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História Is It Love? Ryan Carter: Casamento arranjado - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Nunca subestime uma mulher


Fanfic / Fanfiction Is It Love? Ryan Carter: Casamento arranjado - Capítulo 5 - Nunca subestime uma mulher

P.O.V. Natalie Blake

Já eram dez da noite quando cheguei em casa depois de ter ido visitar meus pais, escutei Ryan gritar então por ser muito curiosa fui até a porta do escritório e comecei a ouvir a conversa, ou pelo menos tentar.

De repente a porta foi aberta e eu caí aos pés de Ryan, ele por sua vez me olhou furioso e começou a me puxar pelo braço.

— Me solta Ryan! Você não pode fazer o que quiser comigo como se eu fosse sua bonequinha de pano.

— Só estou tentando te proteger, quanto menos você souber melhor. Além do mais tenho uma surpresa pra você.

— Não quero nenhum presente Ryan.

— Não é um presente, eu acho que você vai gostar.

— Eu não quero nada que venha de você.

As mãos de Ryan envolveram minha cintura com possessividade, tentei me soltar mas não obtive sucesso só consegui faze-lo me apertar mais.

— O que diabos você pensa que está fazen-

Ele me cala com um beijo ardente, tentei impedi-lo antes que a situação saísse de meu controle se é que ele esteve nas minhas mãos alguma vez.

Ainda beijando-me ele fez com que enrolasse as pernas em sua cintura e subiu as escadas rapidamente, meteu o pé na porta me escancarando, fechou-a e soltou-me.

Ao olhar em volta percebi que tudo estava decorado. As luzes das velas iluminavam a suíte e um caminho de pétalas de rosa levava até a cama.

— Ryan...

— Me dê uma noite, eu vou te provar que posso ser diferente.

Ele esperou impaciente por uma resposta minha mas não falei nada.

— Não acho que isso seja uma boa ideia, eu... Nós...

— Eu já entendi que você não me quer Blake! Vou pro meu quarto.

Ele sai rapidamente sem me dar tempo para terminar de falar.

Me deitei na cama macia e tentei dormir, pra minha infelicidade, não consegui. Minha consciência estava pesando.

Levantei e comecei a andar devagar até o quarto do Ryan. Abri a porta e entrei a procura dele. Tudo que escutei foi meu nome sendo dito diversas vezes. Segui até o banheiro e vi Ryan no chuveiro se masturbando, meu nome saindo arrastado dos lábios sedutoramente pecaminosos do loiro. Continuei a observá-lo até derrubar a porcaria do vidro de shampoo e ele se virar imediatamente.

— Merda! – Sussurrei para mim mesma.

Ele saiu do box e começou a andar até mim, não conseguia parar de olhá-lo, todos aqueles músculos e... Mordi o lábio para reprimir qualquer pensamento indecente que passasse por minha mente o que eu acho difícil considerando a situação.

— O que veio fazer aqui Natalie?

— Eu… Eu vim pedir desculpas.

— Porque ficou me olhando?

— Eu acabei de entrar.

— Não minta pra mim, odeio quando o faz.

Se aproximou perigosamente e tocou o meu braço.

— Eu vou embora agora.

— Não vai não. Você me viu no banho e eu quero o mesmo.

— Não.

— Sim meu bem, quero te ver.

— Nem pense.

— Nada mais justo pequena. Você me viu me masturbando por você, quero te ver ao menos tomando banho. – Minhas bochechas estavam mais vermelhas do que um pimentão nessa hora.

— De banheira. E você vai ficar longe de mim.

— Claro.

Ryan enrolou uma toalha na cintura e voltamos para meu quarto, eu ia na frente. Abri a porta e fui direto para o banheiro, coloquei a banheira pra encher. Assim que encheu tirei minha roupa rapidamente, escutei ele suspirar e entrei na banheira.

Estava difícil relaxar sabendo que ele estava atrás de mim mas como dizem a vida é cheia de tentativas.

Me assustei quando Ryan beijou meu pescoço, me afastei nas ele me puxou de volta. Senti minha pele se arrepiar quando suas mãos tocaram meus ombros e desceram para meus seios os massageando. Não pude conter um gemido baixo, beijou meu pescoço enquanto uma de suas mãos percorria o caminho até minha intimidade.

