História Is It Love? Mark Leviels - Love Of Blood - Capítulo 16


Escrita por: e Devilish_Storm


Notas do Autor


Sejam bem-vindos (as) à segunda temporada!!! 🙌
Estamos imensamente feliz por estarmos dando continuidade a esta fanfic que nos fez dar boas risadas, que nos deixou em um estado de espírito à flor da pele e que nos deixou quente... 😅😰🔥
Enfim, queremos agradecer a repercussão e todo o apoio. Contamos novamente com o carinho de vocês nesta segunda temporada. Muitas emoções virão por aí, hein! 🙊❤

Sem mais delongas...


~Boa Leitura~

Capítulo 16 - (Season 2) O Noivo!


Fanfic / Fanfiction Is It Love? Mark Leviels - Love Of Blood - Capítulo 16 - (Season 2) O Noivo!

DOIS ANOS DEPOIS

15 de Janeiro. 09:30pm.

Entro no apartamento não sentindo meus pés. O frio lá fora está de congelar, quase que meu carro atola na neve. Inspiro profundamente e sinto minha garganta doer um pouco. O inverno aqui no Canadá é rigoroso, só aqui em Ottawa está fazendo 22 graus negativo. Quase que congelo, mas não troco esse friozinho por nada.

Minha mãe se aproxima de mim e pega as sacolas reutilizáveis de minhas mãos, a preocupação em seu rosto é notável.

— Filha, eu disse pra você não sair nesse frio. Olha só como você está...

— Eu estou bem, mamãe. A senhora sabe que estou preparando um Poutine para o Christian e não pode faltar o molho de carne, fora o ice wine, o vinho que ele tanto adora que o papai bebeu todo. – Ela revira os olhos e gira os calcanhares caminhando em direção da cozinha, eu a sigo.

— O Christian é muito exigente! – Mamãe reclama do meu noivo. Eu me sento na bancada enquanto vejo ela retirar as compras da sacola. – Seu pai era assim no começo, no início que nos casamos... Mas então eu resolvi tomar as rédeas da situação. – Ela se vira e sorri. – Você gosta bastante dele né filha?

Eu coço a nuca e pigarreio. Minha situação com o Christian é delicada, não é o homem que eu sonhei, mas...

— Você o ama? – Mamãe continua a me bombardear com suas perguntas delicadas.

Eu vejo nos olhos dela e do papai que eles gostam muito de Christian, gostam tanto ao ponto de que no dia que o Christian me surpreendeu com o pedido de casamento eles quase que responderam por mim. Eu não sei se é por sua classe social, se é por seu emprego como neurocirurgião, se é pela sua empatia... Eu só sei que eles gostam muito do Christian, isso eu não posso negar. Porém mamãe não parece querer parar por aí.

— Imagine a herança do filho de vocês, seu pai um hematologista e seu marido um neurocirurgião, os filhos de vocês terão tudo.

Então é aí que eu percebo o porquê de gostarem tanto do Christian, é por causa do seu dinheiro e todos os benefícios que ele poderá me dar no futuro.

Eu me calo. Não digo nada. Eu devia imaginar...

— Não vai dizer nada, querida? Vocês não pensam em ter filhos? – Ela arregala os olhos, como se esse pensamento fosse o maior absurdo do mundo.

— Mãe, eu preciso terminar de preparar o Poutine. – Desço da bancada e me afasto indo em direção ao banheiro para lavar as mãos. Quando retorno a cozinha ela já não está mais lá. Suspiro aliviada. Sua ambição me mata, não só dela como a do papai.

Eu gosto do Christian, ele me ajudou muito quando eu estava passando por alguns problemas de superação para tentar esquecer o... Porra, eu prometi a mim mesma que não iria mais tocar em seu nome, nem pensá-lo, mas para eu contar como conheci o Christian, tenho que citar o seu nome.

Não. Eu ainda não o esqueci. Maldito Mark.

Depois daquela noite intensa que compartilhamos, repetimos a dose no outro dia pela manhã; voltamos para a casa tão alegres, trocando olhares provocativos um para o outro. Até o momento em que soube que teríamos que partir no outro dia; estavam precisando do papai urgentemente aqui em Ottawa para uma pesquisa, e tivemos que voltar.

“ Promete que não vai me esquecer? ”

Foi isso que ele me pediu no aeroporto. Sussurrou essas palavras em meu ouvido enquanto nos abraçávamos. E eu aos pratos, agarrada em seu corpo, cheirando o seu cheiro, curtindo e aproveitando o último momento com ele, sussurrei que sim. E realmente eu não o esqueci. Nunca o esqueci, mas... Toquei minha vida, assim como ele provavelmente tocou a sua.

Christian Jensen. Com seus plenos 28 anos, cheio de carisma e arrasador de corações.

