História Is It Love? Ryan - Estúpido Desejo - Capítulo 18


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Categorias Is It Love?
Personagens Personagens Originais, Ryan
Tags Comedia, Hot, Is It Love?ryan, Romance
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Palavras 5.214
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada aos novos FAVORITOS:

.Diviviane
.Nayxzinha
.heey-you
.Mirella228
.Banshine
.AnajuuValentine
.Yuki-Yagami

Boa leitura sunshines!

Capítulo 18 - Fui demitida!


RYAN


 

Pai, eu vou ser pai.


 

Fico dando voltas pela sala enquanto tento assimilar. Há três dias, quando recebi a notícia de que irei ser pai, foi uma maravilha. Mas estava tão concentrado em estar dentro da Debora que não parei para pensar no que aquilo significava. Nas duas primeira noites, só queria tê-la e nem lembrei desse assunto. Mas depois, quando ela se recusou a dormir na minha casa pela terceira vez, a palavra me atingiu. Pai. Eu vou ter um filho com a Debora!


 

Encontro Chris no mesmo bar de sempre. Um bar de rua, no centro da cidade, em que noventa por cento dos frequentadores são do sexo feminino. Ele já está com o copo de cerveja na boca e de olho em uma mulata quando me jogo na cadeira de frente para ele.


 

-Por/ra! Você me assustou, homem!


 

Então ele repara minha cara e faz uma careta também.


 

-O que aconteceu? Você brigou com a Debora de novo?


 

-Eu vou ser pai. -digo. Ele cospe a cerveja na minha cara.


 

-Mer/da!


 

-Pois é. -digo me limpando com um guardanapo.


 

-A Debora vai te matar, cara!


 

Olho para ele confuso e então me dou conta. Ele acha que é de outra mulher.


 

-Ela é a mãe!


 

-Ah...


 

Ele fica um tempo assimilando, depois começa a rir. Não entendo onde está a graça da situação! Vou ter um filho com a Debora, a Debora. Dentre todas as mulheres que eu peguei na vida, logo a Debora, vulgo louca, foi engravidar! Mas quando penso isso, penso que não queria ter filhos com nenhuma outra mulher além dela. Aliás, nem com ela. Mer/da!


 

Chris se recupera de sua crise de riso quando vê a cara que estou fazendo. Vamos, me provoque cara! Estou precisando extravasar minha tensão no rosto de alguém. Ele fica sério e fala, tentando conter o riso:


 

-Então, você vai ser pai...


 

-Pois é.


 

-Como você se sente sobre isso?


 

-Não sei.


 

Não sei mesmo. Me sinto feliz, eu acho. Terei um elo eterno com a única mulher que amei, a mulher que amo. Por que estou falando no passado? Mas não estou pronto para ser pai. A Debora mal está pronta para um relacionamento, imagina para ser mãe? E mesmo que ela não tivesse sofrido uma decepção tão grande com o ex noivo e comigo, e uma chantagem de Luciano, acho que ela não estaria preparada par ser mãe nunca! Posso vislumbrar a Debora atirando a mamadeira na cabeça da criança se ela chorar demais. Não, ela não faria isso. Ela é boa e responsável. Me/rda...


 

-Às vezes acho que ela tem problema de cabeça! -solto.


 

Chris me encara, sei que ele quer rir e torço que ele faça isso, porque ai vou ter um motivo para quebrar a cara dele. Mas ele diz, ainda tentando se manter sério:


 

-Imagina se for uma menina com o temperamento dela? Você terá duas Deboras!


 

-Mer/da.


 

-Mer/da dupla, eu diria!


 

Tiro o copo da mão dele e viro. Então peço outro, que viro assim que chega e peço algo mais forte. Quando o uísque é depositado na mesa, me preparo para virá-lo, mas Chris me impede.


 

-Tá legal Carter! Eu detesto ser o responsável, mas como o Alfonso não está aqui, serei seu grilo falante por hoje. Beber não vai fazer você voltar no tempo e lembrar-se de encapar a criança antes de mandá-la para chuva.


 

Faço uma careta. Que comparação mais ridícula!


