História Issues - Capítulo 4


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Dabi, Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Enji Todoroki (Endeavor), Fumikage Tokoyami, Fuyumi Todoroki, Gran Torino, Hitoshi Shinsou, Hizashi Yamada (Present Mic), Ibara Shiozaki, Iida Tenya, Itsuka Kendo, Katsuki Bakugou, Kinoko Komori, Kurogiri, Kyoka Jiro, Mashirao Ojiro, Mei Hatsume, Midoriya Izuku (Deku), Mina Ashido, Minoru Mineta, Mirio Togata (Lemillion), Momo Yaoyorozu, Naomasa Tsukauchi, Neito Monoma, Nejire Hado, Nemuri Kayama, Personagens Originais, Pony Tsunotori, Sen Kaibara, Shouta Aizawa (Eraserhead), Shouto Todoroki, Stain, Tetsutetsu, Thirteen, Toga Himiko, Tomura Shigaraki, Toru Hagakure, Tsuyu Asui, Uraraka Ochako (Uravity), Yagi Toshinori (All Might), Yosetsu Awase, Yu Takeyama (Mount Lady), Yuga Aoyama, Yuuga Aoyama
Tags Dabi, Shigaraki, Tomura, Yaoi
Visualizações 44
Palavras 2.934
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Colocando essa fanfic em dia, desculpem se eu errar em questões de coesão nele, estou fodidamente doente no momento, acabei vomitando e minha mãe teve que ir me buscar na escola, ou seja, vou ter que me distrair de alguma forma, talvez esse capítulo fique maior que o normal.

Capítulo 4 - Trash


Fanfic / Fanfiction Issues - Capítulo 4 - Trash

Eu não sei porque eu sou tão frio

Eu não sei porque isso me machuca

Tudo o que quero fazer é estar com você

E fazer a dor ir embora

Por que eu tenho uma consciência?

Tudo o que ela faz é ferrar comigo

Por que eu tenho esse tormento?

Tudo o que quero fazer é acabar com essa porra

 

Dor e hesitação era o espectro que rondava os corações de cada vilão presente no esconderijo, não estariam ali sem motivo, alguns não tinham uma mente sã o suficiente para viver em sociedade, outros estavam despedaçados demais por dentro, uns haviam desistido da vida em sociedade, em sua maioria só queriam acabar com todo o inferno que era chamado de mente. O homem repleto de queimaduras estava quase que em um coma alcoólico, ao seu lado residia uma garrafa de vidro quebrada, cujos cacos estavam sendo aproveitados por seu líder, que dilacerava a própria pele firmemente com os fragmentos pontiagudos, que ardiam nos ferimentos em seus braços pelos vestígios de uísque impregnado no vidro úmido, tanto pelo álcool quanto pelo sangue, deixando pequenos fragmentos da poeira cortante dentro dos machucados, um mais profundo que o outro, ele aproveitava a dor de cada um, se divertindo com o sangue que descia aos poucos, sujando não só o chão como o sobretudo já encardido pela vitalidade do homem ao lado, cuja visão estava demasiado embaçada para fazer algo, apenas tentando o parar, em vão, com movimentos bruscos e fracos de suas mãos trêmulas pela ressaca.

— Pare com essa merda... — Sua voz grave e arrastada pedia, conseguindo segurar um dos braços de Tomura, sentindo o sangue molhar sua palma.

Não obteve resposta, apenas o silêncio seguido da forma que o grisalho arfava, não sabia dizer se era por prazer ou dor, e o som do vidro caindo ao chão, rasgando violentamente os tecidos, arrastando pela carne, a fatiando e deixando ainda mais visível os nervos internos, que eram ofuscados em breves segundos pelo sangue que eclodia, morno e viscoso, sendo limpo pela língua de Tomura, que fazia questão de provar o gosto de si mesmo da forma mais pura possível, conseguindo sentir pedaços dos fragmentos de vidro presos em sua língua, igualmente machucada. Os cacos se quebravam quando atirados violentamente contra a parede, voltando como uma chuva afiada, decorando o chão com as migalhas brilhosas e cristalinas, em suas maiorias tingidas parcialmente de sangue.

