História Is It Love? Os Oito Elos - Capítulo 131


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Categorias Is It Love?
Personagens Adam, Colin, Drogo, Gabriel, Mark, Matt, Nicolae, Personagens Originais, Peter, Ryan, Sebastian Jones
Tags Ação, Colin, Colinspencer, Daryl, Darylortega, Drama, Drogo, Drogobartholy, Hot, Hots, Iil, Indecisão, Isitlove, Matt, Mattortega, Múltiplosamores, Nicolae, Nicolaebartholy, Owen, Peter, Peterbartholy, Políamor, Romance, Ryancarter
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Palavras 3.806
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 131 - Capítulo 6 - Férias 1


Fanfic / Fanfiction Is It Love? Os Oito Elos - Capítulo 131 - Capítulo 6 - Férias 1

Noivado - 14.09.2020/15.09.2020

Passaram-se três meses desde a última vez que vi meus oito elos, e sinto um vazio tão enorme dentro de mim, mas eu estou tentando seguir em frente e ser forte... digamos que eu estou conseguindo.

Quando eu acordei naquele hospital, depois de desmaiar, eu tive uma pneumonia muito forte, que quase me matou, eu estava fraca demais e digamos que levar um tiro, perder muito sangue, ter tido sete paradas cardíacas, ter anemia, fugir do hospital sem estar totalmente bem e para acrescentar, dormir na chuva, me levaram a um delírio de cinco dias, fora que eu tive que ficar em observação durante uma semana, então, eu fiquei no hospital durante doze dias, doze agoniantes dias, mas agora estou melhor e vivendo... ou sobrevivendo.

Eu não contei a ninguém onde eu estou, não me comunico com ninguém além do John, ele é o único que está fora de todo a merda da minha vida e que me faz rir em meio ao meu caos total.

Eu comprei vários celulares descartáveis e toda vez que falo com ele, quebro o celular e o chip, o que acarretou em muitos celulares quebrados na minha lixeira, já que ligo para ele toda noite quando me sinto mais sozinha do que nunca, a solidão sempre aparece na calada da noite.

Se eu ainda tenho pesadelos? Não.

Depois da minha experiência de quase morte, nunca mais tive pesadelos, mas tenho sonhos que me fazem querer ter pesadelos, sonhar com os olhos e os sorrisos dos meus oito elos me faz querer ir atrás deles e, eu não poder fazer isso me faz querer morrer a toda hora, eu sinto tanta falta deles.

Levanto da cama depois de enrolar mais do que podia e depois de me arrumar, passo na cozinha e me sirvo um uísque, são sete horas da manhã, eu sei, mas eu não ligo muito para isso, eu preciso de forças e incentivo e isso me ajuda a sair de casa.

Encho meu copo mais uma vez e o viro novamente, sentindo o líquido rasgar minha garganta.

- Vamos lá Ivna, sem mais enrolação. – Falo sozinha, o que ultimamente tenho feito muitas vezes, a solidão me faz parecer louca.

Sorrio com meus pensamentos malucos e levanto da banqueta do balcão da cozinha, caminhando para fora de casa.

Eu caminho lentamente, como todos os dias de segunda-feira, já que o único dia que vou a pé, preciso manter minha forma e uma caminhada é sempre bom além dos exercícios na academia de casa.

Antes de chegar ao meu destino, me sinto vigiada, merda de neurose. Olho para o lado por cima de meu ombro e vejo um homem tirando uma foto minha, será que fui descoberta?

Coloco a mão dentro da minha bolsa, segurando minha arma e ando até ele, que parece gostar de minha aproximação e antes que eu abra minha boca para perguntar algo, sou rodeada de repórteres.

- Senhorita Klump, por favor, nos conte como arrematou o coração do homem mais cobiçado de toda Nova York. – Uma mulher fala, colocando seu celular quase em minha boca para eu respondê-la, eu estou extremamente confusa, do que ela está falando? E como sabem que eu sou... eu?

