História Is It Love? Ryan - Estúpido Desejo - Capítulo 22


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Categorias Is It Love?
Personagens Personagens Originais, Ryan
Tags Comedia, Hot, Is It Love?ryan, Romance
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Palavras 13.184
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


FAVORITOS:

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Boa leitura sunshines!

Capítulo 22 - Vernee


DEBORA


 

Olho novamente o relógio, nervosa. Ryan está atrasado e isso é totalmente incomum nele. Tudo está pronto. Há velas em todo o apartamento, Annie vai dormir fora e estou usando minha fantasia de dominatrix. Eu sei, a do sonho, mas quero acabar com aquela imagem ridícula. Sem falar, que foi a que ele escolheu para protetor de tela de seu celular, deve ter gostado mais dela. Eu nunca imaginei que usaria essas fantasias um dia, mas agora, vestida com uma, me sinto quase uma expert. Se bem que, pelo tanto que tenho praticado, e pela variedade que tenho experimentado, já posso me nomear uma expert em sexo.


 

Finalmente o clique da porta me tira de meus devaneios e fico tensa. E se ele não gostar? E se eu já tiver engordado? Para Debora! É o Ryan! Ele sempre vai gostar de uma mulher seminua.


 

Vejo quando ele entra, faz uma careta ao ver as velas e acende a luz. Quando faz isso, seus olhos param em mim. Ele abre a boca, arregala os olhos e passeia seu olhar preguiçosamente por todo meu corpo. Sua mala já está no chão e sua gravata também, eu nem o vi tirando-a. Ele apaga a luz novamente e se aproxima de mim. Primeiro afaga meu rosto e meu cabelo, a admiração que vejo em seu olhar só não mexe mais comigo do que a luxúria que vejo neles. Ele me deseja. Desce o dedo pelo meu corpo, parando em cada tira de couro da fantasia e puxando.


 

-Deliciosa. -murmura me fazendo gemer.


 

Eu não aguento mais, me aproximo dele e rodeio sua cabeça com meus braços, logo sua boca está na minha. Ele me beija com voracidade, desespero. Puxa-me para seu colo e me leva até o quarto. Desce-me vagarosamente pelo corpo dele, sinto sua ereção queimar em cada ponto onde toca até me depositar totalmente na cama.


 

-Ah Debora! Você ainda vai acabar comigo.


 

-Espero que sim. -respondo com dificuldade para falar. E isso o faz gemer e deitar-se sobre mim.


 

Ele começa a abrir minha fantasia. Passeia o dedo por meu ombro nu, desce-o entre meus seios levantados pelo corpete, abaixa mais e desamarra a primeira fita que o prende. Quando faz isso, beija meu pescoço, me provocando arrepios. Então desamarra a segunda fita, mordisca minha orelha e desamarra a terceira. Sobe a mão vagarosamente de volta aos meus seios e puxa cada um, deixando o mamilo para fora do corpete. Ele suga cada um com toda calma e isso quase me faz explodir.


 

-Ryan. -suplico.


 

-Calma, amor.


 

-Sem essa de me amar da maneira certa. -ele sorri.


 

-Não é isso, só quero amar cada pedaço de você.


 

-Você não pode fazer isso outro dia?


 

-Ah não! Quero cada pedaço de você, agora.


 

Ele me beija, calando minhas próximas súplicas. Enquanto sua mão ágil solta as ligas da fantasia. Num rompante, ele se levanta e desce minha calcinha preta.


 

-Minha calcinha. -murmura com aprovação.


 

Rapidamente ele tira a roupa e vejo sua ereção apontar. Achei que ele fosse me despir totalmente, mas não é o que ele quer.


 

-Ah. Você não faz ideia do quanto fantasiei em ter você exatamente assim. Com esse corpete, seus seios me tentando e bem aberta para mim. -ele me toca com o dedo e me contorço. Quando ele enfia o dedo em mim quase go/zo, mas percebendo, ele o retira rapidamente. -Nada disso! Você vai go/zar no meu p/au.


 

-Então faça logo! -ele sorri e volta a me beijar.


 

-Paciência minha deliciosa Débora.


 

E tudo acontece rápido, num segundo ele está me beijando bem devagar, quase me enlouquecendo, e no seguinte sua boca me devora e ele está dentro de mim. Grito o seu nome quando go/zo e ele não para de se mexer. Sua boca não sai da minha, até que o orgasmo me atinge de novo, então ele se apoia nos braços e mete com mais força, levando-me ao abismo outra vez. Grito novamente seu nome, arranho suas costas suadas com as unhas e ele grita de volta o meu nome, com toda reverência e paixão. Ele deita ao meu lado na cama e me puxa para os seus braços. Estou mole depois de três orgasmos e apenas me aconchego para dormir, mas ele me beija. Passeia sua mão por meu corpo, me despertando.


 

-Quer me deixar dormir? -resmungo.


 

-Nem pensar, não amei cada parte de você ainda.


 

-Acredite, estou me sentindo completamente amada.


 

-Que bom. -ele diz, mas há algo em sua voz. Um alerta.


 

Forço-me a abrir os olhos e o encaro. Sua mão está segurando apertado a minha. Quero perguntar o que está acontecendo, mas antes que o faça, ele se deita sobre mim e me beija, intensamente. Murmura que me ama e volta a desamarrar as tiras restantes do corpete. Joga o corpete no chão e deposita beijos na minha barriga. Ele a caricia e me olha, há um brilho intenso em seu olhar.


 

-Meu bebê. -ele diz.


 

Eu confirmo com a cabeça e ele beija novamente minha barriga. Fecho os olhos, tocada com seu gesto de carinho, mas logo desce os beijos e já estou agarrando seus cabelos e gritando o nome dele quando sua língua me dá o quarto orgasmo. Ainda com meu gosto na boca ele sobe beijando meu corpo, mordisca meu pescoço, meu queixo, meus lábios. Me beija, ao mesmo tempo me penetra de novo já estou agarrada a ele, pernas e braços enroscados, gritando seu nome enquanto ele me ama da maneira exata que preciso ser amada. Quando terminamos, estou realmente mole, mal consigo abrir os olhos, mas sinto algo gelado em minha mão. Ele sai da cama e vai apagar as velas, abro os olhos um pouco apenas para admirá-lo nu, mas no movimento que faço para me virar, vejo algo em meu dedo. Sento-me imediatamente, totalmente desperta. Não acredito que isso está aqui! Como? Quando?


 

-Ryan Carter! Por que tem uma aliança enorme no meu dedo?

 


Ele se aproxima de mim, calmo. Como se nada demais tivesse acontecido. Mas não está em seu modo brincalhão, então sei que está tenso.


 

-Porque você vai usá-la amanhã.


 

-Amanhã?


 

-Sim, na U.C.A.


 

-U.C.A.? Você bebeu? Eu não vou à U.C.A. amanhã.


 

-Sim, você vai. Recuperar seu posto de secretária do Alfonso.


 

-Ainda não me decidi quanto a isso. -ele se senta na beira da cama e segura minha mão, que agora pesa o mundo com essa aliança enfiada nela.


 

-Amor, essa é sua chance. Você está grávida. Nenhuma outra empresa vai empregar você. A não ser que você queria realmente não trabalhar durante a gestação. O que eu acharia ótimo.


 

Ficar sem trabalhar? Depender dele?


 

-Não, você está certo! Vou voltar amanhã. Mas não preciso estar com essa aliança no dedo. -começo a retirar a aliança, mas ele me impede imediatamente.


 

-Não é uma aliança de casamento. É um anel de compromisso. Apenas um anel. Por favor, não tire!


 

Há um certo desespero no modo como pede que eu não tire. Mas anéis me lembram casamentos, que me lembram traições, que me lembram anos perdidos e amores não correspondidos.


 

-Não gosto de anéis. -digo.


 

-Eu sei que não. Mas isso é uma coisa que você precisa superar! Você é minha. Eu sou seu. Na sociedade em que vivemos, não posso marcar meu nome em você de outra maneira. Nem o seu em mim.


 

Ele estende a mão que também tem uma aliança enorme. Tiro a aliança da mão dele e meu nome está escrito nela. Não sei explicar o que sinto. Tenho medo, que esse pequeno objeto de ouro acabe com a felicidade que sentimos. Mas, ao mesmo tempo, saber que ele carrega meu nome o dia todo me faz sentir tão bem, que parece loucura!


 

-Você já deixou sua marca em mim. -digo passando a mão dele na minha barriga.


 

-Essa foi a melhor marca. Mas vai demorar para aparecer. Preciso dizer que você é minha, agora. Preciso assumir você, entende isso?


 

Eu entendo. Ele é um famoso e cobiçado executivo. Quer mandar o recado, dizer que está comprometido. Não posso achar isso ruim, mas algo nisso me assusta. É compromisso demais! Preparo-me para contra argumentar quando ele diz algo que acaba com qualquer ressalva em relação à aliança.


 

-Pense na cara da Mônica e da Lurdinha quando virem essa aliança no seu dedo.


 

Até que a Lurdinha nunca me encheu muito, mas a Mônica, essa sim sempre tentou me humilhar.


 

-Ok, eu uso esse anel. Mas que fique claro que é apenas um anel.


 

-Como quiser, minha noiva.


 

Eu acerto um tapa nele, que me puxa e me joga na cama para a terceira rodada da noite.


 

******


 

Não quero que ele segure minha mão. Não preciso estar sob a proteção dele. Quero mostrar que me virei sozinha, que sou linda, recontratada e namorada do chefe delicioso delas. Há uma comoção enquanto vamos passando. Ele pareceu entender meu recado, pois hora nenhuma tentou me tocar, está andando ao meu lado. As pessoas cochicham quando passamos e pela primeira vez esses cochichos não estão zombando de mim, mas sim me elogiando. Ouço os murmúrios, "linda", "namorada do Carter", "grávida" ... Não sei como as notícias correram tão rápido, mas não me importa.


 

Mônica está sentada em sua mesa de assistente, de onde não deveria ter saído. Abre um sorriso falso quando me vê e abro um enorme sorriso de "sim, sua pira/nha, ele é meu".