Suas mãos não puderam alcançar mais um pedaço, sendo segurado firmemente pelo homem anteriormente quase que desacordado, que havia se erguido com um impulso, utilizando todas as suas forças, apesar de que não era nem um terço de quando estava sóbrio, mas continuava o suficiente para conter aquele automutilador. O olhar sangrento do líder se expandira em um psicótico e excessivo mar de lágrimas, caindo, junto do sangue em seus braços, que eram pressionados pelo outro. Entreolharam-se, o azul tristonho e ao mesmo tempo misterioso dos olhos de Dabi pareciam serem o necessário para extinguir a chuva de sangue nos dele, lhe passando uma espécie de calmaria em meio à maré.

 

— Qual a porra do problema com você? — Questionava o homem a beira da insanidade, observando as queimaduras do outro, analisando suas reações — Você é a merda de um zumbi, me solta! — Exclamava assustado, sua mente distorcia tudo a sua volta.

— Você quer saber qual a porra do meu problema então?— Tomou um pouco de ar, tendo de se controlar para não envolver suas mãos no pescoço fino e machucado de Tomura, o apertar até que se quebrasse e este tivesse o rosto arroxeado como uma ameixa pela sufocação — A porra do meu problema é você! — Respondeu de uma vez, com a voz quase que berrante, se rompendo entre a seriedade e melancolia, deixando transmitir sua preocupação.

Eu conto minhas mentiras

E desprezo cada segundo que estou com você

Então eu vou embora, mas você insiste em ficar

Mas o que porra há com você?!

 

Mais um dia se passará, estavam a quase duas semanas juntos naquela relação conturbada, tendo que constantemente cuidarem um do outro, Tomura tinha que se certificar que Dabi não morreria de câncer de pulmão, desintegrando cada um de seus maços de cigarro, sendo quase que queimado vivo depois, Dabi por outro lado tinha que ser não só uma babá mas um doutor, tendo que adivinhar o que diabos se passava na perturbada mente do outro, ele era demasiado problemático, demasiado conflitante, todos os dias precisava trocar seus curativos, até chegar ao ponto que este se trancara totalmente no próprio quarto, evitando comer, conversar ou até sair para tomar um banho, ele estava em uma depressão profunda ,engolido pelos fios de sanidade que insistiam em se romperem e emaranharem dentro de sua cabeça.

— Abre isso!

Diante do silencio, Dabi não teve escolha se não cremar a porta de madeira pesada, a reduzindo a nada mais que cinzas, podendo notar o olhar assustado de Tomura, que se encolhia e ia para trás, estava sentado em sua nova cama, que era melhor que dormir ao chão, era de solteiro e forrado com um tecido macio na cabeceira, os cobertores igualmente confortáveis, mas sujos de sangue. Sua posição era de uma alarmante psicose, sentado na beira, com ambas as mãos sob o rosto, havia sido sua reação ao ser confrontado com a luz vinda de fora, deslizando de seu anterior casulo de dor, no qual estava com ambas as pernas dobradas tocando o abdômen, tremendo, escondendo o rosto nos joelhos, se lamentando.

— V-Vai embora! — Ele pedia, sua voz rompida como o próprio coração, tentando não surtar, não poderia novamente, estava trancado ali por uma boa razão.

— Que merda tá acontecendo? Eu já fui paciente até demais com você seu mimado! — Começou Dabi, não o deixando fugir do assunto — Você não pode simplesmente se trancar aqui sem dar satisfações e agir como a porra de uma criança — Continuou, sentando ao lado dele na cama, o vendo ir para o mais extremo canto, agarrado a cabeceira, tomando cuidado com as mãos.

— Eu sou um lixo... Saia daqui...

— Que!?

— Eu não estou assim atoa... Eu... Eu estou com medo, Dabi! — Falava descontrolado, se agitando para frente e para trás em uma constante melancolia, coçando o pescoço violentamente, este que estava não só repleto de ferimentos como visivelmente infeccionado em uma parte pela extensão do machucado, que estava ficando amarelado e continuava com secreções viscosas, em seus braços a situação não era diferente.

