História Isto é guerra!!! - Capítulo 1


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Categorias Fairy Tail
Personagens Acnologia, Alzack, Anna Heartfilia, Aquarius, Aries, Bacchus Groh, Bickslow, Bisca Connell, Cana Alberona, Câncer, Capricórnio, Carla (Charle), Chelia Blendy, Crux (Kurukkusu), Droy, Elfman Strauss, Erik (Cobra), Erza Scarlet, Eve Tearm, Evergreen, Flare Corona, Freed Justine, Frosch, Gajeel Redfox, Gemini, Gildartz, Grandeeney, Gray Fullbuster, Happy, Hibiki Lates, Horologium, Ichiya Vandalay Kotobuki, Igneel, Irene Belserion, Ivan Dreyar, Jellal Fernandes, Jenny Realight, Jet, Jude Heartfilia, Jura Neekis, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Kinana, Kyouka, Laki Olietta, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Lector, Leon, Levy McGarden, Libra, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Lyon Vastia, Macao Conbolt, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Meredy, Mest, Metalicana, Michelle Lobster, Midnight, Millianna, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Mystogan, Nab Lasaro, Natsu Dragneel, Nikora "Plue", Ophiuchus, Orga Nanagear, Pantherlily, Personagens Originais, Pisces, Ren Akatsuki, Risley Law, Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Rufus Lore, Sayla, Scorpio, Sherry Blendy, Silver Fullbuster, Skiadrum, Sting Eucliffe, Taurus, Ultear Milkovich, Ur, Virgo, Wanaba, Warren Rocko, Weisslogia, Wendy Marvell, Yukino Aguria, Zeref
Tags Casais, Elfgreen, Fairy Tail, Gale, Gruvia, Guerra, Jerza, Miraxus, Monstros, Nalu
Visualizações 21
Palavras 2.174
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A minha segunda fanfic, desta vez com uma guerra sangrenta 😃. 😇

Boa leitura, meus extraterrestres fantasmas de kimonos e guarda chuvas roxos 👽👻👘☂💜!

Capítulo 1 - O meu passado contra o meu presente - Parte 1


Fanfic / Fanfiction Isto é guerra!!! - Capítulo 1 - O meu passado contra o meu presente - Parte 1

Jellal on

Todos os dias ela pergunta, eu não sei o que devo dizer. Se conto a verdade ou invento uma explicação. A última opção não iria resultar, não sei mentir e ela perceberia, é uma menina muito inteligente... Porém a primeira opção... Porquê? Porque raios aquilo tinha de acontecer connosco? 

- Jellal come, não sabemos quando é que vamos voltar a receber comida. - Diz o padre. Ele deve ser muito velho. Tem rugas em quase todo o corpo, grandes olheiras e pouco cabelo. Apesar de todos os acontecimentos por que passou, ele é capaz de manter o sorriso e a eterna preocupação sobre todos nós, mesmo os mais crescidos. 

O meu sofrimento, a minha questão, as verdadeiras lágrimas de saudade começaram há 1 ano...

Eu lembro-me bem daquele dia... O meu pai estava na varanda do seu quarto. Observava o horizonte com ansiedade e desespero no olhar. A minha irmã, Destiny, dizia que ele sabia que estava para chegar algo mau, mas que ela não percebera o que era. Incrível, ela na altura possuia apenas 5 anos e já entendia quase tudo. A minha mãe estava tensa, lavava a loiça do pequeno almoço como se a quisesse partir. Nem se quer, quis ajuda para a tarefa, o que não era comum. Alguma coisa estava para acontecer, no entanto, os pais teimavam em escondê-lo como se não soubessem que eu e a Destiny víamos o estado deles. 

Ao almoço sentámo-nos todos à mesa, era sábado por isso não fui à escola. O meu pai forçava-se a agir de forma natural, tanto que a meio da refeição a minha mãe erguem-se atirando a cadeira para trás. Provocou um grande estrondo. 