Eu o conheci de uma maneira muito estranha e em situação de perigo. Eu odeio ver as pessoas passando necessidades, eu sempre estou disposta a ajudar e não importa as consequências.

Eu estava de carro, tinha acabado de comprar algumas coisas para mim. O farol tinha fechado e eu fiquei aguardando o sinal abrir, mas alguma coisa no fundo do beco perto do hospital me chamou a atenção.

Flashback On

Vislumbro um senhor de idade, ele parece estar com a perna ferida pois sua mão está de repouso ali. Eu bato no volante e suspiro, é perigoso se arriscar, mas... Eu não posso deixá-lo desse jeito. Por que nenhum médico o ajuda? Bando de corruptos, só fazem o que lhes convém e o que lhes fatura no bolso.

Escuto algumas buzinas logo atrás de mim e percebo que o farol abriu.

Vou ou não vou?

Bom, eu que não vou ficar de braços cruzados sem fazer nada, esse senhor precisa da minha ajuda. Ele já não tem casa e nem família, não merece mais dores.

Eu saio da estrada e estaciono o carro na vaga de pacientes. Saio ligeiro do carro e me dirijo ao homem que estava agonizando. Dobro o beco e assim que ele me vê o mesmo parece ficar surpreso. Ele me olha de cima a baixo, depois tosse.

— O senhor está bem? — Eu dou dois passos em sua direção.

— A senhorita é enfermeira? — Eu meneio a cabeça. Ele bufa e olha para a perna, realmente está bastante ferida.

— Você quer que eu chame alguém?

— Não adianta! — Ele diz bravo. — Eles não ajudam gente como eu.

Ele diz se levantando, segurando-se na caixa de lixo.

— Mas eu...

— Você vai me ajudar? — Ele diz esperançoso.

— Eu... Eu até posso, mas primeiro você precisa entrar e fazer uma consulta médica.

— Já disse que não! — Novamente ele se altera e caminha em minha direção. Eu recou para trás, minhas mãos começam a tremer, engulo seco. — Me dê algum dinheiro e eu me viro.

— De jeito nenhum. — Eu franzo o cenho, o olhando irritada. — Pra que você quer dinheiro? Aceita minha ajuda logo, eu pago os medicamentos que eles te receitarem.

— Não!

Ele saca do bolso um canivete. Meus olhos se arregalam, sinto meu corpo inteiro tremer e a adrenalina tomar conta de cada parte minha.

— Por favor, abaixe isso... — Eu digo recuando mais e mais.

— O dinheiro!

De repente acabo tropeçando numa pedra e caio. Eu grito ao meu corpo colidir com o chão, sinto meus cotovelos doendo. O homem aproveita a deixa para vir pra cima de mim para me roubar ou me machucar, é quando uma voz grave e extremamente autoritária ecoa em meus ouvidos.

— Larga esse canivete agora!

O senhor se assusta e recua. Eu aproveito o momento e me levanto, encontrando um par de olhos azuis cristalinos. Deduzi ser médico pelo seu traje, o jaleco branco, o estetoscópio pendurado em seu pescoço. Ele me observa e se aproxima, sua mão repousa em meu ombro. Eu olho para o lado em busca do homem, mas ele já partiu.

Eu expiro profundamente, acho que estava trancando a respiração e nem percebi.

— Ei, a senhorita está bem? — Ele aperta levemente o meu ombro, fazendo com que minha atenção se volte para ele. Encaro seus olhos azuis tão claros como o céu, ele mergulha seu olhar no meu e sorri reconfortante.

— Sim... Eu estou... Bem. — Olho novamente para trás. Ele realmente fugiu.

— Eles não querem ajuda, eles querem é drogas. O remédio que ele precisaria para curar o machucado, ele iria ingerir de outra forma. — Ele ergue as sobrancelhas.

— Entendi... Eu só queria ajudá-lo. — O médico faz menção para sairmos dali. Eu o acompanho, esse beco sujo não me traz boas lembranças.

— Vem, vamos cuidar desses ferimentos.

Eu olho para baixo vendo minhas mãos cheias de furinhos, acho que foi na hora que cai e minhas mãos pressionaram as pedrinhas do chão. Eu estava tão apavorada na hora que nem senti dor, mas vendo isso agora está me deixando com uma dorzinha desconfortável.

— Vamos. — Eu assinto e caminhamos para o hospital.

Flashback Off

(...)

— Filha, seu noivo chegou. — Escuto a voz animada da minha mãe.

— Eu sei. Eu ouvi a campainha. — Ela abre a porta do meu quarto e coloca as mãos na cintura.

— Se arrume já! Como você vai ver seu noivo nesse estado? — Eu franzo o cenho e olho para minha roupa; meu pijama quentinho e macio por conta do frio.

