História Is This Love? - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Visualizações 87
Palavras 2.250
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Capítulo X


EMMA SWAN

Minha primeira experiência sexual aconteceu quando eu tinha treze anos e ainda hoje me lembro dela com clareza. Foi um evento mágico para o qual eu não estava preparada, mas acho que mesmo se eu fosse mais velha não poderia me preparar para algo de tamanha magnitude. Acho que há certas coisas na vida que nós nunca estaremos preparados. Ninguém pode nos preparar para a dor, para a morte, nem mesmo para o amor.

Não sei se era apenas por causa do monte de hormônio que habitava meu pequeno corpo, mas cada sutil toque de Regina causava-me sensações fortíssimas que me deixava extasiada. A ponta de seus dedos em minha pele, seus beijos pelo meu pescoço, tudo só fazia com que um calor gigantesco subisse dentro de mim. A cada instante eu podia sentir a ânsia aumentando, meus músculos enrijecendo, aguardando com desespero por alívio. O alívio eu já conhecia, porque me masturbava sempre que possível. Comecei a fazer isso pouco tempo depois de conhecer Regina Mills.

Estava muito empolgada, eu tinha a coragem, o ímpeto juvenil e o fogo que só quando somos adolescentes possuímos, mas ainda assim eu estava com medo. Eu estava com um medo gigantesco de me entregar a Regina e não sabia muito bem o motivo. Não era medo dos meus pais descobrirem por que isso podia acontecer a qualquer momento independente se nós transássemos ou não. Também não tinha medo de sentir dor, embora eu tivesse noção que isso pudesse acontecer. Acho que meu grande receio vinha da minha insegurança por ser apenas uma garotinha virgem enquanto Regina era uma mulher vinte e dois anos mais velha que eu. Eu não tinha a mínima noção real do que era sexo, apenas fantasias infantis de uma garotinha que às vezes assistia pornografia escondida. E eu desconfiava que a pornografia em nada tinha de parecido com a realidade.

Como se percebesse a confusão de sentimentos em mim, Regina agia devagar, com cautela. Não parecia ter pressa e nem se incomodar com minha inexperiência. Ela se pôs em cima de mim, olhou-me com um sorriso, acariciou minhas bochechas quentes, beijou meus lábios devagar e depois meu queixo, indo até minha orelha.

— Saiba que eu a amo muito, pequena — sussurrou, fazendo um reboliço em meu estômago, arrepiando-me inteiramente. — E quero que isso seja especial. Quero que você confie em mim... Você pode fazer isso, Emma?

"You're the light, you're the night
You're the color of my blood
You're the cure, you're the pain
You're the only thing I wanna touch
Never knew that it could mean so much, so much."

Encarei seus grandes olhos castanhos, eles eram tão intensos! E seus lábios grossos exibindo-me aquele lindo sorriso. Claro que eu confiava em Regina. Como poderia não o fazer depois de tudo que havíamos passado nos últimos meses? Todas as suas demonstrações de afeto, de ciúme, de cuidado. Estava mais do que claro para mim que apesar da nossa diferença de idade, Regina estava tão apaixonada por mim quanto eu estava por ela.

— Posso — sussurrei de volta. — Eu confio em você.

Seu sorriso aumentou e então nos beijamos novamente. Meus braços dando a volta em seu pescoço, envolvendo-a. Era tão bom abraçá-la daquela maneira, sentindo seu corpo pesar sobre o meu. Mesmo ainda vestidas, eu podia sentir o calor dela emanando para mim assim como seu cheiro adocicado de maçãs. Também sentia a forma de seu corpo, seus seios colados nos meus. A sensação era muito calorosa, tanto que eu já sentia que estava suando.

Devagar, ela desceu beijando meu pescoço e logo estava em meu corpo. Por cima da blusa, Regina beijou o meio dos meus seios e desceu pela minha barriga. Ao chegar no meu quadril, ergueu os olhos em minha direção e foi lentamente subindo minha blusa com ambas as mãos me tocando nas laterais enquanto fazia isso. Meu corpo todo se arrepiou e contraiu involuntariamente. Eu estava totalmente refém de Regina, faria qualquer coisa que ela quisesse.

— Vou tirar sua blusa, ok?! — avisou e eu assenti.

Me puxou levemente, me fazendo sentar por um instante para que a blusa deslizasse acima da minha cabeça, deixando-me nua da cintura para cima. Era a primeira vez que alguém que não fosse minha mãe veria meus seios. Assim que tirou minha blusa e a jogou para o lado, Regina encarou meus seios com uma expressão que até hoje me lembro claramente. Não era uma expressão que eu veria novamente no rosto de outra pessoa. O prazer explícito, quase torturante. Seus lábios entreabertos tentando puxar o ar que lhe faltava. Ela estava sem fôlego e sem palavras diante de mim. E quando voltou a encarar meus olhos, eu vi que estava sedenta.

