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História Is It Love? Ryan Carter (Segunda Temporada). - Capítulo 15


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Notas do Autor


Boa leitura ❤️

Capítulo 15 - Difícil de suportar.


Fanfic / Fanfiction Is It Love? Ryan Carter (Segunda Temporada). - Capítulo 15 - Difícil de suportar.

Manhã seguinte.

Pensei muito em como falar com a Lauren sobre o avô, é difícil pensar em algo pra amenizar a ausência dele e em como explicar isso para uma criança.

Não tem como adiar mais esse assunto, me comprometi de levar ela hoje lá no hospital, então preciso falar com ela agora, enquanto estamos tomando café.

Jillian - Filha, eu tenho uma coisa muito importante pra falar com você.

Lauren - O que?

Eu respiro fundo.

Jillian - Tem uma pessoa que quer muito te conhecer, e eu quero levar você até essa pessoa.

Ela fica sem entender.

Lauren - Quem?

Jillian - Seu avô.

Lauren - Avô?! Mas o vovô não morreu?

Jillian - Meu pai sim. Não é esse avô. É o pai do seu pai.

Lauren - Mas ele também está morto. Foi o que o pai disse, que ele perdeu os pais dele quando pequeno.

Oh, ela pensa que eu estou falando do pai do Ryan.

Jillian - Filha, eu sei que você ama o Ryan como um pai, e ele também te ama muito, ele é seu pai. Mas....... você sabe que existe um outro pai, não sabe?

Ela fica cabisbaixa e balança a cabeça afirmando.

Lauren - O homem do parque, que veio atrás da gente? O que queria me tirar de você?

Não é fácil escutar ela dizer isso, saber que ela lembra disso.

Jillian - Sim. Ele mesmo. Mas ele foi embora, você não tem que se preocupar, nem ter medo dele.

Lauren - Mas esse vô, vai querer me tirar de você?

Eu seguro suas mãos.

Jillian - Isso não, isso nunca. Ninguém vai tirar você de mim.

Eu suspiro.

Jillian - Seu vô está muito triste de não ter te conhecido, e ele pediu pra te ver.

Lauren - Mas por que ele não quis me conhecer antes....e o pai?

Eu desvio o olhar, sem saber o que dizer.

Jillian - Eu e seu pai éramos muito jovens, imaturos. Eu não tenho uma justificativa pra isso. Também não quero mentir pra você sobre isso. O que importa agora, é que seu vô está muito arrependido e quer te conhecer, ele está muito triste de ter ficado todo esse tempo longe de você. Tudo bem pra você eu te levar pra conhecer ele?

Ela parece pensar um pouco.

Lauren - Tá bom, eu vou.

Eu sorrio e acaricio seu rosto.

...........

Saio do trabalho e vou direto pra casa, a Stacy já deixou a Lauren arrumada pra sair, eu me troco e saio com ela pra encontrar o Paul no café, deixando a Stacy com o Timothy.

Dessa vez não precisamos esperar, o Paul já está em uma das mesas. Ele se levanta pra nos cumprimentar.

Paul - Então, essa é a Lauren?

Jillian - Sim.

Ela levanta a cabeça pra me olhar.

Lauren - Esse que é o vovô?

O Paul ri.

Jillian - Não, meu amor. Ele é sobrinho do seu vô.

Paul - Oi Lauren, eu sou o Paul. Eu tava pensando em pegar um pedaço de bolo antes de irmos, você quer um pedaço?

Ela sorri, isso ajudou a quebrar o gelo.

Nos sentamos e comemos nosso bolo, o Paul é bom com crianças, a Lauren já está mais a vontade.

Paul - Sua filha é linda.

Eu sorrio.

Jillian - Obrigada. Você tem filhos?

Ele sorri.

Paul - Não. Talvez um dia.....quem sabe. Primeiro preciso encontrar a mulher que será a mãe deles.

Jillian - Entendo.

Terminamos o bolo e seguimos até o hospital.

