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História Is It Love? Os Oito Elos - Capítulo 154


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Capítulo 154 - Capítulo 7 - The End 19


Fanfic / Fanfiction Is It Love? Os Oito Elos - Capítulo 154 - Capítulo 7 - The End 19

Vida nova – 10.02.2021

- Olá Orlock! – Apareço na casa que Dylan me deixou de herança e vejo Orlock na sala de estar, assistindo televisão com duas mulheres, uma dos cabelos loiros e uma senhora já com os cabelos brancos.

Caralho! Eu achei que o encontraria sozinho em casa.

Escondo minha arma rapidamente no cós da minha calça, não quero assustar nenhuma dessas mulheres, seja lá quem elas forem, vejo surpresa no rosto do Orlock quando ele se vira e seus olhos encontram os meus, primeiramente, eu não fui anunciada, óbvio, eu o queria desprevenido, então, como eu conheço essa casa como a palma de minha mão, consegui entrar sem que ninguém me visse, e segundo, eu estou morta para todos.

- Ivna. – Ele sussurra meu nome, mais para ele do que para mim, parece não acreditar no que seus olhos vêem.

- Nós podemos conversar? – Pergunto vendo que as mulheres me olham confusas, parecem, não sei... com medo.

- Si... sim, claro. – Orlock gagueja e se levanta do sofá rapidamente.

Ele caminha até o escritório da casa e eu vou atrás, eu fecho a porta quando entramos e no momento em que me viro para encará-lo sou surpreendida por um abraço bem apertado, é tão bom, tão cheio de saudade, então eu aproveito o abraço, mas não vou cair nessa, ele me entregou para o White e vai ter que se explicar.

Quando Orlock me solta eu pego minha arma e aponto para ele, não vou matá-lo, mas quero respostas.

- Ei, o que está fazendo? – Orlock pergunta levantando as mãos para cima.

- Eu só vou perguntar uma única vez Orlock, você me entregou para o senhor White? – Pergunto baixo para que as mulheres não escutem, mas tem muita raiva em minha voz.

- Sim. – Ele admite, seus olhos parecem tristes, mas eu não sei o que fazer agora, achei que ele negaria tudo e eu teria que gritar como uma louca, ou ele mostraria que White estava me manipulando e eu choraria pedindo perdão, mas não, ele apenas admitiu. – Me perdoe Ivna, eu nunca te contei isso, mas White sempre ameaçou minha família, minha mãe e minha avó, as duas mulheres que estão lá na sala. – Suas palavras me fazem abaixar a arma na hora e me sentar no sofá novo que ele colocou no escritório, ele senta na mesa, um pouco distante de mim. – No começo, quando eu te conheci como Natasha McKensie, o senhor White esteve aqui na casa do Dylan e conversou comigo, na verdade, me manipulou, suas ideias pareciam sólidas e... fala sério, você dormia com o inimigo, o discurso dele era muito convincente. – Orlock continua se explicando.

- Damian era um ótimo manipulador. – Digo e me levantando.

Caminho até ele e eu quem o abraço dessa vez, eu senti tanta a falta dele, não quero e nem preciso ouvir mais nenhuma explicação, não preciso ouvir mais nada, eu sei como é quando alguém ameaça quem mais amamos.

- Ele jurou que não te machucaria. – Orlock ainda continua tentando se explicar, mas eu o interrompo.

- Tudo bem Orlock, está tudo bem agora, eu só precisava saber se era verdade, sei o quanto o White era manipulador e lunático. – Falo e me solto dele, o puxando para sentar no sofá comigo.

- Só para você saber, eu acabei com nossa parceria quando você foi embora de Seattle, mas ele não permitiu, encontrou minha única família e me chantageou por meses, mas graças a você, está tudo bem agora, nós estamos a salvo, mas você não sabe o quanto me culpei por você ter morrido, devo admitir que chorei horrores. – Quando ele fala que chorou eu começo a rir, é difícil imaginá-lo chorando, fala sério, ele é o homem mais sério que conheci na vida e sinceramente estou muito feliz com sua revelação.

- Me desculpe por rir. – Falo ainda rindo, tentando me controlar e então ele ri junto comigo.

O clima ficou leve depois disso e então conversamos bastante, sobre como eu consegui sair com vida do galpão, sobre a família do Orlock, sobre meus meninos e sobre o que eu faria agora.

- Estou indo embora dos Estados Unidos Orlock, e se você quiser, consigo te tirar daqui também. – Digo segurando sua mão, eu também quero ver ele seguro.