- Tu vais mesmo ficar aí a engolir cada garfada, ignorando o que vai ocorrer?! Deixando a nossa família morrer nas mãos de dragões?! A família por que tanto lutamos para erguer! - gritou. Eu e a minha irmã arregalámos os olhos incrédulos. Como assim íamos morrer nas mãos de dragões? 

- Eu nasci aqui, morrerei aqui! Tal como tu e eles! - responde o meu pai no mesmo tom. Não tive coragem de fazer perguntas, fiquei calado a ouvir os berros, tentando compreender a situação. 

- Jellal, leva a tua irmã para o quarto! - pede a mãe em lágrimas. Eu levanto-me e vou em direção à Destiny, contudo o pai impede a minha passagem e num gesto manda-me sentar-me. 

- Eles vão ouvir, têm de saber! 

- Tu e as tuas convicções vão fazer os nossos filhos morrer! Morrer da pior maneira que podiam! 

- A pior maneira de morrer é longe da Pátria, longe de casa! Eles deviam considerar-se sortudos por falecer no lugar onde vieram ao mundo. 

- Estúpido! As tuas ideias suicidas não deixaram que eu levasse as crianças para longe da morte! E agora vais destruir tudo! Tudo aquilo que lutamos para ter! E nem te importas, até agradeces! 

- Querias levá-los de mim, todos os meus antepassados foram desta para melhor onde nasceram, comigo, contigo, com eles não podia ser diferente! 

- Os teus antepassados morreram como estúpidos orgulhosos! Eu já nem sei porque é que casei contigo! Porque é que te escolhi a ti para pai dos meus filhos! Não vales um grão de areia! 

Assim que a mulher acaba de proferir a última frase, o homem dá-lhe uma chapada... Não daquelas que ela está habituada a levar, mesmo que o seu discurso tenha sido o mesmo de todas as brigas deles... A Princesinha (alcunha da Destiny) começa a chorar, prevendo que eles vão lutar e ambos saírem gravemente feridos. 

O meu pai prepara-se para desferir outro golpe na esposo, no entanto, um barulho paralisa-o.

Eu e a miúda corremos lá para fora ver a origem do som, era como um bater de asas, asas muito muito grandes. 

Abrimos a porta e lá estavam eles. A voar em direção à vila onde vivíamos... Eram gigantescos, assustadores e terríveis. Os seus olhos eram aterrorizantes. Os corpos, escamosos e pesados... Eles vinham para matar. Para NOS matar. 

Os meus pais continuaram a discussão, ignorante o perigo iminente. Eles tinham consciência que iam morrer, então para quê morrer a discutir? 

Não aguentei simplesmente ficar ali, a ver a minha morte a aproximar-se mais a cada segundo, a escutar os berros das pessoas que me trouxeram ao mundo, a sentir o pânico da minha irmãzinha a soluçar apavorada com a ideia daquele ser o seu fim. 

- Corre! - ordenei começando a correr. Ela seguiu-me, obviamente. Eu sabia que ela queria viver, que ela só queria que a sua vida terminasse quando os seus sonhos fossem realizados, quando ela sentisse que estava na hora certa. 

Enquanto corríamos, começou uma guerra nos céus. Dois dragões chocaram e começaram a lutar. Um era negro com manchas azuis claras e outro era vermelho com a barriga amarela. O Negro sagrou um pouco e ele caiu mesmo em cima de nós. Engoli um pouco, sem querer, acho que a minha irmã também, pois passou o resto do caminho a tossir. Ainda sinto aquela rosma no meu corpo, no momento em que ela caiu, foi como se me sentisse mais poderoso...e nojento. Depois disso, eu e a Dest tomamos 4 banhos seguidos. 

