História Island - Capítulo 5


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Categorias EXO
Personagens Kai, Sehun
Tags Aventura, Exo, Ilha, Island, Jongin, Kaihun, Sehun, Sekai, Sparkqueen, Survival
Visualizações 52
Palavras 2.396
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Survival, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoas! Eu realmente não sei o que estou fazendo da minha vida, sendo flopada talvez rs Então, eu não esperava que a fanfic fosse ter um resultado tão ruim assim, nem que eu não ficaria satisfeita sendo que é um plot que amo, mas fazer o quê né? Agora é continuar e tentar ir até o final. Eu quase não estou planejando nada pra ela, só algumas partes futuras, então, de agora em diante qualquer demora será por isso. enfim... Sobre o capítulo, espero que não estejam repetitivos, esse é um tipo de historia que requer um pouco de paciência, e vai ser trabalhado uma coisa de cada vez.
Boa leitura!

Capítulo 5 - Capítulo Cinco


Jongin

Dia 4

Sehun e eu começamos a apresentar sinais de desidratação pela manhã do quarto dia. Na verdade já estávamos assim desde a noite anterior. Perda de apetite, a falta de vontade em urinar, boca seca, e o coração de Sehun estava muito acelerado nas últimas horas. Eu estava preocupado com ele, então mesmo que ele continuasse dizendo que não estava com fome, o obriguei a comer fruta pão e sugar o sumo.

Achávamos nos deitado agora, tentando não fazer esforços nenhum esforço que gastasse o pouco de energia que nos restava.

– Quanto tempo podemos ficar sem água?

– Supostamente três dias. – o respondi, Sehun me olhou assustado, porque esse já era nosso quarto dia na ilha. – O pouco que engolimos da chuva não é suficiente pra nos manter vivos por muito mais tempo.

A percepção de que nosso tempo estava se esgotando causava pânico, eu sabia por sentir na pele a preocupação que enxergava nos olhos do mais novo. Cogitava que se não tivéssemos outra opção, talvez a poça se tornasse nosso único meio de ingerir água em abundância. Meu estômago revirava só com a idéia de engolir aquela coisa fedorenta. Eu estava ficando mais enjoado que o normal, e deduzi que aquilo era um péssimo sinal, mas não havia muito que eu pudesse fazer a respeito.

– Jongin? – olhei para Sehun, sentando em posição de lótus, trambolhando os dedos nas coxas. Esperei pelo que ele tinha a dizer. – Eu acho que estou com medo.

Suspirei auditivamente e aproximei-me dele sutilmente. Não sabia que tipo de coisa poderia acalmá-lo e eu também sentia medo. Mas um de nós assustados já me era o suficiente, e saber que ele poderia entrar em pânico a qualquer instante me obrigava a tentar manter a calma e ser o mais pacifico possível perto dele. Presumi que deveria dizer algo, mas antes que pudesse abrir a boca, notei algo que havia chegado junto dos assentos à costa pela manhã.

Eu ainda não tinha tido coragem de ir conferir desde que acordara, no entanto. Levantei a cabeça e protegi meus olhos, agora eu conseguia enxergar com clareza. Cutuquei Sehun e apontei para coisa marrom ao lado de um dos assentos. Era minha mala de mão. Olhei para Sehun sorrindo, e ele retribuiu – provavelmente porque sabia o que aquilo significava tanto quanto eu.

A primeira coisa que fiz depois de correr e pegar minha mala em mãos foi buscar a garrafa qual Sehun havia pedido para guardar no aeroporto, em Malé. Trêmulos e fracos, eu e Sehun alternava a garrafa de um para o outro, com cuidado para não bebermos rápido demais. Mas mal deu para começar a matar nossa sede. Eu tinha de pensar em algo, então tive uma idéia.

– Se usarmos uma folha como funil, podemos coletar água da chuva aqui.

Cambaleantes, voltamos para debaixo do coqueiro e nos sentamos. Antes de averiguar o que teria de útil na mala, precisei ir até o pé de fruta pão, para pegar uma folha e improvisar um funil. Rasguei até que estivesse do tamanho certo e enfiei no gargalo da garrafa, deixando a abertura o mais largo possível. No final, eu e Sehun sorrimos satisfeito.

