História Is It Love? Ryan - Estúpido Desejo - Capítulo 17


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Categorias Is It Love?
Personagens Personagens Originais, Ryan
Tags Comedia, Hot, Is It Love?ryan, Romance
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Palavras 4.399
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada aos novos Favoritos e a todas que comentaram. Amanhã volta tudo ao normal,não sei quando vou postar o próximo, por isso esse capítulo vai ser longo.

FAVORITOS:
.Geisagatinha
.MINIALIENCORNIA
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.LarissaDL16

Boa leitura,sunshines!

Capítulo 17 - Tchau Edmundo!


RYAN


 

Faz um mês e meio que não vejo a Débora. Normalmente, nesse tempo eu já teria encontrado outras, transado muito, e esquecido. Tive oportunidades para isso. Mas merda, sequer consigo dormir direito sem ela. Tenho andado assim na empresa, sempre cabisbaixo e não saio mais para beber com os meninos. Alfonso vive dizendo que devo voltar ao normal, mas não me sinto normal. Minha vontade é de ir até a casa daquela maldita e me ajoelhar aos seus pés, mas me lembro do patético do ex dela fazendo isso e sei que serei patético também. Tenho que deixá-la livre e isso é uma merda sem tamanho.


 

Para piorar, Annie me pediu que eu não pergunte mais por ela. Disse que não pode falar. Penso que a Debora deve ter pedido para ela não dar mais notícias. Fico pensando se ela sequer imagina o estado em que estou por sua causa.


 

Quando descobri que estava apaixonado por ela, eu sabia que não seria fácil conquistá-la, que ela não estaria pronta para um novo romance. Quero dar esse tempo a ela, será que um mês já é tempo suficiente para ela se envolver comigo?


 

No começo, achei que assim que Luciano depositasse o dinheiro do investimento em nossa conta, ela me procuraria. Achei que era isso que ela estava esperando, mas ele fez isso há uma semana e nem sinal dela. Pelo contrário, fiz questão de dizer a Annie que ele já tinha dado o dinheiro, mas ao invés de me trazer algum recado da Debora, disse que não pode mais falar sobre ela.


 

Avisto Luciano de longe e minha vontade é de quebrar a cara dele! Ele já assinou o contrato e veio à empresa apenas para saber mais detalhes e me ver derrotado, tenho certeza. Fico me perguntando se ele procurou pela Debora. Se ela o recebeu, se ela ficou com ele. Tento não ter contato com Luciano, mas claro que ele passa pela minha sala.


 

-Soube que você e a Debora não estão mais juntos. É uma pena.


 

-E eu sei que tem dedo seu nisso!


 

-Ah! Por favor, Ryan. Você não pode achar que uma mulher teve que ser chantageada para não ficar com você. Aceite que ela não o quis!


 

-Quem falou em chantagem? -pergunto.


 

Ele se assusta com o erro que cometeu e parto para cima dele. Sei que ele é o motivo da Débora ter se afastado. Soco a cara dele até o nariz sangrar, então Alfonso e Chris aparecem e nos separam. Chris sai com ele da sala e Alfonso permanece. Espero uma bronca, pois Alfonso é arcaico e moralista como ele só! Detesta confusão. Mas em vez de me passar um sermão, ele se senta e me olha:


 

-Eu sei que está sendo difícil. Achei que fosse mais uma mulher com quem você queria se divertir, e que se importasse tanto com ela porque não podia tê-la. Mas agora vejo que você realmente a ama.


 

-Eu disse isso desde o começo. -ele tira do bolso uma página de jornal velho e atira em mim.


 

-Eu deveria ter te dado isso antes, mas tive medo de que você fizesse algo que atrapalhasse o investimento do Luciano.


 

Pego a página e vejo a notícia de um mês e meio atrás, do dia em que Debora e eu estávamos voltando da viagem. É uma foto do Luciano todo molhado e da Debora. E o título diz que ele havia tentado agarrá-la e ela havia gritado por socorro, atirando champanhe nele. Não entendo essa reportagem, nem porque Alfonso a está me dando agora.


