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História Isekai: A Aventura de Dois Amigos - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Não sou profissional faço isso por diversão!!!

°•<《Tenha Uma Boa Leitura》>•°

Capítulo 2 - Uma Ameaça Surge Pelas Sombras


Após três longas horas de caminhada a dupla finalmente chegou ao destino de sua missão.

Os monstros haviam ocupado uma antiga fortaleza já com grande parte em ruínas. Apesar disso, parecia que eles haviam tomado medidas para restaurar aquele lugar uma vez que diversas tábuas de madeira mal cortadas e enormes quantidades de entulho misturado com barro e lama podiam ser vistas em lugares que dariam acesso à fortaleza.

"Muito bem, chegamos. Shiro você já pode descer!"

Fala Ares se agachando enquanto Shiro descia de seu ombro.

"Está com medo?"

"Claro! Já está ficando bem escuro, além disso, estamos prestes a invadir uma fortaleza!!"

"Peço desculpas. Eu deveria ter pedido uma missão mais fácil para você lidar."

"Vai me dizer que você não está com medo!?"

"Como eu disse anteriormente. Qualquer sentimento que eu tenha, o mínimo que seja, ele é rapidamente reprimido!"

"Hmm… Sortudo…"

"Não diria que seria uma sorte ter esse tipo de coisa e sim um fardo que eu gosto de carregar, mas tanto faz. Invocação da Aba Superior, Gigante Esqueleto!!"

A frente da dupla, um enorme selo mágico azul surge no chão. Uma enorme estrutura esquelética surgiu do selo, havia uma espada cravada no crânio da enorme invocação que media cerca de 18 metros de altura. Chamas de tom azul emanavam em suas órbitas vazias e no lugar onde deveria ser os pulmões. Ele tinha um cinto parecido com a cabeça de um dragão, além de algumas faixas juntamente com proteção nas pernas e braços. Sua arma era uma espécie de aríete fundido com uma espada, em resumo, a lâmina era um bloco retangular cheio de espinhos com um cabo onde ele segurava com uma das mãos.

"Gigante Esqueleto, por favor abra o portão gentilmente!"

Em resposta a ordem de Ares, o enorme esqueleto rugiu avançando e destruindo o portão usando seu corpo como arma.

"Sua vez."

"Huh? Há! Certo! Invocação da Aba Inferior, Chamas do Arcanjo!"

Ao todo, dez selos de tom dourado surgiram no céu enquanto se moviam para baixo enquanto os arcanjos apareciam. As Chamas do Arcanjo se parecem como um cavaleiro branco brilhante em uma armadura. Suas costas estão presas por asas, um halo brilhante atrás de sua cabeça e empunha uma espada de chamas.

"Arcanjos ataque os arqueiros e magos que estiverem dentro da fortaleza!!"

Espadas douradas surgiam nas mãos dos arcanjos enquanto eles se espalhavam adentrando a fortaleza.

"Ótimo, vamos entrar."

"Huh? P-pera aí! As invocações dão conta sozinhas!!"

"Eu quero upar além de fazer um lutizinho básico no lugar."

"E-espera! Não me deixe sozinha!!"

A dupla adentrou a fortaleza vendo diversos goblins atacando os arcanjos com seus pequenos arcos de madeira e corda barata.

O gigante esqueleto ataca alguns ogros. Que em sua maioria tinham uma altura de 2,5 a 3 metros. Quase se assemelha a grandes gorilas raspados com pele marrom verrucosa, mas com uma aura sinistra e uma grande quantidade de massa muscular. Eles parecem ameaçadores com mandíbulas salientes e agudamente salientes. E Troll, que sem dúvida são criaturas feias. Possuindo um nariz comprido e orelhas compridas, eles são horríveis de se olhar. Apesar das deformidades, possuem um corpo forte e têm cerca de 5 metros de altura. Sua aparência pode ser diferente devido ao ambiente em que residem.

Um goblin lançou uma flecha em direção a Shiro, mas rapidamente foi agarrada e destruída por Ares que disse:

"Não abaixe a guarda!"

Enquanto diversos goblins equipados com adagas e espadas de lâmina curta enferrujada iam em sua direção.

"Shiro esmague os goblins com sua manipulação de gelo!!"

"N-não dá!!"

"Como assim!?"

O olhar que Shiro tinha perante aquela situação era sem dúvidas desesperadora. Ela já havia ganhado uma péssima primeira impressão daquele mundo e isso a marcou, Ares a encarou em um breve momento e logo depois matou os goblins que viam em sua direção facilmente.

