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História Isso não é uma história de amor - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oi amores, voltei! ❤

Boa leitura!

Capítulo 3 - The redhead girl


Fanfic / Fanfiction Isso não é uma história de amor - Capítulo 3 - The redhead girl

- Peeta! Aí está você!

 

 

- Eu juro que em toda a minha vida, eu nunca tinha ficado tão feliz em ouvir sua voz. - Fecho a porta do meu armário e Cinna sorri pra mim, me abraçando.

 

- Que saudades, garoto.

 

- Eu também estava.

 

- Não tanto quanto das piscinas, eu aposto. - Diz e eu dou de ombros.

 

- Você me conhece. - Digo e ele sorri. - E então, quando as aulas começam?

 

- Na sexta. - Diz e eu sorrio abertamente, sentindo meu coração acelerar.

 

- Você está brincando!

 

- Para sua felicidade, não!

 

- Eu posso ir hoje? Agora?

 

- E por acaso você tem sua roupa aí? - Pergunta e eu pisco para ele.

 

- E você ainda pergunta? - Digo e ele sorri.

 

- Você não tem aula não? - Coço a nuca e ele estreita os olhos na minha direção. - Mellark, eu não quero arranjar problemas na primeira semana de aula.

 

- Mas você não sabe que eu vou estar lá. Qual é, Cinna. Ninguém vai saber.

 

- Tá bom. - Diz derrotado e eu sorrio, batendo no seu ombro com o meu.

 

- Voce é o melhor. - Ele revira os olhos mais uma vez.

 

- Então por que você só diz isso quando eu lhe dou alguma coisa?

 

- Cinna, Cinna, Cinna... - Tranco o armário e dou dois tapinhas nas suas costas.

 

- Some daqui, vai.

 

- Não precisa pedir duas vezes. - Pisco para ele e me viro de costas, começando a correr na direção do ginásio de natação.

 

Olho ao redor para me certificar de que não havia nenhum professor a espreita e entro no ginásio, respirando fundo.

 

Corro até o vestiário e abro meu armário, pego minha sunga, a touca, o óculos e a toalha e guardo a mochila no lugar, tiro minha roupa e uso a sunga, juntamente com o óculos e a touca.

 

Começo a rir como uma criança feliz e corro até a piscina, mergulhando na mesma.

 

A água toca cada centímetro do meu corpo e eu sorrio mesmo submerso, sentindo como se cada célula dentro de mim estivesse irradiando energia.

 

Fico na piscina pelo resto da manhã, treinando diferentes tipos de salto e nado, cronometrando meu tempo para atravessar a piscina e treinando meu fôlego. Saio do ginásio perto das duas da tarde, com a barriga roncando e completamente cansado.

 

Pego meu celular na mochila e o desbloqueio, enquanto continuo caminhando para a caminhonete. Mando uma mensagem para a minha mãe avisando que vou ao mercado e que a janta é por minha conta, apertando em enviar.

 

Sorrio um pouco, mas este some assim que sinto meu corpo colidindo com o de alguém. Levanto os olhos assustado e encontro uma garota ruiva me fuzilando com o olhar.

 

- Meu Deus, me desculpe! Eu sinto muito! - Digo e sua expressão se torna mais suave, enquanto ela respira fundo.

 

- Tudo bem, eu também estava distraída. - Diz e eu assinto.

 

- Você se machucou?

 

- Não. Estou bem. - Diz e eu suspiro aliviado.

 

- Eu realmente não te vi.

 

- Está tudo bem...

 

- Peeta. Peeta Mellark. - Estendo minha mão e ela aceita, me cumprimentando.

 

- Meu nome é Annie Cresta.

 

- Eu acho que nunca te vi por aqui...

 

- Eu sou aluna nova. Por isso estou meio perdida ainda.

 

- Eu imagino. Está gostando daqui?

 

Sem que eu e Annie percebessemos o tempo pareceu passar voando, e quanto nos demos conta a aula já havia acabado e os alunos andavam pelo pátio apressados em irem para suas casas.

 

- Eaí, maninho? Não vai me apresentar a sua amiga? - Pergunta com uma voz curiosa e eu mordo a língua, droga!

 

- Prim, essa é a Annie. Annie, essa é minha irmã, Primrose. - Digo e a ruiva sorri para a loirinha e lhe dá a mão, arregalando os olhos e batendo na própria testa em seguida.

 

- Merda! Eu tenho que encontrar a minha irmã! - Diz e eu arqueio a sobrancelha.

 

- Você tem uma irmã? - Pergunto e ela assente freneticamente.