 

Alfonso aparece e me dá um longo abraço, ficamos na sala dele alguns minutos enquanto ele repassa algumas coisas comigo e logo estou na minha mesa. Mônica não para de me olhar, principalmente para a aliança enorme na minha mão. De vez em quando alguém aparece para falar com ela, só para ficar me olhando. É estranho ter tanta atenção positiva.


 

Quando vou ao banheiro, apertada para fazer xixi, escuto saltos no azulejo e ouço as vozes de Lurdinha e Mônica:


 

-Você a viu? Nem parece a mesma mulherzinha horrorosa de antes! O que o dinheiro não faz?


 

-Mas como ela conseguiu conquistá-lo? Ele nunca olharia para uma mulherzinha sem sal como ela.


 

-Ela deve ter feito macumba.


 

Abro a porta e as duas ficam brancas de susto. Elas gaguejam, mas trato de falar antes delas.


 

-Ah meninas, que coisa feia essa inveja toda! Sabe, quando eu era a mulherzinha horrorosa eu nunca tive inveja de vocês. Nem uma vez sequer. Nem teria motivos, não é?


 

Vejo Mônica ficar vermelha, mas ela não ousa me responder. Adoro impor respeito.


 

-Em vez de ficarem aí conjecturando sobre como eu fiz para conquistar o Ryan, por que não vão cuidar das suas vidas?! Se preocupem com vocês, quem sabe assim os próximos homens para quem vocês abrirem as pernas, não se cansem tão rápido de mulherzinhas mais ou menos.


 

Mônica vem para cima de mim, mas Lurdinha a segura.


 

-Ela está grávida! -grita. -E é a noiva do chefe, quer ser demitida?


 

Mônica sai batendo o pé e Lurdinha corre atrás dela. Ok, não sou uma pessoa má, mas esse negócio de o mundo dar voltas e estar por cima vendo seus inimigos, lá embaixo, é uma maravilha!

 

RYAN


 

Todos só falam da Débora. Do quanto está linda, diferente, segura. E estou como um bobo babando na reação que ela provoca. Mas fiz questão de bater um papo "amigável" com cada indivíduo do sexo masculino dessa empresa e deixar bem claro que ela é só minha.


 

Na hora do almoço, quero me sentar com ela e beijá-la. É um saco vê-la tão perto de mim e não poder tocá-la. Mas não vou fazer isso, não vou deixar que pensem que ela só está aqui por minha causa, quando o Alfonso teve todo o trabalho para garantir que todos soubessem que ela voltaria por mérito próprio. Mas fico o almoço todo a olhando embasbacado. Quando volto a minha sala, tomo uma decisão. Ligo para a mesa dela.


 

-Débora! Venha a minha sala, por favor.


 

-O que houve? -ela pergunta alarmada.


 

-Apenas procedimentos, Darci.


 

Ela bufa e bate o telefone na minha cara. Ligo de novo e ela atende com um insolente "o que é?"


 

-Atrevida. -digo.


 

-Vai à me/rda. -ela responde e bate o telefone outra vez na minha cara.


 

Eu amo essa mulher!


 

Pouco depois ela entra. Está deliciosa com esse vestido preto colado. A barriga ainda não aparece e não vejo a hora de vê-la com minha melhor marca bem estampada.


 

-Pois não.


 

-Como ousa desligar o telefone duas vezes na minha cara? -digo me fingindo de bravo, mas ela nem liga.


 

-Já fiz coisas piores, não sei porque o drama.


 

Levanto-me e em dois passos estou atrás dela. Nem dou tempo para ela se virar, seguro seus braços para trás e sussurro em seu ouvido.


 

-Você vai pagar por essa grosseria, menina malvada.


 

Eu a empurro até a mesa e a viro de frente para mim, para capturar sua boca num beijo voraz. Quando me afasto para respirar, ela diz meio sem ar.


 

-Não quero transar na sua sala. Não sou a Mônica nem a Lurdinha. -Pressiono meu joelho no meio das pernas dela.


 

-Não quer? -Mordisco seu pescoço e belisco seu mamilo por cima do vestido. Ela geme e aperta os olhos.


 

-Mudei de ideia, eu quero! -volto a beijá-la enquanto abro minha calça.


 

-Eu te amo, e nunca transei com ninguém na minha sala. Nem dentro das dependências da empresa.


 

Ela abre os olhos surpresa, e volto a beijá-la, para finalmente, penetrá-la.


 

-Eu quis fazer isso desde o instante em que você se afastou de mim.


 

-Então por que demorou tanto? -ela reclama. Volto a beijá-la e não pego leve.


 

À tarde, estou concentrado em alguns documentos quando o primeiro telefonema é passado. Maura tem ordens expressas de não passar nenhum telefonema da Vernee, mas ela sempre dá um jeito de enganá-la.


 

-Então você assumiu a secretária? O que acha que está fazendo, Ryan?


 

Imito a Débora e bato o telefone na cara dela. Algumas horas depois, meu celular pessoal toca, penso em nem atender, mas acabo atendendo.


 

-Isso não vai ficar assim! Você não vai fazer isso comigo!


 

Encerro a chamada novamente e volto aos meus papéis. Pouco depois, outro telefonema.


 

-Me/rda! -grito para que Maura ouça e entenda que não deve transferir mais nenhuma ligação. Atendo pronto para gritar com Vernee, quando a voz de Luciano me cala.


 

-O que foi que você fez,Carter?


 

-Oras, olá Cartariam.


 

-Não me venha com saudações. Não sei que mer/da fez, mas trate de recuperar meus investidores ou irei acabar com você.


 

-Não sei do que está falando. Mas se não consegue segurar seus investidores, o problema não é meu.


 

-Faça como quiser Carter, mas também sei atacar onde dói mais.


 

-Está me ameaçando, Luciano? Poxa, será que você não se lembra das coisas que eu sei sobre você e sua empresa? Imagine que tenho muitas pessoas de confiança totalmente instruídas e se qualquer coisa acontecer comigo, com a Debora, ou qualquer empregado da U.C.A. a Cartariam Empreendimentos será desmascarada. Acho que agora que perdeu tanto dinheiro, não é o momento de ter seus bens e suas contas, todas elas, confiscadas. Não é mesmo?!


 

Ele balbucia alguma coisa ininteligível e desliga o telefone. E me sinto radiante. Até ouvir Maura gritando ao telefone com a Vernee. Preciso mesmo resolver isso. Seria muito fácil, se o buraco não fosse mais embaixo.


 

Arrasto Alfonso até a sala de Chris e desabafo.


 

-Vernee.


 

-Eu avisei. -os dois dizem em coro.


 

-Eu sei, sou o estúpido com um p/au descontrolado, mas isso não vem ao caso. Como podemos resolver isso? Porque se Nicolas Mathieu retirar seus investimentos da U.C.A. teremos sérios problemas.


 

Nicolas Mathieu, o pai da Vernee é o maior investidor da U.C.A. Perdê-lo está totalmente fora de cogitação. Ele investe sempre que precisamos e mantém um de seus bancos à nossa disposição, fazendo tudo isso pelo futuro genro: Eu.


 

Alfonso e Chris tentam pensar em uma forma de resolver o problema Vernee. Até sugiro que Chris dê em cima dela; quem sabe se ela cismar com outro não me deixe em paz. Mas ele nega veementemente. Amigo da onça!


 

-Nicolas nem pode sonhar que foi enganado. -diz Alfonso.


 

-Mas a louca da Vernee está ameaçando contar a ele e à imprensa o que fizemos. -justifico.


 

-Ela também perde muito com isso, ele com certeza a deserdaria.


 

-Mas o que ela lucraria em campanhas com a imagem da pobre menina traída poderia valer o risco. -Chris diz.


 

Estamos em uma sinuca. Alfonso me encara como se a resposta fosse óbvia. Eu devo me casar com a Vernee. Mas antes que ele diga esse absurdo, já vou logo falando.


 

-Se você vai falar algo sobre eu me casar com a Vernee e terminar com a Débora, já vou avisando que prefiro perder a empresa...


 

-Ei! Abaixa a guarda, homem! Eu não ia dizer nada disso, não quero acabar com um hematoma no nariz como o Chris. Não vou pedir que se separe dela. Sei que a ama, e que terão um filho, pelo amor de Deus! Não sou nenhum monstro!


 

-Desculpa.


 

-Vamos pensar em alguma coisa, Ryan. Mas acho que deveria falar com a Debora. Ela é meio assustadora, talvez consiga colocar a francesinha pra correr.


 

-Ela não é assustadora! E não é ciumenta! Qual o problema de vocês?


 

Os dois dão de ombros e volto para minha sala sem uma solução. Mal termino de me sentar, Debora entra como um furacão. Seu rosto ainda está rosado e ela parece furiosa.


 

-Ryan, seu safado, pervertido de me/rda!


 

-O que houve?


 

Ela não diz nada, apenas aponta o dedo para a blusa dela. É aí que vejo, o botão aberto, deixando à mostra um pedaço de seu seio, e a marca que deixei nele com os dentes mais cedo. Então me dou conta de que ela deve estar com a blusa assim desde que saiu da minha sala, e deve ter rodado a empresa toda com o seio mordido à mostra. Levanto-me imediatamente. Mer/da! Eu jurei que não iria expô-la ao ridículo de novo. Vou até ela que se joga em meus braços.


 

-Eu vou matar você! Me fez perder o respeito que custei impor nesse lugar!


 

-Meu amor! Em primeiro lugar, você não teve trabalho algum para impor respeito, é a noiva do chefe. -ela resmunga e me morde, me fazendo rir. -E em segundo lugar, acredite, as pessoas saberem que você está desconjuntada porque estava transando comigo só aumenta seu respeito. -dessa vez recebo uma joelhada fraca na virilha, e ela se afasta enquanto eu rio.


 

-Você me paga por isso, Ryan Estúpido Carter!


 

E sai da minha sala antes que eu possa consertar sua blusa. Corro até a porta e grito:


 

-A blusa amor, você precisa esconder o chupão!


 

Todos a olham, ela fica vermelha como um tomate, mostra o dedo do meio para mim e sai batendo o pé. E eu fico todo feliz, hoje à noite vamos ter um sexo selvagem de punição na casa dela.

