História Is That My Baby? - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Baby, Bangtan, Bangtan Boys, Bts, Dayanedutra, Family, Jungkook, Love, Min Yoongi, Suga, Yoongi
Visualizações 761
Palavras 2.341
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie pessoas lindas. Voltei.

Aaaaaaaa vcs estão gostando da interação Yoongi/HyeRin né?? Eu to achando realmente interessante e desafiador desenvolver essa fic, pq não temos apenas uma relação aqui para desenvolver né? Então... 🙊

Não posso deixar de agradecer pelos 476 favs. Muito obrigada mesmo pelo carinho! Vcs são incríveis 💜💜💜💜💜

Sem mais delongas vamos ao cap né? Pq tenho a impressão de que vcs vão gostar bastante. Boa leitura!

Capítulo 10 - Cha AeRa esquecia que amar dói.


Fanfic / Fanfiction Is That My Baby? - Capítulo 10 - Cha AeRa esquecia que amar dói.


Eu tinha uma lista enorme de coisas para seguir.

Eram tantas informações sobre como cuidar da menina que, sinceramente, soava impossível em determinados momentos, pelo menos para um leigo em tal assunto, como eu.

Não que eu não fosse capaz, muito pelo contrário, Min Yoongi era capaz de tudo se realmente quisesse, mas, por uma questão simples de eu não querer, eu me tornava incapaz. Era muita responsabilidade. Eu só não estava conseguindo evitá-la.

A Cha AeRa gastou a manhã inteira dedicando-se a me mostrar como fazia o leite dela, como preparava o banho, como trocava as fraldas, como colocava para dormir. E eu, simplesmente, não conseguia assimilar tudo, me dava sono e cansaço só de ver como era difícil cuidar de uma criança.

Depois das três da tarde, eu saí de dentro de casa para deixar a Cha AeRa à vontade para trocar de roupa, era uma casa muito pequena, e eu mesmo sabia como era ruim se arrumar dentro de um banheiro pequeno e sem privacidade nenhuma, então, dei-lhe algum espaço para tal ato.

Fiquei encarando a bela vista de Seoul, o sol ainda brilhava forte, mas abriguei-me na sombra que a própria casa fazia, a brisa não passava de um leve sopro que assanhava os meus cabelos, agora, negros.

Suspirei.

Na verdade, toda essa melancolia — que não me largava — poderia virar uma bela música. Se, ao menos, eu tivesse meu piano aqui, para tocar algumas notas, talvez eu transformasse o choque em música e, depois, em superação. Eu estava sentindo falta de absolutamente tudo, mas, principalmente, de escrever e produzir minhas músicas.

A música me movia, era como minha gasolina, graças a ela, eu tinha tudo o que tinha hoje em dia, e estar afastado da coisa que eu mais amava fazer no mundo todo estava sendo um pouco difícil, fora todo o resto, isso estava sendo particularmente mais difícil de encarar.

— Estou pronta. — A voz da Cha AeRa, vinda detrás de mim, chamou minha atenção. Virei-me para encará-la, que usava uma camisa branca social e uma calça jeans, seu cabelo estava amarrado em um rabo de cavalo e até mesmo maquiada ela estava. Pelo visto, queria mesmo impressionar.

Ela segurava a menina no braço. Estava tão íntima da criança, quase como se... Quase como se fosse a verdadeira mãe dela. Eu me perguntava se isso era algum tipo de extinto materno estranho ou se era algum tipo de hormônio que agia em seu corpo, perguntava-me também qual seria a reação dela quando finalmente essa criança voltasse para os verdadeiros pais, visto que mais cedo, ou mais tarde, isso iria acabar acontecendo.

— Você entendeu? — ela perguntou.

— Que? — indaguei. Eu estava perdido em pensamentos e, por isso mesmo, não tinha a ouvido. Ela rolou os olhos, entregando a menina para que eu pegasse, e eu o fiz.

— Qualquer problema, não hesite em chamar a minha tia, entendeu? — Seu tom autoritário me fez rolar os olhos. Francamente, ela achava que eu era quem? Tudo bem que eu mesmo duvidava da minha capacidade de cuidar da menina, mas também não era para tanto.