- Olha, para um CEO da estatura do Carter achei que sua aliança de noivado seria bem maior. – Um homem fala me deixando perplexa.

- Noivado? – Questiono confusa, mais para mim do que para ele.

- Ryan Carter deixou escapar em sua última entrevista, na verdade, ele falou abertamente sobre vocês, não adianta fingir mais senhorita. – Me responde sorrindo maliciosamente, isso só pode ser loucura da minha cabeça.

Faço um exercício de técnica da liberdade emocional, onde tenho que tocar pontos do meu corpo de forma sequencial, me deixando calma e não conseguindo focar em outra coisa que não seja na sequência que preciso para me acalmar, isso me ajuda a não pular de um precipício e fazer coisas loucas, como quebrar tudo que vejo pela frente.

Continuo caminhando, juntamente com os repórteres e suas perguntas sem nexo, até eu chegar na Klump Corp.

Corro para o banheiro e me olho no espelho, eu não posso ter imaginado isso, mesmo com vontade de vê-los, isso seria demais para minha imaginação, uma horda de repórteres me perguntando sobre noivado com Carter, eu não imaginaria isso, ou imaginaria?

Preciso com o Liam e com a Doutora Sullivan.

Entro no elevador e quando chego no último andar vou direto falar com Liam, sei que ele deve estar se preparando para uma reunião, mas preciso falar com ele.

- Ei Liam! – O cumprimento com um meio sorriso.

- Ivna, tudo bem? – Liam pergunta preocupado, talvez por eu estar pálida demais.

Eu assinto com a cabeça, e fixo meu olhar na minha mão, olhando minhas alianças, citadas na minha até então imaginação.

- É verdade o noivado? – Ele pergunta me deixando perplexa.

Eu não imaginei, eu não imaginei e agora não sei se suspiro de alívio ou de frustração.

- Como está sabendo disso? – Levanto meus olhos para os dele.

- Está em todos os jornais e revistas. – Me entrega o jornal e a capa principal tem uma foto do Ryan mostrando uma aliança no dedo anelar da mão direita, ele mostra oito dedos na foto, isso não faz sentido algum, eu vou enlouquecer.

- Isso só pode ser loucura. – Digo devolvendo o jornal sem ler a entrevista, só de ver sua foto já fico desorientada.

- Acredito que seja marketing, mas achei que você soubesse. – Liam, o único que está raciocinando aqui, diz.

- Eu não sabia, eu fui seguida da minha casa até aqui por repórteres e perguntas sem nexo. – Revelo respirando fundo. – Mande uma nota de esclarecimento, eu não quero ter nada a ver com isso. – Ordeno e vou até a porta para sair, preciso esquecer tudo isso.

- Sabe, seria uma boa para a Klump Corp, algo como vinculação de duas grandes empresas. – Liam fala antes que eu consiga sair, e refletindo as palavras dele, só tenho a concordar, porque Liam é o melhor CEO do mundo e ele sabe o que faz bem para a empresa.

- Ok, mande um e-mail para o Carter, diz que a jogada dele vai permanecer apenas pelas empresas. – Aceito sua proposta. - Preciso ir na Sullivan agora, você me daria algumas horinhas? - Pergunto e ele assente.

- Boa sessão. – Me deseja.

Nos despedimos e segui com o carro da empresa para o consultório da Doutora Sullivan.

- Perdão vir sem hora marcada. – Peço a ela assim que consigo um encaixe de emergência em sua agenda.

- Tudo bem, você disse ser importante. – Sullivan sorri de forma simpática e eu me sento no divã.

- Eu... eu estou a beira de um colapso, a técnica da liberdade emocional, com os toques até que funcionou, mas eu me sinto como se estivesse me afogando bem lentamente, respirar dói. – Já despejo tudo nela, sem rodeio algum.

- Tem algum motivo para isso? – Pergunta escrevendo em seu caderno.

- Sim. – Respondo apenas.

- Seu noivado, presumo. – Ela me incentiva a falar.

- Esqueci que todos já devem estar sabendo. – Digo revirando os olhos. – Bem, isso mesmo que está me deixando assim. – Concordo com ela.

