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História Is It Love? Peter Bartholy. - Capítulo 16


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Notas do Autor


Boa leitura ❤️

Capítulo 16 - Encontro?!


Fanfic / Fanfiction Is It Love? Peter Bartholy. - Capítulo 16 - Encontro?!

O Peter continua sendo um enigma pra mim, tem horas que ele é "quente" e outras horas "frio", não quero acreditar que ele esteja brincando comigo, ainda mais depois do momento que tivemos ontem, se não fosse por ele, capaz de eu ainda estar perambulando pela floresta procurando pela saída, ele parece realmente se preocupar comigo, mas é difícil saber se têm algum motivo por trás dessa preocupação por mim ou se é somente zelo, por me ver como uma amiga ou até mesmo porque o Nicolae disse que pediria para seus irmãos cuidarem de mim.

Acho que o que eu preciso fazer é parar de procurar justificativas ocultas para as coisas que ele faz, imaginando sentimentos que não existem. Não tenho mais idade pra isso, estou sendo ingênua, não posso ignorar que já vi como ele age com a Dorothy, que ele faz questão de estar com ela, que ele fica mais a vontade em sua companhia do que comigo.

Estava receosa quando fui pra faculdade hoje, pensei que talvez o A.J fosse espalhar algum boato a meu respeito já que fui pro meio da floresta com ele, sei como alguns caras podem ser babacas, ainda mais ele que me largou sozinha na escuridão, mas nada aconteceu, não teve nenhum comentário. O que me deixa aliviada, não quero ficar chamando atenção desnecessária e nem quero ter que ficar me justificando pra ninguém.

Tento não me incomodar, mas é doloroso ver o Peter e a Dorothy juntos na aula de literatura, parecendo tão íntimos. Mas eu tenho que respeitar a escolha dele, se é ela que ele quer, não tem nada que eu possa fazer a respeito. Gostaria que existisse uma fórmula pra apagar sentimentos.

No final da aula a Sarah me acompanha de volta pra mansão.

...........

A conversa que o Nicolae teve com a Lorie, parece ter funcionado, pelo menos por enquanto, ela não me deu trabalho nenhum. Mas ainda não arrisco em baixar minha guarda perto dela. Enquanto brinco com ela, alguém bate na porta e entra logo em seguida, é o Peter.

Peter - Max, posso falar com você um instante?

Maxine - Ahn, sim, claro. Já volto, Lorie.

Me levanto e o acompanho pra fora do quarto, fechando a porta logo atrás.

Maxine - O que foi Bartholy?

Ele parece um pouco tímido, com as mãos no bolso.

Peter - Eu estava pensando se você quer sair comigo depois que colocar a Lorie na cama?

Seu convite me pega de surpresa.

Maxine - Eu......ahn.......acho que o Nicolae iria achar ruim......por ser dia de semana.

Ele sorri timidamente.

Peter - Eu falo com ele. Então, você quer sair comigo?

Maxine - Sim, eu quero.

Respondo sorrindo e ele retribui o sorriso.

Peter - Ok, vou falar com ele.

Eu aceno com a cabeça e ele se vira pra ir encontrar o Nicolae. Volto pro quarto e continuo a cuidar da Lorie.

Assim que a coloco na cama, volto para meu quarto rapidamente pra me arrumar, nem perguntei onde ele vai me levar, simplesmente aceitei seu convite.

Quando estou terminando de pentear meus cabelos, ouço batidas na porta.

Maxine - Pode entrar.

A porta se abre e vejo o Peter surgir diante de mim. Não importa quantas vezes eu o veja, sua presença sempre mexe comigo de uma forma que não tenho como controlar. Ele é tão lindo que chega a ser surreal.

Peter - Já está pronta?

Maxine - Sim, só vou pegar minha bolsa.

Ando até a cômoda onde deixei minha bolsa e a pego.

Maxine - Pronto. 

Digo sorrindo.

Saímos da mansão e seguimos em direção ao carro do Drogo.

Maxine - Ele sabe que vamos pegar o carro dele? Ele não vai reclamar?

Ele sorri.

Peter - Ele sabe que estou pegando, e esse carro não é só dele, ele só usa mais que eu.

Maxine - Ok.