 

-O que isso quer dizer?


 

-Pelo amor de Deus Ryan, você é burro ou o quê? Será que não percebe? O Luciano não queria investir por causa da Debora, aí ele se encontra com ela e a irrita a ponto dela jogar uma taça de champanhe nele e gritar por socorro. Em seguida ela termina com você e ele decide investir no projeto.


 

-E ele me falou agora a pouco sobre uma chantagem...


 

-Demorou para você perceber! Eu soube que era isso assim que ela terminou com você, mas não tive coragem de te falar. Ele a está chantageando, só pode ser isso. Eu sei que agi errado e quero que saiba que vou devolver o dinheiro do Luciano e cancelar o contrato com ele.


 

Minha primeira vontade é dar um soco no Alfonso, mas sei que eu deveria ter percebido isso. Ela me deu vários sinais de que não queria realmente acabar com nosso relacionamento. Decido ir atrás dela agora mesmo, não posso esperar nem mais um segundo.


 

Dirijo como um loco até o prédio dela, mas o porteiro diz que ela não está. Molho de novo a mão dele para entrar no apartamento. E decido fazer uma denúncia sobre isso, ele não pode deixar qualquer desconhecido entrar no apartamento dela assim. Não é seguro!


 

Assim que entro no apartamento, sinto o cheiro delicioso dela. Então percebo como estou com saudade, como a amo! Sento no sofá e decido esperar por ela ali. Mexo na sua agenda, vejo sua letra, vejo o nome do Edmundo riscado, procuro por meu nome e sorrio ao ver que está na agenda como "Estúpido Carter". Estou louco para tê-la logo em meus braços!


 

Ela demora e começo a pensar, se Luciano a chantageou. Ela poderia ter me procurado assim que ele depositou o dinheiro na conta. Por que ainda não fez isso? Será que se separou de mim por causa dele e durante esse tempo me esqueceu?


 

Olho novamente para um papel dobrado em cima da mesa do telefone. Sem nada para fazer, pego o papel e percebo que é um exame de sangue em nome da Debora. Leio o que está escrito, mas não entendo. Só quando vejo o número grande que está na parte de cima da folha, especificado em semanas embaixo, é que entendo.


 

-Que porra é essa?

 

 

 

DEBORA


 

Tive um dia de merda. Além de o meu chefe ser um perfeito cretino, ao sair do serviço me deparei com Luciano me dando os parabéns por eu ser uma mulher de palavra. Ele levou para mim um buquê de flores, que fiz questão de tentar enfiar no rabo dele! Todos na rua riram, eu também acabei caindo na gargalhada, mas ele não. Odeio homens sem senso de humor. Credo! Pareço até o Ryan falando.


 

Ryan! Assim que entro em meu apartamento, sinto o cheiro do perfume dele. Senhor, estou mesmo ficando louca, é isso? Já comecei até a sentir o cheiro dele! Ótimo, meu filho além de ter uma mãe estabanada, vai ter uma mãe louca! Penso na frase que me vem à cabeça todo dia quando acordo "coitada dessa criança".


 

Assim que acendo a luz, um vulto no meu sofá me dá um susto e grito deixando tudo o que está na minha mão cair. Ryan se levanta e para de frente para mim. Quero gritar com ele, perguntar porque está aqui, como entrou aqui. Quero bater nele por ter desistido de mim tão facilmente! Quero beijá-lo e quero me afastar urgentemente dele antes que descubra sobre a gravidez, pois ainda não está na hora.


 

Porém, antes que eu possa dizer qualquer coisa, ele me puxa para os seus braços e me beija. E como eu senti falta do seu beijo! Eu me entrego a ele e já passo as pernas pela sua cintura. Ele me levanta e me encosta na parede. Sinto a ereção dele pressionado o meio das minhas pernas, seus beijos ficam cada vez mais vorazes, quando ele toca meu mamilo, eu explodo e gozo. Ele me olha espantado e fico muito sem graça. São os hormônios da gravidez, mas ele não pode saber disso.


