História Is She Gay? - Capítulo 1


Escrita por: e stxrprincess

Postado
Categorias Black Pink
Personagens Jennie, Jisoo
Tags Blackpink, Blink Project, Jennie, Jensoo, Jensoo!casadas, Jisoo, Lisa, Rose, Stxrfire
Visualizações 247
Palavras 2.493
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Ficção, Shoujo-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


Jennie abria seus olhos com dificuldade ao sentir alguma coisa puxar seu lençol branco.

Sua maior vontade era se virar e voltar a dormir, mas sabia que não podia se dar ao luxo de fazer isso. Apenas abriu seus olhos lentamente, dando um grande bocejo enquanto a visão do quarto substitui a tão calma visão dos seus sonhos. Olhou para o lado, percebendo que estava sozinha na grande cama de casal. Mesmo ainda sonolenta, conseguiu raciocinar sobre a visão. Franziu o cenho confusa. O que estava acontecendo?

— Omma — murmurou uma voz infantil, desta vez puxando todo o lençol do corpo de Jennie. A mulher suspirou.

O menino subiu na cama com dificuldade, e logo depois ficou deitado em cima da mãe, com os olhinhos bem atentos a ela.

— Tô com fome — ele murmurou.

Jennie sorriu, sentindo todo o mau humor matutino indo embora do seu corpo. Deu um beijo na testa do menino.

— Não precisei te acordar hoje, Yejun.

O menino sorriu largo.

— Eu tô crescido, tá vendo? Já acordo cedo — afirmou orgulhoso.

— Eu tô vendo — riu.

Jennie tirou Yejun da cama e se levantou logo após, preparando para um longo dia. Enumerou as coisas que tinha que fazer: se arrumar para o trabalho, arrumar Yejun para a escola e fazer o café da manhã. Era cansativo só de pensar, normalmente ela não fazia essas coisas. Costumava a dividir as coisas com Jisoo. Sua esposa cuidava de Yejun e ela cozinhava, cada uma cuidava do que fazia melhor.

Acontece que nos últimos dias, Jisoo mal vem parando em casa. Dizia que fazia horas extras, que precisava fazer happy hour com o chefe e os colegas de trabalho e bebia até mais da meia-noite... Era insuportável. As duas só se viam antes de dormir, quando trocavam um “boa noite” e se viraram uma para um lado da cama, caindo num sono pesado. Tudo aquilo estava gerando mil paranoias na mente de Jennie, ela não conseguia parar de pensar sobre.

— Omma Jen — Yejun chamava a atenção da mãe, muito ocupada cortando algumas fatias de melancia. — Cadê a Omma Jisoo?

Jennie parou de cortar a fruta, dando atenção ao menino de cinco anos.

— A Omma Jisoo tá trabalhando, Yejun — respondeu calmamente, como fazia todos os dias.

— Você trabalha e não é tanto como ela — ele fez bico, cruzando os braços.

Jennie se abaixou, ficando de joelhos, na altura de Yejun. Era um menino baixinho para a sua idade, os traços delicados demais chegavam a preocupar Jennie, ele poderia ser um fácil alvo de bullying. Jisoo costumava a dizer que iria acabar com qualquer pessoa que fosse mexer com o filho dela, sempre num tom de humor. Mas já fazia semanas que Jennie não ouvia a esposa falar isso.

— Yejun, nós temos trabalhos diferentes — tentou explicar calmamente. — A Omma Jisoo precisa se dedicar mais para que a gente possa comprar os seus brinquedos.

— Naquela vez que a gente tava no mercado vocês duas falaram que iam comprar aquele carrinho depois — ele dizia emburrado, podia ser uma criança bastante rancorosa. — Até agora não compraram!

— Por isso que a Omma Jisoo tá trabalhando mais — inventou a desculpa. — Pra gente comprar seu carrinho algum dia.

Os olhos de Yejun brilharam.

— Posso ter a pista especial do carrinho também?

— Vamos pensar — Jennie respondeu, piscando o olho.

O menino pulou contente pela cozinha, Jennie apenas riu o observando e torcendo para que ele não batesse em alguma coisa.