— E a senhora quer que eu coloque o quê? Um vestido? Uma calça jeans talvez? — Eu dou uma risada sarcástica. Minha mãe está começando a me irritar.

— Pode ser isso sim. Te espero na sala, não demora e se vista bem. — Ela vira as costas para sair, mas para e me olha com um sorriso travesso. — Tem que saber impressionar. — Dá uma piscadela e sai.

Eu meneio a cabeça e bufo. Era o que me faltava. Me levanto sem vontade nenhuma indo em direção ao meu guarda-roupa para ver o que vestir. Só de pensar em tirar essa roupinha bem quentinha...

Pego uma calça legging e uma blusa branca de manga comprida, as vistos e dou uma ajeitada rapidamente no cabelo. Saio do quarto e me encaminho para a sala, chegando perto eu posso ouvir as altas risadas dos meus pais e dele. Assim que ponho os pés na sala eles param de falar e me olham, mamãe olha para os meus trajes de uma maneira nada boa, papai sorri e Christian se levanta aproximando-se de mim.

— Boa noite, linda. — Ele repousa suas mãos em meus quadris e me dá um beijo casto. Eu sorrio e acaricio seu rosto frio.

— Boa noite.

Ele segura minha mão e nos encaminhamos para o sofá. Papai e mamãe se entreolham, até que minha mãe bate as mãos nas pernas e se levanta.

— Bem, irei colocar a mesa. Me acompanha, Eduardo? — Papai franze levemente o cenho, não gostando muito da ideia de ter que nos deixar a sós. Esse seu ciúmes bobo nunca muda.

— Claro, patroa. — Ele dão risadas entre si e saem.

Mal dá tempo de eu fazer alguma coisa quando sou surpreendida pelo beijo que Christian me dá. Ele agarra minha cintura e me puxa para o seu colo, eu entrelaço meus braços em volta de seu pescoço, suas mãos apertam meus quadris e em seguida ele morde meu lábio, um pouco forte me fazendo gemer de dor. Eu me separo ofegante dele e o olho um pouco intrigada.

— Te mandei mensagem e você não respondeu. — Percebo que sua mordida entre o beijo foi uma espécie de castigo.

— Eu não vi.

— Como não? Você está sempre com o celular.

Eu me desvencilho para sair de seus braços, mas ele agarra firmemente minha cintura impossibilitando minha saída.

— Olha pra mim quando eu estiver falando com você. — Ele diz sério e rude. Eu franzo o cenho indignada e o empurro saindo de seu colo. Paro em sua frente com os braços cruzados querendo uma explicação.

— Eu não vi porra de mensagem nenhuma, tá legal? E por que diabos estás me tratando assim? Novamente... — Não é a primeira vez que ele me trata de um jeito mais brutal, da outra vez ele me deu uma desculpa que foi o serviço. Verei agora a sua mais nova desculpa.

— Tá... Desculpa. — Ele se levanta mais calmo e tenta acariciar meu rosto, mas eu me afasto. Ele suspira. — É que hoje o serviço foi bastante conturbado.

Eu reviro os olhos e bato o pé. Como sempre essa desculpinha do trabalho. Eu o olho, mas algo em nele parece não estar bem. Agora ele realmente parece triste por algo, me parece sincero sobre seus sentimentos.

— Eu estava na sala de cirurgia com os meus médicos, operando o pequeno David de sete anos, quando de repente seus batimentos cardíacos começaram a acelerar. Ele estava tendo um ataque cardíaco. Foi tudo muito rápido. Ele estava morrendo... Usamos o desfibrilador... E nada. — Ele respira fundo e olha para o chão, como se estivesse repassando tudo em sua mente, e eu não duvido nada que não esteja. — Perdemos ele.

Um pesado silêncio paira no ar. Eu abraço meu próprio corpo pensando nessa criança, mesmo não a conhecendo meu subconsciente fez um mero retrato dela. A família então... Devem estar acabados. Eu suspiro e me aproximo de Christian, o abraçando. Ele aperta meu corpo e enterra seu rosto em meu pescoço, o cheirando profundamente.

— Eu sinto muito. — Eu digo enquanto acaricio suas costas.

— É a vida de médico né. — Ele se afasta e me encara. — Depois do jantar vamos para o meu apartamento. Estou precisando de você.

É uma afirmação, não uma pergunta. Mas no estado em que ele está eu não acho que seria bom ele ficar sozinho.

— Está bem.

Ele sorri e me beija. Seu corpo firme e bem malhado se pressiona e se esfrega avidamente e descaradamente contra o meu, deixando bem claro seus reais motivos para daqui a pouco.


Notas Finais


Já começando daquele jeito... 😰🙊

Nos dizem o que acharam!!! ❤

Beijinhos! 😘😘😘


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