 

-Poxa, você estava mesmo com saudade, hein! -ele comenta com um sorriso. Eu me afasto dele e desço da sua cintura. Arrumo minha saia e me recomponho.


 

-O que você quer aqui, Ryan?


 

-Quero saber quanto tempo mais esse seu "preciso de tempo" vai durar. O dinheiro do Luciano já está na nossa conta Debora. Por que você não me procurou?


 

-Você sabia que era por causa disso que eu estava me afastando de você? -ele fala um palavrão e percebo que ele não sabia.


 

-Não, eu desconfiei que havia alguma coisa errada! Mas sofri como um louco imaginando você com outro, pensando que não me queria mais. Quando o dinheiro dele caiu na conta, fiz questão de contar a Anahi para que ela te contasse, mas mesmo assim você não me procurou. Eu vim aqui para procurar você e fazer uma cena até você ir para a minha casa comigo, Debora! -eu abro um sorriso ao ouvir aquelas palavras.


 

-Ele me procurou. Disse o que havia te proposto para investir na U.C.A., também disse que você não aceitou. Eu fiquei surpresa, mas então ele disse que o Alfonso pretendia te excluir da sociedade da empresa e que ele impediria isso te dando o investimento, se eu me afastasse de você. Disse que ia ter gente me seguindo, para garantir que eu estaria cumprindo minha palavra. -ele me puxa para os seus braços.


 

-Débora, ele mentiu! O Alfonso nunca me demitiria, somos sócios, ele não pode fazer isso, tenho o mesmo tanto de ações que ele. Eu preferiria ter ficado como um louco em busca de um novo investidor, do que ter ficado todas essas semanas sem você.


 

Eu o aperto e deixo que ele me beije de novo. Então, sinto um enjoo e me afasto dele. Ainda não é hora de fazermos as pazes. Preciso que nosso filho nasça primeiro.


 

-Tanto faz, já faz muito tempo Ryan. Eu estou trabalhando, sabe. Acabei de chegar e estou exausta. Acho que é melhor nos falarmos outro dia. -ele parece indignado com minha sugestão.


 

-O caralho que eu vou me afastar de você agora!


 

Ele vem na minha direção, mas sinto o enjoo voltar e a ânsia me domina, corro até o banheiro e vomito. Ele vem atrás de mim e segura meu cabelo. Quero mandar que ele saia daqui, não quero que ele me veja assim, mas quando digo isso a ele, diz que é bobagem, se senta no chão e me põe no seu colo, enquanto eu vomito tudo que comi durante o dia e até o que comi no dia de ontem. E eu que achei que essa fase do enjoo havia passado...-


 

Quanto tempo demora para passar? -percebo que falei isso em voz alta e me levanto.


 

-É só uma virose, já vai passar!


 

Escovo meus dentes e tomo um copo de leite, pois já estou com fome. Ryan está me esperando na sala e quando saio, ele está com um papel na mão. Mas o papel ainda está fechado. Sinto o sangue fugir do meu corpo e ele corre até mim e me segura.


 

-Você está bem? Vai desmaiar?


 

-O que está fazendo com esse papel na mão? -ele me deposita no sofá e ergue o papel.


 

-Quando pretendia me contar sobre isso?


 

Merda! Ele descobriu. Isso não pode estar acontecendo. Só falta dizer que o bebê não é dele!


 

-Quando o bebê nascesse!


 

-Você não pode estar falando sério!


 

-Acredite, estou.


 

Ele fica andando de um lado para o outro. Parece maravilhado e irritado.


 

-Debora, eu não sei o que você pensou, mas esse exame já tem uma semana. Você já devia ter me contado isso desde uma semana atrás! Eu sou o pai, droga! Você pretendia mesmo me manter longe da sua gravidez? Ia me impedir de ver meu filho crescer?