- Não conseguiria achar um motivo para aquelas duas cabeças duras para sairmos do país, elas são muito patriotas, mas eu prometo que vou te visitar. – Ele fala, me abraça e beija minha cabeça, depois se levanta e estende a mão para mim, eu aceito e então saímos do escritório.

Ele me apresenta sua mãe, Christie, e sua avó, Amely, e então nós almoçamos juntos, conversando sobre a infância do Orlock, as duas são adoráveis e ver o brilho nos olhos do Orlock enquanto as olha foi o melhor presente de despedida dos Estados Unidos que eu podia ter nesse momento, na verdade o melhor presente seria levar meus meninos comigo, então... é o melhor presente que eu posso receber.

- Preciso ir agora, vou passar em um local antes de ir para o aeroporto. – Digo depois de almoçar e ficar horas conversando com eles.

- Você vai viajar querida? Quando volta? Virá mais vezes nos visitar? – A mãe do Orlock me bombardeia de perguntas e eu fico sem saber o que responder.

- Ela vai fazer uma viagem de negócios, vai ficar um tempo sem poder vir aqui. – Orlock me salva e eu agradeço com um sorriso.

Como eu iria responder que nunca mais voltaria?

Sim, eu estou indo, para sempre, eu consegui refazer o programa da Kryptus e anular a minha digital de qualquer sistema, eu tecnicamente não existo em lugar algum, James me ajudou muito nesses três meses que passaram, e enquanto ele ia trabalhar, eu ficava à espreita, vigiando todos os meus meninos de longe, morrendo de vontade de estar com eles.

Eles ficaram duas semanas morando juntos na minha casa, que agora é deles, mas depois cada um voltou para suas vidas normais, Owen continuou em Los Angeles, mas não quis morar na nossa casa sozinho, mesmo com a Rosa insistindo, Ryan, Matt e Daryl voltaram para Nova York, os meus Bartholy para Salt Lake City e Colin para Seattle, meus amigos também foram embora, cada um para suas antigas vidas, estavam todos a salvos, porém eu via tristeza neles todos e isso fazia doer meu coração, a ponto de desistir de ir embora, mas uma notícia me fez decidir finalmente ir embora do país, eu estou milagrosamente grávida.

Eu me despedi do James semana passada, visitei de longe o Owen, depois passei em Utah para ver meus Bartholy e Sarah, fui para Nova York ver o meu tornado Ortega, o grande Ryan Carter e Lisa, e agora estou em Seattle, para ver meu rabugento e minha louca amiga Doris, meu docinho Adam e Phill, mesmo que de longe.

- Quer que eu te leve ao lugar que precisa ir e depois ao aeroporto? – Orlock pergunta e eu sorrio gentilmente.

- Não precisa não Orlock, por favor, fique com sua mãe e sua avó e cuide bem delas. – Falo me levantando da mesa, após pedir licença e me despeço das duas as abraçando. – Norman é um homem incrível. – Digo saindo da sala de jantar e indo em direção a porta com Orlock, que revira seus olhos.

- Não me chame de Norman. – Ele reclama me fazendo rir.

- Ué, é o seu nome. – Implico com ele.

- Você está muito engraçadinha. – Orlock diz sorrindo. – E está muito linda com esse novo estilo e cabelo. – Me elogia e então sorrio agradecendo-o.

Eu cortei meu longo cabelo preto na altura do meu ombro e fiz uma franja lateral, sinto saudades do meu cabelão, mas até que gosto dele curtinho, o estilo que escolhi agora, foi elegante e sensual, como se eu fosse alguém da alta sociedade, me inspirei nos looks da minha mãe, eu pensei em colocar uma lente para meus olhos, mas eu não me adaptei muito, irritava muito meus olhos, era péssimo.

- Tem certeza que não quer que eu a leve? – Orlock pergunta novamente.

- Sim, eu tenho que ser invisível Norman e chegar com você em qualquer lugar chama atenção, porque você é muito delicioso. – Brinco com ele, que sorri se achando o garanhão, o que ele realmente é.

- Ok, só promete que mandará notícias. – Pede me abraçando, me tirando das lembranças quentes com ele que estavam passando pela minha cabeça.

- Eu prometo Norman, assim que eu chegar na minha nova residência eu te envio uma mensagem e um link de contato secreto. – Falo com ele e então nos despedimos.

Eu não falei para Orlock e nem para James para onde estou indo, os dois são as únicas pessoas dos Estados Unidos que sabem que eu sobrevivi aquela explosão, eu confio neles e vou manter contatos com eles através de um link que criei em um aplicativo, quase que impossível de rastrear, eles estarão de olho nos meus meninos e vão me deixar atualizada de tudo que acontece com eles, mas só vão me contar para eu saber sobre a segurança deles.