Ele começou a caminhar indo até o interior da fortaleza enquanto Shiro se escondia debaixo de sua capa. Ares, não, Eduardo sabia o medo que Shiro tinha sentido, contudo, ela não podia reprimi-la como ele fazia. Eduardo em seu antigo mundo sempre viu os sentimentos como uma barreira para a humanidade e não havia nada que ele pudesse fazer para se livrar dela.

Quando ele estava fazendo seu novo corpo, ele planejava ter um corpo de um humano normal, mas aquilo que ele achava ser uma fraqueza, os sentimentos, iriam prejudicá-lo assim como sempre aconteceu em sua vida anterior.

O mundo que ele e seu amigo iriam viver, não era um videogame onde poderíamos matar, destruir, fazer o caralho a4 e basta-se três cliques e tudo voltava como era antes. O jogo seria algo real e a partir de agora ele bem sabia que não seria o protagonista de tal game, portanto, medidas pela sobrevivência deveriam ser tomadas. Naquele mundo não há ninguém que ele possa confiar com sua alma e ossos além de Samuel, ele prometeu a si mesmo que iria protegê-lo em troca de sempre ter ele ao seu lado como companheiro e melhor amigo.

Enquanto adentravam ainda mais a fortaleza em ruínas, Ares invocou um exército de mortos-vivos para lutar contra os goblins que apareciam aos montes.

"Hmm…"

"O que foi, Ares?"

"Sinto que têm um sacerdote próximo."

"Será que é um goblin?"

"Não pode ser, ele está parado e parece que não está utilizando alguma magia para curar seus aliados ou derrotar meus morto-vivos."

"Será um prisioneiro?"

"Possivelmente, vamos!!"

"E-espera!!"

A dupla caminhou cautelosamente pelos corredores cheios de destroços e declínio do lugar, eles pararam em frente a um corredor que levava para uma escadaria escura sem qualquer sinal de luz.

"Eu não quero ir não!! Tá com cara de ter bixo do ruim!!"

"Ok. Fica aqui então!"

Ares desceu as escadarias enquanto Shiro olhou para trás vendo uma silhueta de um goblin e rapidamente ela desceu dando de cara nas costas de Ares.

"Shhh…!"

Expresso retirando lentamente sua espada da bainha enquanto caminhava lentamente pelos corredores com celas de prisão vazias. O cheiro de podridão e de sangue rondava aquele lugar fazendo Shiro embrulhar seu estômago.

Eles pararam no final do corredor próximo a uma cela onde a luz de uma vela podia ser vista, havia mulheres e garotinha demi-humanos e humanos sendo estrupadas por um pequeno grupo de goblins enquanto outro fazia outras mulheres dar à luz ao pequeno e grotesco goblins bebês.

Um olhar assassino surgiu em Shiro com suas mãos formando uma espécie de armadura com garras afiadas feita de gelo.

Mas antes que ela pudesse fazer algo, Ares dando passos pesados ficou de frente a todos eles enquanto uma intensa aura negra cheia de intenções de matar percorreu toda a sala e corredor.

Nenhum dos goblins ousou avançar ou tentar fugir dele, muito pelo contrário, todos eles olharam para o undead à sua frente com expressões indescritíveis de terror.

A espada de Ares caiu ao chão com o mesmo caminhando lentamente até um goblin onde ele rapidamente pisou no pé do pequeno ser esmagando completamente.

Logo após usando as garras de sua luva ele começou a perfurar lentamente a barriga do goblin que se encontrava no chão.

A pequena criatura gritou em dor enquanto Ares retirou com a outra mão seu elmo em sua forma humana revelando uma feição verdadeiramente sádica de um verdadeiro psicopata.

Os goblin que estavam ao lado dele, olharam gritando em desespero sem quaisquer força para correr, pois aquele ser que estava diante deles já havia esmagado suas pernas. 

As triplas escorreu pelo chão enquanto o goblin morria lentamente e dolorosamente, Ares levantou entortando o pescoço para o lado enquanto dizia de forma amedrontadora:

"Quem é o próximo?"

Com um pequeno goblin levantando a mão graças a uma das mulheres que tinha sido estuprada por ele.

"Entendido, como desejar goblin-sama!"

O goblin encarou Ares indo em sua direção lentamente até que enfim decidiu se arrastar na tentativa de fugir dele.

Ele bateu nas pernas de Shiro que se ajoelhou e colocou a mão na cabeça do goblin dizendo:

"Curar!!"

Fazendo a perna do goblin voltar ao normal só para voltar a ser esmagada por Ares. Eles repetiram esses dois processos em todos os goblins que estavam ali, até mesmo os pequenos bebês que se amamentavam enquanto os recém nascidos tiveram uma morte rápida e indolor.

"Perdeu o medo?"