 

-Não diga a palavra gravidez em voz alta! Ainda não aceitei. -ele se aproxima de mim e se ajoelha entre minhas pernas.


 

-Por que você faria isso? Por que esconderia de mim o meu filho?


 

-Não é óbvio? Porque seu eu contasse que estou grávida, você ia pensar que estou dando um golpe. Eu disse a você que tomava pílula, mas eu fiquei sem tomar por uns dias, quando terminei com o Edmundo. Voltei a tomar assim que transamos. Mas você não entenderia isso, você acharia que eu engravidei de propósito. E eu nunca faria isso Ryan . Eu juro!


 

Ele passa a mão pelos meus cabelos para me acalmar. Sinto uma lágrima rolar por meu rosto, mas ele a seca gentilmente.


 

-Foi por isso que você não me procurou quando o dinheiro do Luciano caiu na conta? Por que teve medo de como eu reagiria? -concordo com a cabeça. -Debora, eu nunca pensaria isso de você! Fui eu que te seduzi, eu transei com você sem camisinha sabendo muito bem o que poderia acontecer. Depois você disse que estava tomando o remédio, mas eu não perguntei antes, então não adiantaria nada, não é mesmo? Não foi um deslize só seu, foi de nós dois. Mas não me arrependo nem por um segundo, porque amo você e vamos ter um filho. E você nunca mais vai poder se livrar de mim.


 

Meu coração dá um pulo no peito e quase desmaio.


 

-Você... você me ama? -pergunto ainda sem acreditar que ele sinta mesmo isso por mim.


 

-Mais que isso, também sou perdidamente apaixonado por você!


 

Sinto as lágrimas rolarem por meu rosto, mas ele me puxa e me beija, e logo estou em seu colo. Nesse momento, a porta abre e Annie estaca ao ver a cena.


 

-Desculpe, já estou de saída de novo. -ela sai e nós ficamos rindo.


 

-Eu também te amo, Ryan! -ele abre um enorme sorriso.


 

-Achei que não diria isso nunca!


 

Então me beija de novo e me leva para o quarto. Ele tira minha roupa lentamente e comenta que ainda não dá para ver nosso bebê, então começa a beijar meu pescoço. Toma meu mamilo na boca e quase gozo quando faz isso. Ele me toca no meio das pernas e me contorço embaixo dele, então finalmente me penetra. Ele sai e entra em mim duas vezes e eu gozo. Ele me olha espantado.


 

-São os hormônios da gravidez, não pare! -grito. Ele sorri.


 

-Acho que vou adorar ter você grávida.


 

Eu resmungo e ele volta a me penetrar, com vontade, gozo ainda mais duas vezes até ele se entregar e gozar dentro de mim. Ele me puxa para os seus braços e sussurra:


 

-Eu te amo Debora. Te amo como nunca amei ninguém! Vai ser maravilhoso ter você na minha casa e na minha cama todo dia.


 

-Como?


 

-Você está grávida, Debora. Achei que era óbvio que agora vai morar comigo. Quero cuidar de você e do meu filho.


 

-Eu não vou morar com você. -ele bufa.


 

-Tudo bem, vamos fazer do seu jeito. Débora, quer se casar comigo? -eu começo a rir.


 

-Claro que não! Eu não vou me casar por causa do bebê. Em que época você vive? Além do mais, não vou me casar com você até ter certeza de que você será fiel a mim! -ele fica nervoso e se senta.


 

-Debora, nós ficamos separados por quase dois meses e nesse tempo todo eu sequer olhei para outra mulher. Você precisa de mais provas da minha fidelidade do que isso?


 

-Ryan, eu vou ficar enorme e vai chegar uma época em que não vou aguentar fazer sexo. E depois vai ter o resguardo, quarenta e cinco dias! Não vou me casar com você para ser traída quando isso acontecer.


 

-Não seja infantil! Eu não preciso te dar mais provas do meu amor. Você vai se casar comigo e ponto.


 

-Provas do seu amor? Que amor? Você simplesmente concordou quando eu te mandei embora e sequer se arrastou aos meus pés!


