História Isso é o destino? 2.0 - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Boys Lovers, Destino, Romando, Yaoi
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Palavras 3.158
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi oi,
Espero que goste da leitura, mas antes de você começar queria fazer um pequeno aviso, leia as notas finais por favor.

Capítulo 5 - Pretensões sutis


 As vezes o meu senso moral é mais rígido do que qualquer outra vontade minha, e para o meu bem ou mal, sempre o sigo independentemente da situação. Eu não queria ficar próximo a Otsuki, queria manda-lo embora, xinga-lo sempre que ele tentasse falar comigo. Eu já havia passado por cima desse meu senso moral e até mesmo ético uma vez, quando ele salvou minha vida e mesmo assim o ignorei, não agradeci e depois até briguei com ele, mas desta vez eu não consegui simplesmente ignora-lo, afinal como acabei de dizer Otsuki já salvou minha vida, e ainda me defendeu de alguém que poderia dar uma surra nele, defendeu alguém que mal conhecia. Devido a isso ignora-lo ou até trata-lo mal já era inaceitável para mim. 

Depois que descobri sobre minha alma gêmea fiz uma promessa ao deus Inari no templo da minha família, prometi que se ele me ajudasse a me livrar deste meu carma/destino iria ajudar no crescimento e zelo do templo pelo resto da vida, começando desde o ano que fiz a promessa. Apesar de Inari não ser o melhor deus para esses tipos de pedidos minha família sempre teve muito apego ou melhor uma ligação com ele, tanto que quando um dos meus antepassados veio para este pais construiu um com as próprias mãos. Atualmente o templo está aos cuidados do meu tio. 

 Mesmo Otsuki dormindo na minha casa nas quartas-feiras eu ainda deveria cumprir minha parte da promessa, agora mais do que nunca. Tentei me levantar de fininho e não acorda meu visitante assim como fiz das últimas vezes, mas foi em vão, ele acordou nos meus últimos segundos quando saia do meu quarto e decidiu ir comigo até o templo. 

Como de costume o café da manhã foi rápido e tranquilo, meu pai já tinha saído para trabalhar e minha mãe ainda dormia. 

 - Na onde vamos mesmo? - Otsuki perguntou sonolento enquanto terminava seu café. 

 - Em um lugar ai. 

 - Porque todo esse mistério? 

 - Não é mistérios, só não quero falar. 

 - Aff. 

 Normalmente quando saio de casa ainda está escuro, ainda é noite, aquele dia não foi diferente. Saímos enquanto as estrelas brilhavam, ainda era outono e os ventos gelados do inverno que se aproximava soprava vagarosamente arrancando folhas das copas das arvores e arrastando as que já estavam no chão por toda a rua. O silencio quase absoluto era quebrado apenas pelas quedas de folhas secas e pelos meus passos e do meu acompanhante. Naquele lugar, naquele momento tudo era perfeito, apesar de eu ter começado isso com uma promessa, uma obrigação, esse cenário me conquistou, e faria este caminho com todo prazer todos os dias, só para poder sentir essa inigualável paz que este local me traz. 

Na maior parte do caminho ficamos calados, apesar de ter levantado uma bandeira branca para Otsuki ainda tinha um objetivo a cumprir, me manter afastado dele, por mais que algumas vezes ele perguntava algo como, "falta muito", minha resposta sempre era "uhum", pois sempre ele logo se calava. 

 Chegamos em um morro enorme, era engraçado ver Otsuki reclamando o tempo todo sobre como o morro era grande e íngreme, "se eu soubesse que iriamos escalar uma montanha de 90º eu teria trazido algum equipamento que alpinista, ou pelo menos uma corda". Toda vez que eu olhava para trás ele estava com uma expressão diferente e eu ficava imaginando o que ele estava pensando; exaustão "cara não estamos nem na metade do morro e eu já estou morto", determinação "não posso desistir ainda, vamos em frente", desistência "a cara, não rola subir um morro desse a essa hora". Apesar de tudo ele era engraçado, mesmo não querendo admitir, mas muitas vezes eu segurei o riso na escola enquanto ele contava algumas histórias sobre a vida dele. 