Joguei tudo que tinha dentro da bolsa na areia. Camiseta e um casaco moletom, um short jeans, cuecas, um par de meias e um boné – estendi para Sehun e mesmo ensopado ele colocou na cabeça. Havia também minha nécessaire, qual eu abri com certa urgência. Retirei de lá a escova de dente e o creme dental – minha boca possuía um gosto de algo que eu não conseguiria explicar, só tinha plena certeza de ser terrível.

– Você pode dividir comigo minha escova, caso não se importe.

Sehun sorriu, parecia empolgado com a idéia.

– Eu não me importo.

– Tudo bem se eu escovar primeiro?

Ele assentiu, e eu caminhei até o mar. Escovei duas vezes antes de enxaguar e entregar ao mais novo. Quando acabou ele enxaguou e entregou-me de volta.

– Obrigada. – agradeceu.

– Gostaria de ter colocado mais coisa aqui. – disse enquanto conferia os produtos da nécessaire, todos de higiene pessoal.

Um barbeador e creme de barbear, desodorante em spray e um roll on, loção líquida corporal em saches e uma loção hidrante para banho, um frasco pequeno de cinquenta cotonetes e óleo de bebê, – Sehun me olhou estranho, mas lhe expliquei que eu tinha orelhas sensíveis e por isso usava aquilo para facilitar na limpeza – acetona, base, alicate e serra de unhas. Além da escova e o creme dental, qual já tínhamos feito uso.

– Já é bastante coisa.

Sehun falou admirado.

– Não é nem metade do que eu estava levando. – comentei e ele sorriu. – Eu sou um pouco vaidoso – confessei. – e não existe drogaria para onde supostamente estávamos indo. Verifiquei isto. Como iríamos passar muitos dias na ilha, achei melhor me precaver.

– Isso foi inteligente.

Eu concordava com ele.

– Podemos tomar um banho decente agora, mas sentirá falta do sabonete. Ficaram todos em uma das outras malas.

– Acho que esse será o menor dos problemas se o resgate não tiver vindo.

Mesmo com todas as coisas que milagrosamente chegaram à costa, Sehun ainda parecia abatido. Ainda que tivéssemos o que comer e agora um meio de coletar água, ele ainda estava insatisfeito e triste. Eu também estava preocupado, mas conseguia me conformar um pouco mais rápido com a situação, e ser mais paciente. Eu sabia que logo alguém apareceria. Precisava acreditar nisso por nós dois.

Ajoelhei-me ao seu lado e apertei um de seus ombros.

– Sehun, sei que está com medo e com saudades de seus pais. Acredite, também estou! Mas aceitar nossa situação será o melhor para você. Para nós dois. Ver você assim me preocupa muito mais do que o fato de estarmos presos aqui. Eu me sentiria muito melhor se você pudesse ficar bem até o resgate aparecer. Nós vamos ficar bem, eu prometo. É só ter um pouquinho de esperança.

Sehun balançou a cabeça positivamente e deu um suspiro seguido de um sorriso.

– Eu estava pensando em uma fogueira. – disse de repente. – Poderíamos girar os gravetos para acender e agora que temos acetona, será muito mais fácil.

– É uma ótima idéia! – exclamei animado, logo ele começou a explicar como faríamos aquilo, e que tinha visto tudo em um programa de sobrevivência.

Eu entrei na mata para colher gravetos e folhas secas de baixo de um arbusto florido. Quando voltei Sehun tinha arregaçado as mangas de sua camisa, transformando-a em uma regata.

Larguei os gravetos no chão, junto das folhas.

– Não devia ter feito isso, agora vai sentir frio durante a noite.

– Não se tivemos nossa fogueira pronta. E além do mais, precisamos das mangas.

– Poderia ter usado uma de minhas cuecas.

– Está tudo bem, Jongin. Pode me passar sua acetona?

Entreguei o frasco, sentando ao seu lado.