O Paul entra no quarto primeiro pra ver como o Carl está e então faz sinal pra nós entrarmos.

Jillian - Está pronta?

Ela olha pra mim e acena com a cabeça que sim. Entramos no quarto.

Paul - Tio, essa é a Lauren, sua neta.

Ele diz com um sorriso em seu rosto. Me aproximo com a Lauren, posso ver que o Carl está com os olhos marejados.

Carl - Como você é linda. Eu estava tão ansioso em te conhecer. Posso te dar um abraço?

Ela olha pra mim, como se esperando meu consentimento e eu aceno com a cabeça que ela pode ir. Ela anda em direção a cama, o Paul coloca a escadinha pra ela poder ficar na altura. Ela sobe e o abraça. Ela então pega no bolso da sua jardineira um pedaço de papel dobrado e abre.

Lauren - Eu fiz um desenho pra você.

Ela entrega pra ele, que abre um sorriso.

Carl - É lindo, obrigado. Vou deixar ele aqui do lado pra eu ver sempre.

Ela sorri satisfeita.

Eu tiro da minha bolsa, um pequeno álbum que fiz com fotos da Lauren, com todas as idades e entrego pra ele.

Jillian - Bem, eu trouxe umas fotos dela pra você.

Ele pega e olha uma a uma com os olhos cheios de lágrimas.

Carl - Obrigado.

Não ficamos muito tempo mais, ele precisa descansar, o médico não permite que as visitas sejam prolongadas. Nos despedimos e o Paul nos leva de volta para o café.

Paul - Obrigado por você ter aceitado fazer isso. Eu espero poder contar com a visita de vocês outras vezes.

Jillian - Sim, nós vamos visitar mais vezes.

Ele sorri.

Nos despedimos e voltamos pro apartamento. Libero a Stacy e cuido das crianças.

Jillian - Então, o que achou de conhecer seu vô?

Ela dá de ombros.

Lauren - Ele é legal. O que ele tem? Por que está no hospital?

Jillian - Ele está doente, então precisa ficar lá, para os médicos cuidarem dele.

Não posso falar que ele está morrendo. Vai que ele melhora, sei lá, tudo é possível.

Lauren - Ok, assim que ele melhorar, a gente pode passear no parque.

Não consigo falar nada, só acenar com a cabeça. 

..........

Coloco as crianças na cama e enquanto me preparo pra dormir, o Ryan chega. 

Ryan - Que bom que te peguei acordada, meu amor.

Ele me beija.

Ryan - Sei que prometi chegar mais cedo em casa, mas tive uns problemas pra resolver.

Jillian - Tudo bem, pelo menos consegui te ver antes de dormir.

Ele tira a roupa pra entrar no banho.

Ryan - Amanhã eu vou precisar viajar pra Toronto logo pela manhã, tenho uma reunião com possíveis investidores.

Jillian - Ok, sei que você vai arrasar com esses investidores.

Ele sorri, me beija e então entra pro banho.

Penduro o paletó e ajeito suas roupas antes de me deitar. Logo em seguida ele sai do banho vestindo uma calça de moletom.

Nos deitamos pra dormir. Nós ainda precisamos pegar um dia que ele esteja livre pra conversar seriamente, não quero que ele pense que eu esqueci tudo que aconteceu, sei que posso ter passado a impressão errada já que fomos pra cama ontem, mas poxa, já fazia muito tempo que a gente não transava, não tive forças pra recusar, como eu recusaria sendo que meu corpo implora pelo toque dele?

Mas de uma forma é até melhor, a poeira baixou, poderemos conversar mais tranquilamente.

Dia seguinte.

Não vi ele partir pela manhã. Tenho me saído cada vez melhor no trabalho, tive sorte com meus colegas, não é a mesma coisa de quando eu trabalhava com o Matt e a Lisa, mas eles são legais.

Chego no apartamento, dispenso a Stacy e cuido dos meus afazeres. Assim que paro pra descansar, mexo no meu celular pra ver as notícias.