 

-Não tenho experiência em dar conselhos. -ele justifica. -Se você não quer a criança, pode pedir para ela tirar!


 

-Nunca faria isso! E não disse que não quero a criança. Só não estou preparado ainda.


 

Penso por um momento em uma menina, com o sorriso da Debora, o seu cabelo, até mesmo seu temperamento. E me pego sorrindo.


 

-O que foi agora? -pergunta Chris.


 

-Seja como for, se for uma menina, ela será linda!


 

-Se puxar a mãe...


 

Deixo o uísque para lá e peço outra cerveja.


 

-O que vai fazer agora? Você sabe que não precisa se casar com ela. Embora eu acho que vá querer fazer isso.


 

-Sou louco por ela, não é segredo. Eu já queria tê-la em minha cama todas as noites. Mas isso, um filho?! Quero estar ao seu lado em cada momento, quero estar quando o bebê chutar pela primeira vez, quero segurá-la enquanto ela vomita.


 

-Chega! Você não faz ideia do quanto está gay dizendo essas me/rdas todas! E pare por aí porque não quero saber mais nada que grávidas fazem! A questão é simples: você aparentemente quer a criança e quer a Debora? Qual é o problema?


 

-O tempo. Não era para ter acontecido agora! A Debora não está pronta. Hoje o seu ex noivo imbecil foi procurá-la e vi que ela ficou mexida. Talvez se ela não estivesse esperando um filho meu, teria feito as pazes com ele. -Chris me olha sério, depois começa a rir, alto.


 

-Não acredito! Morri e fui para o céu! Ryan Carter, o ser mais convencido que eu conheço, está inseguro. Já posso morrer feliz!


 

Pronto. Era tudo o que eu precisava! Me levanto em um rompante e acerto um soco na cara dele. A cadeira dele tomba para trás e as pessoas à nossa volta gritam. Ele não se mexe por um tempo e sinto a tensão se esvair do meu corpo. Estendo o braço que Chris segura e o puxo para cima. Há sangue escorrendo do seu nariz. Ele o toca e solta um palavrão.


 

-Melhor agora? -pergunta. Apenas concordo com a cabeça. -Por/ra Ryan! Nunca mais chamo você para beber.


 

Nem respondo. Saio a procura do que preciso para ficar melhor. Minha droga favorita: Debora.


 

Dane-se a reação dela diante do ex! Dane-se se não estamos prontos para ser pais! Eu a quero. Agora ela é minha em dobro. E eu preciso ouvir da boca dela, enquanto geme, que não pensa mais no ex imbecil.

 

DÉBORA


 

Alguma coisa ainda está errada. Ryan e eu voltamos ao nosso não-relacionamento há uma semana, coisa que ele quer transformar em um relacionamento sério. Mas, não sei se confio nele o suficiente para isso. Nas primeiras noites, ele não saiu da minha casa, e transamos o equivalente ao que teríamos transado no tempo todo que passamos separados. Mas há dois dias, desde que sonhei com Edmundo, Ryan está estranho. Ele não dormiu mais na minha casa, sequer o vi. Ele me liga toda noite e diz que está cansado. Eu diria que o maldito já arrumou outra, se não fosse a Anahi . Ela meio que está obcecada em vigiá-lo, e garante que ele não tem uma amante. Então, o que está acontecendo?


 

Chego em casa e encontro Annie jogada no sofá, o que é incomum. Ela sempre sai nas sextas à noite.


 

-Preciso falar com você. -digo e ela se senta.


 

Então conto a ela sobre o sonho estranho e a reação mais estranha ainda de Ryan.


 

-O que você acha? -ela pensa um pouco.


 

-Será que você sente falta de dormir com o Edmundo? -faço o sinal da cruz.


 

-Credo! Claro que não! Annie, meu namorado é super bem dotado! Jamais sentiria falta do Edmundo pin/to pequeno.


 

-Tem razão. Ninguém desejaria cócegas se pode ter orgasmos, mas você é meio estranhas às vezes. Mas não, você ama o Ryan, e isso é fato!


 

Ficamos as duas pensando e logo, pergunto:


 

-Quando o Alfonso foi embora você sonhou com ele? -ela faz uma careta.