Perguntou Ares de forma sarcástica enquanto limpava sua luva ensanguentada e guardava sua espada.

"Por algum motivo, eu não tive medo quando eles também estavam demonstrando medo. Acho que aquela aura assassina sua me ajudou de certa forma!!"

"Bem… contando que você perca o medo de lutar contra monstros por mim tudo bem, agora cure elas enquanto eu vou eliminar o restante deles e lutiar o lugar!"

"E-espera! E se vier algum deles pra cima da gente enquanto você não estiver aqui!!?"

"Aí você usa essas suas garras ou invoca algum arcanjo."

"Huh?"

Expresso olhando para suas mãos enquanto Ares desaparecia na escuridão. A noite já havia chegado e finalmente todos os goblins haviam sidos mortos das mais dolorosas formas possíveis. E isso estava claro, por causa dos diversos corpos estraçalhados que havia em todo lugar.

Shiro vinha acompanhado pelas mulheres e crianças até a saída da fortaleza onde o exército de mortos-vivos de Ares estava finalizando a construção de carroças que eles iriam usar para transportar as pessoas resgatadas.

"Vamos sair daqui agora?"

Pergunta Shiro indo até Ares com o mesmo acenando em confirmação.

"Mas está muito tarde e eu já estou com sono, não acha melhor irmos amanhã?"

Ares acenou em negação fazendo Shiro se perguntar do porque ele não está falando nada. Ela olhou para trás onde viu que todas as mulheres estão com olhares fixos em direção a ele com seus rostos corados.

"Hmm… tá com vergonha?"

"Teu rabo!!"

"Ala falou!!"

"Há! Verme maldito, sob logo na carroça e vamo embora!!"

Eles chegaram bem no meio da noite na cidade fortaleza de E-Libera e rapidamente Ares levou as mulheres e crianças até a igreja onde seriam tratadas, logo após ele levou Shiro até a taberna onde alugou um quarto e a deixou dormindo lá.

Apesar disso, a guilda de aventureiros ainda estava aberta e Ares aproveitou para cumprir pequenas e rápidas missões já que o mesmo não precisa mais dormir, beber ou comer.

No dia seguinte, beirando meio dia, Shiro levantou após uma longa e calma noite de sono e logo se deparando com o quarto completamente vazio em que estava.

O lugar era simples e com duas camas com colchões e travesseiros feitos de palha, havia uma mesa e cadeira entre as camas com uma vela apagada sobre ela.

"Huh?"

Expressou sonolenta levantando com o cabelo e cauda bagunçados. A porta então se abre e Ares aparece carregando uma bandeja que tinha um pão e um copo com café. 

"Há! Finalmente você acordou. Já está tarde, levante logo e vamos sair!!"

"E para onde vamos?"

Perguntou com Ares pondo a bandeja na mesa com ela levantando e sentando na cadeira enquanto Ares retirou de sua dimensão de bolso um pente e começou arrumar o cabelo de Shiro respondendo:

"Temos que arrumar um lugar para morar, além de que precisamos subir no rank da guilda para pegarmos missões que dêem mais dinheiro, portanto, ande logo com essa preguiça!!"

"Entendi, entendi! Por favor, seja gentil ao escovar meus cabelos!!"

Após escovar e terminar de tomar café, a dupla ficou o resto do dia cumprindo missões em sua maioria para eliminar monstros próximos às estradas e ou ninhos que poderiam causar problemas aos viajantes.

Já no final daquele dia, eles haviam conseguido um fundo de 57 moedas de bronze, 34 prata e 15 ouro. Dinheiro esse que seria mais do que o suficiente para manter as despesas. Com o alto número de missões bem sucedidas, Ares e Shiro foram escalados para o ranking prata e já estavam próximos de conseguir o próximo ranking, ouro.

Sua principal missão agora era conseguir um lugar para morar, além de que, a nova casa deles deveria ter um amplo espaço para possíveis expansões.

Ares e Shiro conversavam sobre qual região e país eles deveriam morar. Eles estavam na taberna de sempre com Ares bebendo e Shiro comendo enquanto o mapa mágico estava estendido no canto da mesa.

Aparentemente o continente se assemelhava com a Pangéia dividida ao meio por rios colossais. Pangéia foi um mega continente que se dividiu e deu origem aos continentes atuais no antigo mundo.

Eles aparentemente se encontravam próximo ao Sul no Reino de Re-Estize que fazia fronteira direta com o Império Baharuth ao Leste indo para o interior do continente, Reino de Lugnica ao Norte, Teocracia Slane ao Sul e o Reino Sagrado ao Oeste em uma península dividida ao meio em uma enorme bacia.