 

DÉBORA


 

Chego em casa preocupada, recebi uma mensagem no mínimo estranha do Ryan. Ele disse que precisa muito conversar comigo. Liguei para ele, e embora tenha brincado e feito suas piadas infames, pude sentir que algo o incomoda, e não é uma coisa fácil de dizer. Penso que deve ser novamente sobre o assunto casamento.


 

Jogo-me no sofá e analiso minha situação. Não sou só eu; há uma vida bem aqui dentro de mim que devo levar em conta ainda mais do que a minha própria. E talvez, ele esteja certo. Talvez, eu esteja sendo paranoica em negar ao menos tentar ter uma família com ele. Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar; Ryan não é o Edmundo. E eu o amo. Não há razão para vivermos separados.


 

Sorrio como uma boba e coloco em minha mala apenas as coisas mais necessárias: umas roupas de trabalho, sapatos, alguns livros e claro, as quinze fantasias. Só experimentamos uma, há mais quatorze que precisam de atenção. Com esse pensamento saio feliz e quase saltitante do meu pobre apartamento em direção à mansão dele. Farei uma surpresa para ele essa noite. Provarei para ele que o escolhi; independente do que aconteça, quero ficar com ele. Espero por um taxi quando alguém segura meu braço, no mesmo instante, uma voz diz:


 

-Não precisa gritar, sou eu. -então começo a gritar ao ouvir a voz de Edmundo. -Débora!


 

Paro de gritar quando ele tenta tapar minha boca. Ok! Quero essas mãos pequenas longe de qualquer parte do meu corpo.


 

-O que é que você quer? Já vou avisando que ainda estou na fase do vômito. -ele automaticamente dá um passo para trás.


 

-Eu só queria te contar uma coisa, sobre o seu precioso Carter.


 

Antes que eu possa sequer perguntar o que é, duas mãos enormes seguram Edmundo que arregala os olhos.


 

-Eu falei pra você não se aproximar dela!


 

Edmundo me olha suplicando, mas estou ocupada, me envergonhando por ter chutado as bolas do homem que agora está ali me defendendo.


 

-Olá Montanha.


 

-Olá, senhorita Savin.


 

-Me desculpa por ontem. -ele abre um sorriso.


 

-Não se preocupe, o senhor Chavez me avisou que a senhorita era assustadora.


 

-Ei! Eu não sou assustadora! Só estava me defendendo! -ele sorri mais ainda e pergunta:


 

-O que eu faço com o elemento?


 

-Ah, sei lá, faça o que sentir vontade.


 

Edmundo arregala os olhos e começa a gritar meu nome e o de Ryan , mas o taxi aparece e nem o escuto mais. Até o momento em que ele grita:


 

-Ele tem uma noiva! Ryan Carter tem uma noiva. -paro na porta do carro e olho para ele com um sorriso.


 

-Claro que tem. Conta outra. -digo mostrando a enorme aliança no meu dedo. Então entro no carro.


 

A casa dele é ainda maior do que eu me lembrava. Tiro nervosa da bolsa a chave que ele me deu. Ainda não acredito que estou mesmo fazendo isso, indo morar com ele. Estou louca, só pode. Tudo culpa dele e do efeito que ele causa em mim.


 

Olho os móveis chiques, a casa enorme e tão bonita e penso que minha mãe ficaria no céu se conhecesse essa casa, ela me parabenizaria o resto da vida por ter engravidado do Ryan. Como se eu tivesse feito um excelente investimento. Nunca entenderia que eu não queria de jeito nenhum estar grávida. Que não tenho como cuidar de uma criança. Que não quero ser uma mãe como ela. Pensar nisso me faz lembrar que devo contar a ela sobre a gravidez.


 

Deixo os assuntos difíceis para outro momento e entro na sala de estar, quando um vulto pula na minha frente. Meu susto dura dois segundos até perceber a criatura loira, magra e com enormes olhos azuis me encarando.


 

-Quem é você? -pergunto já jogando a mala no chão.


 

Senhor, por que tem uma mulher na casa de Ryan? Que não seja o que estou pensando ou vou arrancar o p/au dele fora!


 

-Sou Vernee Mathieu, a noiva de Ryan.


 

Olho bem para a cara dela, aquela cara magrela e agora totalmente sem sal e começo a rir.


 

-Noiva? Você?


 

Ela me encara sem entender, parecendo ultrajada com minha reação. Então estendo a mão com a enorme aliança dourada para ela.


 

-Acho que está enganada, querida, eu sou a noiva do Ryan.


 

Ela abre um sorriso afetado e estende a mão magrela na minha direção, onde um anel prateado brilha. Nem espero ela dizer nada, arranco o anel do seu dedo e lá está: o nome do maldito escrito elegantemente. Por um momento, quero ser criança e gritar que a aliança que está na mão dele é a que conta, e que essa, tem meu nome. Mas estou em choque. Isso tem que ser uma maldita piada. Uma brincadeira sem graça do Ryan, só pode ser isso! Ele não está me traindo, não pode ser!


 

Um barulho na porta me traz de volta e ouço a voz dele.


 

-Vernee, o que está... -ele corre até mim e me segura pelos ombros. -Debora, amor, você está bem? Debora, fala comigo.


 

Eu o olho, quero chorar, mas não vou fazer isso. Não na frente dele. Espero que ele explique. Ele entende o que quero que ele faça, como sempre, pois segura minha mão e começa a explicar bem devagar, como se eu fosse uma criança com dificuldade para entender.


 

-Amor, eu posso explicar. Não é tão ruim quanto parece.


 

-Não tenta me enrolar, Ryan Carter. Essa mocreia magricela é sua noiva?


 

Ele responde "não" ao passo que ela responde "sim".


 

-Que brincadeira é essa? -ele abre a boca para falar, mas a mulherzinha se adianta.


 

-Somos noivos há dois anos.


 

Espero que Ryan a desminta, mas ele está olhando para minha mala.


 

-Você veio morar comigo? -pergunta emocionado.


 

-Você ouviu o que ela disse?


 

-Ouvi. E posso explicar. -afasto-me dele imediatamente.


 

-Como pode explicar? Isso é verdade?


 

-Não. É. Não é bem assim.


 

Não preciso ouvir mais nada. Saio batendo o pé e entro no primeiro lugar que vejo, o Porsche 911 de Ryan. As lágrimas ameaçam sair, mas não vou fazer isso na frente deles. De jeito nenhum. Estou com tanta raiva que tremo e custo a conseguir ligar o carro. Quando finalmente o motor ganha vida, avisto Ryan chamando meu nome e a magricela, Verme, com a mão no braço dele, como que pedindo para que ele não vá atrás de mim.


 

-Experimenta não vir atrás de mim,Ryan. -sussurro e sei como extravasar a minha raiva.


 

Acelero o carro diretamente na porta fechada da garagem. Ouço o grito dele, o grito dela e o barulho do carro amassando. Pronto! Estou me sentindo melhor agora. Dou a ré com o carro e acelero para longe desse traidor e seu Verme ambulante.


 

Chego em casa aos pedaços. Meu celular não para de tocar e o que mais me assusta é a dimensão da dor que estou sentindo. Quando eu peguei o Edmundo com a secretária achei que tivesse sofrido, mas isso, nem tem comparação. Estou me sentindo vazia, pela metade. E só o que vejo é o rosto do Ryan quando pôs essa maldita aliança no meu dedo. Penso em tirar a aliança nesse momento, embaixo do jato de água que me cobre, mas não tenho forças para isso. Deixo que a água escorra, quero derreter e escorrer com ela. Quero acordar e descobrir que foi mais um pesadelo, como aquele do Edmundo, e que Ryan está na minha cama, sorrindo para mim e dizendo que me ama. Fecho os olhos e vislumbro isso. Mas essa visão é substituída pela visão da Verme aparecendo na casa dele.


 

E então uma coisa chama minha atenção, ele não ficou desesperado quando me viu ali, frente a frente com a "noiva" dele. Ele pareceu até emocionado por ver que minha mala estava ali. Mas não desmentiu o que ela disse. Alguma coisa não faz sentido.


 

Não importa! Ele está lá com ela agora, sequer veio atrás de mim! Não importa se eu acabei com o carro importado dele, ele deveria vir atrás de mim! É aí que a porta do banheiro abre e ele aparece. Respira fundo quando me vê e recosta-se na porta. Fica ali, me olhando. Permaneço como estou: parada embaixo da água, deixando minha raiva escorrer.


 

Ele se cansa da brincadeira primeiro que eu, pois pega uma toalha, desliga o chuveiro e me enrola nela.


 

-Você vai me ouvir agora!


 

Não digo nada. Quero brigar e ameaçá-lo, mas mais que isso. Quero que ele diga que é um mal entendido, que ela mentiu, que ele nunca me traiu. Ele me arrasta até meu quarto e quando finalmente o olho, ele diz:


 

-É tudo um mal entendido, amor. Ela mentiu! As coisas não são como ela fez parecer. Eu fiquei tão bobo de ver que você finalmente foi morar comigo, que nem consegui raciocinar para te explicar direito. Mas eu nunca traí você. Você precisa entender isso! Desde que assumi um compromisso com você, foi somente você.


 

Respiro aliviada, quero chorar de novo e pular nos braços dele, mas ainda consigo perguntar.


 

-Como ela conseguiu aquela aliança com seu nome?


 

Ele faz uma careta e dou um passo para perto da minha penteadeira e longe dele.


 

-Eu dei a ela. Mas não foi agora, foi antes de...


 

Nem espero ele terminar de falar, arremesso o ferro de passar nele. Vejo que ele desvia por pouco e logo arremesso o pote de creme hidratante; esse o acerta em cheio no ombro, ele geme e vem na minha direção, mas estou atirando tudo o que encontro pela frente. Tudo o atinge, mas ele continua, até chegar a mim. Não há mais nada na penteadeira, então começo a bater nele. Com força. Dou socos conforme as lágrimas ardem, mas não quero derramá-las, quero que ele chore, não eu! Ele me deixa extravasar por um tempo, depois me puxa de encontro ao seu corpo e me aperta.


 

-Eu te amo. -ele diz.


 

-Você mentiu!


 

-Não menti, não amor! Por favor, me deixa explicar.


 

Engulo as lágrimas, tento me afastar, mas ele me segura mais firme. Então me joga na cama. Antes que eu consiga me levantar, ele junta minhas duas mãos e as amarra com a gravata que estava usando.