- Creio que não sabia que tinha ficado noiva. – Sullivan fala, eu contei para ela, toda minha história, ela jurou sigilo e nunca me olhou com pena ou me julga por nada, apenas me ajuda.

- Não sabia e foi tudo muito rápido, os repórteres apareceram e simplesmente falaram e quando disseram o nome do Carter, todos os olhares que ele já me deu passaram em minha mente, finalizando com aquele último olhar de pena e raiva. – Descrevo como aconteceu.

- E então? – Me pergunta e eu dou de ombros.

- Então todos vieram em minha mente e isso me sufoca, parece que todas as paredes estão fechando e que eu não tenho ninguém. – Respondo.

- Sabe por que Carter faria isso? – Continua me incentivando a falar através de perguntas.

- Liam disse ser jogada de marketing, mas quem sabe ele só não quer foder com meu psicológico, sei lá. – Minha opção é a última, Carter quer foder meu psicológico, com total certeza.

- Me fale sobre ele. – Sullivan pede e me deito no divã, fechando meus olhos.

- Ah! O Carter é a imponência em pessoa, por fora demonstra frieza que faz qualquer um morrer de medo em sua presença, mas ele não é assim, o Ryan... o meu Ryan é a paz em pessoa, generoso... controlador, confesso, mas amoroso, íntegro e tem aqueles olhos de tempestades cinzentas devastadoras, sem contar do sorriso safado de canto de boca que ilumina tudo. – O rosto do Carter passa em minha mente, do jeitinho que eu o gravei e então, sorrio.

- É lindo como você fala dele, na verdade, de cada um deles, vem da alma as suas palavras. – Sullivan pontua isso.

Eu estou fazendo acompanhamento com a Doutora Sullivan desde que voltei para Los Angeles, eu tinha certeza que ninguém me procuraria aqui, sabem o quanto eu fugia da minha casa...

Enfim, eu a encontrei quando estava saindo do LA Klump, depois da minha internação e tomei coragem de marcar uma consulta, fui começando devagar, contava um pouco de cada vez e um dia cheguei determinada e falei tudo, tudo em todos os detalhes.

E depois sumi por alguns dias, chorando em um canto qualquer da minha imensa casa vazia e depois resolvi voltar, eu preciso de terapia, preciso disso.

E eu já falei de todos eles, em todas as crises que eu tive, quando como escutei a Nightmareden na rádio, ou vi uma Lamborghini vermelha na rua, quando um menino lindo esbarrou em mim e derrubou o livro dele Romeu e Julieta, ou quando um homem na Klump Corp me pediu ajuda para um projeto de marketing, até mesmo quando passei pela praia e vi vários surfistas, ou quando Liam me fez ir em um teatro e era noite de recital de poesias e tinha até piano, ou quando uma menina caiu e o pai falou "coitadinha".

- Você já leu qualquer reportagem sobre o noivado? Ou já assistiu a entrevista? – Minha terapeuta me tira dos meus pensamentos.

- Não tenho psicológico para isso. – Afirmo com toda a certeza.

- Você deveria ver. – Me aconselha e seu relógio faz um barulho suave, anunciando o fim da sessão.

- Obrigada por me atender de imediato, eu já me sinto melhor. – Agradeço sorrindo fraco.

- Qualquer coisa, por mais simples que seja, não deixe de me procurar. – Diz e apertamos nossas mãos e saio de sua sala.

Volto para a Klump Corp, a minha rotina? Casa, Klump Corp, casa, LA Klump e casa.

Eu revezo trabalhando um dia na empresa e o outro no hospital e o resto do meu tempo, passo em casa, na maioria das vezes sentada no sofá bebendo meu uísque e olhando para a televisão desligada, eu dispensei todos os funcionários da minha casa por tempo indeterminado e fico sozinha sempre.

Sento no sofá já com meu copo de bebida na mão e pela primeira vez que voltei, ligo minha televisão, entro na internet por ela e pesquiso Ryan Carter em notícias e meus olhos enchem de lágrimas ao vê-lo na chamada de um vídeo.