Em meia hora, mais de metade da nossa vila já tinha sido destruída e os dragões não aparentavam ter vontade de sair antes de completar o serviço. Eu e a Destiny fugimos para um lugar considerado sagrado, a gruta dos milagres. Uma gruta quente e acolhedora. Quantas histórias milagrosas não ocorreram lá? Era um refúgio, um refúgio para quem quisesse isolar-se ou proteger-se. Não fomos os únicos a ter essa ideia. Um amigo meu da mesma idade que eu, o Simon, também foi até lá. Ele vivia na zona Norte da vila, os monstros vieram dessa mesma direção. Provavelmente foram os primeiros a serem atacados. 

- E agora? O local onde vivemos vai ser aniquilado por completo e só com muita sorte é que eles não nos matam... - disse o Simon desesperado. O que é que eu poderia dizer naquela situação? Por um lado não queria assustar a minha irmã, ela era apenas uma pobre criança cuja vida acabara de mudar. Porém, tinha de encarar a realidade. Os meus pais iam ser assassinados por dragões, a minha casa derrubada também por eles e permanecer vivo naquelas circunstâncias era quase impossível! Quase... 

Eu sobrevivi, assim como a minha maninha e o meu amigo. Após o massacre acabar e o exército chegar, visitámos a nossas habitações para ver o que restava. Na minha, o segundo andar havia sido arrancado e o rés-do-chão estava bastante danificado. A minha mãe e o meu pai morreram na cozinha. Bem, ele cumpriu com o seu desejo, espero que se tenha sentido realizado quando a cauda de um dragão partiu a casa. Foram decapitados por essa mesma parte daqueles corpos dragónicos, segundo os especialistas que fizeram a autópsia aos corpos. Quase vomitei quando vi o sangue espalhado pelo chão e pelos móveis. O meu quarto voou e encontrava-se a um número considerável de quilômetros de distância. 

Depois de tudo isso, eu e a única que sobrou da minha família, fomos encaminhados para uma comunidade que acolhia orfãos, cujos pais tinham falecido na guerra. O Simon foi inserido noutro num Reino distante. Perdemos o contacto, o que é uma pena... ele era bom rapaz. 

Estou cá há 365 dias, fui dos primeiros a vir para aqui. As sequelas daquela chacina nunca desapareceram. A minha comunidade possui uma barreira mágica a proteger-nos e ainda assim não me sinto seguro. Quase todas as noites sonho com aquele dia. Ando sempre ralado a pensar como é que está a Destiny, ela foi o que restou de tudo e o pensamento de que a qualquer hora pode desaparecer não abandona a minha mente. 

- Mano, come tudo! - pede ela olhando para mim com medo nos olhos. Ela tem esse brilho de medo no olhar sempre, no fundo, está sempre com medo. Medo que a barreira não seja suficiente para nos proteger, medo que tudo se repita, medo de que os amigos que ela fez a abandonem quando ela mais precisar, medo que eu também morra, medo de se sentir sozinha, medo que um dia tudo acabe da maneira, mais cruel que aquela grande imaginação conseguir conceber, medo do que existe para lá das fronteiras da barreira, medo de tudo o que pode acontecer a cada 24 horas. 

- Está bem, eu como tudo. - cedo. Há já muito tempo que não tenho grande apetite, nem para os meus pratos prediletos. Só que não aguento vê-la preocupada comigo. Eu é que o devo fazer. 

Várias e variadas criaturas místicas atacaram e atacam aldeias, cidades e vilas. Mas o ataque à minha, foi especial, houve nele uma coisa que não houve em mais nenhum. A realeza dos dragões no massacre. Todos os outros ataques foram realizados por monstros descontentes com o governo que detínham, exceto o meu. Em todas as outras situações, o controlo total sobre os súbditos não estava com os reis. Mas na minha... 

Mas na minha, a chacina era o objetivo do Reino dragónico. Eles queríam fazer-me aquilo! Fazer aquilo comigo e com a minha irmã! 