 

- Eu só não falei sobre ela... mas agora eu preciso achá-la! Tchau Peeta, obrigada pela conversa, foi um prazer conhecer você e sua irmã! - Diz enquanto caminha para longe, terminando a frase com um aceno antes de me dar as costas e correr para dentro da escola.

 

- Então essa é a garota?

 

- O que? Não! - Digo e ela sorri maliciosamente, reviro os olhos e destranco o carro, apontando para o mesmo com a cabeça. - Entra logo, vai. Nós vamos ao mercado.

 

Dou a volta no carro e entro, ela faz o mesmo e nós colocamos o cinto, dou a partida e começo a seguir na direção do mercado.

 

- O que vamos fazer no mercado? - Pergunta e eu a olho com tédio. - Ok, ok. Vou reformular minha pergunta. O que vamos comprar no mercado?

 

- A janta. - Digo e ela arqueia a sobrancelha.

 

- Você vai fazer a janta?

 

- É o que parece. - Digo e ela parece se lembrar de alguma coisa, sorrindo.

 

- E você não vai me contar nada sobre sua nova namorada? - Diz e eu reviro os olhos.

 

- Tava demorando mesmo... - Murmuro baixinho. - Ela não é minha namorada!

 

- Ainda.

 

- Primrose, você está parecendo aquelas tias chatas de festa de família. Annie não é minha namorada. Ponto. Ela estava perdida porque é aluna nova e acabamos nos esbarrando. Só isso.

 

- Ah, ela é aquela aluna nova? - Ignoro a ponta de malícia na sua voz e reviro os olhos.

 

- Não. Eu deveria ter pedido pra mamãe vir buscar você. Por Deus.

 

- Ok, ok, nervosinho. Eu parei. Credo. Nem parece que você nadou o dia inteiro. - Diz e eu a olho com os olhos cerrados.

 

- Como você sabe disso?

 

- Cinna me contou, cabeção. Encontrei com ele no corredor.

 

- É claro que encontrou.

 

- Quanto mau humor. Credo, Peeta. Sabia que o estresse faz você morrer mais cedo? - Reviro os olhos pelo o que parecia ser a décima vez no dia, não me dando ao trabalho de respondê-la.

 

Estaciono a caminhonete e saímos da mesma, subindo a esteira até o mercado. Faço as compras em silêncio, apesar de sentir o olhar de Primrose sobre mim algumas vezes.

 

Voltamos para a casa apenas com o som do rádio e aos poucos começo a me sentir mal por ter sido tão rude com a loirinha.

 

Estaciono a caminhonete e saio da mesma, Primrose faz o mesmo e eu coço a nuca, suspirando.

 

- Ei, loirinha. - Chamo e ela me olha em silêncio. - Eu... sinto muito por ter sido tão rude com você. Sei que isso não é motivo, mas a volta às aulas me deixou estressado e...

 

- Apaixonado? - Pergunta com um sorriso malicioso e eu acabo sorrindo também, recebendo um abraço dela.

 

- É impossível se apaixonar só de olhar pra alguém, Primrose.

 

- Já ouviu falar de amor a primeira vista, cabeção?

 

- Já, e não acredito nisso. - Digo e ela dá dois tapinhas no meu peito, se afastando.

 

- Pois deveria. - Ela pisca pra mim e entra em casa, eu suspiro e pego as compras no carro, levando-as para a cozinha.

 

Deixo as mesmas em cima da mesa e sinto a presença de alguém, olhando na direção da porta e encontrando meu pai.

 

- Oi, pai.

 

- Vai começar agora? - Pergunta e eu nego. - Tome um banho. Você sabe onde me encontrar.

 

E eu de fato, sabia. Subimos as escadas juntos, mas meu pai continua o caminho até o último quarto do corredor. Tomo um banho rápido e uso uma box preta e um short de malha da mesma cor, optando por uma camisa branca.

 

Saio do quarto e vou até o último cômodo, batendo na porta duas vezes antes de entrar.

 

O “quarto das estrelas” - como eu havia apelidado carinhosamente quando era menor - continuava o mesmo de sempre. As paredes eram pintadas de um azul escuro e o teto era coberto por estrelas, planetas e cometas de plástico, que brilhavam no escuro e davam um toque mágico ao lugar.

 

Os móveis eram poucos: um frigobar que continha diversos tipos de bebidas e até alguns salgadinhos, além de alguns sofás e uma mesa acompanhada de algumas cadeiras, que meu pai costumava usar para fazer anotações.

 

Mas o que eu mais gostava naquele lugar estava parado na sacada naquele momento, enquanto meu pai o regulava.