Respiro fundo e viro meu uísque de uma vez, coragem líquida nunca decepciona.

Antes de selecionar o vídeo leio o título: "O grande empresário Ryan Carter, CEO das empresas Carter Corporation anuncia seu noivado e faz declaração apaixonada pela noiva May Ivna Klump".

- Merda Carter, o que você está fazendo? – Murmuro sozinha, ele não escutou a história que eu contei? Meus inimigos não sabem dele, mas sabem de mim e agora, todo o mundo sabe do Carter.

- Stewart. – Jake atende no primeiro toque.

- Olá meu dengo! – Digo em um sussurro.

Eu vou confessar uma coisa, depois que eu consegui chorar, eu não consegui mais parar, porque só de ouvir a voz do Jake eu já estou chorando.

- Meu dengo! Está chorando? – Sua preocupação é evidente.

- Sim, que saco. Eu estou com tanta saudade. – Falo enquanto limpo minhas lágrimas.

- Eu também dengo. – Diz e eu sinto tanta vontade de abraçá-lo, e de voltar a chorar, que decido ir direto ao ponto.

- Eu liguei porque quero que fique na cola do Carter 24 horas por dia até eu resolver essa situação. – Peço e ele assente. – Como ele pode se colocar em perigo assim? – Pergunto revoltada para mim mesma, ele não entendeu nada do eu contei? Sobre inimigos, mortes e tudo mais?

- Não sei, ele só me conta o que ele quer. – Jake me responde.

- Sabe meu nome então? – Pergunto, eu sempre quis contar para ele quem eu realmente era.

- Sim e sei também que ele só não me demitiu porque não é justa causa eu ter transado com você. – Ele me revela.

- Se ele te demitisse eu ia atrás dele e dava uma surra nele. – Falo e o escuto rir, o que aquece um pouco meu pobre coração. – Cuida dele para mim. – Peço baixinho.

- Não se preocupe, ele está bem, ele contratou oito seguranças para o seguir por onde ele for. – Jake anuncia me deixando mais calma.

- Me passa o nome de todos. – Com certeza eu vou pesquisá-los.

- Ok. – Diz apenas.

- Não diga que eu liguei. – Peço outro favor.

- Creio ser impossível guardar essa informação. – Revela para mim.

- Ele está do seu lado? – Pergunto frustrada.

- Sim. – Responde.

- Ok, preciso desligar. – Falo rapidamente.

- Espera, ele quer falar com... – O interrompo.

- Eu vou desligar Jake, saudades. – Digo e desligo o telefone rapidamente, eu não estou pronta para falar com ele, e nem mesmo ouvir sua voz, mas eu vou assistir a entrevista que ele deu.

Que, começa com ele dando boa noite e sua voz me faz arrepiar, fecho os olhos e posso senti-lo ao meu lado, falando sobre o projeto social que ele tanto se orgulha, já começaram as construções e ele está totalmente feliz por isso.

- O projeto só foi possível a uma mulher maravilhosa que cruzou meu caminho... – Fala depois de detalhar seu projeto.

- Senhor Carter, essa aliança em seu dedo é por causa dessa mulher? – Um repórter pergunta.

- Ah sim, nós estamos noivos. – Ele fala sorrindo olhando para a aliança e um alvoroço começa e várias perguntas são feitas ao mesmo tempo. – Eu vou responder apenas três perguntas... você. – Abro os olhos e vejo que Carter escolhe uma mulher loira, que se levanta.

- Senhor Carter, nos conte quem é a sortuda dona do seu coração? – Ela pergunta, louca para já espalhar a notícia.

- May Ivna Klump, a mulher mais perfeita que já conheci um dia. – Ryan responde, me fazendo querer desligar tudo e ainda quebrar a televisão.

- Isso é um interesse empresarial? – Fala o homem que Ryan escolhe depois de responder a pergunta anterior.