 

-Não! Nós não tínhamos uma relação, e quando ele foi embora eu abri as pernas para outro no dia seguinte e nunca mais pensei nele. Ok, isso não é uma reação normal. Eu não sonhei mais com ele, foi somente um pesadelo. Já a reação de Ryan, bem, não sei o que dizer sobre ele, não sei o que está acontecendo com ele.


 

De repente alguém bate na porta, com força e repetidas vezes. Corro para atender receosa, mas é Ryan. Ele está com o cabelo bagunçado, a blusa social com os primeiros botões abertos e cheira a cerveja. Ah me/rda! O que foi que ele fez?


 

Antes que eu diga qualquer coisa, ele me puxa e me beija com força.


 

-Eu te amo! -sussurra. -Te amo. Você é louca, encrenqueira e mal humorada, e eu te amo assim mesmo.


 

Começo a rir como uma boba em seus lábios e o puxo para mais perto. Mal vejo a Annie sair e nem escuto o que ela fala. Estou concentrada nele, o homem que eu amo, que eu desejaria muito que fosse meu. Ele me arrasta até meu quarto e me deposita gentilmente na cama. Deita sobre mim e espero que ele tire minha roupa. Fecho os olhos e espero, espero, mas o contato dos seus dedos não vem. Abro os olhos e ele está me olhando:


 

-O que houve?


 

Ele continua me olhando e não responde:


 

-Mer/da, o que foi que você fez? Você bebeu? -ele começa a rir. -Fique sabendo que não vou aceitar mais nenhuma me/rda sua, ouviu? Não tem filho no mundo que me faça perdoar você de novo. -ele ri ainda mais alto e me cala com um beijo.


 

-Eu só tomei umas cervejas com o Chris e o máximo que fiz foi socar a cara de p/au dele!


 

Arregalo os olhos. Sempre soube dessa amizade esquisita dos dois, mas um soco me parece ser demais!


 

-Precisamos conversar. Preciso saber exatamente o que você sentiu quando viu o Edmundo hoje.


 

Será que isso é um teste? Um jogo? Que me/rda é essa? Para que ele quer saber de Edmundo quando estamos na cama totalmente excitados? Olho para ele para dizer isso, mas lá está, no olhar dele, a insegurança:


 

-Enjoo. -respondo. -Senti um enjoo terrível, por isso vomitei no pé dele!


 

-Você sabe que não é disso que estou falando.


 

-Então não sei do que você está falando. O que espera que eu tenha sentido ao vê-lo?


 

-Não sei, levando em conta que você sonhou com ele...


 

-Eu já disse que foi um pesadelo! E a culpa é sua por me deixar mal acostumada com o seu p/au. Sinto medo de perdê-lo. -ele sorri e parece relaxar:


 

-Sabe, às vezes acho que você só está comigo por causa do meu p/au.


 

-Acha é? Eu tenho absoluta certeza disso.


 

Ele sorri e me beija, mas quando começa a tirar minha roupa, eu o empurro e me sento.


 

-Acho que está na hora de termos uma conversa séria! E não faça essa cara. É muito fácil você vir aqui e transarmos a noite toda e brincarmos com respostas engraçadinhas e provocações. Mas as coisas estão diferentes agora. Vamos ter um filho! Eu quero saber exatamente como se sente sobre isso!


 

Ele me olha em choque. Quero dar um soco nele pela descrença com minhas palavras. Por que todo mundo reage assim quando falo alguma coisa séria? Mas por fim, diz:


 

-Assustado.


 

-Ainda bem que não sou só eu, então.


 

-E maravilhado, para falar a verdade. Vamos ter um filho! Um pedaço de nós dois em um só ser. Você pode imaginar isso?


 

-Posso. Pobre criança!


 

Ele sorri e me beija. Puxa-me para os seus braços e espero que ele fale. Sei que há algo mais na sua insegurança. Sei que não é por causa de um sonho bobo com o Edmundo. Há algo mais! Ele começa a desabotoar minha blusa, mas paro sua mão.


 

-Ryan!


 

Ele suspira e me aperta mais forte antes de começar a falar.