Ah é apenas por isso, não é porque vamos estar longe, morrendo de saudades e não vamos conseguir seguir nossas vidas sem eles, é realmente apenas pela proteção. Sagitariana fala debochadamente e Pisciana e Escorpiana riem.

Cala a boca. Rosno revirando meus olhos para ela, só quero notícias para saber se eles estão bem.

- O táxi chegou. – Orlock fala, me levando até o portão e depois de uns quinhentos abraços, entro no carro, que me leva até uma cafeteria, onde vejo minha banda Nightmareden pela janela de vidro do estabelecimento, tomando café e conversando.

Sentirei tanta falta deles, principalmente do meu rabugento, preciso tanto dele, aliás, dos meus oito meninos, não estou preparada para deixá-los, mas preciso fazer, limpo uma lágrima que me escapou e continuo os observando.

Doris mostra um papel, que parece ser o banner novo da banda e pelo zoom da câmera do meu novo celular, vejo que eu estou nele, representada como uma estrela.

Colin levanta da mesa sem dizer nada e sai da cafeteria, então me abaixo no banco de trás do táxi, adeus meu lindo rabugento.

- Aeroporto, por favor! – Peço ao taxista que está claramente entediado e nervoso com minha demora.

E, aqui estou eu, já dentro do avião, passei tranquilamente pela identificação e como minha digital não apareceu nenhum registro de proibição de viagem, já que não existe, nem fui revistada, nem nada.

Aproveito para dormir, coisa que não faço direito há meses, já que eu estava focada em refazer o sistema e vigiar meus meninos escondida de James, mas agora posso aproveitar, já que meu voo tem 20 horas de duração.

- Senhores passageiros, estaremos aterrizando em cinco minutos. – A voz soando pelo auto falante do avião me faz acordar, eu dormi o primeiro voo inteiro, quase dormi esperando meu avião de escala e depois dormi novamente ao trocar de avião, eu praticamente dormi a viagem inteira e isso é bom, muito bom, me sinto totalmente revigorada.

Quando pousamos já vou direto para um táxi, minha mala era apenas uma de mão, pois eu trouxe apenas o essencial, aqui eu compro o que precisar, James me deu algum dinheiro, já que eu não podia mexer em minhas contas, nem mesmo na mais secreta que eu tenho para que não levante suspeita de que eu estou viva, ainda bem que tenho o James, o dinheiro que ele me deu será suficiente para um mês aqui, mas eu disse para ele que ia devolver cada centavo gasto comigo, nós discutimos por isso, mas no final ele acabou aceitando.

Passo o meu novo endereço para o taxista e depois de alguns minutos nós chegamos no meu novo lar, bem, espero que seja o meu novo lar.

Respiro fundo olhando o prédio moderno envidraçado que fica à beira mar e saio do táxi, agradeço, o pago e coloco minha mala ao lado do meu pé.

- Qual é Ivna, ele vai te receber bem. – Falo comigo mesma, desde quando me tornei tão covarde? Eu não peguei um voo de quase um dia inteiro para desistir na porta da minha nova vida.

Pego minha pequena mala no chão e entro no prédio e logo em seguida no elevador, clicando o botão da cobertura, bato meu pé sem parar no chão de aço do elevador e quando escuto o sinal de que eu havia chegado, hesito um pouco, mas logo saio e toco a campainha do apartamento.

Será que ele está dormindo? Afinal, já são 11 horas da noite.

Pego minha mala no chão e me viro para voltar para o elevador, mas escuto o barulho da porta se abrindo, depois de vários minutos esperando e então um sorriso aparece instantaneamente em meu rosto quando vejo os lindos olhos azuis na minha frente.

- Eu. não. acredito. – Ele fala pausadamente, totalmente boquiaberto. – Patricinha nerd! – John diz alegremente e logo em seguida me abraça, me rodopiando no ar.

- Estava com saudades de você meu sem cérebro. – Digo quando ele me coloca no chão e então beijo seu rosto, balançando sua cabeleira loira com minhas mãos.

- Ai céus, eu nem acredito! Entra, por favor! – John pega minha mala com uma mão e com a outra segura minha mão, me convidando para entrar em seu apartamento, eu não diria que vinha, mas sabia que ele me acolheria, sabia que podia contar com ele e a melhor coisa é que com certeza ninguém me conhece na Finlândia.

- Desculpa vir sem avisar... – Começo a falar, mas John me interrompe.

- Você não precisa avisar nada, me diz, quer ficar no quarto de visitas ou comigo no meu quarto? – Ele pergunta e eu começo a rir. – Não pense besteiras patricinha. – Diz corando e me fazendo rir mais ainda.