 

-O que está fazendo?


 

-Preciso que você me ouça! E preciso sair vivo dessa conversa, tenho um filho para criar e uma mulher descontrolada para domar.


 

-A culpa do meu descontrole é toda sua!


 

-Eu sei.


 

Ele amarra meus pulsos e amarra a gravata na cabeceira da cama. Isso faz com que a toalha escorregue e expõe meus seios. Ele para o movimento de se levantar da cama e fixa os olhos neles.


 

-Nem pensar,Ryan! Conversa. Quero ouvir você, lembra? E é bom que tenha uma excelente explicação ou eu mato você.


 

Ele volta a si e se senta na cama. Tenta focar o olhar no meu rosto ao falar:


 

-O nome dela é Vernee Mathieu. Ela é uma modelo francesa...


 

-Uma modelo? Francesa? Isso só pode ser brincadeira!


 

-Me escuta! Não é isso que importa. O que você deve saber, em primeiro lugar, é que ela é filha de Nicolas Mathieu.


 

Só então ligo os sobrenomes dos dois. Não pode ser!


 

-Me/rda!


 

-Pois é.


 

-Então, você seduziu a filha do seu maior investidor para conseguir o que tem hoje.


 

-Meu Deus, Débora, claro que não! Não é nada disso. Eu dormi com ela, houve um escândalo e bem...


 

- Eu não estou entendendo nada.


 

-Vou ser mais claro então.


 

Ele puxa a toalha me deixando nua. Não entendo onde ele quer chegar com isso, mas antes de perguntar, sua mão está no meio das minhas pernas e o meu corpo traiçoeiro reage imediatamente ao toque dele.


 

-Para com isso. -digo com dificuldade. Mas ele não para. Continua movimentando os dedos no meu clitóris enquanto fala.


 

-Lembra da Jamille? -só consigo gemer em resposta. -Lembra que peguei a prima dela? -gemo novamente. -Vernee é a prima da Jamille.


 

Abro os olhos e começo a tentar chutá-lo, ele segura imediatamente minhas pernas, e enfia um dedo em mim. Isso me faz arquejar e me faz perder os movimentos raivosos.


 

-Não tenho um caso com ela. Foi uma noite apenas, acabou ali. Mas ela cismou comigo e vive me perseguindo e me ligando.


 

Alguma coisa na minha mente diz algo sobre ligações, mas não consigo pensar direito. Não quando dois dedos dele estão em movimento dentro de mim.


 

-Eu ia falar sobre isso com você hoje. -ele continua, o olhar fixo no meio das minhas pernas e a voz rouca. -Mas não disse antes porque não tem importância. Ela não significa nada. Minha única mulher é você. Eu assumi você publicamente, sabe que não faria isso se fosse noivo da filha do meu maior investidor.


 

Há coerência no que ele fala, mas não há coerência alguma em meus pensamentos. Quero dizer que entendo, mas na verdade, nem estou pensando, estou sentindo. Ele retira os dedos de mim e resmungo, mas logo sou preenchida pelo p/au dele. Ele solta minhas mãos e volta a me penetrar e eu posso tocá-lo, arranhá-lo. Gemo mais alto, ele toma minha boca e me beija com voracidade. Seus movimentos são rápidos e fortes e logo nós dois go/zamos e gritamos. Ele se enrosca em mim enquanto eu passeio a mão pelo seu cabelo. Sentindo-me totalmente saciada, feliz, boba.


 

-Belo método de me fazer ouvir, mas devo admitir que é um tremendo golpe baixo. -ele dá uma gargalhada.


 

-Estou aprendendo como domar você. Essa é a melhor maneira, para nós dois. -seguro o cabelo dele e puxo até que esteja olhando para mim.


 

-Você jura pra mim que não está com ela?


 

-Eu juro amor, não tenho nada com ela. Com nenhuma outra mulher. Eu juro que no meu coração, na minha mente e no meu p/au, só há você. -abro um sorriso e o beijo.


 

-Desculpa pelo carro.


 

-Eu mereci.


 

-Mereceu mesmo! Você quase me matou de susto. -ele me dá um beijo e diz:


 

-Eu sei, desculpa amor. Não vamos esconder mais nada a partir de agora. Mesmo as coisas mais insignificantes eu vou contar para você, para que não haja mais sustos.


 

Concordo com a cabeça e o beijo. É impressionante como minha raiva sumiu. Ele se afasta e acaricia meus pulsos antes de dizer:


 

-Vem amor, vamos voltar pra casa.


 

E eu me deixo ser levada pelo meu amor, para aquela que será a nossa casa.

 

RYAN


 

Preciso contar a ela a história toda, porque Vernee está na minha casa. Tenho que dizer, mas ela vai me matar. Ela não precisa saber, não precisa. Vamos chegar em casa, vou dar um jeito de tirar Vernee de lá e pronto, que se dane o pai dela. Que se dane a U.C.A.! Só não posso perder a Debora.


 

Olho para ela que está calada, olhando a rua, o que quer dizer que está pensando. E não gosto quando fica quieta para fazer isso. Resolvo mexer com ela. Pego sua mão com a aliança e a beijo. Ela me olha e sorri.


 

-Ryan, eu não entendo uma coisa.


 

Me/rda.


 

-O que, amor?


 

-Por que a magricela está na sua casa?


 

-Não estará mais, vou tirá-la de lá.


 

-Ia te pedir para fazer isso. Eu reparei as malas dela, sei que pretende ficar lá. Mas não vou me sentir bem com outra mulher na sua casa. Ainda mais uma ex sua.


 

-Eu entendo. Vou tirá-la de lá.


 

Ela concorda e sei que estou agindo errado. Não é assim que as coisas devem ser entre nós. Ela quer confiar em mim, não posso começar nosso noivado com mentiras. Preciso contar toda a verdade. Como contar isso de um jeito fácil? Não existe jeito fácil. Rezo para que ela esteja saciada e contente e não tente virar o carro. Diminuo a velocidade por precaução e fico mais perto das calçadas, para o caso de precisar parar o carro abruptamente.


 

-Então, há dois anos, quando eu traí a Jamille com a Vernee, foi um escândalo. Você sabe como Nicolas Mathieu é moralista?! -ela assente, já bem atenta ao que estou falando. Ela sabe que vou dizer algo que não vai agradá-la. -Ele queria deserdá-la, expulsá-la de casa e acabar com a U.C.A.– não digo mais nada, ela pensa um pouco, e deduz sozinha.


 

-E você fez alguma coisa que o fez perdoá-la, te perdoar e investir na U.C.A.? Ryan, o que foi que você fez?


 

-Nada demais, amor. Ela inventou para o pai que estávamos noivos. Eu confirmei, ele acreditou, e foi embora do país feliz. Ela foi pouco depois e todo mundo ficou feliz.


 

Ela não responde. Está quieta demais. Olho de relance e ela está me encarando.


 

-Isso é alguma piada?


 

Fico calado. Diminuo mais ainda a velocidade do carro. Deveríamos ter vindo de taxi, quem sabe assim ela ao menos esperaria descermos do carro para tentar me matar.


 

-Você é noivo dessa mulher?


 

-Não, eu sou seu noivo. O noivado com ela foi uma mentira!


 

-Mas você deu a mer/da da aliança para ela, não deu?


 

-Fazia parte da mentira.


 

-E por que é que você nunca desmentiu isso?


 

-Porque achei que ela já teria encontrado outro e já estaria feliz e nem se lembrasse mais de mim.


 

-E enquanto isso você ia usando o dinheiro do pai dela como se ainda estivessem juntos, é isso?


 

-Parece muito errado com você falando assim.


 

-Porque é muito errado! Onde você está com a cabeça? Ryan, meu Deus! É assim que quer que eu confie em você?


 

Me/rda, preferia que ela tivesse virado o volante do carro. Mas essa mágoa na voz dela é pior do que um acidente.


 

-Não, amor me escuta, não é assim. Ele tem retorno de tudo o que investe na U.C.A.


 

-Não importa! Por que ela está na sua casa com todas aquelas malas se vocês não tiveram mais contato?


 

-Eu não disse exatamente que não tivemos mais contato.


 

-Para o carro! -ela ordena.


 

Acelero o carro imediatamente. Não posso permitir que ela se afaste de mim agora.


 

- Me escuta. Eram as ligações. Lembra da ligações? Esse foi o único contato que tivemos, juro que não a tinha visto até aquele dia em que ela apareceu lá em casa.


 

-E por que ela resolveu aparecer agora?


 

Me/rda. Deus me ajude. Não vou sair vivo dessa. Meu Deus, se ela virar o carro, não deixe nada de mal acontecer com ela, só comigo, por favor. Adeus vida, adeus NY. Olho pela última vez para o movimento no centro da cidade e para o meio das minhas pernas. Adeus amigo, valeu por tudo. É por sua culpa que vou perder minha vida, mas valeu pelas alegrias. Então finalmente a respondo:


 

-Porque o pai dela está vindo para NY. -digo.


 

Vamos Ryan, seja homem e conte tudo de uma vez.


 

-Para o nosso casamento.


 

Espero um grito, que ela quebre o vidro, que me bata. Mas ela não faz nada. Não faz absolutamente nada. Olho para ela e está parada, como se estivesse em choque.


 

-Um raio não cai duas vezes. -ela sussurra. Não sei o que quer dizer, mas não pode ser bom. Estou prestes a chamá-la quando ela diz: -Pare a mer/da desse carro!


 

Há tanta raiva em sua voz, que paro. Débora e raiva são duas coisas perigosas quando andam juntas. Ela abre a porta e desce. Eu desço imediatamente atrás dela.


 

- Amor, espera!


 

Saio correndo atrás dela. Pouco a frente está havendo uma blitz, avisto os carros de polícia e o movimento. Finalmente a alcanço e a seguro pelos ombros. Viro-a para que fique de frente para mim, mas ela não olha nos meus olhos. Não consigo saber o que está sentindo, nem o que está pensando.


 

-Débora. -chamo de novo. Ela está calma, calma demais para a revelação que eu fiz. Ou está muito machucada e sem forças, ou está tramando alguma coisa. Só percebo que é a opção B, quando ela começa a gritar.


 

-Socorro! Socorro!