 

-Eu quero me casar com você! E não é somente por causa da criança. Eu te amo. Não consigo dormir sem você, detesto acordar longe do seu mau humor matinal e claro, quero aproveitar os hormônios da gravidez para transarmos o dia todo! -começo a rir. -Mas não quero forçá-la a nada! Eu sei que você não está pronta. Sei que não confia em mim. E não quero que você aceite só porque vamos ter um filho, porque eu serei pai dessa criança independente da situação.


 

-Nós nos conhecemos há pouquíssimo tempo, Ryan. Eu sei, vamos ter um filho, mas isso foi um acidente, não era para ter acontecido. De qualquer forma, é nossa responsabilidade agora, será para sempre. Mas casamento? Esse é um passo que não temos que dar. Eu quase cometi um grande erro uma vez e não quero passar por isso de novo. Se eu me casar um dia, quero ter absoluta certeza do que estou fazendo!


 

-O que eu tenho que fazer para te dar essa certeza?


 

-Você fez. Dormiu com outra na primeira oportunidade. Sentiu-se inseguro e foi beber em vez de falar comigo. Como espera que eu confie em você?


 

-Eu vou mudar! Entenda que nunca me apaixonei assim antes. Nunca senti esse grau de ciúme, de necessidade de ter alguém. Eu sei que estou pirando, que não sei lidar com esse sentimento. Há momentos que parece que ele irá me dominar e serei tão ridículo quanto o Pin/to Pequeno... -eu o abraço e beijo seu pescoço.


 

-Isso nunca vai acontecer! Eu sei que você me ama. Você deixou o maior negócio da sua vida por mim. Não duvido disso, eu sinto pela forma como você me toca. Mas amor não é suficiente! Você precisa crescer. Eu preciso crescer. Nós temos algo que nos unirá para sempre. Por que não podemos esperar? Dar um tempo para nos conhecermos melhor, para termos certeza de que devemos mesmo passar o resto da vida sob o mesmo teto?


 

Ele pensa um pouco e depois um suspiro triste escapa de seu peito.


 

-Você não me ama. Está ferida demais para amar de verdade! E não sei mais o que fazer para te conquistar.


 

-Você está errado, eu o amo muito! Chega a ser assustador! E não quero estragar isso. As mer/das que você faz não me afetam muito, porque não espero nada de você. Mas, a partir do momento que você assumir um compromisso comigo e colocar uma aliança no meu dedo, eu vou esperar tudo de você. E se você pisar na bola, eu vou te matar. E não quero deixar meu filho sem pai!


 

Ele sorri e me aperta. Ficamos um tempo em silêncio, mas sei que ele está magoado.


 

-O que eu sinto por você é o sentimento mais forte que já senti na vida. -digo. Ele me beija, com paixão, com desespero. Deita-me de costas e sobe em mim. Fica acariciando meu rosto.


 

-Entendi. Eu ainda preciso provar que posso ser o homem que você merece.


 

-E precisa ter certeza que pode aguentar meu mau humor todos os dias, porque os hormônios da gravidez estão me deixando ainda mais louca! -ele sorri.


 

-Disso eu tenho absoluta certeza! A minha mãe se casou porque estava grávida. E foi infeliz. Não quero ser o homem que irá fazê-la infeliz. Nunca mais quero vê-la chorar. Se você não estivesse grávida, ainda estaria comigo?


 

-Se eu não estivesse grávida eu teria procurado você assim que o dinheiro do idiota do Luciano caiu na conta da empresa! Teria te mantido no quarto por longas duas semanas, porque já estava ficando louca sem você... -um sorriso enorme surge no rosto dele.


 

-Então venha morar comigo! -começo a protestar, mas ele me interrompe: -Escuta! Não é um casamento. A qualquer hora, se eu agir como um estúpido de novo, você pode ir embora. Melhor ainda, você vai me processar, e tomar todo meu dinheiro e minha casa. Talvez nem tenha que ir embora, e consiga me expulsar. Então, o que diz? Você não tem nada a perder! -começo a rir. -Debora, pensa! Assim saberíamos se vamos dar certo juntos. Eu sei que vamos, mas posso provar isso a você. E tem o bebê, quero vê-lo crescer de perto, e estar com você em cada momento. Vem morar comigo.


