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História Isso é a história de um sequestro - Capítulo 6


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Capítulo 6 - O jogo do silêncio


Fanfic / Fanfiction Isso é a história de um sequestro - Capítulo 6 - O jogo do silêncio

No dia seguinte, Dean voltou. Suas visitas eram sempre à noite. Eu podia perceber pela pouca claridade que entrava quando ele abria a porta falsa. Eu me levantei, achando que iriamos sair dali, mas ele se escorou na parede ao lado da brecha que tinha deixado aberta. Não era ameaçador, era quase sensual, mas eu não iria por em risco.

- Você está diferente comigo. – ele disse, após um longo suspiro.

Uma DR?

- Ficar muito tempo trancada, e sozinha, pode mexer com os níveis de estresse. – tentei manter a calma.

Eu teria que entrar no jogo psicótico dele. Não parecia que ele achava loucura o que estava acontecendo. Dean se aproximou de mim e sussurrou:

- Eu tenho um jogo diferente hoje.

Meu coração acelerou e minhas mãos começaram a suar frio. Eu não poderia demonstrar mais fraqueza. “Entrar no jogo dele!” Com calma, o abracei, puxando seu corpo para mim.

- Eu gostaria de passar um tempo contigo... Você sabe. – fui passando as mãos por sua camisa, deixando claro o que eu queria dizer.

Em resposta aos meus toques, ele me beijou, e eu retribui. O seu cheiro era tão familiar, o toque de suas mãos em mim, aquele beijo... Gostaria de apenas estar sonhando e eu pudesse voltar ao bar à noite, atender ninguém, e ficar com ele, passando um tempo. Como fazíamos. Eu estou ficando louca, com certeza. 

Eu direcionei sua mão até minha intimidade. Por eu estar de cueca, que era a roupa que ele havia me dado para vestir, não foi difícil para que ele adentrasse seus dedos pelo tecido e me penetrasse com dois dedos logo em seguida. Eu tive que parar de beijá-lo, pois não conseguia mais conter meus gemidos. Ele era bom nisso. Muito bom. 

Dean foi guiando nossos corpos e me sentou no banco de ferro. Tirou a cueca de meu corpo e se ajoelhou dentre minhas pernas. O pensamento de estar presa quase estragou tudo, mas eu me permitir relaxar e deixa-lo fazer-me gozar. Desta vez ele usou a língua, lábios, os dedos, a barba por fazer... Não demorou até que eu gozasse em sua boca, junto a um gemido escandaloso. Ao perceber que fez o trabalho completo, Dean se levantou se ajeitando. 

- Queria passar mais tempo com você. - eu disse. Infelizmente para minha sanidade, verdadeiramente. 

Ele balançou a cabeça, negativamente. Então, esticou o seu braço, e pegou uma sacola bem grande que estava no chão da dispensa, bem próxima a (maldita) maçaneta, e a deixou do lado de dentro do quarto. Lambendo os lábios, ainda aproveitando meu gosto, ele saiu do quarto, sem dizer nada, além de "bom dia". O cheiro de comida fresca se misturou com o cheiro de mofo, mas eu não me importava, já não comi um dia ou dois. Abri a sacola e tinha 3 marmitas e algumas garrafas de água. Após comer e beber um pouco, adormeci.

******

- Ficou bom assim. – ele estava no banco de ferro, a parede escancarada, e eu no chão.

Senti um líquido quente no meu rosto. Tentei mover minhas mãos até meu rosto, mas meu corpo não me obedecia direito. Estava pesado mais que o normal, frio e trêmulo. Com muita dificuldade, consegui limpar meu rosto sujo. Minha mão ficou quente, e o meu rosto continuou sujo e pingando. Era sangue. Meu sangue. Tentei gritar, em vão, minha boca estava costurada. Minhas lágrimas se misturaram com meu sangue, e eu olhei Dean, com as mãos e braços sujos de sangue, mas o resto de sua roupa impecavelmente limpa.

Por quê? 

- Sou todo ouvidos quando quiser falar comigo. - ele disse, parecendo um acalento muito real.

Ele saiu e eu fiquei sozinha, em meio do meu próprio sangue. 



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