Se lembrou que aquele era o seu aniversário, e nem uma mensagem de Jisoo havia recebido.

...

— TRAIÇÃO? — Lalisa quase gritou ao ouvir a amiga falar. — Você tá maluca? Ela jamais faria isso.

As duas amigas estavam almoçando num fast food qualquer, não era um dia que estavam afim de uma refeição saudável. O dia no trabalho foi estressante, trabalhar numa empresa de moda era estressante. Jennie teve que conduzir três photoshoots de três modelos estrangeiras diferentes que nem inglês falavam, além de ouvir os gritos constantes do seu chefe. Era um grande amor pela moda que possuía, porque se não amasse, já teria largado aquele emprego há anos.

E era justamente essa linha de pensamento que usava com Jisoo.

— Eu não acho que ela tá me traindo! — Jennie negou. — Eu só tô dizendo que... — suspirou. — Eu acho que... Acho que ela não me ama.

Lisa revirou os olhos.

— Jisoo é doida por você, entenda — disse. — Jennie unnie, pare de paranoias.

— Não são paranoias, eu não a vejo direito faz semanas — dizia num tom baixinho. — Você sabe, eu tenho te falado isso. Hoje é o meu aniversário, e até você lembrou, enquanto Jisoo não fez nem questão de se lembrar.

— Que consideração comigo — murmurou a tailandesa. — Só porque eu sou um pouco esquecida.

— Sabe aquelas pessoas que se descobrem gays depois dos trinta? Quando estão com a família formada, daí tem que se separar para ser quem eles são de verdade? — Jennie começou a contar sua teoria.

— Lá vai — murmurou Lisa.

— Então, antes de Jisoo e eu ficarmos juntas, você sabe que ela sempre ficou com homens. Ela sempre gostou de homens, só deles — continuava. — Quando começamos a namorar, ela deixou claro que eu fui a primeira menina que ela gostou, primeira e única. Talvez ela tenha confundido os sentimentos de amizade e achou que me amava durante esses anos, e bem, tenha percebido recentemente que não gosta de mim. Ou de mulheres no geral. Nosso relacionamento caiu na rotina e isso a fez ver a realidade.

— Você tá dizendo que ela é hétero?

— Acho que sim — Jennie coçou a nuca.

— Depois eu que sou a louca — Lisa bebeu um gole do seu refrigerante. — Jennie unnie, ela foi contra a própria família pra ficar com você. Vocês duas tiveram muito trabalho só para ter o Yejun, não faz o mínimo sentido ela ser hétero esse tempo todo e ter “confundido” os sentimentos. Sinceramente, você precisa trabalhar menos e dormir mais. Tá prejudicando seriamente o seu cérebro.

Jennie bufou. Era claro que Lisa jamais entenderia, ela fazia de tudo para provar que Jisoo e Jennie eram o casal perfeito, que nada no mundo iria abalá-las.

— Eu sinto isso, Lisa. Você não entende.

— Eu entendo que você tá com a sanidade já afetada, isso sim — terminou o refrigerante. — Tenta se lembrar melhor de quando começaram a namorar, talvez isso refresque a sua memória e te faça entender que a Jisoo te ama. Bem, ainda te ama.

Ainda, aquela palavra martelava na mente de Jennie. A mulher já não tinha certeza se a esposa ainda a amava, e já estava começando a achar que talvez Jisoo nunca a amou.

E se Jisoo fosse hétero mesmo?

Como se uma lâmpada acendesse na sua cabeça, Jennie abriu um sorriso largo.

— Eu preciso ir — se levantou da mesa, pegando sua bolsa e vestindo o blazer. — Me cobre no trabalho?

— O que? — Lisa perguntou confusa. — O que você vai fazer?

— Uma coisa que o meu chefe vai odiar — respondeu dando de ombros.

Saiu andando por Seul, pegou um metrô lotado e em questão de uma hora estava na frente do apartamento de Park Chaeyoung.

Assim como Lisa, Chaeyoung era amiga sua desde a adolescência. Seu traço mais marcante nessa fase era o de gravar cada momento marcante, seja editando uma filmagem, desenhando ou pela música. Era obcecada por todo o tipo de arte, mas no final das contas, escolheu a música. Enquanto Lisa e Jennie terminaram trabalhando numa cansativa empresa de moda, Chaeyoung teve a chance de um em um milhão de se tornar uma estrela da música.