 O prazer começa a dominar meu corpo e ele pede por mais.

— Por que você resiste tanto mio amore? Posso te fazer gritar de prazer se você quiser, te levar a loucura, te fazer minha até que esteja mole em meus braços. Só preciso que diga uma pequena frase. Diga meu amor. – Diz com uma voz rouca e baixa.

— Eu quero.

— O que você quer?

— Você. Seu corpo.

— Você me quer agora? — Pergunta e aumenta a pressão de seus dedos.

— Quero.

— E o que exatamente você quer que eu faça linda?

— Faça o que quiser inferno. Só não pare.

Puxou minha cabeça um pouco para o lado e me beijou de forma intensa.

Suas mãos apertaram minha bunda. Pegou-me nos braços e levou-me para a cama. Fiquei deitada enquanto tirava ele toalha. Segurou minhas pernas e me puxou para a beirada da cama, com sua boca começou a me dar prazer de uma forma até agora desconhecida por mim.

— Olhe pra mim bebê, quero ver seus olhos quando você gozar na minha boca.

A língua quente de Ryan deslizou sobre minha intimidade, meu coração batia descompassado no peito. Tentei fechar as pernas mas Ryan as segurou se deliciando comigo. Meus sentimentos estavam confusos, gostava e não gostava ao mesmo tempo.

Gemi quando ele esfregou meu clitóris com o polegar. Estava desconfortável com o olhar dele no meu rosto. Parou de me tocar e se levantou, o olhei sem entender.

— Esperei muito pra te ter por completo meu anjo, não vou esperar mais nenhum segundo... Eu quero você e quero agora.

Abriu minhas pernas novamente, sua ereção estava exposta e fazia pressão em minha intimidade me deixando ainda mais molhada.

Tentei empurrá-lo, não surtiu efeito então o empurrei novamente. Ele parou imediatamente e voltou a me encarar.

— O que foi bebê?

— Estou com medo. – Respondi com vergonha de olhá-lo nos olhos.

— De mim?

Balancei a cabeça positivamente.

— Eu serei gentil, mas se quiser eu posso ir embora.

— Não quero que vá, eu só não quero sentir dor.

— Então vai ter que continuar virgem meu anjo. Me escute, não sei o que te contaram mas não precisa sentir medo e ficar agoniada. Isso só piora a sua situação, deve tentar ao máximo relaxar e ficar calma. Não posso dizer que não vai doer porque seria mentira, mas te prometo que farei o possível pra te deixar confortável.

— Ok.

Se posicionou na minha entrada e aos poucos me invadiu. Sua mão segurou a minha ao lado de nossos corpos.

— Fica calma, mio amore eu não quero te machucar, eu sei que vai doer mas se você não ficar calma a dor será pior piccolo.

Não consegui me acalmar até que ele me beijasse, me fez esquecer toda e qualquer insegurança e medo que me assolavam, apoderou-se do meu corpo através dele.

Voltou a enfiar as pernas entre as minhas, seu pênis pressionava minhas coxas. Beijou meus seios me deixando inerte no desejo.

 Com a mão livre segurou meus quadris de forma possessiva, apertando minha bunda em seguida. Ele me levantou devagar e se posicionou em minha entrada, dei um grito no momento em que ele me penetrou mas logo sua boca me calou com um beijo quente. As lágrimas encheram meus olhos, desciam por minha bochecha molhando minha face.

Quando já estava todo dentro de mim esperou eu me acostumar com seu tamanho. Começou a se mover lentamente depois de algum tempo. Aumentava gradativamente a força e a velocidade das estocadas. Sentia dor e ardência enquanto ele me tomava para si, mas o controle dele sobre o próprio corpo logo foi revogado.

— Mia moglie. ( Italiano para: minha esposa.)

Suas estocadas se tornaram violentas e ainda mais rápidas.

— Ryan! – Gemo alto o seu nome.

— Il tuo corpo è mio. ( Italiano para: Seu corpo é meu.)

Começou a falar várias coisas em italiano, eu quase não entendi e me amaldiçoei por não ter estudado italiano como meu pai queria. Só sei o básico.