— Você é tão linda, Emma Swan — falou com a boca cheia. — A garota mais linda. Eu tenho tanta sorte por tê-la... — sorriu toda apaixonada, segurando meu rosto perto do seu antes de me beijar forte, com uma vontade imensa, derrubando-me na cama mais uma vez.

"You're the fear, I don't care
Cause I've never been so high
Follow me to the dark
Let me take you past our satellites
You can see the world you brought to life, to life."

Regina repetiu o trajeto de antes, mas dessa vez eu estava nua, então pude sentir seus lábios quentes e macios diretamente em contato com minha pele frágil. Meus pequenos mamilos se enrijeceram no primeiro beijo que senti em meu pescoço. Eu estava inteiramente arrepiada, sentia calafrios por todos os cantos e um calor crescente que se concentrava em meu ventre além de uma sensação esquisita no meio das pernas. Só percebi que estava molhada quando Regina cobriu meu mamilo com a boca inesperadamente, chupando forte de um jeito que me obrigou a soltar um gemido.

— Oh, Regina.

Tinha vergonha do meu corpo, me achava magra demais. Também estava com vergonha de fazer muito barulho, mas não conseguia me controlar. Sua boca e sua língua faziam carícias tão perfeitas em meus mamilos que os gemidos e suspiros eram inevitáveis. Eu nunca imaginei que isso podia ser tão bom, porque na única vez que acariciei meus próprios seios não tinha sentido nada demais. Aparentemente o segredo estava em quem nos tocava...

Dos seios, onde se demorou bastante, Regina foi beijando toda minha barriga, inclusive eu a vi roçar o nariz e o rosto em minha pele enquanto sorria. Ela parecia muito excitada e alegre com toda a situação, pois quase sempre eu a via sorrir. Novamente em meu quadril, ela se ajoelhou ao meu lado para puxar meu shortinho. Eu fiquei parada, com os braços sobre meu estômago parecendo uma boba enquanto ela fazia todo o trabalho. Após tirar meu short, só restou a calcinha. Regina tocou meus tornozelos e abriu minhas pernas devagar, entrando no meio delas. Suas mãos subiram por minhas pernas e eu não conseguia não tremer, pois tinha extrema sensibilidade nas coxas e o toque dela era demasiadamente suave, o que piorava a situação.

Quando Regina pegou na barra da calcinha e começou a puxar, eu juntei e ergui as pernas para que ela tirasse a peça, mas não voltei a abri-las porque estava com muita vergonha de que ela visse minha intimidade, que já tinha pelos pubianos e estava muito molhada de excitação.

— Emma — olhou-me com um sorriso, ainda com minha calcinha estampada em mãos. — Não tenha vergonha... — se abaixou, beijando suavemente minha coxa direita, dessa vez perto da minha virilha. — Não tem do que se envergonhar, você é linda da cabeça aos pés...

Regina pegou minha calcinha, amassou-a bem e levou para seu rosto, cheirando com vontade, o que me surpreendeu e fez meu corpo se esquentar ainda mais. Na época eu não tinha noção de nada, muito menos de fetiches e coisas do gênero, mas ainda assim meu corpo reagia diante de qualquer coisa que ela fizesse. Era inevitável.
 

"So love me like you do, lo-lo-love me like you do
Love me like you do, lo-lo-love me like you do
Touch me like you do, to-to-touch me like you do
What are you waiting for?"

Deixou minha calcinha de lado e devagar foi abrindo minhas pernas, e eu obedeci mesmo que morrendo de vergonha. Quando ela me encarou o centro, meu rosto todo queimou feito brasa e eu fechei os olhos, constrangida demais para olhá-la. Então, quando dei por mim, senti sua língua tocar-me intimamente, me fazendo tremer toda com a sensação calorosa.

Conforme sua língua movia-se sobre meu clitóris, eu gemia baixinho, tentando me conter. Era tão gostoso que minhas pernas tremiam e era difícil mantê-las abertas. Parecia que havia algo beliscando o pé da minha barriga e eu me sentia queimar por dentro.

Regina levou as mãos até meus seios e apertou levemente enquanto me chupava sem parar. Ela sabia exatamente onde e como me tocar. Às vezes era mais intensa nos toques, outras mais suave. Sua língua se lambuzava em mim, passando por todos os cantos possíveis e eu me sentia cada vez mais excitada. Nunca senti tanto tesão, nem mesmo quando me masturbava.