 

Quero dizer não. Não quero que ele assuma um compromisso, que não sabe se vai poder cumprir. Mas vamos ter um filho, e se Ryan não for capaz de manter um namoro, imagina como será como pai? Preciso ter certeza que ele dará conta disso, de ser um bom pai. Preciso ter certeza que ele pode mudar, e é melhor que ele machuque a mim se não der certo do que ao nosso filho. Talvez essa seja a solução perfeita. Mas não é tão fácil. Vou morar com ele, no dia em que decidir que devo ir! No dia em que ele não estiver me esperando. Vamos ver se ele vai desistir se eu persistir em recusar.


 

-Posso pensar sobre isso? -digo por fim.


 

Sua expressão murcha, mas ele concorda. Deita a cabeça em meus seios e fica ali, aninhado a mim.


 

-Se eu for morar com você, fique ciente que você será meu. Não vou aceitar que você sequer olhe com desejo para outra mulher! Não vou aceitar que fuja quando tiver que enfrentar algo. Vou exigir que seja sincero comigo sempre!


 

-Eu sei.


 

-Se eu não for morar com você, não impedirei de ver seu filho nunca. Continuarei fazendo amor com você e não te cobrarei nada.


 

-Eu prefiro mil vezes que você vá morar comigo e seja minha por inteiro. Não quero sentimentos e relacionamento pela metade. Eu quero você por inteiro! Quero que seja minha da maneira como eu sou seu.


 

Pisco os olhos e meu coração pula no peito. Ah, esse lado fofo dele é meu maior perigo!


 

-É um risco. Você sabe que não sou boa em perdoar!


 

-Não tenho medo de arriscar e tenho certeza que seu perdão não será necessário.


 

-Eu mato você no primeiro deslize!


 

-Eu não vivo direito sem você por perto! Não tenho nada a perder...


 

Quero argumentar mais, mas como poderia? Enfio os dedos em seus cabelos e o puxo de encontro a minha boca. Preciso dele. Ele corresponde à altura e logo estamos nus...


 

A manhã está uma verdadeira me/rda. Estou vomitando a cada cinco minutos, e ficando com fome de novo. Para piorar, na terceira vez que corri para o banheiro, escorreguei no piso molhado e molhei toda a minha roupa. Justo no dia em que estou usando uma blusa social branca! O idiota do meu chefe vai me matar se me vir com a blusa nesse estado. Jogo meu casaco por cima, apesar do calor infernal de NY hoje e quando Leandro sai de sua sala, me olha como se eu fosse louca.


 

-Senhorita Savin, estarei na sala de conferências com os acionistas. Transfira todas as ligações para lá.


 

-Sim senhor.


 

Ele ainda me encara por um tempo e sai batendo o pé. É a minha chance. Corro para sua sala e vou até seu banheiro privado. Tiro a blusa e tento limpá-la. Claro que não faria isso no banheiro da empresa, onde qualquer uma poderia me ver. Estou ficando mais esperta depois de pagar tantos micos. Parabenizo-me internamente pela excelente ideia, quando o telefone começa a tocar. Corro até a mesa e ao identificar um dos acionistas da empresa, faço a conferência para a sala onde o "mala" se encontra. Corro para o banheiro de novo, e o telefone toca.


 

-Mer/da! -grito e corro de volta para repetir o processo.


 

Isso se repete por cinco vezes seguidas. Quando finalmente para de tocar, volto ao banheiro. Estou tonta e preciso vomitar de novo. Resmungo muito, porque eu nem comi nada desde a última sessão de descarrego do meu estômago, mas ele não se importa com isso. Parece que a mancha na blusa vai sair, sorrio satisfeita. Então o telefone toca de novo. Corro até ele e vejo o número, não é nenhum acionista.


 

-Acompanhantes Travecas, bom dia. -ele engasga e começo a rir.


 

-Debora! Juro que já ia mandar a polícia aí agora mesmo para te resgatar!


 

-O que é isso, Ryan? Eu nunca seria confundida com uma traveca. -digo rindo e ele ri também. -Por que está me ligando? Você sabe que não pode me ligar no meu horário de trabalho.