Havia também o Reino de Belzerg ao norte de Lugnica e o Reino de Melromarc ao Norte do Império.

Essa era apenas a parte Sudoeste e se junta-se todas as nações formaria cerca de 13% do continente. A maior e mais poderosa nação daquela região sem dúvidas era: 1° Lugnica, 2° Teocracia, 3° Baharuth 4° Reino, 5° Belzerg, 6° Melromarc.


@Nota: Estou levando em consideração o poderio militar dos soldados que enche linguiça de cada nação pelas Light Novel, Anime e Mangá além dos fandoms juntamente com pessoas fortes que vivem nestas nações (aventureiros e mercenários) que poderiam lutar pelo país.


"Hmm… que tal essa planície?"

Questiona Shiro apontando para uma parte do mapa que estava escrito "Planície da Frugel Tree" apelidada de "Terra de Ninguém" que fazia fronteira com Lugnica, Baharuth e Re-Estize.

"Pelo conhecimento que eu ganhei de antemão por Eris, a Planície de Flugel Tree é um ótimo lugar para plantar e se viver. A um grande rio não muito longe ao Nordeste que percorre até o Sul onde poderíamos fazer um sistema de canalização de água. Além disso, uma planície é um lugar perfeito para construir um castelo!! Contudo, essa é uma área de constante briga entre Re-Estize e Baharuth sem contar que é uma área extremamente rica em tribos de monstros como goblins e ogros."

"Os monstros podemos afastá-lo com um exército de mortos-vivos e arcanjos, mas o que fazermos em relação às duas nações?"

"Hmm… possivelmente eles não iram gostar nada quando ficarem sabendo da nossa ocupação lá. Precisamos ser rápidos na construção e fortificação de nossa base para mantermos aquela área sob nosso controle!"

"Eu posso criar uma maquete de uma fortaleza que poderá servir como quartel e base de comando de nossas tropas até a construção do castelo e da muralha!"

"Excelente, então assim que terminar já pode dar início ao projeto."

"Mas não iríamos fazer missões hoje?"

"Eu irei fazer enquanto você faz os projetos. Quanto mais rápido fizermos isso mais rápido teremos uma base de operações!"

Dois dias se passaram e os projetos da fortaleza já estavam prontos. Ares já havia viajado para a planície usando a habilidade [Portão] ele criou um portal onde passou e saiu no quarto onde Shiro estava finalizando o projeto.

"Está tudo pronto?"

"Sim. Montei um acampamento dentro de uma floresta, então estamos seguros por agora."

"Excelente, aqui está!"

Assim que Ares guardou o projeto em sua dimensão de bolso preste a sair pelo portal que havia entrado, Shiro rapidamente puxou sua capa dizendo:

"Ares, será que você poderia me dar dinheiro pra comprar um livro?"

"Huh? Quanto precisa?"

"100 moedas de ouro!!"

"O QUE!!? Que porra de livro é esse!? Não vai me dizer que um hentam colorido dublado no pt br e com a assinatura do criador!!?"

"CLARO QUE NÃO IDIOTA!! É um livro que fala sobre manipulação de gelo… e tinha outro que falava sobre magias selvagens e custava o mesmo preço…"

"Haa… Lá se vai todo o ouro que eu consegui… tomar e é melhor você ler!!"

Após o portal desaparecer, Shiro correu até a biblioteca enquanto Ares saiu no acampamento onde milhares de esqueletos e zumbis esperavam por suas ordens. Ele caminhou e sentou em uma cadeira colocando o projeto sobre a mesa juntamente com seu elmo.

"Certo! Grupo 1 quero que vão até a antiga pedreira e tragam pedras para a construção! Grupo 2 tragam madeira! Grupo 3 ficará responsável por refinar a madeira e Grupo 4 responsável por refinar a pedra enquanto o Grupo 5 e 6 dão início a construção!!"

Os morto-vivos logo se espalharam pela floresta empunhando machados e picaretas enquanto outros iam até uma máquina de forta pedra e madeira.

"Hmm… vou ter que ficar aqui parado apenas orientando todos eles… Invocar Olho Alado! Invocar Corvo Zumbi!!"

Dois selos se projetaram no céu acima das árvores com um enxame de corvos com características de um zumbi. Rapidamente eles se espalharam pela floresta juntamente com os olhos alados.

Diversos pequenos painéis surgiram à frente dele mostrando tudo aquilo que as invocações viam.

"Ótimo, agora… Invocação da Aba Intermédia, Cavaleiro da Morte!!..."

