo com você. Apesar de tudo. — Abri um pequeno sorriso e ele sorriu para mim. Ouvi alguém bater na porta. Sr. Carter se levantou arrumando o paletó e se dirigiu a porta. A aura do senhor Carter sempre é intensa, ele é um homem e tanto, sorte da senhorita Sophie.

Olhei para a porta e falando nela...

— Bom dia amor. — Sophie se aproximou me encarando parecia bastante desconfiada. Ninguém merece a senhora Carter cismar comigo. Como eu disse, mesmo que ele seja esse homão gostosão e com uma aura dominante, nem em sonho eu me envolveria, justamente por ser casado e também, é areia de mais para meu caminhãozinho.

— Bom dia senhora Carter. — Me levantei e apertei sua mão. Sophie sorriu para mim e Ryan pela primeira vez vi um sorriso amplo em seus lábios.

— Bem, tem mais alguma coisa que precise? — Perguntei ao meu chefe e ele encarou a esposa.

— Não senhorita Scoot. Isso é tudo. Pode voltar ao seu trabalho. — Assenti e saí de sua sala dando-lhe privacidade com sua linda esposa. Sophie é tão linda, tanto quanto Bianca, a diferença só estar no olhar, Sophie tem um olhar mais doce. Bianca é mais sedutora, saudades daquela safada.

Voltei para a recepção e minhas colegas ficaram me encarando. Dessa vez eu não ousaria fazer piada. Elas também pareciam segurar a vontade de perguntar. Agradeci mentalmente por isso.

[...]

Passei a manhã toda com dor de cabeça pensativa sobre o Mark ser casado. Trabalhei mecanicamente, faltava apenas uma hora para minha pausa, eu precisava respirar um pouco e contava os segundos para isso. O elevador abriu e vi a tal Luciana, cunhada do Mark entrando. Suspirei fundo sem vontade de encara-la.

— Bom dia! O senhor Mark está?

— Bom dia! Está sim, só um minuto. — Anne interfonou para Mark avisando sobre a chegada de Luciana. E como sempre ele liberou a ida dela até sua sala. Eu fiquei curiosa em saber o que eles iriam conversar. Esse era o meu grande problema! Ser curiosa demais. Procurei um relatório destinado a Mark e decidi entrega-lo. Minhas colegas me olharam estranhamente. Cheguei próximo a porta e consegui captar o som da conversa.

— Mark, você sabe... esse final de semana era pra você ter ido e você não foi. — Encostei ainda mais a orelha na porta, o que será que era pra ele ter feito no final de semana?

— Lu, eu fui sexta e sábado. Eu precisava do domingo. — Certo, realmente ele não ficou comigo no sábado.

— Espero que não seja mulher, você sabe que você está impossibilitado a isso, não sabe? — Ah vontade de matar essa zinha, se acha só porque é cunhada dele?

— Pois eu sei Lu. A única mulher com quem eu tenho mais contato é você e Esther. Não se preocupe. — Será que Mark e ela tem um caso fora além do casamento? Seria muita loucura. Mas só consigo pensar nisso com esse contato todo entre eles.

— Te adoro cunhadinho. Saudades dos momentos que passamos juntos... — Oh! Olha o que eu disse... que vontade de invadir essa sala.

— Por favor Lu, não quero voltar nesse assunto. — Ouvi um barulho de beijo, será que Mark e ela estão se beijando? Não é possível. Sem pensar coloquei a mão na maçaneta e entrei. Vi a tal Luciana abraçando Mark por trás e Mark sentado em sua cadeira surpreso com a minha presença. Bufei segurando a raiva em ver tanta intimidade entre eles.

— Já disse que precisa bater antes de entrar em minha sala, senhorita Scoot. — Forcei um sorriso e a Luciana me olhou de baixo pra cima com um olhar estranho.

— Desculpe. Foi... sem querer senhor Leviels. Tome aqui seu novo relatório. — Sai da sala bufando de raiva. Mark e essa cunhada parecem ter um caso se ele foi capaz de trair a esposa comigo, quem dirá com a cunhada que se joga literalmente sobre ele.



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