 

-Preciso saber uma coisa, é muito importante. -fico apreensiva. Raramente ele fala comigo nesse tom sério: -Que calcinha está usando? -ele diz com sua voz de pervertido profissional.


 

-O quê? -eu praticamente grito.


 

-Você ouviu amor, que calcinha está usando? Usando meu dom de pervertido, posso dizer que é a minha calcinha!


 

Não sei se rio ou se chamo a sua atenção por me atrapalhar em horário de trabalho por uma besteira dessas! Mas, Leandro não está ali mesmo, que mal vai fazer brincar um pouco?


 

-Ah, senhor Carter! Não deveria dizer essas coisas. Imagina se alguém escuta que você usa calcinha? Estou exatamente com ela. -ele engasga ao telefone: -E ela está bem apertadinha, por causa da gravidez.


 

-Ah. Onde você está?


 

-Na sala do chefe. Ele está em conferência.


 

-Está sozinha?


 

-Claro! Não estaria falando sobre a minha calcinha se não estivesse.


 

-Abre as pernas.


 

-O quê?


 

-Vamos, quero ouvir você.


 

-De jeito nenhum! Não vou fazer isso na sala do meu chefe.


 

-Vamos, amor! Estou com saudade. Só um pouquinho... Abra as pernas! -sem perceber faço o que ele pede.


 

-Agora, arraste minha calcinha preferida para o lado!


 

-Ryan... -digo temerosa e dou uma olhada na porta fechada. Mais uma vez, faço o que ele pede.


 

-Você está molhada? -ele pergunta com a voz rouca. Aquela voz sexy que derrete minhas calcinhas!


 

-Agora estou.


 

-Ah,! Agora feche os olhos, e leve seu dedo até meu botão preferido, imagine que é o meu dedo, brincando com você. Não estou te ouvindo.
 

Solto um gemido sem querer e o ouço gemer também.


 

-Isso meu amor! O quão molhada você está?


 

-Muito. -digo com dificuldade.


 

-Agora, imagine meu p/au passeando em você, te tocando bem de leve...


 

Gemo de novo, é incontrolável.


 

-Agora leve meu p/au até sua entrada.


 

Vou com o dedo na direção que ele pede.


 

-Imagine meu p/au te penetrando bem devagar.


 

-Não dá! Meu dedo nem se compra com o seu p/au... -ele sorri.


 

-Imagine amor. Tente!


 

Começo a fazer o que ele pede, quando o enjoo me toma. Não, não, não! Isso não é hora.


 

-Ryan! -digo tapando a boca.


 

-Mas já?


 

-Não é isso!


 

Não dá tempo de correr para o banheiro e tudo acontece muito rápido. Eu vomito na primeira gaveta da enorme mesa de Leandro. A porta da sala se abre e um Leandro furioso aparece.


 

-Debora Savin! Posso saber por que ouço sexo ao telefone com seu namorado no Viva Voz da sala de conferências?


 

-Não!


 

Não. Não. Não.


 

-Sim!


 

E então ele percebe meu estado, descabelada, o rosto corado, e sem blusa. Imediatamente pego a blusa jogada na mesa e me cubro. Ele pisca os olhos e parece que vai explodir a qualquer momento de tão vermelho. Quero dizer "eu posso explicar", mas a verdade é que não posso. Começo a bater a cabeça na mesa, mer/da, eu devo ter transferido a ligação de Ryan para a conferência, como fiz a manhã inteira! E agora os principais acionistas da empresa me ouviram fazendo sexo ao telefone com meu namorado. Quanto tempo será que essa notícia vai demorar para rodar? Provavelmente na hora da minha saída, os costumeiros cochichos e risinhos já estarão à minha volta.


 

Meu Deus! Como posso pensar em ser mãe assim? Pobre criança!


 

Volto a mim quando um tapa forte atinge a mesa, me fazendo dar um pulo.


 

-Você ouviu o que eu disse? Saia da minha sala agora!


 

Estou demitida. Me/rda, mer/da, mer/da! Saio com a cabeça baixa e o ra/binho entre as pernas. Visto a blusa rapidamente do lado fora enquanto ele me observa.