- Ai John, eu estava mesmo com saudades de você, e se não for muita ousadia minha, já que eu cheguei sem avisar, posso dormir junto com você? – Peço, afinal, odeio dormir sozinha.

- Claro que sim. – Ele diz e pisca para mim. – Aliás, sua mala é muito pequena, espero que fique bem mais que alguns dias. – Fala, me deixando mais a vontade, a verdade, é que eu vim para ficar, só não sei como dizer isso.

- Vou me mudar para cá. – Então falo diretamente, sem enrolação alguma. – Mas, não se preocupe, só preciso de alguns dias até arrumar um empre... – John coloca o dedo em minha boca, me calando e sorri lindamente.

- Não vou deixar você morar em lugar nenhum que não seja esse apartamento. – John fala, me deixando aliviada, eu não quero morar sozinha, principalmente em um lugar que eu não conheço, mas não quero atrapalhar, só de saber que posso contar com ele eu já me sinto bem.

- John, não precisa, eu não quero atrapalhar você. – Falo, não quero ser inconveniente, e nem um peso para ninguém.

- Você nunca atrapalha, pode morar aqui para sempre e sempre. – Diz me fazendo ficar emocionada. – Ah não patricinha, não vai chorar agora né? – Brinca comigo e então me sento no sofá que estava ao meu lado e lhe jogo uma almofada, o fazendo rir.

- Adoraria morar com você para todo o sempre, mas não posso te atrapalhar assim, porque daqui seis meses não será apenas eu. – Digo colocando a mão na minha barriga, estou tão feliz, estou grávida e mesmo depois de passar por toda aquela situação estressante, perigosa e explosiva, ainda assim eu o tenho comigo, então estou me cuidando muito, por isso decidi sair dos Estados Unidos, eu não suportaria perder mais nenhum filho.

- Eu aceito seu bebê nessa casa também, podemos transformar o quarto de visitas em um quartinho de bebê azul, eu sei que é um menino. – John diz, já planejando tudo.

- Na verdade... são dois bebês. – Digo sorrindo.

É incrível como é a vida, eu perdi dois bebês e agora estou gerando dois de uma vez só, tomando todo o cuidado, tomando vitaminas e tudo mais que preciso para eles nascerem saudáveis.

- Temos quarto para todos patricinha, essa casa é definitivamente sua também e você não vai a lugar algum. – John fala se agachando na minha frente, olhando dentro dos meus olhos e então beija minha testa.

- Ah John, você é maravilhoso. – Digo já chorando, porque essa gravidez me deixa emotiva com tudo. John começa a rir da minha cara e então eu jogo outra almofada nele, enquanto rio e choro ao mesmo tempo. – Esses hormônios vão me matar. – Falo e então deito no sofá, agora apenas rindo.

- O que quer fazer patricinha? – John pergunta sentando no chão e deitando sua cabeça no sofá.

- Comer, estou morrendo de fome e depois dormir, e olha que eu dormi a viagem inteira. – Digo rindo. – Ah, eu adoraria um banho bem demorado, se quiser me acompanhar. – Falo, sem segundas intenções.

- O que você quiser patricinha. – John diz se levantando e me apresenta o apartamento, meu lar daqui para frente, depois tomamos um banho de banheira, vestido com nossas roupas íntimas.

Conversamos por horas e pedimos algo para comer, já que estava tarde e estávamos morrendo de sono, comemos e deitamos na nossa cama.

- Boa noite meu sem cérebro! E... obrigada John, de verdade! – Agradeço-o, de coração e então me ajeito nele, que me abraça, bem protetor.

- Boa noite patricinha, e não precisa agradecer, você é muito importante na minha vida, e eu faria tudo por você. – Ele fala, beija minha cabeça e então eu durmo com um sorriso no rosto.

Essa então é a minha nova vida, moro na Finlândia com meu amigo John sem cérebro Bexter, me chamo Cloe Shay, eu estou feliz, mantenho contato com James e Orlock, e meus meninos estão seguros, não tenho um emprego fixo ainda, já que minha gravidez é de risco, por causa dos meus dois abortos e já que minha barriga está enorme por conta de existir dois seres crescendo dentro de mim, então eu trabalho em casa com TI de uma empresa pequena aqui de Helsinque, ganhando um salário reduzido, mas consigo ajudar em casa e juntar dinheiro para pagar o James, mesmo ele reclamado toda vez que eu deposito algum dinheiro na conta dele.

Tudo está em seu lugar, o único problema é a saudade que carrego no peito dos meus meninos.

[...]

 



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