— Calma, me fala o que aconteceu. — Pediu, tentando ajustar melhor o tom para algo mais suave, evitando se aproximar muito, estava olhando fixamente para os ferimentos.

— Eu sou um monstro... Um monstro... — Sussurrava, expondo toda sua mania — É por isso que eu mereci todos os anos de dor, é tudo culpa minha! —Acabou não conseguindo mais se segurar, falando com uma voz totalmente quebradiça, chorando intensa e dolorosamente, indo para o canto da parede e deixando as pernas sob o colchão, encolhendo-se e abraçando um dos travesseiros, o transformando em pó após alguns segundos por tê-lo apertado com todos os dedos, o que apenas piorou seu estado, lhe fazendo se acertar propositalmente contra a parede, batendo a nuca violentamente nesta.

Dabi não sabia o que dizer, não poderia simplesmente falar algo como “Não foi culpa sua, vai ficar tudo bem”, queria dizer algo bom, mas não conseguia, não era o tipo de coisa que faria nem que funcionaria com alguém quebrado como Tomura, cujas soturnas atitudes pareciam influencia-lo de certa forma, o arrastando junto para aquele poço de tristeza que o líder se recusava a sair. Deixou a mão direita atrás de sua cabeça, segurando seus cabelos de forma gentil, virando-o para si. Teve que se lembrar de como era acalmar um bebê para tomar controle da situação, o trazendo para si com cuidado, sem movimentos bruscos, acariciando seus cabelos lenta e cuidadosamente, vendo que havia funcionado, pelo menos um pouco, ele continuava surtado, mas não estava se machucando.

O moreno estava prestes a se levantar para pegar curativos e tratar do outro, mais foi surpreendido por Tomura, que agarrou em sua manga ao o ver erguer-se, olhando-o choroso, era uma visão perturbadora, de alguém que estava quase que morto de fome de tanto tempo que não comia algo, empalidecido, cujos olhos saltavam para fora dos orbes como de um cadáver, contrastando com seus cabelos bagunçados e cinzentos que pareciam pairar diante de sua cabeça, mantendo a espectral visão. As maçãs dos rostos estavam ainda mais visíveis pela magreza excessiva, sua clavícula demasiado marcada junto com as costelas, era tudo evidente, um verdadeiro e ambulante morto-vivo.

— Shhh... Eu vou pegar apenas algumas coisas para cuidar de você. — Falou suavemente, sorrindo e reconfortando Tomura, que o soltou, voltando a se encolher e abraçar as próprias pernas, escondendo-se da pouca luz que adentrava o cômodo.

Os poucos minutos que Dabi demorará pegando todos os algodões, analgésicos, curativos e desinfetantes possíveis, que eram reservador especialmente para o problemático Shigaraki, haviam se parecido como uma eternidade vazia, enterrado vivo, para o outro, que estava sangrando não só por fora como por dentro, seu coração reduzido a pó não queria bater corretamente, a pressão estava baixa, as consequências de um distúrbio alimentar grave batiam em sua porta, era a verdadeira silhueta da morte estampada em seu corpo, os ossos marcados na palidez, as roupas pretas, o cabelo cinzento cobrindo os olhos avermelhados, os lábios rachados e finos, as cicatrizes e olheiras pelo rosto, tudo era a soma do constante processo de isolação que sofria diariamente, aquilo tornava um garoto no ápice da juventude parecer com um ressecado velho com um pé no mundo dos mortos e outro no mundo dos vivos. Quando a presença abrasadora do outro retornou, não pôde evitar esboçar um tremulo e seco sorriso nos lábios cortados, cuja pele ao ser forçada para aquela expressão, se soltava e deixava mais ferimentos abertos, além de mordiscados estavam sofrendo as consequências da desnutrição, junto de seus cabelos e unhas, cuja textura era frágil e poderia ser rompida em questões de segundos com um simples toque, ressecados.

— Você precisa de um banho, de um bom hidratante e de comida, se continuar nesse ritmo vai acabar morto. — Dabi falou de repente, se sentando ao lado dele, que ficou em uma posição mais visível para que tratasse dos ferimentos.