 

- Eu senti saudade desse quarto. - Digo colocando as mãos nos bolsos e ele sorri, virando de frente para mim.

 

- Você herdou esse amor pelo céu do seu velho pai, não é? - Pergunta e eu assinto.

 

- A beleza também. - Digo e ele nega.

 

- Temo que essa, tanto você quanto Primrose, tenham herdado da sua mãe. - Diz e eu sorrio.

 

- Se você diz... - Ele dá de ombros e faz um sinal para que eu me aproxime.

 

- O que acha de darmos uma olhada no céu depois do jantar? - Pergunta e eu assinto.

 

- Eu adoraria.

 

- Então… você tem algo para me contar? - Pergunta e eu sorrio.

 

- Olha. Você está aprendendo a enrolar antes de ir direto ao ponto.

 

- E você está aprendendo a mudar de assunto. - Ele arqueia a sobrancelha e eu suspiro.

 

- Sobre o que quer conversar?

 

- Você parecia enfezado quando voltou do colégio na segunda. Aconteceu alguma coisa? - Pergunta e eu suspiro, me sentando em um dos sofás no centro do quarto. Meu pai vai até o frigobar e aponta com a cabeça para o mesmo. - Cerveja? - Eu assinto, apesar de sentir meu estômago roncar de fome.

 

Haymitch traz duas garrafas e senta ao meu lado, me oferecendo uma delas. Aceito a cerveja e tomo o primeiro gole, sentindo o líquido gelado descer pela minha garganta enquanto tento ganhar tempo para pensar no que dizer.

 

Minha relação com o meu pai era a melhor possível. Depois de Finnick, meu velho era a pessoa que eu mais confiava na minha vida. Desde sempre eu tive a liberdade de conversar com ele sobre qualquer assunto que eu quisesse, e essa era uma das coisas que eu mais amava nele.

 

- Então, tem uma garota nova na escola. - Digo e ele me olha de forma maliciosa, reviro os olhos e ele bate sua cerveja na minha, sorrindo.

 

- Só estou brincando com você, filho. Continue.

 

- Eu nunca a vi antes, e nunca vi nenhuma outra tão bonita quanto ela. O problema é que, quando ela chegou… - Franzo o cenho. - Eu fiquei estranho.

 

- Estranho como?

 

- Meu coração acelerou, minhas mãos começaram a suar e eu simplesmente não conseguia tirar meus olhos dela. Ela é tão linda, pai. - Digo e ele sorri.

 

- Me conte mais sobre essa garota.

 

- Eu não sei muito. Só sei que o nome dela é Katniss Everdeen. Ela tem várias tatuagens, os cabelos pretos e é alguns centímetros mais baixa do que eu. Parece ser bastante inteligente também. - Tomo um grande gole da minha cerveja.

 

- Você não tentou conversar com ela? - Pergunta e eu dou de ombros.

 

- Eu não fui para as aulas de ontem, nem de hoje.

 

- E o que estava fazendo?

 

- Nadando. - Digo, o que em partes, era verdade. Ele arqueia a sobrancelha. - Eu sei que não deveria matar aula, mas eu estava com saudades.

 

- Só estou surpreso. Geralmente conseguimos perceber na sua fisionomia quando você nadou, mas dessa vez não parece. - Diz e eu coço a nuca. - Cinna te falou alguma coisa sobre aquele projeto? - Pergunta e eu nego.

 

- Eu só o vi no corredor, então não tivemos tempo de conversar direito, mas as aulas começam na sexta e eu espero que consiga falar com ele. - Ele assente e alguém bate na porta, nós dois olhamos para a mesma e em seguida minha mãe a abre.

 

- Oi, amor. - Meu pai diz com uma voz mais doce, me fazendo sorrir. - Precisa de alguma coisa?

 

- Na verdade, eu só vim perguntar ao Peeta o que ele vai fazer para nós jantarmos.

 

- Meu famoso strogonoff, mamãe. - Digo e ela sorri, entrando no quarto.

 

- Eu mal posso esperar pra comer essa delícia de novo, filho. - Pergunta e eu a abraço de lado, beijando sua cabeça.

 

- Eu pretendo fazer isso mais vezes. Não só o strogonoff, mas o jantar em si. Não é justo você fazer a janta todos os dias, mamãe.

 

- Ah, eu não faço sozinha. Seu pai me ajuda. - Diz e eu dou de ombros.

 

- De qualquer forma, eu farei o jantar mais vezes. - Solto a minha mãe e vou até a porta, abrindo a mesma. - Vou chamar Primrose para cozinhar comigo. - Ela apenas assente e eu sorrio sem mostrar os dentes, indo para a cozinha.