 

-Eu não acredito que você queria que eu fizesse isso. -eu olho para ele brava, mas ele está rindo.


 

-Você me privou do meu momento deusa. -digo e começo a rir também, ele deita em cima de mim.


 

-Você vai se casar comigo!


 

-Não vou! -ele me beija.


 

-Vai sim! -ele enfia os dedos no meio das minhas pernas e me toca.


 

-Não. -sussurro com dificuldade.


 

-Vamos ver se não.-ele responde e ficamos a noite toda nessa briga.


 

Eu o amo, de verdade, e vamos ter um filho. Mas você me conhece há várias páginas. Acha mesmo que seria uma boa esposa e mãe?

 

DÉBORA


 

-Pinto pequeno!


 

Estou deitada em uma cama enorme e macia; a cama do hotel Quatro Estações. Estou usando minha fantasia de dominatrix, aquela mesma, que me fez ser alvo das risadas de milhões de pessoas. E um pinto pequeno faz algo parecido com cócegas no meio das minhas pernas. Fecho os olhos e tento me concentrar. O que está havendo?


 

Eu conheço essa sensação, a sensação das cócegas. As cócegas que não me fazem rir. Olho para Ryan pronta para implorar que ele tire o dedo mindinho e meta logo seu pau enorme, mas quando reparo em seus olhos, não são acinzentados, são verdes. E há uma pequena macha em um deles. Mer/da! A barriga protuberante toca em mim e entro em pânico. Me/rda, me/rda, me/rda! Então percebo que não é um dedo dentro de mim, mas sim o micro pau do Edmundo. Ele me olha como se o que estamos fazendo fosse "o paraíso", e eu só quero sair desse inferno.


 

-Saia daqui! Não me toque. -grito e tento me afastar.


 

-Você me ama, Passarinha. -ele diz com a voz rouca que mais parece um grasno.


 

-Que me/rda está fazendo? Como entrou aqui? Não quero você, não me toque!


 

Ele se zanga e se afasta. E eu nem sinto a hora que ele sai de dentro de mim, para você ter uma noção do que é um pinto pequeno. Sei que ele está gritando alguma coisa, mas estou ocupada olhando para os lados, procurando por Ryan. Onde ele está? E se ele chegar e pegar Edmundo nu aqui?


 

Cubro-me com o lençol e finalmente olho para Edmundo ajoelhado na cama. Ele está nervoso. Segura meus ombros, me joga de volta na cama e aproxima de mim aquele...


 

-Pinto pequeno!


 

-Debora! Acorde!


 

Meus ombros são sacudidos por mãos, mas de repente Edmundo some e sinto o cheiro de Ryan. Abro os olhos lentamente e o vejo à minha frente. Ele parece preocupado.


 

-Debora, está tudo bem! Foi um sonho. -respiro fundo e me sento também. Ele me estende um copo de água, que tomo rapidamente.


 

Quando ele começa a me perguntar o que sonhei, pulo em cima dele. O derrubo na cama e abaixo sua cueca: ali está! Meu menino. Ele está dormindo e mesmo assim é quatro vezes maior que o do Edmundo. Suspiro aliviada e o acaricio emocionada.


 

Ele me olha como se eu fosse louca. Abre a boca para falar de novo, mas coloco seu p/au lindo e enorme na boca e ele substitui as palavras por gemidos. Estou tão desesperada que o faço go/zar rapidamente. E mesmo depois que ele go/za, fico ali, sentindo-o pulsar em minha boca, tendo a certeza que aquilo ali é a realidade.


 

Quando ele se acalma, me puxa para seus braços e me aperta contra ele. Preparo-me para dormir, mas ele fala:


 

-Com quem você sonhou? E não venha me dizer que foi comigo, porque você estava gritando pi/nto pequeno. Não poderia estar falando de mim...


 

-Convencido. -murmuro.


 

-Por favor! Não me diga que você sonhou com o Edmundo?!