— Apenas vá — falei, sendo mais rude do que eu mesmo gostaria.

— Eu só vou chegar depois das 22 horas, ok? — perguntou-me. Ajeitei a menina, que era bem pesadinha, em meu braço. Eu não tinha jeito nenhum com criança e até mesmo segurá-la era estranho. — Então...

— Eu já sei, fazer o jantar dela. — Antecipei-me, a interrompendo.

— Tudo o que você tem que fazer é...

— Esquentar a sopa — completei por ela, de uma forma preguiçosa e mórbida, suspirando na sequência. — Eu acho que você já me disse isso umas cinco vezes só hoje.

—Eu já tenho que ir — disse, suspirando, tive a impressão de que isso estava parecendo ser difícil para ela. O quê? Estava sendo difícil para ela se afastar da criança? Quão profundamente ela estava envolvida com a bebê?

Ela segurou na pequena mão alva da criança e acariciou ali. Quanto drama!

— Vai logo — falei. Ela me encarou por um momento, e eu precisava confessar: A forma como ela estava vestida lembrava-me muito de nossa época de escola. Ela não tinha mudado nada e era quase como voltar dez anos no tempo.

Assisti a ela passar a bolsa por cima do ombro, tirando uma lufada grande de ar e nos dando as costas. Segui-a até a escada, onde ela deu uma olhada rápida para trás.

— Não fique no sol com ela — acrescentou. Tentei lhe dar o meu melhor olhar, "sai logo daqui, porque tudo vai ficar bem", e ela pareceu entender, porque, na sequência, a mesma desceu as escadas.

De onde nós morávamos, dava para ver a escadaria da vila quase que por completo, daqui dava para ver a pessoas que transitavam por lá e até mesmo na rua, tanto na debaixo, como na de cima. Da rua de cima, também dava para nos ver e, assim que ela chegou na esquina, ela olhou mais uma vez.

Eu fiquei ali, porque eu sabia que ela iria olhar. Logo depois, ela virou a esquina e sumiu do nosso campo de visão, então, eu caminhei para dentro de casa com a menina em meu braço.

Coloquei ela sentada no chão e sentei de frente para a mesma. Fiquei encarando enquanto ela brincava com um ursinho que a tia da Cha AeRa tinha a dado. Em que problema eu tinha me metido! Ela era apenas uma criança inocente, não sabia — nem entendia — o momento turbulento pelo qual estávamos passando, ela apenas brincava com seu ursinho como se isso fosse a melhor coisa do mundo.

O sol já se punha quando a pequena menina de olhos negros começou a chorar, o desespero foi meu primeiro companheiro, claro, uma vez que não era uma simulação, e eu estava sozinho. Então, a única pessoa que seria capaz de fazer ela parar de chorar teria que ser eu mesmo.

Tentei lembrar das coisas que a tia da Cha AeRa tinha me falado no dia anterior, porque as dicas dela, a meu ver, soavam mais experientes e mais simples.

Tendo em vista que ela estava deitada, eu a segurei em meu colo. Eu sempre tentava me lembrar de que eu não era bom nisso, não era bom em cuidar de criança e não tinha jeito, nem experiência, para tal, porém, essa era a única missão que tinha sido incumbida a mim, de forma que tentei agir com o maior cuidado possível. Min Yoongi tinha que ser capaz de cuidar de uma criança sozinho.

Segurei ela próxima a mim e fui inundado pela fragrância de bebê que ela tinha. Confesso, era agradável e, se não fosse por toda a situação em que eu estava e, claro, o fato de que estavam dizendo que ela era minha filha, muito provavelmente eu curtiria cuidar dela.

Eu não era má pessoa, nem costumava ser egoísta, tão pouco era arrogante, mas tinha certeza de que ela não era a minha filha, então, eu não podia me apegar a ela, porque, se eu me apegasse, e depois tivesse que ser afastado dela, seria ruim demais. Eu me conhecia. Eu evitava me envolver afetivamente com as pessoas, porque, no fim, eu era o único que saia machucado. Eu já lamentava previamente pela Cha AeRa, que bem diferente de mim, não estava prevendo a possibilidade de que, quando essa onda de azar passasse, nunca mais veria essa criança.