Quando percebi que estava prestes a gozar, eu disse meio alto:

— Regina... Eu vou... Oh...

Acho que só a avisei porque pensei que talvez ela fosse recuar nesse momento, mas não o fez. Continuou me sugando com a mesma vontade enquanto minhas entranhas se contraíam e eu pensava que teria um colapso. O meu corpo inteiro tinha espasmos, especialmente o pé da minha barriga e eu não pude conter gemidos realmente altos além de ter de agarrar nos lençóis porque precisava puxar algo.

— Oh meu Deus.

Ofegante e com os lábios molhados do meu sulco, Regina se ergueu e me olhou com um sorriso pervertido enquanto eu ainda estava sobre o efeito do orgasmo. Ela pôs o indicador sobre meu clitóris e pressionou, fazendo-me vibrar. Então ela espalmou a mão no meu sexo, esfregando-a ali ao mesmo tempo que mordia seu lábio inferior e me olhava como se fosse me foder com os olhos.

— Menina, como você é gostosa. Eu não consigo acreditar no quanto você é gostosa, Emma.

Meu ego infantil foi massageado e levado as alturas com tal afirmativa. Eu queria que Regina me achasse a mais gostosa de todas. Queria que me enxergasse como uma mulher, mas acho que o segredo era esse. Ela se interessou por mim justamente por eu ser apenas uma garota.

— Tão suculenta — enfiou a boca em minha buceta e deu uma última sugada antes de vir para cima de mim, beijando-me com fúria.

Trêmula, suada e sem reação, eu a abracei e a beijei, sentindo meu próprio gosto em sua boca.

Regina usava uma camisola preta de tecido de seda. Conforme se movimentava, a camisola subia. Eu ousei tocar suas costas nuas por debaixo do tecido e percebi que esse meu toque a fez se arrepiar, ficando pela primeira vez vulnerável. Era o que eu desejava. Que Regina fosse vulnerável a mim tanto quanto eu era a ela.

— Sente-se bem? — perguntou depois, beijando-me a testa e pondo os braços ao redor do meu rosto. — Você gostou do que eu fiz?

Novamente fiquei corada de vergonha mesmo tendo acabado de transar.

— Uhum, gostei muito — falei baixinho. — Foi gostoso — admiti.

Ela sorriu, beijando a ponta do meu nariz e depois o queixo.

— Você tinha alguma noção de como era o sexo entre mulheres?

— Eu... Vi uns vídeos... — confessei ainda mais envergonhada. — Alguns eram estranhos, as mulheres tinham unhas enormes e enfiavam os dedos na... Com aquelas unhas! — falei assustada e Regina riu da minha tolice. — É sério!

— Eu sei, minha criança. Esses vídeos são feitos para os homens, por isso há tantos absurdos neles. Na vida real a coisa toda funciona de uma outra maneira, mas... Por falar em dedos... Eu não a penetrei, porque sei que você é virgem e que a penetração tem um grande peso para uma mulher. Queria que você me dissesse o que acha, se tem vontade... Veja, Emma, eu sou bem mais velha que você. Você tem uma vida inteira pela frente, conhecerá ainda muitas pessoas e... — parecia estar com dificuldade para me dizer aquilo, inclusive fugiu o olhar, mas ao mesmo tempo estava sendo sincera. Era como se mesmo depois de tudo estivesse me oferecendo a opção de desistir daquele relacionamento inadequado. Estava me dando a opção de me “preservar” para outro alguém que eu conheceria em um momento ideal, mas naquela altura já era tarde demais para isso. Eu não queria nenhuma outra pessoa.

— O que eu quero dizer é que não precisamos ir adiante. Podemos fazer só “isso” e tudo bem, você terá prazer do mesmo jeito.

— Mas e o seu prazer? — perguntei imediatamente e ela sorriu.

— Eu sinto um prazer enorme com você, menina. Só de te tocar eu já enlouqueço.

— Mesmo assim eu queria te dar prazer também. Você... Você poderia me ensinar?

— Claro que sim, Emma. Eu posso te ensinar o que quiser, meu anjo — selou meus lábios fortemente e passou a acariciar meus cabelos. — Mas pense no que eu disse. Você pode fazer essa escolha. Eu jamais te obrigaria a qualquer coisa.

— Eu sei disso, Regina. Sei que não me forçaria a nada — olhei dentro de seus olhos. — Mas eu quero ficar com você, só com você. Não quero esperar por outra pessoa porque sei que não haverá ninguém depois de você.

De certa forma, eu estava certa. Nunca haveria alguém como Regina em minha vida, mas isso não significava que ela seria a única a me tocar ou a me amar.

 

 



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