 

-Senhorita Savin, não irei demiti-la por causa da sua gravidez! Mas que fique claro que estou sendo muito generoso com a senhorita, pois o que fez é passível de uma justa causa!


 

-Obrigada senhor.


 

De repente, toda a raiva some e ele está me avaliando abotoar a blusa, o que faz com que eu enfie os botões todos nas casinhas erradas e ela fica torta. De jeito nenhum vou tirá-la de novo. Ele me avalia um tempo e depois diz, sem nenhum vestígio de raiva na voz:


 

-Não me agradeça. Lembre-se disso da próxima vez que eu precisar que fique até mais tarde!


 

Ele volta para a sala dele com uma piscadela e eu quero bater minha cabeça mais forte dessa vez. O homem está me cantando de novo! Achei que isso tinha parado depois de revelar minha gravidez, mas não! Oh Senhor eu devo ser mesmo muito gostosa! Ou esses executivos de hoje não tem um bom sexo em casa.


 

Volto a minha mesa e me fecho em minha maré de vergonha e fico ali. Pouco depois os outros acionistas que estavam presentes começam a passar por mim e mesmo com a cabeça quase enfiada dentro da gaveta da minha mesa, percebo que eles me olham, cochicham e riem. Quero chorar, mas não sou disso, então discretamente mostro o dedo do meio para o último deles, que me olhou mais tempo. Ele arregala os olhos e entra na sala. Então tiro finalmente minha cabeça da gaveta. Gaveta?!


 

-Ah, me/rda!


 

Assim que me levanto, Leandro abre a porta furioso. Na mão dele há algum contrato totalmente manchado com meu vômito.


 

-O que significa isso?


 

-Hum... Coisas da gravidez? -ele sacode a mão, mas o papel está grudado nela. Eca!


 

-Senhorita Savin, você está DEMITIDA!


 

O berro que ele dá é tão grande que tenho a impressão que Ryan o escutou do outro lado da cidade. Nem fico surpresa quando saio da empresa, minhas coisas em uma caixinha, minha cara derrotada, e minha blusa totalmente torta e o vejo. Nem me importo com os olhares que estão sobre mim, nem os de pena e nem os de zombaria. Que se danem todos eles! Desejo internamente que um raio caia e parta esse prédio ao meio, torrando todos aqueles que riem nesse momento da minha desgraça. Até consigo vislumbrar um Leandro totalmente torrado e muito bem morto!


 

Ryan corre até mim e me segura pelo ombro.


 

-Ei, o que houve? Por que os botões da sua blusa estão todos nos buracos errados?


 

Não vou chorar, não vou chorar, não vou chorar...


 

-Ah! O I-aaaah-di-aaaaah-o-aaaah-tahaaaaaaaa! -ele me aperta entre seus braços quando os soluços me tomam.


 

-O que ele fez? O que fez? Vou lá em cima agora e o mato se ele tiver colocado as mãos em você!


 

Então começo a rir. Ryan me olha como se eu fosse louca. Quero dizer a ele que esses hormônios extras estão me deixando doida, mas desisto. Vamos ver se ele se assusta com essa nova Debora.


 

-Na verdade ele pegou em algo meu. O vômito que deixei espalhado na gaveta dele. -Ryan abre um enorme sorriso.


 

-E isso foi antes ou depois de ele te pegar no flagra na sala dele?


 

Ele está rindo, mas faço uma careta. Com certeza ele ouviu o grito de Leandro quando entrou na sala.


 

-Não fiquei aí sorrindo! Fui demitida, justa causa. Sou um fiasco!


 

-Ei, não fale assim! Você é linda e a mulher mais inteligente que eu conheço!


 

-Sou estabanada e realmente há algo errado comigo. Algo cósmico, castigo eu acho. Não é possível que todas as situações vergonhosas do universo tenham que ser comigo?! -ele me aperta mais uma vez junto ao seu corpo.


 

-Não fale assim!


 

-Você já me imaginou dando banho em uma criança? Não pense que vou derrubá-la, vou derrubar a banheira com tudo! Meu filho não vai sobreviver nem uma semana nas minhas mãos. -ele tenta conter, mas sei que quer rir. Belisco-o e ele se explica.