Mas tinha algo em especial que ele sempre repetia, “você é minha” e cada vez que repetia passava as mãos ou a boca pelo meu corpo como um lembrete.

Senti meu interior se contrair, gritei o nome de meu marido enquanto era tomada pelo prazer, nunca tinha tido um orgasmo tão intenso até a dor se foi totalmente. Não demorou muito para que ele atingisse o clímax e se derramasse em mim. Ouvir meu nome sendo pronunciado com aquela voz rouca em meu ouvido... Eu não estava preparada pra sensação.

Ele me abraçou colando ainda mais nossos corpos, nossos corações acelerados e as respirações ofegantes.

Meus olhos estavam fechados e eu não queria abri-los, estragaria o momento.

Ele rolou pro lado saindo de cima de mim. Me encolhi no meu lado da cama e logo os braços fortes dele me envolveram e me puxaram para si. Enterrou o rosto nos meus cabelos sentindo o cheiro deles e beijou meu pescoço em seguida.

— Você está bem docinho?

Por algum motivo eu comecei a chorar. Droga! Quem chora depois do sexo?

— Eu te machuquei? – Disse com uma preocupação genuína na voz.

— Não! Eu só...

— Natalie se você estiver se sentindo mal pode me falar.

— Não é isso. Eu me sinto bem, esse é o problema. Eu não deveria gostar de você, não deveria gostar de estar na cama com você.

— Bem direta docinho, mas você não pode se sentir mal por isso es minha esposa baby. Não tem nada de errado no que estamos fazendo.

— É contra os meus princípios.

Ergue uma sobrancelha sem entender.

— Dormir com um cara que me fez mal.

— Você só esteve comigo então seus princípios não são válidos docinho.

— São sim, e eu não deveria ter feito isso. Você e eu... É errado. Algo que nunca deveria ter acontecido.

— Baby, baby, nós somos casados. O errado seria não termos algo.

— Você dormiu com outras mulheres depois do nosso casamento!

— Isso não é algo agradável pra se discutir depois de uma foda baby.

Me levantei rapidamente da cama me enrolando no lençol.

— O que foi?

— Nada Ryan. Cai fora daqui!

— Nem a pau só saio daqui quando você me explicar porque ficou assim do nada.

— Me lembrei do porque eu não tinha transado com você ainda, e também que isso não vai acontecer novamente.

— O que diabos eu te fiz mulher?

— Só saia daqui!

Se aproximou e arrancou o lençol do meu corpo, me agarrou pela cintura puxando-me contra ele.

— Me solta!

Beijou meu pescoço e depois minha boca, resultado, acabamos na cama novamente.

Me levou ao banheiro e me deixou sozinha enquanto ele trocava os lençóis.

Quando ele voltou literalmente me deu um banho. Fomos dormir por volta das 2h da manhã.

Acordei e procurei por ele na cama, já tinha saído. Vesti uma camisola de seda azul, penteei meus cabelos e desci pra tomar café.

Escutei risadas vindas da cozinha, uma era de Matteo a outra de Ryan.

No momento em que me viu Ryan fechou a cara. Me lembrei do que estava vestindo e sorri.

— Bom dia Matt. – Disse quando dei um beijo na bochecha do meu cunhado.

— Bom dia cunhadinha.

Ryan ficou me olhando esperando que eu falasse com ele.

— Bom dia pra você. – Falei pra provocá-lo, sabia que ficaria com ciúmes de Matteo.

Ele revirou os olhos de raiva e não respondeu nada.

— Matt eu quero dar uma volta pela cidade hoje. Você pode me levar?

— Não ele não pode, Matteo vai resolver uns assuntos pra mim em Miami, aliás acho que já está na hora de você ir.

— Ok, tentem não se matar até eu voltar. Tchau cunhadinha.

Saiu da cozinha me deixando sozinha com o maluco.

— Por que saiu do quarto vestida assim?

— Por que o corpo é meu, querido marido.

— Natalie!

— Não começa Ryan, não tô afim de brigar.

— Não deveria ter vestido essa merda então.

— Não fique nervoso, faz mal pro coração.