Entramos no carro e seguimos para nosso destino, que ainda não sei qual é.

Seguimos uns 20 minutos dirigindo, ele estaciona em frente a um barzinho. 

O clima do bar é bem intimista, com luz baixa. Nos sentamos no balcão e fazemos nosso pedido.

Maxine - Lugar legal. Como conheceu?

Peter - O Drogo me trouxe aqui um tempo atrás.

O Peter não bebe, só disfarça com o copo, até que eu mesma bebo seu drink.

Maxine - Estou achando que está tentando me embebedar, Bartholy.

Digo em tom de brincadeira.

Peter - Droga, você descobriu meu plano maligno.

Ele diz com falsa decepção, o que me faz rir.

Conversamos como a tempos não fazíamos. Mas em um determinado momento sua feição muda e ele parece entristecido.

Maxine - O que foi, Peter?

Noto que ele está olhando pra algo atrás de mim. Me viro pra olhar e vejo um espelho enorme na parede. Demoro pra entender, mas então lembro que em uma das aulas do professor Sebastian, ele disse que os vampiros quando olham em espelhos, eles enxergam sua "real aparência". Pelo olhar em seu rosto, não deve ser nada bom. Por instinto, me levanto, fico em pé diante dele e coloco minhas mãos em seu rosto, impedindo que volte a olhar para o espelho.

Maxine - Olha pra mim, não olha pra lá.

Peter - Você não entende.

Ele diz desviando o olhar. Eu solto um suspiro.

Maxine - Queria que esse espelho refletisse pra você a forma como eu te vejo.

Ele levanta sua cabeça e me olha nos olhos.

Peter - E como você me vê?

Eu continuo com seu rosto em minhas mãos, acariciando.

Maxine - Você é tão......

Nossos rostos perto um do outro. Meu olhar cai para seus lábios. Sem pensar, eu o beijo. Ele retribui com carinho, sua língua deslizando suavemente na minha, então coloca suas mãos na minha cintura e me puxa pra mais perto, entre suas pernas, colando meu corpo no dele, me fazendo soltar um gemido em sua boca. Mas então ele para de me beijar e se afasta.

Peter - Desculpa, eu não posso fazer isso.

Maxine - O que? Não entendi.

Ele se levanta, pega a carteira e coloca dinheiro no balcão pra pagar pelas bebidas.

Peter - Melhor a gente ir.

Ele diz sem olhar pra mim e se afastando em direção a porta.

Maxine - Peter. Espera.

Corro atrás dele pra fora do bar sem entender nada.

Maxine - O que foi, Peter? Por que estamos indo, a gente estava se divertindo.

Peter - Me desculpa, Max. Mas não podemos fazer isso.

Maxine - Por que? Qual o problema?

Ele se vira, parando de repente de frente pra mim.

Peter - Será que você não entende. Nós dois não podemos ficar juntos, eu não sou humano, eu não sou bom pra você, só irei te fazer sofrer, eu não tenho nada de bom pra oferecer pra você.

Maxine - Não fala isso, Peter. Isso não é verdade. É você que não entende, que não consegue ver o quanto eu gosto de você. Eu te acho incrível, inteligente, gentil. Para de fugir de mim.

Seu olhar continua entristecido.

Peter - Não posso. Você não sabe o que está falando.......... vamos embora e encerrar esse assunto.

Maxine - Mas Peter.

Peter - Já disse chega.

Ele diz com um tom firme e olhar sério em seu rosto.

Ele entra no carro e espera eu entrar. Solto um suspiro frustrada, tentando conter as lágrimas que ameaçam cair.

Entro no carro e voltamos em silêncio pra mansão.

Não consigo entender o que houve essa noite, tudo parecia tão bem, ele me convidou pra sair, por que reagiu desse jeito? Achei que ele queria tanto quanto eu, será que me enganei tanto assim? Essa situação entre nós está se tornando insustentável, não sei por quanto tempo irei aguentar isso, o que sinto por ele já está forte demais, e cada dia que passa se torna mais doloroso essa distância que ele impõe entre nós, essa situação ambígua é uma tortura. Estou começando a achar que foi um erro vir pra essa cidade.



Notas Finais


Até mais ❤️


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