 

-O que está fazendo?


 

Ao invés de soltá-la, eu a aperto mais ainda. Um erro, claro. Em questão de segundos dois policiais se aproximam com armas em punhos. Débora começa a chorar e eu tento explicar.


 

-Ela é minha noiva.


 

-Mentira! Ele quer me agarrar!


 

-Tire as mãos dela e se afaste. -ordena o policial.


 

-Ela é minha noiva! -digo mais nervoso.


 

-Vou repetir pela última vez! Tire suas mãos dela ou eu atiro.


 

Faço o que ele manda. Olho para ela, mas ela não me olha de volta. Os policias se aproximam, um deles vai até ela enquanto o outro segura meus braços para trás.


 

-Debora, eu sei que sou um imbecil, mas pelo amor de Deus, me perdoa! Eu não me importo se você quiser que eu seja preso, se quando eu sair da cadeia você já tiver me perdoado.


 

O policial quer rir e sei que estou sendo ridículo. Mas estou desesperado, por/ra!


 

-Debora, amor por favor! Vamos ter um filho. Debora você precisa falar comigo. Exploda, bata em mim, mas põe o que está sentindo para fora. Amor!


 

Finalmente ela me olha. Seu olhar é como uma lança me perfurando.


 

-Você quer que eu ponha a raiva que estou sentindo de você para fora? -pergunta baixinho.


 

Já não tenho certeza disso, mas confirmo com a cabeça. Ela respira fundo e tudo acontece muito rápido. Ela puxa o cassetete da cintura do guarda e parte para cima de mim. Acerta aquilo na minha cabeça, nos meus braços, no meio das minhas pernas. Não tento impedi-la. O policial se afasta e deixa que eu apanhe. Tudo está doendo, mas não importa. Ela chora enquanto me acerta. Aos poucos, me aproximo. Quando consigo segurar seu braço, ela joga o cassetete no chão e chora. Eu a abraço, mas ela me empurra e se afasta.


 

-Você quer dar queixa contra ele, senhorita? -pergunta o policial para ela.


 

-Não, não precisa. -ela diz e sai andando.


 

Encaro os policiais para ver se estou liberado para ir atrás dela, e o que estava me segurando, diz:


 

-Vá homem, não vou prendê-lo! Essa mulher é louca. Você vai sofrer mais com ela do que na cadeia.


 

Quero acertar um soco nele, mas ele está certo. Minha amada maluquinha. Corro atrás dela.

 

DÉBORA


 

Chego em casa e logo Ryan chega atrás de mim. Ele não diz nada, tenta se aproximar, mas me afasto e ele entende que não o quero perto agora. Até a forma como ele sempre entende o que quero me irrita.


 

Não acredito que fui enganada de novo. Mesmo que ele não tenha de fato ficado com ela, mentiu para mim. Isso é uma traição. Não importa quais foram as intenções dele ao não me dizer nada. Entro para o quarto e digo para ele.


 

-Vá embora. Vai para casa. Não quero ver você agora, nem ouvir sua voz. Só vá embora.


 

-Você me disse que devemos crescer, que devemos parar de fugir dos problemas, lembra? Este é o momento de fazermos isso.


 

-Não venha me dar sermões a essa hora.


 

-Não estou te dando nenhum sermão, amor. Preciso que me diga o que está sentindo.


 

Isso é ridículo. Ele está todo machucado, eu estou machucada e não estamos chegando a lugar nenhum. Por um momento me questiono se vale a pena o risco de amar alguém como ele.


 

-Não venha atrás de mim. Quero ser pirracenta agora, quando eu estiver pronta para crescer, te procuro.


 

-Não vou sair daqui sem você! Eu não volto para casa sem você. Fique o tempo que quiser nesse quarto, mas eu estarei aqui quando precisar de mim.


 

Mal/dito! Quero bater nele de novo por agir como se fosse o melhor dos homens.


 

-Seu traste!


 

-Eu sei amor. Sei que você me odeia.


 

-Ah, você não faz nem ideia. Eu te odeio! Você não vale nada Ryan, maldita hora em que me apaixonei por você.


 

Ele abaixa a cabeça e eu o empurro para fora do quarto e bato a porta, antes que diga coisas que nunca poderão ser esquecidas. Não sinto mais raiva, mas mágoa. O que é pior!


 

Pouco depois a Annie chega. Sei que é bem tarde. Imagino que ele tenha ido embora, já que não ouvi nenhum barulho dele. Annie entra em meu quarto e senta na beirada da cama.


 

-O que houve Debie? Por que você está aqui acabada e o Ryan está sentado na porta, acabado?


 

-Ele está aqui?


 

-A sombra dele está. Parece um fantasma. Como um cão de guarda vigiando sua porta. Mas me pediu para ver se você precisa comer. Disse que não come há horas.


 

-Ele me traiu. -digo. Annie se levanta em choque.


 

-Impossível. Quando não está com você, está na U.C.A., não daria tempo.


 

-Não assim, ele mentiu. Ele tem uma noiva, Annie. -ela fica confusa, mas depois uma expressão de entendimento surge em seu rosto.


 

-Está falando da Vernee?


 

-Você sabia sobre ela?


 

-Claro que sim. Achei que também soubesse, mas eles não são noivos. Foi uma mentira que ela inventou para se salvar e foi muito esperta fazendo o pai investir na empresa para prender o Ryan. Mas eles não se veem há séculos. Ele nunca teve nada com ela.


 

-Ela está na casa dele agora.


 

-Então é por isso que o Christian está tão nervoso. Débora, isso não é culpa do Ryan. Quer dizer, foi quando ele traiu a namorada e tudo mais, mas ele caiu na armadilha dela. Eu sabia que um dia ela ia parecer para dar o bote.


 

-O que quer dizer?


 

-Você não vê? Ela fez o pai acreditar que eles estavam noivos e o fez investir pesado na empresa do Ryan. Aí ela some e o deixa livre, mas, para todos os efeitos eles são noivos. Aí quando a empresa está prestes a fechar o maior negócio da vida do Ryan, ela reaparece ameaçando acabar com isso. O que acha que ela espera?


 

-Que ele se case com ela?


 

-Claro! O que devo admitir, seria exatamente o que ele faria se não estivesse com você.


 

-Ele não seria tão burro.


 

-Sim, ele seria. A empresa dele depende disso. Mais do que isso, o trabalho de toda vida dos melhores amigos dele depende disso. Ele se sacrificaria sem pensar duas vezes. Sabe por que não está fazendo isso? Porque ele te ama.


 

Jogo-me na cama e cubro a cabeça com o travesseiro.


 

-Não defenda aquele pervertido. Não é isso que quero ouvir. -ela puxa o travesseiro da minha mão.


 

-Não estou defendendo ele, e sim você e seu filho. Você vai mesmo ficar aqui se lamentando enquanto a lambisgoia está na sua casa vivendo no luxo?


 

-Eu não disse que faria isso! Na verdade, isso nem passou pela minha cabeça. -ela fica confusa.


 

-Como assim? Você não vai terminar com ele?


 

-Eu vou matá-lo na primeira oportunidade, mas não. Não pretendo deixar que essa mulherzinha tome posse do que é meu. Ryan Carter é meu!


 

-Então por que estava aqui sozinha e com essa cara?


 

-Estou deixando que ele sofra um pouco. Annie, o que ele fez foi errado, ele mentiu. Mas eu no seu lugar faria o mesmo. Quer dizer, quem poderia imaginar que a louca ia parecer? Só que ele deveria ter me contado isso assim que ela apareceu, não depois de eu dar de cara com ela na casa dele.


 

-O que vai fazer?


 

-Estava aqui pensando em um jeito de castigá-lo. Já sei como vou fazer isso. Mas antes, preciso resolver outra coisa.


 

Levanto-me, dou um abraço nela e saio do quarto. Ryan está andando de um lado para o outro. Está acabado. Seu rosto tem marcas e seus olhos estão inchados. Por um momento quero esquecer tudo e pular nos braços dele, mas não posso. É nosso começo, preciso que ele aprenda agora. Preciso que entenda que se esconder as coisas de mim de novo terá consequências. Preciso podá-lo. Sei que isso parece ridículo, mas se não mostrar como deve se comportar desde agora, não conseguirei fazer isso depois. E se vamos mesmo fazer isso dar certo, preciso poder confiar nele.


 

Saio andando em direção à porta e ele me segue imediatamente.


 

-Debora, aonde vai?


 

-Aonde você acha? Vou tirar aquela mocreia da nossa casa.


 

Bato a porta ao sair, mas logo ele está atrás de mim. Corre até o carro e abre a porta para eu entrar. E vai cantarolando o caminho todo até sua casa.


 

Ah Ryan, você não sabe o que o aguarda!

 

Ryan
 

Ela não fala comigo, nem olha para mim em nenhum momento, mas está indo comigo, o que já é um grande, enorme, passo. Quando ela amaldiçoou a hora em que se apaixonou por mim, achei que a tivesse perdido para valer, ou que ela não voltaria nunca. Estava disposto a implorar se fosse preciso. Me/rda, não há o que eu não faria por ela. Eu a amo. Desesperadamente. Sei que não pode ser tão fácil, que ela não vai simplesmente chegar na minha casa e agir como se eu não tivesse feito nada. Ela vai se vingar, tenho certeza. Mas não importa, pelo menos vai fazer isso na minha casa, debaixo do nosso teto, perto de mim. Estou disposto a aguentar as consequências.


 

Ela desce sem esperar que eu abra a porta e entra na casa como se morasse ali a vida toda. Não demora, Vernee aparece. Antes que eu possa dizer qualquer coisa, Debora abre um sorriso para ela.


 

-Você ainda está aqui? Por quê? -pergunta com uma falsa calma. Vernee pisca os olhos confusa.


 

-Tenho um desfile na cidade no fim de semana.


 

-E eu com isso?


 

-Não tenho onde ficar. -responde Vernee e Debora lhe lança um olhar que me faria tremer se fosse direcionado a mim.


 

-Você a convidou para ficar aqui, amor? -pergunta olhando para mim.


 

-Eu não.


 

-Nem eu. Rua querida!


 

Vernee parece em choque e me olha esperando ajuda.


 

-Ryan. Meu pai não vai ficar nada contente com isso.