- Ainda não conversamos sobre o que fazer com nossas empresas, e devo ressaltar que as empresas nunca foram um ponto de conversas nossas. – Diz sorrindo cafajeste.

- E desde quando se conhecem? – Uma mulher o questiona, sem ao menos ter sido escolhida para falar.

- Oito meses, mas é como se fosse oito anos, ela é uma mulher sensacional, insolente, irritante, filósofa, é um anjo na minha vida, e com certeza a minha princesa, ela não é nenhuma coitadinha, pode até parecer uma presa fácil, mas ela é guerreira, é a minha gatinha. E eu a amo, por cada um dos oito meses de elo que passamos... esse é o nosso número, oito. – Desligo a televisão e vejo que estou chorando loucamente, ele usou todos os apelidos dos oito e salientou muitas vezes o número oito, com certeza ele quer foder meu psicológico.

Deito no sofá chorando enquanto olho para o Carter no vídeo pausado na televisão.

- Merda! – Acordo morrendo de dor de cabeça e olho para meu celular. – Estou atrasada, ótima escolha doutora Sullivan de eu desligar o despertador para acordar de forma natural. – Reclamo levantando do sofá e vou me arrumar para ir para o hospital.

- Está atrasada senhorita. – Andrew implica comigo assim que chego.

- Você vai me demitir? – Pergunto brincando e nós dois caímos na risada.

- Nem se eu pudesse, você é uma ótima funcionária, independente de você ser a dona. – Diz e me abraça, logo então começamos a trabalhar.

O dia hoje foi bem produtivo, tinha tantas coisas para resolver que eu nem pensei em mais nada além do hospital, o que é uma coisa boa, já que sempre que tenho um quase ataque fico remoendo tudo de ruim dentro de mim, então... trabalho me ajuda a não pensar em nada.

Levanto de minha cadeira e pego um copo, despejando uísque e fico bebendo analisando os últimos documentos do dia.

- Já conversamos sobre beber em serviço. – Andrew diz entrado na minha sala.

- Sim, mas... eu me sinto melhor assim. – Dou de ombros.

- Tudo bem, mas só porque seu semblante está menos triste do que três meses atrás. – Ele fala, com certeza todo mundo viu minha cara de derrotada quando eu voltei para casa, mas Andrew e Liam me apoiaram muito e sempre me designaram para trabalhos complicados e que sabiam que eu poderia resolver.

- Espero que não só o semblante. – Digo e viro o resto da minha bebida, e me preparo para colocar mais.

- Ei, antes de você se embriagar, quero te apresentar alguém. – Andrew diz tirando a garrafa da minha mão.

- Preciso mesmo conhecer? – Pergunto entediada.

- Vem logo Klump. – Diz meu sobrenome para implicar comigo.

Reviro meus olhos, então levanto e ele me leva até a ala pública do hospital, eu gosto de passar aqui, me lembra o tanto que meu avô batalhou para poder dar atendimento e tratamento para quem não pode pagar.

- Qual motivo desse sorriso? – Andrew sussurra no meu ouvido.

- Essa área do hospital é a minha favorita. – Respondo-o e ele também sorri.

- Ah sim, isso eu sei, você já brigou comigo por causa dela uma vez. – Diz e eu começo a rir.

- Desculpa por aquele sermão, mas eu penso que se um dia essa área do hospital fechar, eu não vou ter conseguido honrar o meu avô. – Falo e Andrew pousa a mão no meu ombro o apertando de leve, como se dissesse que meu avô estava se orgulhando de mim, e eu sentia isso, pelo menos nesses três meses de "férias". – Senhorita Klump, gostaria que conhecesse Alba Portinari, e sua filha Victoria. – Andrew diz assim que chegamos em frente de uma mulher com cabelos e olhos castanhos e um menininha linda com olhos cor de mel e um lenço, azul com pequenas nuvens, na cabeça.

- É um prazer conhecê-las. – Digo estendendo minha mão e Alba me abraça apertado e eu fico sem entender nada, olho para Andrew confusa e ele está com um sorriso radiante no rosto.