Se eu pensava que me apegar traria dor, ela esquecia. A Cha AeRa esquecia que amar dói. Independente de ser um adulto ou uma inocente criança, amar sempre trazia dor.

Tentei aninhá-la em meu colo, porém, ela não parou de chorar.

— Colabora... Me conta qual o seu problema — falei para ela, sacudindo-a, tentando imitar os movimentos que eu via a Cha AeRa fazendo quando tentava acalentar a menina. — Não chora — pedi, afastando ela de mim e a olhando, entretanto, essas específicas palavras pareceram ofender a pequena garota e, logo, ela estava chorando mais alto e de uma forma mais desesperada.

Ótimo.

Acalentá-la não funcionou, então, busquei em minha mente o passo 2: Checar a fralda.

Afastei a ponta da fralda e o cheiro que subiu explicava o desespero dela. Eu também estaria desesperado se meu cocô fedesse tanto! Poxa vida, como fedia! O odor era tão forte que ardeu em minhas narinas. Eu me lembro que tinha ouvido a Cha AeRa falar algo sobre ela estar mudando a alimentação e, por isso, seu estômago estar tendo reações nada amigáveis.

Deitei ela na manta em que dormíamos, em cima de uma fralda de pano, e puxei os adesivos da fralda descartável.

Não pude evitar o refluxo que o odor das fezes dela me causavam, e o som da minha ânsia de vômito fez a menina rir. Eu olhei para ela, incrédulo.

— É sério mesmo que você está rindo da minha desgraça? — perguntei para a menina que tinha dois dedos enfiados na boca. Afastei a fralda dela de novo e, mais uma vez, regurgitei, fazendo um barulho que fez a menina rir de novo, dessa vez mais alto. Caramba, eu estava com muito nojo disso, e ela estava mesmo zombando do meu desespero. Que fedelha arrogante!

Vendo que eu acabaria vomitando, peguei uma das minhas camisas e amarrei no rosto, o que ajudou a aliviar o odor e, consequentemente, me permitiu tirar aquela fralda fedida demais.

— Pequena bomba de odor — falei para ela, que me olhava curiosa com seus olhos negros, pequenos e brilhantes. — Debochada!

Tirei a roupa da menor e a peguei no colo, levando até a pia o banheiro e banhando ela lá, conforme a Cha AeRa tinha me ensinado.

De banho tomado, sentei ela no chão, liguei a TV e preparei o nosso jantar.

Enquanto eu esperava meu rammyeon ficar pronto e a sopa dela esquentar, observei a menina sentada no chão, olhando para a TV, onde passavam clipes de idols coloridos e chamativos, ela era muito esperta para uma criança de sete meses, prestava atenção no que se passava na TV e, às vezes, batia as mãos e sorria.

Ela fechou os olhos como quando a gente quer espirrar e, então, veio o espirro, com a força da ação, ela tombou para trás, ficando de pernas para cima de uma forma bem engraçada. Não consegui conter o riso.

— Bobona. — Fui até ela e a ajudei a sentar de novo.

O jantar poderia ser classificado facilmente como um grande evento! De quem tinha sido a ideia de deixá-la tomar a sopa sozinha? Tinha sopa em todos os lugares, menos na boca. Ela enfiou as mãos no prato e espalhou nos cabelos, na cara, nos pés, dentro dos ouvidos.

Era desesperador! E eu tinha acabado de banhá-la.

Suspirei, pesaroso.

E a saga banhar a bebê continuava. Novamente, tirei as roupas dela e repeti todo o processo, confesso isso dava uma dor nas costas infernal, ainda mais levando em consideração que ela estava toda suja.

— Você é uma porquinha! — falei para a neném. A menina fez sons como se quisesse dizer algo, mas não conseguisse se comunicar ainda. — Por favor, não apronte mais nada —pedi, depois de banhá-la e enrolá-la em uma toalha.