Uma em particular me chama atenção, uma foto do Ryan em um restaurante em Toronto com aquela mulher, Liz, em um clima intimista. A notícia fala sobre "clima romântico", "jantar a dois", "velhos hábitos", "romance no ar". Cada palavra que leio, aumenta minha raiva. 

Jillian - Então era essa a "reunião importante com investidores"? Não tô acreditando que ele fez isso comigo. Ele achou que eu não descobriria?

Meus olhos enchem de lágrimas. Não vou mais aturar isso, eu não mereço isso.

Pego meu celular e ligo pra ele. 

Ryan - Oi meu amor!

Essa falsidade dele me enoja.

Jillian - E a reunião, como foi?

Quero ver se ele vai ter coragem de mentir pra mim.

Ryan - Foi ótimo, consegui convencê-los.

Não acredito, ele vai insistir nisso.

Jillian - É mesmo? Não tem mais nada pra me falar?

Ryan - Ahn.....nada importante......quer dizer, o tempo está horrível por aqui, eu vou voltar amanhã de manhã.

Jillian - Nada importante?! Estranho. Como foi seu jantar com a Liz? Espero que tenha usado camisinha.

Escuto ele respirar fundo do outro lado da linha.

Ryan - Jillian, por favor. Não é o que você está pensando, ela estava na cidade, nos encontramos por acaso e....

Jillian - CHEGA.....chega.... já estou cansada das suas mentiras. Você não tem vergonha na cara? Como pôde fazer isso comigo? Achei que me amava. Nós temos uma família e você jogou tudo fora por causa de uma vagabunda.

Ryan - Jill, me escuta. Eu não te trai, ela é só uma amiga....

Jillian - Não, você vai me escutar. Você tem duas opções. Pegar suas coisas e sair dessa casa ou eu saio daqui com as crianças. Porque eu não vou mais ficar embaixo do mesmo teto que você. Tá me ouvindo?

Ryan - Jill, por favor. Você precisa acreditar em mim. Eu não tenho nada com ela, nem com ninguém. É você que eu amo.

Jillian - Eu já te dei suas opções. Escolha logo pra eu saber se eu faço minhas malas ou não.

Ryan - Jill, eu...

Jillian - Ok, vou fazer minhas malas.

Ryan - NÃO, tá bom.....eu vou embora. Mas eu vou provar pra você que não existe NADA entre eu e ela. É você que eu amo.

Jillian - Guarde suas mentiras pra ela.

Encerro a ligação antes que ele diga mais alguma coisa. Começo a chorar descontroladamente.

Não consigo acreditar como ele foi capaz de fazer isso comigo, ainda mente pra mim, nem se deu ao trabalho de esconder suas safadezas dos paparazzis.

Ando até a cozinha preciso me acalmar. Abro a geladeira, mas fecho logo em seguida quando vejo uma das garrafas de whisky do Ryan. Ando até ela e a seguro em minhas mãos. Já faz anos que abri mão da bebida, nunca mais coloquei uma gota sequer de álcool em minha boca, mas agora, essa garrafa parece tão convidativa, eu me lembro da sensação relaxante que a bebida me dava, eu preciso disso mais que tudo nesse instante. Só quero apagar a esse momento, só quero que a dor passe, só quero dormir.

Coloco uma dose em um copo e viro de uma vez. A falta de costume me faz torcer a cara, mesmo assim, me sirvo de outra dose.

Só paro quando a garrafa fica vazia. Me sinto tonta, minha visão está um pouco embaralhada. Ando até meu quarto me segurando pelas paredes, uma ânsia de vômito me atinge de repente, corro pro banheiro e coloco tudo pra fora. 

Fico ali um instante, me recuperando. Então me levanto, passo uma água no rosto e na boca e vou até a cama me arrastando e caio deitada me sentindo sonolenta. Então tudo de apaga.




Notas Finais


Até mais ❤️


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