 

-Não posso fazer nada. Ela é minha noiva, a casa é dela. Ela decide essas coisas de visita.


 

Vernee parece ainda mais nervosa enquanto Debora caminha elegantemente até as malas dela, que estão em um canto da sala e pega uma. Ela volta desfilando e joga a mala na varanda da frente. Vernee fica ainda mais em choque.


 

-Ryan! -choraminga enquanto Debora vai buscar a outra mala. Imediatamente vou ajudá-la, essa segunda mala é maior.


 

-Não posso fazer nada, Vernee. Nunca ouviu falar que ela é louca? Não posso ir contra ela.


 

Vernee então entra na frente da Debora, barrando que ela saia com a mala de mão.


 

-Eu posso até sair dessa casa, mas se fizer isso, não sairei sozinha. Vou chamar toda a imprensa aqui e dizer que você me enganou esse tempo todo e está me expulsando da sua casa.


 

Eu não me importo com o escândalo que ela pode fazer. Não me importo mais se vai ou não manchar o nome da U.C.A., nem se o pai dela vai retirar o que investe. Que se dane! Eu me importo com a mulher que está calada ao meu lado fuzilando a Vernee com o olhar. E com o bebê que está crescendo no ventre dela. Espero que a Debora pule em cima da Vernee e a expulse a tapas. Na verdade, até torço para que isso aconteça. Mas, indo contra tudo o que conheço sobre ela, ela sorri para Vernee e diz com toda calma:


 

-Pode ficar até o tal desfile VERME, eu a convido.


 

-É Vernee.


 

-Tanto faz. -diz Debora dando de ombros e pega minha mão.


 

-Amor, podemos deitar agora?


 

Mer/da, mer/da, me/rda. Ela está apertando meus dedos, com força. Está nervosa e vai descontar em mim de novo. Ela praticamente me arrasta escada acima até o meu quarto, e assim que entramos, vai até sua mala e tira de lá suas roupas. Entra na suíte e vai tomar um banho. Eu me sento na cama e fico ali, sem saber como agir. Sei que ela não convidou a Vernee de boa vontade, é claro. Está armando alguma coisa. O que me preocupa é se essa coisa que ela está armando também é direcionada contra mim. Quando ela sai do banheiro com aquela camisola transparente, esqueço planos, vinganças, Vernee, esqueço até meu nome. Caminho até ela como um ímã atraído pelo outro. Mas, quando vou tocá-la, ela se afasta.

 

 

-Regra número um da nossa convivência: não toque em mim.


 

-Co-como? -gaguejo.


 

-Você ouviu. Regra número dois: não toque nela.


 

-Eu não pretendia fazer isso.


 

-Eu sei, mas é bom reforçar. Regra número três: se eu pegar você sozinho com ela em qualquer cômodo da casa, não me importa o motivo, vou matá-lo!


 

-Entendi. Quero distância dela. Agora venha aqui. -eu a puxo para meus braços, mas ela se afasta rapidamente.


 

-Você não ouviu a regra número um? Não toque em mim.


 

-Debora, você não pode estar falando sério, acha que vou conseguir dormir na mesma cama que você e não tocá-la? Acha que sou capaz... -ela põe a mão na minha boca me calando e parece prestar atenção em algo.


 

-Você ouviu? -pergunta sussurrando.


 

-O quê?


 

-Ela está no corredor. Quer saber o que estamos fazendo.


 

Vejo a sombra de um pé na porta e sei que Vernee está por ali. Antes que eu possa dizer qualquer coisa, Debora pula na cama, e faz com que a cabeceira bata na parede, o que provoca um estrondo.


 

-Ah! -ela geme. -Ah, Ryan, mais forte.


 

-O que está fazendo? -sussurro.


 

-Gema também. -ela ordena.


 

-O quê?


 

-Ah, Ryan, meu Deus. -ela se levanta da cama e me acerta um chute na canela.


 

-Ah! -grito.


 

-Isso mesmo, querido. Vai gemer sozinho ou precisa de ajuda?


 

Ela é louca. Quero rir da situação, mais do que isso, quero agarrá-la e fazer barulho de verdade para a Vernee escutar. Decido que a melhor forma de fazer isso, é entrando no jogo dela.


 

-Ah, Debora! Você é tão gostosa.


 

-Ah! -ela grita de volta, sobe em cima da cama e bate na parede.


 

Quero rir, ela também, porque põe a mão na boca e se controla.


 

-Ah Debora, eu te amo!


 

Quero que ela grite que me ama, mas ela faz uma careta percebendo meu jogo e me mostra o dedo do meio. Não aguento mais, puxo-a e a beijo, mas a maldita da Vernee escolhe essa hora para bater a porta em algum quarto do corredor e a Debora se afasta num pulo.


 

-Ryan Carter, a próxima vez que tocar em mim sem minha permissão vai ficar sem essa mão pervertida!


 

Ela se joga na cama, vira para o lado e dorme. E eu fico ali, de p/au duro, louco por ela, sem saber o que fazer.


 

Essa é a terceira noite em que ela não me deixa tocá-la. Estou enlouquecendo, não aguento mais isso. Nesses últimos dias, ela conseguiu estragar três blusas da Vernee, a queimou com leite quente e prendeu o cabelo dela na fivela de um cinto. Não sei como a Vernee ainda não foi embora. Eu já teria desistido! Não dá para ficar em uma guerra com a Debora, ela é terrível.


 

O lado bom da presença da Vernee, é que sempre que ela está por perto, a Debora vira outra. Ela me beija, me abraça, diz que me ama. Sei que é só para irritar a Vernee, mas sempre me aproveito desses momentos. Com tudo isso, meu humor anda péssimo.


 

Ontem à noite, quase a agarrei de novo, na verdade, eu fiz isso. Esperei ela sair do banho e a agarrei, ainda de toalha. Consegui um beijo delicioso antes de ela afastar minha cabeça da dela pelos cabelos. Mas estava rindo, o que já é um começo.


 

-Debora! -choraminguei. -Quanto tempo mais essa regra vai durar?


 

-Vai durar até minha alma ficar totalmente livre do rancor que sinto por você nesse momento.


 

Me/rda.


 

-Você só pode estar querendo me matar!


 

-Há uma mulher louca para abrir as pernas pra você no quarto ao lado, Ryan. Quer ir até lá? -então foi minha vez de abrir um sorriso.


 

-Não senhora, esse meninão em pé aqui tem dona. É só dentro dela que ele vai entrar. É uma pena que a dona dele está de greve.


 

Isso a fez dar gargalhadas. Mas depois ela deitou na cama e dormiu. Dez a zero para a maldita.


 

******


 

Essa noite, ela parece mais calma, ela não provocou a Vernee no jantar, não a machucou de maneira nenhuma, nem fez piadas com o nome dela, como vinha fazendo nos outros dias. Alguma coisa está errada.


 

Quando vamos nos deitar, ela diz:


 

-Amanhã tenho uma ultrassom. Mas é no horário de uma reunião sua. Você não vai poder ir. -olho para ela imediatamente.


 

-Ultrassom? Quer dizer que dá para ver o bebê?


 

-Acho que não. Mas dá para ouvir o coração dele bater.


 

-Eu vou.


 

Ela sorri e volta a olhar para o teto. Tento tocar sua mão, mas ela a afasta. Resolvo tomar um banho. Saio do banheiro seminu, pingando água, mas ela sequer me olha. Jogo-me ao seu lado na cama e deixo minha perna encostar na dela. Ela não a afasta, mas não reage de maneira nenhuma. A Debora que eu conheço teria pulado em cima de mim por muito menos. Será que os hormônios da gravidez dela não a estão enlouquecendo mais?


 

As horas passam e não consigo dormir. E fico me perguntando por que não contei antes sobre a Vernee? Por que esperei que ela descobrisse sozinha? Me/rda! Nunca mais escondo nada da Debora.


 

Estamos deitados, lado a lado, mas ela não me deixa tocá-la. Estou enlouquecendo por isso. Preciso tocá-la, nem que seja só a sua mão. Eu queimo por ela e ela parece nem se abalar. Estou aprendendo com essa convivência com a Debora, que ela é ótima em esconder o que sente, sua cara de paisagem é profissional. Mas nesse momento ela não está com a respiração acelerada, nem inquieta, como fica quando está excitada. Me/rda.


 

Roço meu dedo pelo braço dela, sei que a estou irritando com tantas tentativas vãs e então começo a falar do bebê, isso sempre a acalma.


 

-Você já pensou em algum nome para o bebê?


 

-Ainda não. Ainda não sei se é menino ou menina.


 

Dá certo, ela não me manda não tocar nela.


 

-Quero ajudar a escolher.


 

-Eu sei Ryan, não fiz esse bebê sozinha. Estava pensando, se for uma menina, queria homenagear alguém. Alguém que admiramos.


 

Penso muito e não chego a ninguém que admiramos em comum.


 

-Se for menino pode chamar Ryan Júnior.


 

Finalmente ela me olha. Não, ela me fuzila com o olhar.


 

-Nunca! Meu filho jamais vai pagar esse mico. Peço a Deus todos os dias que ele não seja como eu, mas um nome desses é como assinar uma sentença.


 

Começo a rir. Pego sua mão e a aperto. Estou com saudade do contato, do calor dela. Do número de vezes que ela go/za agora que está grávida.


 

-Como se chamava sua mãe? -ela pergunta.


 

-Alexandra, por quê?


 

-Um belo nome. -ela diz.


 

Olho para ela meio em choque. Será que ela está pensando em colocar o nome da minha mãe em nossa filha? Se for uma menina, claro. Mas só a ideia de ela fazer isso já me faz sentir aquela coisa estranha no peito e no estômago. Penso em prender os seus braços e beijá-la, mas ela tem a mão pesada e sei que iria usá-la em mim se eu encostar meus lábios nela, assim que tiver a mão livre.


 

-Você já pensou em algum nome de menina? -pergunto. Espero pela reposta, mas ela está quieta, lambendo os beiços, com os olhos arregalados. -Debora?


 

-Melancia. -ela diz de repente.


 

-O quê? Debora, não acho que esse seja um nome...


 

-Não, seu imbecil! Preciso comer uma melancia. Estou com desejo.


 

-Mer/da.