 

-Ok.


 

-Ok, o quê? Ok você sonhou com ele?


 

-Ok, não vou dizer. -ele se levanta e me encara:


 

-Então você não sonhou com ele?


 

-Agora você quer que eu responda? -ele bufa e assente. -Sim. -repondo.


 

-Sim você vai dizer ou sim você sonhou com ele?


 

Começo a rir. Tudo isso está ridículo demais.


 

-Sim eu estava sonhando com ele.


 

-Nu?


 

Preparo-me para dar uma resposta espertinha quando vejo o seu rosto. Ele está com raiva.


 

-Sim, sonhei que ele estava me fazendo cócegas. É o que ele chama de comer!


 

Ele parece confuso, mas logo se joga na cama, o mais distante possível de mim. Corro o dedo por seu peito, mas ele pega a minha mão e afasta.


 

-Não acredito que esteja com raiva por causa de um sonho!


 

-Por que você sonhou com ele? Nu ainda por cima? Você estava pensando nele?


 

-Não. -respondo me sentando. -Ryan, que insegurança é essa? -ele se senta também e parece ainda mais irritado.


 

-Não estou inseguro! Você não vai desejar outro homem enquanto tiver meu p/au à sua disposição. Estou confuso. -ele se levanta e fica dando voltas. -Você não aceitou meu pedido de casamento, não quis dormir dia nenhum na minha casa, e agora sonha com seu ex! Isso só é meio inesperado.


 

Não sei como agir. Nunca pensei que teria que lidar com um Ryan inseguro. Arrogância é seu nome do meio, insegurança passa longe dele. Mas por que isso?


 

-Vou para sua casa amanhã. -digo para apaziguar o que quer que ele esteja sentindo. -E não estava tendo um sonho erótico com o Edmundo, era mais um pesadelo. -um sorriso brilha em seu rosto e ele fica me olhando. -Mer/da, Ryan! Venha aqui e me faça esquecer essa porcaria de pesadelo.


 

-Nem precisa pedir duas vezes. -ele diz e pula em cima de mim.


 


 

Estou saindo do serviço quando o vejo.


 

-E o pesadelo aparece! -sussurro enquanto Edmundo abre os braços com um sorriso amarelo. Como se eu fosse mesmo me jogar nos braços dele. Louco! Paro a uma distância segura, que ele ignora, dando dois passos na minha direção:


 

-Debora... -ele diz avaliando meu corpo dos pés à cabeça com aprovação.


 

-Encosto! -respondo. Seu sorriso some e aquela expressão de causar pena surge no rosto dele.


 

-Eu fui à igreja, esperei por você!


 

-Fiquei sabendo.


 

Ele me olha com expectativa. Ok, vamos ser sinceros aqui. Tudo bem que ele pagou um mico "à lá Debora" ficando plantado na igreja como um idiota, mas gente! Pi/nto pequeno! Comedor de secretárias! Não dá para perdoar esse homem. Ainda mais depois de experimentar o senhor sexo sensacional.


 

Edmundo continua me encarando, esperando que eu demonstre pena, e eu me seguro para não rir. Faço isso por pouco tempo, logo o enjoo me toma, preciso vomitar. Interrompo o que quer que ele estava falando e digo:


 

-Preciso ir Edmundo, tchau.


 

Viro-me para correr, mas ele segura meu braço e me puxa de encontro a ele, o rodopio que faço com o gesto me leva a beira do abismo e não tenho saída, me afasto o suficiente e vomito em seu pé, o nojo tomando seus olhos. Quero rir, muito, mas um braço enlaça minha cintura e Ryan está com um sorriso enorme no rosto.


 

-Olha, se não é o Edmundo Pi/nto Pequeno!