Nos outros ataques executados por eles, a realeza repugnou-os completamente. A história da minha vila foi apagada, e não interessa para mais ninguém, só que eu continuo aqui. 

Aqui, a Destiny conheceu aqui uma miúda que também foi atacada por aquelas criaturas horríveis... O nome dela é Wendy, EL vivia numa cidade, relativamente próxima à nossa vila, com a mãe Grandeneey e o avô Zeldon. O pai dela tinha se suicidado quando o convocaram para integrar o exército nacional. 

Ela disse que no dia do apocalipse, um dragão cinzento que parecia ser feito de placas de metal arrancou os últimos andares do prédios dela. E derrubaram cada um, ela viu as pessoas a cair no chão e os seus apartamentos caírem em cima deles. O dela ficava no primeiro andar, então foi a última a ser atirada ao chão, mas não antes de ver o tal dragão espetar a garra no corpo do seu avô, até ela aparecer do outro e ele cair morto e ensanguentado no chão. 

A menina desmaiou em seguida e, acodou já nesta comunidade. Ela veio com a mãe 2 meses depois de eu e a Princesinha chegarmos. Não demorou muito para virem chamar a adulta para a guerra. Aqui é uma situação recorrente, a partir do momento em que se reúne determinadas condições, és inserido no exército de algum país a lutar contra os monstros revolucionários violentos. 

A Wendy recebeu à pouco tempo uma carta da mãe. Dizia que a mulher estava bem, aliás muito bem. Que tinha casado com um homem e já não lutava. Não disse quem era o novo marido, no entanto, garantiu que não seria fácil a filha aceitá-lo, o que nos deixou muito curiosos. No fim, pediu-lhe paciência ea firmou que em breve, tentarei visitar a pequena. 

20 minutos mais tarde

O almoço finalmente teve fim. O clima estava pesado, existem dias assim cá. Basta alguém pensar no que perdeu, para todos se recordarem daquilo que parece ter escorregado das nossas mãos. 

E é precisamente nestas alturas que eu gosto de me sentar encostado a uma árvore específica. A mais alta, a mais bonita e a que mais chama a atenção. Nela estão milhares de frases inscritas. Frases de amor, mensagens de ódio, palavras de felicidade, sílabas de tristezas, ditados de angústia e letras de inveja. 

Custoso até brincar e afirmar que esta enorme planta reflete aquilo que sinto. Amor, amor pela minha irmã, pelas boas memórias que guardo no coração. Ódio, ódio dos seres que ousaram fazer desvanecer tudo o que tinha e podia ter. Felicidade, felicidade por estar a ser capaz de refazer a minha vida e continuar para a frente. Tristeza, tristeza por todas as manhãs acordar suado e repentinamente por rever tudo em pesadelos. Angústia, angústia bem no peito por não ter mais cá pessoas queridas. Inveja, inveja daqueles que podem tomar tudo por garantido. Sim, no meu coração habitam mais emoções negativas do que positivas. 

Eu estou cansado de viver neste ansiedade, parece que estou aqui à espera que tudo volte a acontecer e ou perco a minha irmã ou ela perde-me a mim. Eu gostava de me reencontrar com o Simon. E apesar do perigo existente no mundo lá fora, eu queria ver outras terras... Contudo, isso nunca poderá acontecer. A minha sina é ficar aqui para o resto da vida, dentro de barreiras mágicas protetoras...

A guerra piora a cada instante, pelo menos é o que a televisão diz. Por isso, às vezes os bens essencias como roupa e comida para a nossa comunidade chegam tarde. E ainda por cima, todos os dias chegam mais pessoas. Tenho receio que por ter já 19 anos me mandem combater na guerra. Por quem não sei, não faço ideia de onde estou. 

 Jelly! - esta é a voz da Meredy, uma das minhas novas amigas. 

Jellal off

Continua... 


Notas Finais


A Destiny é uma personagem original, podemos dizer que sou eu.

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