 

Levanto-me correndo e vou até a cozinha. Vernee está sentada na sala e me segue quando eu passo. Onde tem uma melancia? Onde? Reviro a geladeira, a despensa, a fruteira. Não tem uma maldita melancia nessa casa? Já li na internet sobre esses desejos de grávida, e não quero que minha filha nasça parecida com uma melancia.


 

-O que houve, Ryan? A louca te expulsou do quarto? -nem tenho tempo para brigar.


 

-Você sabe onde acho uma melancia?


 

-À essa hora? Esquece.


 

-Eu vou achar.


 

Digo e saio correndo do jeito que estou, apenas com uma cueca samba canção, e entro no carro. Rodo o bairro todo e nada está aberto. Passam duas horas e nada de achar a melancia, mas não vou voltar para casa sem ela. É o primeiro desejo da Debora, preciso ser um pai melhor do que isso.


 

Passo a madrugada rodando bairros à procura da melancia. Finalmente vejo uma luz acesa dentro de um hipermercado. Desço do carro e quase arrombo a porta. Um funcionário todo de branco abre a portinha lateral com cara de poucos amigos.


 

-Amigo, preciso de uma melancia. -ele me olha como se eu fosse louco. -Minha esposa está grávida, e está com desejo. -ele assente e começa a rir.


 

-Claro, sinto muito, mas o mercado não abre agora e não posso deixar você entrar para procurar. -tiro três notas de cem e mostro a ele.


 

-É uma emergência. -ele me olha, vê que estou apenas de cueca e assente.


 

Chego em casa correndo e entro depressa no quarto esperando encontrar uma Debora irritada e com algo na mão para atirar em mim, mas a maldita está dormindo. Seu cabelo está espalhado pelo travesseiro e ela parece inquieta. Murmura algumas coisas e parece resmungar. Toco seu rosto bem devagar para não acordá-la.


 

-Ah Debora, mesmo dormindo tem que resmungar?


 

Volto à cozinha e guardo a melancia na geladeira. Então me junto a ela na cama. Eu mal termino de colocar minha mão na sua barriga e ela chama meu nome e se aconchega a mim. Sinto-me o homem mais feliz do mundo. Eu a amo.


 

Quando acordo, ela está sentada na bancada da cozinha, toda molhada, descabelada, a camisola com uma enorme mancha vermelha, devorando a melancia. Não há outra palavra para descrever o que ela está fazendo, não está comendo aquilo civilizadamente. Aproximo-me cauteloso, mas ela sorri. Então me aproximo e a beijo, e ela corresponde. Sei que é porque Vernee está ali horrorizada pelo modo como ela está comendo.


 

-Me desculpe não ter chegado a tempo. -digo. Ela aperta minha mão e pelo olhar que me dá, sei que o que ela diz não é para irritar Vernee.


 

-Você foi ótimo, Ryan. Eu te amo.

 

 

DÉBORA


 

Ryan fica como um bobo quando ouve o coração do bebê. Ele aperta minha mão e posso ver como está maravilhado. Percebo nesse momento que não poderia ter escolhido um pai melhor.


 

Quando saímos do consultório ele quer comprar tudo de bebê que vê pela frente, e eu preciso lembrá-lo a todo momento que não sabemos o sexo da criança. O tempo todo ele me beija e me agradece, e finjo que esqueci da regra número um, pois também não sei como agradecê-lo por isso.


 

Chegamos em casa com as mãos cheias de sacolas e coisas que não consegui impedi-lo de comprar, e assim que vejo a Verme esticada no sofá como se a casa fosse dela, a regra número um volta com tudo. Ao chegarmos, ela se aproxima, e assim que vê o urso enorme nos meus braços e as bolsas de bebê nos braços de Ryan, estaca.


 

-Por que compraram tudo isso? Vão a algum chá de bebê?


 

Ryan não contou a ela. Presto bastante atenção na expressão dela quando ele abre um sorriso enorme e diz todo orgulhoso:


 

-Não, é para o nosso filho. Não sabemos se é menino ou menina, mas as coisas que compramos dá para usar nos dois sexos. -ele tira um macacão da sacola e mostra a ela. -Olha que lindo!


 

Ela está em choque! Está com os olhos arregalados enquanto ele fala animado sobre o bebê. Sinto pena dela, por seu plano de amarrar o Ryan ter ido por água abaixo. Mentira! Não sinto não, quero muito rir. Mas sei que é feio rir da tristeza do outro, mesmo que esse outro seja uma mocreia que quer “roubar” meu noivo.


 

Digo ao Ryan que estou cansada e subo para o nosso quarto. Reparou que o deixei sozinho com ela? Pois é, tomara que ele fale do bebê por horas, como está fazendo desde que saímos da clínica, e que ela entenda de um vez por todas que perdeu. Ainda bem que o tal desfile está chegando, não aguento mais essa mulherzinha em casa.


 

Ele ainda está falando do bebê quando vamos nos deitar. Fico olhando para ele e rindo como uma boba, é notável sua felicidade. Eu o vi ligar para o Alfonso pelo menos três vezes para falar do filho. Decidi que se for uma menina terá o nome da mãe dele. E se for um menino, ele escolhe o nome, desde que não venha com essa de Ryan Júnior, isso nunca!


 

Ele para de falar de repente e noto que está olhando meu decote. Mexo-me, como que espreguiçando para mostrar mais dos seios e o vejo engolir em seco. Vou ser sincera, esse negócio de regra número um está acabando comigo. Acho que estou sendo mais afetada do que ele. Estou subindo pelas paredes, ficando desesperada e muitas vezes quase o agarro enquanto ele dorme.


 

Eu o amo muito, mas é tão difícil essa coisa de relacionamentos, de confiar em uma pessoa mesmo depois que ela te machuca! Porque todo mundo que você ama vai te machucar em algum momento, e você precisa ser a pessoa que vai saber amar apesar disso, ou então será a pessoa que irá perder um amor por não saber superar. Eu não sei superar. Todo mundo me traiu em algum momento.


 

Quero conseguir isso com ele, porque o amo, porque vamos ter um filho. Apesar de tudo, ele é a melhor coisa que aconteceu na minha vida: me entende como ninguém, e me aceita como sou. Ele não tem medo da minha forma de encarar a dor, não tem medo das minhas crises, nem dos meus piores dias. Por isso sei que estará sempre aqui, já o assustei demais e mesmo assim ele não desistiu.


 

Não era assim com o Edmundo, eu não podia ser quem sou com ele. Sempre aceitava tudo calada e acho que acumulei por tanto tempo as pequenas mágoas, que chegou o momento em que não o suportei mais. Não quero isso com o Ryan; prefiro explodir, gritar, atirar coisas e esquecer isso no dia seguinte.


 

Estou perdida em pensamentos quando ele me toca, passa levemente o dedo pelo meu braço, e segura minha mão. Meu corpo todo acorda com o seu toque, mas não sei se é o momento de acabar com a regra. Ele ainda não tirou a Verme da casa, ele é quem tem que fazer isso. Ou eu a faço sair por vontade própria. Resolvo ser forte e afasto a mão. Mas ele toca meu cabelo.


 

-Ryan, não me toque.


 

-É só o seu cabelo. -ele diz com aquela voz rouca e tenho que me controlar para a minha voz sair normal.


 

-O cabelo faz parte do meu corpo. Não toque em nada que é meu.


 

Ele bufa e afasta a mão. Fecho os olhos e peço forças, mas estou quase pulando em cima dele. É aí que ouço um barulho, abro bem os olhos e ele está acariciando o p/au. Pisco os olhos para ter certeza que não é uma alucinação, mas não é. Ele está deitado ao meu lado na cama, acariciado o p/au duro. Me/rda!


 

-RYAN! -grito.


 

-O que foi? Não estou tocando em nada seu.


 

-É claro que está! Meu menino! Minha propriedade! Tire logo suas mãos daí! -ele me olha surpreso e logo um sorriso malicioso surge em seu rosto.


 

-Isso é seu?


 

-Você sabe que sim.


 

-Bem, se isso é seu, algo aí é meu.


 

Quero sorrir, mas não posso. Preciso ser mais forte, preciso ser mais forte...


 

-Eu sei. Mas isso que está na sua mão agora é meu menino, não quero que fique acariciando ele assim.


 

-Sem problemas, amor. Eu prefiro mil vezes acariciar o que é meu.


 

Ele vem pra cima de mim e eu desvio por pouco, me levantando. Mas vejo pelo seu olhar que não dá para fugir: dessa vez ele está no limite. Hora de acabar com essa regra; ele já foi punido, eu fui punida, nossos meninos foram punidos, é hora de matar a saudade.


 

-Vem aqui Debora. -ele diz com a voz carregada.


 

Não é necessário que ele repita a ordem, pulo na cama e mal me equilibro, já estou em seus braços. Ele me vira de costas na cama e sua boca toma a minha. Ele me beija com tanta força, que sei que meus lábios ficarão inchados, mas não me importo.


 

-Eu te amo, sua peste! -ele sussurra. -Sinto sua falta. A vida não é vida se eu não tiver você em meus braços.


 

-Estou aqui agora.


 

-E não vai se afastar nunca. Debora eu sei que sou um idiota, mas sou um idiota totalmente apaixonado por você. Por favor, não me castigue assim de novo. Prefiro que quebre meus ossos a ser privado de entrar em você. Você é meu lar. -ele sussurra antes de tomar minha boca de novo.


 

Ah como eu o amo!


 

É aí que acontece, alguém bate na porta. Nós ignoramos no começo, e continuamos nos beijando, mas aquele clima de fogo já não existe mais. A voz esganiçada da Verme fere nossos ouvidos.


 

-Ryan! Preciso de ajuda!


 

É sério, não é por ela ser ex do Ryan, mas essa voz deveria ser proibida!


 

-Pelo amor de Deus, Ryan. Vá ver o que ela quer antes que meus tímpanos estourem. -ele sai resmungando e vou imediatamente atrás.


 

-O que foi? -diz irritado.


 

Noto que ela repara a ereção dele, repara muito, aliás. Estou quase enfiando os dedos nos olhos dela, quando ela diz:


 

-Tem uma barata no meu quarto.


 

Posso enfiar os dedos nos olhos dela agora?