— Essa é minha intenção... — Dizia com a voz fraca e rouca, esticando o pescoço e mordendo fortemente a própria língua ao sentir o algodão com água oxigenada tocar seus ferimentos, sendo pintado de rubro conforme limpava toda a região de sua garganta, os ferimentos ardiam.

— Pretende se matar assim? Boa sorte, no máximo vai conseguir muita dor, porque enquanto eu estiver aqui, isso não vai acontecer. — Lhe afirmou com veemência, todo seu tom, olhar focado e honestidade evidente contribuíam para que fosse verossímil para Shigaraki.

Não obteve resposta de seu “chefe”, sendo apenas encarado pelo mais diferente dos olhares vindos deste, qual não soube decifrar e traduzir para uma mensagem clara, era como uma mistura de desesperança, dor, afeição e até simpatia, mas não conseguia encaixar as peças daquele complicado quebra cabeça. A ferida infectada foi tratada individualmente, tendo álcool passado em sua extensão, sendo limpa ao máximo e tendo um firme curativo preso, junto das faixas que deixaram todo seu pescoço envolvido, com partes sujas de sangue, teria que tomar mais cuidado ainda com Tomura a partir daquele momento, teria de vigiá-lo durante a noite, não poderia o deixar sozinho um minuto sequer, não se quisesse seu bem estar. Quanto aos braços, não estavam em uma situação de carne viva tão horrenda como já havia visto algumas vezes, havia ainda cortes cicatrizando da última vez que havia o visto se machucando, quando estava invalido e demasiado bêbado para ajudá-lo, continuava culpando-se por isso. Um olhar de medo veio de Shigaraki ao o ver pegar uma agulha e linha, tentando puxar o braço, mas sendo segurado fortemente, desaprovando por um olhar rígido.

— Eu não gosto de agulhas...

— Então você se fatia todo com qualquer coisa cortante que tem pela frente, mas tem medo de agulhas? Só pode ser brincadeira... — Resmungou Dabi, incrédulo com o que estava vendo — Não vai doer muito, eu sou bom em suturar. — Tentou reconfortar, apontando para o próprio rosto, os piercings neste davam a impressão de serem costuras, o que o deixava ainda mais macabro.

Tomura se debateu até acabar desistindo, fechando os olhos e apertando com força a própria coxa, cravando suas unhas frágeis no tecido da calça, impedindo que se machucasse mais. A agulha adentrou a pele aos poucos, atravessando com a linha improvisada, cruzando o caminho e fechando aos poucos os ferimentos mais graves, até que estivessem totalmente cerrados e com uma aparência melhor. Quando tudo ficou pronto, Dabi se ergueu, ficando a frente de Tomura, o olhando da cabeça aos pés.

— Tire suas roupas.

— Uh... — Foi para trás, tentando se esconder.

— Se você tiver mais machucados, eu quero cuidar deles, me de essas roupas para levar para lavar, vou te dar um banho.

Foi extremamente difícil conseguir com que Tomura cedesse, teve que transmitir confiança o suficiente para ele, mas quando conseguiu, percebeu o porque daquele medo, o porque de se esconder sempre por baixo de roupas tão largas. Quando ficou despido, seu corpo insalubre, de visão cadavérica e pouco atraente ficou a mostra, cada osso parecia cortante contra a pele, os quadris eram ossudos e estreitos, a cintura demasiado fina, as costelas evidentes, os braços finos, as pernas com um espaçamento demasiado grande. Toda aquela visão esquelética fez com que uma expressão com um misto de nojo e raiva surgisse em Dabi, estava odiando seja  lá quem havia o deixado daquele jeito, se um dia descobrisse o que havia acontecido, reduziria o sujeito a cinzas.

— Tomura, porque você nunca come algo? — Perguntou curioso, temendo a resposta.

— Quando eu como imagino toda a comida desintegrando dentro de mim, e imediatamente vomito, sem ter que levar os dedos até a garganta... — Respondeu, surpreendendo o outro e o fazendo engolir em seco, ficando sem palavras diante da situação que encarava e desconfortável com o sorriso cínico no rosto do pálido.

