1. Spirit Fanfics >
  2. Is who i am (Twice- Satzu, Samo) >
  3. Capítulo XIV

História Is who i am (Twice- Satzu, Samo) - Capítulo 14


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 14 - Capítulo XIV


__ Você parece cansada.__ Sana diz, eu neguei com a cabeça colocando meu abraço ao redor de seus ombros.

__ Não é nada, apenas uma festa.__ Na verdade eu tinha bebido, não foi muito, mas o suficiente para me deixar com dor de cabeça.

__ Uma festa? E não me chamou por quê?__ Eu revirei os olhos.

__ Você não iria em festa nos bairros do outro lado da cidade.__ Indaguei e ela me encarou.

__ Você quer dizer, onde os.....

__ Onde os bandidos, drogados, assassinos e traficantes moram.__ Óbvio que eu fui sarcástica.

__ O que estava fazendo lá?

__ Tenho um amigo lá.

__ Aquele da moto?__ Eu concordei. Caminhávamos pelo corredor calmamente, vi as duas colegas de Sana, e estranhei quando a mesma passou reto pelas garotas, porém eu nada disse.__ Eu não sabia que você andava por aqueles lados.

__ Pois é....__ Paramos em frente ao meu armário olhei para os lados um pouco nervosa.__ Sana, eu preciso ir em um lugar.__ A garota franziu o cenho.__ Eu volto logo, Ok? Te encontro na sala tudo bem?

__ Vai aonde?__ Claro que ela iria perguntar, apertei a alça da bolsa em minha mão.

__ Não vá atrás de mim, por favor.__ Pedi.__ Eu volto logo.



Pov Momo


Eu sei, eu sempre soube. Eu falei, eu avisei, eu .... disse.

Tem alguma coisa de errado com Tzuyu, um dia eu a vi atrás da escola com um menino, ela entregou algo a ele, não pude reconhecer a princípio, mas depois que ela saiu, o menino começou a usa-ló.

Era um cigarro ou algo assim, bem, ele fumava.

E talvez isso explique essas coisas que a vi fazendo, então ela vendia esse tipo de coisa para os alunos? Isso explica o comportamento estranho.

Eu sinceramente pensava que os alunos daqui fossem melhores do que isso.

Mas isso não é problema meu, Sana parece estar feliz com ela, já que se esqueceu totalmente de nós, ela só fica com Tzuyu, no intervalo, na sala, na entrada e na saída, e não responde minhas mensagens.

Eu queria não me importar, queria conseguir seguir em frente e ignorar, mas eu não consigo, eu realmente gosto da Sana, e me importo com ela.

E foi o que eu fiz, assim que vi Tzuyu se afastar depois de deixar um selar em Sana- que a propósito, fez meu sangue ferver- caminhei apressada até ela, deixando a Dubu falando sozinha.


__ O que está havendo?__ Segurei seu braço, ela me encarou um tanto assustada.

__ Momo? O que está fazendo?__ Apertei meus dedos em seu braço, sentindo meu coração a mil.

__ Momo.__ Ouvi Dahyun se aproximar.

__ Por quê está nos ignorando Sana? Por quê simplesmente se esqueceu da gente?! O que está fazendo com ela?!

__ Momo...__ Senti Dahyun tocar meu ombro, então Sana se soltou bruscamente, ela ficou séria, começou a alisar o braço com as marcas de meus dedos.

__ Me desculpe, eu .... Vocês estão juntas agora?!

__ E o que você tem com isso?__ Falou rude.__ Qual o seu problema?!

__ Sana...__ Eu não estava a reconhecendo, ela falava rude, séria e firme.

__ É isso mesmo eu estou com Tzuyu, e você vai fazer o que?!__ Por quê ela parecia tão irritada?__ Olha Momo eu cansei, cansei disso tudo.__ Senti os olhares de algumas pessoas, e abaixei a cabeça um pouco envergonhada.__ Você não pode querer me controlar, eu posso cuidar da minha própria vida sem dar satisfação a ninguém.

__ Mas Sana, eu só...

__ Me deixe em paz.__ Eu não acreditava no que ela dizia, sentia meu peito se apertar.__ Eu faço o que eu quiser e quando quiser, e você não tem nada com isso, sua maluca.