Ao chegarmos finalmente ao topo do morro pudemos ver o nosso destino, o templo Inari da cidade leste, o templo que minha família construiu e cuida a décadas. A quase dois anos eu ia la todas as manhãs para ajudar meu tio e minha prima com a limpeza e arrumação do templo. 

- Uau – exclamou Otsuki quando o viu - não sabia que existia isso aqui! 

- Pois é, meu tio cuida dele. 

- Serio? Ele é o zelador ou algo assim? 

- Também, atualmente ele é o dono. 

 - Não brinca, isso é sério? 

 - Meio que sim, meu avô... ou bisavô sei la, quando ele veio do Japão construiu sua casa aqui e por tradição construiu um pequeno templo Inari para abençoar suas colheitas e tudo. Ai parece que as coisas foram dando certo e a família acabou aumentando a casa o templo do meu avô ou bisavô e quando ele estava quase morrendo pediu aos filhos para transformar a casa num templo e assim fizeram. 

   - Cara isso é muuuito maneiro! - ele ficou calado por alguns poucos segundos admirando a construção, quando se tocou de algo – pera, então é por isso que você tem o olho meio puxado... 

  "As vezes é melhor ignorar alguns comentários..." 

   - Mas Key é meio longe para você vir a pé, não é não? Acho que seria melhor pegar um ônibus, não? 

   - Nem tanto, fora que já estou acostumado a andar, se eu pegasse ônibus sempre que viesse aqui, minha familia estaria falida. 

   - Vem muitas aqui? 

    - Todo dia. 

    - Hmm, cara tu é louco de vir aqui todo santo dia, se fosse eu até poderia vir as vezes, mas todo dia não. 

     - As vezes é cansativo principalmente acordar todo dia nesse horario, mas tenho de vir. 

   - Hm, tu realmente é louco, mas fora isso, cara isso é muito maneiro, e ele parece que vai aumentando de acordo que a gente vai se aproximando - falou apontando o dedo para o templo. 

  - Bom, não é enorme, mas não é exatamente pequeno, bom, acho que tem uns dez ou doze cômodos, fora as cabanas do lado de fora, é como se fosse uma casa de dois andares, a estrutura e o designer que engana bastante, da o ar de ser maior que realmente é. 

 - Entendi, eu nunca tinha visto um lugar assim, sei que já disse isso várias vezes, mas é muito bonito - já estávamos quase chegando, e eu já podia ver minha prima na entrada do templo – mas porque as pessoas vêm aqui? 

 - Normalmente vem fazer promessas, algumas pouquíssimas vezes fazem rituais ou fazem oferendas. 

 - E o que eu preciso para fazer uma promessa? 

 - Só precisa pagar quando ela for atendida.  

 - Hum, talvez eu faça alguma, o que tenho que fazer para pagar? 

 - Não sei te dizer exatamente, mas tem de tudo, deixar de comer algo que goste, ajudar outra pessoa, fazer alguma doação sei la... 

  - Acordar cedo para vir aqui todo dia conta? – confirmei com a cabeça - hmm, então que tipo de promessa você fez Key? 

  Tenho que ficar esperto com ele, ele realmente consegue notar as coisas facilmente. 

 - Karin – chamei minha prima que estava varrendo a entrada do templo e avancei o passo para chegar o mais rápido possível nela, não queria responde-lo. Pude ouvi-lo sussurrar "aff, ele sempre arruma um jeito de fugir". 

    - Key, bem na hora – ao ouvir meu chamado minha prima respondeu – e trouxe um amigo? 

    - Pois é, ele dormiu na minha casa hoje, e quis vir aqui comigo. 

    - Verdade – Otsuki se aproximou e se apresentou – prazer meu nome é Otsuki e sou colega de classe do Key, prazer. 

    - Muito prazer Otsuki, me chamo Karin, prima do Key – Karin colocou a mão ao lado da boca e comentou brincando para mim - bonitão ele eim. Mas você também tem descendência japonesa? 