E Jennie não podia estar mais orgulhosa da amiga.

— Unnie! — Chaeyoung sorriu largo e abraçou a amiga. — Faz um tempo que a gente não se vê.

Jennie sorriu de volta, a rotina de Chaeyoung tornava quase impossível de vê-la durante grande parte do ano.

— Por isso eu vim aqui te ver — disse. — Bem, tem outro motivo também.

— O que aconteceu? — perguntou confusa.

Jennie negou todas as comidas que Chaeyoung ofereceu, sentiu que já havia comido demais no almoço. A mais nova comia enquanto ouvia tudo o que Jennie tinha a falar atentamente, diferente de Lisa e sua mania de dizer que Jennie e Jisoo eram suas mães, um casal perfeito. No entanto, o julgamento da superestrela da música não foi diferente do da tailandesa: Chaeyoung ainda achava Jennie paranoica.

— Isso é loucura, a Jisoo te ama de verdade — disse antes de dar uma garfada no lamen, ficando com as bochechas infladas de comida.

— Eu sabia que você ia falar isso — admitiu. — Mas eu queria perguntar se ainda tem as fitas do pedido de namoro?

— Ainda se lembra disso?

Jennie assentiu.

— Foi um dos melhores dias. E engraçados também, o Taehyung escorregou no chão da pizzaria.

Chaeyoung riu.

— Vou procurar — levantou-se da mesa. — Acho que ainda devo ter.

Por sorte ou destino, a mais nova conseguiu achar a tal fita do pedido de namoro, de mais de dez anos atrás. Jennie se sentiu uma idosa ao ver a coisa toda empoeirada, ainda mais quando lembrou que usavam fitas na sua época. Não eram CDs, eram fitas. Céus, ela queria voltar a ser adolescente. Não tinha que aturar um chefe insuportável, entrar em crises de relacionamento e muito menos se sentir velha.

— Como você ainda tem um videocassete? — olhou incrédula para Chaeyoung, colocando a fita no videocassete antigo, escondido na estante da sala.

— Acho que sou meio acumuladora — deu de ombros. — Gosto de coisas antigas.

Jennie sorriu feliz, as coisas pareciam estarem dando certo demais.

— Tira o dedo da frente, idiota — ouviu uma voz familiar vinda da tela, era definitivamente Taehyung.

— Então você filma — retrucou a outra, o coração de Jennie acelerou. Era Jisoo. — Idiota.

Jisoo preencheu a tela, indicando que Taehyung tomou o controle da câmera. Jennie quase parou ao ver a versão adolescente de Jisoo, chegava a ser inacreditável o quão pouco sua esposa havia mudado durante tantos anos. As roupas largas que usava na adolescência do final dos anos 90 foram trocadas pelas mais justas dos dias atuais. Definitivamente foi incrível acompanhar Jisoo criando mais confiança ao longo dos anos, na verdade, Jennie achava incrível acompanhar Jisoo durante todos aqueles anos.

E se dependesse dela, iria acompanhar a mais velha por mais tempo ainda.

— Então, eu vou pedir a Jennie em namoro — Jisoo começava a falar na frente da câmera. — Porque se depender dela, a gente vai morrer ficando.

Dava pra ouvir a risada de Taehyung.

— Ela acha que você é hétero — ele soltou.

Jisoo riu.

— Eu gosto dela, é isso que importa — admitiu. — Ela é a primeira e última menina pra mim, fim da história. É a minha exceção.

— A gente precisa mostrar isso pra Jennie depois e esfregar na cara dela — Taehyung dizia rindo. — Ela é tão insegura que chega a ser paranoica.

Jennie pegou o controle do videocassete e pausou a fita. Sentiu como se o passado estivesse dando um tapa bem na sua bochecha.

...

— Então eu dei um soco bem na fuça dele! — Yejun terminou de contar o seu dia na escola para Jennie, bem na frente da porta do apartamento em que moravam.

Ela arregalou os olhos para o filho.