Foram para o banheiro, era um lugar grande e espaçoso, havia uma banheira no canto, de mármore, um tanto suja de sangue nas bordas, mas foi facilmente dissolvido pela água quente que encheu o recipiente. Outra coisa que era impossível não reparar no acabrunhado líder, eram as diversas cicatrizes por seu peitoral, costas, pernas, em todos os lugares possíveis, além de marcas evidentes de mordidas em seu abdômen e na região dos mamilos, no interior de suas coxas também haviam claros sinais daquele abuso misterioso que sempre escondia. Não demorou para entrar no banho quente, encolhendo-se e aproveitando a água que relaxava seu corpo. Dabi pensou seriamente em o ajudar, mas não queria que ele tivesse alguma reação ou lembrança negativa, portanto, apenas o entregou uma esponja e sabonete, ficando sentado ao chão, a frente da porta, bloqueando sua passagem, observando o lívido garoto.

Tomura ensaboou-se cuidadosamente, sendo preciso com os ferimentos, mostrando que não era um idiota que não entendia o que fazer, tinha total noção do que estava acontecendo e de como deveria se comportar com os próprios tormentos. Ao notar os olhos tristonhos focados em si, não conseguiu evitar ter mais uma crise de choro, fazendo Dabi sentir-se terrivelmente culpado, não ousando voltar a o olhar uma vez sequer, até que estivesse terminado, erguendo-se. Dabi pegou a toalha e foi a levar para o rapaz, que devido à fragilidade, deslizou, sendo segurando precisamente, o impedindo de se chocar contra a cerâmica, que geraria sem duvidas um acidente fatal devido a seu estado atual. Sendo ajudado a repor-se, precisou de algum tempo para se secar, quando estava pronto, observou os braços de Dabi, que estavam segurando algumas peças de roupas, todas pretas.

— Essas roupas são minhas, mas você pode ficar com elas já que não tem outras... — Ofereceu, sem jeito, desviando o olhar e o vendo com a expressão fatídica e penosa, parecia cheio de culpa e remorso.

Seus sentimentos

Não posso evitar despedaçá-los

Me desculpe, eu não sinto o mesmo

Meu coração está constantemente odiando

Me desculpe, eu apenas te joguei fora

 

Novamente estavam de volta ao bom e velho bar, sentados lado a lado a frente do balcão, silenciosamente, Dabi havia feito um macarrão instantâneo para Tomura, que comia lenta e cuidadosamente, tendo que se distrair com a conversa que estavam tendo, para não pensar em toda a comida desintegrando, ou geraria mais um expurgo de comida vindo dele, era a última coisa que ambos queriam naquele momento. O assunto fluía, toda a gentileza de Dabi fazia o sangue bombear nas veias rompidas de Tomura, lhe dando um pouco de emoção positiva, estava com algo em mente desde que este havia o ajudado por toda a semana, que havia voltado após aquele caloroso banho e atitude generosa vinda do outro. A camisa de gola alta e mangas longas, a calça larga, ambas pretas, ficavam mais que largas em si, mas era confortável apesar disso, gostava da sensação de liberdade que as roupas grandes o davam.

— Dabi...

— Sim?

— Me desculpe, por ter te tratado como lixo, por ter sido assim todo esse tempo... É algo que eu simplesmente faço.

Uma criança havia surgido em Tomura, uma  criança pura, cujo coração estava partido apesar de tudo, cuja inocência parecia desvanecer junto de seus sonhos. Não conseguiu fazer algo além de sorrir, o peculiar sorriso de Dabi, mas dessa vez sem o costumeiro ar de zombaria e sarcasmo, apenas uma expressão carinhosa, a mais gentil que Shigaraki jamais havia recebido em toda sua vida. 


Notas Finais


Gostou? Se sim, não se esqueça de favoritar, comentar e me seguir para receber mais histórias como essas, cada palavra afetiva vinda de vocês, leitores, é suficiente para me fazer querer escrever ainda mais!
Até o próximo!


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