Logo após dezoito selos apareceram alguns metros à frente dele. Com um tamanho de 2 metros de altura e um corpo torto. Os Death Knight e são equipados com uma espada ondulada chamada Flamberge e um enorme escudo conhecido como Tower Shield. Os Cavaleiros da Morte são vistos como enormes criaturas equipadas com armaduras feitas de metal preto com linhagens vermelhas gravadas nela. Dois chifres demoníacos projetam-se do capacete, com o rosto visível por baixo. Tem um rosto nojento e podre, cujas órbitas vazias estão cheias de ódio e intenção de matar, brilhando com uma luz vermelha piscante. A espada tem quase cento e trinta centímetros de comprimento e é revestida por ondas de uma terrível névoa vermelha e preta, agitando os observadores próximos como um batimento cardíaco constante.

"... agora um comandante, tragam!!"

De repente, saindo do meio da floresta, dois esqueletos carregando um corpo de um humano que já havia morrido a algum tempo. 

"Invocação da Aba Intermédia, Guerreiro da Morte!!"

O corpo então começou a se mover de forma estranha enquanto levantava com uma gosma preta tomando por completo todo o corpo.

Os guerreiros da morte são conhecidos por carregarem o que parecem ser espadas de lâmina longa. Além disso, o que trazem consigo são outros tipos de armas penduradas na cintura. Todos eles apresentavam incontáveis ​​amassados ​​e arranhões que teriam servido como prova de que tinham sido muito usados ​​antes.

Eles tinham cerca de dois metros de altura, e a armadura de couro que usavam era comparativamente leve. Seus corpos estavam vestidos com uma armadura de couro feita da pele de algum animal desconhecido. Suas armaduras esfarrapadas, ambos os braços e partes de seus rostos estavam cobertos por tiras de feitiço, tiras de tecido cobertas por runas misteriosas.

"Guerreiro da Morte, faça uma patrulha pela área e mate qualquer coisa que ousar atacar um esqueleto!!"

Em resposta, o Guerreiro da Morte se reverenciou cordialmente para Ares juntamente com os Cavaleiros da Morte para logo em seguida se espalharem pela floresta.

Voltando a E-Libera, Shiro voltava saltitante para o quarto alugado na taberna. Ela abraçava fortemente os dois livros que acabara de comprar, por onde ela passava uma aura de felicidade ficava impregnada nas pessoas que acabam olhando para ela sorridentes.

"Hã? Quase me esqueço, eu tenho que ir a igreja ajudar os clérigos com a cura assim como havia prometido."

Guardando os dois livros na dimensão de bolso, Shiro foi saltitante até a igreja onde a fila estava enorme.

Pessoas com todos os tipos de problemas podiam ser vistas, em sua maioria doentes ou severamente feridos.

"Há! Finalmente você chegou, Shiro-san!!"

Falou uma freira levantando cansada após usar tanta magia de cura. Shiro sorriu gentilmente para ela com um ar de confiança respondendo:

"Tudo bem, tudo bem vamos acabar logo com isso!! Me leve até a sala onde estão os mais feridos que eu irei usar uma magia de cura de alto nível!!"

"Por favor venha por aqui!!"

A freira levou Shiro para dentro da igreja que tinha uma estrutura bastante semelhante às igrejas católicas dos tempos mais antigos. Havia um tapete vermelho que levava até o altar com vinte bancos feitos com madeira refinadas ao lado do tapete uniformemente dando no total quarenta bancos.

As enormes janelas ao lado dos bancos próximas ao teto do lugar, tinham a representação dos Seis Grandes Deuses do Passado, no meio os Treze Heróis e logo abaixo representado o mal os Oito Reis da Ganância e as Deidades do Mal.

Elas caminharam sobre o tapete e foram até uma porta ao lado do altar onde daria acesso a uma sala cheia de cama com pessoas deitadas sobre elas.

A freira desceu as escadas da sala indo até uma das camas onde trocou o pano que estava em cima de um paciente enquanto parou frente a porta Shiro analisou cada cama uma a uma até que começou a conjurar:

"Ao entardecer do dia, ao entardecer da noite, ao entardecer do amanhã. A luz sempre reinará e as trevas sempre cairá! Subjugai as maldições e doenças que caem sobre a terra, pela graça e glória do todo poderoso Deus. Purificação Divina!!"

Com a cor dourada brilhante como um sol, o selo que havia aparecido à frente de Shiro criou uma espécie de tentáculos brilhantes que percorreu toda a sala entrando nas bocas dos pacientes enquanto puxavam algo com cor preta e pulsante para de volta ao selo.

Após o selo desaparecer todos os pacientes levantaram de suas camas com seus corpos completamente recuperados. Todos olharam impressionados com o resultado.

As pessoas rapidamente que haviam sido curadas rapidamente correram e se ajoelharam juntando as mão agradecendo por salvar suas vidas.