 - Acho que não - respondeu rindo – minha mãe que é meio louca e inventou algum nome por ai, mas depois pergunto ela. 

 - Entendi. 

  - Por onde posso começar hoje? O pátio dos fundos de novo? - perguntei. 

 - Se você puder adianta-lo eu agradeceria muito – minha prima respondeu – ele vai ajudar também? 

  - Vou sim – Otsuki respondeu rapidamente. 

  - Que bom, com uma mão a mais vamos terminas as coisas rapidinho hoje. 

Fui para parte de trás do templo junto de Otsuki, pegamos vassouras, pás e sacos de lixo, começamos a varrer e limpar o pátio. Otsuki não calava a boca por um segundo sequer, ele falava sobre várias coisas ao mesmo tempo, falava sobre algumas experiências que teve no passado, sobre coisas da tv, ou quando não tinha nada para falar ele começava a cantar e algumas vezes a performar o número da música também. Por mais que eu tentasse eu não conseguia contar o riso. 

  - Sabia que alguma hora eu iria conseguir fazer você rir – falou enquanto se sentava. 

   - Não tem como não rir de você dançando assim. 

  - Assim como? Eu estava performando perfeitamente as músicas, sabe é um talento natural meu. 

  - Pagar mico? 

  - Não - ele olhou pra mim fingindo que estava com raiva – cantar e dançar. 

  - Se você ta dizendo ne, mas avisando logo, toda vez que eu te ver fazendo algo assim vou rir. 

  - Não tem problema, gosto de te ver sorrir, combina com você. 

   - Meu sorriso combina comigo? 

   - Falava da sua expressão de alegria, mas isso também, seu sorriso é bonito e fora que te deixa fofo. 

Eu não sei lidar muito bem com elogios, sempre ficava calado e sem jeito quando alguém fazia um para mim. Mas com Otsuki foi pior, além de ficar sem jeito eu pude sentir minhas orelhas queimando, era vergonha, e pela primeira vez senti algo que nunca havia sentido antes, lembra um pouco do frio no peio que eu sentia quando estava com medo, mas era diferente e dessa vez, era no meu estomago, eu não sabia se queria vomitar ou se era qualquer outra coisa. 

 Sem falar nada larguei a vassoura e sai correndo para o banheiro, mas pude ouvir Otsuki perguntar "está bem?". Quando cheguei no pequeno banheiro do templo me abaixei apoiando na pia, ainda sem folego pela corrida coloquei uma de minhas mãos no meu estomago e a outra no meu peito, podia sentir meu coração bater forte e muito acelerado, não podia dizer se aquilo tudo era físico pela corrida ou não. Meu folego foi voltando aos poucos, mas notei como o meu ainda coração estava acelerado, também sentia meu rosto quente, especialmente meu nariz, não era algo comum nessa época ou nesse horário, era para eu estar com o rosto gelado. "Será sinusite, devo estar adoecendo.". 

 Depois de alguns minutos aquela sensação foi desaparecendo aos poucos, junto meu coração foi se acalmando e o ritmo se normalizou, mas meu rosto, ainda podia senti-lo arder. Esperei mais um pouco e em seguida sai do banheiro. Quando cheguei no pátio onde estava antes de sair correndo pro banheiro, o encontrei totalmente limpo e Otsuki sentado em uma pedra brincando com os pês. 

  -Eei, ta bem? - falou ao me ver – seu rosto está meio coradinho. 

  - Eu acho que sim, tive só uma náusea ou... algo assim, mas acho que já estou bem. Mas desculpa por ter deixado você terminar sozinho. 

  - Tudo bem, na minha casa também praticam trabalho escravo comigo – falou rindo - mas o que mais tem para fazer? 

 - Pra ser sincero também não sei, normalmente quando termino de limpar essa parte já está quase na hora de ir pra escola. 

  - Entendo, então vamos perguntar a sua prima – eu apenas confirmei e fomos procurar por Karin. 

 Ela estava na entrada da casa dela conversando com o seu pai. 

 - Oi tio, bom dia - o cumprimentei. 