– Como vamos fazer isso?

– Eu ainda preciso de uma coisa.

 Enquanto ele não voltava, fiz um ninho usando os fiapos que achei nos bolsos do meu jeans e folhas secas, e derramei um pouco de acetona em cima. Deixei os gravetos empilhados e fiz um montinho de folhas verdes e úmidas que poderíamos jogar para fazer fumaça. Depois de achar o que precisava, durante a hora seguida, Sehun ficou tentando girar o graveto na vertical, perpendicular ao pedaço sobre o qual ele apoiava.

Apesar de todo esforço e o suor que escorria de seu rosto, ele não conseguiu nada e xingou irritado.

– Isso é impossível, porra!

– Deixe-me tentar um pouco. – tomei dele o graveto. – Talvez eu consiga se girar mais rápido.

Tentei imitar seus gestos, e esfreguei a vareta rapidamente entre as palmas de minhas mãos. O atrito doía um pouco e demorou muito mais de que desejávamos. Mas depois de quinze minutos da vareta girando em um ritmo rápido e estável uma pequena porção de poeira preta havia surgido.

– Olhe para isso – disse empolgado.

O suor escorria para dentro de meus olhos, mas não parei de girar. Pouco depois, muito mais fumaça apareceu. Sehun colocou o ninho bem ao meu lado e fiquei soprando o entalhe de madeira. Transferi a brasa vermelho brilhante para pilha de fiapos e folhas, o fogo incandesceu.

– Meu Deus! – ele exclamou animado. – Você conseguiu Jongin. 

Sorrimos vitoriosos enquanto empilhávamos coisas inflamáveis no topo. O fogo foi crescendo drasticamente e logo usamos os gravetos que eu havia juntado. Nós estávamos felizes quando o céu fechou e a chuva caiu. Em segundos, vimos nossa fogueira se tornar em uma pilha encharcada de madeira chamuscada.

Observamos o que havia sobrado. Eu queria chorar de tanto desgosto. Olhei para Sehun e seus olhos já estavam tão encharcados quanto nossa fogueira. Tentei dizer algo, mas ele negou com a cabeça.

– Não me peça pra ter calma agora, porra! – ele gritou a última parte contra meu rosto e levantou. – Esperança é o caralho. Estamos presos nessa porra de ilha e seus produtos de higiene não vão encher nossa barriga, nem nos aquecer da droga do frio, nem nos tirar daqui.

Fiquei assistindo Sehun se afastar sem saber o que dizê-lo.

Havia um bolo formado em minha garganta e meus olhos ardiam. Em dado momento, senti minhas lágrimas se misturarem com os pingos de chuva. Meu rosto ardia, e eu não sabia se estava chorando de desgosto, com saudades de casa ou pelos gritos de um adolescente furioso e desesperançado. Fiquei chorando por longos minutos, colocando tudo que havia prendido para fora.

Quando a chuva deu trégua, eu estava frustrado e com sede. A garrafa havia enchido com a chuva. Bebi metade da água e deixei o restante pra quando Sehun voltasse. Ainda precisava achá-lo, só antes pensei que teria de construir um abrigo pra manter a fogueira em aceso. Determinado, entrei de volta na mata, voltando apenas quando achei o que precisava.

Sehun já havia voltado à praia. Seus olhos vermelhos e inchados indicavam o choro recente, contudo, eu não disse nada, somente entreguei a ele garrafa, e sentei-me na areia úmida.

– O que está fazendo?

– Um abrigo para colocar a fogueira, talvez nos proteger da chuva.

– Não vou girar gravetos novamente.

– Eu faço isso – me levantei e o encarei, ele devolveu a garrafa vazia. – Já conseguiu urinar? – ele negou. – Vamos pegar nossa comida. Preciso das folhas do pé de fruta pão para forrar o teto.

Tinha três frutos caídos no chão, Sehun e eu comemos dois deles em silêncio. Eu ainda precisava das folhas, então pedi pra ele subir em meus ombros e quebrar os galhos cheios de folhagem em suas extremidades. Com o passar das horas, vi o garoto se empolgar com a idéia e logo ele começou a me ajudar, dando idéias de como equilibrar todas as coisas.