Shiro sorriu desajeitada e logo falou:

"Certo!! Agora preciso que todos saiam para eu poder curar mais gente!!

Um dia inteiro se passou, Shiro havia repetido aquela magia tantas vezes que sua cabeça doía só de lembrar da frase que deveria ser falada todas as vezes que fosse curar.

"Muito obrigado por nos ajudar hoje, Shiro-sama!!"

Agradeceu se reverenciando profundamente as freiras, padres e serviçais presentes naquela sala. Mas antes que Shiro pudesse falar qualquer coisa, a porta daquela sala foi aberta de forma bruta com Ares aparecendo sobre eles trazendo com sigo sua alma de medo e desespero.

Todos deram um passo para trás sentido o claro cheiro que os mortos-vivos traziam consigo. Ares caminhou até Shiro que o encarou sem dizer nada, mas antes que ele pudesse se aproximar para mais perto, um dos padres adentrou a frente do enorme morto-vivo encarando o mesmo com o desespero em seu olhar.

"Com licença."

Falou de forma fria e amedrontadora com o padres mexendo a cabeça de um lado ao outro em negação dizendo:

"Não irei permitir que uma criatura das trevas machuque uma criança inocente e de bom coração!!"

Em resposta, Ares estendeu sua mão preste a agarrar o padre quando Shiro o interrompeu dizendo:

"Já chega, Ares!!"

Fazendo com que todos ali olhassem para ela. Ares então passou pelo padre pegando um saco que estava próximo a Shiro pondo nas costa dizendo:

"Vamos."

"Certo."

Antes que Shiro seguisse Ares, uma freira pegou na mão de Shiro olhando para a mesma, dizendo com seu olhar para que ela não ir com ele.

"Tudo bem, tudo bem! Ares é um amigo de infância meu que abandonou sua humanidade para nos salvar de demônio!! Por favor fiquem calmos!!"

A freira soltou Shiro após ela dizer tais palavras, assim que ambos saíram daquela sala todos caíram de joelhos. O verdadeiro demônio havia aparecido à frente deles juntamente com um anjo que salvou diversas vidas.

"Ying Yang."

Falou uns dos serviçais. Já do lado de fora Shiro sentou no ombro de Ares enquanto do outro lado ele carregava o saco com o pagamento.

"O que foi?"

Perguntou Ares sabendo que Shiro estava com uma cara emburrada para ele.

"Você é doido, sabia?"

"Huh?"

"Não vem com esse huh? Pra cima de mim não!! Como tu entra numa igreja sendo uma criatura morta-viva, um ser criado pelo próprio diabo!!?"

"Em primeiro lugar, o diabo é o responsável pela criação da raça dos demônios. Em segundo lugar, os mortos-vivos foram criados por um ser ainda pior que ele. Terceiro não quer dizer que eu seja um ser das trevas que eu não possa entrar em uma igreja, afinal, todos nós cometemos erros e pecados - que de certa forma queremos nos redimir. E quarto, eu sou ateu to cagando e andando pra igreja e suas religiões, eu não incomodo eles - eles não me incomodam, isso é tudo."

"Você é ateu mesmo depois de ver a deusa Eris e tudo mais?"

"Seres com capacidades ditas como divinas são considerados por mim criaturas de intelecto superior. Qualquer um pode ser deus em minha visão, basta ele ter um poder avassalador capaz de destruir e criar mundos onde a mortalidade não o afeta. Se formos ver por este lado, eu mesmo sou um Deus, uma vez que eu tenho um livro capaz de criar seres vivos e itens usando meu próprio poder."

"Você é muito paranóico, sabia?"

"Tanto faz, de qualquer forma conseguimos um bom fundo para comprar equipamentos para meus mortos-vivos trabalharem. E os livros? Comprou eles?"

"Sim, mas não tive tempo de lê-los…"

"Eu vi no projeto do castelo que você incluiu uma biblioteca, onde você acha que vai ter dinheiro pra comprar livros mais caros que um playbox series 5?"

"Olha a quantidade de dinheiro que ganhei, vamos encher a biblioteca rapidinho!!"

"Mas nem ferrando que tu vai gastar isso tudo em livro!!"

"Há!! Por que não? Não tem nada de interessante nesse mundo para fazer além de ler livros e de vez em quando se aventurar como aventureiros!"

"Claro que tem. Pode começar a desenvolver métodos para facilitar ao máximo nossa vida e coisas relativamente modernas que deveriam ter em no castelo!"

"Hmm… até pode ser, mas e quando eu já estiver feito isso?"

"Depois preocupamos com isso. Até lá foque no nosso objetivo atual de ter a posse das planícies de ninguém para nós!!"