__ Sana...__ Dahyun a chamou surpresa.



Pov Tzuyu


__ Está tudo bem.__ Abraçava a garota que estava com a cabeça em meu ombro.__ Ela te machucou?

__ Não foi nada.


Eu havia ido entregar uma encomenda especial para um dos populares do time de basquete, é uma substância nova, consegui bastante dinheiro. É estranho, eu ter boas condições, e usar dinheiro de drogas para comprar minhas coisas? Sim era.

Mas eu não gostava de pedir dinheiro ao meu pai, não gostava de receber uma 'mesada' dele ou de minha mãe, eu queria ter minhas próprias coisas. Talvez eu devesse ter feito de outro jeito, mas é o que temos para hoje.

Depois disso eu fui para sala de aula, e encontrei Sana com marcas no braço, e parecia furiosa. E agora nós estamos no chão da quadra, em absoluto silêncio, ela com a cabeça em meu ombro, e eu com o braço em volta de suas costas.

Parece que ela brigou com Momo, e eu até posso imaginar por que.

Estava meio claro que Momo não era apenas amiga de Sana, desde o primeiro dia, quando Sana iria me mostrar a escola, deu para perceber que Momo se preocupava com a japonesa.

Mas tudo bem, até então poderia ser apenas uma melhor amiga protetora, mas os olhares, os olhares não eram simples olhares de amigas, pelo menos eu nunca olhei meus amigos daquela forma.

E também a forma como Momo me olhava, eu não sou boba nem nada, posso até andar, falar a ter cara, mas eu não sou. Eu sei que Momo não vai com a minha cara, eu sei.


__ Tzuyu...__ Virou o rosto me encarando, eu fiz o mesmo.__ Sabia que eu gosto de você?__ Um pequeno sorriso surgiu em meus lábios.

__ Gosta?__ Ela concordou.__ Por quê?

__ Você é diferente.

__ E isso é bom?__ Passei a encarar seus lábios rosados.

__ Creio que sim.


Estávamos tão próximas, que foi difícil controlar a vontade de beija-lá, nenhum funcionário da escola se encontrava ali naquele momento, e sinceramente, eu não estava ligando muito.


Apenas selei nossos lábios.


Senti a mão dela subir e segurar meu pescoço, logo ela começou a profunda o beijo, me surpreendi um pouco, mas não achei ruim. Eu segurei seu rosto sentindo nossas línguas juntas, e meu estômago revirando.

Em um movimento rápido e necessitado, Sana subiu em meu colo, minhas mãos desceram involuntariamente para sua cintura, onde eu puxei e colei mais seu corpo ao meu.

Senti os dedos dela puxarem meus cabelos com certa força, me fazendo inclinar a cabeça de leve, e quando ela cessou o beijo dando uma mordida e puxando meu lábio inferior, suspirei pesado.


__ Onde está aprendendo isso?__ Sorri respirando um pouco forte por conta do fôlego tomado.

__ Por quê? Está gostando?...__ Roçou seus lábios nos meus.

__ Você está demais....__ Murmurrei acariciando sua cintura e ela deu um sorriso voltando a aproximar seus lábios dos meus.


Porém foi interrompida por um estrondo, olhamos na direção do barulho, parecia que algo havia caído. E realmente, vi um garoto estático e com os olhos arregalados, no chão a sua frente havia um caderno.


__ M-me desculpem, e-eu...__ Seu rosto estava vermelho.__ E-eu não vi n-nada.__ Se abaixou rapidamente pegando o caderno.__ E-eu não vi nada, me d-desculpem. Eu v-vou deixar vocês.


Segui o menino com o olhar até ele estar fora da quadra, que por algum milagre de algum santo, estava vazia. Voltei a encarar Sana, que fez o mesmo.

Não demorou muito e logo explodimos em gargalhadas, foi um episódio cômico.


__ Isso é culpa sua.__ A acusei.

__ Minha? Que eu saiba, não te obriguei a nada.__ Cruzou os braços arqueando a sombrancelha, eu revirei os olhos com um sorriso fraco.