 - Bom dia – me respondeu. 

 - Esse aqui é o Otsuki meu colega de classe, ele veio hoje e acabou me ajudando, mas aqui nós já terminamos de limpar o pátio dos fundos, e como ainda ta meio cedo queria saber se tem mais alguma coisa para fazermos? 

   - Bom, primeiro prazer Otsuki e segundo, terminaram bem rápido eim, bom se tivesse chegado mais cedo talvez tivesse, mas nesse horário já acabou tudo, mas da próxima vez que seu amigo vier também é só vocês virem mais cedo aí ajudam mais a gente. 

   - Não escuta o meu pai gente, se deixarem ele transforma vocês em escravos daqui. 

   - Nada haha, só aproveitando essa oportunidade. 

  - Mas não tem problema não, se vocês estiverem precisando de ajuda eu venho mais cedo. 

   - Não Key, pode ir embora – Karin nos pegou pelos pulsos e começou a nos puxar – Aqui primo você não pode ouvir meu pai assim, ele sempre vai falar que precisa de ajuda, mas só eu ele já damos conta de tudo, claro com você aqui é tudo mais rápido e tranquilo, mas abusar de você já seria demais ne. 

   - Ta bom e obrigado prima – Karin avia nos arrastado até o portão. 

   - De nada querido, aproveitem que terminaram mais cedo e tentem dormir um pouco, se andarem rápido deve dar pra dormir bastante antes das suas aulas começarem. 

    - Vamos tentar sim – falou Otsuki enquanto ia para rua. 

     - Até amanhã? - ela me perguntou 

     - Até. 

      - Otsuki, foi um prazer, venha nos visitar mais vezes. 

     - Quer me explorar também ne? 

      - Sempre é bom ne – todos riram, nos despedimos novamente e fomos embora. 

  Após alguns passos além da entrada do templo meu acompanhante notou a incrível visão que o topo daquele morro nos proporcionava. Aquela provavelmente era a parte mais alta da cidade e podíamos ver tudo, era absolutamente lindo ver todas luzes da cidade acesas durante a noite. 

                - Cara, desculpa, mas que caralho de visão, nossa isso é lindo demais, sua prima é muito sortuda em morar em um lugar como esse. 

                   - Também acho. As vezes quando durmo aqui eu e Karin ficamos sentados na rua vendo a paisagem enquanto comemos besteiras e conversamos, ela gosta de chamar essa visão de céu terrestre. 

                  - Verdade, realmente parecem estrelas – passamos os últimos minutos enquanto descíamos o morro apreciando a vista, mas assim que descemos ele continuou – Key, vamos para sua casa ou direto para escola? 

                  - Acho melhor irmos para a escola, ai tentamos cochilar em alguma das carteiras – ele apenas respondeu "ok". 

                 Otsuki perguntava coisas simples pelo caminho, perguntas triviais que fazemos quando queremos conhecer uma pessoa nova, perguntava o que eu gostava de fazer ou de comer e envolvido nessa conversa de início de amizade andamos todo o trajeto sem nos dar conta.  

                  Quando chegamos na escola notamos que ela estava basicamente vazia, tinha alguns pouquíssimos professores e outros funcionários, sem deixá-los nos ver fomos para nossa sala nos sentamos e conversamos mais um pouco. Otsuki boceja e afirma que iria tentar dormir um pouco, concordei, também iria tentar cochilar, mas por um breve relance meus olhos passaram pela janela e vi um dos primeiros brilhos do nascer do sol. 

                     - Hey, vem aqui – peguem o pulso de Otsuki e o puxei levando-o comigo. 

                     - Que isso? Onde vamos agora? 

                  - Você vai ver - pude vê-lo virar os olhos, "aff de novo isso", aposto que era o que pensava. 

                 Após sair da sala, virar alguns corredores e subir algumas escadarias chegamos na entrada do terraço. Normalmente a porta de entrada do terraço fica trancada com um cadeado falso onde basta puxa-lo para baixo que o mesmo abre. Descobri isso em um dos almoços que fugia de Otsuki, e em um ato de decepção ao ver a porta com o cadeado o peguei e o puxei, iria apenas manda-lo contra a porta, mas para minha surpresa ele abriu. 