°°•<《◇◇◇》>•°°


O doce som do mar percorria os ouvidos dia e noite de um jovem pescador. Ele não parecia ser uma pessoa muito forte, sua aparência esguia fazia com que suas roupas parecessem largas. Ele vestia uma camisa fina branca e uma calça marrom cujo ele puxou as pontas para não molhar virando assim uma espécie de short. Havia um colar em seu pescoço com uma concha de nautilus. Seus cabelos castanhos claro iam até seus ombros, seus olhos eram tão azul quanto o próprio azul do oceano.

O sol estava no ponto mais alto do dia, o jovem se preparava para sair de sua casa, tipicamente chamada de farol, para pescar. Ele caminhou pegando dois baldes com um deles contendo as iscas e o outro estava vazio e logo após pegou vara de pescar e colocou em sua cabeça um chapéu de palha.

Sua expressão era de alguém que havia perdido tudo aquilo que lhe importava, tristeza e felicidade andam lado a lado criando aquela feição de quem sofria pela morte, mas a felicidade de poder viver mais um dia.

Após dar uma última olhada em sua casa simples, o jovem pescador desapareceu entre o amontoado de pedras próximas ao mar. As pedras eram negras e escorregadias, portanto, andar em cima delas seria extremamente perigoso uma vez que poderia cair e bater a cabeça em outra preta.

Diversos destroços de embarcações pesqueiras podiam ser vistas por toda a praia, além disso, havia um corpo podre de um tubarão branco que parecia ter encalhado naquele lugar algum tempo.

Ele caminhou por aquela praia ignorando tudo o que havia nela, de certa forma, aquilo já deveria ser rotineiro para ele.

Em um determinado momento, o jovem parou encarando uma enorme pedra na praia que tinha uma mão esquelética decapitada e amarrada sobre cordas enquanto abaixo dela havia diversas velas acesas, escritas e desenhos de cor azul claro fluorescente cravados entre o braço e as velas, não havia como expressar previamente o que seriam aquelas letras e imagens em meras palavras, a não ser por: desconhecimento fora da compreensão humana.

Ele pôs os baldes no chão tirando o chapéu segurando o mesmo sobre o peito e ficando ereto, em seguida fez um sinal de uma cruz com a mão livre seguido por um triângulo e logo após reverenciando cordialmente, para então continuar sua viagem.

Após uma breve caminhada ele chegou em um pequeno píer com um bote amarrado. Ele usou magia para tomar distância da costas e quando estava preste a lançar o anzol ao mar uma voz grossa e amedrontadora ressoou com eco por sua cabeça:

"Eu conheço seu passado, o jovem Andrew Robinson de Monte Carlos…!"

O então jovem pescador, Andrew, olhou para os lados procurando pela origem daquela voz. Ele olhou e olhou, mas nada achou.

"Você deseja reviver-los…?"

Ele se apoiou na beirada do barco ponto sua cabeça na água olhando para os arredores próximos, mas a única coisa que ele viu foi a escuridão oceânica.

"Diga, o quão longe um humano está disposto a ir para reviver uma pessoa amada…?"

Andrew tirou a cabeça por debaixo da água perguntando:

"Quem é você!?"

"Um ser que vocês, humanos, denominam de Deus...!"

"N-não pode ser… você é-"

"Sim…! Eu escutei suas orações e finalmente decidi dar a você o que tanto deseja…!

"Pode mesmo trazer minha esposa e minha filha de volta?"

"Claro, mas isso só dependerá de você…!"

Antes que viesse a responder, Andrew fechou seus olhos relembrando os bons e maus momentos que passou com sua família. Ele tinha uma garotinha que tinha acabado de fazer cinco anos, sua esposa era costureira e sempre estava trabalhando para as pessoas da vila próxima ao farol. De acordo com os relatos dos moradores próximos ao acidente, sua esposa e filha foram mortas por bandidos de estrada quando as duas estavam indo viajar para a casa da sogra e do sogro. Andrew estava em uma excursão em alto mar com seus amigos pescadores e só ficou sabendo do ocorrido três meses depois. Após ouvir atentamente e com detalhes o que havia acontecido, ele entrou em uma profunda e orenda depressão, ele achou o suicídio como uma última forma de ver sua família, contudo, todas as vezes que ele tentou se matar, ele fracassava miseravelmente até que finalmente desisti e decidiu deixar a cargo da senhora morte o levar.

"O que você quer em troca?"

"Liberte-me...! Liberte-me de minha prisão do sono eterno para que eu possa reviver sua família…!"

"Onde você está?"

"Nas profundezas do mar…! Onde nenhum ser vivo poderia chegar…!"