 

 

~ _|||_ ~

 

 

Ajeito a mochila no ombro e coço os olhos, bocejando.

 

Eu e meu pai havíamos nos empolgado olhando o céu na noite anterior, e acabamos passando muito além do horário de dormir.

 

Caminho lentamente até o meu armário, abro o mesmo e respiro fundo, sentindo meus olhos arderem.

 

- A noite foi longa, hein? - Diz e eu sorrio de lado.

 

- Eu e meu pai estávamos olhando o céu. - Digo, fechando o armário.

 

- E nem pra você me chamar? - Resmunga e eu reviro os olhos.

 

- Foi coisa de última hora. 

 

- Sei... - Ele bate no meu ombro e eu sorrio. - Tem aula de quê?

 

- Literatura. - Digo desanimado e ele assente.

 

- A minha também, cara. Que merda. Eu odeio literatura. - Diz e eu assinto. - Ainda não desistiu da festa da Glimmer amanhã?

 

- Ela nem vai ver a gente, cara. - Digo e ele suspira.

 

- Se ela vir de graça pro meu lado você está fodido, Peeta. - Diz e eu sorrio, nos sentamos no fundo da sala e eu tiro o caderno da mochila, colocando-o juntamente com o estojo em cima da mesa.

 

A professora entra na sala poucos segundos depois e prontamente começa a aula, bocejo mais uma vez e apoio a cabeça na mão, sentindo meus olhos pesarem.

 

Finnick me cutuca e eu empurro seu braço para longe sem abrir os olhos, resmungando um pouco, sem querer acordar. Porém, pouco tempo depois, a menção ao meu nome em uma voz áspera me faz abrir os olhos rapidamente e olhar na direção da professora que me encarava com um olhar nem um pouco contente.

 

- Já que você já domina o assunto sobre o qual eu estou falando, por que não vai lá fora procurar algo mais interessante para dedicar a sua atenção? - Diz e eu suspiro, guardo meu material na mochila e uso a mesma sobre os ombros, saindo da sala e ignorando os risinhos e cochichos.

 

Caminho lentamente até o meu armário e mando uma mensagem para Primrose e outra para minha mãe avisando que eu iria pra casa mais cedo para dormir, garantindo à minha mãe que ela não precisava ficar preocupada.

 

- Você ainda vai acabar arranjando problemas por matar aula, Mellark. - Diz e eu sorrio, fechando meu armário e encarando seus olhos verdes que me olhavam com diversão.

 

- E o que a senhorita está fazendo aqui? Vai usar a desculpa de que se perdeu de novo? - Pergunto e ela estreita os olhos na minha direção, fingindo uma expressão surpresa.

 

- Que ousadia! - Ela acaba sorrindo e então aponta pra mim. - Sério. O que você está fazendo aqui?

 

- Eu fui dormir muito tarde e estou morrendo de sono, então vou ir pra casa. - Digo e ela assente. - Você?

 

- Só não aguentava mais a aula de geometria. - Ela mostra a plaquinha que os alunos usavam para ir ao banheiro e eu sorrio.

 

- Eu te entendo. - Annie sorri um pouco e então bate no meu ombro.

 

- Vou deixar você ir tirar seu sono da beleza. Tá precisando, Peeta. - Diz e eu rio, ela faz tchau e eu retribuo, mas antes que a ruiva possa virar o corredor, eu lembro de uma coisa.

 

- Annie!

 

- Sim? - Ela para de andar e vira de frente pra mim.

 

- Vai ter uma festa amanhã a noite, na casa de uma garota. O que você acha de ir? Para se enturmar, sabe? - Digo e ela assente, mordendo o lábio. - O que foi?

 

- Tem problema se a minha irmã for junto? - Pergunta e eu nego.

 

- É claro que não. - Digo e ela sorri, mas algo dentro de mim faz com que eu pergunte. - Quem é sua irmã?

 

- Bom, ela é nova assim como eu, mas você já deve ter visto ela pelos corredores. Cabelos pretos, olhos cinzas, cheia de tatuagens...

 

Eu só conseguia pensar em uma única pessoa que continha todas essas características.

 

- Ah, olha ela aí! - Annie aponta para alguém atrás de mim e eu me viro lentamente, encontrando um par de olhos cinzentos vindo na minha direção.


Notas Finais


Iti malia ❤ não vou postar nenhuma foto da Annie, prefiro que fique pela imaginação de vocês! 😙

Comentem e até o próximo ❤


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