 

-Sinto muito pelo que passou, mas a verdade é que estou muito contente! Não aguentava mais imaginar você trabalhando perto daquele homem maluco cheio de dedos. Muito melhor assim, você pode se dedicar ao bebê e arrumar um emprego melhor!


 

-Não fique ai cantando vitória! Fique feliz se o seu nome não estiver no jornal de amanhã: "Ryan Carter é chegado a uma calcinha".-ele dá uma gargalhada e me beija, e por um momento, esqueço tudo pelo que passei.


 

Na manhã seguinte, acordo desanimada. Estou desempregada. E grávida. E não venha me dizer que o pai do meu pobre bebê é rico, porque não quero que meu filho dependa somente dele! Estou tomando meu café, desanimada, quando a campainha toca. Nem faço questão de atender. Ryan vai e sorri ao ver Alfonso. Annie, que estava jogava novamente no sofá, se levanta como um furacão e nem vejo de onde ela tira a bolsa, mas já está de saída.


 

-Anahi, não sabia que estaria aqui. –diz Alfonso olhando diretamente para ela. Mas ela desconversa e sai falando.


 

-Não estou mais!


 

Ryan convida Alfonso para tomar café conosco, mas sei que ele não vai fazer isso, é fresco demais para encostar qualquer coisa que não saiba a exata procedência na boca.


 

-Não, obrigado! Só vim aqui para vê-la Debora.


 

-Eu? O que eu fiz agora? -Ryan sorri e Alfonso parece não entender.


 

-Nada, creio eu. Só queria te fazer uma proposta. Fiquei sabendo que está desempregada. E bem, a Mônica é uma péssima secretária, ela falta mais do que vai, e quando vai, some não sei com quem e só aparece no final da tarde!


 

Ah! Eu avisei! Quero gritar, mas a verdade é que sabia disso, mas guardei para mim.


 

-Eu quero que você volte a ser minha secretária.


 

Fico surpresa, mas Ryan está com um sorriso no rosto. O encaro em busca de uma explicação e ele dá de ombros.


 

-Debora, nem vou te pedir para ficar sem trabalhar porque sei que você não aceitaria. Mas sei que você gostava de trabalhar com o Alfonso. Ele estava precisando de uma secretária, então pensei que poderia ser você.


 

Fico tocada com a consideração dele, e com o fato de mesmo tendo todo dinheiro e mesmo deixando claro que queria que eu não trabalhasse mais, ainda respeitou a minha vontade e pensou em mim, em vez de pensar nele. Quero abraçá-lo e dizer que o amo, mas me controlo. Não sou sentimental, não sou.


 

-Eu estou grávida. -digo para Alfonso ter certeza. Não vou aceitar reclamações posteriores.


 

-Eu sei.


 

-Eu vomito muito.


 

Ele faz uma cara de nojo e quase posso sentir a vontade que ele está de enfiar a mão no bolso do paletó e tirar um lenço para se proteger.


 

-Não é problema, desde que não faça isso perto de mim.


 

Concordo. Mas não sei se quero isso. Não sei que quero voltar para o lugar onde fui tão humilhada.


 

-Eu posso pensar?


 

-Claro, pense à vontade Débora. De qualquer maneira, a vaga é sua. E espero muito mesmo que a aceite de volta, pois estou ficando louco. -sorrio e ele se despede, sem pegar na minha mão. Imagino que por causa do meu papo sobre vomitar.


 

Assim que Ryan fecha a porta, nem o espero virar-se para mim. Pulo em suas costas e começo a beijar seu pescoço.


 

-Eu te amo, te amo, obrigada.


 

Ele se vira rapidamente me prendendo em sua cintura e me beija com paixão.


 

-Ah. Eu adoro quando você tem essas crises de amor tão raras. Amo ouvir você dizer que me ama. Mas, amo mais ainda quando você grita que me ama. -ele dá um tapa em minha bunda, me fazendo gritar.


 

-Ai seu filho da pu/ta!


 

-Quase lá. -ele diz e me arrasta para o quarto.

 

CONTINUA...


Notas Finais


Bjs e até o próximo, que provavelmente sai sábado.


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