"Então o que eu preciso fazer para libertá-lo?"

"Primeiramente você precisa ficar mais forte…! Neste mundo há seres que um simples mortal não pode compreender sem cair na loucura…!"

"Como eu posso ficar mais forte?"

"Eu lhe dou duas opções…! A primeira é você ficar mais forte por conta própria e a segunda é você me entregar sua alma e sucumbir para as profundas do mar…!"

Após pensar muito, Andrew se pois de pé no bote e falou com determinação:

"Muito bem! Eu entrego minha alma a você com uma condição!!"

"Faça sua proposta…!"

"Eu quero que você prometa não machucar ou fazer qualquer coisa seja ela diretamente ou indiretamente a minha mulher e minha filha que irá reviver!!"

"Isso é tudo…?"

"Sim!!"

"Excelente…! Muhahaha…!"

A misteriosa voz que se proclama ser um Deus, começa a rir de forma maligna enquanto tentáculos surgiam por debaixo do bote levantando Andrew para as profundezas do desconhecido.

A escuridão cada vez mais tomava conta de sua visão, no entanto, de repente, ele começa a ver tudo ao seu redor dentro de um raio de 1 quilômetro.

Ruído de diversas criaturas das profundezas podiam ser ouvidos, criaturas que eram tão horrendas que não podiam ser descritas tanto em meras palavras ou até mesmo um desenho delas não poderia ser considerado a verdadeira forma. Seus tamanho variam, assim como suas patas e garras, mas havia uma única coisa em comum, longos tentáculos e sua cor de tom preto petróleo.

Veias começará a surgir por toda a cabeça de Andrew sendo seguido pelo sangramento de seus olhos. Aquelas criaturas tinham o poder de matar um humano qualquer com o simples olhar, não, elas não eram as responsáveis por isso. A humanidade sempre busca algo para justificar aquilo que via e isso era o que causava a suas mortes, eles tentavam entender aquelas criaturas inimagináveis, mas elas eram tão misteriosas e tão horrendas que os mortais ou morreriam ou ficariam louco ou as adoraria, os resultados eram adversos e desconhecido.

A última bolha de ar saiu da boca de Andrew que morreu afogado. Seu corpo aos poucos era cada vez mais consumido pelos tentáculos que não paravam de descer para as profundezas do oceano. A pressão e a salinidade eram tantas que seu corpo começou a atrofia e a ser esmagado lentamente.

Após uma hora descendo cada vez mais, ele chegou ao que seria uma enorme espécie de reino submerso. Os tentáculos soltaram aos poucos ele.

Sua aparência frágil havia mudado para um ser com um corpo completamente seco e curvado, onde o ditado "Tá só na pele e osso…" era o mais adequado a ser usado nele. Além disso, sua pele havia ficado com uma espécie de branco azulado com chifres surgindo de sua cabeça sem cabelo, seu olhar continuava o mesmo e suas roupas haviam se rasgado.

Quando ele recobrou a consciência, via-se em um lugar completamente escuro com uma enorme estrutura a sua frente com ao todo 18 pedestais frente a estátuas de verdadeiras bestas demoníacas.

"Obverse…! Cada estátua atentamente, pois essas são as bestas lendárias que mantêm o selo que me aprisionam…!"

"O que devo fazer? Matá-las uma a uma?"

"Exatamente…! Cada besta irá deixar um totem em miniatura, você deve coletá-los e colocá-los em seu respectivo pedestal…"

"Entendo, mas e enquanto ao meu corpo?"

"Não se preocupe… sua aparência física voltará ao normal nas noites de lua cheia quando estiver na superfície, no entanto, sua pele irá continuar com a cor que está…! Agora, siga o caminho…!"

Ao lado esquerdo de Andrew, uma estrada de pedras iluminadas com pequenas pedras surge. Ele seguiu o caminho andando sobre ela como se não estivesse submerso no oceano profundo.

"Pegue o artesanato…!"

O artesanato em questão, era uma espécie de triângulo envolto a uma espécie de tentáculo que saia de uma criatura bípede com corpo humanóide com pernas a partir dos joelhos, braços a partir do cotovelo e cabeça com formação de tentáculos espinhos.

Já com artefato em mãos, Andrew olhou para os lados onde uma estrutura se formou fechando o local onde estava.

"Use o artefato para se salvar…!"

"Como!?"

O artesanato brilhou transformando-se em uma longa lança negra destruindo a sala que estava aos poucos diminuindo.

"Use essa arma especial para derrotar as besta lendárias…!"

"Entendido… mestre!" 



Notas Finais


°•<《Obrigado Por Sua Leitura》>•°

Peço desculpas se houver algum erro de português!!!


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