Estávamos empenhados, e embora fosse bastante difícil sem os utensílios necessários, como martelo prego e uma faca, conseguimos ergue nossa base no meio dos dois coqueiros onde ficamos desde que chegamos à ilha. Duas varas maiores com formato de Y ficaram com uma das pontas soterrada na areia. Sehun colocou outros dois galhos mais longo que conseguimos achar na lateral, um de cada lado. E pra finalizar cobrimos o teto usando as folhas do pé de fruta pão. No final, a cabana tinha uma inclinação muito tosca, porém estava erguida. Era pequena, todavia, por um momento eu pensei que conseguiríamos erguer um maior caso ficássemos mais tempo presos à ilha.

Cansado demais para mover meu corpo, decidi que esperaria até o dia seguinte pra fazer outra fogueira. Queria um banho, agora que tinha produtos higiênicos pra isso, só que começou a chover. Como o mar ficara bastante agitado, acabei sendo obrigado a desistir daquilo também. O único e melhor lado de toda aquela chuva foi que enchemos nossa garrafa várias vezes seguidas, só parando quando satisfeitos. Decididamente não poderia existir nenhum gosto melhor que aquele agora.

Coloquei minha bolsa no cantinho da cabana, onde o teto quase cedia até o chão para que não molhasse tudo outra vez, – na parte mais alta, eu e Sehun caberíamos sentados. Oh deitou-se com a cabeça apoiada em seu colete e ficou encarando o céu coberto por nuvens escuras, sendo ensopado rapidamente pelo temporal. Ele me olhou, através do abrigo que ficaria em nosso meio, e quando sussurrou palavras tive de me esforçar pra escutar, notando que seus lábios tremiam devido ao frio:

– Eu sinto muito, não queria ter gritado com você daquele jeito.

– Parece que desde que caímos aqui estamos sempre nos desculpando um com o outro. – resmunguei, eu ainda estava sentado e as gotas de chuva batendo constantemente em meu rosto começavam me irritar. – Isso é ridículo! Quer dizer, julgando o fato de que agora somos dois sobreviventes, o mínimo que podíamos fazer é tentar nos ajudar, e não ficar berrando um com o outro.

– Eu sei Jongin. Sinto muito.

– Sinto-me constantemente cansado, culpado e frustrado com tudo, só que eu não saio descontando em ti. Sei que tem problemas, mas você tem de aprender a controlar suas emoções. E não gostei nem um pouco de você ter gritado um monte de palavrão na minha face, isso me deixou extremamente chateado, então que fique claro que isso é algo qual não quero acontecendo novamente enquanto estivermos aqui, entendeu?

Ele assentiu e pareceu engolir o que deveria ser um soluço, tão emocional quanto eu próprio.

Abri minha mala ainda dentro do abrigo e tirei de lá o casaco e o par de meias, deixando-os separados.

– Veste isso e entra aqui no abrigo, acho que cabe você deitado.

– Eu estou bem.

– Sehun, seus lábios estão tremendo.

– E você? Também deve estar com frio.

– Eu vou ficar bem. – ele me obedeceu, sentou dentro do abrigo e vestiu o moletom e colocou as meias – sua cabeça raspava o teto de folhas.

 Ele deitou e seus pés ficavam pra fora, então ele encolheu-se todo. Então se virou de lado, aparentemente analisando o espaço. – Cabe você aqui dentro também.

– Já disse estou bem, Sehun, não se preocupe.

– Isso é injusto! – resmungou Sehun. – Foi você quem disse que deveríamos tentar nos ajudar, eu estou com seu casaco e suas meias, vista sua camisa seca e deite aqui dentro também.

O espaço era um pouco apertado, mas cabíamos nós dois deitados de lado, ou um de lado e outro de papo para cima. O abrigo tinha mais altura do que largura, uma vez que precisávamos que a chama do fogo não queimasse o teto. Já era noite e com o barulho da chuva não demorou até adormecêssemos.

 


Notas Finais


bye


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