                        - Terraço? Ele não fica trancado? 

                      - Eu tenho a chave, agora vem se não vamos acabar perdendo o inicio – eu já tinha aberto o cadeado, e havíamos entrado no terraço, quando Otsuki sem ver nada perguntou. 

                      - O que? - a porta de entrada do terraço ficava para oeste, quando o levei para a parte de trás da entrada, o leste, olhei para o seu rosto, que estava boquiaberto – uau. 

                       - Não acho que é o melhor lugar para ver, mas, imaginei que deveria ser bem legal ver o nascer do sol por aqui também. As vezes o vejo quando estou descendo o morro do templo.  

                        -  Key é incrível. 

                       Nos encostamos em uma parede e ficamos admirando o nascer do sol, vimos as últimas estrelas desaparecerem, o céu mudar do tom azul marinho, uma transição de cores violeta, depois uma variação de laranja e vanilla, por fim chegou no seu tom azul magistral. Sentimos os primeiros raios tocando nossas peles e nos aquecer. 

                         Bom pelo menos eu vi e senti tudo isso, pois quando eu menos esperava Otsuki desabou sobre mim com um profundo suspiro. Em algum momento ele havia dormido. 

 

                        As vezes algumas coisas acontecem sem que a gente se de conta. Após aquele incidente com meu perseguidor na padaria, minha relação com Otsuki mudou completamente. Ao conviver com minha família, o garoto que eu simplesmente ignorava e odiava se aproximava cada vez mais de mim e se tornou um amigo, sem eu conseguir notar.  Assim como o primeiro broto a aparecer no meio da neve nos últimos dias do inverno, pode não ter importância naqueles dias, mas é o primeiro e simples sinal que a mudança está chegando, as situações e atitudes, mudam as pessoas mesmo que no mínimo dos detalhes, algo que num futuro talvez pode fazer toda a diferença. 

 

                 "Eu mudei...". 

                      Poderia tê-lo acordando-o, poderia tê-lo empurrado, poderia até mesmo sair e deixa-lo ali continuando a dormir sozinho, eu poderia ser tão cruel e babaca, mas eu não sei se teria a coragem ou melhor a frieza de fazer algo tão ruim e rude com alguém que é tão legal comigo? 

                "Só dessa vez". 

                    Eu tentava me fingir de forte, tentava me enganar afirmando para mim mesmo que apenas estava sendo justo, mas no fundo por mais que eu não quisesse admitir, eu sabia que tinha algo em mim que não me deixava sair dali. 

                     Quando Otsuki em seu sono profundo desabou sobre mim, sua cabeça foi parar na mochila que estava sobre meu colo, grande parte do seu corpo tocava o meu, ele novamente estava tão perto que eu conseguia sentir seu cheiro, novamente. Ou talvez era apenas um suave perfume amadeirado que ele exalava e que ficou marcado em minha mente das outras vezes, e que sem saber me causava um leve, mas potente êxtase. Por um segundo pensei em uma desculpa para mim mesmo "o perfume dele é muito bom, vou ficar aqui só por mais alguns segundos, só mais alguns segundos... depois tenho que pergunta-lo o nome dessa fragrância.". 

                         Eu estava totalmente submerso sobre o seu cheiro me vi numa situação nunca imaginada. Mesmo que Otsuki não soubesse, naquele momento eu era seu refém, refém da sua essência, da sua fragrância, e o pior, eu era seu refém por livre e espontânea vontade.  


Notas Finais


Oi oi, primeiro se você leu ate aqui, muito obrigado.
Sobre o pedido que eu queria fazer é bem simples, para adaptar um melhor texto e futuramente um desenvolvimento melhor da historia fiz uma pequena mudança no ultimo capitulo (capitulo 4) de apenas algumas palavras na ultima pagina. Onde mudei o tempo da historia acrescentando alguns dias entre os capítulos, caso tenha curiosidade de ler, fique a vontade.


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