— Você deu um soco num menino?

— Não, não — ele balançou a cabeça negativamente, assustado com a pergunta. — O Super Yejun deu um soco no Sr. Maligno.

Jennie franziu o cenho, mas resolveu não perguntar mais sobre isso... Ao menos naquele momento. Já era tarde e depois de um dia tão cansativo ela só queria dormir. Mas prometeu a si mesma que iria conversar com o pequeno Yejun sobre suas aventuras de super-herói — como acreditava que uma boa mãe deveria fazer.

Depois de sair da casa de Chaeyoung, Jennie voltou ao trabalho no escritório de moda, ouvindo mil gritos do seu chefe demoníaco. O homem quase a demitiu, mas acabou passando um trabalho cansativo de organizar os catálogos do mês na revista da empresa. Por um milagre, terminou cedo o suficiente para buscar Yejun na escola, levá-lo para comer fora. Fazia algumas semanas que não jantava fora com o filho, sempre esperava por Jisoo ter um tempo livre, mas isso não iria acontecer tão cedo.

— SURPRESA!

Todas as luzes ficaram acesas, Jennie se deu com balões colados na parede do apartamento, luzes de pisca-pisca, um grande bolo na mesa e um “FELIZ ANIVERSÁRIO, JENNIE” escrito na parede em inglês e um grupo de amigos próximos seus. A maior surpresa foi ver justamente a pessoa causadora do seu dia de tantas dúvidas no meio do grupo de pessoas gritando, Jennie imediatamente soltou sua bolsa do trabalho no chão, somado o seu queixo caído.

— Omma! — Yejun correu em direção de Jisoo, que o segurou antes de abraçá-lo.

Jennie ainda continuava sem reação. Olhou para Lisa no fundo, massacrando a mais nova com o olhar, então significava que ela sabia dessa festa surpresa o tempo todo?

— Então... Vo-Você se lembrou? — disse baixinho para Jisoo, assim que ela soltou Yejun no chão e deixou o filho correr para Lisa e seus outros tios.

Jisoo abriu o seu típico sorriso que fazia Jennie esquecer de todos os problemas, enquanto se aproximava da esposa. Assentiu em resposta à pergunta que recebera.

— Eu passei essas semanas planejando a sua festa surpresa, desculpa por não avisar — riu, beijando a testa de Jennie.

— Lisa não te falou nada, né?

Jisoo a olhou confusa.

— O que a Lisa ia falar?

— Eu meio que achei que você não gostava mais de mim — riu sem graça, pensando que horas atrás considerava isso como uma verdade absoluta. — Estava considerando você ser hétero e-

A risada de Jisoo a interrompeu.

— Bem que Lisa tentou me falar isso, disse que você estava paranoica demais — sua expressão se tornou séria. — Mas eu não acredito que você chegou ao ponto de pensar que eu não te amo. E o pior, que eu sou hétero!

— Me perdoa? — Jennie fez bico.

— Vou pensar. — Jisoo piscou o olho.

Jennie tentou puxar a mais velha para um beijo, mas Jisoo colocou o dedo indicador na frente de seus lábios, impedindo.

— Nem pense — sussurrou provocativa. — Não depois das coisas horríveis que você pensou de mim. Logo eu que te amo tanto, Jennie.

— É o meu aniversário. — Jennie afirmou, não era um pedido.

Fechou seus olhos e puxou o rosto de Jisoo contra o seu, sentindo o sabor doce dos lábios da esposa. Fazia algum tempo que não a beijava assim, deixando seu corpo todo em euforia, remetendo as sensações da adolescência. Era como se estivesse fazendo tudo de novo pela primeira vez, e não havia nada melhor do que isso.

— Feliz aniversário. — Jisoo murmurou ao terminar o beijo.

Jennie gostava de estar certa, mas esta vez era uma exceção. Ela nunca se sentiu melhor por estar errada sobre algo. No final de tudo, soube que Kim Jisoo era a sua exceção.


Notas Finais


espero que tenham gostado aaa primeira fic em que eu escrevo numa fase da vida em que os personagens não estão na escola ou faculdade (sério).

Capa por: @Madrox
Betagem por: @Baek_Bacon


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