— Eu deveria ter me casado com uma planta, daria menos trabalho.

— E eu deveria ter me casado com algum burro, eles são mais inteligentes que você.

— Não me provoque.

— Você ladra mais não morde.

— Quer saber se eu mordo?

Começou a se aproximar perigosamente de mim. Colou minhas costas no balcão me deixando presa entre ele e a superfície dura. Mordeu meu ombro, dei um gritinho e por instinto acertei suas partes “sensíveis” com o joelho.

— Pode esquecer a porra do passeio ouviu caralho?

Sai de lá o deixando com sua dor.

[Uma semana depois]

Me vesti com a primeira roupa que encontrei no closet, fiz um coque no cabelo e peguei uma bolsa com dinheiro.

Ouvi o Ryan conversando com o chefe de segurança que hora os guardas deviam trocar de turno. Esperei a hora certa e desci para o primeiro andar do triplex. Graças ao meu bom Deus consegui dublar a segurança e sair do prédio sem ser vista.

Não conhecia nada naquela cidade fabulosa então parecia uma criança descobrindo o mundo quando comecei a passear. Primeiro de tudo, parei em uma cafeteria para fazer a primeira refeição do dia. Andei por diversas lojas e pontos turísticos me senti viva, quando voltei para casa era por volta das oito da noite. Abri a porta do apartamento só pra ver Ryan surtando com todos e tenho que dizer, valeu a pena.

— INFERNO! ELA SAIU DA PORRA DO PRÉDIO E NENHUM DE VOCÊS PERCEBEU! SE ALGO ACONTECER COM A NATALIE MATO VOCÊS UM POR UM! E VOCÊ MATTEO, SERÁ O PRIMEIRO.

— Estou aqui Ryan. – Falei baixo, o loiro se virou no mesmo instante me encarando furioso.

— Onde você estava?

— Dando um passeio pela cidade, você não quis me levar então fui sozinha.

— Eu vou te matar Blake.

 Segurou minha mão com força e começou a me puxar escada acima. Abriu a porta do quarto dele e entrou me jogando em sua cama.

— Tem noção do quanto eu fiquei preocupado? Pensei que tivesse acontecido alguma coisa com você.

— Eu não sou pau mandado Ryan. Saio a hora, quando e com quem eu quiser.

— Isso é pra sua proteção Natalie. Não pode sair sozinha que nem uma barata tonta por aí.

— Proteção é uma coisa, cárcere privado é outra.

— Eu te prendi aqui porque me deixou nervoso.

— Não pode me trancar só porque somos marido e mulher e muito menos por ter dormido comigo ou ter ficado bravinho, você não manda em mim. Se quiser mandar em alguém faça isso com seus soldados ou com as suas putas.

— Que putas? Há única puta que eu tenho é você. – Meu sangue ferveu quando escutei ele falar daquela forma. Olhei pra mesa de cabeceira que estava próxima de mim, tinha uma faca então a peguei.

— Solta essa faca.

— Não.

— Eu não vou avisar de novo.

Veio pra cima de mim com a pistola na mão tentando tomar a faca, não pensei duas vezes antes de fazer um corte em seu braço.

Ele prendeu um grito de dor na garganta e atirou no vaso pra me assustar. Surtiu efeito mas ele não precisa saber.

Matteo entrou com três homens no quarto, de certo pensaram que Ryan atirou em mim.

— Saiam todos caralho!

— O que diabos aconteceu aqui?

— Minha linda e querida esposa me cortou com uma faca de caça.

— Eu te disse para não brincar comigo, afinal eu sou esposa de um mafioso.

— Porque fez isso com o meu irmão? – Matteo perguntou sério com raiva na voz.

— Ele me chamou de puta, nada mais justo. E da próxima vez vai ser um tiro.

— Maldita seja Natalie. – Ryan disse entre dentes.

— Beijos de luz meu querido marido, e não volte a apontar uma arma pra mim não deixarei apenas uma cicatriz da próxima vez.



Notas Finais


Book trailer de Meu CEO incrível:
https://youtu.be/Gfv9hGs53EY

Book trailer de Casamento Arranjado (Próxima história):
https://youtu.be/-RTDafZw1V4


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