- Victoria acabou de vencer o câncer, e todo o tratamento foi feito na ala pública, Alba estava sem dinheiro, pois o marido havia acabado de falecer e eles não tinham seguro de vida e logo depois, descobriram a doença na filha, e ela veio para cá, pedir por ajuda, e você ajudou ela, não só ela, mas, todas essas pessoas que estão aqui. – Seguro firme minhas lágrimas enquanto Andrew conta a história da Victoria. – Quando você me deu um sermão, por fechar a ala pública, eu não entendi o seu propósito, tirar do seu dinheiro para manter isso daqui funcionando, eu só percebi, quando vi, essa garotinha, aqui, bem e saudável. – Andrew faz cafuné na Victoria.

- Obrigada mesmo senhorita Klump! Eu nunca conseguirei agradecer tudo que fez por nós. – Alba agradece e se ajoelha no chão.

- Não precisa me agradecer. – Falo e me ajoelho ao lado dela. – Eu fiz o que meu coração disse que era certo, eu não faço por reconhecimento, faço porque eu quero ajudar. – Digo, eu nunca quis que ninguém me agradecesse, eu quero poder dar a elas o que eu tenho o que elas não podem ter, o que todos merecem, saúde pública de ótima qualidade.

- Mas, ainda sim, obrigada, obrigada mesmo. – Ela diz e eu me levanto a ajudando a levantar e quando estou de pé, a Victoria abraça minha pernas.

- Obrigada senhorita Klump, você me fez ficar boa... – Diz com lágrima em seus lindos olhinhos cor de mel. – Nós te trouxemos um presente. – Ela fala e pega uma caixa embrulhada da bolsa atrás dela.

- É só uma lembrancinha. – Alba diz sorrindo, eu pego, abro e vejo que é uma caixa de bombom, e então eu começo a chorar como uma criança.

- Obrigada! Obrigada mesmo! Eu... eu precisava... precisava disso e nem sabia. – Falo tentando controlar minhas lágrimas que desciam desenfreada.

Me sento na cadeira procurando me acalmar e Andrew corre para pegar um copo de água para mim. Victoria segura minha mão e faz carinho, o que me deixa mais emocionada ainda.

Depois de beber a água e me acalmar um pouco, limpo minhas lágrimas e sei que estou com uma cara horrível, mas sorrio para a Victoria e a Alba.

- Desculpem por isso. – Peço rindo. – Eu estou emocionalmente frágil e esse gesto foi tão lindo, eu não consegui segurar. – Explico me agachando no tamanho da pequena Victoria. – Você fez você ficar boa, a sua força e coragem, eu só dei uma ajudinha, mas todas as vitórias foram sua e de sua mãe guerreira. – Falo e abraço. – E se eu puder ajudar em qualquer coisa, por mais pequena que seja, eu ajudarei. – Digo para Alba que me dá um abraço também.

- Você já fez demais. – Ela fala sorrindo.

- Mas estamos precisando de uma recepcionista, se ainda estiver desempregada... – Andrew a convida e a vejo abrir o maior sorriso.

- Está contratada. – Falo sem esperar ela responder. – Vamos te dar horários flexíveis para que possa ficar com a Vic. – Completo a proposta.

- Eu aceito. – Ela fala animada. – Vocês dois são anjos na minha vida e eu nunca vou esquecer tudo que fizeram por mim. – Nos abraça novamente e depois nos despedimos e eu e Andrew voltamos para minha sala.

- Obrigada! – Falo depois de pegar minhas coisas e caminhar até a porta para ir embora. Andrew me olha confuso. – Obrigada por me mostrar o que o hospital realiza na ala pública, eu me sinto... radiante hoje. – O abraço e sorrimos um para o outro e eu vou para casa.

Sem beber hoje, estou realmente feliz, encho a banheira com água morna e relaxo lá dentro, tentando não pensar em nada de ruim, só pensamentos positivos e o sorriso daquela garotinha vitoriosa, seu nome combina com ela.

[...]

 



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