 

Edmundo o encara com mais raiva ainda no olhar. Quero dizer a ele para não fazer isso, quero dizer que ele já é feio o bastante, não pode fazer caretas, mas estou meio que tendo um ataque de pânico. Ryan já andava estranho desde o meu sonho com Edmundo. O que irá pensar em vê-lo ali, na porta do meu trabalho, justo no dia em que não tinha me avisado que viria me buscar? Não vou ficar dando explicações, mas tento controlar a ansiedade que me toma e me concentro na expressão dele. Ele está sorrindo.


 

-Carter. -responde Edmundo com algo parecido com nojo. -Então é verdade!


 

-Sim, como pode ver.


 

Verdade? O que é verdade?


 

-Sinto muito pelo incidente. -Ryan diz olhando o pé de Edmundo. -A Debie está grávida, isso acontece muito no início da gestação.


 

De branco, Edmundo fica azul. E começa gaguejar.


 

-Grávida? Ela está grávida? De você?


 

Ryan abre um sorriso debochado.


 

-É claro! De quem mais seria? Cócegas não geram bebês.


 

Dou uma cotovelada em Ryan e Edmundo parece em choque. E pela primeira vez desde que o peguei comendo a secretária, tenho pena dele. Ele me olha ferido, exatamente como olhei para ele quando o peguei com a secretária. Sei o que ele está sentindo, mas não posso fazer nada por ele. Eu sempre desejei uma vingança, mas agora que acidentalmente consegui, vejo que na verdade não queria me vingar. Ele havia me ajudado no fim das contas; se não fosse por ele eu não teria ficado endividada, e não teria aceitado viajar com o Ryan. Indiretamente ele foi o meu cupido.


 

Nós ficamos em silêncio. Ryan não está mais rindo, acho que percebeu que isso realmente afetou o Edmundo. Ele abaixa a cabeça, derrotado e diz com a voz baixa:


 

-Você vai se arrepender disso, Carter!


 

Ryan parece tão surpreso quanto eu pela ameaça. Mas apenas diz:


 

-Acho que não!


 

Então Edmundo me olha, bem nos olhos, vejo a dor em seus olhos e quero me sentir culpada, mas não me sinto. Ciclo totalmente encerrado Edmundo, sua fase já passou! Ter certeza disso me faz abrir um sorriso, e ele diz para mim:


 

-Eu queria te dar filhos, Passarinha! Muitos. Você não precisava buscar isso em outro assim, tão rápido.


 

Filhos? Com o Edmundo? Eu não os queria nem com o Ryan, imagina com o Edmundo? Deus me livre ter um monte de passarinhos, nem pensar! Vou dizer isso a ele, mas ele já parece derrotado o suficiente, então apenas dou de ombros e não digo nada.


 

Ryan parece inquieto, me puxa para mais perto e me afasta de Edmundo.


 

-Precisamos ir, amor. -diz para mim e eu concordo com a cabeça. Ele olha para Edmundo ainda ali, parado, derrotado, vomitado. -Adeus, Edmundo Pi/nto Pequeno e Pés Vomitados! Espero que não procure a minha noiva novamente.


 

Edmundo e eu piscamos os olhos com a palavra noiva, mas tento disfarçar. Ryan só está marcando seu território, como um cachorro. Sinto-me uma cadela ao pensar assim, mas é melhor ser uma cachorra, do que uma passarinha, convenhamos!


 

-Ah, mas não é ela que pretendo procurar. -Edmundo responde antes de sair batendo o pé e espirrando respingos de vômito pela calçada.


 

Ficamos parados, Ryan ainda com os braços em volta da minha cintura. Espero ansiosamente que ele diga alguma coisa, que pergunte o que Edmundo estava fazendo ali, pois sei o quanto é ciumento e possessivo, mas ele não diz. Ele me guia ao carro e me leva direto para casa. Eu desço sem entender e espero que ele desça atrás de mim, mas buzina, arranca com o carro e vai embora. Eu não entendo a reação dele, e só posso rezar para que ele não cometa nenhuma burrice. Porque da próxima vez que ele falhar comigo, não haverá vingança que me faça perdoá-lo.

 

CONTINUA...


Notas Finais


O que acharam?

Bjs e até o próximo!


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