__ É por isso mesmo, você me fez perder o controle logo na quadra da escola.__ Dei um fraco aperto em sua cintura.__ Tem noção disso? Poderia ser um funcionário, ou a própria diretora.


Em uma risada divertida, a japonesa saiu de meu colo se sentando ao meu lado, deitou a cabeça em meu ombro.

Foi assim o resto do intervalo, não fizemos mais nenhuma besteira, até por que alguns alunos chegaram na quadra. Apenas rimos, conversamos, falamos da vida das pessoas...


É realmente incrível estar com ela.



~~~


__ Como foi na escola hoje?__ Meu pai perguntou.

__ Normal. E no hospital?

__ Calmo, parado, tranquilo.__ Deu de ombros, eu concordei encarando meu prato, mexi na comida com o garfo.__ Você falou com sua mãe hoje?

__ Não, por quê?

__ Ela vai vir passar alguns dias aqui.__ Eu o encarei confusa.__ Ela está com saudades de você, e nós também precisamos conversar.__ Arqueiou a sombrancelha.__ Nós todos.


Senti-me nervosa, e ansiosa também, minha mãe viria nos visitar? Isso é realmente ótimo, mas.... É tudo tão estranho, tão novo e diferente.


__ E aquela mulher?__ Perguntei sem olha-ló.__ Vocês estão juntos agora?__ Senti o olhar dele sob mim, e logo suspirou.

__ Sim, nós estamos nos dando muito bem.__ Eu apenas neguei com a cabeça, diferente como pensei, aquilo não foi o fim para mim, óbvio que doeu, mas eu não posso fazer nada.

__ Que ótimo.__ Forçei um sorriso.

__ Gostaria de apresentar ela a você.__ Eu concordei ficando sem jeito.__ Ah, olha eu sei que deve ser difícil para você, mas, por que não dá uma chance? Ela é incrível, vocês poderiam se dar bem.__ Ele falou com sorriso, falou meio abobalhado, ele estava falando de alguém que gosta.


Eu entendo isso.


Depois do jantar, como sempre eu me tranquei em meu quarto, e após mexer muito no celular, eu resolvi dormir por já estar na hora.

Admito, eu ainda tinha esperanças de ver meus pais juntos outra vez, mas parece que não, tanto faz. Eu não me importo mais, eu tenho outras coisas para pensar.

Minha bolsa estava no canto do quarto, eu realmente era uma doida em deixar drogas ali, por mais não sejam das pesadas, ainda sim era muita loucura, e talvez muita burrice.

Já pensou se der a louca no meu pai, e ele sair caçando algo em meu quarto e chegar naquela bolsa? Não quero nem ver.

Isso é culpa minha, eu cheguei na Coréia toda revoltada e triste, e então conheçi Hungi em uma praçinha, que por coincidência ou não, era onde as pessoas usavam vários tipos de drogas.

No começo foi tão legal, insano. Eu me sentia bem, e esquecia dos meus pais, esquecia tudo, quando experimentei aquelas substâncias foi melhor ainda, eu era apenas uma pirralha, não me importei se era saudável ou não, legal ou ilegal.

Os efeitos foram incríveis admito, mas com o passar do tempo, vendendo e conhecendo muito viciado, eu vi que aquilo não tinha futuro, era perigoso,destruía vida e famílias, era assustador.

E então eu apenas vendia, não usava nada, eu estava e estou totalmente limpa.

No começo eu sentia muita raiva, e pensar nisso agora me assusta, como pode existir tanta raiva e decepção no coração de uma menininha?

No início eu não ligava para mais nada, mas agora, eu não sei o que fazer. Não sei se devo continuar ou parar, óbvio que parar séria o correto, mas como eu faria isso?

Não é tão simples assim, eu não posso apenas chegar em Hungi ou em seu próprio pai e dizer que não quero mais. Se eu quiser sair disso preciso ser calma e paciente.







Notas Finais


Me desculpem por ter demorado, não vou dar nenhuma desculpa nem nada, só me perdoem.

Já estão percebendo a mudança em Sana? Não? Bom, então vamos ver os próximos capítulos.

Me sigam @jeonhai


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...