Vesti o pijama dela, conforme tinha sido orientado, e isso não foi nada fácil. Nenhum pouco fácil, na verdade. Por que crianças precisavam se mover tanto na hora de vesti-las? Peguei a mamadeira de leite que tinha pronta, ajeitei ela na manta para dormir, seguindo as instruções que recebi, e dei a mamadeira para ela tomar. Segundo a Cha AeRa, depois disso, ela iria dormir e, na verdade, não demorou muito.

Depois que o leite acabou, ela facilmente adormeceu, já passava das 21 horas quando, enfim, eu suspirei aliviado. Ninguém tinha avisado que era tão difícil cuidar de crianças.

Estiquei as costas, ouvindo alguns estalos que indicavam o quanto eu tinha forçado a minha coluna, a falta de costume com isso estava me pegando. Sentei na mesa do lado de fora, no lajeado, aproveitando a brisa da noite enquanto bebia um copo de café instantâneo.

Esse tipo de vida não combinava comigo, café instantâneo, rammyeon, ser babá, dor nas costas... Não era o tipo de vida que Min Yoongi deveria viver e, a cada novo segundo, isso ficava mais claro para mim: Se eu não tomasse nenhuma atitude, eu mofaria aqui, fazendo isso e sendo sustentado por alguém que, na verdade, é minha funcionária. Não estava certo. Não havia honra em se esconder por debaixo de toda essa situação, não fazia parte de quem eu era.

E, convenhamos, eu não nasci para isso. Eu não era bom com isso. Nem tinha passado 24 horas sendo babá e já sentia que poderia desistir disso a qualquer momento.

A única solução para reverter toda essa situação era mesmo indo atrás de provar a minha inocência. Eu precisava ir à luta e, mesmo que eu não soubesse por onde começar, eu precisava começar por algum lugar.

Pensando nisso, cheguei à conclusão de que amanhã eu procuraria um advogado. Eu conhecia alguns, provavelmente, alguém me ajudaria, ao menos, a desbloquear meus bens, para que eu pudesse voltar para casa, ter minha vida de volta. Não somente porque eu merecia, tendo em vista que eu sou inocente, mas porque a Cha AeRa não merecia carregar tudo nas costas sozinha, nem essa criança merecia ser privada de viver com seus verdadeiros progenitores. Estava tudo errado e apenas eu seria capaz de consertar tais erros.

Fiquei em pé, na tentativa de esticar um pouco as minhas pernas.

— Está tudo bem? — A voz da Cha AeRa me assustou.

— Você me assustou — ditei, olhando para ela e levando minha mão ao peito.

— Você estava em pé aí, parado, fiquei me perguntando se estava tudo bem — explicou, aproximando-se. Analisei ela por um momento. Já tinha passado das 22 horas?

— Está, eu só... — Suspirei por um breve momento. — Amanhã, eu irei em Gangnam atrás de um advogado — anunciei e vi um sorriso quase que iluminado surgir no rosto dela.


Notas Finais


Boatos dizem que mesmo o Yoongi com nojinho continua sendo lindo.

Vcs gostaram??

Pelo amoooooooorrrrrrr que interação fofa foi essa meu povo? Que coisa mais linda esses dois interagindo. Eu super que imagino o YOONGI com uma bebê nos braços, aaaaaaaa to surtando horrores com o cap de hj. Eu não tenho filhos, mas consigo imaginar o quão difícil deve ser cuidar de um bebê, é tão difícil que fez logo o Yoongi pensar em levantar a bunda da cadeira e resolver sua situação.

Eu disse que tinha uma motivo para tudo não disse????

Bom para quem não viu eu postei a primeira parte de uma twoshot com o Hoseok mozão, por favor dêem amor que está incrível 💜

https://www.spiritfanfiction.com/historia/bathroom-wall-13886452

Link do grupo pra quem quiser entrar e interagir.

https://chat.whatsapp.com/GZPYZLO5gSbHa15y29YQ7g

E é isso por hoje amores... obrigada pelo carinho. Amo Vcs!! Não deixem de me seguir. @DayaneDutra e no watt @DayaneDutraL a gente se vê na quarta 💜💜💜💜


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