 

-Não acredito! -reclamo. -Você acabou com nosso sexo por causa de uma barata?


 

Ela faz uma careta e abre a boca, mas antes de ouvir sua voz esganiçada, já vou falando para Ryan.


 

-Ryan, vá tirar a mer/da da barata do quarto dela logo porque temos que continuar.


 

Ele sorri e vai ao quarto, ela vai atrás e eu também. Os dois sozinhos no quarto dela? Nem pensar!


 

A barata está ali, miudinha e quieta no tapete, e não sei por que essa lambisgoia está dando esse ataque. É aí que Ryan se aproxima para matá-la e a bicha voa. Verme dá um grito e se esconde atrás de mim e até Ryan dá um pulo para trás. Quero rir. Lembro de minha mãe dizendo que a masculinidade morre quando a barata voa. Ryan fica desconcertado procurando por ela, e as unhas afiadas da Verme estão quase perfurando meus braços. Decido acabar logo com isso. Pego uma folha em cima da penteadeira e a coloco próximo a barata, que anda até ela.


 

-Meu contrato! Ryan, ela sujou meu contrato! -reclama Verme. Perco a paciência, vou com o papel na direção dela, que começa a gritar e pular feito uma louca.


 

-E depois a louca sou eu.


 

Ryan me olha segurando um sorriso e saio do quarto com a bichinha, que apelido de Vernee e abro a janela para soltá-la.


 

-Vá Vernee, você não é bem vinda nessa casa. Adeus. -digo bem alto para que a Verme escute e ouço a crise que ela dá com Ryan.


 

Mas logo Ryan está fechando a porta e vem na minha direção. Só que eu não estou mais no clima. Claro que a lambisgoia fez isso só para nos atrapalhar, e isso não vai ficar assim. O primeiro a pagar será Ryan, por não expulsar essa mulher de casa. Entro no quarto e me jogo na cama, me cubro e apago a luz.


 

-Mas o que...


 

-Quero dormir. -corto o que quer que ele ia dizer. -ele anda a passos largos e acende a luz.


 

-Não vai dormir não! Você vai tirar a camisola e vai fazer amor comigo. -sento-me na cama assustada. Ele está aos berros.


 

-Não vou! Não quero mais. Temos uma regra...


 

-Dane-se esse negócio de regras. Vê isso aqui? -ele diz apontando para o p/au acordado. -Você diz que é seu mas não cuida direito.


 

-Ryan...


 

-Ryan nada! Não quero saber o que fiz, onde errei nem da sua alma vingativa! Não quero ouvir a palavra regra nessa casa nunca mais. Tira a camisola agora ou eu vou rasgá-la! -ele está possesso, e acho que nunca esteve tão sexy.


 

-Não acredito que gritou comigo. -digo.


 

-Ah sim, eu gritei. E vou agarrá-la e lhe dar uma surra se não estiver nua em um minuto.


 

Eu não disse que ele estava no limite? Conheço meu homem. Ele começa a contar e rapidamente me levanto e tiro a camisola, toda desajeitada pela cabeça. Mal termino de tirá-la ele já está nu em cima de mim. Prende-me na cama com os braços acima da minha cabeça e me olha.


 

-Onde estávamos? Ah sim, diz que me ama.


 

-Mas que mer/da é essa?


 

-Diga, Debora! Não teste mais minha paciência. Se eu tiver que arrancar isso da sua boca vou fazê-la repetir a noite inteira.


 

Não sei o que é melhor, dizer que o amo agora e acabar com a aflição dele, ou deixar que ele me convença a falar isso a noite toda. Antes de tomar uma decisão ele chupa meu seio com força e morde. Sei que vai ficar uma marca, mas é tão gostoso que me contorço toda embaixo dele.


 

-Você vai dizer ou eu vou ter que marcar cada pedaço do seu corpo?


 

-Ah, essa é uma oferta tentadora. -ele sorri e segura minha cabeça.


 

-Diga! -ordena.


 

-Não sou o tipo de mulher que recebe ordens. Não vá achando que pode agir como se eu fosse sua empregada. -ele fecha os olhos e se prepara para mais uma bronca, quando digo. -Eu te amo. -ele arregala os olhos e abre um sorriso enorme.


 

-Achei que você nunca mais fosse dizer isso, nua embaixo de mim.


 

-Eu também.


 

Então ele me beija. Devora meus lábios, passeia as mãos pelas minhas pernas e as crava abaixo da minha bun/da. Passo as pernas por sua cintura e ele se ergue, me levando em seu colo. Não tira a boca da minha. Nem mesmo quando me penetra lentamente. Quase go/zo só por senti-lo, fazia tanto tempo!


 

-A próxima vez que você fizer greve de sexo eu juro que a amarro em uma cama e a deixo louca, Debora.


 

-Nunca mais vou fazer greve de sexo. Eu sofri mais do que você.


 

-Não sofreu não. Não sofreu mesmo. -ele diz e volta a me beijar e quando se movimenta dentro de mim de novo eu go/zo. Ele ri e volta a me penetrar, com mais força me levantando e abaixando com pressa. Estou gritando feito louca, faz muito tempo, tempo demais, preciso tê-lo cada vez mais. Agarro seus cabelos e mordo seu pescoço quando o segundo orgasmo me atinge. E continuamos assim a noite toda.


 

Quando acordo ele está no banho e estou faminta. Sei que fizemos muito barulho ontem à noite, por isso, quando avisto a Verme na bancada da cozinha, começo a andar com as pernas abertas e as mãos nas costas, gemendo.


 

-Ai, o Ryan não pegou leve. -vejo que ela arregala os olhos e me seguro para não rir. -Bom dia, Verme.


 

Ela bufa e não me corrige, já desistiu. Pego um copo de suco, uma fatia de queijo, alguns pães, geleia de amora, um croissant, e a faca. Sento com aquilo, abro os pães e misturo o queijo, a geleia e os pedaços do croissant. Fecho o pão contente e mordo. Verme quase engasga e Lia, a cozinheira elogia meu apetite. Essas comidas esquisitas ainda vão me enlouquecer. Como no mais absoluto silêncio, já que minha boca está lotada. Mas a Verme, é claro, quebra minha paz com aquela voz esganiçada dela.


 

Já falei que a odeio? Não? Que isso fique bem claro então. Eu queria que um raio caísse na cadeira em que ela está sentada e a partisse em duas. Uma parte de Verme tostada para cada lado. Começo a rir, quando ela fecha a cara e presto atenção ao que está falando.


 

-O Ryan disse que eu estava linda hoje de manhã.


 

-É, ele tem esse hábito de mentir pela manhã. -ela faz uma careta e continua.


 

-Quando estávamos juntos, ele era insaciável, transávamos a cada hora. -ela fala isso tão alto, que até a cozinheira faz uma careta.


 

-Hum, e ele amordaçava sua boca, eu imagino. Porque p/au nenhum sobrevive com essa voz.


 

Ela fica vermelha como um tomate e me dou conta que ele realmente a amordaçou. Pervertido! Não vale nada mesmo!


 

-Eu o convidei para ir a Paris comigo.


 

-É mesmo? Que bom! Sabe que com esse negócio de gravidez, meus hormônios estão tão alterados, que ando com vontade de ver sangue. E acredita que uma mulherzinha qualquer convidando meu noivo para viajar me fez querer mais ainda ver sangue?


 

Pego a faca de pão e a mocreia sai correndo. Então Lia e eu temos uma crise de riso. Pouco depois Ryan aparece e vem direto até mim, me puxa da cadeira em seus braços e me beija.


 

-Bom dia meu amor, você está linda! Eu te amo. -e me beija de novo.


 

Nossa, será que se não existisse a Verme e não tivéssemos brigado, seria assim nossa convivência todos os dias? Uma garota pode se acostumar com isso, com um "deus" desses a beijando, elogiando e dizendo que a ama. Sorrio como uma boba, me penduro nele e avisto a Verme nos olhando do canto da porta. Preciso tirá-la urgentemente dessa casa. Mal me sento à minha mesa, Chris aparece.


 

-Bom dia Debora.


 

-Bom dia. -respondo.


 

-Posso falar com você um minuto?


 

Lá vem problemas.


 

-O que foi?


 

-Sei que não tenho nada a ver com seu relacionamento e que o Ryan é um idiota que faz muitas me/rdas, mas pelo amor de Deus, faça as pazes com o homem. Não estou criticando sua greve, não é isso, você sabe melhor do que ninguém como domá-lo, mas quem aguenta as consequências, minha querida Debora, somos nós. Alfonso e eu. Ele anda insuportável. Chato mesmo! Pior do que sempre foi.


 

Começo a rir enquanto ele reclama de Ryan.


 

-Não entendo o que você tem que o fez se apaixonar desse jeito, mas Debora, amor é uma coisa perigosa. Credo! O Ryan virou outro. É seu capacho!


 

-Ei, não fale assim! Ele me dá muito trabalho e é muito bem recompensado por tudo que faz por mim. -ele faz uma careta.


 

-Não tem sexo no mundo que me faça mudar assim por causa de uma mulher.


 

-Sabe Chris, eu ainda vou rir muito da sua cara quando estiver apaixonado. Apaixonado mesmo, bem de quatro, por uma mulher. -ele bate na madeira e isola.


 

-Cruz credo! Pare de me rogar pragas. O assunto aqui é o Carter e sua chatice ambulante por falta da sua xox/ota mágica.


 

Antes que eu possa perguntar o que ele quer dizer, Ryan aparece sorridente, dá um abraço em Chris, me beija, diz que me ama e estende para Chris a ultrassom que eu fiz.


 

-Está vendo esse ponto pequenino aqui? É meu filho. -Chris pega a ultrassom, a analisa e abre um sorriso.


 

-Cara! Só não vou dizer que está muito gay fazendo isso, porque realmente é bonitinho. Como pode ser tão pequeno?


 

-É pequeno, mas já dá para ver o p/au.


 

-Você não quer uma menina?


 

-Sim, estou falando no caso de ser um menino...


 

Os dois saem da minha sala e acho que nunca me senti tão feliz na vida.

 

CONTINUA...


Notas Finais


Espero que não tenha ficado cansativo... quero avisar que a fic já está chegando ao fim, e logo vocês saberão o desfecho dessa história.
Bjs e até o próximo!!


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